Mauro Ferreira no G1

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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Tecladista do grupo Los Hermanos prefacia livro com fotos da turnê de 2012

A uma semana de iniciar outra turnê pelas capitais do Brasil, o grupo carioca Los Hermanos lança na terça-feira, 29 de setembro de 2015, livro com 208 páginas ilustradas com fotos tiradas por Caroline Bittencourt nos shows e nos bastidores da turnê nacional de 2012. O prefácio do livro Los Hermanos - Turnê 2012 - Fotos de Caroline Bittencourt (Automatica Edições) é assinado por Bruno Medina, tecladista do grupo carioca. Com a palavra, Bruno Medina, em seu (ótimo) prefácio:

"As próximas páginas reúnem imagens capturadas durante a turnê que fizemos entre os meses de abril e junho de 2012. Foram, ao todo, 24 apresentações em 12 capitais, a mais extensa série de shows realizada desde que a banda entrou em recesso, cinco  anos antes. De certo modo, pode-se dizer que a ocasião propiciou um tardio, porém louvável, acerto de contas com as lentes, uma vez que os 10 anos em que estivemos viajando e tocando ininterruptamente parecem não ter sido tempo suficiente para viabilizar um registro fotográfico a altura do apreço que temos pela trajetória que construímos juntos.

Apesar dos insistentes pedidos por um livro como esse, resistimos através das desculpas cabíveis, talvez por supor que, assim como não se faz um omelete sem quebrar os ovos, não se obtém um resultado de qualidade sem ceder à câmera um pouco de privacidade. Afinal, além dos tantos olhares que já nos acompanham, haveria ainda por cima este, tentando tornar eterna cada banalizável nuance da rotina na estrada: e para cada instantâneo digno de se mostrar aos netos, haveria ao menos 10 de panças embaraçosamente proeminentes, ou de sonecas desprovidas de qualquer dignidade num saguão de aeroporto. Pior, no entanto, seria a frustração ao constatar que não se conseguiu mais uma vez escapar dos perversos tentáculos da glamourização, o pobre clichê que tenta convencer a todos de que esse ofício que temos é melhor ou mais importante do que os demais.
Ledo engano.
Contrariando os prognósticos mais pessimistas, esse trabalho – que tanto custou a nascer – é, em minha opinião, a mais fiel, singela e bem sucedida tentativa de capturar a essência desta banda. E não tenham dúvidas de que isso só foi possível porque, por trás da câmera, havia o olhar generoso e sensível da Carol, uma amiga querida que a vida (e o talento dela, é claro) se encarregou de transformar em nossa mais assídua fotógrafa.
As dezenas de imagens expostas a seguir, mais do que apenas retratar os detalhes desta turnê em específico, compõem um mosaico bastante representativo do que foram estes 17 anos de Los Hermanos. Ao imergir no universo composto por paisagens insólitas, luzes difusas, objetos incompreensíveis, sobreposições, tem-se a impressão de girar junto a uma espécie de caleidoscópio sensorial que emoldura, a partir de fragmentos multicoloridos, o sempre sublime encontro da banda com seu público.
Foi em 2012, poderia ter sido em outro ano qualquer. Foram outras as pessoas, os lugares, as nossas idades e ambições, mas, de alguma forma impossível de explicar, cada fragmento deste livro, cada diminuto capítulo da história que aqui é contada, como um fractal, contém todos os demais. Eis aí um belo resumo do que tem sido até agora essa nossa fantástica ventura."
Bruno Medina

8 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ A uma semana de iniciar mais uma turnê pelas capitais do Brasil, o grupo carioca lança na próxima terça-feira, 29 de setembro de 2015, livro com 208 páginas ilustradas com fotos tiradas por Caroline Bittencourt nos shows e nos bastidores da turnê nacional de 2012. O prefácio do livro Los Hermanos - Turnê 2012 - Fotos de Caroline Bittencourt (Automatica Edições) é assinado por Bruno Medina, tecladista do grupo carioca. Com a palavra, Bruno Medina, em seu (ótimo) prefácio:

"As próximas páginas reúnem imagens capturadas durante a turnê que fizemos entre os meses de abril e junho de 2012. Foram, ao todo, 24 apresentações em 12 capitais, a mais extensa série de shows realizada desde que a banda entrou em recesso, cinco anos antes. De certo modo, pode-se dizer que a ocasião propiciou um tardio, porém louvável, acerto de contas com as lentes, uma vez que os 10 anos em que estivemos viajando e tocando ininterruptamente parecem não ter sido tempo suficiente para viabilizar um registro fotográfico a altura do apreço que temos pela trajetória que construímos juntos.

Apesar dos insistentes pedidos por um livro como esse, resistimos através das desculpas cabíveis, talvez por supor que, assim como não se faz um omelete sem quebrar os ovos, não se obtém um resultado de qualidade sem ceder à câmera um pouco de privacidade. Afinal, além dos tantos olhares que já nos acompanham, haveria ainda por cima este, tentando tornar eterna cada banalizável nuance da rotina na estrada: e para cada instantâneo digno de se mostrar aos netos, haveria ao menos 10 de panças embaraçosamente proeminentes, ou de sonecas desprovidas de qualquer dignidade num saguão de aeroporto. Pior, no entanto, seria a frustração ao constatar que não se conseguiu mais uma vez escapar dos perversos tentáculos da glamourização, o pobre clichê que tenta convencer a todos de que esse ofício que temos é melhor ou mais importante do que os demais.

Ledo engano.

Contrariando os prognósticos mais pessimistas, esse trabalho – que tanto custou a nascer – é, em minha opinião, a mais fiel, singela e bem sucedida tentativa de capturar a essência desta banda. E não tenham dúvidas de que isso só foi possível porque, por trás da câmera, havia o olhar generoso e sensível da Carol, uma amiga querida que a vida (e o talento dela, é claro) se encarregou de transformar em nossa mais assídua fotógrafa.

As dezenas de imagens expostas a seguir, mais do que apenas retratar os detalhes desta turnê em específico, compõem um mosaico bastante representativo do que foram estes 17 anos de Los Hermanos. Ao imergir no universo composto por paisagens insólitas, luzes difusas, objetos incompreensíveis, sobreposições, tem-se a impressão de girar junto a uma espécie de caleidoscópio sensorial que emoldura, a partir de fragmentos multicoloridos, o sempre sublime encontro da banda com seu público.

Foi em 2012, poderia ter sido em outro ano qualquer. Foram outras as pessoas, os lugares, as nossas idades e ambições, mas, de alguma forma impossível de explicar, cada fragmento deste livro, cada diminuto capítulo da história que aqui é contada, como um fractal, contém todos os demais. Eis aí um belo resumo do que tem sido até agora essa nossa fantástica ventura."
Bruno Medina

Luca disse...

isso aí já deixou de ser música e virou religião

Victor Moraes, disse...

Hahahaha, bom comentário do Luca. De alguma forma, define.
Saudade do tempo pré-disco-4, antes do BOOM de Malhação/O Vento. Quando não eram religião ainda...

Carlos Lopes disse...

Pois eu acho que os Los Hermanos foram a melhor banda rock brasileira da última década. E o disco 4 é o que mais aprecio.

BIGODE disse...

Acho Los Hermanos a ultima coisa realmente forte que aconteceu na musica brasileira, Ventura e Bloco são discos incriveis e influenciaram muita gente

Mas essa eterna volta dos que não foram é desgastante....todo ano tem show retorno, já deu

Gustavo Damaso disse...

Los Hermanos são o Silvio Caldas do rock. =)

Wagner Hardman Lima disse...

Há uns cinco ou seis anos os Los Hermanos fazem turnê de retorno, sem canções novas, sem números de regravação de alguém... shows mais do mesmo com ingressos a R$ 200, 300 inteira. Não sei se eles gostariam de acabar de vez mas não tem coragem diante do que obtém como retorno financeiro... sei que após os 4 discos mais o ao vivo, Los Hermanos têm agido como a Blitz que está sempre buscando um motivo para 'voltar', fazer uns shows e levantar uma grana. Quando resolverem fazer música de novo eu dedico um tempinho e uns trocados p comprar. Até lá... fico com o passado.

jailson disse...

Depois de Los hermanos veio uma outra coisa forte chamada GRAM.. ( apenas os dois primeiros discos..)