sábado, 25 de outubro de 2014

Camila Honda vai do brega a Gonzagão em álbum produzido por Cordeiro

Camila Honda é cantora e compositora de origem paraense cuja árvore genealógica tem ramificações no Japão, país natal de seus avós. É por isso que a artista - que já viveu na Europa - define como brega japonês a música que abre seu primeiro álbum, Camila Honda, produzido pelo cantor, compositor e guitarrista Felipe Cordeiro, conterrâneo cult de Honda. Destaque do disco, viabilizado com patrocínio do projeto Natura Musical e editado de forma independente neste segundo semestre de 2014, a música se chama Baile saudoso e é parceria da artista com Allan Carvalho. Quase inteiramente gravado no estúdio Casa da Lua, em São Paulo (SP), o CD Camila Honda tem sonoridade pop contemporânea e inclui no repertório regravações de Embaraço - música lançada por Felipe Cordeiro em seu segundo álbum, Pop kitsch cult (Independente, 2011) - e de Sabiá (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1951). Honda também dá voz a uma música do repertório do Molho Negro, grupo paraense de garage rock. Aparelhagem de apartamento (Molho Negro e Camillo Royale) - a única faixa produzida por Arthur Kunz - foi originalmente lançada pelo grupo paraense em seu primeiro álbum, de 2012.

Elevada por Wisnik e Alê, Mariana emerge nas águas do álbum 'Desejo'

Resenha de CD
Título: Desejo
Artista: Mariana de Moraes
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * * 1/2

Terceiro álbum solo de Mariana de Moraes, lançado neste mês de outubro de 2014 pela gravadora Biscoito Fino, Desejo é o título mais expressivo da discografia dessa cantora carioca de voz pequena, mas muito bem colocada no CD produzido por Alê Siqueira e Marcelo Costa sob a direção artística de José Miguel Wisnik. Aos 45 anos de vida e 30 de carreira, iniciada como atriz nos anos 1980, a artista emerge como cantora, elevada pelo trio que formatou esse álbum que versa sobre águas, amores e areias, tendo sido gravado em fevereiro de 2012 no litoral da Bahia. Na época da gravação, três músicas - A liberdade é bonita (Jorge Mautner e José Miguel Wisnik, 2014), Motivos reais banais (Adriana Calcanhoto e Waly Salomão, 2014) e Morro, amor (Caetano Veloso e Arnaldo Antunes, 2013) - eram inéditas. Com o hiato de dois anos e meio entre a gravação e a edição do disco, as três ganharam registros fonográficos - de Celso Sim, Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes, respectivamente - em CDs já lançados previamente. Mas pouco importa o fato de nenhuma das 14 composições ouvidas nas 13 faixas de Desejo ser inédita. A costura inusitada do repertório - bem alinhavada pelos atabaques, programações, violões e pianos arranjados de forma coletiva pelos produtores com os músicos do disco e com a própria Mariana de Moraes - é que torna Desejo um disco bem amarrado. Se é pecado sambar, como questionou o título do CD lançado pela artista em 2001 nos Estados Unidos, a cantora jamais irá para o céu, pois Desejo cai bem no samba de distintas estirpes e vertentes. Engomadinho (Pedro Caetano e Claudionor Cruz, 1942) é o samba faceiro à moda carioca de Aracy de Almeida, sua intérprete original. É um samba que encobre o manto escuro da desilusão com a luz de um novo amor. Música embalada pelas cordas orquestradas por Lincoln Olivetti, Vai e vem (Amor de Carnaval) também se ilumina ao fluir na cadência bonita do samba em gravação que dá vida a uma música de Guilherme Arantes com Nelson Motta que passara despercebida num dos álbuns mais fracos de Arantes, Lótus (Som Livre, 2007). A leveza da leitura de Mariana está em sintonia com versos que celebram a fugacidade das paixões folionas. Outro acerto é pôr Mãe d'água e a menina (Dorival Caymmi, 1985) na roda do samba do Recôncavo Baiano. Emerge nessa faixa uma baianidade nagô que também sustenta - no caso, com a levada do samba-reggae - Flor do Cerrado (Caetano Veloso, 1974), música que já desabrochou em toda sua beleza na gravação referencial feita por Gal Costa para o álbum Cantar (Philips, 1974). Música também gravada por Gal, mas composta por José Miguel Wisnik para a trilha sonora que criou com Tom Zé para balé estreado há 20 anos pelo Grupo Corpo, Assum branco (1994) voa na pegada do baião, com o toque da sanfona de Dominguinhos (1941 - 2013), estreitando musicalmente os laços com Assum preto (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), já reforçados de forma poética nos versos da letra. Com aura bossa-novista, alimentada pelo violão de Marcelo Miranda e pelos assovios do tecladista Mikael Mutti, Morro, amor - a parceria com Caetano Veloso que Arnaldo Antunes registrou em seu álbum Disco (Rosa Celeste / Radar Records, 2013) - põe a paixão em palco de teatro em letra que prepara o clima para Cacilda (José Miguel Wisnik, 1997), a faixa seguinte, ponto raso no mar de significados que abarca Desejo. Cantada por Mariana de forma meramente correta, com o piano de Wisnik, Cacilda é canção talhada para intérpretes que alcançam com a voz toda uma dimensão dramática que inexiste no canto de Mariana de Moraes. Essa ausência de teatralidade - não um defeito em si, mas uma característica da cantora - dilui a lamentosa carga poética entranhada nos versos de Amor em lágrimas (Claudio Santoro e Vinicius de Moraes, 1957 / 1960), música entoada por Mariana somente com o piano de Wisnik. Desejo se banha em outras praias de forma mais feliz. Pela sagacidade dos produtores do disco, os tambores que ressoam na abertura do CD com a lembrança da Mãe África na cubana Tabu (Margarita Lecuona, 1934) - lembrança sagazmente sublinhada com a adição na faixa do afro-samba Canto de Iemanjá (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1966) - se harmonizam com o batidão do funk carioca que, no fecho do disco, celebra a alegria da vida em A liberdade é bonita (Jorge Mautner e José Miguel Wisnik, 2014). Mesmo que Veleiro azul (Luiz Melodia e Rúbia Mattos, 2006) navegue desbotado, Desejo é álbum interessante que deixa as cores de outra cor - para parafrasear verso de Cá já (Caetano Veloso, 1976) - nessas águas em que Mariana de Moraes se banha com frescor, emergindo, enfim, como cantora digna de atenção.

'Mantra' anuncia o terceiro álbum do Maglore, que sairá via Deck em 2015

 Como incentivo pela vitória em concurso entre artistas emergentes promovido em 2013 por emissora de rádio de São Paulo, o grupo baiano Maglore teve patrocinada - neste ano de 2014 - a gravação de uma música inédita. De autoria de Teago Oliveira, vocalista e guitarrista da banda, a música se chama Mantra e tem produção assinada por Rafael Ramos. A proximidade com Ramos conduziu o Maglore à gravadora carioca Deck, que vai editar o terceiro álbum do grupo - sucessor de Veroz (2011) e de Vamos pra rua (2013) - no primeiro semestre de 2015.

Disco póstumo de inéditas 'Ele vive' pouco acrescenta à obra de Taiguara

Resenha de CD
Título: Ele vive
Artista: Taiguara
Gravadora: Kuarup
Cotação: * * 

* Revirar o baú de cantores e compositores que já saíram de cena é tarefa a que a indústria fonográfica mundial se dedica com afinco. Exumações de obras geram discos póstumos que, em geral, pouco ou nada acrescentam às discografias dos artistas vítimas dessa exploração comercial. Ele vive - CD póstumo de inéditas do cantor e compositor Taiguara Chalar da Silva (9 de outubro de 1945 - 14 de fevereiro de 1996) - não veio ao mundo neste mês de outubro de 2014 por ganância. Fora do esquema predador que move a indústria do disco e da saudade, a gravadora Kuarup fez no disco Ele vive - sob a direção musical do produtor Pedro Baldanza - um trabalho de expansão da obra e da memória deste guerrilheiro urbano da canção, artista de origem uruguaia e criação brasileira. Infelizmente, a qualidade do repertório não faz jus ao legado de Taiguara. O que se ouve entre as onze inéditas - apresentadas ao público através de restauração de registros caseiros encontrados em fitas cassetes - são músicas com melodias fracas, compostas em épocas distintas e finalizadas para o disco com o acréscimo de bases instrumentais às vozes do cantor. Mesmo que a ideologia firme do artista pulse com força em letras como a de Conflito (Sexo escravo), libelo contra a exploração sexual da mulher, a fraqueza das melodias dilui o vigor dos versos. Não é por acaso que Manhã na Candelária - canção de cunho político - foi feita para Beth Carvalho, mas jamais foi gravada pela cantora carioca (rigorosa na seleção do repertório de seus discos). "Ninguém quer mais sambar para miséria aumentar e para sustentar bandido", dispara Taiguara em verso de Guerra pra defender, samba pouco empolgante. Entre músicas censuradas e esquecidas pelo próprio Taiguara, caso de Alba Esperanza (1974), duas ostentam centelhas da luz que iluminou um dos cancioneiros mais engajados da MPB surgida nos anos 1960. Trata-se de Moça da noite - tema no qual volta a bater na tecla da exploração da mulher em sociedade machista em gravação que parece inacabada (a faixa termina em fade out) - e de Ele vive. A propósito, a música-título Ele vive foi composta em tributo ao líder socialista Luiz Carlos Prestes (1898 - 1990), outra amostra de como Taiguara usava sua música valente na luta contra a opressão social e política. Única das onze inéditas do disco composta em parceria (no caso, com versos do poeta Sergio Napp), Te quero - canção composta para a atriz, cantora e cineasta Vanja Orico, amiga de Taigura - embaralha amor e política em versos apaixonados como "Te quero porque me ensinas justiça e liberdade".  As quatro inéditas restantes - Sou negro, Tomou rebeldia (samba de formato bem convencional), O catador de milho e Sou Samora Potiguara - corroboram a sensação de que o valor do CD Ele vive é meramente documental. Impressão reforçada pela audição das quatro músicas-bônus, captadas ao vivo em show do artista no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro (RJ). Entre sucessos como Hoje (1969) e Universo no teu corpo (1970), ouve-se Taiguara dar voz a Outubro (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1967), música sintonizada com o espírito politizado de Taiguara, guerrilheiro da canção que tirou do lamento um novo canto, contando sua história até sair de cena, aos 50 anos. Embora este CD póstumo pouco faça para a preservação de sua memória musical, Taiguara Chalar da Silva vive.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Virgínia canta Tiganá, Mendes e Moacir no quinto álbum, 'Mama Kalunga'

Previsto para ser lançado em março de 2015, o quinto álbum da cantora baiana Virgínia Rodrigues, Mama Kalunga, traz no repertório músicas que celebram os rituais afro-brasileiros da umbanda e do candomblé, além do samba-chula, ritmo da Bahia pouco difundido pelo Brasil. No disco, a intérprete - em foto de Ana Quintella - dá sua voz privilegiada, de tom lírico, a temas de Moacir Santos (1926 - 2006), Roberto Mendes e Tiganá Santana (autor da música-título Mama Kalunga), entre outros compositores linkados com sons da cultura negra brasileira.

Sambô tira cores de hits de pop e MPB em solução rala de samba e rock

Resenha de CD
Título: Em esdio e em cores
Artista: Sambô
Gravadora: Som Livre
Cotação: *  

Quase ao fim de seu primeiro álbum gravado em estúdio, o grupo paulista Sambô arma com o Trio Preto uma roda de samba. Nessa roda, os grupos revivem trinca de sucessos iniciais do cantor e compositor fluminense Martinho da Vila - O pequeno burguês (1969), Casa de bamba (1969) e Pra que dinheiro? (1968) - em clima de samba mesmo. É um caminho que, se tivesse sido seguido pelo Sambô no CD Em estúdio e em cores, talvez resultasse em um disco até convencional, mas certamente menos equivocado do que o álbum posto nas lojas pela gravadora Som Livre neste mês de outubro de 2014. No CD, produzido por Ricardo Gama, tecladista do Sambô, o grupo - criado em 2006 na cidade de Ribeirão Preto (SP) - apaga a gama de cores de leque variado de sucessos da música brasileira e do pop internacional. O Sambô dilui hits em solução rala de samba e rock. Em essência, o grupo põe tudo e todos em pagodão populista de clima roqueiro. O rock é evocado pela guitarra de Julio Fejuca. Mas, sem cerimônia, o Sambô traz até um sucesso dos Beatles, Come together (John Lennon e Paul McCartney, 1969), para o universo do pagode. Já a outra música do repertório dos Fab Four, Don't let me down (John Lennon e Paul McCartney, 1969), é menos agredida. Por mais que o disco tenha apelo popular, o nível das releituras é baixo. Não há um toque de fato original em nenhuma regravação. Tampouco um ganho. Há, sim, perdas e danos. Eu amo você (Cassiano e Silvio Roachel, 1970) - balada do primeiro álbum de Tim Maia (1942 - 1998) - perde sua alma soul. Primeiro hit de Beth Carvalho, Andança (Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Maurício Tapajós, 1968) perde aquela levada irresistível que tornou a música um hit perene nas rodinhas e nos barzinhos. Primeiro sucesso de Hyldon como cantor e compositor, Na rua, na chuva, na fazenda (1973) perde seu romantismo e vira tão somente um pagode insosso quando posto na mesma roda de Tudo bem (Lulu Santos, 1984). Já Tempo perdido (Renato Russo, 1986) - primeiro single do segundo álbum da Legião Urbana, uma canção à moda introspectiva do grupo inglês The Smiths - ganha texto pretensamente filosófico recitado por Fernando Anitelli, tirando a letra original do foco absoluto. Com sua mistura uniforme de samba e rock, que nada tem a ver com o samba-rock dos anos 1970, o Sambô dilui até a simplicidade pop de Passe em casa (Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Marisa Monte e Margareth Menezes, 2002), um dos hits do primeiro e único álbum do trio Tribalistas. Girl on fire (Alicia Keys, Jeff Bhasker e Salaam Remi, 2012) perde o poder incendiário do refrão, cantado em tom de pagode. Enfim, o Sambô segue com fidelidade neste primeiro disco de estúdio a receita de sucesso que tem lhe rendido fama e público nos últimos anos. Pena que as cores de seu som e do canto do vocalista Daniel San sejam todas do mesmo tom. O de seu pouco exigente público.

Eis a capa de 'Pandemonium', o terceiro álbum do Cavalera Conspiracy

Esta é a capa de Babyloniam pandemonium, o terceiro álbum do grupo Cavalera Conspiracy, quarteto de thrash metal criado nos Estados Unidos em 2007 pelos irmãos mineiros Iggor Cavalera (bateria) e Max Cavalera (voz e guitarra). Produzido por John Gray, o álbum chega ao mercado fonográfico via Napalm Records. O lançamento do disco nos Estados Unidos está programado para 4 de novembro de 2014. Duas músicas, Banzai kamakazi e Babylonian pandemonium, já foram divulgadas pelos Cavaleras. Eis as 12 músicas do sucessor de Inflikted (Roadrunner Records, 2008) e Blunt force trauma (Roadrunner Records/Warner Music, 2011):

1. Babylonian pandemonium
2. Banzai kamakazi
3. Scum
4. I, barbarian
5. Carmunhao
6. Apex predator
7. Insurrection
8. Not losing the edge
9. Father of hate
10. The crucible
11. Deus ex machina  (faixa-bônus)
12. Porra (faixa-bônus)

Belo canta com Ivete em disco batizado com nome de música de Vercillo

Ivete Sangalo participa do álbum que Belo vai lançar no início de novembro de 2014 pela gravadora Sony Music. Inédito, o dueto da estrela baiana com o cantor paulista acontece na música intitulada Linda rosa. A canção é de autoria de Umberto Tavares e Jefferson Junior, dupla de compositores que também assina o primeiro single do álbum, Porta aberta, divulgado em setembro. Intitulado Mistério, o álbum - de início previsto para ter sido lançado neste mês de outubro - foi batizado com o nome da música cedida por Jorge Vercillo para o disco de Belo.

Falante e 'sincerona', Tiê escapa do intimismo cru no show 'Esmeraldas'

Resenha de show
Título: Esmeraldas 
Artista: Tiê (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Theatro Net Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 22 de outubro de 2014
Cotação: * * * 1/2

No palco do Theatro Net Rio, onde apresentou seu show Esmeraldas no Rio de Janeiro (RJ), Tiê se referiu ao seu primeiro álbum, Sweet jardim (Independente, 2009), como "cru, íntimo e sincerão". Na apresentação feita para convidados e fãs cariocas em 22 de outubro de 2014, a cantora e compositora paulistana mostrou que, tal como no seu recém-lançado e opulento CD Esmeraldas (Warner Music, 2014), consegue escapar desse intimismo cru em cena povoada por big-band. Cordas e metais encorpam músicas como Meia hora (Tiê e André Whoong, 2014) e Vou atrás (Tiê e André Whoong, 2014) com arranjos polifônicos. Com todas as 12 músicas do terceiro álbum da artista no roteiro de apenas 16 números, o show cumpriu bem a função de reproduzir no palco a riqueza de timbres do disco produzido entre Brasil e Estados Unidos por Adriano Cintra e Jesse Harris. Tiê, inclusive, fez bem sua parte, cantando com naturalidade - perceptível já na abertura do show, quando a artista entoa a capella a primeira parte da balada Gold fish (Tiê e Flávio Juliano, 2007) - e experimentando tons agudos de sua voz doce. Destaque do repertório do disco, o rock Mínimo maravilhoso (Tiê e Vitor Stainberg, 2014) exemplificou ao vivo a habilidade de Tiê para pavimentar outras trilhas em sua discografia sem perda da inspiração. O problema da estreia carioca do show residiu mais na postura da cantora em cena. Talvez para espantar o nervosismo de estar estreando em cidade que não é sua, e na qual seu público é visivelmente mais reduzido, Tiê falou demais. Algumas de suas tiradas até tiveram humor, mas outras falas - como a confirmação no palco das presenças de convidados na plateia - prejudicaram o ritmo da apresentação e resultaram enfadonhas para quem não fazia parte da turma de amigos. Em contrapartida, é justo dizer que o single A noite - versão em português (assinada por Tiê com Adriano Cintra, André Whoong e Rita Wainer) da canção italiana La notte (Giuseppe Anastasi), lançada pela cantora italiana Arisa no álbum Amami (Warner Music, 2012) - ganhou em cena maior intensidade, condizente com a alta expectativa depositada pela gravadora Warner Music e pela própria artista nessa faixa do álbum Esmeraldas (a versão parece talhada para vozes mais calorosas, como a de Ana Carolina, por exemplo). Na sequência, canção do primeiro álbum da artista - Passarinho (Tiê, 2009), definida pela artista como "o começo de tudo" - foi cantada somente com violão e cordas, mostrando que menos às vezes por ser mais quando se trata da música sincera de Tiê, feita com "letras que parecem bilhetes", como a própria compositora avaliou em cena.  E isso, longe de ser demérito, é trunfo no cancioneiro honesto de Tiê. Embora falante em excesso, a cantora jamais perdeu seu brilho ao longo da estreia carioca do show Esmeraldas justamente porque soou sempre sincerona em apresentação que cresceu na segunda metade. Urso (Tiê, Adriano Cintra, André Whoong, Naná Rizizni e Rita Wainer, 2014) reiterou em cena a garra pop capaz de encarar a selva do mercado. De todo modo, a canção que soou com mais potencial comercial foi Depois de um dia de sonho (André Whoong em versão em português de Tiê, 2014). Com força para ser o segundo single, a música foi lançada originalmente em inglês em álbum de André Whoong, tecladista da big-band do show e parceiro de Tiê em sete das 12 músicas do CD Esmeraldas. Por falar em Whoong, o músico soltou a voz com desenvoltura e com pegada em All around you (André Whoong, David Byrne, Tim Bernardes e Tiê, 2014), número em que cantou a parte em inglês gravada no disco pelo cantor e compositor escocês David Byrne. Tiê, aliás, fez questão de explicar que os versos em inglês de Byrne têm sentido diverso da parte em português da letra. Por essa sinceridade ao conceituar suas canções em cena e ao se dirigir ao público, Tiê deixou nesse público a sensação de ter visto e ter ouvido uma artista de verdade, com acertos, erros, humores e inquietações.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Tiê experimenta sabor de 'Chá verde' com excesso do show 'Esmeraldas'

 No show Esmeraldas, que estreou no Rio de Janeiro (RJ) em 22 de outubro de 2014, Tiê canta todas as 12 músicas de seu terceiro álbum, também intitulado Esmeraldas e recém-lançado pela Warner Music. "Um disco bem excessivo", como a cantora e compositora paulistana caracterizou Esmeraldas no palco do Theatro Net Rio, em alusão ao fato de o álbum ter sido produzido por Adriano Cintra e Jesse Harris com profusão de cordas e sopros. Esses saudáveis excessos - que Tiê procura reproduzir no show com banda formada por 12 músicos - deram tempero especial, no bis, a Chá verde (Tiê, 2009), música do primeiro álbum da artista, Sweet jardim (Independente, 2009), recriada com cordas e metais. Outro tempero do roteiro inteiramente autoral do show Esmeraldas foi a participação do tecladista André Whoong, parceiro de Tiê em sete das 12 músicas do CD. Na música All around you (André Whoong, David Byrne, Tim Bernardes e Tiê, 2014), Whoong cantou com desenvoltura a parte em inglês gravada no disco pelo cantor e compositor escocês David Byrne. Eis o roteiro seguido por Tiê - em foto de Rodrigo Goffredo - no Net Rio, na estreia carioca do show Esmeraldas:

1. Gold fish (Tiê e Flávio Juliano, 2007)
2. Mínimo maravilhoso (Tiê e Vitor Stainberg, 2014)
3. Vou atrás (Tiê e André Whoong, 2014)
4. Meia hora (Tiê e André Whoong, 2014)
5. Par de ases (Tiê e Flávio Juliano, 2014)
6. Máquina de lavar (Tiê e André Whoong, 2014)
7. A noite (La notte) (Giuseppe Anastasi, 2012) (Versão em português de Tiê, Adriano Cintra, André Whoong e Rita Wainer, 2014)
8. Passarinho (Tiê, 2009)
9. Dois (Tiê e Thiago Pethit, 2009)
10. Piscar o olho (Plínio Profeta, Tiê, Rita Wainer e Karina Zeviani, 2011)
11. Isqueiro azul (Tiê e Rita Wainer, 2014)
12. Depois de um dia de sonho (André Whoong em versão em português de Tiê, 2014)
13. All around you (André Whoong, David Byrne, Tim Bernardes e Tiê, 2014)
14. Urso (Tiê, Adriano Cintra e André Whoong, 2014)
15. Esmeraldas (Tiê, 2014)
Bis:
16. Chá verde (Tiê, 2009)

Eis a capa de 'Noite de paz', CD em que ex-funkeira Perlla celebra o Natal

Esta é a tradicional capa de Noite de paz - Canções para celebrar, o álbum natalino que a ex-funkeira Perlla vai lançar em novembro de 2014 pela gravadora Deck. Uma das músicas do disco, Aclame ao Senhor, já pode ser ouvida no YouTube. Trata-se da versão em português de Shout to the Lord, música da lavra da cantora e compositora australiana Darlene Zschech, lançada pela autora em 1993. A versão em português tem sido gravada, no Brasil, desde 1995.

Iara divulga 'Tara' enquanto se prepara para interpretar disco de Bethânia

Enquanto divulga o single digital Tara, editado via Joia Moderna com sua gravação da homônima música de autoria de Negro Leo (lançada pelo compositor maranhense em EP de 2013), a cantora e compositora paulistana Iara Rennó ja´se prepara para interpretar o álbum Drama - Anjo exterminado (Philips, 1972), lançado por Maria Bethânia em 42 anos. O single foi gravado e mixado por Martin Scian em São Paulo (SP). Iara canta Tara com o toque da bateria de Leo Monteiro e do piano de Ricardo Dias Gomes. A releitura do disco - no qual a intérprete lançou músicas como Esse cara (Caetano Veloso), Estácio, Holly Estácio (Luiz Melodia) e Iansã (Caetano Veloso e Gilberto Gil) sob a produção de Caetano Veloso - será feita em show agendado para 4 de novembro de 2014, no Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ). 

Eis a capa e as 17 músicas do disco ao vivo de Fagner com Zé Ramalho

Esta é a capa do disco ao vivo que perpetua o show de Fagner com Zé Ramalho, gravado de 28 a 30 de julho deste ano de 2014 em apresentações no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ) - clique aqui para ler a resenha da gravação. Com lançamento programado para 11 de novembro, em edição da Sony Music, o CD Fagner & Zé Ramalho ao vivo alinha 17 músicas em 16 faixas. Eis, na ordem do CD, as faixas do primeiro álbum feito em dupla pelos artistas:

1. Dois querer (Raimundo Fagner e Brandão, 1980)
2. Asa partida (Raimundo Fagner e Abel Silva, 1976)
3. Pelo vinho e pelo pão (Zé Ramalho, 1978)
4. Mucuripe (Belchior e Raimundo Fagner, 1972)
5. Noturno (Graco e Caio Silvio, 1979)
6. Chão de giz (Zé Ramalho, 1978)
7. Romance no deserto (Romance in Durango) (Bob Dylan e Jacques Levy, 1976)
    (Versão em português de Fausto Nilo, 1987)
8. A terceira lâmina (Zé Ramalho, 1981)
9. Canção da floresta (Sebastião Dias, 2004)
10. Jura secreta (Sueli Costa e Abel Silva, 1977) /
      Revelação (Clésio e Clodô, 1978)
11. Fanatismo (Fagner sobre poema de Florbela Espanca, 1981)
12. Garoto de aluguel (Taxi boy) (Zé Ramalho, 1979)
13. Eternas ondas (Zé Ramalho, 1980)
14. Kamikaze (Zé Ramalho, 1981)
15. Pedras que cantam (Dominguinhos e Fausto Nilo, 1981)
16. Admirável gado novo (Zé Ramalho, 1979)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Racionais MC's anunciam lançamento de álbum de inéditas em dezembro

O grupo paulistano de rap Racionais MC's anunciou a edição, em dezembro de 2014, de seu primeiro álbum de inéditas e de estúdio em 12 anos. O anúncio do lançamento do sucessor de Nada como um dia após o outro dia (2002) foi feito na noite de hoje, 22 de outubro de 2014, no site oficial do quarteto. O álbum vai ser lançado após o encerramento da turnê que celebrou os 25 anos de vida dos Racionais MC's. Não há informações sobre o repertório do disco.

'Ela me diz' conduz Ginger House por trilhas do 'indie' rock dos anos 1990

Já em rotação no portal SoundCloud, Ela me diz é o quarto e último single do EP que a banda carioca Ginger House vai lançar neste último trimestre de 2014, em formato digital, na plataforma BandCamp. Música que segue a trilha da psicodelia dos anos 1960, mas desemboca com suas guitarras nos caminhos seguidos pelo indie rock da década de 1990, Ela me diz é de autoria de Luiz Alberto Moura, vocalista e guitarrista da banda. Moura assina com o também guitarrista Silvio Essinger a produção da gravação feita de 19 a 23 de agosto no estúdio Audio Rebel, no Rio de Janeiro (RJ). A capa do single leva o ouvinte a seguir a trilha sinuosa que vai dar em sobrado de Berlim, onde já moraram David Bowie e Iggy Pop. Ela me diz completa o EP Ginger House, que tem também Tensa (de criação coletiva), Infalível (Luiz Alberto Moura) e Sábado (Luiz Alberto Moura e Silvio Essinger). O quinteto - formado por Moura com Essinger, Gerhard Brêda (baixo), Rodrigo Garcia (bateria) e Clara Lira (teclados) - planeja lançar ainda um quinto single em dezembro após a edição do EP. Estão previstas colaborações em Portugal.

Lulu abre parcerias com Dadi e Olivetti entre as inéditas de 'Luiz Maurício'

Com capa que expõe Lulu Santos com sua mãe em foto tirada em 1958 em frente à Casa Branca, nos Estados Unidos, o álbum Luiz Maurício - o primeiro disco de inéditas do cantor e compositor carioca em cinco anos - traz as primeiras parcerias de Lulu com Dadi Carvalho e com Lincoln Olivetti. Com Dadi, Lulu assina SDV (Segue de volta?). Com Olivetti, a colaboração acontece no tema instrumental Drones. Eis - com todas as informações sobre o CD lançado pela gravadora Sony Music neste mês de outubro de 2014 - o texto que apresenta Luiz Maurício aos formadores de opinião, contextualizando o disco na já longeva carreira do artista:

♪ Luiz Maurício Pragana dos Santos continua vendo a vida melhor no futuro. Mais conhecido como Lulu Santos, o cantor, compositor e músico carioca vislumbra, aos 61 anos, o futuro de seu tempo sempre moderno em Luiz Maurício, seu 25º álbum, lançado neste mês de outubro pela gravadora Sony Music em formato digital – já à venda no iTunes - e em edição física em CD. Luiz Maurício é um disco de inéditas, o primeiro de Lulu em cinco anos. Um disco que começou a ser arquitetado em 2011, mas que ganhou sua bem-acabada forma final de abril a agosto deste ano de 2014 no estúdio Visom Digital, no Rio de Janeiro, cidade natal do artista. “Fui bem criterioso ao finalizar o trabalho, porque não me interessava lançar mais um disco”, pondera Lulu.

Disco para pistas antenadas, enraizado no universo da música eletrônica atual, Luiz Maurício abre parcerias e aponta caminhos no som de um artista inquieto que vem lançando grandes álbuns de inéditas neste século XXI  – Singular (2009), Longplay (2007), Letra & música (2005), Bugalu (2003), Programa (2003) – quando poderia viver tão somente dos louros conquistados com os hits de monumental cancioneiro autoral cuja origem remonta ao início dos anos 1980. Repertório que, como já sentenciou Caetano Veloso, forma a trilha sonora de um país.

Nome de batismo de Lulu, Luiz Maurício foi também o nome escolhido para lançar o cantor em carreira solo, em 1980, com compacto ignorado por público e crítica. Na época, executivos de gravadora disseram ao artista – nem tão iniciante, pois já integrara o lendário grupo Vímana na década de 1970 - que Lulu dos Santos não era nome propício para alavancar uma carreira. Erro feio, comprovado logo em 1982, quando o cantor – que então começou a se apresentar no universo pop como Lulu Santos – começou a emplacar um sucesso atrás do outro nas paradas daqueles tempos modernos.

Como a vida vem em onda num indo e vindo infinito, Luiz Maurício, o nome da certidão de nascimento do artista, foi parar no título do álbum produzido e arranjado pelo próprio Lulu 34 anos após a edição daquele fracassado compacto. Na capa, a exposição de uma foto tirada em 1958 nos Estados Unidos, em frente à Casa Branca, já fez sucesso nas redes sociais antes mesmo do lançamento do CD. Sim, é Lulu – então um menino de cinco anos – quem aparece na foto, clicado pelo pai ao lado de sua mãe, Vera. Contudo, o cantor rejeita o rótulo de “autobiográfico” para este disco em especial, pois todos seus álbuns já contaram, de certa forma, partes de sua história. “Cada um dos meus discos é um pouco autobiográfico. Este revela mais uma faceta da personagem, é um desdobramento da minha história”, argumenta Lulu.

Para Lulu, Luiz Maurício conta uma história como todo álbum pensado como tal, com conceito e critério. Só que, na ordem em que foram dispostas as 12 faixas do CD, Luiz Maurício conta a história do disco ao inverso. Não por acaso, o álbum abre com o remix da faixa-título, Luiz Maurício, mais uma reluzente pérola pop do cancioneiro de Lulu. É incomum, para não dizer inédito, um disco de inéditas abrir com um remix. Contudo, para Lulu, essa abertura faz todo o sentido quando se trata de um remix assinado por ninguém menos do que o DJ e produtor carioa Marcello Mansur, o Memê, mestre da house.

Para quem está pegando o bonde agora, Lulu se conectou com Memê há 20 anos, na feitura de um álbum, Assim caminha a humanidade (1994), que renovou, expandiu e definiu a discografia do cantor nos anos 1990. Impulsionados pelo sucesso desse álbum visionário, cantor e DJ se reuniram na sequência para fazer um CD, Eu e Memê, Memê e eu (1995), que se tornou blockbuster na carreira fonográfica do artista, com mais de um milhão de cópias vendidas.

É fácil cair na tentação de afirmar que Luiz Maurício promove o ‘reencontro’ de Lulu com Memê. Só que, na realidade, o afastamento entre cantor e DJ / produtor nunca se deu de fato, como ressalta Lulu. “Memê é o meu outro ouvido. A gente nunca deixou de estar reunido. Eu me interesso muito pela visão dos DJs, porque música eletrônica e de pista é a forma atual de discurso da música pop. O DJ tem a obrigação de entreter aquela crowd que se aglomera diante dele na pista. Eu gosto desse entendimento que o DJ tem do que a música de fato faz com as pessoas. Dançar é um exemplo do melhor uso que a humanidade pode fazer da música”, enfatiza Lulu.

Luiz Maurício oferece aos seus ouvintes grandes exemplos de música para dançar e aguçar os sentidos. SDV (Segue de volta?) abre a parceria de Lulu com Dadi Carvalho, coautor do tema. Baixista e compositor que milita na cena pop nacional desde os tempos do grupo Novos Baianos, Dadi é o autor da melodia, letrada por Lulu com versos conectados com os tempos digitais das redes sociais. SDV é a minha interpretação da música eletrônica atual, totalmente informado pelo Memê”, conceitua Lulu.

Michê (Chega de longe bis) é a repaginação da canção Chega de longe, parceria de Lulu com Jorge Ailton e com Alexandre Vaz, lançada por Ailton em 2013 em seu segundo álbum, Canções em ritmo jovem. O registro da música em Luiz Maurício refaz a conexão de Lulu com Ailton e abarca o funkeiro carioca Mr. Catra na gravação e na refazenda da composição. “A intervenção do Catra oxigena a faixa e simboliza bem a dinâmica do disco”, exalta Lulu, reiterando seu apreço pelos batidões dos bailes da pesada.  A presença do Catra representa no disco meu gosto legítimo pelo funk. Eu amo funk. O funk é maior do que si mesmo e representa o estado de surrealismo vivido atualmente pelo Brasil”, intepreta Lulu.

Música lançada como single na web no início do ano, Sócio do amor – assim como a canção-título Luiz Maurício – aparece primeiramente na versão remixada e somente no fim do disco é ouvida em sua versão original. No caso, interessou a Lulu destacar a visão dos DJs Sanny Pitbull e Batutinha, autores do remix, com os quais vem estreitando lançados em palcos e estúdios.

Primeiro dos dois temas instrumentais do álbum, Drones é a prova viva de que o popsambalanço de Lulu Santos continua se renovando com outras levadas, com pegadas ainda inexploradas por este artesão do pop nacional. Drones é parceria de Lulu com o mago Lincoln Olivetti, mestre dos teclados do tecnopop dos anos 1980, um dos pioneiros inventores da linguagem do funk nacional (ao lado do craque Robson Jorge). O outro tema instrumental de Luiz Maurício é Blueseado, cujo título já dá a pista do ritmo e do clima da composição.

Candidata a hit nas rádios. que já receberam a faixa Luiz Maurício de braços abertos, Torpedo se insinua como samba, mas é pop até a medula e tem algo da simplicidade genial da Jovem Guarda. Foi composta por Lulu no ukelele, como exercício do instrumento que o artista ganhara (“Nem sei tocá-la direito no violão”, diz Lulu). Torpedo é faixa que também aponta novos caminhos no trilho pop desbravado por seu compositor desde 1980.

Para quem segue Lulu nesse trilho pop, músicas como Lava-jato e Fogo amigo vão soar naturalmente familiares e cantaroláveis porque combinam o frescor da criação do artista no tempo presente com um acabamento pop mais ortodoxo. São canções identificáveis no léxico de Lulu.

Parafraseando os versos metalingüísticos de Efe-se, outra inédita do repertório inteiramente autoral, o álbum Luiz Maurício está repleto de canções cheias de swing irresistível, com cheiro de sucesso infalível. Canções para dançar a noite e curtir ao mar, em qualquer hora do dia. Porque, acima de tudo, Luiz Maurício é uma homenagem de seu criador ao ato de ouvir álbuns. Ação fundamental na formação musical de Luiz Maurício Pragana dos Santos, mais conhecido como Lulu Santos, aquele que sempre viu a vida melhor no futuro.
  
Sony Music
Outubro de 2014

Vendas de CD autoral baseado em 'Kairós' provam que é tempo de Rossi

Intérprete do disco mais vendido no Brasil em 2013 (o EP Já deu tudo certo, que atingiu a marca de 1,7 milhão de cópias, segundo a gravadora Sony Music), padre Marcelo Rossi pode bisar o feito no minguado mercado fonográfico nacional neste ano de 2014. Lançado pela mesma Sony Music neste mês de outubro de 2014, o CD O tempo de Deus já vendeu mais de 600 mil cópias em uma única semana de acordo com números alardeados em comunicado da gravadora. Neste disco autoral, Rossi assina - com seus parceiros Danilo Lopes e Nei Medeiros - todas as 14 músicas do repertório inspirado nas orações e textos de seu livro Kairós (Principium Editorial, 2013), fenômeno do mercado literário com mais de dois milhões de cópias vendidas. Coube ao produtor Guto Graça Mello dar forma, no estúdio, a canções como Água viva, Armadura do Cristão, Através da tua cruz, Brilha tua luz em mimCoração agradecidoDeus de Abraão, Inteiramente teu, Maria mãe de Deus e Me ensina a esperar

Parceiro de Dussek em hits dos 80, Luiz Carlos Góes sai de cena no Rio

Por ter sido também dramaturgo e roteirista, é possível que os obituários do multimídia Luiz Carlos Góes (20 de dezembro de 1944 - 21 de outubro de 2014) destaquem a contribuição do artista ao teatro carioca rotulado como besteirol e aos programas de televisão da Rede Globo. Contudo, a participação de Góes no universo pop brasileiro também é relevante. Carioca, Góes foi o parceiro de Eduardo Dussek em músicas que foram cantadas por todo o Brasil nos anos 1980. A primeira delas, Folia no matagal, foi lançada ainda em 1979 pela cantora Maria Alcina no LP Plenitude (Copacabana) e ganhou registro de Dussek no seu álbum de estreia Olhar brasileiro (Polydor, 1981), cujo repertório incluía outras parcerias do cantor carioca com Góes (A coitadinha, Chocante, O pão e a música-título Olhar brasileiro), mas estourou mesmo na voz de Ney Matogrosso em 1981. No mesmo ano, Zizi Possi deu voz à canção Eu velejava em você, destaque do quarto álbum da cantora, Um minuto além (PolyGram, 1981). No ano seguinte, a parceria de Góes com Dussek rendeu o sucesso Barrados no baile, um dos hits do segundo álbum de Dussek, Cantando no banheiro (Polydor, 1982). Em 1984, a a repercussão nacional de Brega-chique (O vento levou black) - música-título do terceiro álbum de Dussek - reiterou a fina sintonia da bem-humorada e satírica parceria de Góes com Dussek. Neste disco, a afinada dupla também assinou Saga. Naquele mesmo ano de 1984, Destino de aventureiro abriu e batizou LP de Ney Matogrosso, admirador da verve da obra de Dussek com Góes. Em 1986, migrando do humor para o romantismo light e sem drama, já experimentado na sensual Eu velejava em você, a parceria rendeu outro hit, Aventura, música do álbum Dussek na sua (Polydor), o último da fase e da década áureas do cantor. Período no qual a verve de Góes - que saiu de cena vítima de linfoma, ontem à noite, a dois meses de fazer 70 anos, no Rio de Janeiro (RJ) - foi fundamental para a consolidação da carreira de seu parceiro Eduardo Dussek. O Brasil pode até não saber, mas cantou muito as músicas de Luiz Carlos Góes.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Pato Fu lança 'Não pare pra pensar', o primeiro CD de inéditas desde 2007

Sem lançar repertório novo há sete anos, o grupo mineiro Pato Fu vai lançar em 4 de novembro de 2014 seu primeiro álbum de inéditas desde Daqui pro futuro (Rotomusic, 2007). Gravado desde maio, o CD se chama Não pare pra pensar é o primeiro do disco do grupo com o baterista Glauco - egresso da banda mineira Tianastácia - no posto do qual Xande abriu mão para cuidar de projetos pessoais. O Pato Fu apresentou hoje, 21 de outubro, duas das onze músicas autorais do disco. Cego para as cores e You have to outgrow rock'n'roll - música cantada por John Ulhoa - já têm clipes em rotação na web. O álbum tem a participação do cantor e compositor inglês Ritchie - agora assinando Ritchie Court - na música Pra qualquer bicho. Eis, na ordem do CD em pré-venda no iTunes, as onze faixas de Não pare pra pensar:

1. Cego para as cores
2. Crédito ou débito
3. Ninguém mexe com o diabo
4. Não pare pra pensar
5. Eu era feliz
6. Um dia do seu sol
7. You have to outgrow rock'n'roll
8. Siga mesmo no escuro
9. Pra qualquer bicho - com Ritchie Court
10. Mesmo que seja eu
11. Eu ando tendo sorte

Estrela de Pethit se ilumina na trilha marginal de Rock'n'roll sugar darling

Resenha de CD
Título: Rock'n'roll sugar darling
Artista: Thiago Pethit
Gravadora: Edição independente do artista
Cotação: * * * * *

 Há dois anos, Thiago Pethit ascendeu na cena indie brasileira com um excelente segundo álbum, Estrela decadente (Independente, 2012), que aguçou a dor contida na música de seu cabaré roqueiro, rompendo com a estética pop folk que pautou o primeiro bom álbum do artista, Berlim, Texas (Independente, 2010). Decorridos mais dois anos, a estrela do jovem cantor, compositor e músico paulistano se ilumina ainda mais ao seguir a trilha marginal pavimentada por Pethit em seu terceiro álbum, Rock'n'roll sugar darling, programado para chegar ao mercado fonográfico na primeira quinzena de novembro de 2014. Neste disco de conceito e acabamento perfeitos, Pethit concilia a pegada e as guitarras do rock'n'roll mais visceral com programações eletrônicas pilotadas por Adriano Cintra, produtor do álbum ao lado de Kassin. Rock'n'roll sugar darling é álbum movido a sexo masculino. Doses cavalares de testosterona turbinam as dez músicas do repertório inteiramente inédito e autoral, formado por rocks e baladas que aproximam David Lynch do grupo pré-punk The Stooges através da chama pioneiro acendida por Elvis Presley (1935 - 1977). Ambientado em trilha underground que sugere climas e tramas de amor marginal, como mostrado no roteiro road-movie seguido pelo clipe da bela balada Romeo (Thiago Pethit e Hélio Flanders), Rock'n'roll sugar darling é disco quente, cheio de energia até nos momentos mais calmos. Em essência, o álbum é um convite ao extravasamento dos sentidos na noite escura - convite feito de forma explícita em 1992 (Thiago Pethit), faixa de tons sessentistas e clima noir. "Faz do escuro o seu lugar seguro", propõe Pethit. Dando voz a músicas que misturam versos em português e em inglês, Pethit encarna no álbum o voluptuoso anjo sujo de que o ator norte-americano Joe Dallesandro fala no texto que introduz as dez músicas de Rock'n'roll sugar darling. Essa personificação do anjo transgressor dá sentido e coesão ao disco. Contudo, Rock'n'roll sugar darling escapa da armadilha de ser disco em que conceito e sonoridade se sobrepõem à música em si porque o repertório é inspirado, reiterando o talento de Pethit como compositor, já evidenciado no álbum anterior Estrela decadente. Rock'n'roll sugar darling jamais perde o pique. Aliás, é difícil não se render à beleza melódica da música final, Story in blue (Thiago Pethit), balada que remete ao doo wop dos anos 1950 - como se fosse prima-irmã de Haunted love, canção de Estrela decadente - e que embute o poema Ain't got no desire, de Kim Dallesandro (mulher de Joe). Story in blue fala de um último beijo. É a cartada final de jogo de amor que não tem ganhador, como conclui verso de Perdedor (Thiago Pethit), outra bonita balada, de tom mais ameno, encorpada com coro que evoca a música gospel norte-americana. Por transitarem na mesma via marginal que conduz Rock'n'roll sugar darling a um destino glorioso, as baladas do disco se afinam com o espírito sexual do repertório, mais explicitado nos rocks endiabrados. "Doce como açúcar explode na sua boca / Vem chupar meu rock'n'roll", convida Pethit, oferecido e libidinoso, na música-título Rock'n'rol sugar darling (Thiago Pethit). Cantada em inglês, mas com refrão em bom português, Quero ser seu cão (Thiago Pethit)  refaz o convite com referência explícita a um hino do grupo The Stooges, I wanna be your dog (Dave Alexander, Ron Asheton, Scott Asheton e Iggy Pop, 1969). Já Save the last dance (Thiago Pethit) se joga na pista com dose alta de eletrônica, invertendo a ordem linguística do rock anterior (a música é cantada em português, mas o refrão é em inglês). Faixa curta (de menos de um minuto e meio), De trago em trago (Thiago Pethit) adensa clima de decadência amorosa, em que o lamento de Pethit é sublinhado pelo toque da guitarra western de Pedro Penna. Voodoo (Thiago Pethit) começa em tom sagrado, com coro à moda gospel, mas cai na batida clássica do rock. O mesmo rock que ressurge vintage, sujo, em Honey bi (Thiago Pethit e Adriano Cintra), tema que combina o seminal rock'n'roll dos anos 1950 com a crueza punk dos Stooges. "Se você quer meu mel, se esqueça de ir para o céu", avisa Pethit em verso de Honey bi. Sim, na estrada pavimentada por Pethit à margem do mercado fonográfico, todas as trilhas conduzem a um universo outsider em que o gozo do candy rock do artista parece residir justamente na profanação dos dogmas. Mas é nesse caminho - iniciado a rigor no já iluminado Estrela decadente - que Pethit ascende e galga altos degraus ao apresentar um dos melhores discos brasileiros de 2014. Chupe o seu rock'n'roll!

Eis a capa da caixa que embala 18 álbuns e duas compilações de Djavan

Esta é a capa da caixa que embala 18 álbuns e duas inéditas coletâneas de Djavan. Nas lojas em novembro de 2014, com distribuição da Sony Music, a caixa abrange período que vai de 1976 (ano em que o cantor e compositor alagoano lançou pela gravadora Som Livre seu primeiro álbum, A voz • O violão • A música de Djavan) até 2010 (ano do primeiro disco do artista como intérprete, Ária, posto nas lojas através da gravadora Biscoito Fino). Produzidas especialmente para a caixa, as duas coletâneas agregam gravações dispersas na discografia de Djavan. Uma está focada na atuação do cantor como intérprete. A outra apresenta gravações em inglês e em espanhol, nunca lançadas no Brasil. Um texto escrito pelo próprio Djavan apresenta a caixa, que inclui libreto, de mais de 200 páginas, com fotos raras do artista. Cada um dos 20 CDs da caixa é alvo de texto que contextualiza o disco na obra fonográfica de Djavan. Eis os 18 álbuns embalados em reedições remasterizadas e eventualmente remixadas - com as capas e fichas técnicas originais - na caixa Djavan - Obra completa de 1976 a 2010:

* A voz • O violão • A música de Djavan (Som Livre, 1976)
* Djavan (EMI-Odeon, 1978)
* Alumbramento (EMI-Odeon, 1980)
* Seduzir (EMI-Odeon, 1981)
* Luz (CBS, 1982)
* Lilás (CBS, 1984)
* Meu lado (CBS, 1986)
* Não é azul, mas é mar (CBS, 1987)
* Djavan (CBS, 1989)
* Coisa de acender (Sony Music, 1992)
* Novena (Sony Music, 1994)
* Malásia (Sony Music, 1996)
* Bicho solto (Sony Music, 1998)
* Djavan ao vivo (Sony Music, 1999)
* Milagreiro (Sony Music, 2001)
* Vaidade (Luanda Records, 2004)
* Matizes (Luanda Records, 2007)
* Ária (Luanda Records / Biscoito Fino, 2010)

Coletânea de frevos inclui música do ainda inédito quarto álbum de China

Programada para ser lançada em novembro de 2014, a coletânea dupla Pernambuco frevando para o mundo 2 - produzida pela Passa Disco, loja de discos do Recife (PE) - inclui, em seus 36 fonogramas, três gravações inéditas. Uma delas é Frevo morgado. Parceria de China com André Édipo,o frevo foi gravado pelo cantor e compositor pernambucano China para seu ainda inédito quatro álbum solo, Telemática, do qual o artista - projetado nos anos 1990 como vocalista do grupo Sheik Tosado - já revelou as músicas Panorama e Arquitetura de vertigem. Outras faixa inédita da compilação é Capibaribe em chamas (Jáder Cabral de Mello), frevo ouvido em gravação feita por Projeto Sal com Herbert Lucena. Por fim, Pernambuco frevando para o mundo 2 apresenta Ritual encantado (Tális Ribeiro e Paulo Carvalho) nas vozes das cantoras Cláudia Beija, Cristiane Quintas e Nívea Amorim. Eis, na ordem dos CDs, os 36 fonogramas da compilação dupla que enfileira gravações de artistas como Alceu Valença, DJ Dolores, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Moraes Moreira, Mundo Livre S/A, Quinteto Violado e Spok Frevo Orquestra, entre nomes de projeção restrita ao Recife e/ou ao Nordeste do Brasil:

CD 1:
1. Frevo dengoso (Don Tronxo) – Alceu Valença
2. Chuva de sombrinhas (Nena Queiroga, André Rio e Beto Leal) – Nena Queiroga
3. Frevo morgado (China e André Édipo) – China  
4. Frevo de bolso (Maestro Forró) – Orquestra Popular da Bomba do Hemetério
5. Frevo Ariano (Don Tronxo e Marcondes Sávio) – Don Tronxo
6. Flabelo das ilusões (Heleno Ramalho) – Claudionor Germano + Miúcha
7. Hino da Troça (Milton Bezerra) – André Rio
8. Capibaribe em chamas (Jáder Cabral de Mello) – Projeto Sal + Herbert Lucena
9. João Alexandre no frevo (Ivan do Espírito Santo) – Ecology Trio
10. Olinda, oração do folião (Sérgio de Andrade) – Sérgio de Andrade + Geraldo Maia
11. Dionísio, Deus do vinho e do prazer (Péricles Cavalcanti) – Maria Alcina
12. Bom é Batuta (Carlos Fernando) – Gonzaga Leal + Orquestra Popular do Recife
13. Ritual encantado (Tális Ribeiro e Paulo Carvalho) – Cláudia Beija, Cristiane Quintas e Nívea Amorim 
14. Menino do pirulito (Toinho Alves e Luciano Pimentel) – Quinteto Violado
15. Frevoltando (Elton Ribeiro e Tavinho Limma) – Tavinho Limma
16. Ensolarada (Felipe Soares) – Cabugá + Fábio Trummer
17. Nóis sofre, mas nóis goza (Bráulio de Castro e Genival Lacerda) – Genival Lacerda
18. Transcendental (Cláudio Almeida) – Orquestra do Maestro Duda
CD 2:
1. Ponta da pata (J. Michiles) – Geraldo Azevedo
2. Roda e avisa (Edson Rodrigues e J. Michiles) – Elba Ramalho
3. Frevo da mistura (DJ Dolores) – DJ Dolores (com Maciel Salú & Isaar)
4. Moraes é frevo (Spok) - Spok Frevo Orquestra
5. Me segura senão eu caio (J. Michiles) – Lula Queiroga
6. A dor de uma saudade / Alegre bando / Valores do passado (Edgar Moraes) – Coral Edgar Moraes & Bloco da Saudade
7. O bom Sebastião (Getúlio Cavalcanti) – Moraes Moreira
8. O velho James Browse já dizia (Fred Zeroquatro, Areia, Joe e Tom Rocha) – Mundo Livre S/A
9. Esse é o tom (César Michiles) – César Michiles
10. De onde se avista Olinda (Leninho de Bodocó e Zé Maria) – Leninho de Bodocó + Silvério Pessoa
11. A melodia de fevereiro (Walter Areia e Mônica Feijó) – Mônica Feijó
12. Frevo do contra-éxodo (João Cavalcanti) – João Cavalcanti + Casuarina
13. Frevo das rosas (Josias Lima e Kléber Araújo) – Josildo Sá
14. 8 baixos no frevo (Zé Calixto em adaptação de Arlindo dos 8 Baixos) – Arlindo dos 8 Baixos
15. Folia geral (Maurício Cavalcanti e Marcelo Varella) – Maurício Cavalcanti
16. Recifoliando (Beto Hortis) – Arabiando + Beto Hortis
17. Canoa furada (Siba) - Siba e A Fuloresta
18. Despedida (DP / Wilson Freire) – Antonio Nóbrega

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Edu K se joga na pista do trap com 'Boy lixo', EP que lança em novembro

Subgênero do hip hop surgido nos anos 1990 e revitalizado pelo DJs e produtores de música eletrônica a partir de 2012, o trap pauta o EP que o cantor, compositor e produtor musical gaúcho Edu K vai lançar em novembro de 2014. Intitulado Boy lixo, o disco versa sobre temas urbanos. "O boy lixo é uma mistura de caminhoneiro com lord inglês: o legítimo homem hi-lo do século 22", teoriza Edu K, projetado nos anos 1980 como vocalista do grupo gaúcho DeFalla.

Música de Lenine e Dudu Falcão pode gerar título do álbum pop de Elba

Embora tenha cogitado dar ao seu próximo álbum o título de Livre, Elba Ramalho tende a batizar o disco produzido por Luã Mattar e Yuri Queiroga - já em fase de mixagem - com inspiração nos versos da canção É o que me interessa (Lenine e Dudu Falcão, 2008), regravada pela cantora no CD. Meu olhar para fora é um possível nome do disco que, se depender da artista, vai ser lançado ainda neste ano de 2014. Eis, em ordem alfabética, 12 das 20 músicas gravadas por Elba - vista em foto de Alex Ribeiro - no disco de sotaque pop contemporâneo:

* Cidade em movimento (Pedro Luís, Toni Garrido, Rodrigo Saad e Roberto Valente, 1996)
* Ciranda praieira (Lenine e Paulo César Pinheiro, 2008)

* Contrato de separação (Dominguinhos e Anastácia, 1979)
* É o que me interessa (Lenine e Dudu Falcão, 2008)
* Fazê o quê? (Pedro Luís, 1997)

* La noyée (Serge Gainsbourg, 1971)
* Nossa Senhora da Paz (Ou o trapézio do sonho) (Lirinha, Clayton Barros, Emerson Calado e Nego Henrique, 2002)
* Olhando o coração (Dominguinhos) - música inédita
* Pé de calçada (Siba, 1996)
* Risoflora (Chico Science, 1994)
* Só pra lembrar (Dani Black e Zélia Duncan) - música inédita
* Um passarinho enganador (Dominguinhos e Fausto Nilo) - música inédita

Érika repete parceria com Ulhoa em álbum infantil que sai em novembro

A cantora e compositora Érika Machado vai lançar em novembro Superultramegafluu, seu primeiro disco dirigido ao público infantil. Tal como os dois CDs anteriores da artista mineira, os fofos No cimento (Indie Records, 2006) e Bem me quer Mal me quer (Independente, 2009), Superultramegafluu tem produção assinada por John Ulhoa. Uma música do disco, A nossa sombra (Érika Machado), pode ser baixada no site do projeto Natura Musical, que patrocinou a gravação do CD. Apresentado como o terceiro álbum da artista, Superultramegafluu é - a rigor - o quarto título da discografia de Érika, cujo primeiro CD, O baratinho (Independente, 2003), teve circulação (bem) restrita, tendo sido gravado e comercializado de forma artesanal.

Álbum da Nação Zumbi ganha edição em vinil com as 11 músicas do CD

Lançado em maio deste ano de 2014 pelo selo Slap, da gravadora Som Livre, o álbum Nação Zumbi - 11º título oficial da discografia da banda pernambucana - ganhou edição em vinil de 180 gramas, fabricado pela Polysom e já posto nas lojas neste mês de outubro. O LP traz as mesmas onze músicas autorais do ótimo CD. Eis a disposição das faixas no LP de capa simples:

Lado A
1. Cicatriz
2. Bala perdida
3. O que te faz rir
4. Defeito perfeito
5. A melhor hora da praia

Lado B
1. Um sonho
2. Novas auroras
3. Nunca te vi
4. Foi de amor
5. Cuidado
6. Pegando fogo

domingo, 19 de outubro de 2014

Elenco indie de tributo duplo ao grupo Novos Baianos é revelado em foto

Portal especializado em música brasileira, Jardim Elétrico divulgou através da foto acima os 28 nomes da cena indie convidados a regravar músicas do grupo Novos Baianos no tributo duplo que vai ser lançado em novembro de 2014. O tributo abrange dois álbuns, Tinindo e Trincando, que serão apresentados em edição digital. Na sequência da divulgação da primeira faixa do tributo, a gravação do samba Com qualquer dois mil réis (Luiz Galvão, Pepeu Gomes e Moraes Moreira, 1973) pelo carioca Fernando Temporão, o portal liberou outra faixa para download gratuito. Trata-se da gravação de Besta é tu (Luiz Galvão, Pepeu Gomes e Moraes Moreira, 1972) pelo cantor e compositor carioca Marcelo Perdido (egresso da banda Hidrocor).