Mauro Ferreira no G1

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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Naná, Baleiro e Lepetit servem 'Café no bule' com 'Caju' em CD do Selo Sesc

No fim da década de 1990, o compositor e percussionista pernambucano Naná Vasconcelos firmou parceria com o cantor e compositor amazonense Vinicius Cantuária, criando músicas registradas em álbum de Naná, Contaminação (M. Officer, 1999). Uma dessas músicas, Caju, foi reprocessada por Naná para Café no bule, disco que o percussionista gravou ao longo dos últimos dois anos como o cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro e com o músico e compositor paulista Paulo Lepeti. Servido a partir desta primeira semana de setembro de 2015, em edição produzida pela Elo Music e distribuída através do Selo Sesc, Café no bule alinha 13 músicas. Com exceção de Caju, lançada em disco há 16 anos, todas são inéditas. O trio assina 11 das 13 composições, sendo que Eu vim foi é a única música criada por Baleiro e Petit sem a participação de Naná. De todo modo, Naná (percussão, efeitos, voz evocais), Baleiro (violão, guitarra, cavaco, ukelele, teclados, voz e vocais) e Lepetit (baixo, u-bass, violão, guitarra, teclados, voz e vocais) uniram forças, vocais e instrumentos na gravação das 13 músicas do repertório autoral que inclui a Ciranda da meia-noite, o Xote do Tarzan e o ijexá A dama do Chama-Maré. Projeto antigo, Café no bule seria servido originalmente com o aroma da música do cantor e compositor paulista Itamar Assumpção (1949 - 2003), mas, com a saída de cena do Beleléu, Petit - que já estava por perto durante a idealização do disco por tocar na banda de Itamar - completou o trio. E o repertório foi sendo criado pelos três artistas - vistos em ilustração baseada em fotos de Mathieu Rougé - sem fórmulas prontas, como conta Baleiro em texto sobre o projeto: “Há casos em que Naná gravou primeiro a levada e eu e Lepetit desenvolvemos a letra, a melodia e a harmonia conjuntamente depois, como é o caso das faixas Ciranda da meia-noite, Batuque na panela e Xote do Tarzan. Outras nasceram de groove de baixo e violão, seguido pela letra e a levada rítmica, como em Yellow taxi e Vou de candonga. Em A dama do Chama-Maré e A maré tá boa, Naná começou a letra e nos deu para musicar, fazer a segunda parte, e depois ele pôs a percussão. Fiz a letra e mandei para o Lepetit, que harmonizou”, revela Baleiro.  Eis, na ordem do CD, as 13 músicas que compõem o sabor rítmico de Café no bule:

1. Ciranda da meia-noite (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
2. Batuque na panela (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
3. A dama do Chama-Maré (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
4. Tem café no bule (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
5. Caju (Naná Vasconcelos e Vinicius Cantuária, 1999)
6. Yellow taxi (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
7. Mosca de bolo (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
8. Eu vim foi (Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
9. A maré tá boa (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
10. Vou de candonga (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
11. Xote do Tarzan (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
12. Bonne chance (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
13. Loa (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)

3 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ No fim da década de 1990, o compositor e percussionista pernambucano Naná Vasconcelos firmou parceria com o cantor e compositor amazonense Vinicius Cantuária, criando músicas registradas em álbum de Naná, Contaminação (M. Officer, 1999). Uma dessas músicas, Caju, foi reprocessada por Naná para Café no bule, disco que o percussionista gravou ao longo dos últimos dois anos como o cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro e com o músico e compositor paulista Paulo Lepeti. Servido a partir desta primeira semana de setembro de 2015, em edição produzida pela Elo Music e distribuída através do Selo Sesc, Café no bule alinha 13 músicas. Com exceção de Caju, lançada em disco há 16 anos, todas são inéditas. O trio assina 11 das 13 composições, sendo que Eu vim foi é a única música criada por Baleiro e Petit sem a participação de Naná. De todo modo, Naná (percussão, efeitos, voz evocais), Baleiro (violão, guitarra, cavaco, ukelele, teclados, voz e vocais) e Lepetit (baixo, u-bass, violão, guitarra, teclados, voz e vocais) uniram forças, vocais e instrumentos na gravação das 13 músicas do repertório autoral que inclui a Ciranda da meia-noite, o Xote do Tarzan e o ijexá A dama do Chama-Maré. Projeto antigo, Café no bule seria servido originalmente com o aroma da música do cantor e compositor paulista Itamar Assumpção (1949 - 2003), mas, com a saída de cena do Beleléu, Petit - que já estava por perto durante a idealização do disco por tocar na banda de Itamar - completou o trio. E o repertório foi sendo criado pelos três artistas - vistos em ilustração baseada em fotos de Mathieu Rougé - sem fórmulas prontas, como conta Baleiro em texto sobre o projeto: “Há casos em que Naná gravou primeiro a levada e eu e Lepetit desenvolvemos a letra, a melodia e a harmonia conjuntamente depois, como é o caso das faixas Ciranda da meia-noite, Batuque na panela e Xote do Tarzan. Outras nasceram de groove de baixo e violão, seguido pela letra e a levada rítmica, como em Yellow taxi e Vou de candonga. Em A dama do Chama-Maré e A maré tá boa, Naná começou a letra e nos deu para musicar, fazer a segunda parte, e depois ele pôs a percussão. Fiz a letra e mandei para o Lepetit, que harmonizou”, revela Baleiro. Eis, na ordem do CD, as 13 músicas que compõem o sabor rítmico de Café no bule:

1. Ciranda da meia-noite (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
2. Batuque na panela (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
3. A dama do Chama-Maré (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
4. Tem café no bule (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
5. Caju (Naná Vasconcelos e Vinicius Cantuária, 1999)
6. Yellow taxi (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
7. Mosca de bolo (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
8. Eu vim foi (Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
9. A maré tá boa (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
10. Vou de candonga (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
11. Xote do Tarzan (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
12. Bonne chance (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)
13. Loa (Naná Vasconcelos, Paulo Lepetit e Zeca Baleiro)

Rafael M. disse...

Trio mais do que acertado... Curioso para ouvir esse disco...

Gill disse...

Nana é um gênio. Fosse de outro país seria um dos maiores percussionistas do mundo. E o é, mas não é reconhecido devidamente.