sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Chico Buarque volta a compor e pode lançar disco de inéditas ainda em 2016

Pensou que Chico Buarque não vinha mais como cantor e compositor, pensou? Pois acenda o refletor: o artista carioca voltou a compor. Tudo indica que o primeiro álbum de estúdio do cantor desde Chico (Biscoito Fino, 2011) será lançado ainda neste ano de 2016. Ou, no máximo, em 2017.

Celebrare festeja '20' anos de carreira com gravação ao vivo de show no Rio

A rigor, a banda carioca Celebrare completa 22 anos de vida neste ano de 2016, já que o grupo está em cena desde agosto de 1994, mês em que o vocalista Marco Manela e um amigo baterista, Edu Lissovsky, tiveram a ideia de criar uma banda para animar festas da comunidade judaica com repertório formado por hits dançantes das décadas de 1970 e 1980. Contudo, a banda Celebrare - em foto de Leandro Ribeiro - lança mão da efeméride dos 20 anos de carreira para promover gravação ao vivo de show. O grupo fará o terceiro registro audiovisual de show em apresentação agendada para 19 de março de 2016 na casa Vivo Rio, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A gravação ao vivo vai gerar o terceiro DVD do Celebrare, sucessor de Pra dançar (Indie Records, 2007) e Dance + + +  -  Ao vivo no Canecão (EMI Music, 2009) na discografia audiovisual da banda.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Trinta após a morte, Nelson Cavaquinho revive em 'Rei vadio', CD de Romulo

Faz 30 anos neste mês de fevereiro de 2016 que Nelson Cavaquinho (29 de outubro de 1911 - 18 de fevereiro de 1986) saiu de cena. Mas o cantor, compositor e músico carioca - cuja obra girava em torno do samba e abordava a morte com morbeza romântica - é reavivado por Romulo Fróes em Rei vadio - As canções de Nelson Cavaquinho, álbum editado pelo Selo Sesc e já à venda na livraria do Sesc (clique aqui se quiser comprar o CD). Com arte gráfica criada por Júlio Dui a partir de frames do curta-metragem sobre Cavaquinho filmado sob a direção do cineasta Leon Hirszman (1937 - 1987), o disco foi gravado pelo artista paulistano com os três músicos (Kiko Dinucci, Marcelo Cabral e Rodrigo Campos) que formam o quarteto Passo Torto com Romulo - e também com instrumentistas como o baterista Curumin, o guitarrista Guilherme Held e o saxofonista Thiago França. Há ainda intervenções vocais de Criolo, Dona Inah e Ná Ozzetti. No primeiro álbum como intérprete, o cantor e compositor dá voz a 14 músicas da lavra do autor de Luz negra (Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso, 1961) e Rei vadio, parceria com Guilherme de Brito (1922 - 2006) que batiza o CD. O encarte reproduz ensaio sobre Cavaquinho escrito por Nuno Ramos há anos para a revista Serrote. Eis, na ordem, as 14 músicas de Rei vadio - As canções de Nelson Cavaquinho:

1. Pode sorrir (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, 1973)
2. Não me olhes assim (Aceito teu adeus) (Nelson Cavaquinho, Luis Rocha e Amado Régis, 1967)
3. Notícia (Nelson Cavaquinho, Alcides Caminha e Nourival Bahia, 1955)
4. Erva daninha (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, 1976)
5. Eu e as flores (Nelson Cavaquinho e Jair do Cavaquinho, 1968) - com Dona Inah
6. Cinzas (Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Renato Gaetani, 1955)
7. Luto (Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Sebastião Nunes, 1960)
8. Caminhando (Nelson Cavaquinho e Nourival Bahia, 1963) - com Ná Ozzetti
9. Vou partir (Nelson Cavaquinho e Jair do Cavaquinho, 1965)
10. Rei vagabundo (Nelson Cavaquinho, José Ribeiro e Noel Silva, 1968)
11. História de um valente (Nelson Cavaquinho e José Ribeiro, 1966)
12. Mulher sem alma (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, 1973)
13. Luz negra (Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso, 1961) - com Criolo
14. Juízo final (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, 1973)

Juliano Gauche lança o segundo álbum solo autoral, 'Nas estâncias de Dzyan'

Capixaba de Ecoporanga (ES) que se iniciou na música quando já morava em Vitória (ES), cidade na qual criou em 2002 a banda Solana, o cantor e compositor Juliano Gauche está lançando o segundo álbum solo autoral. Com capa assinada por Mariana Coggiola, Nas estâncias de Dzyan sai pelo selo EAEO neste mês de fevereiro de 2016, sucedendo o álbum Juliano Gauche (Independente, 2013) na discografia do artista. O título Nas estâncias de Dzyan é extraído da obra de Helena Blavatsky (1831 - 1891),  escritora russa associada à teosofia. O próprio Juliano Gauche assina a produção do disco, gravado com arranjos de Junior Boca e Tatá Aeroplano. O álbum reúne nove músicas. Oito - Alegre-se, Animal, Canção do mundo maior, Muito esquisito, O clarão, Pode se deixar levar, Um canto que leve seus olhos pro espaço e a composição-título Nas estâncias de Dzyan - são da lavra solitária de Gauche. A exceção é 1,99, tema de autoria de João Moraes. O guitarrista Junior Boca, o tecladista João Leão, o baixista Daniel Lima e o baterista Gustavo Souza são os músicos arregimentados para a banda que toca no disco feito em 2015. Antes de sair em carreira solo, Gauche gravou três álbuns independentes com a banda Solana - Quanto mais pressa mais de vagar (2003), Feliz feliz (2008) e Veneza (2012) - e lançou disco em tributo ao cantor e compositor capixaba Sérgio Sampaio (1947 - 1994), Hoje não!, gravado com os violões do Duo Zebedeu, formado por Fábio do Carmo (violão de sete cordas) e Júlio Santos (violão de seis cordas).

Fundo de Quintal lança CD e DVD para festejar 40 anos nos pagodes da vida

Foi em meados da década de 1970 que o cantor, compositor e percussionista carioca Ubirajara Félix do Nascimento - conhecido no universo do samba como Bira Presidente - criou o Pagode da Tamarineira, na quadra do bloco Cacique de Ramos, um dos mais tradicionais do Carnaval carioca. O Pagode da Tamarineira frutificou e gerou o grupo Fundo de Quintal, cuja forma diferenciada de tocar samba - com a adição de instrumentos como banjo e tantã - foi adotada pela cantora carioca Beth Carvalho no álbum De pé no chão (RCA, 1978), produzido pelo mesmo Rildo Hora que fez a direção musical e a produção do show feito pelo grupo no carioca Circo Voador, em 29 de outubro de 2015, e dirigido por Túlio Feliciano para celebrar as quatro décadas do Fundo de Quintal nos pagodes do Brasil e, sobretudo, da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Gravado ao vivo, o show gerou o CD (foto) e DVD Fundo de Quintal no Circo Voador - 40 anos (2015), editados pela LGK Music com distribuição da Radar Records. Pegando carona na forçada efeméride dos 40 anos, CD e DVD reproduzem números do show feito com intervenções de Cléber Augusto (ex-integrante do Fundo de Quintal), Monobloco, Xande de Pilares e Zélia Duncan. A cantora e compositora fluminense entra no palco em Parei - samba de Arlindo Cruz e Acyr Marques, lançado pelo Fundo de Quintal há 31 anos no álbum Seja sambista também (RGE, 1984) - e permanece em cena para dividir com Cléber Augusto a interpretação de Lucidez, parceria de Cléber com Jorge Aragão lançada pelo Fundo de Quintal no álbum É aí que quebra a rocha (RGE, 1991), disco na qual o grupo também lançou A amizade (Djalma Falcão, Bicudo e Cléber Augusto, 1991), outra composição de Cléber, revivida pelo artista com o grupo na gravação ao vivo. Já Xande de Pilares canta com o Fundo de Quintal um pot-pourri de sambas de roda, mostrando que o quintal do Fundo sempre foi grande o suficiente para abrigar o samba de cadência baiana. Por sua vez, o Monobloco reforça o baticum do medley que une Água na boca (1964) - samba do Cacique de Ramos, de autoria de Agildo Mendes, mas displicentemente creditado no encarte do CD Fundo de Quintal no Circo Voador como sendo de autor desconhecido - Caciqueando (Amauri, Noca da Portela e Valmir, 1983). Faltou atenção!!!

Sambô faz pagode roqueiro com tema de Macalé, inéditas e o novo vocalista

Primeiro álbum do Sambô com o vocalista Hugo Rafael, cantor paulista que assumiu em agosto de 2015 o posto de vocalista do grupo também paulista no lugar de Daniel San, Pediu pra sambar, Sambô (Som Livre, 2015) traz a mesma receita pagodeira da banda. A fórmula consiste em fazer registros de tom pagodeiro - geralmente aditivados com a batida do rock, mas eventualmente com toques de reggae, pop e até de soul music - de sucessos de outros artistas. Entre duas músicas inéditas, Era pra ser (de autoria de Ricardo Gama, produtor musical do Sambô) e Totalmente diferente, o álbum Pediu pra sambar, Sambô alinha músicas como Trem das onze (Adoniran Barbosa, 1964), A estrada (Toni Garrido, Lazão, Da Ghama e Bino Farias, 1998) - sucesso do grupo fluminense de reggae Cidade Negra - e Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971), além de outros hits, inclusive do atual cancioneiro internacional.  Pediu pra sambar, Sambô tem 12 faixas.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Far From Alaska lança single com música inédita, 'Chills', de autoria do grupo

Na rota de turnê que aporta nos Estados Unidos em março de 2016, a banda potiguar Far From Alaska lança single com música inédita neste mês de fevereiro de 2016. Chills é rock composto em inglês, sendo assinado por Emmily Barreto, Cris Botarelli, Rafael Brasil, Eduardo Filgueira e Lauro Kirsch. Produzida pelo próprio quinteto surgido em Natal (RN) em 2012, a gravação foi feita no estúdio da gravadora Deck, Tambor, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Chris Hanzsek masterizou a gravação mixada por Pedro Garcia. Eis a letra de Chills, o rock da lavra do grupo Far From Alaska:

Chills
(Emmily Barreto, Cris Botarelli, Rafael Brasil, Eduardo Filgueira e Lauro Kirsch)

I'm telling myself that I still hate ya
'Cause you screwed up, for all I'll blame ya
You make love like you're craving for days

I'm wondering how the hell you found me
'Cause nothing was left, damn, you surprised me
You make love like you're craving for days

You showed up yesterday... Why?
I was pretty close to forgetting your face
You make love like you're craving for days

You only think of yourself... Why?
I can't stand the fact that my body wants yours
We make love...

Oh, she speaks in lights of thunderbolts
How can I forget her?
I'm sucking up my pride, never mind, never mind

She speaks about the nights we had
How can I forget her?
Dancing in the rain, oh my God, oh my God

I told you not to go (told you not to go)
How could you, poor you, could you be so slow? (could you be so slow)
Everybody's singing "Why"?

I wanted you so much (wanted you so much)
How could you, poor you, could you be so cold? (could you be so cold)
Everybody's singing "Why"?

Nana nanana nanana nana nana
(You're getting closer, I say no. I'm thinking... hey, hey)
Nana nanana nanana nana nana
(You threw your clothes, you say you're mine. I'm thinking... hey, hey)

I can't fake it when you're naked
I really gotta go, but there's no control

Três (primeiros) álbuns de Zé Miguel Wisnik são reeditados pelo selo Circus

O selo Circus está relançando os três primeiros álbuns de Zé Miguel Wisnik. José Miguel Wisnik (Camerati, 1993), São Paulo Rio (Independente, 2000) e Pérolas aos poucos (Maianga Discos, 2003) retornam ao catálogo em edição física em CD e também já se encontram à venda no iTunes.

Quarteto em Cy grava primeiro CD com Keyla Fogaça na formação do grupo

O grupo Quarteto em Cy vai lançar neste ano de 2016 o primeiro álbum com Keyla Fogaça na formação do grupo surgido em Ibirataia (BA), no interior da Bahia, no início da década de 1960. Keyla integra o Quarteto em Cy desde 2013, ano em que foi convidada a assumir o lugar de Cybele (1940 - 2014) no grupo por sugestão da própria Cybele, que deixou o quarteto por vontade própria e saiu de cena em 21 de agosto de 2014. Desde então, o Quarteto em Cy permanece em cena com Keyla, fazendo shows.  Já o primeiro disco com a atual formação sairá somente neste ano de 2016.

Ainda em cena, Cauby celebra 85 anos de vida já com o justo status de mito

EDITORIAL - Cauby Peixoto completa bravos 85 anos de idade nesta quarta-feira de cinzas, 10 de fevereiro de 2016. Embora não seja exatamente redonda, a data é digna de festa porque o cantor fluminense - nascido em Niterói (RJ) em 10 de fevereiro de 1931 - chega aos 85 anos de vida em plena atividade profissional. Acabou de fazer dois shows na cidade de São Paulo (SP) - onde mora já há alguns anos - em pleno Carnaval e tem gravado discos com espantosa regularidade. Cauby - em foto de Marco Aurélio Olímpio - lançou nada menos do que dois álbuns com gravações inéditas somente em 2015. O primeiro, Cauby sings Nat King Cole (Nova Estação, 2015), foi lançado em junho com músicas do repertório do cantor norte-americano Nat King Cole (1919 - 1965). O segundo, A bossa de Cauby Peixoto (Biscoito Fino, 2015), saiu em novembro, apenas cinco meses depois. Trata-se de disco com repertório associado à Bossa Nova, o movimento musical da década de 1950 do qual Cauby é antítese pela natureza extravagante do canto extraído do singular registro de barítono do artista. Cantar os clássicos da Bossa Nova - o que Cauby fez com bossa toda própria e com o (muito) que lhe resta da voz grave - foi um pedido feito pelo cantor ao produtor Thiago Marques Luiz no leito de um hospital do qual, por algum tempo, acreditou-se que Cauby não fosse mais sair. Mas Cauby, então com 84 anos, renasceu. Como renascera artisticamente muitas vezes desde que iniciou em 1951 discografia marcada por altos e baixos no repertório. Quando cantou repertório à altura do vozeirão propagado através das ondas do rádio, Cauby foi grande. Um dos maiores cantores do Brasil de todos os tempos. Felizmente, o tempo apaga os deslizes e imortaliza os acertos. Cauby celebra hoje 85 anos de vida já com o justo status de mito da música brasileira. A aura mitológica é alimentada pelo pouco que se sabe a respeito das intimidades do astro. Cauby é um cantor à moda antiga em mais de um sentido. Por sempre ter vestido o figurino do cantor e encarnado a persona artística que lhe fez transcendental, Cauby apagou o homem, o cidadão - algo impensável em dias em que até os grandes artistas se expõem em redes sociais. O que se ouve de Cauby é a voz única, valente o suficiente até para pecar pelos excessos de interpretação. É a voz - hoje com 85 anos, sem a potência e o volume de outrora, mas com raro brilho outonal - que vai ficar além dos tempos que o já imortal Cauby tem atravessado com bravura. Bravo, Cauby Peixoto!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Vocalista de Jeneci, Laura Lavieri se prepara para gravar primeiro disco solo

Até então conhecida como (destacada) vocalista dos discos e shows de Marcelo Jeneci, a cantora paulistana Laura Lavieri vai gravar o primeiro álbum solo da carreira neste ano de 2016. A artista testa o repertório do disco em shows  com os músicos Diogo Strausz, João Erbetta e Patrick Laplan.

Socorro Lira lança o primeiro DVD com registro do show do disco 'Amazônia'

Em julho de 2014, a cantora e compositora paraibana Socorro Lira subiu ao palco do Auditório Ibirapuera, na cidade de São Paulo (SP), para fazer o show de lançamento do décimo álbum, Amazônia - Entre águas e desertos (Independente / Tratore). Na ocasião, a artista gravou a apresentação que gerou o registro audiovisual do show. Neste mês de fevereiro de 2016, Socorro Lira sobe a outro palco da cidade de São Paulo (SP) - o do Sesc Pompeia - para lançar o primeiro DVD da carreira. A capa do DVD Amazônia - Entre águas e desertos (Independente) reproduz a arte de Elifas Andreato exposta na capa do CD. O show exibido no DVD tem direção musical do violonista pernambucano Jorge Ribbas, integrante da banda que tocou com a cantora no Auditório Ibirapuera. Às 14 músicas que compõem o repertório original do CD, Lira adicionou duas ao DVD, Delicado - tema assinado somente pela artista - e Poema didáctico, parceria da compositora com o escritor moçambicano Mia Couto. Saga da Amazônia (Vital Faria,1982) é a faixa que divulga o DVD.

'Ei, você aí!' compila marchinhas de velhos Carnavais que resistem ao tempo

Coletânea produzida pela gravadora Universal Music somente em edição digital, Ei, você aí! - As mais belas marchinhas alinha - como o subtítulo do disco já sinaliza - uma seleção de marchas de antigos Carnavais que resistem ao tempo, ainda sendo cantadas pelos foliões nas ruas e nos salões. A compilação reúne 24 sucessos carnavalescos. Quase todas as músicas são mesmo marchinhas, mas há frevos como Banho de cheiro (Carlos Fernando, 1983) e Festa do interior (Moraes Moreira e Abel Silva, 1981), ouvidos nos registros originais das cantoras Elba Ramalho e Gal Costa. O disco abre com a marchinha Me dá um dinheiro (Ivan Ferreira, Homero Ferreira e Glauco Ferreira, 1959) - cuja letra inclui o verso que batiza a coletânea - em gravação do cantor Moacyr Franco, intérprete original do tema. Dalva de Oliveira (1917 - 1972) está duplamente (bem) representada na seleção com as gravações de Máscara negra (Zé Kétti e Pereira Matos, 1966) e Bandeira branca (Max Nunes e Laércio Alves, 1969), últimos sucessos da cantora paulista. Voz de muitos Carnavais, a carioca Emilinha Borba (1923 - 2005) fecha a seleção de Ei, você aí! com a gravação de Mulata yê yê yê (João Roberto Kelly, 1964), um dos derradeiros hits desta célebre cantora da era do rádio.

DVD exibe registros audiovisuais dos sambas de enredo do Carnaval do Rio

Distribuído no mercado fonográfico pela gravadora Universal Music, o DVD Sambas de enredo 2016 exibe registros audiovisuais dos mesmos 12 sambas do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro que foram reunidos no CD homônimo do DVD. Como exposto na capa do DVD, a captação dos sambas de enredo foi feita ao vivo em gravação na Cidade do Samba, com as presenças de ritmistas e integrantes das escolas de samba que compõem atualmente a elite do Carnaval carioca.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Walter Silva, o Cabelinho, ilustre ritmista da Portela, sai de cena aos 67 anos

Pergunte para Paulinho da Viola sobre a importância do percussionista e baterista carioca Walter Silva de Vasconcellos Chaves (4 de junho de 1948 - 8 de fevereiro de 2016) e certamente ouvirá do cantor e compositor elogios superlativos ao exímio ritmista que saiu hoje de cena na cidade do Rio de Janeiro (RJ), aos 67 anos, e que tinha em comum com Paulinho da Viola a paixão pela Portela, tradicional escola do Carnaval da cidade onde nasceu no bairro de Santa Teresa. Cabelinho - como o músico era conhecido no meio do samba - tocava surdo (instrumento que aprendeu ainda criança) e bateria, entre outros instrumentos de percussão. Pela notória maestria como ritmista da Portela, foi arregimentado por cantores como o próprio Paulinho da Viola para tocar em discos como A toda hora rola uma história (Warner Music, 1982) e Bebadosamba (BMG-Ariola, 1996). Integrante do Conjunto Nosso Samba na década de 1970, Cabelinho tocou com cantoras como Clara Nunes (1942-1983) e Marisa Monte, ambas ligadas à Portela, agremiação carnavalesca da qual o nome de Cabelinho - que sai de cena na folia de 2016, no dia do desfile da escola - estará sempre associado.

Imperatriz é a campeã do Carnaval carioca de 2016 no quesito samba-enredo

Resenha de CD
Título: Sambas de enredo 2016
Artista: Vários
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * *

A avaliação da safra de sambas de enredo do Carnaval do Rio de Janeiro neste ano de 2016 pode ser feita sob dois pontos de vista. E, dependendo da ótica escolhida, a safra pode ser caracterizada como ruim ou como razoável. Se o ponto de comparação for a produção do gênero nas décadas áureas de 1960, 1970 e 1980, é justo apontar os poucos atrativos da safra de 2016. Contudo, se o confronto for com os sambas produzidos em anos recentes, a safra de 2016 até que não é das piores. Há, ao menos, um grande samba, o da Imperatriz Leopoldinense, escola carioca que vai desfilar na madrugada de terça-feira, 9 de fevereiro de 2016, com enredo em homenagem à dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano. O samba É o Amor... Que mexe com minha cabeça e me deixa assim... – Do sonho de um caipira nascem os filhos do Brasil (Zé Katimba, Adriano Ganso, Jorge do Finge, Moisés Santiago e Aldir Senna) é dos melhores dos últimos tempos. A melodia é épica, os refrões são fortes e a letra consegue traduzir em versos os valores de um Brasil caipira que resiste fora dos grandes centros urbanos. Já a escola fluminense Beija-Flor de Nilópolis briga pelo título com samba superior aos dos últimos Carnavais da agremiação. Mineirinho genial! Nova Lima  cidade natal. Marquês de Sapucaí  o poeta imortal! (Marcelo Guimarães, Sidney de Pilares, Manolo, Jorginho Moreira, Kirraizinho e Diogo Rosa) celebra o Marquês de Sapucaí que batiza a avenida pela qual desfilam as escolas do Carnaval. Já o samba do Salgueiro, A ópera dos malandros (Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga, Getúlio Coelho, Ricardo Fernandes e Francisco Aquino
), é do tipo quente que pode atingir o ponto de fervura na avenida. Outro samba que pode crescer na avenida é o da Mangueira, Maria Bethânia  A menina dos olhos de Oyá (Alemão do Cavaco, Almyr, Cadu, Lacyr D Mangueira, Paulinho Bandolim e Renan Brandão). Já a Portela reaparece com samba muito autorreferente, No voo da águia, uma viagem sem fim (Samir Trindade, Wanderley Monteiro, Elson Ramires, Lopita 77, Dimenor e Edmar Jr.), que ostenta refrão poderoso, mas que soa aquém do histórico (inclusive o recente) de bons sambas da escola de Madureira. E assim, entre sambas medianos (mas não exatamente ruins...), caminha o disco lançado no mercado fonográfico em 2015 com distribuição da gravadora Universal Music. O legado é o grande samba da Imperatriz Leopoldinense, que talvez seja injustiçada nas premiações pelo tema indigesto para as elites culturais que fecham os ouvidos para o Brasil sertanejo. Contudo, é da escola do bairro carioca de Ramos o melhor samba-enredo do Carnaval deste ano de 2016. O sonho caipira gerou belo samba!!!

'Carnaval nostalgia' coleta sucessos antigos de axé music, samba e pagode

Coletânea produzida somente para edição digital, Carnaval nostalgia compila 15 gravações de axé music, samba e pagode que fizeram sucesso na trilha sonora de folias anteriores. Embora samba e pagode tenham significado a mesma coisa até a década de 1980, as duas denominações de gêneros musicais têm significados distintos na seleção musical de Carnavanostalgia. Eis - na ordem da compilação digital, as (15) faixas do disco - em cujo repertório predominam hits de axé:

1. O canto da cidade (Tote Gira e Daniela Mercury, 1992) - Daniela Mercury
2. Pipoca (Alain Tavares, Clóvis Cruz e Gilberto Timbaleiro, 1997) - Ara Ketu
3. Juliana (Pierre Onassis, Duller e Augusto Conceição, 1999) - Raça Pura
4. Dança do vampiro (Durval Lelys, 1998) (ao vivo) - Asa de Águia
5. Solteiro em Salvador (Geovane Santos e Bruno Gramacho, 2004) - A Zorra
6. Faraó (Divindade do Egito) (Luciano Gomes, 1987) /
    Ladeira do Pelô (Betão, 1987) - BamdaMel
7. Requebra (Pierre Onassis e Nego, 1993) - Olodum
8. 100% você (Alexandre Pires e Beto Garrido, 2004) - Chiclete com Banana
9. Agachadinho (Bimba e Glauber Risu, 1999) - Harmonia do Samba
10. Coisinha do pai (Jorge Aragão, Almir Guineto e Luiz Carlos da Vila, 1979) - Beth Carvalho
11. Cadê Tereza? (Jorge Ben Jor, 1969) - Os Originais do Samba
12. Sai da minha aba (Bicão) (Alexandre Pires e Lourenço, 1999) - Só pra Contrariar
13. Talarico, ladrão de mulher (Zeca Pagodinho e Serginho Procópio, 1992) - Zeca Pagodinho
14. Samba da minha terra (Dorival Caymmi, 1940) - Gustavo Lins
15. Vou festejar (Jorge Aragão, Dida e Neoci, 1978) - Beth Carvalho

'Marcha de Noé' sobressai na (politizada) safra de concurso que celebra Noel

Resenha de álbum
Título: As melhores marchinhas do Carnaval 2016
Artista: Vários
Gravadora: Edição independente
Cotação: * * *

Reunida em álbum lançado somente em edição digital, a safra de marchinhas do Carnaval deste ano de 2016 resulta mediana, mas o saldo é positivo, a julgar pelas dez finalistas da 11ª edição do já tradicional concurso realizado em âmbito nacional pela Fundição Progresso para revitalizar a produção do gênero. A safra está bem politizada, brincando com temas sérios como a Operação Lava Jato, assunto da espirituosa Hoje tem marmelada, sim, senhor! (Marco Trindade e Maurício Barros Verde), marchinha de origem carioca defendida pelo cantor Alfredo Del-Penho no disco gravado sob a direção musical de Marcelo Bernardes e Ignez Perdigão. Contudo, o maior destaque da safra é A marcha de Noé, composta e cantada por trio formado por Janjão, Gallotti e Nuno Neto. Aliada à boa melodia, a malícia atemporal da letra - que versa sobre folia entre animais com versos realmente divertidos como "A cobra fumava e curtia a maresia / O vagalume apagava e acendia" - faz de A marcha de Noé a campeã deste Carnaval de 2016 no quesito inspiração. Pegando carona no humor negro do noticiário político, Eu não sei de nada - marcha da compositora mineira Claudinha Proton cantada por Mariana Bernardes e Cauê Nardi - também merece menção honrosa. Já Não enche o saco do Chico perde a piada com assunto feito no timing da notícia - no caso, a recente agressão verbal sofrida pelo cantor e compositor Chico Buarque em rua do bairro carioca do Leblon por conta de questões políticas. Com letra escrita com referências a músicas de Chico, como Cálice (Chico Buarque e Gilberto Gil, 1973) e Vai passar (Chico Buarque e Francis Hime, 1984), a marcha de Marcos Frederico e Vitor Velloso - defendida pela dupla de autores com adesão de Marcelo Veronez - não chega a animar o baile para valer. Mas, ao menos, o tema é original e quente. Já Você tinha - marcha composta e cantada por Pedro de Hollanda - foi alvo de acusação de plágio da ideia do refrão (jocoso jogo de palavras armado com a repetição do verso-título "Você tinha"), usado de forma similar pelo compositor Justo D'Ávila na criação de música do grupo carioca Boato na década de 1990. Já O cai cai do Jedi - composta e cantada por Pedro Ivo e Daniel Pereira - recorre a temas da saga Guerra nas estrelas para brincar com questões sexuais. Já O mosquito - marcha do brasiliense Jorge Antunes cantada por Matias Correa - dá mais uma picada na política do Brasil, alvejando o político Eduardo Cunha. Por sua vez, Rosa pequena - composta e defendida pelo carioca Ricardo DGarcia - destoa da maioria das marchas do ano por seguir o bloco do lirismo. Romeu e Julieta, da pernambucana Marizete Silva, reforça a recorrente impressão de que a safra de marchinhas de 2016 é mediana. De todo modo, a realização do concurso de marchinhas da Fundição Progresso - cuja 11ª edição celebra a obra do compositor carioca Noel Rosa (1910 - 1937) -  é (sempre) bem-vinda por motivar a produção do gênero folião.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Ava Rocha lança single carnavalesco com música concluída após (oito) anos

Foi em 2008 que Ava Rocha iniciou - em parceria com José Paes de Lira (o Lirinha), Gigante César e Pedro Paulo Rocha - a composição de música concluída oito anos depois, em pleno Carnaval de 2016. Intitulada Língua loka, a música está sendo lançada em single pela artista no meio da folia. Gravado entre as cidades de Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Salvador (BA), o single editado pelo selo Quintavant (QTV) tem capa criada pela própria Ava a partir de foto clicada por Luiz Ricardo Dantas na Praia da Paciência, em Salvador (BA). Feita com a adesão de músicos como Cadu Tenório (sampler), Gustavo Benjão (guitarra), Kiko Dinucci (guitarra), Pedro Dantas (baixo synth) e Thomas Harres (caixa, percussão e sampler), a gravação de Língua loka é assinada por Ava com Eduardo Manso, músico que toca guitarra, synth e sampler no fonograma folião da artista.

Com DJ Tubarão, Anitta afia garra como mina ainda louca pelo funk erotizado

Resenha de single
Título: Pra todas elas
Música: Anitta, Jefferson Junior e Umberto Tavares
Artista: Tubarão (com Maneirinho & Anitta)
Gravadora: Warner Music
Cotação: * * * *

Sim, Anitta está (cada vez mais) pop. Mas nem por isso deixou de ser uma mina louca pelo funk erotizado dos bailes da pesada, como mostra Pra todas elas, single do DJ carioca Tubarão lançado em rádio em 27 de janeiro de 2016 com participação da cantora e compositora carioca. "Esquece a princesinha / Que eu te mostro meu talento", provoca Anitta em alguns dos versos que lhe cabem na música composta pela própria artista com os produtores Jefferson Junior e Umberto Tavares. Em Pra todas elas, Anitta afia as garras sexuais na batida do DJ Tubarão em interação com MC Maneirinho, outro convidado da gravação. O timbre de Maneirinho remete ao do rapper carioca Gabriel O Pensador. Sedutora na gravação feita para álbum de Tubarão, Pra todas elas é faixa ideal para bailes da pesada. É boa prova de como o funk carioca resiste aos preconceitos sociais e gera hits em escala industrial, fabricados por hitmakers como Jefferson Junior e Umberto Tavares. Aliado ao estilo pop da mina louca Anitta, Tubarão vai traçar todas nos bailes com música viciante.

Inédito no Brasil, álbum de 2013 dos Mutantes ganha edição nacional em vinil

Segundo álbum gravado em estúdio pelo grupo paulistano Os Mutantes desde a reunião de 2006, Fool metal Jack (Krian Music Group, 2013) foi lançado somente no exterior e nunca ganhou edição no Brasil. A primeira edição brasileira do disco chega ao mercado fonográfico somente neste mês de fevereiro de 2016, mas no formato de vinil. Três anos após o lançamento, o álbum ganha edição em vinil preto de 140 gramas fabricado pela Polysom. No embalo, a Polysom também dispõe no mercado fonográfico edição em vinil do álbum anterior do grupo, Haih... or amortecedor... (Anti, 2009), lançado no exterior, mas já editado no Brasil em CD pela Coqueiro Verde Records, em 2011.

Mecânica do Solos aciona Roberto Menescal no toque de 'Brazilian jazz live'

Com edição independente distribuída pela Tratore no mercado fonográfico neste início de 2016, o CD e DVD Brazilian jazz live começaram a sair do plano das ideias quando os integrantes do grupo paulista Mecânica dos Solos conheceram o compositor e guitarrista carioca Roberto Menescal em Araraquara (SP). Nesta cidade do interior paulista, os músicos do grupo mostraram a um dos mais profícuos compositores da Bossa Nova a gravação que haviam feito de Bye bye Brasil (1979), única parceria de Menescal com Chico Buarque. Diante do entusiasmo do compositor com a abordagem pelo grupo da música composta para um dos mais bem-sucedidos filmes do cineasta Cacá Diegues, dois integrantes do Mecânica dos Solos - a cantora Adriana Gennari e o guitarrista e compositor Zé Henrique Martiniano - acionaram Menescal em 2012 com convite para show a ser feito em conjunto no Sesc de Catanduva, outra cidade do interior do Brasil. Foi este show - gravado ao vivo - que gerou o CD e DVD Brazilian jazz live. No roteiro do show, Mecânica dos Solos transita por temas autorais - como Alegria blues (Zé Henrique Martiniano) e Jauaperi (Zé Henrique Martiniano) - antes de convidar Menescal para entrar em cena para reviver com o grupo alguns clássicos de cancioneiro associado à Bossa Nova. Entram na pauta A morte de um Deus de sal (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1964), A volta (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1966), Tetê (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1960) e Você (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1964) - além, claro, de  Bye bye Brasil, música que evidenciou a afinidade jazzística entre o grupo e o músico do Brasil.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Produtor de 'Donato elétrico' escreve sobre álbum que João lança em março

Álbum que João Donato vai lançar em março de 2016, em edição do Selo Sesc, Donato elétrico começou a nascer de conversa tida em 2013 pelo compositor e pianista acriano com Ronaldo Evangelista, que veio a produzir o disco no qual o artista apresenta dez músicas inéditas de lavra própria. O próprio produtor escreveu texto sobre o álbum em que Donato - em foto de Caroline Bittencourt reproduzida no encarte do CD - evoca a sonoridade de álbuns da década de 1970 como A bad Donato (Blue Thumb Records, 1970) e Donato / Deodato (Muse Records, 1973). Eis o texto em que Ronaldo Evangelista explica a gênese e o contexto do vindouro disco Donato elétrico:

"Se for pra lembrar, este disco começou a nascer em uma visita à casa de João Donato, na Urca, em 2013. Amigos de já alguns anos, começamos a conversar sobre a ideia de produzir um novo disco. Quando João comentou que o que mais gostaria seria lançar músicas novas, o plano estava formado: gravaríamos um álbum inédito, à moda de seus LPs dos anos 70 como A bad Donato e Donato / Deodato, com intenção elétrica e instrumentos analógicos, ao vivo em estúdio com detalhes de cobertura, feito em São Paulo, com músicos com forte influência de Donato e novos truques na manga – incluindo integrantes do Bixiga 70 (e com base no estúdio deles), mais músicos que tocam com Céu, Anelis Assumpção, Curumin, Tulipa Ruiz, Metá Metá, Otis Trio. Ainda jazz, ainda brasileiro, mas com aquela pegada ressaltando funk, afro, latin – como Donato gosta: um pouco de tudo, tudo a seu modo.

Os sons foram pintando em alguns encontros, de música e de papos e passeios. João aos 80 anos, com mais pique que a maioria dos garotos, animadíssimo com as ideias, encontros, sessões, criações, músicas, todo elétrico. Sem pressa, mas sem perder o foco, as sessões foram acontecendo no estúdio Traquitana, com algumas visitas ao Minduca de Bruno Buarque e ao Navegantes de Zé Nigro, mais detalhes nos estúdios caseiros de Guilherme Kastrup, Gustavo Ruiz, Mauro Refosco (este via Skype de Nova York), sempre privilegiando o ao vivo, buscando timbres quentes e som de fita, com instrumentos e microfones antigos e astral máximo.

Junto com o parque de diversões que eram os diversos teclados (como piano elétrico Fender Rhodes, órgão Farfisa, clavinet Hohner e sintetizadores Pro-One e Moog) à disposição para Donato tocar, vinha todo o aspecto de frescor de gravar em um estúdio diferente, com músicos que ia conhecendo aos poucos, totalmente focado em criar coisas novas. João guiando com sua musicalidade natural o caminho dos grooves, com as linhas espertas de baixo na mão esquerda acompanhando os ricos acordes da mão direita e os ritmos malandros em cada compasso, esbanjando frases melódicas que iam virando arranjos e temas, a banda funcionando como uma máquina de ritmo, potencializando ideias, o combustível especial para as músicas levantarem voo.

Uma tarde, entre passeios, papos e sons pelo bairro do Bixiga, Donato lembrou da vez que recebeu uma ligação de Claus Ogerman certa madrugada em 1965, às vésperas da gravação do álbum The new sound of Brazil. O grande arranjador alemão fazia tranquilamente uma pergunta ou outra sobre as composições de Donato para quais preparava as partes de orquestra, e João ficou surpreso: “Mas Claus, vamos gravar amanhã, como você vai fazer quatro arranjos tão rápido?” “É simples, João: eu escrevo a primeira coisa que me vem à cabeça”. Exatamente 50 anos depois, João oferecia a lembrança com uma lição em sua conclusão: “Tem que estar pensando bem o tempo inteiro.”

Sempre guiados pela espontaneidade, as próprias músicas iam sendo batizadas com citações, homenagens, referências, lembranças, piadas, fotografias dos momentos. Resort pintando no último ensaio antes de viajarmos para show em uma cidade onde ficaríamos hospedados em um resort; Urbano graças a uma ligação ruim que entre ruídos transformou “Muy bueno!” em “Urbano?”; Tartaruga nascendo de João cantarolando o bicho de brincadeira; G8 da lembrança do carro Pontiac de um amigo estacionado em Onça de Pintagui.

Com seu ritmo inabalável, a cada presença João transbordava o comportamento zen para a música. Entre as diversas sessões de criação e gravação em estúdio e um total de 25 músicos participando, foram muitos momentos sublimes, como a diversão de Donato nos intensos solos de sintetizador e a beleza de basicamente todos os momentos em que simplesmente tocava seus acordes no Rhodes; todos os solos do disco (piano, synths, trombone, saxes, flautas, trompetes, vibrafone, guitarra) sendo gravados em um take; o nascimento de vários temas em sessões com a cozinha do Bixiga 70 (Décio 7, Marcelo Dworecki, Mauricio Fleury, Cuca Ferreira, mais Guilherme Kastrup, Anderson Quevedo, Richard Fermino); a sintonia e naturalidade de tocar algumas faixas com Zé Nigro e Bruno Buarque; a emoção de ver Laércio de Freitas conduzindo seu arranjo para quarteto de cordas em Frequência de onda. Cereja foi a mix de Victor Rice, encharcando de brindes para aquela audição no fone de ouvido.

No meio do caminho da criação do álbum novo, acabamos fazendo pela primeira vez show do clássico disco Quem é quem, lançado em 1973, coincidência feliz que ajudou a entender mais profundamente não só a criatividade dos arranjos originais como o processo criativo de Donato e contribuiu com o mergulho no som da época. No fim, a intenção original foi cumprida com gosto: só criações originais de Donato, com inspiração e influência mútua de novos músicos que adoram seu som, criado e gravado como se vive - em noites de música muito à vontade."
Ronaldo Evangelista, produtor musical de Donato elétrico.

Contratada pela Deck, MC Medrado prepara álbum produzido por Saccomani

Cantora e compositora paulista em ascensão no universo do hip hop brasileiro, a rapper Fernanda Santos Medrado - conhecida pelo nome artístico de MC Medrado - assinou contrato com a gravadora carioca Deck por conta de milhões de visualizações de gravações postas pela artista na web de forma independente - em especial da música Agora chora, lançada no YouTube em 24 de abril de 2015. A caminho dos 23 anos, a serem festejados em 15 de março deste ano de 2016, Medrado já prepara o primeiro álbum. Arnaldo Saccomani produz o disco previsto para este primeiro semestre.

Filipe Catto lança single digital com a faixa que escondeu no álbum 'Tomada'

Filipe Catto escondeu intencionalmente uma das melhores faixas do segundo álbum de estúdio do cantor e compositor gaúcho radicado em São Paulo, Tomada (Agência de Música / Radar Records, 2015). Veículo perfeito para a exposição dos dotes vocais e dramáticos do intérprete, a gravação de Paloma negra (Tomáz Méndez Sosa, 1955) entrou em Tomada como hidden track em iniciativa que ocultou grande momento de álbum que esconde o potencial de Catto como cantor em diversas faixas. Contudo, Paloma negra desabrocha neste mês de fevereiro de 2016 como single, disponível nas plataformas digitais desde ontem, 5 de fevereiro.  Paloma negra  tem a cor do canto de Catto.

Thelmo Lins lança CD baseado na obra infanto-juvenil do escritor Leo Cunha

 Já perto de festejar 30 anos de carreira, o cantor e compositor mineiro Thelmo Lins lança álbum infantil, O que você vai ser quando crescer? (TW Cultural). No disco, o artista dá voz a 13 poemas do escritor mineiro Leo Cunha, expoente da literatura infanto-juvenil das Geraes. Onze poemas - Escultor, Língua de sobra e Profissonhos, entre outros - foram musicados pelo próprio Thelmo. Dois - Astronauta e O balão? - ganham melodias de Wagner Cosse. Violonista e guitarrista, Rogério Delayon assina os arranjos e a produção musical do álbum, cujo repertório inclui a trilha sonora de (homônimo) espetáculo infantil agendado para estrear neste primeiro semestre de 2016.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

'Tarde' cai muito bem no clima outonal do canto mítico de Milton Nascimento

Resenha de show
Título: Tarde
Artista: Milton Nascimento (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Teatro Bradesco (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 4 de fevereiro de 2016
Cotação: * * * 1/2

Milton Nascimento já é uma entidade da MPB. Aos 73 anos, o cantor, compositor e músico carioca - de alma musical mineira - já perdeu parte da força física e da potência da voz divina. Contudo, Milton acende a aura já mítica erguida em torno da figura do artista sempre que entra em cena - como na noite de ontem, 4 de fevereiro de 2016, quando pisou no palco do Teatro Bradesco do Rio de Janeiro (RJ) para mostrar, enfim, ao público carioca o show que teve que cancelar em dezembro de 2015 por problemas de saúde. Em turnê pelo Brasil desde janeiro de 2015, mês em que estreou na cidade de São Paulo (SP), Tarde é show eletroacústico calcado em quarteto de cordas. Algumas dessas cordas são do violão tocado por Milton em cena em músicas de empatia imediata com o público, caso de Nos bailes da vida (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1981). As outras cordas são as do trio formado pelos irmãos violonistas Beto Lopes e Wilson Lopes com Alexandre Ito (no toque do contrabaixo acústico). Influenciados pelo toque de mestre dos sócios do Clube da Esquina (o movimento pop que pôs as Geraes no mapa-múndi da música ao longo da década de 1970), os irmãos armam bela cama harmônica para que Milton deite e role no revival de músicas que fazem parte da história do cantor e da música do Brasil. Milton - que é Minas Gerais, como reforça em um dos versos de Para Lennon & McCartney (Lô Borges, Márcio Borges e Fernando Brant, 1970), não por acaso a música que fecha o roteiro de Tarde, antes do bis, em arranjo calcado na repetição mântrica do verso "Não sabem do lixo ocidental" - está em casa, está em família musical, em afinidade e fina sintonia com o trio. Aberto com a música que dá nome ao show, Tarde (Milton Nascimento e Márcio Borges, 1969), o roteiro alinha sucessos cantaroláveis pelo público de meia-idade, entre eventuais surpresas como Idolatrada (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1975). Na estreia carioca de Tarde, a voz do cantor estava em bom estado e, ocasionalmente, ofereceu lampejos do brilho singular dos tempos áureos, como em certa passagem de Clube da Esquina nº 2 (Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges, 1972). Aí, nesses breves momentos, o canto de Milton arrepia - como se a grande voz ainda fosse sinal de Deus na presença de mero mortais, como logo notou a antenada Elis Regina (1945 - 1982), cantora que lançou o cantor e compositor em 1966 ao gravar a Canção do sal (Milton Nascimento, 1966) retrabalhada por Milton em Tarde com grande arranjo. Os vocais dos irmãos violonistas contribuem para a harmonia do show. Eles, os vocais, são notáveis em músicas como Sueño con serpientes (1975), canção do compositor cubano Silvio Rodríguez que Milton apresenta em Tarde após recitar pensamento politizado do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht (1898 - 1956) - "Hay hombres que luchan un día y son buenos. Hay otros que luchan un año y son mejores. Hay quienes luchan muchos años, y son muy buenos. Pero hay los que luchan toda la vida: esos son los imprescindibles" - tal como fez a cantora argentina Mercedes Sosa (1935 - 2009) na gravação de Sueño con serpientes feita para álbum de Milton, Sentinela (Ariola, 1980). Quando Milton reaviva uma música que pede mais volume e potência vocal, caso em especial de Caçador de mim (Sérgio Magrão e Luiz Carlos Sá, 1980), Tarde explicita o clima outonal que tempera shows e discos do cantor. E, sim, Tarde cai muito bem neste clima outonal, pela trama bem urdida das cordas do trio, pela força do cancioneiro do compositor - como resistir a pungência política da canção ruralista O cio da terra (Milton Nascimento e Chico Buarque, 1977)? - e pela própria presença da entidade Milton em cena. É fato que Milton já cantou músicas como Encontros e despedidas (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1981) - desde 2003 mais associada à cantora Maria Rita do que ao próprio compositor ou à intérprete original da canção, Simone - com mais ardor, de forma mais arrebatadora. Ainda assim, a força já mítica do artista prevalece e valoriza o show no cômputo geral. Nada será como antes. Mas Milton está em cena. O coro popular de Travessia (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1967) - incentivado com as mãos pelo próprio cantor - refaz o casamento entre canção e momento. Apoiado na força já irracional de Milton Nascimento, o show Tarde amarra todos na plateia em um único sentimento de adoração a esse cantor-entidade - gênio que já paira acima do bem e do mal.

Milton diz textos de Adélia e Brecht no roteiro de hits do outonal show 'Tarde'

"Hay hombres que luchan un día y son buenos. Hay otros que luchan un año y son mejores. Hay quienes luchan muchos años, y son muy buenos. Pero hay los que luchan toda la vida: esos son los imprescindibles". No roteiro de Tarde, show que estreou em janeiro de 2015 em São Paulo (SP) e cuja turnê chegou (enfim) à cidade do Rio de Janeiro (RJ) na noite de ontem, 4 de fevereiro de 2016, Milton Nascimento reproduziu o pensamento do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht (1898 - 1956) antes de cantar Sueño com serpientes, música do cantor e compositor cubano Silvio Rodríguez, lançada pelo autor há 41 anos no álbum Días y flores (EGREM / Ojalá / Fonomusic, 1975). Na introdução da gravação da música feita por Milton com Mercedes Sosa (1935 / 2009) para o álbum Sentinela (Ariola, 1980), coube a cantora argentina dizer o pensamento de Brecht. Além de Brecht, Milton também recitou versos célebres da poeta mineira Adélia Prado - "Um trem-de-ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida, virou só sentimento" - antes de cantar Encontros e despedidas (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1981). Em Tarde, Milton revisita o próprio cancioneiro na companhia de trio de cordas formado por Alexandre Ito (contrabaixo acústico) e pelos irmãos Beto Lopes e Wilson Lopes (nos violões). Eis o roteiro seguido em 4 de fevereiro de 2016 por Milton Nascimento - visto em foto de Mauro Ferreira - na boa estreia carioca de show Tarde no Teatro Bradesco do Rio de Janeiro (RJ):

1. Tarde (Milton Nascimento e Márcio Borges, 1969)
2. Clube da esquina nº 2 (Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges, 1972)
3. Nos bailes da vida (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1981)
4. Me deixa em paz (Monsueto Menezes e Aírton Amorim, 1952)
     - Música gravada por Milton Nascimento em 1972
 Texto de Bertolt Brecht
5. Sueño con serpientes (Silvio Rodríguez, 1975)

    - Música gravada por Milton Nascimento em 1980
6. Idolatrada (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1975)
7. Caçador de mim (Sérgio Magrão e Luiz Carlos Sá, 1980)
    - Música gravada por Milton Nascimento em 1981
8. Canção do sal (Milton Nascimento, 1966)
    - Música gravada por Milton Nascimento em 1967
9. O cio da terra (Milton Nascimento e Chico Buarque, 1977)
 Texto de Adélia Prado
10. Encontros e despedidas (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1981)
      - Música gravada por Milton Nascimento em 1985
11. Maria solidária (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1976)
12. Maria, Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1976)
      - Música da trilha de balé do Grupo Corpo gravada por Milton Nascimento em 1978
13. Para Lennon & McCartney (Lô Borges, Márcio Borges e Fernando Brant, 1970)
Bis:
14. Travessia (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1967)
15. Nada será como antes (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972)

Eis a capa e as dez músicas do álbum 'Donato elétrico', nas lojas em março

Com capa assinada por Rodrigo Sommer, criador do projeto gráfico do disco, o álbum Donato elétrico chega ao mercado fonográfico em março de 2016, em edição do Selo Sesc. Gravado entre janeiro e agosto de 2015 em estúdios como o Traquitana, na cidade de São Paulo (SP), o disco de João Donato tem rica produção assinada por Ronaldo Evangelista. Donato elétrico apresenta repertório inteiramente inédito, de autoria do compositor e pianista acriano. Donato toca à moda antiga dez temas da própria lavra, compostos sem parceiros. Aos 81 anos, o artista toca as dez músicas em instrumentos como o piano elétrico Fender Rhodes, além de sintetizadores e teclados analógicos. A novidade vem do toque de músicos da cena contemporânea de São Paulo (SP) como Bruno Buarque, Décio 7, Guilherme Kastrup, Gustavo Ruiz e Laércio de Freitas (autor de arranjo de cordas). A ideia foi revisitar, com esse toque contemporâneo, a sonoridade de álbuns como A bad Donato (Blue Thumb Records, 1970). Donato elétrico é disco essencialmente instrumental, mas a voz de Donato é ouvida em Tartaruga e em G8. Eis, na ordem do álbum de João Donato, as dez músicas inéditas (e as respectivas fichas técnicas das gravações de cada faixa) de Donato elétrico:

1. Here’s JD (João Donato) (6:13)
João Donato: arranjo de sopros e Fender Rhodes
Décio 7: bateria
Marcelo Dworecki: contrabaixo elétrico
Mauricio Fleury: guitarra
Guilherme Kastrup: percussão
Beto Montag: vibrafone e percussão
Mauro Refosco: percussão
Cuca Ferreira, sax barítono e flauta;
Anderson Quevedo: flauta
Richard Fermino: trombone e flauta

2. Urbano (João Donato) (5:38)
João Donato: Fender Rhodes, Farfisa e Pro-One
Bixiga 70: arranjo de sopros
Décio 7: bateria
Marcelo Dworecki: contrabaixo elétrico
Mauricio Fleury: guitarra (solo)
Cris Scabello: guitarra
Rômulo Nardes: percussão
Gustavo Cecci: percussão
Cuca Ferreira: sax barítono
Daniel Nogueira: sax tenor
Daniel Gralha: trompete
Douglas Antunes: trombone (solo)


3. Frequência de onda (João Donato) (4:59)
João Donato: Fender Rhodes, Moog e Farfisa
Laércio de Freitas: arranjo de cordas
Bruno Buarque: bateria
Zé Nigro: contrabaixo elétrico
Décio 7: percussão
Mauricio Fleury: guitarra
Aramís Rocha: violino
Robson Rocha: violino
Daniel Pires: viola
Renato de Sá: violoncelo

4. Espalhado (João Donato)
João Donato: arranjos de cordas e sopros, Fender Rhodes
Décio 7: bateria
Marcelo Dworecki: contrabaixo elétrico
Mauricio Fleury: guitarra
Guilherme Kastrup: percussão
Cuca Ferreira: flauta (solo)
Anderson Quevedo: flauta
Richard Fermino: flauta
Aramís Rocha: violino
Robson Rocha: violino
Daniel Pires: viola
Renato de Sá: violoncelo


5. Tartaruga (João Donato) (4:42)
João Donato: Fender Rhodes, Farfisa e voz
Cuca Ferreira: arranjo de sopros
Décio 7: bateria
Marcelo Dworecki: contrabaixo elétrico
Mauricio Fleury: guitarra
Guilherme Kastrup: percussão
Cuca Ferreira: flauta (solo)
Anderson Quevedo: flauta e sax tenor
Richard Fermino: trombone e flauta

6. Soneca de marreco (João Donato) (3:59)
João Donato: Arranjos de cordas e sopros, Fender Rhodes, clavinet e Farfisa
Bruno Buarque: bateria
Zé Nigro: contrabaixo elétrico
Gustavo Ruiz: guitarra
Décio 7: percussão
Cuca Ferreira: flauta
Anderson Quevedo: flauta e sax tenor
Richard Fermino: trombone
Aramís Rocha: violino
Robson Rocha: violino
Daniel Pires: viola
Renato de Sá: violoncelo


7. Combustão espontânea (João Donato) (4:41)
João Donato: Fender Rhodes, Pro-One e Farfisa
Anderson Quevedo: arranjos de sopros
Décio 7: bateria
Marcelo Dworecki: contrabaixo elétrico
Guilherme Kastrup: percussão
Cuca Ferreira: sax barítono e flauta
Anderson Quevedo: sax tenor e flauta
Richard Fermino: trombone e flauta

8. Resort (João Donato) (4:19)
João Donato: arranjo de sopros (com Anderson Quevedo), Fender Rhodes e clavinet
Décio 7: bateria
Marcelo Dworecki: contrabaixo elétrico
Guilherme Kastrup: percussão
Cuca Ferreira: flauta-baixo
Anderson Quevedo: flauta-baixo e sax tenor
Richard Fermino: flauta em sol e clarone


9. Xaxado de Hércules (João Donato) (5:51)
João Donato: Fender Rhodes e Farfisa
Bixiga 70: arranjo de sopros
Décio 7: bateria
Marcelo Dworecki: contrabaixo elétrico
Mauricio Fleury: guitarra (solo)
Cris Scabello: guitarra
Rômulo Nardes: percussão
Gustavo Cecci: percussão
Cuca Ferreira: sax barítono
Daniel Nogueira:, sax tenor (solo)
Daniel Gralha: trompete (solo)
Douglas Antunes: trombone

10. G8 (João Donato) (5:17)
João Donato: Fender Rhodes, Pro-One, Farfisa e voz
Marcelo Cabral: arranjo de cordas
Décio 7: bateria
Marcelo Dworecki:, contrabaixo elétrico
Mauricio Fleury: guitarra
Douglas Antunes: trombone
Beto Montag: vibrafone
Mauro Refosco:, percussão
Aramís Rocha: violino
Robson Rocha: violino
Daniel Pires:, viola
Renato de Sá: violoncelo

Boss in Drama lança remix de 'Work', single inicial de 'Anti', disco de Rihanna

Conhecido pelo codinome artístico de Boss in Drama, o DJ e produtor paranaense Péricles Martins lança remix de Work (Jahron Braitwaite, Matthew Jehu Samuels, Allen Ritter, Rupert Thomas, Aubrey Graham, Robyn Fenty e Monte Noir, 2016), primeiro single do recém-lançado oitavo álbum de estúdio de Rihanna, Anti (Westbury Road / Roc Nation, 2016), ótimo disco em que a cantora de Barbados se distancia do padrão do pop industrializado fabricado em série nos Estados Unidos. Dentro do universo da house music, Boss in Drama adicionou toques latinos e batidas tropicais à gravação feita por Rihanna com a participação do rapper canadense Drake e com produção do jamaicano Boi-1da, um dos compositores da música. O Work remix produzido por Boss in Drama está disponível para audição no portal SoundCloud e pode ser baixado de forma legalizada na web. No registro original de Rihanna, Work é pop banhado na praia do reggae que destoa do álbum Anti.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Temporão faz 'Dança' no segundo disco solo com o toque de Marcelo Jeneci

A IMAGEM DO SOM - A foto de Alfredo Alves, da Dom B Produções, flagra o cantor, compositor e músico carioca Fernando Temporão (ao centro) em estúdio da cidade do Rio de Janeiro (RJ) com Marcelo Jeneci e com o produtor Kassin (à esquerda), piloto do segundo álbum solo de Temporão. Jeneci gravou participação na música Dança, uma das poucas composições do disco assinadas somente por Temporão, sem parceiros. No sucessor do álbum solo De dentro da gaveta da alma da gente (Independente / Tratore, 2013), Temporão vai apresentar parcerias com nomes como Alberto Continentino, Ava Rocha, Bruno Di Lullo e Thiago Camelo, além de dar a versão de autor para Um milhão de novas palavras, parceria com César Lacerda lançada pelo cantor Filipe Catto no álbum Tomada (Agência de Música / Radar Records, 2015). O disco tem repertório (todo) autoral.

Lançado em 1970 pela RGE, segundo álbum de Tom Zé volta pela Som Livre

Já relançado duas vezes no formato de CD, em 1994 e em 2000, o segundo álbum do cantor e compositor baiano Tom Zé - lançado originalmente em 1970 pela RGE - ganha a terceira reedição em CD. Reposto em catálogo pela gravadora Som Livre neste mês de fevereiro de 2016, o álbum Tom Zé traz no repertório Qualquer bobagem, parceria do artista com - os então Mutantes - Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias. Sozinho, Tom Zé assina músicas como Dulcinéia popular brasileira, Guindaste a rigor e Jeitinho dela (música gravada com a participação vocal da então nova baiana Baby do Brasil). Diretor de produção do disco, o executivo fonográfico João Araújo (1935 - 2013) é parceiro de Tom Zé na música Distância, assinada também por Tom Zé com Laís Marques. Os maestros Chiquinho de Moraes,  Hector Lagnafietta e Capacete assinaram os arranjos.

DVD e documentário registram longevo legado sertanejo d'As (irmãs) Galvão

A IMAGEM DO SOM - Postadas na página oficial da dupla sertaneja As Galvão no Facebook, as fotos mostram as irmãs paulistas Mary Galvão e Marilene Galvão - nascidas em Ourinhos (SP) e em Palmital (SP), respectivamente - na gravação ao vivo do primeiro DVD. Viabilizado através de parceria da empresa Sandra Muniz Produções com Oásis Eventos, o registro audiovisual foi feito na última sexta-feira, 29 de janeiro de 2016, em show feito pelas irmãs Galvão na casa Oásis Eventos, em São Carlos (SP), cidade do interior paulista. O projeto se chama Soberanas. Foi neste interior paulista, mais precisamente na cidade de Paraguaçu Paulista (SP), que as irmãs começaram a trilhar a estrada sertaneja em 1947. Previsto para ser lançado em 2017, para celebrar os 70 anos da trajetória das cantoras, o DVD vai exibir show na qual As Galvão reviveram os principais sucessos da carreira - Beijinho doce (Nhô Pai, 1945), tema lançado pelas Irmãs Castroe Pedacinhos (Carlos Randall, 1987), entre outros - ao lado de convidados como os cantores Daniel e Sérgio Reis. O show captado para o DVD Soberanas teve arranjos e produção musical do maestro Mario Campanha, parceiro de Mary na composição da única inédita do repertório, Mereço ser feliz. Simultaneamente com o DVD, documentário quase finalizado vai contar as sete décadas de história d'As Galvão -  uma das primeiras duplas femininas a se fazer ouvir no masculino universo sertanejo.

Single 'Leve love' dá prévia de 'Grande amor', segundo disco de Daniel Salve

Com trajetória artística associada aos espetáculos musicais do teatro paulistano, o compositor, músico e produtor Daniel Salve se prepara para lançar o segundo álbum em 15 de março de 2016. Produzido por Salve com Rique Azevedo, o álbum se chama Grande amor e sucede Psychotropic (Independente, 2009) na discografia do artista paulistano. A intenção de Salve foi fazer um disco mais leve e pop. Aliás, Leve love é o título do primeiro single do álbum (clique aqui para ouvir o single Leve love). O repertório de Grande amor totaliza 12 músicas inéditas de autoria do artista.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Toquinho & Vinicius ganham compilação com o melhor da parceria da dupla

Dupla formada por Toquinho com Vinicius de Moraes (1913 - 1980) ao longo da década de 1970, Toquinho & Vinicius ganha coletânea produzida pela gravadora Som Livre para mercado fonográfico físico e digital. O melhor da parceria reúne 30 fonogramas da dupla, gravados pelos cantores, compositores e músicos nos quatro álbuns e em compilação lançados originalmente por Toquinho & Vinicius na extinta gravadora RGE entre 1970 e 1975. A propósito, Como dizia o poeta... Música nova (1970), Toquinho & Vinicius (1971), São demais os perigos desta vida (1972), a coletânea Toquinho, Vinicius & amigos (1974) e O poeta e o violão (1975) também estão sendo relançados pela Som Livre em todas as plataformas. Eis as 30 gravações de O melhor da parceria:

1. Canto de Ossanha
2. Berimbau / Consolação
3. Samba da rosa - com Marília Medalha
4. Sei lá (A vida tem sempre razão)
5. Tomara - com Marília Medalha
6. Testamento
7. Essa menina
8. Para viver um grande amor
9. Chega de saudade
10. Garota de Ipanema
11. Samba de Gesse - com Marília Medalha
12. São demais os perigos dessa vida
13. Cotidiano nº 2
14. Apelo
15. Insensatez
16. Valsa para uma menininha
17. Tarde em Itapoã 
18. A tonga da mironga do kabuletê - com Monsueto Menezes
19. Tatamirô (Em louvor a Mãe Menininha do Gantois)
20. O canto de Oxum
21. Maria vai com as outras
22. No colo da serra
23. Como dizia o poeta - com Marília Medalha
24. Mais um adeus - com Marília Medalha
25. O velho e a flor
26. A rosa desfolhada
27. O poeta e o aprendiz
28. Morena flor
29. Tristeza
30. Regra três

Universal Music diz que troca, via site, CDs defeituosos da caixa de Rita Lee

♪ Quem comprou a caixa Rita Lee - lançada pela gravadora Universal Music em novembro de 2015 - certamente notou defeitos nas reedições dos CDs Refestança (Som Livre, 1977) e 3001 (Universal Music, 2000). Refestança silencia nos 20 segundos iniciais da reprodução da faixa Back in Bahia (Gilberto Gil, 1972). Já 3001 toca Por enquanto (Renato Russo, 1985) na voz da cantora Cássia Eller (1962 - 2001) no lugar da faixa original Erva venenosa (Poison ivy) (Jerry Leiber e Mike Stoller, 1959, em versão de Rossini Pinto, 1965) gravada por Rita para o álbum. Ao ser questionada pelo editor de Notas Musicais como os consumidores devem proceder para trocar os dois discos defeituosos, a assessoria de imprensa da gravadora informou que os discos podem ser trocados a partir de contato feito pelo site da gravadora (clique aqui para ser direcionado para a página de contato) e acrescentou que vários consumidores que assim procederam tiveram os discos trocados. De todo modo, nova leva da caixa Rita Lee foi fabricada - sem os defeitos nos dois CDs - e já está chegando ao mercado fonográfico. Clique aqui para ler ou reler a resenha da ótima caixa Rita Lee.