quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Livro 'Pavões misteriosos' refaz voo da MPB rumo ao pop dos anos 1980

Resenha de livro
Título: Pavões misteriosos 1974 - 1983: a explosão da música pop no Brasil
Autor: André Barcinski
Editora: Três Estrelas
Cotação: * * * 1/2

O grande mérito do livro Pavões misteriosos é enfocar um período pouco analisado da evolução da música brasileira. De 1974 a 1983, a MPB surgida na era dos festivais dos anos 1960 - e até então cristalizada e consolidada no mercado fonográfico brasileiro, em que pesem as modestas vendas dos discos de seus ícones - foi ganhando progressivo sotaque pop. Big bang que detonou essa explosão pop, o aparecimento do trio Secos & Molhados em 1973 - com imediato sucesso nacional - é o ponto de partida desse livro-reportagem escrito por André Barcinski, um dos melhores jornalistas musicais do Brasil. Com texto envolvente e cheio de estilo, Barcinski mapeia os principais acontecimentos do período 1974 - 1983, parando no surgimento da geração pop roqueira dos anos 1980 que deu uma blitz na MPB e a empurrou progressivamente para os guetos e nichos do mercado fonográfico nacional. A divisão dos capítulos e temas por ano resulta por vezes incerta - porque o estouro de um artista ou movimento geralmente tem ramificações em anos anteriores e gera consequências em anos futuros - mas ajuda a ordenar a linha evolutiva traçada pelo autor no livro recém-lançado pela editora Três Estrelas. A profusão de nomes e assuntos envolvidos em Pavões misteriosos impede um maior aprofundamento dos temas, mas o que conta é a maneira como Barcinski organiza os fatos e os movimentos para mostrar a progressiva imersão da música brasileira no universo pop com consequências artísticas que ainda hoje gera debates calorosos. No fim de Pavões misteriosos, o autor exemplifica a guinada pop da MPB ao lembrar como cantores do gênero, como Gal Costa, aderiram a um repertório mais popular em discos de tom mais comercial. Por seu valor documental, um dos capítulos mais interessantes do livro - situado pelo autor no ano de 1975 - é o que historia a onda de cantores brasileiros que adotaram nomes estrangeiros e repertório em inglês e, se passando por gringos, gravaram canções que escalaram rapidamente as paradas, algumas com a ajuda providencial de sua inclusão em trilhas de novelas da TV Globo. Uma das mais famosas, Feelings, foi gravada em 1974 pelo carioca Maurício Alberto Kaiserman, mais conhecido na época como Morris Albert. No mesmo capítulo, o livro aborda o sucesso comercial feito pelo legítimo roqueiro baiano Raul Seixas (1945 - 1989), fazendo breve análise da trajetória do Maluco Beleza. Na sequência, Barcinski historia a explosão do cantor e compositor paulista Guilherme Arantes - cuja gravação da balada Meu mundo e nada mais em 1976 é marco do pop nacional - e mostra de relance as regras do jogo entre artistas prestigiados e artistas considerados cafonas pela popularidade de sua música pop. Estigma sofrido por Arantes, a quem Elis Regina (1945 - 1982) recorreria em busca de um hit que oxigenasse sua carreira do ponto de vista comercial.  "A Elis me ligou, ela queria um sucesso de qualquer jeito", lembra Arantes, que forneceu o hit Aprendendo a jogar (1980) para a Pimentinha. Sucesso não faltou para cantores populares como o goiano Odair José e o carioca Sidney Magalhães, transformado pelo produtor, compositor e empresário argentino Roberto Livi no cigano Sidney Magal em 1976. Assunto principal do capítulo situado por Barcinski em 1978, Magal reinou em pleno apogeu da disco music, tema iniciado no capítulo de 1977 e desenvolvido ao longo do livro porque o estouro mundial das discotecas mudaram momentaneamente os rumos da indústria fonográfica, afetando a MPB. Aliás, no capítulo intitulado Quanto mais purpurina melhor, Pavões misteriosos mostra como ícones da MPB - como Fagner, a já mencionada Gal Costa, Gilberto Gil e Rita Lee, entre outros - foram se rendendo às exigências do mercado a partir de 1979. E vieram então os anos 1980 com a produção de teclados, jabás, grupos infantis e hitmakers em escala industrial. A propósito, o livro termina sintomaticamente em 1983, ano do primeiro sucesso - Me dê motivo, hit nacional no vozeirão soul de Tim Maia (1942 - 1998) - da dupla de hitmakers formada por Michael Sullivan com Paulo Massadas. Começava a era Sullivan & Massadas, dupla à qual gigantes da MPB recorreram para não serem abafados pela explosão comercial do rock brasileiro dos anos 1980. Com narrativa ágil e bem estruturada, típica mais das grandes reportagens do que das teses acadêmicas, o livro Pavões misteriosos merece atenção por mostrar que o voo pop da música brasileira - que alcançaria altitudes impensáveis ao longo dos implacáveis anos 1980 - foi progressivamente arquitetado entre corujas, pirilampos e a purpurina da década de 1970.

Voz do pop funk, Ludmilla lança 'Hoje', álbum que reúne Belo e Buchecha

No rastro do sucesso comercial obtido com a aposta em Anitta, a gravadora Warner Music joga suas fichas em outra cantora e compositora de estilo pop funk, Ludmilla, nome artístico da carioca Ludmila Oliveira da Silva. Anteriormente conhecida como MC Beyoncé, Ludmilla está lançando aos 19 anos seu primeiro álbum, Hoje. No iTunes desde 11 de agosto de 2014, o álbum chega esta semana às lojas com 14 músicas. Uma delas, Fala mal de mim, é a música que projetou Ludmilla em escala nacional ao ter seu áudio postado no YouTube em maio de 2012. Pelo mesmo canal de vídeo, a cantora está promovendo atualmente Sem querer, uma das faixas do disco. Hoje tem as participações dos cantores Belo e Buchecha, convidados de Não quero mais e Tudo vale a pena, respectivamente. Garota recalcada e Morrer de viver são outras músicas do disco autoral lançado pela Warner Music no mesmo estilo pop funk de Anitta.

Selo Slap anuncia a contratação de Céu, que vai lançar 'best of' em DVD

Vinculado à gravadora carioca Som Livre, o selo Slap anunciou a contratação da cantora e compositora paulistana Céu. A artista vai debutar no selo com a edição em CD e DVD da gravação ao vivo captada em 30 de julho de 2014 no show feito por Céu no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo (SP). Embora Céu já tenha revelado a intenção de fazer o registro audiovisual do show em que canta o repertório de Catch a fire (Island Records, 1973), álbum clássico da discografia do cantor e compositor jamaicano de reggae Bob Marley (1945-1981), a apresentação gravada foi um show de caráter retrospectivo, no estilo best of. Na foto acima, extraída da página do Centro Cultural Rio Verde no Facebook, Céu aparece na gravação do show em que dá voz a sucessos como Lenda (Céu, Alec Haiat e Graziella Moretto, 2005), Malemolência (Céu e Alec Haiat, 2005) e 10 Contados (Céu e Alec Haiat, 2005). Sai este ano.

Patricia Marx estende retrospectiva dos 30 anos de carreira em sextapes

Patricia Marx dá sequência à retrospectiva de suas três décadas de carreira - iniciada com o CD Trinta (Lab 344, 2013) e o DVD Trinta ao vivo (Lab 344, 2013) - com série de quatro sextapes. Já em pré-venda no iTunes, o primeiro - intitulado Te cuida meu bem (Sextape, pt. 1) - tem lançamento programado para 16 de setembro de 2014. Neste EP editado somente em formato digital, a cantora e compositora paulista reprocessa duas músicas da fase infanto-juvenil de sua discografia. Além da música-título Te cuida meu bem (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1987), do primeiro LP solo, Marx revisa - com seu olhar contemporâneo - Destino (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, 1991), sucesso de seu álbum Incertezas (BMG-Ariola, 1991).

Roupa Nova relança, em formato digital, o EP embalado em caixa de 2013

Em 2013, quando relançou cinco DVDs na caixa Roupa Nova Music,  o grupo carioca Roupa Nova adicionou ao produto um EP com seis músicas inéditas. Esse EP está sendo relançado no iTunes de forma avulsa, via Sony Music, neste mês de agosto de 2014. O disco traz as músicas O meu pensamento voa muito mais, Perdi tanto tempo, Sonho impossível, Ser melhor, Segredos do coração - versão em português de Ricardo Feghali para Happy man (Peter Cetera), sucesso do grupo norte-americano Chicago em 1974 - e A festa. O EP já está à venda.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Eis a capa de 'Caymmi Centenário', disco que junta Caetano, Chico e Gil

Esta é a capa de Dorival Caymmi - Centenário, álbum lançado pela Biscoito Fino neste mês de agosto de 2014. Idealizado para festejar o centenário de nascimento de Dorival Caymmi (1914 - 2008), o disco tem arranjos sinfônicos divididos entre Dori Caymmi e Mario Adnet. Diferentemente de Caymmi (Som Livre, 2013), álbum de raridades do cancioneiro lapidar de Dorival, gravado por Dori com seus irmãos Danilo e Nana Caymmi, Dorival Caymmi - Centenário está centrado nos grandes sucessos do compositor e reúne os três irmãos com Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil. Juntos, Caetano, Chico e Gil se unem na abordagem do samba O que é que a baiana tem? (Dorival Caymmi, 1939), faixa que abre o CD. Sozinho, Caetano dá voz ao samba-canção Sábado em Copacabana (Dorival Caymmi e Carlos Guinle, 1951) e ao samba Saudade da Bahia (Dorival Caymmi, 1957). Solo, Gil cai no Samba da minha terra (Dorival Caymmi, 1940) e canta Rosa Morena (Dorival Caymmi, 1942). Já Chico sola Dora (Dorival Caymmi, 1945) e Marina (Dorival Caymmi, 1947). Por sua vez, Danilo canta sozinho Nem eu (Dorival Caymmi, 1952) e remexe no Vatapá (Dorival Caymmi, 1942) enquanto Nana reconta A lenda do Abaeté (Dorival Caymmi, 1948) e se embrenha no Sargaço mar (Dorival Caymmi, 1985). Além de arranjar metade do disco, Dori canta João Valentão (Dorival Caymmi, 1953) e O bem do mar (Dorival Caymmi, 1952) assim como Adnet dá voz ao samba A vizinha do lado (Dorival Caymmi, 1946). Juntos, os três irmãos Caymmi entoam a Canção da partida (Dorival Caymmi, 1957). O CD já está no iTunes.

Álbum da Banda do Mar irradia luzes da cidade nova de Camelo e Mallu

Resenha de CD
Título: Banda do Mar
Artista: Banda do Mar
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * *

A rigor, a Banda do Mar é um trio luso-brasileiro formado pelo carioca Marcelo Camelo (voz, guitarra, violão, baixo e percussão) e a paulistana Mallu Magalhães (voz, guitarra e violão) com o português Fred Pinto Ferreira (bateria e percussão). Mas a Banda do Mar é também - e sobretudo, como mostra o álbum Banda do Mar - uma dupla formada por Camelo e Mallu. Por mais que a bateria de Fred ajude a construir a arquitetura pop do disco, o ótimo músico lusitano é coadjuvante sem força para chegar a formar a terceira ponta do triângulo neste álbum de casal. Lançado hoje (26 de agosto de 2014) pela Sony Music, o CD Banda do Mar é exatamente o que haviam sinalizado as músicas - Hey Nana (Marcelo Camelo), Mais ninguém (Mallu Magalhães) e Muitos chocolates (Mallu Magalhães) - previamente disponibilizadas nas plataformas de música digital. Trata-se de um disco pop, de vibe roqueira, que expõe a harmonia musical e conjugal do casal Camello e Mallu, ora residente em Lisboa. Na contramão da introspecção melancólica que pautou discos anteriores dela e (sobretudo) dele, o som da Banda do Mar é extrovertido, exteriorizado, um desfolhar de rosa, como diz verso de Cidade nova (Marcelo Camelo), a música que abre o disco produzido e arranjado pela própria Banda do Mar. O repertório é formado por 12 músicas inéditas. Sete são de autoria solitária de Camelo. As outras cinco são assinadas por Mallu sem parceiros. Cada um sola a sua música, embora Mallu faça vocais em músicas de Camelo como Pode ser e Vamo embora. Em essência, o álbum Banda do Mar é uma declaração de amor de Camelo para Mallu e vice-versa. "(...) Olha, menininha, tudo que eu faço é pelo seu amor", derrete-se ele em versos de sua canção autoral Faz tempo, de constituição melódica típica do hermano"Meu bem, você para mim é privilégio / Sorte grande de uma vez na vida / Minha chance de ter alegria/ (...) / Somos nosso próprio rei", retribui Mallu em sua canção Seja como for. O título de outra música de Mallu - Me sinto ótima, rock de acento country - reitera a atmosfera de felicidade zen e o leve estado de espírito que permeiam o álbum e que evocam o clima desencanado do som do trio Tribalistas. Com tanto mel, o disco poderia soar adocicado, mas se desvia da trilha sentimental no toque de suas guitarras e, além do mais, tem um frescor pop que anula qualquer eventual resquício de sentimentalismo. Acima de tudo, o álbum Banda do Mar soa sincero e cativa porque a safra de inéditas do casal é de ótima qualidade e se afina harmoniosamente. O clima do disco é solar mesmo nas canções mais melodiosas, conduzidas pelo violão, caso de Dia clarear (Marcelo Camelo). Em contrapartida, Mia (Mallu Magalhães) tem pegada. É a faixa em que a Banda do Mar mais soa como um trio porque o toque percussivo de Fred Ferreira é fundamental para a sonoridade mais agitada da faixa. De todo modo, Banda do Mar - o trio e o disco - é projeto de um casal. O álbum Banda do Mar faz a festa do amor correspondido, feliz, sempre em paz, irradiando as luzes da cidade nova de Marcelo Camelo e Mallu Magalhães.

'Box' com CDs e DVD de Raul apresenta dois inéditos registros de shows

 Dois inéditos registros de shows de Raul Seixas (1945 - 1989) vêm à tona no mês em que a morte do cantor e compositor baiano completa 25 anos. As gravações podem ser ouvidas em CDs da caixa Raul Seixas - 25 anos sem o Maluco Beleza - Toca Raul, produzida por Sylvio Passos, presidente do fã-clube Raul Rock Club, para a Eldorado. A caixa embala seis CDs e um DVD do artista. O supra-sumo são os inéditos CDs ao vivo Eu não sou hippie - Ao vivo no Cine Patrocínio 1974 e Isso aqui não é Woodstock, mas um dia pode ser. O primeiro reproduz áudio de show feito por Raul há 40 anos, no auge do sucesso adquirido com o álbum Gita (Philips, 1974). O segundo traz a gravação da apresentação feita por Raul em setembro de 1981 na segunda edição do lendário Festival de Águas Claras, realizada no interior de São Paulo.

Elba finaliza álbum em que vai de Pedro Luís a Cordel, Ambrósio e Nação

Embora esteja às voltas com a recém-iniciada turnê nacional do show Cordas, Gonzaga e afins, em cartaz de agosto a novembro por sete capitais do Brasil, Elba Ramalho pretende finalizar e lançar ainda em 2014 o álbum que vem gravando desde maio sob produção de Luã Mattar e Yuri Queiroga. Falta gravar as vozes definitivas. O disco segue a linha pop contemporânea do elogiado Qual o assunto que mais lhe interessa? (Ramax / BrazilMúsica!), lançado em 2007. Elba - em foto de Alex Ribeiro - dá voz a músicas de três grupos pernambucanos que emergiram na cena do Recife (PE) dos anos 1990. Projetada há 20 anos, a Nação Zumbi está representada por Risoflora (Chico Science), música de seu primeiro álbum, Da lama ao caos (Chaos / Sony Music, 1994), pedra fundamental do movimento Mangue Beat. Desativado há dez anos, o grupo Mestre Ambrósio (1992 - 2004) é lembrado com Pé-de-calçada, música de Siba gravada pela banda em seu primeiro álbum, Mestre Ambrósio (Rec Beat Discos, 1996). Do Cordel do Fogo Encantado (1999 - 2010), grupo surgido no fim dos anos 1990, Elba revive Nossa Senhora da Paz (Ou o trapézio do sonho) (Lirinha, Clayton Barros, Emerson Calado e Nego Henrique), música do segundo álbum do Cordel, O palhaço do circo sem futuro (Trama, 2002). Do compositor carioca Pedro Luís, nome recorrente na ficha técnica do CD Qual o assunto que mais lhe interessa?, a cantora regrava Cidade em movimento - parceria de Pedro com Toni Garrido, Rodrigo Saad e Roberto Valente gravada pelo grupo Cidade Negra no álbum O erê (Sony Music, 1996) - e Fazê o que?, música do primeiro álbum de Pedro Luís e a Parede, Astronauta tupy (Dubas Música, 1997). Entre inédita de Dani Black com Zélia Duncan (Só pra lembrar) e regravação de parceria de Lenine com Paulo César Pinheiro (Ciranda praieira, música de 2008 incluída no roteiro do espetáculo Cordas, Gonzaga e afins), Elba também dá voz a três músicas do compositor pernambucano Dominguinhos (1941 - 2013). Duas - o fado Um passarinho enganador (parceria com Fausto Nilo) e o xote Olhando o coração - são inéditas e têm as participações da cantora portuguesa Carminho e do pernambucano DJ Dolores, respectivamente. A terceira é a canção Contrato de separação (Dominguinhos e Anastácia), lançada em 1979 na voz de Nana Caymmi.

Sacramento migra do samba para o pop em álbum autoral, 'Autorretrato'

"Quis viver o samba / Ir com ele pela estrada / Nem ser mestre, nem ser bamba / Me barraram na entrada / Por aí, foi por um triz / Eu quis o samba / Mas o samba não me quis". Ouvidos já na abertura do nono álbum de Marcos Sacramento, Autorretrato, os versos resignados de O samba não me quis - parceria de Marcos Sacramento com Luiz Flávio Alcofra - dão a pista da guinada do cantor e compositor carioca neste disco previsto para ser lançado em setembro de 2014 pela Superlativa. Em Autorretrato, disco gravado no estúdio Tenda da Raposa no Rio de Janeiro (RJ), Sacramento migra do samba para o pop, fazendo caminho que não irá surpreender quem sabe que o artista iniciou sua carreira, há 30 anos, como vocalista de um grupo carioca de pop rock, Cão sem Dono. Em Autorretrato, Sacramento - visto na capa do disco em foto de Edu Monteiro, da Fotonauta - dá ênfase à sua produção autoral como compositor, até então presente de forma bissexta em álbuns como Sacramentos (Biscoito Fino, 2006) e Na cabeça (Biscoito Fino, 2009). Sacramento assina todas as 13 músicas inéditas do disco produzido e mixado por Daniel Vasques, saxofonista do grupo Brasov que debuta na função de produtor musical com Autorretrato. Das 13 músicas, dez foram compostas pelo artista sem parceiros. As exceções são Carnaval (Zé Paulo Becker e Marcos Sacramento), Dois rios (de Marcos Sacramento com Tiago Torres da Silva) e a já mencionada parceria com Luiz Flávio Alcofra em O samba não me quis, faixa de abertura do primeiro disco gravado por Sacramento com guitarra e bateria. Eis - na ordem do CD, já em processo de fabricação - as 13 músicas autorais do nono título da discografia de Sacramento, Autorretrato:

1. O samba não me quis (Luiz Flávio Alcofra e Marcos Sacramento)
2. Labirinto (Marcos Sacramento)
3. Bichos (Marcos Sacramento)
4. Na rua (Marcos Sacramento)
5. Sacada (Marcos Sacramento)
6. Pá! (Marcos Sacramento)
7. Dois rios (Marcos Sacramento e Tiago Torres da Silva)
8. Três horas da noite (Marcos Sacramento)
9. Sem sal (Marcos Sacramento)
10. Enigma (Marcos Sacramento)
11. Qualquer um (Marcos Sacramento)
12. Carnaval (Zé Paulo Becker e Marcos Sacramento)
13. Sereia na avenida (Marcos Sacramento)

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Samuel Rosa faz sua 'Saideira' em DVD que Santana lança em setembro

O cantor e compositor mineiro Samuel Rosa figura no elenco de convidados de Corazón Live from México - Live it to believe it, kit de CD e DVD a ser lançado pelo guitarrista mexicano Carlos Santana em setembro de 2014 via Sony Music. Tal como no irregular álbum de estúdio Corazón (Sony Music, 2014), lançado por Santana em 6 de maio, o vocalista, guitarrista e compositor do grupo mineiro Skank faz com seu colega uma versão em espanhol de Saideira (Samuel Rosa e Rodrigo Leão, 1998) no show gravado ao vivo em 14 de dezembro de 2013, na arena VFG, em Guadalajara, no México. Além do show em si, o DVD exibe documentário de 30 minutos sobre o projeto em que Santana faz conexões e duos com cantores da América Latina.

Expressiva capa do CD 'Bossa negra' vai poder ser vista na forma de LP

A expressiva capa criada por Gê Alves Pinto e Thiago Fontin - a partir de foto de Rafael Silva - para o CD Bossa negra vai poder ser apreciada na forma expandida de LP. Lançado neste mês de agosto pela Universal Music, o álbum de Diogo Nogueira e Hamilton de Holanda vai ganhar edição em vinil até o fim deste ano de 2014. No primeiro semestre de 2015, o cantor e compositor carioca faz mais um registro ao vivo de show - em carreira solo - antes de entrar em estúdio para gravar um álbum de inéditas com repertório (essencialmente) autoral.

Ana Cañas prepara álbum em conjunto com Nando Reis em São Paulo

A cantora e compositora Ana Cañas prepara disco em dupla com o cantor e compositor Nando Reis, em São Paulo (SP). Gravado em estúdio, o CD expande a cumplicidade musical dos artistas paulistanos - iniciada quando Nando convidou Cañas para fazer dueto na canção Pra você guardei o amor, a música do oitavo álbum solo do ex-Titã, Drês (Universal Music, 2009).

Voz de Elba ainda arde no sertão de Gonzaga, afins e 'paixões jagunças'

Resenha de show
Título: Cordas, Gonzaga e afins
Artista: Elba Ramalho (em foto de Alex Ribeiro)
Local: Teatro Castro Alves (Salvador, BA)
Data: 23 de agosto de 2014
Cotação: * * * * 1/2
Agenda da turnê nacional do show:
* 6 de setembro de 2014 - Praça do Dragão do Mar  - Fortaleza (CE)
* 9  e 10 de setembro de 2014 - Theatro Net Rio - Rio de Janeiro (RJ)
* 23 de setembro de 2014 - Teatro Luiz Mendonça - Recife (PE)
* 31 de outubro de 2014 - Teatro Guaíra - Curitiba (PR)
* 21 de novembro de 2014 - Sesc Palladium - Belo Horizonte (MG)
* 25 e 26 de novembro de 2014 - Theatro Net São Paulo - São Paulo (SP)

"Na voz que canta tudo ainda arde". Espetáculo de arquitetura teatral, Cordas, Gonzaga e afins está em sintonia com o histórico honroso de Elba Ramalho em palcos brasileiros, repondo a carreira da intérprete paraibana nos trilhos após discos e shows pautados por menor ambição artística. A criação de um espetáculo centrado na obra seminal de Luiz Gonzaga (1912 - 1989) - a mais perfeita tradução das alegrias e tristezas do Nordeste do Brasil - pode até sugestionar paralelismo com o show derivado do álbum Elba canta Luiz (BMG, 2002) e perpetuado no DVD e CD Elba ao vivo (BMG, 2003). Mas nada é do jeito que já foi um dia porque - tal como mentalizado pela jornalista e produtora cultural Margot Rodrigues, idealizadora do espetáculo patrocinado pelo projeto Natura Musical - Elba divide a bela cena com o grupo pernambucano SaGRAMA e com as cordas do também pernambucano Quarteto Encore. O uso dessa formação clássica na abordagem do cancioneiro popular de Gonzaga - e dos compositores afinados com sua obra - dá frescor a todo o repertório costurado pelo diretor André Brasileiro com textos do dramaturgo pernambucano Newton Moreno em roteiro sagaz que faz o sertão virar mar na transposição do primeiro para o segundo ato. Não são apenas cordas - e elas já seriam muito. Elba canta Gonzaga com arranjos calcados em mix renovador de cordas, percussões, sopros e a sanfona de Beto Hortis. De certa maneira, a temática do primeiro ato de Cordas, Gonzaga e afins remete a um dos melhores espetáculos da carreira da cantora, Leão do Norte (1996), por focar as agruras do sertanejo que precisa ser um forte para vencer a batalha cotidiana de sua vida seca - como cantou o rei da nação nordestina no baião Algodão (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1983), uma das músicas de Gonzaga selecionadas para o roteiro repleto de novidades na voz valente de Elba, ora ouvida nos tons mais graves da maturidade. Leoa, Elba também teve que ser forte na travessia Paraíba-Rio de Janeiro feita em 1974, há 40 longos anos. Por isso, há verdade quando ela entra em cena, da plateia, dando voz a Pau de arara (Luiz Gonzaga e Guio de Moraes, 1952)  Por isso, também, poucas vozes têm - como a de Elba - credibilidade para cantar um repertório de paixões jagunças, para citar termo usado em um dos imagéticos textos de Newton Moreno salpicados no roteiro bem urdido. Quando o telão exibe imagens de Elba no início da carreira, enquanto a intérprete revive Não sonho mais (Chico Buarque, 1979), tudo faz sentido porque Cordas, Gonzaga e afins é - também - o espetáculo comemorativo dos 35 anos de carreira fonográfica da leoa. Brava, Elba não se deixa dominar e apagar em cena pela imponência das orquestrações do SaGRAMA - grupo pernambucano criado em 1995 pelo flautista e maestro Sérgio Campelo, diretor musical do espetáculo - e do Quarteto Encore. A introdução e as passagens villa-lobianas do arranjo de Súplica cearense (Gordurinha e Nelinho, 1967) exemplificam a maestria dos grupos no tratamento orquestral da obra de Gonzaga. Súplica cearense é o primeiro grande momento do show, cuja estreia nacional foi realizada em 23 de agosto de 2014 em apresentação que lotou o Teatro Castro Alves, em Salvador (BA). Mas outros grandes momentos se seguiram - como o link inteligente de Assum branco (José Miguel Wisnik e Tom Zé, 1994) com Assum preto (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1950). Esta toada dolente é pungentemente cantada por Elba com os olhos vendados por suas mãos, em belo efeito cênico e de interpretação. Surte efeito também a ação de Elba abrir um livro ou um envelope ao dizer os textos de Newton Moreno. Sem inventar moda, o diretor André Brasileiro - ligado ao teatro do Recife (PE) - conduz Elba com delicadeza e sensibilidade por roteiro de músicas como O ciúme (Caetano Veloso, 1987), majestosamente emoldurada pelas cordas do Encore e entoada com Elba sentada em caixote que complementa o cenário construído com elementos de tom apropriadamente rústico. O tom de Béradêro (Chico César, 1995), número-vinheta em que Elba reproduz os tons agrestes de seu canto nos anos 1970. Na sequência, Ave Maria sertaneja (Júlio Ricardo e Osvaldo de Oliveira, 1964) abre bloco de clima sacro em que vida, religião e morte se entrelaçam, culminando com Funeral de um lavrador (Chico Buarque sobre texto de João Cabral de Melo Neto, 1964). A propósito, a lembrança do poeta recifense João Cabral de Melo Neto (1920 - 1999) - cujo texto da cigana em sua obra-prima Morte e vida severina (1955) é dito em cena por Elba - é oportuna porque a obra de João Cabral também retrata com fidelidade e poesia esse universo de paixões jagunças. Balaio de sementes, como poetizado por Elba em outro texto de Cordas, Gonzaga e afins, o cancioneiro do Rei do Baião frutifica em cena ao som dos compositores afins como o cantor e compositor pernambucano Accioly Neto (1950 - 2000) - de quem Elba revive A natureza das coisas (2000) em número de empatia popular - e o cantor e compositor pernambucano Alceu Valença, representado por Tomara (Alceu Valença e Rubem Valença Filho, 1990). Mas o eixo do roteiro reside na obra de Gonzagão, cuja pouco ouvida toada Adeus, Iracema (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1962) faz o sertão virar mar a partir do segundo ato, iniciado com a itinerante A violeira (Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque, 1983). Esse mar fundo abarca a Ciranda praieira (1998) de Lenine e Paulo César Pinheiro, remexendo em águas de Pernambuco, terra do frevo de bloco Aquela rosa (Geraldo Azevedo e Carlos Fernando, 1979) e de maracatus como Braia dengosa (Luiz Gonzaga e Guio de Moraes, 1952), outro título pouco ouvido do cancioneiro de um rei que extrapolou o universo do baião. Para quem acompanha a trajetória de Elba, Cordas, Gonzaga e afins mostra músicas nunca encaradas pela leoa, que, mesmo insegura com a letra de Domingo no parque (Gilberto Gil, 1967), oferece boa interpretação deste clássico da fase tropicalista da obra do compositor baiano Gilberto Gil. Nessa música, o SaGRAMA se guia pela orquestração emblemática do maestro Rogério Duprat (1932 - 2006) sem deixar de pôr seu toque pessoal no tema. Na sequência, Sanfona sentida (Dominginhos e Anastácia, 1973) e Sete meninas (Dominguinhos e Toinho Alves, 1975) reiteram a salutar intenção de renovação do repertório de Elba que pareceu pautar os criadores de Cordas, Gonzaga e afins, espetáculo que culmina com bloco de temas juninos em arremate que ainda pode ficar mais espontaneamente animado à medida em que o show ganhar chão na turnê nacional que vai passar por mais seis capitais do Brasil até novembro de 2014. No todo, Cordas, Gonzaga e afins devolve a Elba Ramalho o status de grande intérprete dos palcos. "Tanta gente canta, tanta gente cala". Sobre toda a estrada, pavimentada no Rio de Janeiro há 40 anos, paira a monstruosa força dessa voz que ainda arde.

Elba faz seu sertão virar mar no roteiro do show 'Cordas, Gonzaga e afins'

Em sintonia com a profecia atribuída ao cearense Antônio Vicente Mendes Maciel (1830 - 1897), o líder sertanejo conhecido como Antônio Conselheiro, o sertão vira mar ao longo do roteiro criado pelo diretor pernambucano André Brasileiro para Cordas, Gonzaga e afins, belo espetáculo de natureza teatral feito pela cantora e atriz paraibana Elba Ramalho com o grupo SaGRAMA e o quarteto de cordas Encore. Idealizado pela produtora cultural Margot Rodrigues e patrocinado pelo projeto Natura Musical, o show foca as vidas secas do sertanejo nordestino em seu primeiro ato, mas deságua no mar (de)cantado nos cancioneiros de compositores como os pernambucanos como Luiz Gonzaga (1912 - 1989) - eixo central do roteiro - e Lenine (Ciranda praieira, parceria com Paulo César Pinheiro, de 2008). E é com natural teatralidade que o sertão de Elba vira mar - como visto em 23 de agosto de 2014 na estreia nacional do espetáculo, no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), ponto inicial da turnê que vai passar pelas cidades de Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Curitiba (PE), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP). Costurado por textos imagéticos do dramaturgo pernambucano Newton Moreno, o roteiro de Cordas, Gonzaga e afins inclui temas pouco ouvidos de Gonzaga, como a toada Adeus, Iracema (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1962) e o maracatu Braia dengosa (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1956), entre músicas de Alceu Valença (Tomara, parceria com Rubem Valença Filho, de 1990), Caetano Veloso (O ciúme, 1987) e Gilberto Gil (Domingo no parque, 1967). Eis o roteiro seguido por Elba Ramalho - em foto de Alex Ribeiro - na estreia nacional do show Cordas, Gonzaga e afins no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), em 23 de agosto:

Primeiro ato:
1. Pau de arara (Luiz Gonzaga e Guio de Moraes, 1952)
2. Algodão (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1953)
3. Não sonho mais (Chico Buarque, 1979)
*  Toda paixão é jagunça - Texto de Newton Moreno
4. Qui nem jiló (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1950)
*  Aboio mudo - Texto de Newton Moreno
5. Súplica cearense (Gordurinha e Nelinho, 1967)
6. Assum branco (José Miguel Wisnik e Tom Zé, 1994)
7. Assum preto (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1950)
8. O ciúme (Caetano Veloso, 1987)
9. Béradêro (Chico César, 1995)
10. Ave Maria sertaneja (Júlio Ricardo e Osvaldo de Oliveira, 1964)

*    Ave Maria - Texto de Newton Moreno
11. Ave Maria (Bach e Charles Gounoud, 1853) - em latim
*    Texto da cigana (João Cabral de Melo Neto in Morte e vida severina, 1955)
12. Funeral de um lavrador (Chico Buarque sobre texto de João Cabral de Melo Neto, 1964)

*    Poema para seu lua - Texto de Newton Moreno
13. A natureza das coisas (Accioly Neto, 2000)
14. Tomara (Alceu Valença e Rubem Valença Filho, 1990)
Interlúdio:
15. Mundo do lua - tema instrumental com SaGRAMA
     (Medley com composições de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira gravado pelo grupo em álbum de 2008)
Segundo ato:

16. A violeira (Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque, 1983)
17. Adeus, Iracema (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1962)
18. Ciranda praieira (Lenine e Paulo César Pinheiro, 2008)
19. Aquela rosa (Geraldo Azevedo e Carlos Fernando, 1979)
20. Braia dengosa (Luiz Gonzaga e Guio de Moraes, 1952)
 *   Fantasmas que migrou - Texto de Newton Moreno
21. Chão de giz (Zé Ramalho, 1978)
22. Sabiá (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1951)
23. Domingo no parque (Gilberto Gil, 1967)
24. Sanfona sentida (Dominginhos e Anastácia, 1973)
25. Sete meninas (Dominguinhos e Toinho Alves, 1975)
26. São João na roça (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1952)
27. Olha pro céu (Luiz Gonzaga e José Fernandes, 1951)
28. Pagode russo (Luiz Gonzaga, 1946)
Bis:
29. Asa branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1947)
30. Canta Luiz (Dominguinhos e Oliveira, 1997)
31. A vida do viajante (Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil, 1953)

domingo, 24 de agosto de 2014

Elba ainda vai incluir inédita de Jeneci no show 'Cordas, Gonzaga e afins'

 Salvador (BA) - Elba Ramalho estreou o espetáculo Cordas, Gonzaga e afins na noite de ontem, 23 de agosto de 2014, em apresentação que arrebatou o público que ocupou todas as poltronas do Teatro Castro Alves, o mais importante da capital da Bahia. Idealizado pela jornalista e produtora cultural Margot Rodrigues, o show - de arquitetura teatral - chegou à cena com direção de André Brasileiro e o patrocínio do projeto Natura Musical. Ao longo da turnê nacional do show, que vai ser gravado ao vivo no Recife (PE) em 23 de setembro para edição de DVD, Elba (em foto de Alex Ribeiro) vai incluir no roteiro - estruturado por André Brasileiro a partir da obra seminal do compositor pernambucano Luiz Gonzaga (1912 - 1989) - uma música inédita do cantor e compositor paulista Marcelo Jeneci, intitulada Gravitacional.

Vocalista da banda Os Outros, Botika debuta solo com 'Picolé da cabeça'

Vocalista da banda carioca Os Outros, projetada na mídia ao fazer com Teresa Cristina show com o repertório de Roberto Carlos que se transformou em (ótimo) disco de estúdio, o cantor, compositor e escritor carioca Bernardo Botkay, o Botika, debuta na carreira musical solo com o álbum Picolé da cabeça. Produzido por Bernardo Pauleira, o CD sai pelo selo Bolacha Discos e transita pelo universo do rock em músicas autorais como Pequenininho, Fica só, Lugar não sei e Que você chorou. Mundo de Marlboro é uma parceria do artista com a atriz Carolina Bianchi.

Com eco do som da Motown, Armeng faz rap pop em disco para diversão

"Não vou cantar o sofrimento do povo / Muitos já falaram disso e eu não vou falar de novo", avisa o rapper baiano Mr. Armeng, nome artístico do cantor e compositor Maurício de Santos Souza, em Música popular, faixa que abre seu álbum Mr. Armeng, lançado neste mês de agosto de 2014 pela Sony Music. O aviso é cumprido ao longo das dez músicas do disco produzido por Dudu Marote. Armeng faz rap pop, popular, desencanado, com ecos do soul e do r & b propagados nos anos 1970 pela gravadora norte-americana Motown. O extrovertido CD Mr. Armenfoi o prêmio conquistado pelo artista por conta da vitória no reality show musical Breakout Brasil!, promovido através de parceria da Sony Music com o Google e exibido pelo canal pago Sony Spin. Fundador do Freedom Soul Records, único estúdio de Salvador (BA) especializado em rap, Armeng já milita na cena indie baiana desde 2003, tendo emplacado um ou outro hit underground nessa cena local e segmentada. O maior deles, A noite é nossa, figura no repertório do CD gravado com as adesões do cantor e compositor baiano Saulo Fernandes (na música Pele bronzeada) e da cantora paraense Gaby Amarantos (convidada a imprimir seu toque tecnobrega na faixa Pra dominar). Eu vim de lá e Vem cá são faixas do CD.

Disco ao vivo mostra que Arlindo Neto continua na aba e no quintal do pai

♪ A caminho dos 23 anos, a serem completados em 24 de novembro de 2014, o cantor, compositor e percussionista carioca Arlindo Neto lança disco ao vivo via Sony Music na aba e no quintal do pai, o bamba Arlindo Cruz. Compositor desde adolescente, Neto conta com a onipresença de Cruz na ficha técnica do CD Arlindo Neto ao vivo, recém-lançado pela Sony Music (a mesma gravadora de seu pai). Além de assinar a produção musical do disco com Jerominho Fernandes e Rogê, Arlindo Cruz canta dois sambas com o filho -  Meu caminho (Arlindo Neto, Marquinhos Nunes e Jorge Davi Jr.) e Meu povo (Arlindo Cruz, Arlindo Neto e Renato Moraes) - e é compositor recorrente no repertório. Figuram no CD sambas assinados por Cruz com Rogê (Rio Sampa, gravado com o grupo Os De Paula), Jorge Davi (É verãoSentimento de posse) e com o próprio Arlindo Neto (Bom aprendiz, destaque do repertório). Sambista projetado na década de 1980 na mesma leva do quintal do Cacique de Ramos que revelou Arlindo Cruz (embora já tivesse sucessos gravados desde a  segunda metade dos anos 1970), Jorge Aragão é autor e convidado de Já é, samba feito em parceria com Flávio Cardoso.

sábado, 23 de agosto de 2014

Única música inédita do disco de Sam Alves gera EP com quatro remixes

Única música inédita do álbum que Sam Alves lançou em abril de 2014 via Universal Music, Be with me gerou EP de remixes disponibilizado ontem, 22 de agosto de 2014, nas plataformas digitais pela mesma Universal Music. Be with me é composição de autoria do próprio artista cearense (de criação norte-americana), vencedor da segunda temporada do programa The voice Brasil, exibida pela TV Globo em 2013. O EP Be with me _remixes alinha quatro remixes da música de Sam. Dois, Party mix e Hello summer mix, são obras do DJ Linky. Outro remix é assinado pelo DJ Filipe Guerra. Completando o naipe de remixes, há o Dabox Ibiza to Uk remix, criado pelo DJ Dabox (nome artístico do emergente DJ e produtor Glauber Freitas).

Cantor da BaianaSystem, Passapusso lança álbum solo que inclui Jeneci

Vocalista da banda BaianaSystem, novidade da cena de Salvador (BA), o cantor e compositor baiano Russo Passapusso lança o primeiro álbum solo, Paraíso da miragem, em edição digital e em vinil. O lançamento do disco está programado para 26 de agosto de 2014. Produzido e arranjado por Curumin com Lucas Martins e Zé Nigro, Paraíso da miragem foi gravado pelo artista com adesões de Anelis Assumpção, BNegão, Edgard Scandurra, Junix e Marcelo Jeneci.

Elba ganha inédita de Zélia para o álbum produzido no Rio por Luã e Yuri

Elba Ramalho ganhou música inédita de Zélia Duncan. Parceria de Zélia com Dani Black, Só pra lembrar foi dada pela artista fluminense para o álbum que a cantora paraibana prepara no Rio de Janeiro (RJ) com produção dividida entre Luã Mattar e Yuri Queiroga. CD sairá este ano.

Marcia dá voz a 'Partículas de amor' de Lucas e Amabis no terceiro álbum

Embora tenha repertório essencialmente autoral, o terceiro álbum da cantora baiana Marcia Castro, Das coisas que surgem, traz também músicas de lavra alheia em suas faixas. Além da regravação do samba Na menina dos meus olhos (Monsueto Menezes e Flora Matos, 1962), feita com a cantora cubana (criada em Cabo Verde) Mayra Andrade e já divulgada em maio, Das coisas que surgem inclui o registro de Castro de Partículas de amor (Lucas Santtana e Gui Amabis, 2014). A música também figura no recém-lançado sexto álbum de Santtana, Sobre noites e dias (Independente). Produzido por Gui Amabis, parceiro de Santtana na composição do tema, o CD de Marcia Castro tem lançamento previsto para este segundo semestre de 2014.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Pedro Mariano lança CD e DVD com gravação ao vivo de show sinfônico

O cantor paulistano Pedro Mariano está lançando, nos formatos de CD e DVD, a gravação ao vivo do show Pedro Mariano e orquestra. Projeto sinfônico que estreou no Recife (PE) em 29 de agosto de 2013 e que foi gravado para edição de CD e DVD na apresentação feita em 12 de outubro de 2013 no Teatro Alfa, em São Paulo (SP), o show Pedro Mariano e Orquestra tem 16 músicas no roteiro. Duas - Sem você sou não (Jair Oliveira) e Um pouco mais perto (Ana Carolina, Chiara Chivello e Edu Krieger) - são inéditas. No concerto, Pedro Mariano canta com a Orquestra Eleazar de Carvalho sob direção musical de Otávio de Moraes. A direção geral do show é de Jorge do Espírito Santo. Eis as 16 músicas do CD e DVD Pedro Mariano e Orquestra:

1. Simples (Jair Oliveira, 2006)
2. Certas coisas (Lulu Santos e Nelson Motta, 1984)
3. Pra você dar o nome (Tó Brandileone, 2011)
4. Al otro lado del río (Jorge Drexler, 2004)
5. Um pouco mais perto (Ana Carolina, Chiara Civello e Edu Krieger) - inédita
6. Faltando um pedaço (Djavan, 1981)
7. Você (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1974)
8. Sei lá eu (Pedro Viáfora e Pedro Altério, 2011)
9. Ventania (Jair Oliveira, 2007)
10. A medida da paixão (Lenine e Dudu Falcão, 1999)
11. Pontos cardeais (Ivan Lins e Vitor Martins, 1989)
12. Sem você sou não (Jair Oliveira) - inédita
13. Poder (Jorge Vercillo, 2007) 
14. Simplesmente (Samuel Rosa e Chico Amaral, 2009)
15. Sangrando (Gonzaguinha, 1980)
16. Miragem (Dani Black, 2011)

Elba grava ao vivo no Recife, em setembro, o show em torno de Gonzaga

Elba Ramalho vai gravar ao vivo, no Recife (PE), o show Cordas, Gonzaga e afins. A gravação do DVD vai ser feita na apresentação agendada para 23 de setembro de 2014 no Teatro Luiz Mendonça, na capital de Pernambuco. No show de arquitetura teatral, que vai chegar à cena pela primeira vez em Salvador (BA), em 23 de agosto, a cantora paraibana entrelaça a obra do compositor pernambucano Luiz Gonzaga (1912 - 1989) com músicas de Alceu Valença, Caetano Veloso, Geraldo Azevedo, Gilberto Gil, Lenine e Zé Ramalho, entre outros compositores influenciados - em maior ou menor grau - pelo cancioneiro seminal do Rei do Baião. Sob a direção de André Brasileiro, Elba vai cantar Gonzaga e afins na companhia do grupo instrumental pernambucano SaGRAMA, do quarteto de cordas Encore, do baterista Tostão Queiroga e das sanfonas de Beto Hortis e Marcelo Caldi. Espetáculo comemorativo dos 35 anos de carreira fonográfica da cantora, iniciada em 1979, Cordas, Gonzaga e afins tem textos do dramaturgo pernambucano Newton Moreno e patrocínio do projeto Natura Musical.

Voz fundamental do Quarteto em Cy, Cybele sai de cena no Rio aos 74

Em seus 50 anos de vida artística, iniciada de forma profissional com show feito em 30 de junho de 1964 no Bottle's Bar no Rio de Janeiro (RJ), o Quarteto em Cy teve várias formações e, a rigor, sua origem remete a 1959, quando o grupo vocal ainda se chamava As Baianinhas. Mesmo que não tenha estado em todas essas formações, já que saiu do grupo em 1967 para formar dupla com a irmã Cynara e somente se reintegrou ao quarteto anos depois, em 1980, a cantora baiana Cybele Ribeiro de Sá Leite Freire (3 de maio de 1940 - 21 de agosto de 2014) foi uma das vozes fundamentais desse grupo vocal entranhado na história da MPB nascida e projetada na era dos  festivais dos anos 1960. Por isso mesmo, a notícia da saída definitiva de cena de Cybele - ontem, no Rio de Janeiro (RJ), aos 74 anos, por conta de isquemia pulmonar decorrente de pneumonia - entristece o meio musical brasileiro. Cybele, que tinha deixado o Quarteto em Cy em 2013, fez parte da formação original do grupo com suas irmãs Cynara, Cyva e Cylene, nascidas em Ibirataia (BA) no interior da Bahia. Cybele - a terceira da esquerda para a direita na foto que ilustra este post - viveu momentos emblemáticos da música brasileira como a defesa de Sabiá (Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque, 1968) - sob vaias injustas - em festival da canção produzido em 1968. Na ocasião, Cybele formava dupla com  a irmã Cynara. Mas é como integrante do Quarteto em Cy que a sabiá Cybele possivelmente vai ser mais lembrada na história da música popular do Brasil pelos voo alçado com as irmãs em Cy.

CD com registro inédito de show de Gal e Gil, em 1971, sai em setembro

♪ Já em pré-venda, o CD duplo Gilberto Gil & Gal Costa Live in London Nov 26th 1971 chega ao mercado fonográfico no início de setembro de 2014, via selo Discobertas, com o inédito registro ao vivo de show feito pelos cantores baianos Gillberto Gil e Gal Costa em 26 de novembro de 1971 no Student Centre da City University London, na Inglaterra, país europeu que acolheu o então exilado Gil e seu irmão de fé Caetano Veloso. A fita com a gravação do show - captado em estéreo - foi encontrada pelo produtor musical Marcelo Fróes em Londres, em 1998. Dezesseis anos após a discoberta, o áudio da fita chega ao mercado fonográfico, como CD duplo, com as devidas autorizações de Gil e Gal. Eis as músicas alocadas nas 18 faixas do álbum Gilberto Gil & Gal Costa Live in London Nov 26th 1971, um item de colecionador:

Disco 1
1. Coração vagabundo (Caetano Veloso, 1967)      
2. Sai do sereno (Onildo Almeida, 1965)      
3. Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971)      
4. Como dois e dois (Caetano Veloso, 1971)      
5. Dê um rolê (Moraes Moreira e Luiz Galvão, 1971)      
6. Medley: A) Maria Bethânia (Caetano Veloso, 1971) /

                B) Bota a mão nas cadeiras (Tema tradicional)
7. Chuva, suor e cerveja (Caetano Veloso, 1969)      
8. Falsa baiana (Geraldo Pereira, 1944)      
9. Acauã (Zé Dantas, 1952)      

Disco 2
1. Procissão (Gilberto Gil e Edy Star, 1967)      
2. Brand new dream (Gilberto Gil, 1971)      
3. Expresso 2222 (Gilberto Gil) - Música então inédita de Gilberto Gil     
4. Aquele abraço (Gilberto Gil, 1969)      
5. Sgt. Pepper's lonely hearts club band (John Lennon e Paul McCartney, 1967)
6. One o'clock last morning, 20th april, 1970 (Gilberto Gil, 1971)      
7. Oriente (Gilberto Gil) - Música então inédita de Gilberto Gil     
8. Up from the skies (Jimi Hendrix, 1967)      
9. Viramundo (Gilberto Gil e José Carlos Capinan, 1967)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Ivan Lins posta foto no Facebook em que anuncia edição de CD em breve

"Vem disco novo por aí. Aguardem!!!". Dessa forma, Ivan Lins revelou com foto postada em sua página oficial no Facebook que grava o sucessor do álbum Amorágio (Som Livre, 2012). Nessa foto, o cantor e compositor carioca aparece, no estúdio, ao lado do músico Marco Brito.

Levantamento mostra que Raul, morto há 25 anos, vive pela obra dos 70

 Os 25 anos da morte de Raul Seixas (28 de junho de 1945 - 21 de agosto de 1989) - completados hoje, 21 de agosto de 2014 - motivaram um levantamento do ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) que mostra que a força do mito alimentado em torno do cantor e compositor baiano reside no cancioneiro composto e/ou gravado pelo Maluco Beleza ao longo dos anos 1970. Das 10 músicas mais regravadas do cancioneiro de Raul, nove foram lançadas ao longo da década de 1970 - período em que o artista atingiu seu auge comercial e artístico com a feitura de um rock de sotaque brasileiro e de aura mística que apontou afinidades entre Elvis Presley (1935 - 1977) e Luiz Gonzaga (1912 - 1989). A única exceção na lista é Cowboy fora-da-lei (Raul Seixas e Cláudio Roberto), sucesso do penúltimo álbum de Raul, Uah-bap-lu-bap-lah-béin-bum! (Copacabana, 1987). A curiosidade é, dessas 10 músicas, duas não foram lançadas na voz de Raul, pois trata-se de canções compostas pelo artista para os cantores Diana e Balthazar e, intérpretes originais de Ainda queima a esperança (Raul Seixas e Mauro Motta, 1971) e Se ainda existe amor (Raul Seixas e Sandra Syomara, 1975). Eis as 10 músicas mais regravadas da obra de Raul Seixas e - na sequência - as 10 músicas mais tocadas desse cancioneiro, de acordo com o inédito levantamento do ECAD:

* As dez músicas de Raul Seixas mais regravadas:
1. Medo da chuva (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974)
2. Gita (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974)
3. Se ainda existe amor (Raul Seixas e Sandra Syomara, 1975)
4. Maluco beleza (Raul Seixas e Claudio Roberto, 1977)
5. Metamorfose ambulante (Raul Seixas, 1973)
6. Ainda queima a esperança (Raul Seixas e Mauro Motta, 1971)
7. Tente outra vez (Raul Seixas, Mauro Motta e Paulo Coelho, 1975)
8. Como vovó já dizia (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974)
9. O trem das sete (Raul Seixas, 1974)
10. Cowboy fora-da-lei (Raul Seixas e Claudio Roberto, 1987)

* As dez músicas de Raul Seixas mais tocadas nos últimos cinco anos:
1. Maluco beleza (Raul Seixas e Claudio Roberto, 1977)
2. Tente outra vez (Raul Seixas, Marcelo Motta e Paulo Coelho, 1975)
3. Metamorfose ambulante (Raul Seixas, 1973)
4. Aluga-se (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1980)
5. Gita (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974)
6. Medo da chuva (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974)
7. Cowboy fora-da-lei (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1987)
8. O carimbador maluco (Raul Seixas, 1983)
9. Eu nasci há dez mil anos atrás (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1976)
10. Ainda queima a esperança (Raul Seixas e Mauro Motta, 1971)

Gravação de tributo a Raul junta no Rio artistas como Edy, Jeneci e Jerry

Projeto que desde 1992 gera eventos em homenagem ao cantor e compositor baiano Raul Seixas (1945 - 2014), O baú do Raul teve mais uma edição na cidade do Rio de Janeiro (RJ) na noite de 19 de agosto de 2014. Artistas de diferentes estilos e gerações subiram ao palco da Fundição Progresso para participar da gravação ao vivo de CD e DVD a serem editados pela gravadora Som Livre ainda neste ano de 2014, a tempo de lembrar os 25 anos da morte do Maluco Beleza, completados hoje, 21 de agosto. Se o anterior CD / DVD Baú do Raul - Uma homenagem a Raul Seixas (Som Livre, 2004) priorizou os  sucessos do artista, o show deste ano de 2014 tirou do baú vários lados B da discografia do roqueiro, abrangendo músicas de todas as fases da carreira fonográfica de Raulzito. Eis as 24 músicas cantadas na Fundição Progresso sob a direção musical de Arnaldo Brandão pelo time eclético de intérpretes (alguns vistos na montagem de fotos de Washington Possato) escalado pela Som Livre para o show apresentado pela DJ Vivi Seixas, filha caçula de Raul, e realizado sob a direção de Dada Burger:

1. Você ainda pode sonhar (Lucy in the sky with diamonds) 
    (John Lennon e Paul McCartney, 1967, em versão em português de Raul Seixas, 1968)
    - Jerry Adriani e Os Panteras
2. Sessão das 10 (Raul Seixas, 1971) - Edy Star
3. Aos trancos e barrancos (Raul Seixas, 1971) - Zeca Baleiro
4. Rock das Aranhas (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1980) - Luiz Carlini
5. Aluga-se (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1980) - Digão (Raimundos)
6. Abre-te Sésamo (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1980) 
    - Philippe Seabra e Clemente (Plebe Rude)
7. No fundo do quintal da escola (Raul Seixas e Cláudio Roberto) - Tico Santa Cruz
8. Sapato 36 (Raul Seixas e Cláudio Roberto) - Tico Santa Cruz
9. Cowboy fora da lei (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1987)
    - Marcelo Jeneci (com Laura Lavieri)
10. Metrô linha 743 (Raul Seixas, 1984) - BNegão
11. Século XXI (Raul Seixas e Marcelo Nova, 1989) - Marcelo Nova
12. Rock'n'roll (Raul Seixas e Marcelo Nova, 1989) - Marcelo Nova
13. Pai Nosso da terra (Raul Seixas, Nasi e Ricardo Gaspa, 1993)
      - Nasi & Edgard Scandurra
14. As minas do Rei Salomão (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1973)
      - Nasi & Edgard Scandurra
15. Eu nasci há dez mil anos atrás (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1976) - Gabriel Moura
16. Quando acabar o maluco sou eu (Raul Seixas, Cláudio Roberto e Lena Coutinho, 1987)
      - Rick Ferreira & Cláudio Roberto
17. Se o rádio não toca (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974) - Cachorro Grande
18. S.O.S. (Raul Seixas, 1974) - Baia
19. Loteria de Babilônia (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974) - Baia
20. DDI (Discagem direta interestellar) (Raul Seixas e Kika Seixas, 1994) - For Fun
21. Sociedade alternativa (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974) - For Fun
22. Medo da chuva (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974) - Ana Cañas
23. Metamorfose ambulante (Raul Seixas, 1973) - Ana Cañas
24. Conserve seu medo (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1978) - Nação Zumbi

Camões apresenta 'Cupim', EP produzido (no Rio) por Bernardo Pauleira

Vocalista da banda Lusíadas, o cantor e compositor carioca Paulo Camões promove seu projeto solo Camões. O disco de estreia do Camões é o EP Cupim, produzido por Bernardo Pauleira. Gravado, mixado e masterizado de abril a junho de 2014, no Rio de Janeiro (RJ), o EP traz músicas como Bem estar, Cupim, Que nó, Segredo e Tá na cara - assinadas por Paulo Camões. O som do Camões é extraído da interação do violão e dos sintetizadores de Paulo com as programações e sintetizadores de Pauleira. Mas as músicas do EP Cupim foram gravadas com as participações do guitarrista Rodrigo Grabowsy e/ou do tecladista Pedro Calloni. Na web.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Com 'Amigos imaginários', Anelis joga conversa dentro e firma seu estilo

Resenha de CD
Título: Amigos imaginários
Artista: Anelis Assumpção
Gravadora: Scubidu Records
Cotação: * * * *

"Oi, tudo bem? (...) Eu tô aqui pra jogar conversa dentro. Você tá com tempo? Eu tô aqui...", se coloca à disposição Anelis Assumpção, por meio de versos de Cê tá com tempo? (Anelis Assumpção), uma das doze inéditas músicas autorais de seu segundo álbum solo, Amigos imaginários. Já na faixa que abre o disco, disponível para download gratuito e legalizado no site oficial da artista, a cantora e compositora paulistana convida o ouvinte a entrar no universo desse álbum que firma sua carreira solo e seu estilo autoral. Como o lançamento de Song to Rosa (Anelis Assumpção), canção levada no ritmo veloz do ska, já havia sinalizado em junho, o disco reedita o alto nível de inspiração de seu antecessor Sou suspeita Estou sujeita Não sou santa (Scubidu Records, 2011). Gravado entre fevereiro e maio deste ano de 2014, com produção dividida entre Anelis, Bruno Buarque (bateria), Cris Scabello (guitarra), MAU (baixo) e Zé Nigro (teclados), Amigos imaginários tem forte tempero latino, mas extrapola ritmos e latitudes. Tal tempero é detectado já na levada da segunda faixa, Eu gosto assim (Anelis Assumpção), e no acento cubano de Inconcluso (Anelis Assumpção), abolerada balada cantada em espanhol e aditivada com toque de reggae. Parte do molho do CD, aliás, vem da Jamaica. Temas como Mau juízo estão imersos no universo dub. Devaneios cai no suingue com a voz rapeada do cantor e compositor baiano Russo Passapusso, parceiro de Anelis na ótima composição. Já Minutinho - parceria de Anelis com Alzira E., arrudA (poeta que tem feitos boas conexões musicais com a cena paulista contemporânea) e Jerry Espíndola - é rock que figura entre os grandes momentos do CD. Também há algo de rock (e de samba...) - mas no sentido mais heterodoxo dos dois gêneros - em Declaração, música turbinada com as guitarras personalíssimas de Kiko Dinucci e Rodrigo Campos. Músico fundamental na atual cena musical paulistana, Dinucci é parceiro de Anelis na composição, feita com a adesão de Céu. Como ressalta apropriadamente a colega Tulipa Ruiz no atento texto que escreveu para apresentar o CD, Amigos imaginários é um disco de bando que tem um som de banda, formada pelos produtores do álbum com a adesão de Edy Trombone e de músicos eventuais que tocam em uma ou outra faixa. A sonoridade antenada valoriza músicas em si menos envolventes, como Por quê? (Anelis Assumpção). E esse som parece organizado, preciso, servindo bem a Toc toc toc (Anelis Assumpção) - outra música que sobressai menos no conjunto da obra - e a Deuso deusa (Anelis Assumpção), tema de base percussiva que fecha com aura meio sagrada Amigos imaginários, álbum em que Anelis Assumpção joga conversa dentro com boas letras e músicas.

Pitty anuncia a edição do livro 'Cronografia', fotobiografia de sua carreira

 Nem bem começou a turnê nacional do show Sete vidas, baseado em seu homônimo quarto disco solo de estúdio, Pitty anunciou a edição de seu primeiro livro. No mercado a partir do início de setembro de 2014, Cronografia: uma trajetória em fotos é - como já anuncia o título do livro - fotobiografia que reconstitui os principais passos da vida e da carreira da artista baiana. Em 160 páginas, Cronografia entrelaça textos escritos pela própria Pitty com centenas de imagens, algumas assinadas por fotógrafos como Caroline Bittencourt, Jorge Bispo, Otavio Sousa, Rui Mendes e Sora Maia. Há também fotos antigas do arquivo pessoal de Priscilla Novaes Leone, que iniciou sua trajetória musical ainda adolescente, no universo do hardcore e do punk, tendo integrado as bandas Inkoma (como vocalista) e Shes (como baterista). Cronografia expõe imagens de todas as fases da carreira da cantora e compositora.

Masterizado na Alemanha, segundo CD de Alice tem Caetano e Marcinho

Grata revelação da música brasileira nos anos 2010, a cantora e compositora carioca Alice Caymmi aprontou seu segundo álbum. Masterizado na Alemanha, o sucessor do autoral Alice Caymmi (Kuarup / Sony Music, 2012) traz no repertório duas músicas do compositor baiano Caetano Veloso. Uma é Iansã (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1972). Menos autoral do que seu antecessor, o segundo disco de Alice - vista em foto extraída de seu Instagram - traz também na ficha técnica o nome do funkeiro carioca MC Marcinho. O álbum deve sair até o fim do ano.