Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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terça-feira, 28 de junho de 2016

Angela Maria regrava em disco de dupla sertaneja música que lançou em 1978

♪ Música lançada há 38 anos por Angela Maria no álbum Com amor e carinho (EMI-Odeon, 1978), A partida - composição dos parceiros Jair Amorim e Evaldo Gouveia - ganha novamente a voz da Sapoti. A cantora fluminense regravou A partida com Duduca & Dalvan para álbum da dupla sertaneja. A faixa vai ser promovida como o primeiro single do álbum. Criada em 1977, a dupla Duduca & Dalvan é atualmente integrada por Dalvan com o sobrinho do Duduca (1936 - 1986) da formação original da dupla conhecida na primeira fase como Os leões da música sertaneja. O Duduca atual é, na realidade, Ivan de Almeida Ferreira, cantor paranaense de 36 anos que se juntou ao também paranaense Dalvan.

domingo, 4 de outubro de 2015

Reverente, Faour ecoa os agudos e graves da 'Sapoti' em torrencial biografia

Resenha de livro
Título: Angela Maria A eterna cantora do Brasil
Autor: Rodrigo Fauor
Editora: Record
Cotação: * * * 

♪ Na 216ª das 840 páginas da caudalosa biografia de Angela Maria escrita por Rodrigo Faour, o autor - jornalista e pesquisador musical carioca em atividade profissional desde os anos 1990 - conta que a cantora fluminense certa vez foi chamada pelo então presidente do Brasil Juscelino Kubitschek (1902 - 1976) à uma hora da madrugada somente para cantar Orgulho (Nelson Wederkind e Waldir Rocha, 1953) - o samba-canção que a artista lançara em 1953 em disco de 78 rotações por minuto editado pela gravadora Copacabana - numa festa frequentada por JK. "O motorista veio me pegar no hotel em que eu estava só que para eu cantasse Orgulho para ele numa festa em que ele estava. Mas não foi de graça, não. Ele me pagou", ressalta Angela, em depoimento para Faour. Acontecido na segunda metade da década de 1950, o caso contado em Angela Maria  A eterna cantora do Brasil - livro que a Editora Record põe no mercado neste mês de outubro de 2015 - exemplifica o poder dos agudos da voz de mezzo-soprano da Sapoti - assim apelidada por outro presidente do Brasil, Getúlio Vargas (1882 - 1954) - ao longo dos anos 1950. Quatorze anos após contar a saga de Cauby Peixoto (cantor fluminense contemporâneo de Angela, com quem teve cruzado seu caminho profissional há várias décadas) na biografia Cauby Peixoto - 50 anos da voz e do mito, livro editado pela mesma Record em 2001, Faour narra a vida e obra de Angela Maria em narrativa de fôlego, escrita em texto de tom por vezes tão kitsch quanto parte do repertório da cantora. Ao longo de uma introdução (a rigor, dispensável na função de enfatizar a importância de Angela) e de 23 capítulos que totalizam 770 páginas (as 70 restantes são ocupadas por discografia, filmografia, bibliografia, agradecimentos, índice onomástico e lista de sucessos da cantora), Faour mostra como Abelim Maria da Cunha - décima filha de um casal pobre residente no município fluminense de Conceição de Macabu - se transformou em Angela Maria e como a estrela Angela Maria, atualmente com 86 anos, atravessou períodos de altos e baixos ao longo de quase 70 anos de carreira iniciada nos dancings da cidade do Rio de Janeiro após seguir a via-crúcis dos programas de calouros. Faour repisa os passos mais importantes da vida de Angela em ordem cronológica, mesclando depoimentos colhidos em entrevistas - a de Angela conduz obviamente a narrativa, mas há falas de nomes como Milton Nascimento - com reproduções de reportagens e críticas de jornais e revistas publicadas a partir da década de 1950 (reproduzido em excesso, aliás, o material jornalístico parece ter guiado mais o pesquisador do que as entrevistas que fez). Revelação do rádio em 1952, a cantora atingiu seu pico de popularidade nos dourados anos 1950 e, já naquela época, teve seu repertório questionado por formadores de opinião, como Faour prova através de reproduções de críticas da época. Mesmo sendo uma das cantoras mais populares daquela década, em reinado dividido com colegas como Dalva de Oliveira (1917 - 1972) e Emilinha Borba (1923 - 2005), Angela ficou literalmente paralisada ao ficar frente a frente com Carmen Miranda (1909 - 1955) por iniciativa da Pequena Notável, como conta Faour - referendado por depoimento de Angela - em outro fato curioso relatado no livro. E por falar em Carmen, o show dividido pela Sapoti com o cantor e compositor baiano Dorival Caymmi (1914 - 2008), na boate Casablanca, também é assunto do livro. Assim como o sucesso avassalador de Escuta, música de Ivon Curi (1928 - 1995) lançada por Angela em disco de 1955. Faour também narra os casamentos cinematográficos da vida real da estrela, que, além de cantar, também atuava em filmes. A propósito, as curiosidades em torno da vida da artista tornam o livro mais saboroso, sem tom de diário oficial. Na página 302, por exemplo, Djavan relata para Faour que o fato de Angela ter lábios grossos atenuava o próprio incômodo do cantor e compositor alagoano com seus lábios igualmente espessos. "Um dia, recebi a notícia de que a Angela ia operar os lábios para diminuí-los. Fiquei em pânico", relembra Djavan, entre risos, no livro. Ao contrário do que tinha sido noticiado pelas colunas de fofoca da época, Angela não operou os lábios, mas, na época, foi parar no hospital por conta de apendicite e aproveitou para extirpar as amídalas que já lhe causam problemas. Quando a narrativa avança para os anos 1960, Faour enfatiza a queda de prestígio da cantora entre os críticos por conta da perda substancial de qualidade do repertório da Sapoti na década em que a Bossa Nova (surgida em 1958), a Jovem Guarda e a emergente MPB tornaram ultrapassados os ídolos surgidos na era do rádio. Antes mesmo do advento do pop da jovens tardes de domingo e da era dos festivais, Faour conta o desprezo dos críticos quando Angela voltou à gravadora RCA, em 1962, para gravar repertório melodramático dominado por músicas do compositor Adelino Moreira, caso do chá chá chá Garota solitária, um sucesso popular que somente aumentou o despeito dos críticos daquela época. Entre menções a discos e shows, como os feitos com Cauby Peixoto desde 1982, Faour também relata fatos da vida pessoal de Angela sem jamais deixar a biografia adquirir caráter sensacionalista. Mas tampouco se esquiva de registrar as uniões afetivas da cantora com homens que lhe provocaram aborrecimentos (um deles, José Kleber Lisboa, chegou a ter prisão decretada por estelionato em 24 de abril de 1967, como conta Faour na página 460 do livro) e até uma tentativa de suicídio confirmada por depoimento de Lana Bittencourt, amiga de Angela. Faour lembra também como a imprensa reagiu em tom marrom quando noticiou o envolvimento de Angela como o jovem (então com 18 anos) Daniel D'Angelo, união feliz nascida de um flerte em 1979 que driblou as descrenças das famílias de ambos e que perdura até hoje (além de marido, Daniel se tornou empresário da cantora). No fim do livro, Faour narra a fase outonal da carreira de Angela, pautada a partir dos anos 1990 por discos pontuais. É quando aparece, a partir da página 742, o fã Thiago Marques Luiz, que, embora na época inexperiente como produtor musical, viabilizou a volta da cantora ao mercado fonográfico com a edição, em 2003, de Disco de ouro (Lua Music), álbum equivocado até no título, típico de coletânea. Embora mal recebido pela crítica, o CD - no qual Angela dava voz a músicas de compositores estreantes em sua discografia, como Eduardo Gudin, Luiz Melodia e Lulu Santos -  propiciou o encontro de Angela com o produtor que a tem mantido em cena e nos estúdios de gravação, dando continuidade à história longeva, contada com justa reverência por Faour na torrencial biografia Angela Maria  A eterna cantora do Brasil.

sábado, 3 de outubro de 2015

Aos 86 anos, Angela Maria parece realmente à vontade com violão de Rayol

Resenha de CD
Título: Angela à vontade em voz & violão
Artista: Angela Maria
Gravadora: Nova Estação / Tratore 
Cotação: * * * *

♪ Quando estava no auge vocal, com poderosos agudos propagados pelas ondas nacionais do rádio dos anos 1950, Angela Maria gravou discos em que orquestrações pomposas disputavam espaço com sua privilegiada voz de mezzo-soprano. Aos 86 anos, completados em 13 de maio deste ano de 2015, a icônica cantora fluminense arrisca um formato de voz & violão inédito em sua discografia. Em Angela à vontade em voz & violão, álbum acústico produzido por Thiago Marques Luiz para sua gravadora Nova Estação, o espaço é dividido somente pela voz da intérprete - mais voltada para os tons graves que se afinam com seu tempo de maturidade  - e pelo violão de Ronaldo Rayol. Quem ouvir o disco na esperança vã de ouvir a Angela de outrora vai certamente se decepcionar. Mas quem ouvir sem nostalgia o CD - já distribuído nas lojas pela Tratore - vai se deparar com uma senhora cantora, certeira nas interpretações e intenções de músicas como os sambas-canção Só louco (Dorival Caymmi, 1955) e Nunca (Lupicínio Rodrigues, 1952). O repertório - esse, sim, selecionado com saudosismo - deixa a artista em zona sempre confortável, sem conexões com artistas do tempo presente. A composição mais recente do álbum, Codinome beija-flor (Cazuza, Reinaldo Árias e Ezequiel Neves, 1985), já foi lançada há 30 anos. Enfim, o universo musical do repertório do disco já é velho conhecido de Angela, mesmo que algumas músicas - casos do samba-canção Sábado em Copacabana (Dorival Caymmi e Carlos Guinle, 1951) e de Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antonio Maria, 1959), entre outras - nunca tivessem até então sido registradas em disco pela cantora. E o fato é que Angela Maria, aos resistentes 86 anos, está realmente à vontade ao lado do violão de Ronaldo Rayol. Músico habilidoso, Rayol consegue simular com as cordas em Retalhos de cetim (Benito Di Paula, 1973) o suave batuque de um samba triste. Com a mesma habilidade, Rayol envolve o samba-canção Quase (Mirabeau e Jorge Gonçalves, 1954) em clima de fado. O disco somente perde pontos quando a Angela Maria do presente outonal evoca inevitavelmente a Angela Maria do passado glorioso. Amendoim torradinho (Henrique Beltrão, 1954) - música que a Sapoti não lançou, mas que deixou eternamente associada ao seu canto a partir de gravação de 1958 - já foi saboreado com mais sal pela cantora. Da mesma forma, Vá, mas volte (Wando, 1976) - último grande sucesso popular da vasta discografia da artista - permanece imbatível no registro propagado em escala nacional na trilha sonora da novela Duas vidas (TV Globo, 1976). De todo modo, o bonito álbum Angela à vontade em voz & violão atesta a impressionante longevidade alcançada por voz icônica, rara sobrevivente da dourada era do rádio.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Eis as 12 músicas gravadas por Angela Maria em seu álbum de voz e violão

♪ Música lançada em disco em 1954 e regravada com sucesso por Angela Maria quatro anos depois no álbum Para você ouvir e dançar (Copacabana, 1958), Amendoim torradinho (Henrique Beltrão) ganha mais um registro da Sapoti. Amendoim torradinho é uma das 12 músicas gravadas pela cantora fluminense em seu primeiro disco no formato voz & violão. Produzido por Thiago Marques Luiz para sua gravadora Nova Estação, o CD Angela à vontade em voz & violão chega ao mercado fonográfico neste mês de julho de 2015, com o violão de Ronaldo Rayol, com 12 músicas lançadas entre 1950 e 1985 - algumas inéditas na voz icônica da cantora, como Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antonio Maria, 1959) - e com distribuição da Tratore. Além de Amendoim torradinho, a cantora - em plena atividade, aos 86 anos - também revive Vá, mas volte, canção tristonha que ganhou do cantor e compositor mineiro Wando (1945 - 2012). Lançada em 1976 na voz de Angela, Vá, mas volte fez sucesso nacional ao ser propagada na trilha sonora da novela Duas vidas, exibida pela TV Globo com grande repercussão naquele ano de 1976. Eis, na ordem do CD, as 12 músicas de sucesso nacional interpretadas por  Angela Maria no álbum  Angela à vontade em voz & violão:

1. Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antonio Maria, 1959)
2. Lama (Paulo Marques e Alyce Chaves, 1952)
3. Vá, mas volte (Wando, 1976)
4. Amendoim torradinho (Henrique Beltrão, 1954)
5. Nunca (Lupicínio Rodrigues, 1952)
6. Retalhos de cetim (Benito Di Paula, 1973)
7. Só louco (Dorival Caymmi, 1955)
8. Canção de amor (Chocolate e Elano de Paula, 1950)
9. Quase (Mirabeau e Jorge Gonçalves, 1954)
10. Sábado em Copacabana (Dorival Caymmi e Carlos Guinle, 1951)
11. Codinome Beija-flor (Cazuza, Reinaldo Arias e Ezequiel Neves, 1985)
12. Natal branco (White Christmas) (Irving Berlin, 1942, em versão de Marino Pinto, 1956)

domingo, 26 de julho de 2015

Eis a capa do álbum (de voz e violão) que Angela Maria vai lançar em agosto

♪ Com capa clássica criada por Leandro Arraes a partir de foto de Jair de Assis, o álbum Angela à vontade em voz & violão - gravado pela cantora fluminense Angela Maria com o violonista Ronaldo Rayol - vai chegar ao mercado fonográfico em agosto de 2015 em edição da gravadora Nova Estação que vai ser distribuída pela Tratore. O disco foi produzido por Thiago Marques Luiz, diretor e dono da Nova Estação. Aos 86 anos, a Sapoti está iniciando turnê nacional para promover o disco.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Angela finaliza álbum em que canta Benito e Lupicínio com o violão de Rayol

♪ Prestes a festejar 86 anos na próxima quarta-feira, 13 de maio de 2015, a cantora fluminense Angela Maria se prepara para lançar em junho um disco de voz e violão gravado com Ronaldo Rayol. Produzido por Thiago Marques Luiz para sua gravadora Nova Estação, o CD se chama Angela à vontade em voz e violão. O repertório é formado por sucessos da MPB até então inéditos na voz da intérprete. A seleção inclui os sambas-canção Nunca (Lupicínio Rodrigues, 1952) e Só louco (Dorival Caymmi, 1955), além de Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antonio Maria, 1959). Com o violão de Ronaldo Rayol (com Angela na foto de Jair de Assis), a cantora também dá voz ao magoado samba Retalhos de cetim (1973), primeiro grande sucesso do cantor e compositor fluminense Benito Di Paula. O CD Angela à vontade em voz e violão chegará às lojas pela Tratore.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Angela revive hit de Waldick com Márcio antes de gravar CD de voz e violão

♪ A caminho dos 86 anos de vida, a serem completados em 13 de maio deste ano de 2015, Angela Maria permanece em cena com agenda cheia. Enquanto se prepara para gravar disco de voz & violão a ser produzido por Thiago Marques Luiz para sua gravadora Nova Estação, a cantora fluminense registrou em estúdio de São Paulo (SP) sua participação no CD que o cantor carioca Márcio Gomes vai lançar este ano. Márcio - escalado para fazer shows em dupla com a Sapoti - gravou com Angela a bela cançãoTortura de amor (1962), de autoria do cantor e compositor baiano Waldick Soriano (1933 - 2008), lançada há 53 anos na voz do próprio Waldick. Intitulado Eternas canções, o disco de Márcio Gomes tem produção assinada  por  Thiago Marques Luiz  e vai chegar às lojas  no segundo semestre.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Registros da época em que Angela era uma rainha do rádio são valiosos

Resenha de caixa de CDs
Título: Angela Maria - Rainha do rádio
Artista: Angela Maria
Gravadora: Discobertas
Cotação: * * *

Produzida pelo pesquisador musical Marcelo Fróes para seu selo Discobertas, a caixa Angela Maria - Rainha do rádio tem título apropriado e alto valor documental, em que pese a precária qualidade técnica das 54 gravações reunidas nos quatro CDs. São registros raros - até então inéditos em disco - de números musicais feitos entre 1955 e 1956 pela Sapoti no auditório da Rádio Nacional, a PR-8, como também era conhecida a emissora de rádio que transmitia por suas ondas  as modas, as músicas e os costumes do Brasil dos anos 1940 e 1950. A cantora fluminense - que começara sua carreira fonográfica em 1951 - estava no auge da forma vocal e do sucesso popular. Seu registro de mezzo-soprano era um dos símbolos da era dourada do rádio brasileiro. Angela não reinou sozinha nessa era, mas também foi uma das rainhas do rádio, alternando a coroa com cantoras como Dalva de Oliveira (1917 - 1972), Emilinha Borba (1923 - 2005) e Marlene (1922 - 2014). Por isso, reunia as passionais macacas de auditório - termo racista criado na época para caracterizar as fãs dos cantores do rádio, em sua maioria negras e pobres - no palco da Nacional nas tardes de sábado, quando entrava no ar, ao vivo, o programa Angela Maria canta. A caixa do selo Discobertas - idealizada para festejar os 85 anos completados pela cantora em maio deste ano de 2014 - revive momentos desses programas. Sob o patrocínio do colírio Moura Brasil, como lembrado a toda hora pelo apresentador do programa, a cantora dava sua voz potente e extensa a músicas de sua discografia, cantadas com tratamento orquestral. Angela Maria - cabe lembrar - foi cantora influente, cujas interpretações reverberaram nas trajetórias luminosas de cantores de gerações posteriores como Elis Regina (1945 - 1982) e até mesmo Roberto Carlos. Mesmo que o repertório da Sapoti nem sempre tenha estado à altura de sua voz, as audições dos quatro discos da caixa permitem que a (re)descoberta de joias como o samba Rio é amor (Bruno Marnet), gravado em 1954 pela cantora, em disco de 78 rotações por minuto editado pela gravadora Copacabana. Rio é amor figura no CD 1 ao lado de sucessos como Lábios de mel (Waldir Rocha), música para sempre associada ao canto da Sapoti desde a gravação original da cantora, feita em 1955. O coro popular se faz ouvir na faixa. Embora a voz de Angela esteja também associada aos boleros e sambas-canção de romantismo exacerbado e/ou pueril, a cantora também deu voz às canções mais refinadas do então emergente Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994). Incluída no CD 2, Não devo sonhar é música pouco ouvida do cancioneiro de Tom, tendo sido gravada por Angela em 1956. O maestro soberano é compositor recorrente no CD 3, aberto com A chuva caiu (Antonio Carlos Jobim e Luiz Bonfá), música também gravada por Angela em 1956, ano em que a cantora lançou o álbum Sucessos de ontem e hoje (Copacabana, 1956). Neste disco, a Sapoti gravou o pioneiro samba-canção Linda flor (Ai, Ioiô) (Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto, 1929) e Ave Maria no morro (Herivelto Martins, 1942), músicas não por acaso cantadas pela artista no seu popular programa da Rádio Nacional, em registros ao vivo rebobinados no CD 4 da oportuna caixa Angela Maria - Rainha do rádio, já item de colecionador para quem louva as cantoras do Brasil de ontem e de hoje. 

terça-feira, 1 de julho de 2014

Eis a capa da caixa que reúne gravações de Angela Maria em 1955 e 1956

♪ Esta é a capa da caixa Rainha do rádio, que compila raras gravações feitas pela cantora fluminense Angela Maria em 1955 e 1956, na década do apogeu artístico da Sapoti. Produzida pelo pesquisador musical Marcelo Fróes, a caixa vai chegar ao mercado fonográfico na segunda quinzena deste mês de julho de 2014 em edição do selo carioca Discobertas. Para colecionador!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Angela Maria tem gravações ao vivo dos anos 50 editadas em quatro CDs

Uma das maiores cantoras do Brasil de todos os tempos, ainda em cena, Angela Maria completou 85 anos neste mês de maio de 2014. Para celebrar a efeméride, o selo carioca Discobertas produz caixa com quatro CDs - prevista para chegar ao mercado fonográfico em julho - com gravações ao vivo da Sapoti, captadas nos anos 1950, década do auge artístico da cantora fluminense. O título da caixa é Rainha do rádio. Nessas gravações, Angela - em foto de Jardiel Carvalho - dá sua voz de mezzo-soprano a músicas de compositores como Antonio Carlos Jobim (1927-1994), Ary Barroso (1903-1964) e Herivelto Martins (1912-1992). Luxo só!