♪ Fafá de Belém vai fazer em 15 de julho de 2016 o registro audiovisual do show Do tamanho certo para o meu sorriso. A gravação ao vivo vai ser feita no Teatro Bradesco da cidade de São Paulo (SP). Dirigido por Paulo Borges, o excelente show é baseado no álbum também intitulado Do tamanho certo para o meu sorriso e lançado em agosto de 2015 pela gravadora Joia Moderna para celebrar os 40 anos de carreira da cantora paraense. Clique aqui para (re)ler a resenha do show em que Fafá canta Cavalgada (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1977) em cenário que simula um motel - como visto na foto de Caio Gallucci. A gravação ao vivo vai gerar DVD com o registro integral do show feito por Fafá com os guitarristas e compositores Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro, produtores do disco homônimo.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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sábado, 25 de junho de 2016
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
RETROSPECTIVA 2015 – Fafá volta ao disco, faz show perfeito e vira roqueira
♪ RETROSPECTIVA 2015 – E Fafá de Belém voltou a gravar um álbum. No ano em que festejou 40 anos de carreira fonográfica, a cantora paraense lançou álbum de estúdio - o primeiro em uma década - e apresentou show perfeito, feito sob a direção de Paulo Borges. De quebra, a artista ainda assumiu o papel de roqueira em show feito sob a direção musical do guitarrista Edgard Scandurra. O que tinha tudo para ser um ano morno - a ideia inicial da cantora era fazer mero disco de remixes para celebrar as quatro décadas de exposição nacional - se transformou num dos anos mais produtivos da carreira da artista (em foto de Fábio Bartelt). Em janeiro, convencida pelo DJ Zé Pedro de que deveria lançar um álbum para comemorar a efeméride, Fafá entrou em estúdio para gravar um disco que ficou entre o tecno e o brega. Lançado em agosto pela gravadora Joia Moderna, Do tamanho certo para o meu sorriso repôs Fafá na mídia com força e com repertório produzido, arranjado e tocado por Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro, pai e filho, expoentes da cena musical do Pará. Ainda em agosto, Fafá estreou em São Paulo (SP) um show perfeito - idealizado e dirigido por Paulo Borges - que ampliou o sentido do popular repertório do álbum e engrandeceu o que, no disco, soara menor do que o canto e o sorriso fartos da estrela radiante. Inquieta, Fafá ainda virou roqueira para dar voz a músicas do pop rock brasileiro em show apresentado na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em novembro, no projeto Inusitado, criação de André Midani. 2015 foi ano farto, do tamanho da gargalhada de Fafá de Belém.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Robustez vocal de Fafá é insuficiente para artista fazer show à altura do rock
Resenha de show
Título: Inusitado Fafá de Belém
Artista: Fafá de Belém (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Teatro de Câmara da Cidade das Artes (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 3 de novembro de 2015
Cotação: * *
Título: Inusitado Fafá de Belém
Artista: Fafá de Belém (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Teatro de Câmara da Cidade das Artes (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 3 de novembro de 2015
Cotação: * *
♪ "Canto música romântica, mas sou mesmo é heavy metal", detonou Fafá de Belém, dando sua famosa gargalhada, após cantar Abandonada (Michael Sullivan e Paulo Sérgio Valle, 1996) na primeira das duas apresentações do show de rock criado pela cantora - sob a direção musical do guitarrista paulistano Edgard Scandurra, virtuose do grupo Ira! - para o encerramento da terceira edição do projeto Inusitado, criado pelo executivo franco-sírio André Midani para ser atração do Teatro de Câmara da Cidade das Artes. Até que nem tão heavy metal assim... As inflexões e as
entonações da interpretação passional do hit Abandonada indicaram já
no início do show que, como roqueira, Fafá continua sendo uma robusta cantora
de MPB. Robusta no sentido musical do canto, já que a voz quente e potente se
mostrou mais uma vez presente em cena, com todos seus tons originais. Só que
essa robustez vocal não fez de Fafá uma cantora de rock na estreia do show que
tem mais uma apresentação programada para a noite de hoje, 4 de novembro de 2015. Formado por
Scandurra com os irmãos Andria Busic (baixo) e Ivan Busic (bateria),
integrantes da banda paulistana de hard rock Dr. Sin, o power trio que dividia o palco do Teatro de Câmara da Cidade das
Artes envolveu em ambiência roqueira todo o repertório apresentado no curto
roteiro de 15 músicas. Contudo, rock é mais do que um trio de baixo, guitarra e
bateria. Para cantar e/ou tocar esse tal de rock'n'roll, é preciso ter uma chama na alma
e na garganta que pareceu estar apagada em Fafá, em que pesem o discurso, o figurino
rocker de Gilda Midani e um punhado de músicas associadas ao universo do gênero. A primeira decepção veio logo na abertura, quando Fafá somente recitou a letra de Robusta, (Arnaldo Antunes, Tony Bellotto, Marcelo Fromer e Nando Reis, 1985), o inédito rock composto há 30 anos para a cantora por quatro dos oito integrantes da formação clássica do grupo paulistano Titãs. Na imediata sequência, na única música realmente surpreendente do roteiro, Hocus pocus (Jan Akerman e Thijs Van Leer, 1971), Fafá levou nos vocalises este tema do Focus, grupo de Amsterdam criado em 1969 que embarcou na viagem progressiva da década de 1970 com hard rock geralmente instrumental. Como sempre, a voz estava toda lá, firme e acalorada, mas sem convencer de que a cantora podia ser uma roqueira de fato. Mas Fafá emulou sua persona roqueira, seguindo com fidelidade a pegada de Pitty em Me adora (2009) – a música mais pop desta baiana que, ela sim, é iluminada pela chama do rock até quando canta uma balada – e diluindo a pressão e a contundência de Dois animais na selva suja das ruas (1971), o rock que o compositor uruguaio-brasileiro Taiguara (1945 – 1996) fez para Erasmo Carlos e que Nasi – colega de Scandurra no Ira! acabou de gravar no tom apropriado em seu recém-lançado CD e DVD EGBE (Deck / Canal Brasil, 2015). Aparentemente insegura com o repertório, a ponto de ler no teleprompter as letras de músicas como Amor pra recomeçar (Roberto Frejat, Maurício Barros e Mauro Santa Cecília, 2001), Fafá revelou que, afinal, era a mesma Fafá de sempre quando cantou Escândalo (Caetano Veloso, 1981) com interpretação similar ao de seu recital de voz & piano. Talvez por isso mesmo, Escândalo tenha sido um dos números que resultou melhor em show que roçou o constrangimento quando Fafá abriu os braços sem fazer o país imaginado por Antonio Cícero na letra pop poética de Fullgás (Marina Lima e Antonio Cícero, 1984), composição que consolidou a obra autoral de Marina Lima. Música do antológico primeiro álbum do trio Secos & Molhados, Amor (João Apolinário e João Ricardo, 1973) se perdeu no show, inclusive pelos vocais sofríveis de Scandurra. O power trio reforçava a todo momento que, sim, a ideia e a intenção eram fazer um show de rock. Mas nem os riffs e solos matadores da guitarra de Scandurra mantiveram acesa a chama incandescente do rock'n'roll no palco do Teatro de Câmara da Cidade das Artes. Mas, justiça seja feita, houve um único número - fora do repertório de Fafá – que a combustão se fez. Foi em Você não serve pra mim, música que Roberto Carlos lançou em 1967, no reinado da Jovem Guarda. Ao cantar o tema de Renato Barros (e não de Renato Côrtes, como Fafá anunciou em cena, confundindo Barros com Getúlio Côrtes, compositor que também fornecia repertório para Roberto nos anos 1960), Fafá e trio se afinaram de fato, combinando interpretação e arranjo. Mas, logo na sequência, Para Lennon & McCartney (Lô Borges, Márcio Borges e Fernando Brant, 1970) e Naturalmente (Caetano Veloso e João Donato, 1975), devolveram a sensação de que quem estava ali, no palco, era uma cantora de música brasileira tentando entrar na pele da roqueira com a maquiagem dos arranjos de Scandurra. “Esta é a minha forma inusitada de ver o rock’n’roll”, disse Fafá ao fim do show, cujo bis incluiu música francesa da década de 1960 - La poupée qui fait non (Michel Polnareff e Franck Gérald, 1966), dissonância do roteiro justificada como homenagem a Midani, criado na França – e sucesso da banda punk brasiliense Plebe Rude, Até quando esperar? (Philippe Seabra, André X e Gutje, 1986). Sem rachar o concreto, Fafá deu voz à rude Plebe, a lado B da Legião Urbana – L'avventura (Dado Villa- Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Russo, 1996), cantada com Dado Villa-Lobos na plateia – e a Pitty em show artificial em que o toque inusitado esteve mais na aparência (pelo tom hard dos arranjos do trio e pelo jovial figurino rocker) do que na essência.
Fafá vai de Focus a Pitty, incluindo Frejat e Marina, em show de tom roqueiro
♪ Hard rock instrumental lançado em 1971 pelo grupo holandês Focus, Hocus pocus (Jan Akerman e Thijs Van Leer) foi a grande surpresa do roteiro do show de instrumental roqueiro criado por Fafá de Belém - sob a direção musical de Edgard Scandurra, guitarrista paulistano do grupo Ira! - para o projeto Inusitado, criado pelo executivo franco-sírio André Midani. A estreia do show aconteceu na noite de ontem, 3 de novembro de 2015, em apresentação no Teatro de Câmara da Cidade das Artes, no Rio de Janeiro (RJ), onde o show fica em cartaz somente até hoje. Em homenagem a Midani, para quem telefonou pedindo para participar da terceira edição do projeto Inusitado com show de rock, a cantora paraense deu voz, no bis, a uma música francesa da década de 1960, La poupée qui fait non (Michel Polnareff e Franck Gérald, 1966). Além de ter recitado a letra de Robusta (Arnaldo Antunes, Tony Bellotto, Marcelo Fromer e Nando Reis, 1985), inédito rock composto há 30 anos para Fafá por quatro dos oito integrantes da formação áurea dos Titãs, a cantora interpretou Amor pra recomeçar (Roberto Frejat, Maurício Barros e Mauro Santa Cecília, 2001), Até quando esperar? (Philippe Seabra, André X e Gutje, 1986), Fullgás (Marina Lima e Antonio Cícero, 1984), L'avventura (Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Russo, 1996) e Me adora (Pitty, 2009), entre outras músicas do universo pop nacional. O peso do rock foi garantido pelo power trio que, além de ter Scandurra no toque heavy de magistral guitarra, era formado pelos irmãos Andria Busic (baixo) e Ivan Busic (bateria), integrantes da banda paulistana de hard rock Dr. Sin. Eis o roteiro seguido em 3 de novembro de 2015 por Fafá de Belém - em foto de Rodrigo Goffredo - na estreia de show (de instrumental) roqueiro no Teatro de Câmara da Cidade das Artes, no Rio de Janeiro (RJ), no fecho da terceira edição do projeto Inusitado:
2. Hocus pocus (Jan Akerman e Thijs Van Leer, 1971)
3. Abandonada (Michael Sullivan e Paulo Sérgio Valle, 1996)
4. Me adora (Pitty, 2009)
5. Amor (João Apolinário e João Ricardo, 1973)
6. Dois animais na selva suja da rua (Taiguara, 1971)
7. Fullgás (Marina Lima e Antonio Cícero, 1984)
8. Amor pra recomeçar (Roberto Frejat, Maurício Barros e Mauro Santa Cecília, 2001)
9. Escândalo (Caetano Veloso, 1981)
10. L'avventura (Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Russo, 1996)
11. Você não serve pra mim (Renato Barros, 1967)
12. Para Lennon & McCartney (Lô Borges, Márcio Borges e Fernando Brant, 1970)
13. Naturalmente (João Donato e Caetano Veloso, 1975)
Bis:
14. La poupée qui fait non (Michel Polnareff e Franck Gérald, 1966)
15. Até quando esperar? (Philippe Seabra, André X e Gutje, 1986)
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Estreia do show de Fafá é filmada para documentário sobre Manoel Cordeiro
♪ Já existe um registro de imagem e som, com alta qualidade técnica, do show Do tamanho certo para o meu sorriso, estreado por Fafá de Belém - em foto de Caio Gallucci - no Teatro Itália, em São Paulo (SP), na noite de 25 de agosto de 2015. A filmagem foi feita para documentário sobre o guitarrista e compositor paraense Manoel Cordeiro, músico que toca ao lado de seu filho também guitarrista Felipe Cordeiro no espetáculo dirigido por Paulo Borges. Mas há a possibilidade de que o material filmado seja aproveitado para a edição de um provável DVD com o registro do ótimo show inspirado pelo - recém-lançado - álbum Do tamanho certo para o meu sorriso (Joia Moderna, 2015).Coração brega de Fafá bate (bem) mais forte na cena chique de Paulo Borges
Resenha de show
Título: Do tamanho certo para o meu sorriso
Artista: Fafá de Belém (em foto de Caio Gallucci)
Local: Teatro Itália (São Paulo, SP)
Data: 25 de agosto de 2015
Cotação: * * * * *
Título: Do tamanho certo para o meu sorriso
Artista: Fafá de Belém (em foto de Caio Gallucci)
Local: Teatro Itália (São Paulo, SP)
Data: 25 de agosto de 2015
Cotação: * * * * *
♪ O coração assumidamente brega de Fafá de Belém bate mais forte na cena chique armada pelo diretor Paulo Borges para a cantora paraense apresentar as músicas do recém-lançado álbum com que a artista comemora 40 anos de carreira fonográfica que andou adormecida na última década. Fafá voltou. E retornou com força com o disco Do tamanho certo para o meu sorriso, desde 20 de agosto no mercado fonográfico em edição da gravadora Joia Moderna. A retomada é solidificada pelo primoroso show que estreou ontem, 25 de agosto de 2015, no Teatro Itália, em São Paulo (SP), sob a direção de Paulo Borges. Além de consolidar a marca hi-tech de Borges (o todo-poderoso da São Paulo fashion week para quem é estranho no ninho da moda) como diretor de espetáculos musicais calcados em projeções de imagens em vídeo-cenário de Richard Luiz (a mesma estética do show de Alice Caymmi), o show Do tamanho certo para o meu sorriso engrandece o que no disco soou menor do que o canto farto de Fafá. Todas as músicas do disco de tom tecnobrega - produzido por Manoel Cordeiro com Felipe Cordeiro - crescem e ganham sentido adicional no show. De tom popular, esse repertório - rechaçado por quem espera que Fafá somente dê ouvidos e voz às músicas de compositores associados à MPB dos anos 1960 e 1970 - se amalgama em cena, sem choques, com os maiores sucessos da cantora em seus 40 anos de carreira. Os sucessos antigos reaparecem com arranjos novos, criados e tocados somente com as guitarras de Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro, únicos músicos em cena (tal como no disco). Símbolos de diferentes gerações e fases da cena musical do Pará, as guitarras de pai e filho choram em Bilhete (Ivan Lins e Vitor Martins, 1980), a doída canção de separação que Fafá tomou para si em gravação de 1982, feita dois anos após os registros quase simultâneos de Ivan Lins e do grupo MPB-4. O canto de Fafá é alegre, mas também sabe expor os dramas afetivos de canções como Volta (Johnny Hooker, 2013), música que abre o show com Fafá de costas para a plateia. A virada estratégica, no meio da música, surte forte efeito cênico, sinalizando o domínio que a cantora tem do gestual teatral. Só que, sem deixar de ser Fafá, a cantora vista em cena no show Do tamanho certo para o meu sorriso soa mais refinada sem perda da intensidade de suas interpretações. Fafá fala menos - e, quando fala, diz somente o essencial - e canta mais. Canta muito, aliás, com a voz que conserva a potência e atinge os tons de outrora com naturalidade e uma energia que parece concentrada no palco. Por isso, no show, Pedra sem valor - inédita fornecida pela compositora paraense Dona Onete para o disco - brilha muito mais do que no registro do álbum. É como se Pedra sem valor retratasse, no roteiro, a volta por cima da personagem que rompe laços conjugais em Bilhete. Um dos pontos altos do show, Cavalgada (1977) - canção sensual de Roberto Carlos e Erasmo Carlos que volta e meia reaparece no repertório de Fafá - é interpretada com a cantora deitada em praticável que simula a cama de um motel. A intérprete se contorce entre almofadas para explicitar no canto e no corpo o gozo poeticamente retratado pelos autores na letra. No clímax, o praticável gira a partir do verso "Estrelas mudam de lugar" em efeito cênico valorizado pela projeção de um céu no telão. É arrepiante! Com linguagem mais simples e direta, Quem não te quer sou eu (Firmo Cardoso e Nivaldo Fiúza, 2002) - sucesso local da banda paraense Sayonara - e o bolero Usei você (Silvio César, 1971) são músicas que reverberam a exteriorizada trilha sonora dos cabarés, boates e inferninhos de um interiorano Brasil de dentro que também pulsa nas ruas de Belém. Alocado no início do show, Asfalto amarelo (Manoel Cordeiro, Felipe Cordeiro e Zeca Baleiro, 2015) é o convite de Fafá para que o público adentre o interior de seu Pará. Com três estilosos figurinos assinados pelo estilista Luis Claudio (da APTO 03), Fafá celebra o Pará e, em especial, sua Belém do Pará, retratada em Os passa vida (Osmar Jr. e Rambolde Campos, 2004), outro sucesso local da banda Sayonara que faz mais sentido no show Do tamanho certo para o meu sorriso, provocando o choro incontido da cantora. E por falar em figurinos, o vestido vermelho da segunda parte cai bem na personagem voluptuosa de Sedução (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1977). Este número é o que apresenta o melhor efeito do vídeo-cenário de Richard Luiz. Tal efeito cria no espectador a ilusão de que Fafá está cantando Sedução na porta de uma das casas de Belém projetadas no telão. Outro efeito é o peixe que se delineia com nitidez, ao fim de Sereia (Lulu Santos e Nelson Motta, 1983), na imagem inicialmente difusa projetada ao longo do número. São marcas da direção de Paulo Borges em show que flui sem erros, sinalizando que Meu coração é brega (Veloso Dias, 2015) pode vir a se tornar hit popular, consolidando a trajetória de seu compositor, autor de Ex mai love (2012), sucesso na voz da paraense Gaby Amarantos. Meu coração é brega é outra música do disco que bate mais forte no show, pela força cênica e vocal de Fafá, intérprete moldada para músicas passionais como Abandonada (Michael Sullivan e Paulo Sérgio Valle, 1996), cantada com dramaticidade - no toque das guitarras de Manoel e Felipe Cordeiro - mas sem os exageros de shows anteriores. Sob medida (Chico Buarque, 1979) também ressurge sem tantas firulas. Já Vem que é bom (Manoel Cordeiro e Ronery, 1979) é convite à dança que tem vocais do mesmo Manoel Cordeiro que, no toque de sua icônica guitarra, cria introdução agalopada para o bolero Foi assim (Paulo André Barata e Ruy Barata, 1977). No fim, O gosto da vida (Péricles Cavalcanti, 1982) - espécie de carta de intenções do canto da artista - faz o Carnaval continuado no bis com o samba Filho da Bahia (Walter Queiroz, 1975), marco inicial da trajetória fonográfica de Fafá, e com Este rio é minha rua (Paulo André Barata e Ruy Barata, 1976). A conexão Bahia-Pará é feita com naturalidade pelas guitarras e pelo canto emotivo e solar da artista. Enfim, sob a direção chique de Paulo Borges, Fafá refina sua postura em cena sem deixar de ser a Fafá de sempre. Para quem vinha fazendo shows irregulares de conceito mais fluido e de menor apuro visual, o espetáculo Do tamanho certo para o meu sorriso supera o disco homônimo que o gerou e reforça a feliz sensação de que Fafá de Belém volta enfim a ocupar lugar que sempre foi dela.
♪♪♪♪ O blog Notas Musicais viajou à cidade de São Paulo (SP) a convite da gravadora Joia Moderna
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Fafá põe 'Sereia' nas águas de Belém em show com inédito tema instrumental
♪ SÃO PAULO (SP) - Música de Lulu Santos e Nelson Motta, lançada há 32 anos na voz de Fafá de Belém na trilha sonora do especial infantil Plunct plact zoom (TV Globo, 1983), Sereia cai nas águas de Belém (PA) em número do primoroso show que lança o disco comemorativo dos 40 anos de carreira fonográfica da cantora paraense, Do tamanho certo para o meu sorriso, no mercado desde 20 de agosto de 2015 em edição da gravadora Joia Moderna. No show que consolida a marca de Paulo Borges como diretor de espetáculos musicais, Fafá - em foto de Caio Gallucci - canta as 10 músicas do disco e revive sucessos dessas quatro décadas com novos arranjos, feitos somente com os toques das guitarras de Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro, pai e filho, expoentes da cena musical do Pará. Únicos músicos presentes no disco e no show, Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro ainda se deram ao luxo de apresentar inédito tema instrumental, Palácio dos bares, tocado pelos guitarristas durante a primeira das duas trocas de figurinos da cantora e composto para o show que teve estreia nacional na noite de ontem, 25 de agosto de 2015, no Teatro Itália, em São Paulo (SP), e que sai em turnê pelo Brasil. Eis o roteiro seguido por Fafá de Belém na estreia nacional do showDo tamanho certo para o meu sorriso:
1. Volta (Johnny Hooker, 2013)2. Asfalto amarelo (Manoel Cordeiro, Felipe Cordeiro e Zeca Baleiro, 2015)
3. Bilhete (Ivan Lins e Vitor Martins, 1980)
4. Pedra sem valor (Dona Onete, 2015)
5. Cavalgada (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1977)
6. Quem não te quer sou eu (Firmo Cardoso e Nivaldo Fiúza, 2002)
7. Usei você (Silvio César, 1971)
8. Palácio dos bares (Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro, 2015) - tema instrumental inédito
9. Sedução (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1977)
10. Meu coração é brega (Veloso Dias, 2015)
11. Ao pôr do sol (Firmo Cardoso e Dino Souza, 1987)
12. Sereia (Lulu Santos e Nelson Motta, 1983)
13. Abandonada (Michael Sullivan e Paulo Sérgio Valle, 1996)
14. Sob medida (Chico Buarque, 1979)
15. Vem que é bom (Manoel Cordeiro e Ronery, 1990)
16. Os passa vida (Osmar Jr. e Rambolde Campos, 2004)
17. Foi assim (Paulo André Barata e Ruy Barata, 1977)
18. Conexão Amazônia Caribe (Manoel Cordeiro, 2015) - tema instrumental
- com citação de Alagados (Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone, 1986)
19. O gosto da vida (Péricles Cavalcanti, 1982)
Bis:
20. Filho da Bahia (Walter Queiroz, 1975)
21. Este rio é minha rua (Paulo André Barata e Ruy Barata, 1976)
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terça-feira, 18 de agosto de 2015
Do tamanho da voz dela, Fafá refaz seu Carnaval com tempero mais moderno
Resenha de CD
Título: Do tamanho certo para o meu sorriso
Artista: Fafá de Belém
Gravadora: Joia Moderna
Cotação: * * * 1/2
Título: Do tamanho certo para o meu sorriso
Artista: Fafá de Belém
Gravadora: Joia Moderna
Cotação: * * * 1/2
♪ No texto que escreveu para o encarte de seu 25º álbum, Do tamanho certo para o meu sorriso, Fafá de Belém dedica ao povo "livre, leve e solto" do Brasil o disco com que comemora 40 anos de carreira fonográfica, iniciada em 1975 com a gravação do samba baiano Filho da Bahia (Walter Queiroz) para a trilha sonora da novela Gabriela. À venda no iTunes a partir da próxima quinta-feira, 20 de agosto de 2015, o disco é a cara de Fafá e a cara desse povo brasileiro que se deixa seduzir por músicas grandes e pequenas com a mesma paixão. Idealizado pela cantora paraense com o DJ Zé Pedro, Do tamanho certo para o meu sorriso é disco que traz algumas músicas menores do que o canto caloroso e despudorado da intérprete. Mas Fafá amplia essas músicas na gravação pilotada por Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro - pai e filho, guitarristas projetados em diferentes momentos da cena musical do Pará - e as põe do tamanho largo do seu sorriso, da gargalhada que a identifica no imaginário nacional tanto quanto sua voz. Mas, sim, há ao menos uma grande música entre as dez faixas deste disco de tom tecnobrega, formatado somente com as guitarras, as programações, o baixo sintetizado e os teclados pilotados por Felipe e/ou Manoel Cordeiro. Música do cantor e compositor pernambucano Johnny Hooker, propagada na trilha sonora do filme Tatuagem (Brasil, 2013), Volta encontra em Fafá a perfeita intérprete passional. Acertadamente escolhida como primeiro single do álbum, a gravação de Volta é momento antológico na discografia dessa cantora que sempre encarou de peito aberto as emoções mais quentes do amor. Volta é canção de coração despedaçado, de amante humilhado, veículo ideal para essa cantora que lançou o bolero Foi assim (Paulo André Barata e Ruy Barata, 1977) e a canção Abandonada (Michael Sullivan e Paulo Sérgio Valle, 1996). Canção de amor sem pudor, Volta é a trilha sonora do vitrolão do Brasil de dentro. O Brasil interiorano que Fafá percorre em Asfalto amarelo, parceria inédita de Zeca Baleiro com Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro. Asfalto amarelo é o convite de Fafá - feito já na abertura do disco - para que seu público livre, leve e solto venha com ela nessa viagem por municípios do Pará. Sim, Do tamanho certo para o meu sorriso é disco de alma paraense que reconecta ao Fafá aos sons de sua região natal. É álbum de tom contemporâneo que faz sentido na discografia de uma cantora que, décadas após o auge produtivo do compositor paraense Waldemar Henrique (1905 - 1995), repôs os sons e os signos de sua região no mapa musical do Brasil com seu álbum de estreia, Tamba-tajá (Polydor, 1976). Por isso mesmo, é legítimo que o repertório inclua regravação de Ao pôr do sol (Firmo Cardoso e Dino Souza, 1987), tema leve de romantismo explícito que o povo paraense conheceu na voz do cantor santarense Teddy Max (1954 - 2008). Leve ou pesado, o amor sempre foi a principal matéria-prima do repertório de Fafá, cantora que sempre expressou publicamente sua admiração pela cantora fluminense Angela Maria, voz egressa da era do rádio. Por isso, também faz sentido neste disco a regravação de Usei você, abolerada canção do compositor mineiro Silvio César lançada pela Sapoti em álbum de 1971. Como Angela, Fafá é cantora talhada para repetir versos como "Usei você / Mas quem se desgastou fui eu". Apesar do tom tecnobrega do arranjo, Usei você é música que se alinha com a face mais popular da discografia de Fafá - assim como Meu coração é brega, tema (de menor poder de sedução) da obra de Veloso Dias, compositor de Ex mai love (2012), sucesso da paraense Gaby Amarantos. O mundo da MPB pode até dizer não, mas, tem jeito não, o coração brega da cantora pulsa no compasso de músicas sentimentais e diretas que falam a língua do povo livre, leve e solto do Brasil. Por isso, faz sentido - mais uma vez - que o repertório deste álbum pop e popular rebobine dois sucessos do repertório da banda paraense Sayonara, Quem não te quer sou eu (Firmo Cardoso e Nivaldo Fiúza, 2002) - de refrão pegajoso - e Os passa vida (Osmar Jr. e Rambolde Campos, 2004), música menos envolvente que exala o cheiro do Pará. Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro entendem o espírito dessas músicas e agregam valor a elas com seus beats e guitarras. Fafá não faz por menos e se joga de corpo e alma na interpretação deste repertório popular, aumentando o quilate de Pedra sem valor, inédita fornecida pela cantora e compositora paraense Dona Onete, voz veterana do Norte do Brasil. Quente como essas músicas, a voz de Fafá conserva - aos 59 recém-completados anos - a luz reluzente de um verdadeiro brilhante. Mesmo quando a pedra é falsa, a cantora é de verdade. Convite à dança, feito no ritmo de merengue aditivado com guitarrada, Vem que é bom (Ronery e Manoel Cordeiro, 1990) - sucesso da banda paraense Warilou, na estrada há mais de duas décadas - reitera o tom expansivo de um disco que fecha com releitura turbinada, em clima de lambada e guitarrada, de O gosto da vida (Péricles Cavalcanti, 1982), música de cuja letra foi extraído o feliz título Do tamanho certo para o meu sorriso. A faixa embute a sonora gargalhada da artista. Primeiro álbum de estúdio de Fafá em dez anos, Do tamanho certo para o meu sorriso sai também em edição física em CD - no mercado até o fim deste mês de agosto de 2015 - e é veículo para essa cantora de Belém refazer seu Carnaval, entre dilaceradas canções de amor, com tempero mais moderno, um suingue brasileiro e uma alegria em seu coração (assumidamente) passional. Se você não sabe, ela ainda é Fafá, de Belém e do Brasil.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Eis a capa do álbum comemorativo dos 40 anos de carreira de Fafá de Belém
♪ Esta é a capa do álbum comemorativo dos 40 anos de carreira da cantora paraense Fafá de Belém, Do tamanho certo para o meu sorriso. A capa foi concebida por Paulo Borges, diretor do show de lançamento do disco (programado para estrear em 25 de agosto de 2015 no Teatro Itália, em São Paulo - SP). Com projeto gráfico assinado por Cecília Lucchesi, o álbum chega ao mercado fonográfico a partir de 20 de agosto de 2015, em edição da gravadora Joia Moderna. Clique aqui para conhecer o repertório e o single do (muito aguardado) primeiro álbum de estúdio de Fafá de Belém em dez anos.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Música de Johnny Hooker, 'Volta' é o 'single' que promove 25º álbum de Fafá
♪ Música composta por Johnny Hooker e lançada na voz do próprio artista pernambucano na trilha sonora do filme Tatuagem (Brasil, 2013), Volta é o primeiro single do 25º álbum de Fafá de Belém. Com lançamento programado para 9 de agosto de 2015, dia em que a cantora paraense completará 59 anos de idade, o single vai ser editado simultaneamente com o clipe da regravação de música de Hooker. No mercado fonográfico em agosto de 2015, em edição da gravadora Joia Moderna, o álbum Do tamanho certo para o meu sorriso alinha dez músicas produzidas por Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro. Entre elas, há duas composições vindas do repertório nortista da banda paraense Sayonara, Quem não te quer sou eu (Firmo Cardoso e Nivaldo Fiúza, 2002) e Os passa vida (Osmar Jr. e Rambolde Campos, 2004). A concepção do disco é da própria Fafá e do DJ Zé Pedro. Eis - na disposição das faixas no CD - as dez músicas do álbum que celebra os 40 anos de carreira dessa alegre cantora revelada em escala nacional, em 1975, com uma vivaz gravação do sedutor samba Filho da Bahia (Walter Queiroz):
2. Volta (Johnny Hooker, 2013)
3. Ao pôr do sol (Firmo Cardoso e Dino Souza, 1987)
4. Usei você (Silvio César, 1971)
5. Pedra sem valor (Dona Onete, 2015)
6. Vem que é bom (Manoel Cordeiro e Ronery, 1990)
7. Meu coração é brega (Veloso Dias, 2015)
8. Quem não te quer sou eu (Firmo Cardoso e Nivaldo Fiúza, 2002)
9. Os passa vida (Osmar Jr. e Rambolde Campos, 2004)
10. O gosto da vida (Péricles Cavalcanti, 1982)
segunda-feira, 27 de julho de 2015
Fafá grava música de Silvio César lançada na voz de Angela Maria há 44 anos
♪ Fafá de Belém sempre declarou publicamente sua admiração por Angela Maria. Por isso, faz sentido que, no disco comemorativo de seus 40 anos de carreira, a cantora paraense dê sua voz calorosa a uma música lançada pela Sapoti. A escolhida foi Usei você, composição de autoria do mineiro Silvio César gravada há 44 anos pela cantora fluminense no álbum Angela (Copacabana, 1971). Usei você é uma das dez músicas do aguardado álbum de Fafá, intitulado Do tamanho certo para o meu sorriso. O título, aliás, foi extraído de verso da música O gosto da vida (Péricles Cavalcanti), lançada pela própria Fafá há 33 anos no álbum Essencial (Philips, 1982), e ora regravada pela cantora no álbum produzido por Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro. Concebido pela própria Fafá em parceria com o DJ Zé Pedro, o álbum Do tamanho certo para o meu sorriso vai chegar ao mercado fonográfico brasileiro em agosto de 2015 em edição da gravadora Joia Moderna. Além de O gosto da vida e de Usei você, Fafá - em foto de Fábio Bartelt - canta músicas como Asfalto amarelo (parceria inédita de Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro com Zeca Baleiro), Meu coração é brega (inédita de Veloso Dias), Volta (Johnny Hooker) - tema passional propagado na trilha sonora do cultuado filme gay Tatuagem (Brasil,2013) - e Pedra sem valor (inédita fornecida para Fafá pela compositora paraense Dona Onete).
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Fafá vai de Hooker a Dona Onete no CD 'Do tamanho certo para o meu sorriso'
♪ Música da trilha sonora do cultuado filme gay Tatuagem (Brasil, 2013), Volta - tema de autoria do cantor e compositor pernambucano Johnny Hooker - ganha a voz de Fafá de Belém no disco comemorativo dos 40 anos de carreira da cantora paraense, Do tamanho certo para o meu sorriso, em agosto no mercado fonográfico em edição da gravadora Joia Moderna. Conectada à atual cena musical do Norte através da produção de Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro, Fafá - em foto de Fábio Bartelt - grava também música inédita da cantora e compositora paraense Dona Onete (Pedra sem valor) e parceria de Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro com Zeca Baleiro (Asfalto amarelo). Outras músicas do CD são Meu coração é brega - inédita de Veloso Dias (autor de Ex mai love, hit na voz de Gaby Amarantos em 2012) - e Ao pôr do sol (Firmo Cardoso e Dino Souza, 1987). O título Do tamanho certo para o meu sorriso é extraído da letra de O gosto da vida, música do compositor carioca Péricles Cavalcanti, feita para Fafá nos anos 1980, lançada pela artista no LP Essencial (Philips, 1982) e recriada neste disco de estúdio que celebra seus 40 anos de carreira, contabilizados a partir da exposição nacional obtida pela cantora em 1975 com o registro do samba Filho da Bahia (Walter Queiroz) para a trilha sonora da novela Gabriela (TV Globo, 1975). Fafá assina a concepção do álbum.
domingo, 5 de julho de 2015
Verso de música de 1982 batiza CD com que Fafá festeja 40 anos de carreira
♪ Do tamanho certo para o meu sorriso é o título do álbum comemorativo dos 40 anos de carreira de Fafá de Belém. O título é um verso da música O gosto da vida, feita pelo compositor carioca Péricles Cavalcanti para a cantora, lançada por Fafá há 33 anos no álbum Essencial (Philips, 1982) e ora regravada pela artista neste disco produzido por Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro para a gravadora Joia Moderna. Além de O gosto da vida, o repertório - formado por 10 composições de tom nortista - inclui Meu coração é brega, música inédita de autoria do compositor Veloso Dias, fornecida para Fafá.segunda-feira, 8 de junho de 2015
Fafá finaliza álbum que inclui música (inédita) intitulada 'Meu coração é brega'
♪ Previsto para ser lançado no segundo semestre deste ano de 2015, o álbum comemorativo dos 40 anos de carreira de Fafá de Belém inclui música inédita - de autoria do compositor Veloso Dias, feita para a própria Fafá - intitulada Meu coração é brega. O CD tem produção assinada pelos compositores e guitarristas Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro, sinalizando volta da cantora paraense aos sons de Belém (PA), em oportuna conexão com a ora cultuada cena musical contemporânea do Norte do Brasil.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
EP de frevos de Fafá ganha edição digital com adição de faixa feita com Alceu
♪ Gravado por Fafá de Belém para o Carnaval de 2013, com direção ao mercado de Pernambuco, o EP Fafá, frevo e folia - Coração pernambucano ganha edição digital neste mês de janeiro de 2015 no momento em que a cantora paraense prepara seu primeiro álbum de estúdio em dez anos sob a produção de Felipe Cordeiro. Até então com circulação restrita ao Recife (PE), cidade onde foi gravado em dezembro de 2012 com produção de Zé da Flauta e direção musical de Bráulio Araújo, o EP ganha distribuição nacional via iTunes com faixa adicional. Além das cinco músicas da edição original, o EP inclui na edição digital Beija-flor apaixonado, frevo-canção de autoria de Alceu Valença, gravado por Fafá em dueto com o cantor e compositor pernambucano em janeiro de 2014. A gravação de Beija-flor apaixonado circulou na web há um ano, mas nunca tinha sido lançada em disco. Clique aqui para ler ou reler a resenha do EP Fafá, frevo e folia postada pelo blog Notas musicais em 9 de fevereiro de 2013.
domingo, 18 de janeiro de 2015
Com Felipe Cordeiro, Fafá pode gravar enfim o álbum que deve ao fiel público
♪ EDITORIAL - Na última sexta-feira, 16 de janeiro de 2015, Fafá de Belém deu decisivo primeiro passo para voltar a ocupar na cena musical brasileira o lugar de destaque ao qual faz jus. A cantora paraense entrou em estúdio, em São Paulo (SP), para começar a dar forma a um álbum produzido pelo cantor, compositor e guitarrista paraense Felipe Cordeiro em parceria com seu pai, o guitarrista Manoel Cordeiro, para a gravadora Joia Moderna. Um disco que vai chegar em boa hora, pois Fafá completa 40 anos de carreira em 2015. Projetada em 1975 com a gravação do samba de roda Filho da Bahia (Walter Queiroz), feita para a trilha sonora da novela Gabriela, a cantora está há dez anos sem lançar um álbum de estúdio (o último, de 2005, foi dedicado ao cancioneiro de Chico Buarque), tendo gravado somente EPs abaixo de seu talento e potencial. Fafá deve esse disco aos que admiram sua voz e seu canto tão extrovertido quanto passional. Voz que - diga-se - vem se mantendo viçosa e potente como nos velhos tempos. Disco que ganha significado instantâneo pelo fato de estar sendo produzido por Felipe Cordeiro, nome de destaque na atual cena musical do Pará. O mesmo Pará que Fafá repôs em cena nos anos 1970, quando compositores importantes da região, como o seminal Waldemar Henrique (1905 - 1995), já começavam a ser esquecidos. Enfim, que venha esse disco que certamente vai ser saudado com forte entusiasmo pelo público de Fafá, ainda e para sempre de Belém, mas já - há 40 anos! - de todo o Brasil.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Fafá planeja festejar 40 anos de carreira com álbum produzido por Cordeiros
♪ Projetada em escala nacional em 1975, ano em que gravou o samba de roda Filho da Bahia (Walter Queiroz) para a trilha sonora da novela Gabriela, a cantora paraense Fafá de Belém planeja festejar seus 40 anos de carreira com a gravação de disco a ser produzido pelo cantor, compositor e guitarrista paraense Felipe Cordeiro - expoente da atual cena musical do Norte do Brasil - em parceria com seu pai, o guitarrista Manoel Cordeiro, para a gravadora Joia Moderna. Se tudo sair como planejado, Fafá vai entrar em estúdio já neste mês de janeiro de 2015, em São Paulo (SP), para começar a gravar o álbum.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Feliz na sua disneylândia, Fafá saúda Rio antigo entre tons altos e baixos
Título: Meu Rio de muitos janeiros
Artista: Fafá de Belém (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Theatro Net Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 15 de setembro de 2014
Cotação: * * * 1/2
No depoimento que gravou para ser ouvido em off na abertura de seu show Meu Rio de muitos janeiros, Fafá de Belém diz que, quando ainda morava em Belém (PA), a cidade do Rio de Janeiro (RJ) era sua disneylândia. De Belém, a cantora saboreava cada novidade vinda do Rio pelas revistas da década de 1960. Vitrine de modas e costumes do Brasil desde que o samba é samba, o Rio pauta Fafá em cena. Mas é um rio antigo - o rio boêmio dos anos dourados das boates e da Bossa Nova - a inspiração desse show que estreou na casa carioca Miranda em janeiro deste ano de 2014 e posteriormente foi para o Theatro Net Rio, onde voltou esta semana à cena em apresentações agendadas para 15 e 16 de setembro. Antítese da Bossa Nova pela própria natureza passional e vivaz de seu canto, Fafá arrisca suavizar seu tom para cantar alguns clássicos do cancioneiro soberano de Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994) - Fotografia (1959) e Corcovado (1960), entre eles - mas se encontra mesmo é nas dores de amores expiadas em músicas dos repertórios dramáticos de cantoras como a paulista Maysa Matarazzo (1936 - 1977), a carioca Nora Ney (1922 - 2003) e a potiguar (de criação carioca) Núbia Lafayette (1937 - 2007), de quem revive a folhetinesca Devolvi (Adelino Moreira, 1960). Na companhia de um trio de piano (o do maestro Cristóvão Bastos), baixo (o de Renato Loyola) e bateria (a de Ricardo Costa) que remete à formação clássica das boates cariocas nas quais se tocava e ouvia o samba-jazz derivado da Bossa Nova, nos anos 1960, Fafá saúda à sua moda o seu Rio antigo. Não consegue pôr seu bloco na rua logo na abertura do show, quando canta a marcha Cidade maravilhosa (André Filho, 1934) com mais ênfase na melodia do que no ritmo que desacelera, mas, aos poucos, a cantora vai se encontrando nos tons habituais. A partir do bolero Foi assim (Paulo André Barata e Ruy Barata, 1977), Fafá eventualmente usa e abusa do recurso de incentivar o coro da plateia. Recurso desnecessário para cantora que se mantém na melhor das formas vocais, sem precisar baixar os tons, como fica evidente na lembrança de Coração do agreste (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1989), sucesso da trilha sonora da novela Tieta (TV Globo, 1989) que resiste ao tempo pela beleza melódica e poética. O medley com sucessos de Maysa - Ouça (Maysa, 1957), Meu mundo caiu (Maysa, 1958) e Franqueza (Denis Brean e Osvaldo Guilherme, 1957) - é pautado de início por suavidade contrastante com a quentura do repertório da cantora surgida em 1956. Intérprete talhada para temas densos, Fafá acerta os tons de Todo o sentimento (Cristóvão Bastos e Chico Buarque, 1987) - em número de voz e piano com o compositor da melodia letrada por Chico - e de Canto triste (1967), canção sublime composta por Edu Lobo com Vinicius de Moraes (1913 - 1980), e não com o poeta Torquato Neto (1944 - 1972), como a cantora credita erroneamente em cena. Em contrapartida, Fafá exagera nas caras e bocas do bolero Sob medida (Chico Buarque, 1979), em interpretação rasa que já soa déjà vu para os fiéis espectadores de seus shows, e embarga outro bolero, Resposta ao tempo (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc, 1998), com choro protocolar. No fim, Valsa de uma cidade (Ismael Neto e Antônio Maria, 1954) repõe em cena o romantismo idealizado de um Rio que, no imaginário de Fafá, se resume ao mítico bairro de Copacabana, como a artista ressalta em cena ao fim de fluente apresentação em que se mostra bem à vontade na sua disneylândia entre tons altos e baixos.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Em cena, o Rio de Fafá abarca hits dos repertórios de Gal, Maysa e Nana
♪ Música associada ao canto cristalino de Gal Costa desde que foi lançada pela cantora baiana no show Fa-tal - Gal a todo vapor (1971), Vapor barato está ganhando novamente a voz de Fafá de Belém numa interpretação certamente mais madura do que a feita em 1973 em bar de sua cidade natal, Belém, ocasião em que a então adolescente Fafá foi ouvida pelo produtor musical baiano Roberto Santana e recebeu um convite - negado, no calor daquele momento - para gravar seu primeiro disco. Clássico da parceria de Jards Macalé com Waly Salomão (1943 - 2003), Vapor barato foi o bis da reestreia do show Meu Rio de muitos janeiros, show que voltou à cena carioca na noite de ontem, 15 de setembro de 2014, em temporada de dois dias no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ). Em Meu Rio de muitos janeiros, a cantora paraense apresenta um repertório inspirado pela noite e boemia cariocas. Na companhia de um trio de piano (o de Cristóvão Bastos), baixo (o de Renato Loyola) e bateria (a de Ricardo Costa), Fafá deu voz a sucessos da cantora Maysa Matarazzo - um medley com Ouça (Maysa, 1957), Meu mundo caiu (Maysa, 1958) e Franqueza (Denis Brean e Osvaldo Guilherme, 1957) - e a clássicos da Bossa Nova, sem esquecer de lembrar temas de romantismo mais kitsch e despudorado, caso de Devolvi (Adelino Moreira, 1960), samba-canção cristalizado pela cantora potiguar (de criação carioca) Núbia Lafayette (1937 - 2007). Imortalizado na voz de Nana Caymmi, o bolero Resposta ao tempo (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc, 1998) também é abarcado em cena pelo Rio multifacetado de Fafá. Eis o roteiro seguido em 15 de setembro de 2014 por Fafá de Belém - em foto de Rodrigo Goffredo - na apresentação de Meu Rio de muitos janeiros que lotou o Theatro Net Rio, onde o show fica em cartaz até 16 de setembro:
* Exibição do clipe de Tortura de amor (Waldick Soriano, 1962)
1. Cidade maravilhosa (André Filho, 1934)
2. Foi assim (Paulo André Barata e Ruy Barata, 1977)
3. Coração do agreste (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1989)
4. Dentro de mim mora um anjo (Sueli Costa e Cacaso, 1978)
5. Ouça (Maysa, 1957) /
Meu mundo caiu (Maysa, 1958) /
Franqueza (Denis Brean e Osvaldo Guilherme, 1957)
6. Samba do avião (Antonio Carlos Jobim, 1962)
7. Corcovado (Antonio Carlos Jobim, 1960)
8. Fotografia (Antonio Carlos Jobim, 1959)
9. Você e eu (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1961)
10. Chega de saudade (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958)
11. Minha (Francis Hime e Vinicius de Moraes, 1966)
12. Sob medida (Chico Buarque, 1979)
13. Todo o sentimento (Cristóvão Bastos e Chico Buarque, 1987)
14. Resposta ao tempo (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc, 1998)
15. Canto triste (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1966)
16. Preconceito (Fernando Lobo e Antônio Maria, 1953)
17. Ninguém me ama (Fernando Lobo e Antônio Maria, 1952)
18. Devolvi (Adelino Moreira, 1960)
19. Valsa de uma cidade (Ismael Neto e Antônio Maria, 1954)
Bis:
20. Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971)
* Abandonada (Michael Sullivan e Paulo Sérgio Valle, 1996) - trecho, a caminho do camarim
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Fafá disponibiliza frevo-canção composto por Alceu e gravado com autor
Fafá de Belém disponibiliza em seu site oficial para download gratuito - até 10 de março de 2014 - a gravação do inédito frevo-canção Beija-flor apaixonado. Composto por Alceu Valença no tom lírico do frevo-canção, Beija-flor apaixonado foi gravado pela cantora paraense em dueto com o artista pernambucano. A gravação foi feita sob direção musical de Bráulio Araújo.
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