Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Eis a capa e a arte gráfica do DVD que Pitty vai lançar em 13 de julho via Deck

Esta é a capa e a arte gráfica do sexto DVD da videografia solo de Pitty. Turnê SETE VIDAS ao vivo vai chegar ao mercado fonográfico a partir de 13 de julho de 2016 em edição da Deck. Além do show captado no Audio Club, casa de shows da cidade de São Paulo (SP), o DVD exibe galeria de fotos e o documentário Dê um rolê, batizado com o nome da música de Moraes Moreira e Luiz Galvão lançada em 1971 - em gravações do grupo Novos Baianos e da cantora Gal Costa - e ora revivida pela artista baiana. O registro ao vivo de Dê um rolê com Pitty, aliás, promove o DVD que documenta o show da turnê Sete vidas, baseado no homônimo quarto álbum de estúdio da artista. O DVD anterior de Pitty, Pela fresta (Deck, 2015), documentou todo o processo de gravação do disco Sete vidas (Deck, 2014).

sábado, 18 de junho de 2016

Pitty dá rolê pelo repertório dos Novos Baianos no DVD com show 'Sete vidas'

Uma das músicas mais emblemáticas do repertório dos Novos Baianos, Dê um rolê - parceria de Moraes Moreira com Luiz Galvão lançada em 1971 em gravações do próprio grupo e da cantora Gal Costa - ganha a voz de Pitty em tom roqueiro. Dê um rolê é o primeiro single da gravação ao vivo captada sob direção de Otavio Souza para a edição do sexto DVD da videografia da artista baiana, Turnê Sete vidas - Ao vivo, programado pela gravadora Deck para ser lançado em julho deste ano de 2016. O vídeo com a gravação ao vivo da música Dê um rolê  com Pitty já está disponível no YouTube.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Pitty documenta turnê do show 'Sete vidas' em DVD que será editado em julho

Pitty escolheu a data em que se comemora o Dia Mundial do Rock, 13 de julho, para lançar o sexto DVD da videografia solo. Intitulado Turnê Sete vidas - ao vivo, o DVD vai exibir o show baseado no último álbum de estúdio da cantora e compositora baiana - em apresentação captada no Audio Club, casa da cidade de São Paulo (SP) - e documentário de cerca de 50 minutos com imagens de bastidores da turnê e trechos de apresentações do show em outras cidades. A novidade é que o DVD vai ser lançado nos formatos físico e digital. Através de plataforma criada pela Deck, o comprador que optar pela edição digital vai receber todo o conteúdo do vídeo com qualidade full HD, em imagens em alta definição típicas de blu-ray. A edição física do DVD exibe o show com a qualidade habitual do formato.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Pitty, Nando, Paula e os Paralamas resumem 60 anos de rock em show no Rio

Na sexta edição, o projeto Nivea viva celebrou o rock made in Brasil em show que teve pré-estreia para convidados na noite de anteontem, 15 de março de 2016, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), antes de seguir por sete capitais do Brasil em apresentações gratuitas agendadas para período que vai de 3 de abril a 26 de junho. Foram 36 músicas em show que resumiu, em duas horas e 40 minutos, 60 anos de rock no Brasil, tomando-se como marco zero da produção nacional a edição, em dezembro de 1955, da gravação de Ronda das horas por Nora Ney (1922 - 2003), cantora carioca cuja voz de contralto estava até então associada somente ao samba-canção das esfumaçadas boates da época. Apesar do título em português Ronda das horas, Nora cantou em inglês a mesma Rock around the clock que em 1954 consagrara Bill Halley (1925 - 1981) e que batizara filme lançado em 1956. Contudo, o ponto de partida do roteiro criado pelo jornalista Hugo Sukman - sob a supervisão da diretora geral do show, Monique Gardenberg - foi o repertório de Celly Campello (1942 – 2003), cantora paulista que se tornou a primeira estrela do então emergente universo pop brasileiro entre 1958 e 1962. No palco da casa Vivo Rio, sob a direção musical do veterano Liminha, Nando Reis, Paula Toller e Pitty se revezaram na interpretação das 60 músicas com adesões d'Os Paralamas do Sucesso - grupo carioca que fez poucas, mas certeiras, intervenções no show - e também com Rodrigo Suricato e Dado Villa-Lobos, guitarristas da banda formada por Liminha (no baixo), Maurício Barros (nos teclados) e por Milton Guedes (no saxofone e na gaita). Eis o roteiro seguido em 15 de março de 2016 por Pitty, Nando, Paula Toller e Herbert Vianna - em foto de Rodrigo Goffredo - na estreia nacional do show  Nivea viva rock Brasil:

1. Banho de lua (Tintarella Di Luna) (Franco Migliacci e Bruno de Filippi, 1959, em versão 
    em português de Fred Jorge, 1960) /
2. É proibido fumar (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1964) /
3. Pode vir quente que eu estou fervendo (Eduardo Araújo e Carlos Imperial, 1967) /
4. Quero que vá tudo pro inferno (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1965)

    - Nando Reis, Paula Toller e Pitty
5. Panis et circenses (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1968) - Pitty
6. Ando meio desligado (Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Rita Lee, 1969)
    - Nando Reis, Paula Toller e Pitty
7. Agora só falta você (Rita Lee e Luiz Carlini, 1975) - Nando Reis, Paula Toller e Pitty
8. Ovelha negra (Rita Lee, 1975) - Paula Toller
9. Gita (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974) - Nando Reis

10. Sonífera ilha, (Branco Mello, Marcelo Fromer, Tony Bellotto, Carlos Barmack e Ciro
      Pessoa, 1984) - Nando Reis com Paralamas do Sucesso
11. Marvin (Patches) (Ronald Dumbar e General Johnson, 1970, em versão em português de
      Sergio Britto e Nando Reis, 1984) - Nando Reis com Paralamas do Sucesso
12. Óculos (Herbert Vianna, 1984) - Os Paralamas do Sucesso
13. Meu erro (Herbert Vianna, 1984) - Os Paralamas do Sucesso
14. Tempo perdido (Renato Russo, 1986) - Dado Villa-Lobos com Paralamas do Sucesso
15. Será (Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Russo, 1985)
      - Dado Villa-Lobos com Paralamas do Sucesso
16. Até quando esperar? (Philipe Seabra, André X e Gutje, 1986) - Pitty
17. Como eu quero (Paula Toller e Leoni, 1984 - Paula Toller
18. Nada sei (Apnéia) (Paula Toller e George Israel, 2002) - Paula Toller
19. A dois passos do paraíso (Evandro Mesquita e Ricardo Barreto, 1983) - Nando Reis
20. Ciúme (Roger Moreira, 1985) - Nando Reis
21. Olhar 43 (Luiz Schiavon e Paulo Ricardo, 1985 - Rodrigo Suricato
22. Fullgás (Marina Lima e Antonio Cícero, 1984) - Pitty
23. Me adora (Pitty, 2009) - Pitty
24. O segundo sol (Nando Reis, 1999) - Nando Reis
25. Vou deixar (Samuel Rosa e Chico Amaral, 2003) - Nando Reis e Paula Toller
26. Anna Julia (Marcelo Camelo, 1999) - Dado Villa-Lobos
27. Primeiros erros (Chove) (Kiko Zambianchi, 1985) - Paula Toller e Rodrigo Suricato
28. Talvez (Rodrigo Suricato, 2011) - Rodrigo Suricato
29. A praieira (Chico Science, 1994) - Pitty
30. Proibida pra mim (Chorão, Marcão, Champignon, Pelado e Thiago, 1997) - Nando Reis
31. Mulher de fases (Rodolfo Abrantes e Digão, 1999) - Rodrigo Suricato
32. Monte castelo (Renato Russo, 1989) - Rodrigo Suricato
33. O último romântico (Lulu Santos, Antônio Cícero e Sérgio Souza, 1984) - Todos os artistas
34. Pro dia nascer feliz (Cazuza e Frejat, 1983) - Todos os artistas
35. Do seu lado (Nando Reis, 2003) - Todos os artistas
Bis:
36. É preciso saber viver (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1968) - Todos os artistas
37. Agora só falta você (Rita Lee e Luiz Carlini, 1975) - Todos os artistas

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

CD com trilha de 'Totalmente demais' junta Anitta, Beth Diogo, Djavan e Pitty

Nova atração das 19h da TV Globo, a novela Totalmente demais estreia hoje, 9 de novembro de 2015, com sua trilha sonora já disponível em disco. A edição física do CD Totalmente demais chega às lojas nos próximos dias, em edição da Som Livre, mas a edição digital já está nas principais plataformas musicais da web. Com 16 faixas, o disco inclui gravação inédita da música-título da novela, Totalmente demais (Arnaldo Brandão, Tavinho Paes e Robério Rafael, 1985), feita pela funkeira carioca Anitta com participação do rapper mineiro Flávio Renegado. Há também fonogramas atuais de Beth Carvalho (Acreditar, Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1976), Céu (Falta de ar, Gui Amabis, 2012), Diogo Nogueira (A mil por hora, André Renato, Rhuan André, Gabriel Soares e Lucas Oliveira, 2015), Djavan (Encontrar-te, música do próprio Djavan, lançada pelo cantor este mês em seu álbum Vidas pra contar), Emicida (Passarinhos, música do rapper com Xuxa Levy, gravada com Vanessa da Mata e lançada neste ano de 2015 no segundo álbum de Emicida), Frejat (Só você, Vinicius Cantuária, 1984), Michel Teló (Fogo e paixão, Rose, 1985), Pitty (Serpente, música de Pitty, lançada em 2014 no álbum Sete vidas) e Seu Jorge (Felicidade, música de Jorge, Pretinho da Serrinha, Gabriel Moura e Leandro Fab,  lançada por Jorge em 2015).

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Pitty lança single de vinil com 'Serpente' e a regravação de rock de Rita

Serpente - música de Pitty que promove atualmente o quarto álbum solo de estúdio da cantora e compositora baiana, Sete vidas (Deck, 2014) - está sendo editada em single duplo no formato de vinil de sete polegadas, fabricado pela Polysom. Em rotação na web e nas rádios voltadas para o rock, Serpente é a música que encerra majestosamente o álbum Sete vidas com coros e percussões que exploram rítmicas de terreiros nunca antes pisados pela artista. É o lado A do single. O lado B é a regravação do rock Agora só falta você (Rita Lee e Luiz Sérgio Carlini, 1975), lançado há 40 anos por Rita Lee no álbum Fruto proibido (Som Livre, 1975). O registro de Pitty foi feito em 2014 para a trilha sonora da atual temporada da novela Malhação, exibida pela TV Globo nos fins de tarde. Pitty canta o rock de Rita Lee na pegada hard roqueira de seu álbum Sete vidas.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Pitty documenta gravação de seu álbum 'Sete vidas' no DVD 'Pela fresta'

Pitty vai mais uma vez mostrar ao público o processo de criação de um disco de estúdio. A artista lança neste mês de março de 2015, via Deck, o DVD Pela fresta. Trata-se de documentário sobre a gravação de seu quarto álbum solo de inéditas, Sete vidas (Deck, 2014). Da mesma forma que exibiu no DVD Chiaroscope (Deck, 2009) a formatação de seu terceiro álbum de estúdio, Chiaroscuro (Deck, 2009), Pitty apresenta no DVD Pela fresta um filme que inclui a execução de nove das dez músicas de Sete vidas durante a gravação do disco no estúdio Madeira, em São Paulo (SP). A maior parte da filmagem foi feita pela própria Pitty, sob a direção de Otávio Souza, editor das imagens. A novidade é que as projeções criadas para o show Sete vidas - em turnê pelo Brasil desde 2014 - são usadas no estúdio durante a execução das músicas. Além das músicas captadas ao vivo no estúdio, o filme traz entrevistas com a cantora, com os músicos da banda e com o produtor do CD, Rafael Ramos. Há ainda o inédito clipe de Um leão (Pitty, 2014).

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Guitarrista da banda de Pitty, Martin Mendonça lança primeiro disco solo

Guitarrista baiano que integrou bandas como Cascadura e Chá de Bebê antes de ganhar certa projeção por tocar com Pitty, com quem formou em 2011 o duo de folk Agridoce (atualmente em recesso por tempo indeterminado), Martin Mendonça vai lançar seu primeiro disco solo neste ano de 2015. Intitulado Quando um não quer, esse álbum solo de Martin foi gravado entre 2013 e 2014.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Quinto DVD solo de Pitty documenta a gravação do álbum 'SETEVIDAS'

Pitty vai lançar em 2015, via Deck, o quinto DVD de sua carreira solo. Trata-se de documentário sobre a gravação do quarto álbum de inéditas da cantora e compositora baiana, SETEVIDAS, lançado em 3 de junho de 2014 com boa aceitação entre a crítica. Estão previstos extras no DVD.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Pitty se expõe no seu livro tanto pelas imagens como pelos textos curtos

Resenha de livro
Título: Cronografia: uma trajetória em fotos
Autor: Pitty
Editora: Edições Ideal
Cotação: * * * *

O primeiro livro de Pitty, Cronografia: uma trajetória em fotos, expõe exatamente o que propõe seu título. É uma biografia visual narrada por expressivas imagens alocadas em ordem cronológica nas 160 páginas do livro. Com capa dura, a edição cuidadosa dá status de livro de arte a essa primeira publicação da cantora e compositora baiana no ramo editorial. Mas o curioso é que, embora seja essencialmente um livro visual, os textos introdutórios de cada um dos oito capítulos - escritos pela própria Pitty - são tão ou mais reveladores do que as fotos expostas em Cronografia. São textos curtos, mas bem escritos e com ótimo poder de sintetizar cada fase da vida e/ou obra da artista. Já no texto do primeiro capítulo, Gênese, Pitty revela como se deu sua formação musical na Bahia, entre as cidades de Salvador e Porto Seguro, dos 11 aos 15 anos. Foi em Porto Seguro, conta ela no livro, que a então adolescente Priscila Novaes Leone descobriu o rock que norteia sua vida profissional, ainda que a pausa na carreira solo para se dedicar ao duo Agridoce - assunto de outro capítulo, no qual Pitty garante ter inicialmente resistido à ideia do produtor Rafael Ramos para transformar em disco o som que nasceu de mero exercício de depuração musical feito com o guitarrista Martin Mendezz - tenha definitivamente aberto outros caminhos na veia naturalmente roqueira da artista. Para quem acompanha Pitty desde seu primeiro álbum, Admirável chip novo (Deckdisc, 2003), público-alvo do livro, Cronografia se revela obviamente mais interessante no período pré-fama nacional de Pitty. Antes de se lançar em carreira solo, Pitty foi vocalista da banda Inkoma e baterista do grupo Shes. As fotos e os textos dos capítulos dessas duas bandas indies de Salvador (BA) ajudam a documentar cena roqueira soteropolitana pouco - ou nada - abordada na bibliografia musical brasileira oficial. Com bom prefácio escrito por Luiz Cesar Pimentel, organizador da edição, Cronografia cumpre bem o que se propõe, fazendo bela crônica visual da evolução de uma artista já nascida na era audiovisual do universo pop. Vale investir no livro.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Pitty anuncia a edição do livro 'Cronografia', fotobiografia de sua carreira

 Nem bem começou a turnê nacional do show Sete vidas, baseado em seu homônimo quarto disco solo de estúdio, Pitty anunciou a edição de seu primeiro livro. No mercado a partir do início de setembro de 2014, Cronografia: uma trajetória em fotos é - como já anuncia o título do livro - fotobiografia que reconstitui os principais passos da vida e da carreira da artista baiana. Em 160 páginas, Cronografia entrelaça textos escritos pela própria Pitty com centenas de imagens, algumas assinadas por fotógrafos como Caroline Bittencourt, Jorge Bispo, Otavio Sousa, Rui Mendes e Sora Maia. Há também fotos antigas do arquivo pessoal de Priscilla Novaes Leone, que iniciou sua trajetória musical ainda adolescente, no universo do hardcore e do punk, tendo integrado as bandas Inkoma (como vocalista) e Shes (como baterista). Cronografia expõe imagens de todas as fases da carreira da cantora e compositora.

sábado, 16 de agosto de 2014

'Titia' Pitty faz séquito carioca delirar com 'hard' rock do show 'Sete vidas'

Resenha de show
Título: Sete vidas
Artista: Pitty (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Circo Voador (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 15 de agosto de 2014
Cotação: * * * *
Show em cartaz até 16 de agosto de 2014 no Circo Voador, no Rio de Janeiro (RJ)

Pitty cresceu em público e com seu público. Já a caminho dos 37 anos, a serem completados em 7 de outubro de 2014, a cantora e compositora baiana até ironizou a idade (já não tão pouca) na estreia carioca de seu show Sete vidas. "Titia gosta", disparou, marota, no palco do Circo Voador ao comentar o fato de que o público já estava cantando todas as músicas de seu recente quarto álbum solo de estúdio, Sete vidas (Deck, 2014), base e inspiração do show que chegou ao Rio de Janeiro (RJ) no fim da noite de 15 de agosto, uma semana após a estreia nacional da turnê, em 9 de agosto, na casa Áudio Club, de São Paulo (SP). Sim, o público canta tudo. Já quando Pitty abriu o show com a música-título Sete vidas (Pitty, 2014), ficou clara a total adesão do público ao repertório do disco que renovou o fôlego roqueiro da artista após mergulho mais íntimo e pessoal no cancioneiro pop folk do duo Agridoce, projeto paralelo de Pitty. Público que, no caso de Pitty, mais parece um séquito disposto a manter a cantora entronizada no posto de rainha do rock brasileiro pós-anos 2000. Com sua trupe-banda, na qual sobressaiu o guitarrista Martin Mendezz, Pitty fez delirar a plateia que se espremeu na pista e nas arquibancadas do Circo Voador. Pitty, aliás, pareceu mais uma vez se sentir em casa ao cantar no Circo Voador. Sob a lona mais pop do Rio de Janeiro, a artista enfileirou 19 músicas de sua discografia solo com pegada hard roqueira. O coro popular ouvido em músicas como Admirável chip novo (Pitty, 2003) e Semana que vem (Pitty, 2003) - coro sempre forte, enérgico e espontâneo - reiterou a sintonia entre a titia e seus sobrinhos de todas as idades. Talvez para marcar território e ressaltar que o Agridoce é um projeto paralelo, Pitty fez show essencialmente roqueiro, acentuando em cena o peso de músicas como Pouco (Pitty, 2014), A massa (Pitty, 2014) e Deixa ela entrar (Pitty e Martin Mendezz, 2014). Aberto com texto que versa sobre o número sete, o show foi valorizado pelas elegantes projeções exibidas na maior parte das músicas. Se Memórias (Pitty, 2005) foi ilustrada com imagens da anatomia do corpo humano, Pequena morte (Pitty e Martin Mendezz, 2014) teve sua conotação sexual explicitada com signos do universo erótico. A adesão do séquito ao cancioneiro de Pitty foi tamanha que a habitual catarse provocada pela delícia pop Me adora (Pitty, 2009) apenas sublinhou a energia que moveu cantora e público ao longo da apresentação. Mesmo quando o roteiro abriu espaço para a execução de eventuais baladas, como Equalize (Pitty e Peu de Souza, 2003), a energia - e a sinergia - entre artista e plateia permaneceram inalteradas. No fim, o show foi ficando mais surpreendente sem perder a pegada. Um leão (Pitty, 2014) rugiu no toque coletivo da percussão enquanto exuberante Serpente (Pitty, 2014) insinuou ao fim do show - encerrado corajosamente sem bis - troca de pele em futuro álbum. A julgar pela estreia carioca de Sete vidas, show que reiterou o peso do CD mais coeso de Pitty, Titia está com fôlego adolescente.

Pitty ressuscita 'música-zumbi' de seu primeiro CD no show 'Sete vidas'

"Essa, a gente ressuscitou... É a música-zumbi", caracterizou Pitty, diante do público que se espremeu na pista e nas arquibancadas do Circo Voador, na noite de 15 de agosto de 2014, para ver a estreia carioca do show Sete vidas, baseado no recém-lançado quarto álbum solo de estúdio da artista baiana. A música-zumbi é Teto de vidro, incluída entre as 19 músicas do roteiro inteiramente autoral do show Sete vidas, que chegou ao Rio de Janeiro (RJ) uma semana após a estreia nacional da turnê em São Paulo (SP). Teto de vidro é a música que abre o primeiro álbum de Pitty, Admirável chip novo (Deckdisc, 2003). Com a mesma pegada hard roqueira do revigorante CD Sete vidas (Deck, 2014), o show - em cartaz no Circo Voador até hoje, 16 de agosto - confirma o ótimo momento da cantora e compositora, que montou o roteiro somente com músicas que gravou em sua discografia solo, ignorando o repertório de seu projeto paralelo Agridoce. Eis o roteiro inteiramente autoral seguido por Pitty - em foto de Rodrigo Goffredo - em 15 de agosto de 2014 na estreia carioca do ótimo show Sete vidas:

1. Sete vidas (Pitty, 2014)
2. Anacrônico (Pitty e Graco, 2005)
3. Admirável chip novo (Pitty, 2003)
4. Semana que vem (Pitty, 2003)
5. A massa (Pitty, 2014)
6. Deixa ela entrar (Pitty e Martin Mendezz, 2014)
7. Teto de vidro (Pitty, 2003)
8. Memórias (Pitty, 2005)
9. Boca aberta (Pitty e Martin Mendezz, 2014)
10. Olho calmo (Pitty, Martin Mendezz, Guilherme e Duda Machado, 2014)
11. Pouco (Pitty, 2014)
12. Me adora (Pitty, 2009)
13. Pulsos (Pitty, 2007)
14. Pequena morte (Pitty e Martin Mendezz, 2014)
15. Equalize (Pitty e Peu de Souza, 2003)
16. Na sua estante (Pitty, 2005)
17. Um leão (Pitty, 2014)
18. Máscara (Pitty, 2003)
19. Serpente (Pitty, 2014)

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Pitty prolonga o fôlego de 'SETEVIDAS' em 'single' com rock de Rita Lee

Resenha de single
Título: Agora só falta você
Artista: Pitty
Gravadora: Deck
Cotação: * * * *

Pitty geralmente é mais feliz quando dá voz a músicas de sua própria lavra. Entretanto, a cantora e compositora baiana faz seu melhor cover ao abordar um rock antológico de autoria de Rita Lee com Luiz Sérgio Carlini, Agora só falta você, lançado por Rita em seu segundo álbum gravado com o grupo Tutti & Frutti, Fruto proibido (Som Livre, 1975). Já disponível para venda no iTunes, via Deck, o single Agora só falta você chega ao mercado fonográfico meros três meses após Pitty apresentar seu revigorante quarto álbum solo de inéditas autorais, SETEVIDAS (Deck, 2014). É que apareceu irrecusável convite da TV Globo para Pitty regravar o rock de Rita para ser tema de abertura da temporada de 2014 da novela adolescente Malhação, cuja nova trama está sendo exibida pela emissora desde julho. A saída encontrada por Pitty foi ajustar sua abordagem de Agora só falta você ao tom hard do álbum SETEVIDAS.  A pegada é a mesma. Tanto que o single poderia fazer parte do álbum sem soar como um alien diante do repertório autoral do disco. Embora mantenha o ritmo original do rock de Rita e Carlini, Pitty acrescentou seu molho, evidenciando a percussão no verso-refrão-título e em algumas passagens instrumentais da ótima gravação. Agora só falta você prolonga o fôlego de SETEVIDAS, impedindo Pitty de concorrer com ela mesma no mercado fonográfico.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Coletânea de duetos de Negra Li traz gravação com Pitty inédita em disco

Negra Li não chegou a acontecer como artista após dissolver a dupla formada com Helião e partir para a carreira solo, mas, a despeito da inexpressividade da discografia solo da rapper paulistana, Li sempre foi requisitada para participar de discos de colegas, com os quais emplacou indiretamente hits como Ainda gosto dela (Samuel Rosa e Nando Reis, 2008), música gravada para álbum do grupo mineiro Skank. Além disso, Li sempre contou com nomes expressivos do universo pop brasileiro em seus próprios álbuns. Lançada pela gravadora Universal Music neste mês de julho de 2014, a coletânea Você vai estar na minha - Duetos compila 14 parcerias musicais da cantora - projetada fora do universo do hip hop em 2000 ao gravar a música Não é sério com o grupo paulista Charlie Brown Jr - e apresenta gravação inédita em disco, feita por Li com a roqueira baiana Pitty. Arquitetada para a edição de 2007 do projeto Estúdio Coca-Cola, a gravação de Li com Pitty é o r & b Chain of fools (Don Covay), sucesso da cantora norte-americana Aretha Franklin em 1967. Eis os 18 fonogramas da compilação Você vai estar na minha - Duetos, cuja edição digital traz quatro faixas-bônus:

1. Não é sério - com Charlie Brown Jr.
2. Meus telefonemas - com Caetano Veloso
3. Ainda gosto dela - com Skank
4. Beautiful (Como um sonho) - com Akon
5. O destino - com NX Zero e Rappin' Hood
6. Guerreiro, guerreira - com Helião
7. 1 minutos - com D Black
8. Negra livre - com Nando Reis
9. Chain of fools - com Pitty
10. Antônia - com Leilah Moreno, Quelynah e Cindy Mendes
11. Deixa rolar - com Gabriel O Pensador
12. Aqui neste lugar - com Sergio Britto
13. Não dá mais sem você - com Belo
14. Você vai estar na minha 
Faixas-bônus da edição digital:
15. Você vai estar na minha - remix do DJ Linky Mix
16. Jura - com Walter Alfaiate
17. Exército do rap - com Helião
18. Ninguém pode me impedir

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Pitty regrava rock de Rita Lee para a abertura da temporada de 'Malhação'

 Coube a Pitty a primazia de ser primeira mulher a gravar um tema para a abertura de Malhação, a novela adolescente exibida nos fins de tarde pela TV Globo desde 1995. A cantora e compositora baiana - que acabou de lançar seu melhor álbum solo, SETEVIDAS (Deck, 2014) - registrou um dos rocks mais conhecidos da obra de Rita Lee, Agora só falta você, para a abertura da temporada de Malhação deste ano de 2014. Parceria de Rita com o compositor e guitarrista Luiz Carlini, o rock Agora só falta você foi lançado no álbum Fruto Proibido (Som Livre, 1975), o segundo da discografia de Rita com o grupo Tutti Frutti. A gravação de Pitty - vista em autorretrato - foi feita com a banda formada por Duda (bateria), Martin (guitarra), Guilherme (baixo) e Paulo Kishimoto (teclados e lap steel). Malhação vai reestrear este mês.

terça-feira, 3 de junho de 2014

De volta ao rock, Pitty ganha fôlego com revigorante álbum 'SETEVIDAS'

Resenha de CD
Título: SETEVIDAS
Artista: Pitty 
Gravadora: Deck
Cotação: * * * *

Não espere ouvir uma delícia pop como Me adora (Pitty, 2009) em SETEVIDAS, o álbum de inéditas que Pitty lança hoje, 3 de junho de 2014, cinco após após Chiaroscuro (Deck, 2009). Entre um álbum de estúdio e outro, a roqueira suavizou o som e os modos ao transitar pelo pop folk como metade do duo Agridoce, projeto paralelo que uniu a cantora e compositora baiana ao guitarrista e compositor Martin Mendezz. Em SETEVIDAS, Pitty volta ao rock, retomando os modos e a atitude de antes, sem aliviar a barra pesada. O peso é sentido tanto nas letras críticas e conscientes - que vão direto ao ponto quando, por exemplo, alfinetam o consumismo insano, assunto do rock Boca aberta (Pitty e Martin Mendezz) - quanto no som tirado pelo produtor Rafael Ramos e lapidado pela mixagem de Tim Palmer e a masterização de Ted Jensen, ambas exemplares, não por terem sido feitas no exterior, mas por terem gerado um som encorpado, equalizado e organizado sem jogar para debaixo do tapete as eventuais sujeiras. Afinal, SETEVIDAS é disco de rock, gênero atualmente empurrado para a margem do mercado fonográfico. Rockão que abre o disco e que se destaca no coeso repertório inteiramente inédito e autoral, Pouco (Pitty) não deixa dúvidas sobre a natureza do disco. "Não espere que eu me contente com pouco / É pouco / Tão pouco", avisa Pitty, com fome de rock. Na sequência, outro rock, Deixa ela entrar (Pitty e Martin Mendezz) desafia a noção - já cristalizada no universo pop - de que rock e excessos devem andar juntos. "É torta a sensação de que o caminho se encontra na perdição", sentencia Pitty, com maturidade. Nesse sentido, aliás, Pitty abre abismo entre SETEVIDAS e Admirável chip novo (Deck, 2003). Se este álbum de estreia alinhou adolescentes tomadas de posição, já expondo a atitude que iria tornar Pitty uma voz ouvida com atenção por sua geração pop, o atual disco já é o retrato de uma mulher adulta, capaz de falar metaforicamente de orgasmo em Pequena morte (Pitty e Martin Mendezz). Álbum pontuado por guitarras furiosas como as que dão força a Um Leão (Pitty), rock de  versos como "Nas mãos do atirador, as facas que eu mesma concedi", SETEVIDAS sai do universo roqueiro em Lado de lá (Pitty) - power balada de textura psicodélica, guitarra e um piano alienígena tocado pela própria Pitty - e Serpente (Pitty), faixa que encerra o álbum em grande estilo, com coros e com percussões que exploram rítmicas de terreiros nunca antes pisados pela artista. As duas faixas sobressaem entre as dez inéditas de disco que reafirma seu espírito crítico em A massa (Pitty) e que apresenta músicas de intensidade crescente, caso de Olho calmo, composição assinada por Pitty coletivamente com sua banda. Enfim, SETEVIDAS é disco de peso. "Ainda me restam três vidas", contabiliza Pitty em Sete vidas (Pitty), rock que dá título a esse álbum que renova o fôlego da arretada baiana.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Eis as 10 músicas de 'Sete vidas', o quarto álbum solo de estúdio de Pitty

Com lançamento agendado para 3 de junho de 2014 pela gravadora carioca Deck, o quarto álbum solo de estúdio de Pitty, Sete vidas, alinha dez músicas inéditas em seu repertório autoral. Por enquanto, somente a música-título Sete vidas está em rotação na web. Eis as dez músicas do CD gravado no estúdio Madeira, em São Paulo (SP), com produção de Rafael Ramos:

1. Pouco (Pitty)
2. Deixa ela entrar (Pitty e Martin Mendezz)
3. Pequena morte (Pitty e Martin Mendezz)
4. Um leão (Pitty)
5. Lado de lá (Pitty)
6. Olho calmo (Pitty, Martin Mendezz, Guilherme e Duda Machado)
7. Boca aberta (Pitty e Martin Mendezz)
8. A massa (Pitty)
9. SeteVidas (Pitty)
10. Serpente (Pitty)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Pitty lança quarto CD de estúdio, 'Sete vidas', pilotado por Rafael Ramos

Após período dedicado ao duo Agridoce, Pitty retoma sua carreira solo com a edição de seu quarto álbum de estúdio, Sete vidas, o primeiro desde Chiaroscuro (Deck, 2009). Nas lojas a partir de 3 de junho de 2014, em edição da Deck, Sete vidas vai entrar em pré-venda a partir de 13 de maio, mas o clipe do rock que batiza o CD, Sete vidas, já entrou hoje em rotação na web, anunciando oficialmente o lançamento do disco produzido por Rafael Ramos e mixado pelo engenheiro de som Tim Palmer. O álbum foi gravado no estúdio Madeira, em São Paulo (SP), como se fosse ao vivo, com a captação simultânea dos sons de todos os instrumentos. De acordo com texto promocional enviado pela gravadora Deck, Sete vidas vai apresentar um rock cru e direto, com toques psicodélicos e flertes sutis com ritmos africanos que evocam sons do Candomblé, religião forte na terra da artista baiana. "Som é grande, mas garageiro", conceitua Pitty. Já as letras versam sobre sobrevivência e sobre processos de transformação.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Parceria com Pitty promove álbum que também une Takai a Bonfá e a Marina

 Graciosa canção de arquitetura pop, Seu tipo é a primeira música divulgada do quarto CD gravado por Fernanda Takai fora do grupo mineiro Pato Fu, do qual é vocalista. Já disponível para audição no portal SoundCloud, a canção é parceria da artista amapaense com a cantora e compositora baiana Pitty. Gravado no estúdio 128 Japs, em Belo Horizonte (MG), com produção de John Ulhoa, o álbum de Takai se chama Na medida do impossível e tem edição programada para março de 2014 pela gravadora carioca Deck. Além de Pitty, Takai apresenta parcerias com Marina Lima, Marcelo Bonfá (da Legião Urbana), Julieta Venegas - artista do universo pop mexicano com quem Takai já fez alguns shows pelo Brasil - e Climério Ferreira. O disco inclui também dueto de Takai com Samuel Rosa em faixa de título ainda não divulgado (especula-se que seja numa versão).