terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Vocalista de Jeneci, Laura Lavieri se prepara para gravar primeiro disco solo

Até então conhecida como (destacada) vocalista dos discos e shows de Marcelo Jeneci, a cantora paulistana Laura Lavieri vai gravar o primeiro álbum solo da carreira neste ano de 2016. A artista testa o repertório do disco em shows  com os músicos Diogo Strausz, João Erbetta e Patrick Laplan.

Socorro Lira lança o primeiro DVD com registro do show do disco 'Amazônia'

Em julho de 2014, a cantora e compositora paraibana Socorro Lira subiu ao palco do Auditório Ibirapuera, na cidade de São Paulo (SP), para fazer o show de lançamento do décimo álbum, Amazônia - Entre águas e desertos (Independente / Tratore). Na ocasião, a artista gravou a apresentação que gerou o registro audiovisual do show. Neste mês de fevereiro de 2016, Socorro Lira sobe a outro palco da cidade de São Paulo (SP) - o do Sesc Pompeia - para lançar o primeiro DVD da carreira. A capa do DVD Amazônia - Entre águas e desertos (Independente) reproduz a arte de Elifas Andreato exposta na capa do CD. O show exibido no DVD tem direção musical do violonista pernambucano Jorge Ribbas, integrante da banda que tocou com a cantora no Auditório Ibirapuera. Às 14 músicas que compõem o repertório original do CD, Lira adicionou duas ao DVD, Delicado - tema assinado somente pela artista - e Poema didáctico, parceria da compositora com o escritor moçambicano Mia Couto. Saga da Amazônia (Vital Faria,1982) é a faixa que divulga o DVD.

'Ei, você aí!' compila marchinhas de velhos Carnavais que resistem ao tempo

Coletânea produzida pela gravadora Universal Music somente em edição digital, Ei, você aí! - As mais belas marchinhas alinha - como o subtítulo do disco já sinaliza - uma seleção de marchas de antigos Carnavais que resistem ao tempo, ainda sendo cantadas pelos foliões nas ruas e nos salões. A compilação reúne 24 sucessos carnavalescos. Quase todas as músicas são mesmo marchinhas, mas há frevos como Banho de cheiro (Carlos Fernando, 1983) e Festa do interior (Moraes Moreira e Abel Silva, 1981), ouvidos nos registros originais das cantoras Elba Ramalho e Gal Costa. O disco abre com a marchinha Me dá um dinheiro (Ivan Ferreira, Homero Ferreira e Glauco Ferreira, 1959) - cuja letra inclui o verso que batiza a coletânea - em gravação do cantor Moacyr Franco, intérprete original do tema. Dalva de Oliveira (1917 - 1972) está duplamente (bem) representada na seleção com as gravações de Máscara negra (Zé Kétti e Pereira Matos, 1966) e Bandeira branca (Max Nunes e Laércio Alves, 1969), últimos sucessos da cantora paulista. Voz de muitos Carnavais, a carioca Emilinha Borba (1923 - 2005) fecha a seleção de Ei, você aí! com a gravação de Mulata yê yê yê (João Roberto Kelly, 1964), um dos derradeiros hits desta célebre cantora da era do rádio.

DVD exibe registros audiovisuais dos sambas de enredo do Carnaval do Rio

Distribuído no mercado fonográfico pela gravadora Universal Music, o DVD Sambas de enredo 2016 exibe registros audiovisuais dos mesmos 12 sambas do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro que foram reunidos no CD homônimo do DVD. Como exposto na capa do DVD, a captação dos sambas de enredo foi feita ao vivo em gravação na Cidade do Samba, com as presenças de ritmistas e integrantes das escolas de samba que compõem atualmente a elite do Carnaval carioca.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Walter Silva, o Cabelinho, ilustre ritmista da Portela, sai de cena aos 67 anos

Pergunte para Paulinho da Viola sobre a importância do percussionista e baterista carioca Walter Silva de Vasconcellos Chaves (4 de junho de 1948 - 8 de fevereiro de 2016) e certamente ouvirá do cantor e compositor elogios superlativos ao exímio ritmista que saiu hoje de cena na cidade do Rio de Janeiro (RJ), aos 67 anos, e que tinha em comum com Paulinho da Viola a paixão pela Portela, tradicional escola do Carnaval da cidade onde nasceu no bairro de Santa Teresa. Cabelinho - como o músico era conhecido no meio do samba - tocava surdo (instrumento que aprendeu ainda criança) e bateria, entre outros instrumentos de percussão. Pela notória maestria como ritmista da Portela, foi arregimentado por cantores como o próprio Paulinho da Viola para tocar em discos como A toda hora rola uma história (Warner Music, 1982) e Bebadosamba (BMG-Ariola, 1996). Integrante do Conjunto Nosso Samba na década de 1970, Cabelinho tocou com cantoras como Clara Nunes (1942-1983) e Marisa Monte, ambas ligadas à Portela, agremiação carnavalesca da qual o nome de Cabelinho - que sai de cena na folia de 2016, no dia do desfile da escola - estará sempre associado.

Imperatriz é a campeã do Carnaval carioca de 2016 no quesito samba-enredo

Resenha de CD
Título: Sambas de enredo 2016
Artista: Vários
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * *

A avaliação da safra de sambas de enredo do Carnaval do Rio de Janeiro neste ano de 2016 pode ser feita sob dois pontos de vista. E, dependendo da ótica escolhida, a safra pode ser caracterizada como ruim ou como razoável. Se o ponto de comparação for a produção do gênero nas décadas áureas de 1960, 1970 e 1980, é justo apontar os poucos atrativos da safra de 2016. Contudo, se o confronto for com os sambas produzidos em anos recentes, a safra de 2016 até que não é das piores. Há, ao menos, um grande samba, o da Imperatriz Leopoldinense, escola carioca que vai desfilar na madrugada de terça-feira, 9 de fevereiro de 2016, com enredo em homenagem à dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano. O samba É o Amor... Que mexe com minha cabeça e me deixa assim... – Do sonho de um caipira nascem os filhos do Brasil (Zé Katimba, Adriano Ganso, Jorge do Finge, Moisés Santiago e Aldir Senna) é dos melhores dos últimos tempos. A melodia é épica, os refrões são fortes e a letra consegue traduzir em versos os valores de um Brasil caipira que resiste fora dos grandes centros urbanos. Já a escola fluminense Beija-Flor de Nilópolis briga pelo título com samba superior aos dos últimos Carnavais da agremiação. Mineirinho genial! Nova Lima  cidade natal. Marquês de Sapucaí  o poeta imortal! (Marcelo Guimarães, Sidney de Pilares, Manolo, Jorginho Moreira, Kirraizinho e Diogo Rosa) celebra o Marquês de Sapucaí que batiza a avenida pela qual desfilam as escolas do Carnaval. Já o samba do Salgueiro, A ópera dos malandros (Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga, Getúlio Coelho, Ricardo Fernandes e Francisco Aquino
), é do tipo quente que pode atingir o ponto de fervura na avenida. Outro samba que pode crescer na avenida é o da Mangueira, Maria Bethânia  A menina dos olhos de Oyá (Alemão do Cavaco, Almyr, Cadu, Lacyr D Mangueira, Paulinho Bandolim e Renan Brandão). Já a Portela reaparece com samba muito autorreferente, No voo da águia, uma viagem sem fim (Samir Trindade, Wanderley Monteiro, Elson Ramires, Lopita 77, Dimenor e Edmar Jr.), que ostenta refrão poderoso, mas que soa aquém do histórico (inclusive o recente) de bons sambas da escola de Madureira. E assim, entre sambas medianos (mas não exatamente ruins...), caminha o disco lançado no mercado fonográfico em 2015 com distribuição da gravadora Universal Music. O legado é o grande samba da Imperatriz Leopoldinense, que talvez seja injustiçada nas premiações pelo tema indigesto para as elites culturais que fecham os ouvidos para o Brasil sertanejo. Contudo, é da escola do bairro carioca de Ramos o melhor samba-enredo do Carnaval deste ano de 2016. O sonho caipira gerou belo samba!!!

'Carnaval nostalgia' coleta sucessos antigos de axé music, samba e pagode

Coletânea produzida somente para edição digital, Carnaval nostalgia compila 15 gravações de axé music, samba e pagode que fizeram sucesso na trilha sonora de folias anteriores. Embora samba e pagode tenham significado a mesma coisa até a década de 1980, as duas denominações de gêneros musicais têm significados distintos na seleção musical de Carnavanostalgia. Eis - na ordem da compilação digital, as (15) faixas do disco - em cujo repertório predominam hits de axé:

1. O canto da cidade (Tote Gira e Daniela Mercury, 1992) - Daniela Mercury
2. Pipoca (Alain Tavares, Clóvis Cruz e Gilberto Timbaleiro, 1997) - Ara Ketu
3. Juliana (Pierre Onassis, Duller e Augusto Conceição, 1999) - Raça Pura
4. Dança do vampiro (Durval Lelys, 1998) (ao vivo) - Asa de Águia
5. Solteiro em Salvador (Geovane Santos e Bruno Gramacho, 2004) - A Zorra
6. Faraó (Divindade do Egito) (Luciano Gomes, 1987) /
    Ladeira do Pelô (Betão, 1987) - BamdaMel
7. Requebra (Pierre Onassis e Nego, 1993) - Olodum
8. 100% você (Alexandre Pires e Beto Garrido, 2004) - Chiclete com Banana
9. Agachadinho (Bimba e Glauber Risu, 1999) - Harmonia do Samba
10. Coisinha do pai (Jorge Aragão, Almir Guineto e Luiz Carlos da Vila, 1979) - Beth Carvalho
11. Cadê Tereza? (Jorge Ben Jor, 1969) - Os Originais do Samba
12. Sai da minha aba (Bicão) (Alexandre Pires e Lourenço, 1999) - Só pra Contrariar
13. Talarico, ladrão de mulher (Zeca Pagodinho e Serginho Procópio, 1992) - Zeca Pagodinho
14. Samba da minha terra (Dorival Caymmi, 1940) - Gustavo Lins
15. Vou festejar (Jorge Aragão, Dida e Neoci, 1978) - Beth Carvalho

'Marcha de Noé' sobressai na (politizada) safra de concurso que celebra Noel

Resenha de álbum
Título: As melhores marchinhas do Carnaval 2016
Artista: Vários
Gravadora: Edição independente
Cotação: * * *

Reunida em álbum lançado somente em edição digital, a safra de marchinhas do Carnaval deste ano de 2016 resulta mediana, mas o saldo é positivo, a julgar pelas dez finalistas da 11ª edição do já tradicional concurso realizado em âmbito nacional pela Fundição Progresso para revitalizar a produção do gênero. A safra está bem politizada, brincando com temas sérios como a Operação Lava Jato, assunto da espirituosa Hoje tem marmelada, sim, senhor! (Marco Trindade e Maurício Barros Verde), marchinha de origem carioca defendida pelo cantor Alfredo Del-Penho no disco gravado sob a direção musical de Marcelo Bernardes e Ignez Perdigão. Contudo, o maior destaque da safra é A marcha de Noé, composta e cantada por trio formado por Janjão, Gallotti e Nuno Neto. Aliada à boa melodia, a malícia atemporal da letra - que versa sobre folia entre animais com versos realmente divertidos como "A cobra fumava e curtia a maresia / O vagalume apagava e acendia" - faz de A marcha de Noé a campeã deste Carnaval de 2016 no quesito inspiração. Pegando carona no humor negro do noticiário político, Eu não sei de nada - marcha da compositora mineira Claudinha Proton cantada por Mariana Bernardes e Cauê Nardi - também merece menção honrosa. Já Não enche o saco do Chico perde a piada com assunto feito no timing da notícia - no caso, a recente agressão verbal sofrida pelo cantor e compositor Chico Buarque em rua do bairro carioca do Leblon por conta de questões políticas. Com letra escrita com referências a músicas de Chico, como Cálice (Chico Buarque e Gilberto Gil, 1973) e Vai passar (Chico Buarque e Francis Hime, 1984), a marcha de Marcos Frederico e Vitor Velloso - defendida pela dupla de autores com adesão de Marcelo Veronez - não chega a animar o baile para valer. Mas, ao menos, o tema é original e quente. Já Você tinha - marcha composta e cantada por Pedro de Hollanda - foi alvo de acusação de plágio da ideia do refrão (jocoso jogo de palavras armado com a repetição do verso-título "Você tinha"), usado de forma similar pelo compositor Justo D'Ávila na criação de música do grupo carioca Boato na década de 1990. Já O cai cai do Jedi - composta e cantada por Pedro Ivo e Daniel Pereira - recorre a temas da saga Guerra nas estrelas para brincar com questões sexuais. Já O mosquito - marcha do brasiliense Jorge Antunes cantada por Matias Correa - dá mais uma picada na política do Brasil, alvejando o político Eduardo Cunha. Por sua vez, Rosa pequena - composta e defendida pelo carioca Ricardo DGarcia - destoa da maioria das marchas do ano por seguir o bloco do lirismo. Romeu e Julieta, da pernambucana Marizete Silva, reforça a recorrente impressão de que a safra de marchinhas de 2016 é mediana. De todo modo, a realização do concurso de marchinhas da Fundição Progresso - cuja 11ª edição celebra a obra do compositor carioca Noel Rosa (1910 - 1937) -  é (sempre) bem-vinda por motivar a produção do gênero folião.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Ava Rocha lança single carnavalesco com música concluída após (oito) anos

Foi em 2008 que Ava Rocha iniciou - em parceria com José Paes de Lira (o Lirinha), Gigante César e Pedro Paulo Rocha - a composição de música concluída oito anos depois, em pleno Carnaval de 2016. Intitulada Língua loka, a música está sendo lançada em single pela artista no meio da folia. Gravado entre as cidades de Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Salvador (BA), o single editado pelo selo Quintavant (QTV) tem capa criada pela própria Ava a partir de foto clicada por Luiz Ricardo Dantas na Praia da Paciência, em Salvador (BA). Feita com a adesão de músicos como Cadu Tenório (sampler), Gustavo Benjão (guitarra), Kiko Dinucci (guitarra), Pedro Dantas (baixo synth) e Thomas Harres (caixa, percussão e sampler), a gravação de Língua loka é assinada por Ava com Eduardo Manso, músico que toca guitarra, synth e sampler no fonograma folião da artista.

Com DJ Tubarão, Anitta afia garra como mina ainda louca pelo funk erotizado

Resenha de single
Título: Pra todas elas
Música: Anitta, Jefferson Junior e Umberto Tavares
Artista: Tubarão (com Maneirinho & Anitta)
Gravadora: Warner Music
Cotação: * * * *

Sim, Anitta está (cada vez mais) pop. Mas nem por isso deixou de ser uma mina louca pelo funk erotizado dos bailes da pesada, como mostra Pra todas elas, single do DJ carioca Tubarão lançado em rádio em 27 de janeiro de 2016 com participação da cantora e compositora carioca. "Esquece a princesinha / Que eu te mostro meu talento", provoca Anitta em alguns dos versos que lhe cabem na música composta pela própria artista com os produtores Jefferson Junior e Umberto Tavares. Em Pra todas elas, Anitta afia as garras sexuais na batida do DJ Tubarão em interação com MC Maneirinho, outro convidado da gravação. O timbre de Maneirinho remete ao do rapper carioca Gabriel O Pensador. Sedutora na gravação feita para álbum de Tubarão, Pra todas elas é faixa ideal para bailes da pesada. É boa prova de como o funk carioca resiste aos preconceitos sociais e gera hits em escala industrial, fabricados por hitmakers como Jefferson Junior e Umberto Tavares. Aliado ao estilo pop da mina louca Anitta, Tubarão vai traçar todas nos bailes com música viciante.

Inédito no Brasil, álbum de 2013 dos Mutantes ganha edição nacional em vinil

Segundo álbum gravado em estúdio pelo grupo paulistano Os Mutantes desde a reunião de 2006, Fool metal Jack (Krian Music Group, 2013) foi lançado somente no exterior e nunca ganhou edição no Brasil. A primeira edição brasileira do disco chega ao mercado fonográfico somente neste mês de fevereiro de 2016, mas no formato de vinil. Três anos após o lançamento, o álbum ganha edição em vinil preto de 140 gramas fabricado pela Polysom. No embalo, a Polysom também dispõe no mercado fonográfico edição em vinil do álbum anterior do grupo, Haih... or amortecedor... (Anti, 2009), lançado no exterior, mas já editado no Brasil em CD pela Coqueiro Verde Records, em 2011.

Mecânica do Solos aciona Roberto Menescal no toque de 'Brazilian jazz live'

Com edição independente distribuída pela Tratore no mercado fonográfico neste início de 2016, o CD e DVD Brazilian jazz live começaram a sair do plano das ideias quando os integrantes do grupo paulista Mecânica dos Solos conheceram o compositor e guitarrista carioca Roberto Menescal em Araraquara (SP). Nesta cidade do interior paulista, os músicos do grupo mostraram a um dos mais profícuos compositores da Bossa Nova a gravação que haviam feito de Bye bye Brasil (1979), única parceria de Menescal com Chico Buarque. Diante do entusiasmo do compositor com a abordagem pelo grupo da música composta para um dos mais bem-sucedidos filmes do cineasta Cacá Diegues, dois integrantes do Mecânica dos Solos - a cantora Adriana Gennari e o guitarrista e compositor Zé Henrique Martiniano - acionaram Menescal em 2012 com convite para show a ser feito em conjunto no Sesc de Catanduva, outra cidade do interior do Brasil. Foi este show - gravado ao vivo - que gerou o CD e DVD Brazilian jazz live. No roteiro do show, Mecânica dos Solos transita por temas autorais - como Alegria blues (Zé Henrique Martiniano) e Jauaperi (Zé Henrique Martiniano) - antes de convidar Menescal para entrar em cena para reviver com o grupo alguns clássicos de cancioneiro associado à Bossa Nova. Entram na pauta A morte de um Deus de sal (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1964), A volta (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1966), Tetê (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1960) e Você (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1964) - além, claro, de  Bye bye Brasil, música que evidenciou a afinidade jazzística entre o grupo e o músico do Brasil.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Produtor de 'Donato elétrico' escreve sobre álbum que João lança em março

Álbum que João Donato vai lançar em março de 2016, em edição do Selo Sesc, Donato elétrico começou a nascer de conversa tida em 2013 pelo compositor e pianista acriano com Ronaldo Evangelista, que veio a produzir o disco no qual o artista apresenta dez músicas inéditas de lavra própria. O próprio produtor escreveu texto sobre o álbum em que Donato - em foto de Caroline Bittencourt reproduzida no encarte do CD - evoca a sonoridade de álbuns da década de 1970 como A bad Donato (Blue Thumb Records, 1970) e Donato / Deodato (Muse Records, 1973). Eis o texto em que Ronaldo Evangelista explica a gênese e o contexto do vindouro disco Donato elétrico:

"Se for pra lembrar, este disco começou a nascer em uma visita à casa de João Donato, na Urca, em 2013. Amigos de já alguns anos, começamos a conversar sobre a ideia de produzir um novo disco. Quando João comentou que o que mais gostaria seria lançar músicas novas, o plano estava formado: gravaríamos um álbum inédito, à moda de seus LPs dos anos 70 como A bad Donato e Donato / Deodato, com intenção elétrica e instrumentos analógicos, ao vivo em estúdio com detalhes de cobertura, feito em São Paulo, com músicos com forte influência de Donato e novos truques na manga – incluindo integrantes do Bixiga 70 (e com base no estúdio deles), mais músicos que tocam com Céu, Anelis Assumpção, Curumin, Tulipa Ruiz, Metá Metá, Otis Trio. Ainda jazz, ainda brasileiro, mas com aquela pegada ressaltando funk, afro, latin – como Donato gosta: um pouco de tudo, tudo a seu modo.

Os sons foram pintando em alguns encontros, de música e de papos e passeios. João aos 80 anos, com mais pique que a maioria dos garotos, animadíssimo com as ideias, encontros, sessões, criações, músicas, todo elétrico. Sem pressa, mas sem perder o foco, as sessões foram acontecendo no estúdio Traquitana, com algumas visitas ao Minduca de Bruno Buarque e ao Navegantes de Zé Nigro, mais detalhes nos estúdios caseiros de Guilherme Kastrup, Gustavo Ruiz, Mauro Refosco (este via Skype de Nova York), sempre privilegiando o ao vivo, buscando timbres quentes e som de fita, com instrumentos e microfones antigos e astral máximo.

Junto com o parque de diversões que eram os diversos teclados (como piano elétrico Fender Rhodes, órgão Farfisa, clavinet Hohner e sintetizadores Pro-One e Moog) à disposição para Donato tocar, vinha todo o aspecto de frescor de gravar em um estúdio diferente, com músicos que ia conhecendo aos poucos, totalmente focado em criar coisas novas. João guiando com sua musicalidade natural o caminho dos grooves, com as linhas espertas de baixo na mão esquerda acompanhando os ricos acordes da mão direita e os ritmos malandros em cada compasso, esbanjando frases melódicas que iam virando arranjos e temas, a banda funcionando como uma máquina de ritmo, potencializando ideias, o combustível especial para as músicas levantarem voo.

Uma tarde, entre passeios, papos e sons pelo bairro do Bixiga, Donato lembrou da vez que recebeu uma ligação de Claus Ogerman certa madrugada em 1965, às vésperas da gravação do álbum The new sound of Brazil. O grande arranjador alemão fazia tranquilamente uma pergunta ou outra sobre as composições de Donato para quais preparava as partes de orquestra, e João ficou surpreso: “Mas Claus, vamos gravar amanhã, como você vai fazer quatro arranjos tão rápido?” “É simples, João: eu escrevo a primeira coisa que me vem à cabeça”. Exatamente 50 anos depois, João oferecia a lembrança com uma lição em sua conclusão: “Tem que estar pensando bem o tempo inteiro.”

Sempre guiados pela espontaneidade, as próprias músicas iam sendo batizadas com citações, homenagens, referências, lembranças, piadas, fotografias dos momentos. Resort pintando no último ensaio antes de viajarmos para show em uma cidade onde ficaríamos hospedados em um resort; Urbano graças a uma ligação ruim que entre ruídos transformou “Muy bueno!” em “Urbano?”; Tartaruga nascendo de João cantarolando o bicho de brincadeira; G8 da lembrança do carro Pontiac de um amigo estacionado em Onça de Pintagui.

Com seu ritmo inabalável, a cada presença João transbordava o comportamento zen para a música. Entre as diversas sessões de criação e gravação em estúdio e um total de 25 músicos participando, foram muitos momentos sublimes, como a diversão de Donato nos intensos solos de sintetizador e a beleza de basicamente todos os momentos em que simplesmente tocava seus acordes no Rhodes; todos os solos do disco (piano, synths, trombone, saxes, flautas, trompetes, vibrafone, guitarra) sendo gravados em um take; o nascimento de vários temas em sessões com a cozinha do Bixiga 70 (Décio 7, Marcelo Dworecki, Mauricio Fleury, Cuca Ferreira, mais Guilherme Kastrup, Anderson Quevedo, Richard Fermino); a sintonia e naturalidade de tocar algumas faixas com Zé Nigro e Bruno Buarque; a emoção de ver Laércio de Freitas conduzindo seu arranjo para quarteto de cordas em Frequência de onda. Cereja foi a mix de Victor Rice, encharcando de brindes para aquela audição no fone de ouvido.

No meio do caminho da criação do álbum novo, acabamos fazendo pela primeira vez show do clássico disco Quem é quem, lançado em 1973, coincidência feliz que ajudou a entender mais profundamente não só a criatividade dos arranjos originais como o processo criativo de Donato e contribuiu com o mergulho no som da época. No fim, a intenção original foi cumprida com gosto: só criações originais de Donato, com inspiração e influência mútua de novos músicos que adoram seu som, criado e gravado como se vive - em noites de música muito à vontade."
Ronaldo Evangelista, produtor musical de Donato elétrico.

Contratada pela Deck, MC Medrado prepara álbum produzido por Saccomani

Cantora e compositora paulista em ascensão no universo do hip hop brasileiro, a rapper Fernanda Santos Medrado - conhecida pelo nome artístico de MC Medrado - assinou contrato com a gravadora carioca Deck por conta de milhões de visualizações de gravações postas pela artista na web de forma independente - em especial da música Agora chora, lançada no YouTube em 24 de abril de 2015. A caminho dos 23 anos, a serem festejados em 15 de março deste ano de 2016, Medrado já prepara o primeiro álbum. Arnaldo Saccomani produz o disco previsto para este primeiro semestre.

Filipe Catto lança single digital com a faixa que escondeu no álbum 'Tomada'

Filipe Catto escondeu intencionalmente uma das melhores faixas do segundo álbum de estúdio do cantor e compositor gaúcho radicado em São Paulo, Tomada (Agência de Música / Radar Records, 2015). Veículo perfeito para a exposição dos dotes vocais e dramáticos do intérprete, a gravação de Paloma negra (Tomáz Méndez Sosa, 1955) entrou em Tomada como hidden track em iniciativa que ocultou grande momento de álbum que esconde o potencial de Catto como cantor em diversas faixas. Contudo, Paloma negra desabrocha neste mês de fevereiro de 2016 como single, disponível nas plataformas digitais desde ontem, 5 de fevereiro.  Paloma negra  tem a cor do canto de Catto.

Thelmo Lins lança CD baseado na obra infanto-juvenil do escritor Leo Cunha

 Já perto de festejar 30 anos de carreira, o cantor e compositor mineiro Thelmo Lins lança álbum infantil, O que você vai ser quando crescer? (TW Cultural). No disco, o artista dá voz a 13 poemas do escritor mineiro Leo Cunha, expoente da literatura infanto-juvenil das Geraes. Onze poemas - Escultor, Língua de sobra e Profissonhos, entre outros - foram musicados pelo próprio Thelmo. Dois - Astronauta e O balão? - ganham melodias de Wagner Cosse. Violonista e guitarrista, Rogério Delayon assina os arranjos e a produção musical do álbum, cujo repertório inclui a trilha sonora de (homônimo) espetáculo infantil agendado para estrear neste primeiro semestre de 2016.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

'Tarde' cai muito bem no clima outonal do canto mítico de Milton Nascimento

Resenha de show
Título: Tarde
Artista: Milton Nascimento (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Teatro Bradesco (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 4 de fevereiro de 2016
Cotação: * * * 1/2

Milton Nascimento já é uma entidade da MPB. Aos 73 anos, o cantor, compositor e músico carioca - de alma musical mineira - já perdeu parte da força física e da potência da voz divina. Contudo, Milton acende a aura já mítica erguida em torno da figura do artista sempre que entra em cena - como na noite de ontem, 4 de fevereiro de 2016, quando pisou no palco do Teatro Bradesco do Rio de Janeiro (RJ) para mostrar, enfim, ao público carioca o show que teve que cancelar em dezembro de 2015 por problemas de saúde. Em turnê pelo Brasil desde janeiro de 2015, mês em que estreou na cidade de São Paulo (SP), Tarde é show eletroacústico calcado em quarteto de cordas. Algumas dessas cordas são do violão tocado por Milton em cena em músicas de empatia imediata com o público, caso de Nos bailes da vida (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1981). As outras cordas são as do trio formado pelos irmãos violonistas Beto Lopes e Wilson Lopes com Alexandre Ito (no toque do contrabaixo acústico). Influenciados pelo toque de mestre dos sócios do Clube da Esquina (o movimento pop que pôs as Geraes no mapa-múndi da música ao longo da década de 1970), os irmãos armam bela cama harmônica para que Milton deite e role no revival de músicas que fazem parte da história do cantor e da música do Brasil. Milton - que é Minas Gerais, como reforça em um dos versos de Para Lennon & McCartney (Lô Borges, Márcio Borges e Fernando Brant, 1970), não por acaso a música que fecha o roteiro de Tarde, antes do bis, em arranjo calcado na repetição mântrica do verso "Não sabem do lixo ocidental" - está em casa, está em família musical, em afinidade e fina sintonia com o trio. Aberto com a música que dá nome ao show, Tarde (Milton Nascimento e Márcio Borges, 1969), o roteiro alinha sucessos cantaroláveis pelo público de meia-idade, entre eventuais surpresas como Idolatrada (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1975). Na estreia carioca de Tarde, a voz do cantor estava em bom estado e, ocasionalmente, ofereceu lampejos do brilho singular dos tempos áureos, como em certa passagem de Clube da Esquina nº 2 (Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges, 1972). Aí, nesses breves momentos, o canto de Milton arrepia - como se a grande voz ainda fosse sinal de Deus na presença de mero mortais, como logo notou a antenada Elis Regina (1945 - 1982), cantora que lançou o cantor e compositor em 1966 ao gravar a Canção do sal (Milton Nascimento, 1966) retrabalhada por Milton em Tarde com grande arranjo. Os vocais dos irmãos violonistas contribuem para a harmonia do show. Eles, os vocais, são notáveis em músicas como Sueño con serpientes (1975), canção do compositor cubano Silvio Rodríguez que Milton apresenta em Tarde após recitar pensamento politizado do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht (1898 - 1956) - "Hay hombres que luchan un día y son buenos. Hay otros que luchan un año y son mejores. Hay quienes luchan muchos años, y son muy buenos. Pero hay los que luchan toda la vida: esos son los imprescindibles" - tal como fez a cantora argentina Mercedes Sosa (1935 - 2009) na gravação de Sueño con serpientes feita para álbum de Milton, Sentinela (Ariola, 1980). Quando Milton reaviva uma música que pede mais volume e potência vocal, caso em especial de Caçador de mim (Sérgio Magrão e Luiz Carlos Sá, 1980), Tarde explicita o clima outonal que tempera shows e discos do cantor. E, sim, Tarde cai muito bem neste clima outonal, pela trama bem urdida das cordas do trio, pela força do cancioneiro do compositor - como resistir a pungência política da canção ruralista O cio da terra (Milton Nascimento e Chico Buarque, 1977)? - e pela própria presença da entidade Milton em cena. É fato que Milton já cantou músicas como Encontros e despedidas (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1981) - desde 2003 mais associada à cantora Maria Rita do que ao próprio compositor ou à intérprete original da canção, Simone - com mais ardor, de forma mais arrebatadora. Ainda assim, a força já mítica do artista prevalece e valoriza o show no cômputo geral. Nada será como antes. Mas Milton está em cena. O coro popular de Travessia (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1967) - incentivado com as mãos pelo próprio cantor - refaz o casamento entre canção e momento. Apoiado na força já irracional de Milton Nascimento, o show Tarde amarra todos na plateia em um único sentimento de adoração a esse cantor-entidade - gênio que já paira acima do bem e do mal.

Milton diz textos de Adélia e Brecht no roteiro de hits do outonal show 'Tarde'

"Hay hombres que luchan un día y son buenos. Hay otros que luchan un año y son mejores. Hay quienes luchan muchos años, y son muy buenos. Pero hay los que luchan toda la vida: esos son los imprescindibles". No roteiro de Tarde, show que estreou em janeiro de 2015 em São Paulo (SP) e cuja turnê chegou (enfim) à cidade do Rio de Janeiro (RJ) na noite de ontem, 4 de fevereiro de 2016, Milton Nascimento reproduziu o pensamento do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht (1898 - 1956) antes de cantar Sueño com serpientes, música do cantor e compositor cubano Silvio Rodríguez, lançada pelo autor há 41 anos no álbum Días y flores (EGREM / Ojalá / Fonomusic, 1975). Na introdução da gravação da música feita por Milton com Mercedes Sosa (1935 / 2009) para o álbum Sentinela (Ariola, 1980), coube a cantora argentina dizer o pensamento de Brecht. Além de Brecht, Milton também recitou versos célebres da poeta mineira Adélia Prado - "Um trem-de-ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida, virou só sentimento" - antes de cantar Encontros e despedidas (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1981). Em Tarde, Milton revisita o próprio cancioneiro na companhia de trio de cordas formado por Alexandre Ito (contrabaixo acústico) e pelos irmãos Beto Lopes e Wilson Lopes (nos violões). Eis o roteiro seguido em 4 de fevereiro de 2016 por Milton Nascimento - visto em foto de Mauro Ferreira - na boa estreia carioca de show Tarde no Teatro Bradesco do Rio de Janeiro (RJ):

1. Tarde (Milton Nascimento e Márcio Borges, 1969)
2. Clube da esquina nº 2 (Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges, 1972)
3. Nos bailes da vida (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1981)
4. Me deixa em paz (Monsueto Menezes e Aírton Amorim, 1952)
     - Música gravada por Milton Nascimento em 1972
 Texto de Bertolt Brecht
5. Sueño con serpientes (Silvio Rodríguez, 1975)

    - Música gravada por Milton Nascimento em 1980
6. Idolatrada (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1975)
7. Caçador de mim (Sérgio Magrão e Luiz Carlos Sá, 1980)
    - Música gravada por Milton Nascimento em 1981
8. Canção do sal (Milton Nascimento, 1966)
    - Música gravada por Milton Nascimento em 1967
9. O cio da terra (Milton Nascimento e Chico Buarque, 1977)
 Texto de Adélia Prado
10. Encontros e despedidas (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1981)
      - Música gravada por Milton Nascimento em 1985
11. Maria solidária (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1976)
12. Maria, Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1976)
      - Música da trilha de balé do Grupo Corpo gravada por Milton Nascimento em 1978
13. Para Lennon & McCartney (Lô Borges, Márcio Borges e Fernando Brant, 1970)
Bis:
14. Travessia (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1967)
15. Nada será como antes (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972)

Eis a capa e as dez músicas do álbum 'Donato elétrico', nas lojas em março

Com capa assinada por Rodrigo Sommer, criador do projeto gráfico do disco, o álbum Donato elétrico chega ao mercado fonográfico em março de 2016, em edição do Selo Sesc. Gravado entre janeiro e agosto de 2015 em estúdios como o Traquitana, na cidade de São Paulo (SP), o disco de João Donato tem rica produção assinada por Ronaldo Evangelista. Donato elétrico apresenta repertório inteiramente inédito, de autoria do compositor e pianista acriano. Donato toca à moda antiga dez temas da própria lavra, compostos sem parceiros. Aos 81 anos, o artista toca as dez músicas em instrumentos como o piano elétrico Fender Rhodes, além de sintetizadores e teclados analógicos. A novidade vem do toque de músicos da cena contemporânea de São Paulo (SP) como Bruno Buarque, Décio 7, Guilherme Kastrup, Gustavo Ruiz e Laércio de Freitas (autor de arranjo de cordas). A ideia foi revisitar, com esse toque contemporâneo, a sonoridade de álbuns como A bad Donato (Blue Thumb Records, 1970). Donato elétrico é disco essencialmente instrumental, mas a voz de Donato é ouvida em Tartaruga e em G8. Eis, na ordem do álbum de João Donato, as dez músicas inéditas (e as respectivas fichas técnicas das gravações de cada faixa) de Donato elétrico:

1. Here’s JD (João Donato) (6:13)
João Donato: arranjo de sopros e Fender Rhodes
Décio 7: bateria
Marcelo Dworecki: contrabaixo elétrico
Mauricio Fleury: guitarra
Guilherme Kastrup: percussão
Beto Montag: vibrafone e percussão
Mauro Refosco: percussão
Cuca Ferreira, sax barítono e flauta;
Anderson Quevedo: flauta
Richard Fermino: trombone e flauta

2. Urbano (João Donato) (5:38)
João Donato: Fender Rhodes, Farfisa e Pro-One
Bixiga 70: arranjo de sopros
Décio 7: bateria
Marcelo Dworecki: contrabaixo elétrico
Mauricio Fleury: guitarra (solo)
Cris Scabello: guitarra
Rômulo Nardes: percussão
Gustavo Cecci: percussão
Cuca Ferreira: sax barítono
Daniel Nogueira: sax tenor
Daniel Gralha: trompete
Douglas Antunes: trombone (solo)


3. Frequência de onda (João Donato) (4:59)
João Donato: Fender Rhodes, Moog e Farfisa
Laércio de Freitas: arranjo de cordas
Bruno Buarque: bateria
Zé Nigro: contrabaixo elétrico
Décio 7: percussão
Mauricio Fleury: guitarra
Aramís Rocha: violino
Robson Rocha: violino
Daniel Pires: viola
Renato de Sá: violoncelo

4. Espalhado (João Donato)
João Donato: arranjos de cordas e sopros, Fender Rhodes
Décio 7: bateria
Marcelo Dworecki: contrabaixo elétrico
Mauricio Fleury: guitarra
Guilherme Kastrup: percussão
Cuca Ferreira: flauta (solo)
Anderson Quevedo: flauta
Richard Fermino: flauta
Aramís Rocha: violino
Robson Rocha: violino
Daniel Pires: viola
Renato de Sá: violoncelo


5. Tartaruga (João Donato) (4:42)
João Donato: Fender Rhodes, Farfisa e voz
Cuca Ferreira: arranjo de sopros
Décio 7: bateria
Marcelo Dworecki: contrabaixo elétrico
Mauricio Fleury: guitarra
Guilherme Kastrup: percussão
Cuca Ferreira: flauta (solo)
Anderson Quevedo: flauta e sax tenor
Richard Fermino: trombone e flauta

6. Soneca de marreco (João Donato) (3:59)
João Donato: Arranjos de cordas e sopros, Fender Rhodes, clavinet e Farfisa
Bruno Buarque: bateria
Zé Nigro: contrabaixo elétrico
Gustavo Ruiz: guitarra
Décio 7: percussão
Cuca Ferreira: flauta
Anderson Quevedo: flauta e sax tenor
Richard Fermino: trombone
Aramís Rocha: violino
Robson Rocha: violino
Daniel Pires: viola
Renato de Sá: violoncelo


7. Combustão espontânea (João Donato) (4:41)
João Donato: Fender Rhodes, Pro-One e Farfisa
Anderson Quevedo: arranjos de sopros
Décio 7: bateria
Marcelo Dworecki: contrabaixo elétrico
Guilherme Kastrup: percussão
Cuca Ferreira: sax barítono e flauta
Anderson Quevedo: sax tenor e flauta
Richard Fermino: trombone e flauta

8. Resort (João Donato) (4:19)
João Donato: arranjo de sopros (com Anderson Quevedo), Fender Rhodes e clavinet
Décio 7: bateria
Marcelo Dworecki: contrabaixo elétrico
Guilherme Kastrup: percussão
Cuca Ferreira: flauta-baixo
Anderson Quevedo: flauta-baixo e sax tenor
Richard Fermino: flauta em sol e clarone


9. Xaxado de Hércules (João Donato) (5:51)
João Donato: Fender Rhodes e Farfisa
Bixiga 70: arranjo de sopros
Décio 7: bateria
Marcelo Dworecki: contrabaixo elétrico
Mauricio Fleury: guitarra (solo)
Cris Scabello: guitarra
Rômulo Nardes: percussão
Gustavo Cecci: percussão
Cuca Ferreira: sax barítono
Daniel Nogueira:, sax tenor (solo)
Daniel Gralha: trompete (solo)
Douglas Antunes: trombone

10. G8 (João Donato) (5:17)
João Donato: Fender Rhodes, Pro-One, Farfisa e voz
Marcelo Cabral: arranjo de cordas
Décio 7: bateria
Marcelo Dworecki:, contrabaixo elétrico
Mauricio Fleury: guitarra
Douglas Antunes: trombone
Beto Montag: vibrafone
Mauro Refosco:, percussão
Aramís Rocha: violino
Robson Rocha: violino
Daniel Pires:, viola
Renato de Sá: violoncelo

Boss in Drama lança remix de 'Work', single inicial de 'Anti', disco de Rihanna

Conhecido pelo codinome artístico de Boss in Drama, o DJ e produtor paranaense Péricles Martins lança remix de Work (Jahron Braitwaite, Matthew Jehu Samuels, Allen Ritter, Rupert Thomas, Aubrey Graham, Robyn Fenty e Monte Noir, 2016), primeiro single do recém-lançado oitavo álbum de estúdio de Rihanna, Anti (Westbury Road / Roc Nation, 2016), ótimo disco em que a cantora de Barbados se distancia do padrão do pop industrializado fabricado em série nos Estados Unidos. Dentro do universo da house music, Boss in Drama adicionou toques latinos e batidas tropicais à gravação feita por Rihanna com a participação do rapper canadense Drake e com produção do jamaicano Boi-1da, um dos compositores da música. O Work remix produzido por Boss in Drama está disponível para audição no portal SoundCloud e pode ser baixado de forma legalizada na web. No registro original de Rihanna, Work é pop banhado na praia do reggae que destoa do álbum Anti.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Temporão faz 'Dança' no segundo disco solo com o toque de Marcelo Jeneci

A IMAGEM DO SOM - A foto de Alfredo Alves, da Dom B Produções, flagra o cantor, compositor e músico carioca Fernando Temporão (ao centro) em estúdio da cidade do Rio de Janeiro (RJ) com Marcelo Jeneci e com o produtor Kassin (à esquerda), piloto do segundo álbum solo de Temporão. Jeneci gravou participação na música Dança, uma das poucas composições do disco assinadas somente por Temporão, sem parceiros. No sucessor do álbum solo De dentro da gaveta da alma da gente (Independente / Tratore, 2013), Temporão vai apresentar parcerias com nomes como Alberto Continentino, Ava Rocha, Bruno Di Lullo e Thiago Camelo, além de dar a versão de autor para Um milhão de novas palavras, parceria com César Lacerda lançada pelo cantor Filipe Catto no álbum Tomada (Agência de Música / Radar Records, 2015). O disco tem repertório (todo) autoral.

Lançado em 1970 pela RGE, segundo álbum de Tom Zé volta pela Som Livre

Já relançado duas vezes no formato de CD, em 1994 e em 2000, o segundo álbum do cantor e compositor baiano Tom Zé - lançado originalmente em 1970 pela RGE - ganha a terceira reedição em CD. Reposto em catálogo pela gravadora Som Livre neste mês de fevereiro de 2016, o álbum Tom Zé traz no repertório Qualquer bobagem, parceria do artista com - os então Mutantes - Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias. Sozinho, Tom Zé assina músicas como Dulcinéia popular brasileira, Guindaste a rigor e Jeitinho dela (música gravada com a participação vocal da então nova baiana Baby do Brasil). Diretor de produção do disco, o executivo fonográfico João Araújo (1935 - 2013) é parceiro de Tom Zé na música Distância, assinada também por Tom Zé com Laís Marques. Os maestros Chiquinho de Moraes,  Hector Lagnafietta e Capacete assinaram os arranjos.

DVD e documentário registram longevo legado sertanejo d'As (irmãs) Galvão

A IMAGEM DO SOM - Postadas na página oficial da dupla sertaneja As Galvão no Facebook, as fotos mostram as irmãs paulistas Mary Galvão e Marilene Galvão - nascidas em Ourinhos (SP) e em Palmital (SP), respectivamente - na gravação ao vivo do primeiro DVD. Viabilizado através de parceria da empresa Sandra Muniz Produções com Oásis Eventos, o registro audiovisual foi feito na última sexta-feira, 29 de janeiro de 2016, em show feito pelas irmãs Galvão na casa Oásis Eventos, em São Carlos (SP), cidade do interior paulista. O projeto se chama Soberanas. Foi neste interior paulista, mais precisamente na cidade de Paraguaçu Paulista (SP), que as irmãs começaram a trilhar a estrada sertaneja em 1947. Previsto para ser lançado em 2017, para celebrar os 70 anos da trajetória das cantoras, o DVD vai exibir show na qual As Galvão reviveram os principais sucessos da carreira - Beijinho doce (Nhô Pai, 1945), tema lançado pelas Irmãs Castroe Pedacinhos (Carlos Randall, 1987), entre outros - ao lado de convidados como os cantores Daniel e Sérgio Reis. O show captado para o DVD Soberanas teve arranjos e produção musical do maestro Mario Campanha, parceiro de Mary na composição da única inédita do repertório, Mereço ser feliz. Simultaneamente com o DVD, documentário quase finalizado vai contar as sete décadas de história d'As Galvão -  uma das primeiras duplas femininas a se fazer ouvir no masculino universo sertanejo.

Single 'Leve love' dá prévia de 'Grande amor', segundo disco de Daniel Salve

Com trajetória artística associada aos espetáculos musicais do teatro paulistano, o compositor, músico e produtor Daniel Salve se prepara para lançar o segundo álbum em 15 de março de 2016. Produzido por Salve com Rique Azevedo, o álbum se chama Grande amor e sucede Psychotropic (Independente, 2009) na discografia do artista paulistano. A intenção de Salve foi fazer um disco mais leve e pop. Aliás, Leve love é o título do primeiro single do álbum (clique aqui para ouvir o single Leve love). O repertório de Grande amor totaliza 12 músicas inéditas de autoria do artista.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Toquinho & Vinicius ganham compilação com o melhor da parceria da dupla

Dupla formada por Toquinho com Vinicius de Moraes (1913 - 1980) ao longo da década de 1970, Toquinho & Vinicius ganha coletânea produzida pela gravadora Som Livre para mercado fonográfico físico e digital. O melhor da parceria reúne 30 fonogramas da dupla, gravados pelos cantores, compositores e músicos nos quatro álbuns e em compilação lançados originalmente por Toquinho & Vinicius na extinta gravadora RGE entre 1970 e 1975. A propósito, Como dizia o poeta... Música nova (1970), Toquinho & Vinicius (1971), São demais os perigos desta vida (1972), a coletânea Toquinho, Vinicius & amigos (1974) e O poeta e o violão (1975) também estão sendo relançados pela Som Livre em todas as plataformas. Eis as 30 gravações de O melhor da parceria:

1. Canto de Ossanha
2. Berimbau / Consolação
3. Samba da rosa - com Marília Medalha
4. Sei lá (A vida tem sempre razão)
5. Tomara - com Marília Medalha
6. Testamento
7. Essa menina
8. Para viver um grande amor
9. Chega de saudade
10. Garota de Ipanema
11. Samba de Gesse - com Marília Medalha
12. São demais os perigos dessa vida
13. Cotidiano nº 2
14. Apelo
15. Insensatez
16. Valsa para uma menininha
17. Tarde em Itapoã 
18. A tonga da mironga do kabuletê - com Monsueto Menezes
19. Tatamirô (Em louvor a Mãe Menininha do Gantois)
20. O canto de Oxum
21. Maria vai com as outras
22. No colo da serra
23. Como dizia o poeta - com Marília Medalha
24. Mais um adeus - com Marília Medalha
25. O velho e a flor
26. A rosa desfolhada
27. O poeta e o aprendiz
28. Morena flor
29. Tristeza
30. Regra três

Universal Music diz que troca, via site, CDs defeituosos da caixa de Rita Lee

♪ Quem comprou a caixa Rita Lee - lançada pela gravadora Universal Music em novembro de 2015 - certamente notou defeitos nas reedições dos CDs Refestança (Som Livre, 1977) e 3001 (Universal Music, 2000). Refestança silencia nos 20 segundos iniciais da reprodução da faixa Back in Bahia (Gilberto Gil, 1972). Já 3001 toca Por enquanto (Renato Russo, 1985) na voz da cantora Cássia Eller (1962 - 2001) no lugar da faixa original Erva venenosa (Poison ivy) (Jerry Leiber e Mike Stoller, 1959, em versão de Rossini Pinto, 1965) gravada por Rita para o álbum. Ao ser questionada pelo editor de Notas Musicais como os consumidores devem proceder para trocar os dois discos defeituosos, a assessoria de imprensa da gravadora informou que os discos podem ser trocados a partir de contato feito pelo site da gravadora (clique aqui para ser direcionado para a página de contato) e acrescentou que vários consumidores que assim procederam tiveram os discos trocados. De todo modo, nova leva da caixa Rita Lee foi fabricada - sem os defeitos nos dois CDs - e já está chegando ao mercado fonográfico. Clique aqui para ler ou reler a resenha da ótima caixa Rita Lee.

Samba gravado por Pitta com Ana e Elza reforça o bloco do estereótipo gay

Resenha de single
Título: Será?!
Artista: Rodrigo Pitta
Gravadora: Som Livre
Cotação: * *


"Vamos abrir devagarinho a porta de cada armário do Brasil!!". O grito carnavalesco dado por Rodrigo Pitta na introdução de Será?! - samba lançado em single posto ontem, 2 de fevereiro de 2016, em rotação no YouTube - já esconde, atrás do armário da brincadeira de Carnaval, a ideia de que gays precisam necessariamente se assumir publicamente. Mas o samba segue outro bloco, tão preconceituoso quanto. Será?! vai atrás do bloco do estereótipo gay que rotula e carimba cidadãos por seguirem determinados padrões de comportamento e estilo. Paulistano, Pitta é um diretor de teatro que vem tentando se fazer ouvir como cantor e compositor desde que lançou há três anos o primeiro álbum, Estados alterados (Som Livre, 2013), sem chamar atenção de público e crítica. Na gravação de Será?!, Pitta recorre a Ana Carolina e a Elza Soares para tentar conseguir tal atenção. As cantoras participam da gravação, como anunciado na capa tropicalista do single. De tom carnavalesco, o samba segue sem inventividade a cartilha do gênero, com sutis toques eletrônicos, com direito a um refrão popular - "Deve ser viado / Deve ser viado / Porque homem tão perfeito / Tá falando no mercado" - e a um punhado de clichês na letra que versa sobre um cara alvo de especulações sobre suposta homossexualidade por se ajustar ao figurino do homem perfeito e polido. É inacreditável ouvir Ana Carolina dar voz a versos como "Essa Coca é mais para Fanta" e "Esse cravo cheira a rosa". Elza tem participação mais discreta na gravação produzida por Arto Lindsay com Rodrigo Coelho. Mesmo assim, as presenças destas duas grandes cantoras do Brasil - ambas identificadas com a defesa das liberdades sexuais - destoam da postura de ambas como cidadãs. Por mais que seja dado um justo desconto para a brincadeira (afinal, é um samba direcionado para o Carnaval), Será?! reforça o coro já forte dos que rotulam e enquadram gays em esterótipos que, no fundo, somente reiteram o preconceito contra homossexuais. O samba é de autoria do próprio Pitta e vai figurar no segundo álbum do artista, PQP - Porque pop ou Pátria que o pariu, feito sob a coordenação artística de Arto Lindsay, com série de produtores (DJ Mau Mau, Guilherme Kastrup, Kassin, Pedro Bernardes e Tutto Ferraz, entre outros), e previsto para ser lançado no segundo semestre deste ano de 2016 pela gravadora Som Livre. Rodrigo Pitta pode não até não ter plena consciência disso, mas Será?! - samba que evoca intencionalmente a célebre marcha Cabeleira do Zezé (Roberto Faissal e João Roberto Kelly, 1963), sucesso do Carnaval de 1964 que vem resistindo ao tempo e às folias - colabora para o fechamento dos armários nacionais com trocadilhos infames como "Se o Diabo veste Prada / Esse aqui veste pra dar". Será que Rodrigo Pitta acha que vai conseguir se firmar como cantor e compositor com este samba-factoide?! Difícil!

Single com Gusttavo Lima anuncia o terceiro DVD da dupla Thaeme & Thiago

Já disponível nas plataformas digitais desde 22 de janeiro de 2016, o single Fica louca - gravado por Thaeme & Thiago com a participação do cantor mineiro Gusttavo Lima - é a primeira música divulgada do terceiro DVD e CD ao vivo da dupla pop sertaneja de origem paranaense. O DVD foi gravado em 6 de dezembro de 2015 em show hi-tech feito por Thaeme & Thiago em Curitiba (PR) com direito a imagens projetadas em 3D. Ode às baladas e ao consumo de bebida nas baladas, feita bem ao estilo pop do som rotulado como sertanejo universitário, Fica louca é composição assinada por Thaeme Mariôto e Thiago Bertoldo (cujo nome verdadeiro é Guilherme Steffler Bertoldo) com Felipe Duran e Leko Bertoldo. Thiago Bertoldo assina a produção do single editado nas plataformas digitais através da gravadora Som Livre. O DVD da dupla vai se chamar Ethernize.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Valesca Popozuda lança o single 'Boy magia' na véspera do Carnaval de 2016

Com capa assinada pelo diretor de arte Jun Junior, o sexto single da cantora e compositora carioca de funk Valesca Popozuda, Boy magia, chega às plataformas digitais na próxima sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016, véspera do Carnaval de 2016.  A artista nunca lançou um álbum solo.

Zeca Baleiro lança 10º álbum de inéditas ainda no primeiro semestre de 2016

O décimo álbum solo de inéditas do cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro - em foto de Rama Oliveira - vai ser lançado até o fim deste primeiro semestre de 2016. Quem vai editar o disco é a Som Livre, gravadora que pôs no mercado fonográfico em 2012 o anterior álbum solo de inéditas do artista, O disco do ano. O último CD de Baleiro, Café no bule (Selo Sesc, 2015), foi lançado há um ano,  mas foi gravado e assinado por Baleiro com Naná Vasconcelos  e Paulo Lepetit.

Clarice Falcão lança o segundo álbum, 'Problema meu', produzido por Kassin

Primeiro álbum da cantora e compositora Clarice Falcão, Monomania (Casa Byington, 2013) somente foi lançado de forma oficial no mercado fonográfico em edição física em CD em novembro de 2013, via Sony Music, sete meses após a edição digital apresentada em abril daquele ano ter virado viral na web. Já o segundo álbum da artista pernambucana, Problema meu, vai ganhar lançamento em CD - programado para 14 de março de 2016 - praticamente simultâneo com a edição digital que será lançada com exclusividade por um tempo na plataforma Tidal. Precedido pelo recém-lançado clipe da faixa Irônico, feito com imagens filmadas por celulares de amigos e familiares de Clarice, o álbum Problema meu apresenta músicas inéditas e autorais como Deve ter sido eu, Era uma vez (com ecos de disco music), Eu escolhi vocêEu sou problema meu - composição que gerou o título do álbum produzido por Alexandre Kassin - e Vagabunda. O repertório inclui algumas músicas antigas (mas ainda inéditas em disco) como Duets - do tempo em que Clarice somente compunha em inglês - e Se esse bar, composição da safra autoral do álbum Monomania. Pai de Clarice, o roteirista e diretor de teatro e TV João Falcão assina Banho de piscina. Já o rock A volta do mecenas é de autoria de Matheus Torreão. Fora da lavra alheia, Clarice também dá voz a I'll fly with you (Luigino D'Agostino, Carlos Montagner, Paolo Sandrini e Diego Leoni), balada lançada em álbum de 1999 pelo DJ italiano Gigi D'Agostino com o título em francês L'amour toujours. Por ter Kassin, Problema meu  extrapola o arco acústico de Monomania.

Música inédita 'Ela só quer paz' promove o segundo DVD do 'rapper' Projota

Música inédita, Ela só quer paz foi eleita o primeiro single do DVD e CD ao vivo que o rapper paulistano Projota vai lançar neste primeiro semestre de 2016 em edição da gravadora Universal Music. Produzida por Marcelinho Ferraz e Tadeu Patolla, a gravação de Ela só quer paz - feita no Estudio LCM Records, em São Paulo (SP), com arranjo de Marcelinho Ferraz e Rodrigo Marques - já está em evidência nas rádios e na web. O clipe em rotação no YouTube tem direção de Roberto Mamfrim e produção da Tulli Films. Já o segundo registro ao vivo da discografia de Projota foi feito em 13 de janeiro de 2016 em show do artista no Espaço das Américas, em São Paulo (SP), que contou com a participação da cantora e compositora carioca Anitta na música (inédita)  Faz  parte.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Fernanda Abreu prepara lançamento de (toda a) discografia em edição digital

Enquanto negocia a edição do oitavo álbum solo, Amor geral, Fernanda Abreu se prepara para relançar neste ano de 2016, em formato digital, toda a discografia de carreira solo iniciada em 1990. O lançamento da obra em edição digital é resultado de parceria firmada entre o selo da artista carioca - Sangue Bom Music - e a EMI Music, gravadora que lançou seis dos oito títulos da discografia solo da cantora (em foto de Fernando Torquatto). As exceções são o registro de show editado em 2006 na série MTV ao vivo via Universal Music) e a coletânea Perfil (Som Livre, 2010).

Grupo Mundo Livre lança a primeira gravação ao vivo de show da discografia

Mangue Bit ao vivo é o título da primeira gravação de show do grupo pernambucano Mundo Livre S.A. - um dos pilares do movimento musical surgido no Recife (PE) na primeira metade da década de 1990 e rotulado como Mangue Beat. O registro de show - captado em 11 de abril de 2015 em apresentação da banda na cidade de São Paulo (SP) - vai chegar às plataformas digitais na próxima sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016. A edição física em kit de CD e DVD será posta nas lojas pela gravadora Coqueiro Verde Records a partir de março.  Mangue Bit ao vivo  resume obra da banda.

Crítico musical e dono de loja de discos, Mauro Dias sai de cena aos 66 anos

Incansável defensor da música popular brasileira de tons mais tradicionais, sobretudo a feita por cantores, compositores e músicos como o paulistano Celso Viáfora e o carioca Guinga, o jornalista catarinense Mauro Dias (1949 - 2016) sai de cena, mas fica na memória da imprensa brasileira como ilustre representante da crítica musical exercida nos anos 1980, 1990 e 2000 - décadas em que resenhou discos em jornais como o carioca O Globo e o paulista Estado de S. Paulo. Vítima de câncer, aos 66 anos, Mauro Dias sai de cena na cidade, São Paulo (SP), em que abriu a loja indie Mauro Discos quando se viu sem espaço para exercer o ofício de crítico musical na imprensa brasileira. Nasceu em Florianópolis (SC), foi criado em Niterói (RJ) e migrou para São Paulo (SP) ao assumir a função de crítico musical do jornal Estado de S. Paulo, no qual escreveu até 2004, exaltando  a música de artistas como Celso Viáfora com entusiasmo (e paixão) pelos sons do Brasil.

Banda cearense Oto Gris propaga o lançamento do álbum de estreia, 'Avoa'

A banda cearense de indie rock Oto Gris está propagando o lançamento do álbum de estreia, Avoa (Independente, 2015). Produzido por Saulo Duarte e Klaus Sena, o disco alinha nove músicas de autoria do grupo. Desatar - faixa eleita o primeiro single do álbum - já tem lyric video em rotação no YouTube. O clipe exibe imagens feitas na praia de Icapuí, no Ceará. Amanheceu, Dois fachos, Fitando o céuGaroa e Práticas de mergulho-voo são outras cinco músicas do álbum Avoa.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Sem aviso prévio, Zizi cancela a gravação ao vivo do show 'Na sala com Zizi'

Programada para ter sido feita em 28 e 29 de janeiro de 2016, em apresentações no Theatro Net da cidade de São Paulo (SP), a gravação ao vivo do show Na sala com Zizi foi cancelada sem aviso prévio pela cantora paulistana Zizi Possi. O registro audiovisual do show seria feito pelo Canal Brasil. Por ora, nada foi divulgado oficialmente sobre outra data para a gravação do show em que a cantora dá voz a músicas como I started a joke (Barry Gibb, Maurice Gibb e Robin Gibb, 1968) e Tudo passará (Nelson Ned, 1969). Além de lançar O mar me leva, EP com quatro mornas gravadas entre Brasil e Portugal, Zizi divulga a reedição do DVD Cantos e contos, projeto ao vivo lançado originalmente em 2010 - pela gravadora Biscoito Fino - em dois volumes, vendidos de forma avulsa.

Ágil, Ximbinha apresenta dois (dos três) novos vocalistas da banda XCalypso

No mesmo dia 30 de janeiro de 2016 em que Ximbinha e Thábata Mendes trocaram amabilidades protocolares em comunicados oficiais sobre a saída da cantora potiguar da banda paraense XCalypso, o guitarrista apresentou dois dos três cantores que vão assumir o posto de vocalista do grupo, dissidência da banda Calypso original. Trata-se da cantora pernambucana Leya Emanuelly e do cantor paraense Ghê Rodriguez.  O terceiro vocalista da XCalypso vai ser apresentado em breve.

Roupa Nova canta versão de Gaye com Pires no disco 'Todo amor do mundo'

Uma das músicas mais emblemáticas e politizadas do cancioneiro do cantor e compositor norte-americano de soul e R&B Marvin Gaye (1939 - 1984), What's going on? (Al Cleveland, Renaldo Benson e Marvin Gaye, 1971) ganha outra versão em português, intitulada Medo medo e gravada pelo grupo carioca Roupa Nova com a adesão de Alexandre Pires em Todo amor do mundo (Winer Disk, 2015). Projeto multimídia do sexteto que engloba livro de ficção de tom autobiográfico e dois CDs com 19 gravações inéditas, Todo amor do mundo tem repertório pautado por versões de sucessos do pop internacional. Música de Brian Wilson lançada pelo grupo norte-americano The Beach Boys em 1963, Surfer girl virou Você, o surf e eu na versão em português gravada pelo Roupa Nova com a participação da apresentadora de TV Angélica.  A edição do kit é independente.