sábado, 18 de abril de 2015

Fábio canta Raul em show com inéditas do álbum que vai lançar em maio

A IMAGEM DO SOM - Ninguém gritou 'toca Raul!' na plateia majoritariamente feminina da casa Vivo Rio. Ainda assim, Fábio Jr - em foto de Rodrigo Goffredo - incluiu um sucesso do cantor e compositor baiano Raul Seixas (1945 - 1989) no show que mostrou na noite de ontem, 17 de abril de 2015, ao seu público carioca. Entre hits da boa fase inicial de sua carreira solo, como O que é que há? (Fábio Jr. e Sérgio Sá, 1982) e Seu melhor amigo (Guilherme Lamounier, 1981), o cantor deu voz a Tente outra vez (Raul Seixas, Mauro Motta e Paulo Coelho, 1975) - hit do Maluco Beleza há 40 anos - e a Casinha branca (Gilson Campos, 1979). Pai (Fábio Jr., 1979) - joia do cancioneiro autoral do artista - também figurou no roteiro do show de estética kitsch. Até então inédito na cidade do Rio de Janeiro (RJ), o show integra a turnê nacional O que importa é a gente ser feliz e adianta algumas músicas do disco de inéditas que o cantor e compositor paulistano vai lançar em maio de 2015 pela gravadora Sony Music. Primeiro disco de inéditas de Fábio desde O amor é mais (Sony Music, 2004), o álbum tem produção assinada por Dudu Borges - grife do mercado pop sertanejo - e participação da dupla Jorge & Mateus. No show, Fábio Jr. irmana novas e velhas músicas com cacos inseridos nos versos dessas músicas e um jeito mais descompromissado com o sentido original das letras. Para o ainda fiel público de Fábio Jr., o que importa é ele ser feliz.

Eis as onze músicas autorais de 'Dancê, o terceiro álbum de Tulipa Ruiz

Com lançamento programado para 5 de maio de 2015, via Pommelo Distribuições, o terceiro álbum de Tulipa Ruiz, Dancê, alinha 11 músicas autorais, assinadas pela cantora e compositora paulistana com o guitarrista Gustavo Ruiz - irmão da artista e produtor do disco - e com parceiros ocasionais. Em rotação na web desde a última terça-feira, 14 de abril, a música Proporcional (Tulipa Ruiz e Gustavo Ruiz) já abriu os trabalhos promocionais do álbum mais dançante da discografia de Tulipa. O compositor e pianista acriano João Donato participa de Tafetá. O grupo Metá Metá também figura no disco. Eis  - na ordem do CD -  os nomes das 11 músicas de Dancê:

1. Prumo
2. Proporcional
3. Tafetá 
4. Elixir
5. Reclame
6. Expirou
7. Jogo do contente
8. Virou
9. Físico
10. Old boy
11. Algo maior

Partindo do Norte, Alaídenegão tece som coeso no CD 'Senoide sensual'

Resenha de CD
Título: Senoide sensual
Artista: Alaídenegão
Gravadora: Deck
Cotação: * * * *

É curioso que os dois principais integrantes do grupo Alaídenegão - nascido entre Manaus (AM) e Boa Vista (RO), em 2008, a partir da amizade entre o paraibano Agenor Vasconcelos (baixo e voz) e o pernambucano Davi Escobar (guitarra e voz) - tenham origens nordestinas. Afinal, os ritmos e sons regionais associados ao Norte do Brasil - carimbó, guitarrada e brega, sobretudo - pautam a maioria das 14 músicas do primeiro álbum do quinteto, Senoide sensual, lançado em edição física em CD, via Deck, neste mês de abril de 2015 na sequência da edição digital apresentada em 17 de março. Já aos primeiros segundos da faixa que abre o disco, Tecendo o som (Davi Escobar, Agenor Vasconcelos, Rafael Ângelo, Markito Rock e Anastácio Jr.), o suingue do Norte dá o tom. Mas outros ritmos e levadas aparecem ao longo do álbum sem que a fina mistura desande. Ao contrário. Combinando músicas inéditas, como a carnavalesca Caia em si (Antonio Vicente, Davi Escobar, Agenor Vasconcelos, Rafael Ângelo, Markito Rock e Anastácio Jr.), com composições já previamente gravadas em seus três EPs, a banda tece som coeso em Senoide sensual, partindo do Norte em direção a outras praias. Nessa tessitura sonora, os trompetes de Markito Rock e de Jessé Sadoc (também no flugelhorn) - músico convidado do álbum - são determinantes para que Alaídenegão caia no suingue sem se afastar de sua origem nortista, como mostra o arranjo de Rodar na bica (Antonio Vicente e Davi Escobar), música de pegada sedutora. Contudo, Senoide sensual jamais se limita ao já em si rico universo musical do Norte do Brasil. Samba novo (Agenor Vasconcelos e Davi Escobar) entra à moda carioca na cadência do gênero que lhe dá título, com o mesmo humor que marca Batom na cueca (Eliakin Rufino e Davi Escobar), incursão pelo cabaré do brega. Já Zapata (Davi Escobar e Antonio Vicente) põe as células rítmicas do samba a serviço de recado político ("Prefiro morrer em pé cansado / Do que viver em pé ajoelhado"). Entre a evocação afro do Toque dos ancestrais (Davi Escobar e Antonio Vicente) e  a psicodelia embutida em Chica mala (Agenor Vasconcelos), música menos inspirada do repertório, Senoide sensual soa rocker mais na atitude do que no som, feito também pela bateria de A.J. e pela guitarra de Rafael Ângelo. A produção azeitada de Rafael Ramos certamente contribuiu para impedir que a mistura desande. E o fato é que Senoide sensual é ótima surpresa deste ano fonográfico de 2015.

Luiz Carlos Borges sintetiza 50 anos de carreira gaúcha em DVD com CD

Ícone da música do Sul, o cantor, compositor e gaiteiro gaúcho Luiz Carlos Borges veio ao mundo em 25 março de 1953, em Santo Ângelo (RS), rodeado de música. Em 1962, quando contabilizava apenas nove anos de idade, o então menino foi incorporado à formação familiar do grupo Irmãos Borges. Foi por isso que, em outubro de 2012, Borges celebrou exatos 50 anos de carreira em show retrospectivo, feito com convidados, no Theatro São Pedro, um dos palcos mais nobres de Porto Alegre (RS). O registro do espetáculo já está disponível em kit de CD + DVD recém-editado pela gravadora gaúcha Acit. Lenda da música do Sul, com seu som que também alcançou os pampas argentinos, o artista resume 50 anos de música nos 21 números do DVD Luiz Carlos Borges ao vivo (quatro são exibidos nos extras). Trata-se do primeiro registro audiovisual de show de Borges. Na companhia de amigos e colegas como Humberto Gessinger, que participa de Encontro com a milonga (Luiz Carlos Borges), o anfitrião rebobina clássicos da música regional rio-grandense como Baile de fronteira (Luiz Carlos Borges e Mauro Ferreira), Redomona (Luiz Carlos Borges e Apparício Silva Rillo) - tema revivido com o toque do acordeom do conterrâneo Renato Borghetti - e Florêncio Guerra (Luiz Carlos Borges e Mauro Ferreira). Entre chamamés, vanerões, zambas e milongas, Luiz Carlos Borges delimita seu (rico) território musical.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Pitty lança single de vinil com 'Serpente' e a regravação de rock de Rita

Serpente - música de Pitty que promove atualmente o quarto álbum solo de estúdio da cantora e compositora baiana, Sete vidas (Deck, 2014) - está sendo editada em single duplo no formato de vinil de sete polegadas, fabricado pela Polysom. Em rotação na web e nas rádios voltadas para o rock, Serpente é a música que encerra majestosamente o álbum Sete vidas com coros e percussões que exploram rítmicas de terreiros nunca antes pisados pela artista. É o lado A do single. O lado B é a regravação do rock Agora só falta você (Rita Lee e Luiz Sérgio Carlini, 1975), lançado há 40 anos por Rita Lee no álbum Fruto proibido (Som Livre, 1975). O registro de Pitty foi feito em 2014 para a trilha sonora da atual temporada da novela Malhação, exibida pela TV Globo nos fins de tarde. Pitty canta o rock de Rita Lee na pegada hard roqueira de seu álbum Sete vidas.

Noel encontra voz de Zambujo na 'Rua da emenda', CD editado no Brasil

Derradeira obra-prima do cancioneiro do compositor carioca Noel Rosa (1910 - 1937), Último desejo - samba-canção gravado em 1937 pela cantora carioca Aracy de Almeida (1914 - 1988) para disco lançado somente em março de 1938 - ganha a voz do cantor português António Zambujo. Último desejo é uma das 15 músicas do sexto álbum de Zambujo, Rua da emenda (2014), editado no Brasil neste mês de abril de 2015 em edição do selo MP,B Discos distribuída pela gravadora Som Livre. Em outra conexão com a música brasileira, Zambujo regrava no disco a Valsa lisérgica, parceria de Rodrigo Maranhão com Pedro Luís lançada há cinco anos na voz do próprio Maranhão em seu segundo álbum solo, Passageiro (MP,B Discos / Universal Music, 2010).

Leila busca financiamento coletivo para gravação do EP 'Por onde eu for'

Embora tenha recebido convite da gravadora carioca Deck para fazer disco produzido por Rafael Ramos, a cantora paraense Leila Pinheiro optou por recorrer a uma plataforma de financiamento coletivo - a Kickante - para viabilizar a gravação de seu próximo projeto fonográfico. Trata-se do EP Por onde eu for. O disco terá quatro músicas, sendo três inéditas e uma regravação. Os nomes e os compositores das músicas não foram divulgados pela artista. A meta é atingir R$ 95 mil. O EP Por onde eu for dá origem ao show que Leila estreia em 27 de junho deste ano de 2015 em turnê nacional iniciada por Belo Horizonte (MG). As músicas do EP estarão no roteiro do show. Clique aqui se quiser colaborar com o financiamento coletivo do 19º título da discografia de Leila Pinheiro.

Titãs fazem gravação ao vivo do show 'Nheengatu' em casa de São Paulo

O grupo paulistano Titãs vai gravar ao vivo, para edição de CD e DVD, o show Nheengatu, inspirado pelo homônimo 18º álbum do quarteto. A gravação está agendada para a próxima sexta-feira, 24 de abril de 2015, em show na casa Audio SP, em São Paulo (SP). Lançado em maio de 2014, em edição da gravadora Som Livre, o álbum Nheengatu devolveu peso e relevância à discografia dos Titãs (em foto de Marcos Hermes).  CD e DVD vão sair ainda neste ano de 2015.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Primeira gravação de Lenine com a Nação Zumbi faz referência a Capiba

Com trajetórias que correm paralelas desde a década de 1990, tendo em comum a origem pernambucana, o cantor e compositor Lenine e a banda Nação Zumbi cruzam seus caminhos musicais pela primeira vez em uma das músicas de Carbono, álbum de inéditas que Lenine lança em 30 de abril de 2015. A parceria acontece na composição e na gravação de Cupim de ferro, música definida pelo artista como um frevo'n'roll. Cupim de ferro é "um frevo felliniano" na definição de Jorge Du Peixe, vocalista da Nação. A parceria foi divulgada hoje, 16 de abril de 2015, na página oficial de Lenine no Facebook. Frevo gravado com as guitarras e os tambores proeminentes na Nação, sem a típica orquestra de metais recorrente nas orquestrações do ritmo pernambucano, Cupim de ferro faz referência na letra a versos de um dos frevos mais conhecidos do compositor pernambucano Capiba (1904 - 1997), Madeira que cupim não rói, composto em 1963 para o bloco Madeira do Rosarinho como resposta à derrota deste bloco no Carnaval anterior para o bloco Batutas de São José. Produzido por JR Tostoi com Bruno Tostoi e com o próprio Lenine, o álbum Carbono foi gravado de janeiro a março deste ano de 2015, entre Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Amsterdam (nos Países Baixos). Inédito e autoral, o repertório inclui músicas como Castanho (canção de sotaque interiorano e sertanejo, composta por Lenine com o sueco-pernambucano Carlos Posada, da banda carioca Posada e O Clã), O impossível vem pra ficar (parceria de Lenine com Vinicius Calderoni, gravada com a participação de Tó Brandileone, ambos do grupo paulistano 5 a Seco), À meia-noite dos tambores silenciosos (uma parceria de Lenine com Carlos Rennó arranjada pelo maestro baiano Letieres Leite), Grafite diamante (parceria de Lenine com Marco Polo) e Simples assim (parceria de Lenine com Dudu Falcão). A capa do álbum Carbono expõe Lenine no traço - em grafite - do artista plástico paulistano José Carlos Lollo.

Roberto reproduz seu padrão universal em show poliglota em Las Vegas

Resenha de CD
Título: Roberto Carlos em Las Vegas
Artista: Roberto Carlos
Gravadora: Amigo Records / Sony Music
Cotação: * * *

Quando se dirige ao público que compareceu à MGM Gran Garden Arena em 6 de setembro de 2014 para assistir ao seu show, captado ao vivo na ocasião para edição de CD e DVD postos nas lojas pela gravadora Sony Music neste mês de abril de 2015, Roberto Carlos diz que em Las Vegas tudo é "muito especial". A especialidade reside mais no caráter poliglota do roteiro do que no show em si. Seja cantando em português, em espanhol, em inglês e até em italiano, o cantor e compositor capixaba reproduz no palco da arena de Las Vegas o rígido padrão universal de seus espetáculos. Em bom português, mesmo quando canta em outras línguas, o Rei rebobina em Roberto Carlos em Las Vegas as mesmas emoções de sempre, soando invariavelmente fiel a si mesmo. O artista sabe para quem canta e o que canta. Para quem reza pela sua cartilha, o teor de novidade da gravação ao vivo, embora baixo, pode até surpreender. O CD duplo e o DVD perpetuam os primeiros registros, na voz de Roberto, do samba-exaltação Aquarela do Brasil (Ary Barroso, 1939) - revivido em tons grandiloquentes - e da canção norte-americana I'm in the mood for love (Jimmy McHugh e Dorothy Fields, 1935). "Todo cantor brasileiro tem um prazer especial em cantar essa música", sentencia Roberto, a respeito do samba do compositor mineiro Ary Barroso (1903 - 1964), tema de alcance planetário há tempos cantado pelo Rei em shows pelo mundo, mas nunca incluído em seus registros ao vivo. Já a canção norte-americana - como explica em cena o falante Roberto - é reminiscência afetiva dos tempos pré-fama em que o cantor cumpria expediente nas boates da cidade do Rio de Janeiro (RJ), cantando de tudo, inclusive músicas norte-americanas ("com inglês de Cais do Porto", ressalta Roberto, com humor). E por falar na língua universal, a versão em inglês de Café da manhã (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1978), feita por Sue Sheridan em 1981 para disco direcionado ao mercado fonográfico dos EUA, Breakfast ganha sua primeira gravação ao vivo em Roberto Carlos em Las Vegas, com direito à citação em português de Os seus botões (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1976). Apesar de ter gravado o show em país que fala inglês, Roberto prioriza o espanhol dentre as três línguas estrangeiras ouvidas ao longo do show. Sucessos como Desabafo (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1979), Detalhes (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1971) - canção revivida com as mesmas ênfases e pausas estratégicas - e Como vai você? (Antonio Marcos e Mário Marcos, 1972) são regravados em versões bilíngues que conciliam as letras originais em português com os versos em castelhano. Destaque entre as regravações, Cavalgada (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1977) galopa de início em passos suaves e clima aconchegante, mas ganha progressiva intensidade até explodir em arranjo orgasmático. Em momento mais light, Roberto brinca com o fato de nunca ter entendido a letra original da canção italiana Un gatto nel blu (Totò Savio e Giancarlo Bigazzi, 1972), apresentada pelo cantor na edição de 1972 do Festival de San Remo, evento no qual se sagrara vitorioso quatro anos antes ao defender Canzone per te (Sergio Endrigo e Sergio Bardotti, 1968), música que canta em italiano nesse show de Las Vegas antes de El gato que está triste y azul, a versão em espanhol (de 1979) do bobinho tema italiano Un gatto nel blu. Ainda na seara latina, Roberto tece loas a Carlos Gardel (1890 - 1935), cantor francês de vivência argentina que ficou célebre por interpretar tangos como o abolerado El día que me quieras (Carlos Gardel e Alfredo Le Pera, 1934). Enfim, em seu comportado giro pelo cancioneiro universal romântico, feito sob a direção musical de seu maestro Eduardo Lages, Roberto Carlos reitera conservadorismo que satisfaz seu público e preserva o próprio cantor em posição já (con)sagrada.

'ID' de Sam Alves decalca e dilui a matriz do pop industrializado dos EUA

Resenha de CD
Título: ID
Artista: Sam Alves
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * 

Quinta das 11 músicas de ID, segundo álbum de Sam Alves após sua exposição nacional na segunda temporada do programa The Voice Brasil (TV Globo, 2013), a balada de levada r &b Tired (Sam Alves, Lipe Bade e Zulu Mike) poderia figurar em qualquer álbum de qualquer cantor norte-americano da atualidade. Não por ser cantada em inglês, mas por decalcar a matriz do pop industrializado ora em evidência nas paradas musicais dos Estados Unidos. Até o rap inserido por Zulu Mike na segunda metade da faixa se ajusta ao tom desse pop. Promovido pela balada Nosso vídeo (Dalto Max, D'Black e Felipe Zero), ID até cumpre sua missão de desviar o cantor da rota dos covers que dominaram seu primeiro álbum pós-The Voice Brasil, Sam Alves (Universal Music, 2014). Mas se limita a diluir a matriz desse pop fabricado em série nos EUA. Sam Alves - verdade seja dita - está à vontade nesse terreno, obviamente pelo fato de ter sido criado nos Estados Unidos, apesar da origem cearense, e de dominar essa idioma musical. A questão é que ID soa artificial. Sob a direção artística de Paul Ralphes, os produtores Dalto Max, William Naraine e Gino Martin padronizam sons e emoções em repertório que soa repetitivo. Música que abre o disco com apelo radiofônico, Esse mistério (Dalto Max, Sam Alves e Victor Gobby) apresenta de cara o matiz desse repertório: um pop tangido artificialmente de black. Balada de amor adocicado, Me beija (Ser feliz é pouco) (Dalto Max, Felipe Zero, Paulo Mac, Brenno Be e Twigg) reitera o fato de ID tentar quase sempre se enquadrar na moldura radiofônica. Ao longo das 11 músicas do disco, Sam cai no chororô romântico na lacrimosa canção Quem diria (Dalto Max, Paulo Mac e Victor Gobby) - formatada no estilo voz e piano - e se joga na pista dance do electropop Não vou parar (Dalto Max, Sam Alves e Paulo Mac). Message (Gino e Will) avisa que o som bastante sintético do disco uniformiza levadas e dilui sentimentos enquanto Messing with me - outra música em inglês assinada por Gino e Will - faz ressoar ecos abafados de levadas de músicas de Michael Jackson (1958 - 2009), Justin Timberlake e cia. Enfim, ao mesmo tempo em que livra o artista do estigma de cantor de covers, ID ainda não consegue apontar identidade (própria) para o som de Sam Alves.

Thiago Holanda agrega hits e cantores evangélicos no disco 'Reencontro'

Carioca nascido e criado no lendário bairro de Copacabana, o cantor, músico e produtor Thiago Holanda passou cerca de 20 de seus 32 anos de vida em atividade como tecladista e intérprete de igrejas evangélicas da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Evangélico desde os 11 anos, Holanda põe fé no cancioneiro e nos cantores de sua religião no álbum Reencontro, já disponível para compra e/ou audição nas principais plataformas digitais. Pianista ligado ao universo da MPB, Adriano Souza assina a produção do disco, que apresenta hits do repertório evangélico com arranjos que embutem toques de Bossa Nova e jazz. Holanda agrega no seu disco sete cantores evangélicos, arregimentados no Brasil (Bianca Toledo, Carlinhos Félix e Thalles Roberto), na Colômbia (Alex Campos), em Costa Rica (Danilo Monteiro), nos Estados Unidos (Ron Kenoly) e no México (Coalo Zamorano). O repertório poliglota inclui músicas como Libertador (Cláudio Claro), I just want to be where you are (Don Moen), O espírito do Senhor (Kleber Lucas) e  No cambiaría (Gamaliel Morán).

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Produzido por Kastrup, disco de Elza com Passo Torto é gravado em SP

Com patrocínio obtido no projeto Natura Musical, o disco de Elza Soares com músicos da cena paulistana - como Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Rodrigo Campos e Romulo Fróes (integrantes do quarteto Passo Torto) - começou a ser gravado esta semana em São Paulo (SP). Guilherme Kastrup é o produtor do álbum, gravado desde a última segunda-feira, 13 de abril de 2015, em SP.

Bethânia vai lançar 'single' duplo com tema de novela e inédita de Flavia

Maria Bethânia vai lançar single duplo no formato de CD. Uma música é Eu te desejo amor, a versão em português de Nelson Motta de Que reste-t-il de nos amours? (Charles Trenet e Léo Chauliac, 1942) que a cantora - em foto de Tomás Rangel - gravou para a trilha sonora da novela Babilônia (TV Globo, 2015). A outra faixa do single é uma música inédita de Flavia Wenceslau, compositora paraibana (radicada em Salvador - BA) de quem Bethânia está cantando Silêncio no encerramento do (ótimo) show comemorativo de seus 50 anos de carreira, Abraçar e agradecer.

Cícero recobra n'A praia' parte da inspiração que sumira no fraco 'Sábado'

Resenha de CD
Título: A praia
Artista: Cícero
Gravadora: Deck
Cotação: * * *
Disco disponível para download gratuito no site oficial do artista

Cantor e compositor carioca que integrou a banda indie Alice de 2003 a 2008, antes de se lançar em carreira solo, Cícero Rosa Lins teve seu nome envolvido em aura hype há quatro anos por conta da boa repercussão de seu primeiro álbum solo, Canções de apartamento (Independente, 2011), jogado na web para download gratuito em ação que atiçou a curiosidade de meio meio milhão de ouvintes. Dois anos depois, Cícero - como o cantautor assina seu nome artístico - frustrou expectativas com um segundo álbum, Sábado (Deck, 2013), de tom mais esmaecido, mas de maior introspecção e melancolia. Terceiro álbum de Cícero, A praia - lançado em edição física em CD, mas também já disponibilizado para download gratuito no site oficial do artista - apresenta safra autoral mais inspirada e menos tristonha. Por vezes até solar, como na canção que lhe dá título, A praia alinha dez músicas autorais gravadas dentro da atmosfera cool que pauta o som do artista. Com versos poéticos que sinalizam que o compositor manteve o nível denso de suas letras introspectivas, Soneto de Santa Cruz sobressai entre as dez músicas inéditas da lavra solitária do artista. Sim, há ecos do som do grupo carioca Los Hermanos na arquitetura (Camomila) e/ou na formatação (O bobo, música arranjada com sopros orquestrados por Cícero com Felipe Pinaud) das canções. Mas Cícero, aos poucos, disco a disco, vem esboçando seu próprio universo. Em A praia, álbum de tom acústico produzido por Cícero com Bruno Schulz, o cantautor arrisca Frevo por acaso nº 2 (o primeiro foi lançado em Sábado), se posiciona como voyeur em Cecília e a máquina - faixa de delicadeza instrumental e clima quebrado pela voz de Luiza Mayall - e derrama poesia urbana em canções como Terminal Alvorada, moldadas para vidas e existências que seguem sem alarde. A questão é que os produtores de A praia dão tom intencionalmente desbotado ao repertório. Tudo é elevado à máxima potência cool - o que dilui a vivacidade do toque da zambumba, do triângulo e do acordeom que evocam a rítmica da música nordestina em De passagem, para citar somente um exemplo. Dentro dessa ambiência cool, o artista apresenta disco de tons pastéis como seu canto. Mas, entre nuvens carregadas de melancolia e solidão, há poesia e alguma beleza nas canções que vieram dar n'A praia de Cícero.

'Mama Kalunga' (re)acende fogo sagrado do canto de Virgínia Rodrigues

Resenha de CD
Título: Mama Kalunga
Artista: Virgínia Rodrigues
Gravadora: Casa de Fulô Produções
Cotação: * * * * *

Sete anos após extrapolar a fronteira da música afro-baiana em belíssimo álbum de clima camerístico, Recomeço (Biscoito Fino, 2008), Virgínia Rodrigues (se) volta para a matriz africana de seu canto sagrado com seu quinto álbum, Mama Kalunga. Com sua voz lírica de tom celestial, lapidada em igrejas até ser descoberta no Bando de Teatro Olodum nos anos 1990 e então propagada em discos de maior alcance, a cantora baiana reforça elo com a mãe África ao lapidar pérolas negras como Mon'Ami (Tiganá Santana), Babalaô / Amor de escravo (Abigail Moura) e Mukongo (Tiganá Santana) em dialetos africanos como o kimbundu. Produzido por Sebatian Notini e Tiganá Santana (compositor de músicas que beiram o sublime, casos de Saluba e de Mama Kalunga, saudação à deusa água que intitula o CD), Mama Kalunga se sustenta musicalmente com trama de tambores que se amalgama harmoniosamente com as cordas dos violões de Bernardo Bosisio, com o cello de Iura Ranavesky - diretor musical do disco  - e com o violão-tambor de Tiganá. Os arranjos foram tecidos em tempo de delicadeza que jamais tira o foco da voz de Virgínia, força da natureza, essência de tudo, para citar verso de Ao senhor do fogo azul (Gilson Nascimento), evocação a Nkosi / Ogum - entidade à qual o CD é dedicado - feita pela cantora a capella na abertura do álbum. Em rota distante das trilhas habitualmente seguidas pelos cantores de repertório afro-brasileiro, Virgínia entrelaça ritmos e sotaques, armando a roda baiana para cantar Vá cuidar de sua vida, samba do compositor paulistano Geraldo Filme (1927 - 1995), uma das referências máximas do samba de Sampa. Vá cuidar de sua vida destila finas ironias contra o preconceito racial, tema bisado - com a mesma elegância, só que no ritmo do ijexá - em outro samba, Luandê, da lavra do compositor baiano Ederaldo Gentil (1943 - 2012). Ainda dentro do miscigenado terreirão do samba, Virgínia dá tom solene a uma joia de alto quilate do baú do compositor carioca Paulinho da Viola, Nos horizontes do mundo (1978), filosofia pura na forma de samba interiorizado, formatado com voz, violão e cello em arranjo que remete à estética de câmara do álbum anterior Recomeço, evocado também na trança de voz e violão que costura Teus olhos em mim, belíssima canção em que os compositores Roberto Mendes e Nivaldo Costa derramam poesia romântica. Em seu movimento ritualístico que rejunta Brasil e África, Mama Kalunga abarca Cuba e Peru em faixa que junta dois temas de domínio público, Cantico tradicional afrocubano e Belen cochambre, e na qual se ouve a voz da cantora e compositora peruana Susana Baca. Com suas cores realçadas no tom suave da voz de Tiganá e reforçadas com os vocais de Virgínia ao fundo, o samba Sou eu - criação do compositor pernambucano Moacir Santos (1926 - 2006), mestre e maestro, que ganhou letra de Nei Lopes em 2001 - se ajusta com perfeição ao tom de um disco que se eleva aos céus em seu painel sócio-musical da negritude brasileira. No fim, o samba Dembwa (10 de agosto) - mais uma composição inspirada da lavra de Tiganá Santana - arma novamente a roda para arrematar com precisão um disco que saúda os ancestrais e emana orgulho negro, entre o sagrado e o profano, entre o céu e a terra, reacendendo o fogo sagrado que ilumina a abençoada voz sacra de Virgínia Rodrigues, essência (lírica) de tudo.

Ícone do rock alternativo do Brasil, Percy Weiss sai de cena aos 60 anos

O cantor, compositor e músico carioca Percy José Weiss (11 de março de 1955 - 14 de abril de 2015) foi roqueiro no Brasil desde quando ainda era heroico fazer rock no Brasil. Vocalista da banda paulistana Made in Brazil de 1975 a 1978, Percy Weiss - como era conhecido o artista que saiu ontem de cena, aos 60 anos, vítima de acidente automobilístico em rodovia do município de Franco da Rocha (SP) - fez seu nome na cena roqueira alternativa. Nunca chegou a conquistar as glórias e a fama do mainstream, mas nem por isso deixou de obter respeito no mundo rock nativo. Weiss nasceu na cidade do Rio de Janeiro (RJ), mas se radicou ainda na infância em São Paulo (SP), cidade onde integrou, a partir de 1978, a banda paulistana Patrulha do Espaço, fazendo parte até 1981 de uma das mais cultuadas formação desde grupo de hard rock fundado pelo mutante Arnaldo Baptista. Antes de receber convite para ser vocalista da banda Made in Brazil e para aderir à Patrulha do Espaço, Weiss integrou em 1973 a banda Quarto Crescente (com a qual gravou disco lançado em 1980). Mas a carreira, iniciada em 1972, começou nos bailes da vida com a banda U.S. Mail e foi sempre desenvolvida na cena underground do rock brasileiro. Nos anos 1980, Weiss participou da Harppia, banda da cena alternativa paulistana. Entre retornos eventuais ao Made in Brazil e à Patrulha do Espaço para shows e participações em discos, o roqueiro formou a Percy's Band em 2003, década em que trabalhou também em atividades ligadas à fabricação e ao comércio de instrumentos musicais. A saída de cena de Percy Weiss entristece tribo que entende que o rock é, sobretudo, estado de espírito cultuado à margem dos mimos da indústria da música.

terça-feira, 14 de abril de 2015

'Proporcional' é primeiro single de 'Dancê', terceiro álbum de Tulipa Ruiz

Parceria de Tulipa Ruiz com seu irmão Gustavo Ruiz, Proporcional é o primeiro single de Dancê, terceiro álbum da cantora e compositora paulista, programado para chegar ao mercado fonográfico em 5 de maio de 2015 via Pommelo Distribuições. A faixa já pode ser baixada gratuitamente desde as 17h de hoje, 14 de abril de 2015, através do portal do projeto Natura Musical. Na letra de Proporcional, Tulipa - vista em foto de Rodrigo Schmidt -  aborda as diferenças de tamanhos padronizados (P e GG) e o pouco peso dessas diferenças no cotidiano de um casal. “A vida é feita de encaixes e no amor tudo tem cabimento. Proporcional fala das delícias de um encontro entre pessoas de diferentes formatos”, conceitua Tulipa. Com pulsação ditada pelos metais, a música foi gravada com as adesões dos músicos Dudu Tsuda (sintetizadores), Stephane San Juan (afoxé e pandeirolas), Cuca Ferreira (sax alto), Daniel Nogueira (sax tenor), Amilcar Rodrigues (trompete), Odirlei Machado (trombone) e Mário Rocha (trompa), além da banda que acompanha Tulipa Ruiz em todo o álbum produzido por Gustavo Ruiz e que é formada por Gustavo Ruiz e Luiz Chagas nas guitarras, por Márcio Arantes no baixo e por Caio Lopes na bateria. Eis a letra de Proporcional:

Proporcional
(Tulipa Ruiz e Gustavo Ruiz)


Visto GG, você P. Você P, eu GG
Visto GG, você P. Você P, eu GG
Redondo, quadrado e reto
Cada um tem seu formato
Apertado, colado, justo
Largo, folgado, amplo, vasto
Cheio, graúdo, forte, farto
Esguio, fino, compacto 


Visto GG, você P. Você P, eu GG
Visto GG, você P. Você P, eu GG
Redondo, quadrado e reto
Cada um tem seu formato
Apertado, colado, justo
Largo, folgado, amplo, vasto
Cheio, graúdo, forte, farto
Esguio, fino, compacto 


Visto GG, você P. Você P, eu GG
Visto GG, você P. Você P, eu GG
Medida, forma, direção
Proporcional aos fatos
Gostar assim sem previsão
É normal nesse caso
Aconteceu de caber
Coube em mim. Coube em você
Calhou de encaixar legal
Envergadura, estatura, peso e tal
Visto GG, você P

Polysom dispara edição em vinil de 'Revolver', álbum matador de Franco

Aos 70 anos, completados em janeiro deste ano de 2015, o cantor e compositor paulistano Walter Franco tem reeditado em vinil um de seus melhores álbuns. Lançado há 40 anos pela extinta gravadora Continental, Revolver (1975) ganha reedição na série Clássicos em vinil, da PolySom, voltando ao seu formato original de LP. Revolver é menos hermético do que o primeiro álbum de Franco, Ou não (Continental, 1973), conhecido como "o disco da mosca", mas, ainda assim, é um álbum instigante, renovador, feito com pegada de rock, como já a pista a música que abre o disco, Feito gente (Walter Franco, 1975). Com incursões pela poesia concreta em Eternamente (Walter Franco, 1975), Revolver disparou artilharia pouco comum no universo da música brasileira, dominado naquele ano de 1975 pelo samba, pela MPB e pelo cancioneiro sentimental dos cantores populares. Uma das munições de Revolver foi um laço mais apertado entre som e palavra. Não raro, a letra dava o tom e o ritmo da música. Destacando músicas como Nothing, rock de acento até pop, Revolver é um álbum matador que antecipou de certa forma o som feito por Arnaldo Antunes nos anos 1990 - em carreira solo desenvolvida após sua saída do grupo paulistano Titãs - e que reiterou o caráter revolucionário da música atípica de Walter Franco. 

Single 'Ilusão à toa' frustra e contradiz a fase de plenitude artística de Gal

EDITORIAL - Lançado hoje, 14 de abril de 2015, nas plataformas digitais, o single Ilusão à toa é frustrante para quem vem acompanhando o atual (grande) momento artístico de Gal Costa. Desde o revigorante álbum Recanto (Universal Music, 2011), produzido por Caetano Veloso com Moreno Veloso, a cantora recuperou a melhor forma, a gana e o status. Os shows Recanto (2012/2014), Espelho d'água (2014) e Ela disse-me assim - Canções de Lupicínio Rodrigues (2015) confirmaram, em cena, o renascimento artístico de uma intérprete que atravessara os anos 2000 no piloto automático (embora nunca tenha deixado de ser a grande cantora que sempre foi). O single Ilusão à toa estanca esse movimento de ruptura com a estagnação. Embora produzido por Kassin e Moreno Veloso, pilotos do vindouro álbum Estratosférica, previsto para ser editado em maio via Sony Music, o single contradiz o momento de plenitude vivido por Gal desde Recanto. É uma gravação que poderia até figurar no comportado álbum Todas as coisas e eu (Indie Records, 2003), disco pautado por regravações reverentes de standards da MPB. Um dos mais belos títulos do cancioneiro do compositor carioca Johnny Alf (1929 - 2010), Ilusão à toa - música lançada em 1961 com versos que aludem discreta e poeticamente a um amor gay trancado dentro do armário  - decepciona porque vem numa linha contrária à adotada por Gal em seus recentes projetos. Feita sem a banda arregimentada por Kassin e Moreno Veloso para o disco, a canção está sendo lançada como single porque a gravação foi feita sob encomenda para a trilha sonora da atual novela exibida pela TV Globo às 21h, Babilônia. Submissa às escolhas da emissora, a gravadora decide promover uma música cuja gravação destoa da atmosfera rocker do álbum Estratosférica. Tudo porque Ilusão à toa é a faixa da novela. Com as rádios cada vez mais segmentadas e/ou fechadas para qualquer música produzida fora do estrato populista, ter uma música numa novela é a única garantia - em tese - de um possível sucesso nacional. Em nome de um sucesso que sempre vai depender da execução (ou não...) da música na trama, conceitos artísticos são postos em segundo plano em favor das leis do mercado. É fato que os admiradores de Gal saberão separar o joio do trigo. Mas é lamentável que a primeira música do álbum Estratosférica a que o chamado grande público vai ter acesso é uma canção gravada fora do tom supostamente arrojado do disco. Com tal escolha, perde Gal, perde o disco, perde a Arte e perde, por fim, o próprio público.

P.S.: Embora tenha optado por divulgar primeiramente a faixa-bônus Ilusão à toa, por conta de sua inclusão na trilha sonora da novela Babilônia, a gravadora Sony Music pretende lançar em maio um single oficial do álbum Estratosférica, com direito a um clipe dessa música ainda não revelada.

Lô anuncia gravação ao vivo, em agosto, de show feito com Samuel Rosa

O show feito por Lô Borges com Samuel Rosa vai ser gravado ao vivo para edição de CD e DVD. O anúncio da gravação foi feito por Lô em sua página no Facebook, onde postou a foto na qual aparece na Mata do Jambreiro, em Nova Lima (MG), ao lado de Samuel Rosa (de camisa branca) e da banda formada por Alexandre Mourão (à esquerda), Doca Rolim (entre Mourão e Samuel), Robinson Matos e Telo Borges (à direita). No show, os cantores e compositores mineiros apresentam músicas compostas em parceria como Dois rios (Samuel Rosa, Lô Borges e Nando Reis, 2003) - sucesso do Skank que alavancou a parceria - e Horizonte vertical (Samuel Rosa, Lô Borges e Nando Reis,  2011),  música que deu título ao álbum de inéditas lançado por Lô em 2011.

Zeca e Zélia cogitam fazer disco de estúdio com músicas inéditas autorais

Zeca Baleiro e Zélia Duncan - vistos em foto de Dudu Leal - estão expandindo a parceria, sedimentada com o show em dupla que apresentam pelo Brasil desde janeiro de 2014. Tanto que já cogitam a possibilidade de lançar disco de estúdio com as músicas inéditas compostas por conta da turnê - projeto que vem se juntar à intenção dos artistas de fazer o registro audiovisual do show Zélia Duncan & Zeca Baleiro para edição de DVD. Paralelamente, o artista maranhense mantém o projeto de gravar álbum com o compositor e baixista paulista Paulo Lepetit e com o percussionista pernambucano Naná Vasconcelos. Baleiro e Lepetit - cabe lembrar - idealizaram o álbum Isso vai dar repercussão (Elo Music, 2004), gravado por Naná com o compositor paulista Itamar Assumpção (1949 - 2003). Só que esse disco em trio não tem prazo para ser concretizado.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Caetano e Carminho gravam no Rio sua participação em tributo a Amália

A IMAGEM DO SOM - Postada por Caetano Veloso em sua página no Facebook, a foto mostra o cantor e compositor baiano no estúdio Maravilha 8, no Rio de Janeiro (RJ), ao lado da cantora lusitana Carminho. Os artistas gravaram participação em disco em tributo à cantora portuguesa Amália Rodrigues (1920-1999), expoente do fado, gênero musical lusitano reavivado por Carminho.

Eis a capa de 'Carbono', disco de inéditas que Lenine lança em 30 de abril

Esta é a capa de Carbono, álbum de inéditas autorais que Lenine vai lançar em 30 de abril de 2015. A capa é um desenho a lápis feito por João Carlos Lollo, artista plástico que passou dias no estúdio para retratar o cantor e compositor pernambucano na gravação do disco. O grafite é uma das referências do álbum. Uma das músicas, aliás, se chama Grafite diamante e é assinada por Lenine em parceria com Marco Polo, mentor da banda pernambucana Ave Sangria. Com produção de JR Tostoi, Bruno Giorgi e Lenine, Carbono apresenta músicas como Castanho - canção de tom interiorano e sertanejo, composta por Lenine com o sueco-pernambucano Carlos Posada (da banda carioca Posada e O Clã) - e O impossível vem pra ficar, parceria de Lenine com Vinicius Calderoni, gravada com a participação de Tó Brandileone (integrante, assim como Calderoni, do grupo paulistano 5 a Seco). O inédito repertório inclui também o poema-canção À meia-noite dos tambores silenciosos, uma parceria de Lenine com Carlos Rennó arranjada pelo maestro baiano Letieres Leite. A música é "quase uma oração" na definição dada por Lenine no faixa-a-faixa em que vem detalhando progressivamente o repertório de Carbono na sua página oficial no Facebook.

Coletânea celebra e perfila o Rio nas vozes de Caetano, Elza, Gil e Nana

Coletânea produzida pela gravadora Universal Music para celebrar os 450 anos da cidade do Rio de Janeiro (RJ), festejados em 1º de março de 2015, ...E o Rio continua lindo foi batizada com verso extraído do samba Aquele abraço, composto e cantado por um baiano, Gilberto Gil, para ser sua carta de despedida no momento em que partiu para forçado exílio na Europa. Aquele abraço, claro, figura no repertório - selecionado por Carlos Savalla - na gravação original de 1969. Ao longo de 14 faixas, o Rio é perfilado através de gravações como as de Menino do Rio (Caetano Veloso, 1979) e Samba do carioca (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1962), músicas ouvidas nas vozes de Caetano Veloso e Wilson Simonal (1938 - 2000), respectivamente. Em sua maioria, as letras falam mais das belezas do que do caos do Rio, mas Rio 40 graus (Fernanda Abreu, Fausto Fawcett e Carlos Laufer, 1992) - ouvida na compilação em registro ao vivo feito em 2006 por sua intérprete original, Fernanda Abreu -  atinge a temperatura ideal ao traçar perfil multifacetado da cidade partida, mas também unida por idiossincrasias sociais. Há também nostalgia em algumas das 14 saudações musicais ao Rio. Saudade do Rio (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 1998) e Rio antigo (Como nos velhos tempos) (Nonato Buzar e Chico Anísio, 1979) expressam - nas vozes de Nana Caymmi e de Alcione - saudade da cidade em épocas e águas passadas. E, como no Rio tudo (quase) sempre acaba em samba, Rio, Carnaval dos Carnavais (Padeirinho, Nilson Russo e Moacyr, 1972) cai na folia na voz  valente de Elza Soares. O mais recente fonograma de ...E o Rio continua lindo é Ela é carioca (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1963), samba ouvido na voz suave de um legítimo carioca da gema, Marcos Valle,  em gravação de 2011.

Cordeiro grava álbum 'Paradiesvogel', inspirado por recital de voz e piano

O cantor paulista Edson Cordeiro começa a gravar hoje, 13 de abril de 2015, um álbum intitulado Paradiesvogel. A gravação vai ser feita na Alemanha, país onde o artista se radicou e no qual tem público fiel. A inspiração do disco é o homônimo concerto Paradiesvogel (Ave do paraíso, em português). Neste recital, o cantor - em foto de Gal Oppido - dá sua potente voz de contratenor a um repertório poliglota arranjado pelo pianista Rolf Hammermüller. O disco vai ser feito em estúdio.

domingo, 12 de abril de 2015

Guiado por 'astronauta do inconsciente', Campos grava disco solo em SP

A IMAGEM DO SOM - Postada por Rodrigo Campos em sua página oficial no Facebook, a foto de José de Holanda flagra o cantor e compositor paulistano (de boné) no estúdio da gravadora YB Music, em São Paulo (SP), com os músicos com os quais grava seu terceiro álbum solo. Norteado pela personagem Toshiro, o disco versa sobre a influência oriental - a visível e a inconsciente - na cidade de são Paulo (SP). Conceituado por Campos como "uma espécie de astronauta arquetípico do inconsciente, navegando completamente à deriva, se agarrando a qualquer espaço / tempo possível, a qualquer memória difusa, a qualquer falta de compreensão de si", Toshiro guia disco gravado sob a direção artística de Romulo Fróes com os músicos Curumim (bateria), Dustan Gallas (teclados), Filipe Castro (fagote), Marcelo Cabral (baixo) e Thiago França (saxofone), além dos vocais das cantoras Juçara Marçal e Ná Ozzetti. Campos assina a produção do disco. Eis uma (provável...) letra de música do disco postada pelo artista em seu perfil pessoal no Facebook:

Toshiro reverso

Uma nebulosa
Engoliu Toshiro ontem
Expeliu de volta
Um planeta esquisito
De fato, bonito

Pura coincidência 

Numa esquina de São Paulo
Foi alçado com violência
À origem do universo
Toshiro reverso

Não dói, não
Toshiro reverso
Não dói, não
Toshiro uma estrela

Clara Moreno recria 'Samba esquema novo', álbum seminal de Jorge Ben

Uma das pedras fundamentais da música brasileira, o primeiro álbum do cantor, compositor e músico carioca Jorge Ben Jor - Samba esquema novo, lançado originalmente em 1963 pela gravadora Philips - tem suas 12 músicas recriadas pela cantora carioca Clara Moreno no disco Samba esquema novo "de novo". Já disponível para compra no iTunes, o disco ganha edição física em CD, pela gravadora Biscoito Fino, na segunda quinzena deste mês de abril de 2015. Ao recriar Samba esquema novo com influência do samba-jazz, Clara Moreno aceita o desafio de abordar um disco que resiste ao tempo como uma das obras-primas da música brasileira pós-Bossa Nova. A novidade do esquema de Ben é que seu samba de (enganosa) aparência primária incorporou, na levada revolucionária do violão do artista, toques de rock e da música negra norte-americana que brotava com viço nos Estados Unidos naquela década de 1960. Foi como se Ben tivesse renegado as conquistas harmônicas da geração genial da Bossa Nova para estabelecer elo com a negritude made in África em arranjos minimalistas que gravitavam em torno de seu violão. Sem falar que foi no álbum Samba esquema novo que o Brasil ouviu pela primeira vez o cancioneiro autoral de Ben. Músicas como Mas que nada, Chove chuva, Balança pema (revivida em 1994 pela cantora carioca Marisa Monte em seu álbum Verde anil amarelo cor-de-rosa e carvão), Rosa, menina rosa (regravada em 2009 pela cantora paulistana Céu no álbum Vagarosa) e Por causa de você, menina apontaram novo caminho de coloquialidade para a construção de letras que soavam naturais e ajustadas à seminal  batida diferente  das canções de Jorge Ben Jor.

CD compila gravações de Elali ouvidas em novelas nos últimos dez anos

Cantora de origem potiguar, Marina Elali tem sido nome recorrente em trilhas sonoras de novelas exibidas pela TV Globo nos últimos dez anos. Desde 2005, ano em que sua regravação de Você (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1974) foi propagada na trilha sonora da novela América, a voz de Elali volta e meia é ouvida em cenas de tramas produzidas pela emissora carioca. Recém-lançada pela Som Livre, gravadora criada em 1969 com o objetivo de editar em disco as trilhas de novelas da Globo, a coletânea Novelas compila oito gravações de Elali veiculadas nos folhetins da emissora de TV. Dois remixes e uma faixa-bônus - Show go soul, gravada pela cantora com a participação do cantor, compositor e percussionista baiano Carlinhos Brown - completam as onze faixas do CD. A seleção inclui o cover de One last cry (Brian McKnight, Brandon Barnes e Melanie Barnes, 1992) - música lançada pelo cantor e compositor norte-americano Brian McKnight em seu primeiro álbum e regravada em inglês por Elali em fonograma incluído na trilha sonora da novela Páginas da vida (TV Globo, 2006) - e Eu vou seguir, versão em português de Reach (Gloria Estefan e Diane Warren, 1996), gravada por Elali para a trilha sonora da novela Sete pecados (TV Globo, 2007). Outra faixa de Novelas é o registro de Atrás da porta (Francis Hime e Chico Buarque, 1972) veiculado na novela A vida da gente (TV Globo, 2011 / 2012).  Disco está à venda.

Caixa 2 de Antonio Marcos revela álbum em que cantor flertou com MPB

Cantor e compositor paulistano associado à canção popular romântica dos anos 1970, Antonio Marcos (1945 - 1992) fez parte de um time de artistas amados pelo público, mas geralmente ignorados pela crítica musical de uma época dominada pela música brasileira rotulada como MPB. Marcos deixou discografia que permanecia quase invisível até o lançamento, em março deste ano de 2015, de duas caixas com reedições de oito dos 11 álbuns que o cantor lançou pela gravadora RCA entre 1969 e 1984. Produzidas pelo pesquisador musical carioca Marcelo Fróes para seu selo Discobertas, estas caixas cobrem período que vai de 1967 a 1977. A primeira, Antonio Marcos vol. 1 (1967 - 1972), reembala os quatro primeiros álbuns do cantor (clique aqui para ler o post sobre essa caixa). São os discos que geraram um ídolo popular romântico nascido no rastro da consolidação da carreira de Roberto Carlos logo após a Jovem Guarda (movimento pop nativo do qual Antonio Marcos foi discreto coadjuvante como integrante do conjunto Os Iguais). Já a segunda caixa, Antonio marcos vol. 2 (1973 - 1976), traz quatro álbuns que flagram o cantor e compositor em seu auge criativo. Todos até então nunca tinham sido lançados no formato de CD. Embora o subtítulo dessa segunda caixa delimite 1976 como o ano final das gravações, o quarto álbum, Felicidade (1976), traz - entre as faixas-bônus - as duas músicas gravadas por Marcos para compacto que chegou ao mercado fonográfico no início de 1977. Uma dessas músicas - Sonhos de um palhaço (Antonio Marcos), propagada na trilha sonora da novela Espelho mágico (TV Globo, 1977) - é um dos títulos mais inspirados do cancioneiro autoral do artista. A canção narra com melancolia a sina de um artista circense, fugindo do romantismo que deu o tom da obra fonográfica deste cantor que, diferentemente de colegas como o goiano Odair José, gravou cancioneiro pautado por um existencialismo mais simples, distante dos temas sociais abordados pelo mais polêmico (e, por isso mesmo, censurado) Odair. Em seu tom sempre triste, por vezes messiânico, Antonio Marcos atravessou a década de 1970 em plena atividade. Além de cantor e compositor, ele se aventurou como ator em novelas da TV Tupi e em filmes de pouca ambição artística. Foi uma década de auge artístico e de popularidade, apogeu iniciado com o álbum Antonio Marcos, lançado em 1973, ano em que o Brasil ouviu sua canção Como vai você? - feita em parceria com Mário Marcos - na voz de Roberto Carlos, que lançara a música em álbum editado no fim de 1972. O autor registrou sua bela criação neste álbum Antonio Marcos. Mas o hit do LP foi outro. Em 1973, o Brasil ouviu também a gravação de maior sucesso da discografia de Antonio Marcos, O Homem de Nazareth, música da lavra de Claudio Fontana, compositor recorrente nas fichas técnicas dos discos de Antonio Marcos. Cicatrizes, o álbum de 1974, deu continuidade a essa fase de sucesso popular com o êxito da música Porque chora a tarde (Gabino Correa e Antonio Marcos), vertida para o espanhol em gravação adicionada à reedição do álbum entre as seis faixas-bônus. Ele... Antonio Marcos, o álbum de 1975, obteve menor repercussão nas paradas do que seus dois antecessores. Talvez por que repetisse fórmulas. Tanto que o álbum seguinte, o mencionado Felicidade, de 1976, alterou a receita e se diferenciou pelos flertes bissextos do cantor com a MPB. Neste disco, Antonio Marcos deu sua voz viçosa a músicas dos compositores cearenses Belchior (duas, Todo sujo de batom e Voz da América) e Raimundo Fagner (Fracasso). Enfim, ao editar estas duas (oportunas) caixas para seu selo, o pesquisador musical Marcelo Fróes joga luz sobre a voz e a obra de um artista que faria 70 anos em novembro de 2015. Voz que se calou cedo, em 5 de abril de 1992, mas que está gravada na história da música popular do Brasil, ainda que a bibliografia oficial dessa história minimize a presença de cantores como Antonio Marcos nas paradas -  e no imaginário coletivo...  - do Brasil de sua época.

sábado, 11 de abril de 2015

Caixa reembala os discos que geraram o ídolo romântico Antonio Marcos

A consolidação da carreira de Roberto Carlos logo após o fim da Jovem Guarda, com um repertório mais romântico e uma imagem tristonha de bom moço, motivou a indústria do disco a investir em cantores populares enquadrados nessa elástica moldura do romantismo popular. Dentre esses cantores, o paulistano Antonio Marcos Pensamento da Silva (8 de novembro de 1945 - 5 de abril de 1992) - surgido no mercado fonográfico em 1967 - ganhou especial projeção a partir de 1969, ano em que o então iniciante artista se destacou como intérprete no IV Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Naquele mesmo ano de 1969, então já contratado pela gravadora RCA, o cantor lançou seu primeiro álbum, Antonio Marcos, único título já relançado em CD dentre os quatro álbuns reembalados pelo pesquisador musical Marcelo Fróes na primeira das duas caixas lançadas por seu selo Discobertas. Postas nas lojas em março de 2015, com reedições de oito álbuns que cobrem período que vai de 1969 a 1976, as duas caixas celebram - com antecedência de oito meses - os 70 anos que Antonio Marcos poderia festejar em novembro deste ano de 2015 se não tivesse saído precocemente de cena, aos 46 anos, vítima de acidente de trânsito que abreviou o fim de uma vida que já vinha transcorrendo de forma atribulada por conta do alcoolismo do artista. São os discos da fase áurea vivida pelo cantor na gravadora RCA. A primeira caixa, Antonio Marcos vol. 1 (1967 - 1972), embala os quatro álbuns que geraram o ídolo romântico. Além do já mencionado Antonio Marcos (1969), a caixa apresenta as primeiras reedições em CD de Antonio Marcos (1970), 8-11-45 (1971) e "Sempre" Antonio Marcos (1972). Turbinadas com faixas-bônus, extraídas de compactos e de discos em espanhol gravados pelo cantor para o mercado de língua hispânica, as reedições preservam toda a arte gráfica das capas, contracapas, encartes e selos dos álbuns originais. Ouvidos com distanciamento crítico, sob o benefício da perspectiva do tempo, os discos mostram, em primeiro lugar, que Antonio Marcos cantava muito bem. Ele sabia interpretar, no tom exato, canções que deixavam entrever angústias existenciais. Solidão e tristeza eram marcas bem recorrentes no repertório de Antonio Marcos, cantor que emplacou, nas paradas populares da época, sucessos como Menina de trança, hit radiofônico do álbum de 1970, sempre alternando o visual comportado de galã (exposto nas capas de seus dois primeiros álbuns) com a imagem barbada dos discos de 1971 e 1972, ano em que Roberto Carlos lançou uma das mais famosas composições do colega, Como vai você? (Antonio Marcos e Mário Marcos), canção que somente viria a ser gravada pelo próprio autor em 1973, no áureo álbum inserido na segunda caixa dedicada a Antonio Marcos pelo selo Discobertas.

Eis capa e músicas de 'Ser humano', álbum que Zeca lança em 21 de abril

Com foto de Guto Costa  exposta na capa clicada em praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ), o 22º álbum solo do cantor e compositor carioca Zeca Pagodinho, Ser humano, tem lançamento programado para 21 de abril de 2015 no iTunes. A edição física em CD está prevista para chegar às lojas a partir do dia seguinte com distribuição da gravadora Universal Music. No disco, gravado no estúdio carioca Cia. dos Técnicos com produção de Rildo Hora, Pagodinho recebe três convidados (Juninho Thybau, Pedro Bismark e Pepeu Gomes) e grava uma parceria póstuma do compositor carioca Marcos Valle com seu conterrâneo Luiz Carlos da Vila (1949 - 2008), Nas asas da paixão, música que junta um compositor identificado com o samba cool da Bossa Nova com outro associado à turma quente projetada nas rodas armadas nos anos 1980 na quadra do bloco Cacique de Ramos. O CD tem 14 músicas. Eis as 14 músicas de Ser humano, primeiro álbum de inéditas de Zeca Pagodinho desde Vida da minha vida (Universal Music, 2010):

1. Amor pela metade (Dunga e Gabrielzinho do Irajá)
2. Ser humano (Claudemir, Marquinho Índio e Mário Cleide)
3. Mangas e panos (Nelson Rufino)
4. A Monalisa (Adilson Bispo e Zé Roberto) - com Pepeu Gomes
5. Etc. e tal (Fred Camacho, Dudu Nobre e Marcelinho Moreira)
6. Perdão, palavra bendita (Monarco e Mauro Diniz)
7. Samba na cozinha (Serginho Meriti, Serginho Madureira e Claudinho Guimarães)
8. Mané, rala peito (Barbeirinho do Jacarezinho, Luiz Grande e Marcos Diniz)

    - com Pedro Bismark
9. Só na manhã (Xande de Pilares, Gilson Bernini e Brasil do quintal)
10. Foi embora (Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Sombrinha)
11. Nas asas da paixão (Marcos Valle e Luiz Carlos da Vila)
12. Tempo de menino (Juninho Thybau e Kiki Marcellos) - com Juninho Thybau
13. A santa garganta (Almir Guineto e Adalto Magalha)
14. Boca de banzé (Paulinho Rezende e Efson)

Davi registra parceria com Moraes em disco de inéditas editado via Deck

Samba lançado há quatro anos na voz da cantora Maria Rita no disco Elo (Warner Music, 2011), Coração a batucar (Alvinho Lancellotti e Davi Moraes, 2010) é uma das dez músicas de Nossa parceria, álbum que junta Davi Moraes com Moraes Moreira. No disco, que ganha edição física em CD prevista para chegar às lojas via Deck neste mês de abril de 2015, pai e filho registram oito músicas de suas lavras com parceiros eventuais como Carlinhos Brown. Seis são inéditas. O samba domina o repertório formado pelas músicas Bossa e capoeira (samba de Batatinha em que Moraes saúda o compositor baiano em fala inserida na faixa), Bahia oi Bahia (samba obscuro de 1940, de autoria de Vicente Paiva e Augusto Mesquita), Centro da saudade (samba de Davi com Carlinhos Brown e Pedro Baby, lançado por Brown em 2010), Seu Chico (tema instrumental de Davi com Chico Barbosa), Só quem ama leva tombo (de Moraes), Chorinho pra Noé (outro tema instrumental, este assinado por pai e filho), Frevo capoeira (de Moraes), Quando acaba o Carnaval (de Davi com Moraes) e a composição-título Nossa parceria (outra de Davi com Moraes). Pai e filho se alternam nos vocais. Já disponível para audição no YouTube, o álbum foi produzido por Davi e Moraes com Chico Neves e com a coprodução de Berna Ceppas e de Daniel Carvalho.

Navas revela capa de 'Crimes de amor', o álbum que lança ainda em abril

Esta é a capa de Crimes de amor, álbum que o cantor paulistano Carlos Navas lança no fim deste mês de abril de 2015. A capa expõe o artista em foto de Izabel Lucas. Anderson Bueno assina o visagismo. Já o criativo projeto gráfico de Priscila Kellen evoca - de forma lúdica - a aura de passionalidade envolta no título Crimes de amor.  O CD tem som calcado em violões e baixos.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Cida finaliza álbum em que dá voz a uma parceria de Pethit com Flanders

Cida Moreira está finalizando, em estúdio da cidade de São Paulo (SP), o álbum Soledade. No disco, que já entrou esta semana em fase de mixagem, a cantora paulistana dá voz a Forasteiro, primeira parceria de Thiago Pethit com Hélio Flanders, lançada por Pethit no álbum Berlim, Texas (Independente, 2010). Embora já gravado, o afro-samba Sinhá (Chico Buarque e João Bosco, 2011) saiu da seleção final do repertório do CD que sucede A dama indigna (Joia Moderna, 2011).

Vinicius, Marisa e Caetano estão no roteiro gravado por Carminho no Rio

Fado feito pelo poeta e compositor carioca Vinicius de Moraes (1913 - 1980) por ocasião de viagem a Portugal, na segunda metade dos anos 1960, Saudades do Brasil em Portugal (1968) ganhou mais uma vez a voz de Carminho, cantora portuguesa que vem estreitando laços musicais com o Brasil em travessia atlântica que culminou com a decisão de gravar seu primeiro DVD em show na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A gravação ao vivo foi concretizada em show apresentado na noite de ontem, 9 de abril de 2015, na casa Vivo Rio. Transitando com desenvoltura na ponte musical que liga o Brasil a Portugal, Carminho - em foto de Rodrigo Goffredo - incluiu também as músicas que ganhou de Marisa Monte (Chuva no mar, parceria da cantora e compositora carioca com o paulistano Arnaldo Antunes) e de Caetano Veloso (O sol, eu e tu, tema que tem letra do compositor baiano, posta sobre a melodia de Cezar Mendes e Tom Veloso) para seu recente terceiro álbum, Canto (2014), lançado no Brasil neste ano de 2015 via Som Livre. Fado pioneiro por ter letra escrita com o português do Brasil, como ressaltou a cantora em cena, Saudades do Brasil em Portugal, aliás, já havia sido gravado por Carminho em seu segundo álbum, Alma (2012).

Cozza debuta como compositora e lança quarto álbum de estúdio, 'Partir'

Partir é o título do quarto álbum de estúdio da cantora paulistana Fabiana Cozza. Produzido pelo compositor e violonista Swami Jr., o disco - gravado em 2014 no estúdio 185, em São Paulo (SP) - tem lançamento programado para este ano de 2015, simultaneamente com a estreia da artista no campo da composição. Cozza assina a letra em espanhol de música composta em parceria com Cristiano Cunha em homenagem à cantora cubana Omara Portuondo. Mas essa composição não integra o repertório do álbum Partir, gravado com o violão de Jurandir Santana, o baixo de Marcelo Mariano, a percussão de Felipe Roseno e a bateria de Douglas Alonso. O último disco de estúdio de Fabiana Cozza saiu em 2011 - com produção de Paulão Sete Cordas - por vias independentes.