♪ Quem comprou a caixa Rita Lee - lançada pela gravadora Universal Music em novembro de 2015 - certamente notou defeitos nas reedições dos CDs Refestança (Som Livre, 1977) e 3001 (Universal Music, 2000). Refestança silencia nos 20 segundos iniciais da reprodução da faixa Back in Bahia (Gilberto Gil, 1972). Já 3001 toca Por enquanto (Renato Russo, 1985) na voz da cantora Cássia Eller (1962 - 2001) no lugar da faixa original Erva venenosa (Poison ivy) (Jerry Leiber e Mike Stoller, 1959, em versão de Rossini Pinto, 1965) gravada por Rita para o álbum. Ao ser questionada pelo editor de Notas Musicais como os consumidores devem proceder para trocar os dois discos defeituosos, a assessoria de imprensa da gravadora informou que os discos podem ser trocados a partir de contato feito pelo site da gravadora (clique aqui para ser direcionado para a página de contato) e acrescentou que vários consumidores que assim procederam tiveram os discos trocados. De todo modo, nova leva da caixa Rita Lee foi fabricada - sem os defeitos nos dois CDs - e já está chegando ao mercado fonográfico. Clique aqui para ler ou reler a resenha da ótima caixa Rita Lee.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Nem lapso de edição empana brilho da caixa com discos áureos de Rita Lee
Resenha de caixa de CDs
Título: Rita Lee
Artista: Rita Lee
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * * *
Título: Rita Lee
Artista: Rita Lee
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * * *
♪ Em 1995, o executivo João Augusto - então no posto de diretor artístico da gravadora EMI - lançou no mercado fonográfico brasileiro a Rita Lee collection. A coleção apresentava as primeiras reedições em CD dos álbuns gravados pela artista paulistana na gravadora Som Livre entre 1975 e 1985 - acervo então recém-adquirido pela EMI - e os títulos gravados pela cantora e compositora na própria EMI na segunda metade dos anos 1980. Ao longo dos últimos 20 anos, estas foram as únicas reedições em CD dos álbuns áureos de Rita na fase pós-Mutantes. Por isso, a caixa Rita Lee - ora lançada pela gravadora Universal Music - é de suma importância. Produzida por Luiz Garcia, a caixa embala 20 álbuns lançados entre 1970 e 2004 pela roqueira mais carnavalesca do Brasil, além da coletânea Pérolas, com gravações avulsas até então somente disponíveis em CD (em sua maioria) na compilação Meus momentos volume dois, editada em 1997 pela EMI. Nem um lapso grave na produção da caixa - o fato de a reedição do álbum 3001 (Universal Music, 2000, * * *) tocar Por enquanto (Renato Russo, 1985) na voz de Cássia Eller (1962 - 2001) no lugar da faixa Erva venenosa (Poison ivy) (Jerry Leiber e Mike Stoller, 1959, em versão de Rossini Pinto, 1965) - empana o brilho das reedições da caixa (retirada momentaneamente do mercado para corrigir o erro em próxima tiragem prevista para chegar às lojas em janeiro de 2016). Primeiro, porque a qualidade do som é excelente. A remasterização feita por Luigi Hoffer e Carlos Savalla restaurou o som dos álbuns originais. Segundo, porque o apuro no tratamento gráfico - com a reprodução fiel de todas as letras, fotos e textos das contracapas e encartes - avança em relação à coleção de 1995. E terceiro porque, afinal, a discografia de Rita Lee é das obras mais fundamentais do universo pop brasileiro. Roqueiros tradicionalistas tendem a valorizar os quatro álbuns gravados por Rita com o grupo Tutti Frutti - Atrás do porto tem uma cidade (Philips, 1974, * * * *), Fruto proibido (Som Livre, 1975, * * * * *), Entradas e bandeiras (Som Livre, 1976, * * *) e Babilônia (Som Livre, * * * 1/2) - em detrimento dos discos gravados por Rita com Roberto de Carvalho a partir de 1979, em nítido redirecionamento pop do rock que Rita fizera até então com os grupos Mutantes e Tutti Frutti. Mas o fato é que álbuns como Rita Lee (Som Livre, 1979, * * * * *) e Rita Lee (Som Livre, 1980, * * * * *) atingiram a perfeição pop roçada por Saúde (Som Livre, 1981, * * * * 1/2) e, em menor grau, por Rita Lee & Roberto de Carvalho (Som Livre, 1982, * * * 1/2), disco reeditado sem a música Brasil com S por questões jurídicas, já que foi gravada com a voz e o violão de João Gilberto. A obra de Rita com Roberto somente começou a dar sinais preocupantes de desgaste com Bom bom (Som Livre, 1983, * * 1/2), álbum em que os artistas se lambuzaram com o tecnopop que tinham usado na medida certa em Saúde, o álbum em que Rita virou ligeiramente o disco sem abandonar por completo o pop carnavalizante do álbum de 1980. Mas eles logo voltaram a se afinar no tom depressivo de Rita e Roberto (Som Livre, 1985, * * * *), álbum dark em que a dupla traduziu em música o estado de um mundo então acuado pelo avanço da aids e, em caráter particular, o então nebuloso raio x mental de Rita, às voltas com boato falso de que estava com leucemia. Os discos lançados por Rita Lee na década passada na gravadora Som Livre - no período que foi de 1975 a 1985 - representam o supra-sumo de bela obra. Quando Rita ingressou na EMI e lançou o álbum Flerte fatal (EMI-Odeon, 1987, * * * 1/2), reeditado na caixa com erro de grafia na faixa inicial (Brasix muamba virou Brasyx muamba na contracapa externa e no encarte), o poder de sedução da obra da Ovelha negra já era menor, embora o sucesso radiofônico das delícias pop Pega rapaz (música feita anos atrás, mas até então inédita) e Bwana tenha disfarçado crise de criação que ficou mais visível em Zona zen (EMI-Odeon, 1988, * * *) e, sobretudo, em Rita Lee e Roberto de Carvalho (EMI-Odeon, 1990, * *), o pior álbum da dupla. Não por acaso, Rita e Roberto se separaram artisticamente na primeira metade da década de 1990, retomando e expandindo a parceria somente a partir do álbum de inéditas Santa Rita de Sampa (Universal Music, 1997, * * *), disco oscilante. Não por acaso, a partir de então, Rita passou a viver de seu passado de glória em registros de shows como os ouvidos nos CDs Acústico MTV (Universal Music, 1998, * * * *) e MTV ao vivo (EMI Music, 2004, * * * *), ambos incluídos na caixa (ainda que - justiça seja feita - Rita tenha recuperado momentaneamente o vigor criativo em Balacobaco, CD de 2003 feito na Som Livre e omitido na caixa por não pertencer ao acervo da Universal Music). Ouvida em retrospectiva na caixa, a discografia de Rita Lee sem Mutantes reitera a genialidade da compositora. No geral, as canções são tão boas - e interpretadas no tom exato por Rita, sem demonstrações de virtuosismos vocais - que a compositora sempre sustentou a cantora. Fazendo rock ou pop, Rita nunca pesou a mão, abordando temas espinhosos com espirituosidade e uma irreverência detectáveis já no primeiro álbum solo, Build up (Polydor, 1970, * * *), incluído na caixa na mesma (caprichada) reedição feita para Três tons de Rita Lee, box de 2013 que embalou também Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida (Polydor, 1972, * * * *) - álbum creditado somente a Rita, mas idealizado e gravado com os Mutantes - e o já mencionado Atrás do porto tem uma cidade, marco inicial da parceria de Rita com Tutti Frutti, grupo com o qual a artista manteve erguida a bandeira do rock em época (a década de 1970) em que roqueiro brasileiro ainda tinha cara de bandido. Com o Tutti Frutti, Rita fez a obra-prima Fruto proibido, ouvido e revivido ainda hoje, 40 anos após o lançamento do álbum em 1975, com regravações de músicas como Ovelha negra (Rita Lee), Agora só falta você (Rita Lee e Luiz Carlini), Cartão postal (Rita Lee e Paulo Coelho), Esse tal de roque enrow (Rita Lee e Paulo Coelho) e Luz del Fuego (Rita Lee). Na segunda metade da década de 1970, a inspiração de Rita era tão incessante que, além de gravar discos anuais com composições inéditas, a compositora ainda fazia músicas exclusivas para trilhas de novelas da TV Globo. Lá vou eu (Rita Lee e Luiz Carlini, 1976), Loco-motivas (Rita Lee, 1977) e Ambição (Rita Lee, 1977) - temas das novelas O grito, Locomotivas e O astro, respectivamente - são algumas das joias avulsas reunidas na inédita coletânea Pérolas (Universal Music, 2015, * * * * 1/2), produzida para a caixa (clique aqui para conhecer o repertório da compilação). Pérolas abre com a gravação original de Arrombou a festa (Rita Lee e Paulo Coelho), música - gravada em 1976 e lançada somente em compacto simples editado pela gravadora Som Livre em fevereiro de 1977 - em que Rita tirou sarro da música brasileira na década áurea da MPB. No único ano em que não gravou disco de estúdio, 1977, Rita fez o registro ao vivo de show dividido de igual para igual com o colega tropicalista Gilberto Gil. Refestança (Som Livre, 1977, * * * *) é título raro cuja inclusão valoriza a caixa Rita Lee, ainda que a reedição apresente problema de execução nos 20 segundos iniciais da faixa Back in Bahia (Gilberto Gil, 1972), música cantada por Rita (problema que talvez seja do desgaste da matriz original do álbum). Enfim, sozinha ou com Tutti Frutti, Rita Lee foi ótima. Mas, compondo em dupla com o guitarrista Roberto de Carvalho, a mutante alcançou perfeita simbiose entre música e letra em pérolas ainda reluzentes como Mania de você (1979), Lança perfume (1980), Caso sério (1980), Saúde (1981), Banho de espuma (1981), Flagra (1982) e Desculpe o auê (1983) - para citar somente as que mais fizeram sucesso. Enfim, como dito, os eventuais lapsos na edição de um ou outro disco jamais deve desencorajar a compra da caixa Rita Lee. A obra nela contida está entre o que de melhor se produziu no universo pop brasileiro desde que o rock é rock. Salve Santa Rita de Sampa pelo milagre de ser pop no Brasil há quase 50 anos!!!
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Coletânea feita para caixa de Rita inclui marchinha lançada pelas Frenéticas
♪ Marchinha composta por Rita Lee e lançada pelas Frenéticas em 1977 no primeiro álbum do grupo feminino, Fonte da juventude ganhou registro da autora, feito para o LP coletivo Carnaval 78 - Convocação geral, lançado pela gravadora Som Livre no fim daquele ano de 1977. Esta rara gravação de Fonte da juventude por Rita Lee é um dos 13 fonogramas reunidos na coletânea Pérolas, produzida para a caixa Rita Lee, que chega ao mercado fonográfico a partir da próxima sexta-feira, 27 de novembro de 2015, com reedições de 20 álbuns lançados pela cantora e compositora paulista entre 1970 e 2004. Há também três músicas do compacto duplo lançado em 1976 pela mesma Som Livre para promover a então inédita Lá vou eu (Rita Lee e Luiz Sérgio Carlini), música feita por Rita para a trilha sonora da novela O grito, exibida pela TV Globo naquele ano de 1976. Além de Lá vou eu, a compilação Pérolas inclui as duas músicas mais raras do compacto, Caçador de aventuras (Rita Lee) e Status (Rita Lee, Luiz Sérgio Carlini e Lee Marcucci). Tais fonogramas somente foram editados em CD uma única vez, em 1997, na coletânea Meus momentos volume dois (EMI Music), já fora de catálogo há mais de dez anos. Pérolas rebobina também Loco-motivas - música composta e gravada por Rita, em 1977, para a trilha da novela Locomotivas, exibida pela TV Globo naquele ano - e Ambição, composição feita e registrada pela artista para a trilha sonora nacional da novela O astro, exibida pela TV Globo entre 1977 e 1978. Outras faixas da compilação são Samba do Arnesto (Adoniran Barbosa, 1953), I like you very much (Harry Warren e Mack Gordon, 1941) - marchinha do repertório de Carmen Miranda (1909 - 1955) revivida por Rita em disco em tributo à Pequena Notável, The living legend of Carmen Miranda (1994), produzido por Nelson Motta - e Felicidade (Lupicínio Rodrigues, 1947), música gravada em 1993 pela cantora para campanha publicitária. Pérolas rebobina também a gravação original de Arrombou a festa (Rita Lee e Paulo Coelho, 1976), o revival da marchinha Sassaricando (Luis Antônio, Jota Júnior e Oldemar Magalhães, 1951) - regravada por Rita para a abertura da novela Sassaricando, exibida pela TV Globo em 1987 - e a música-tema do filme Dias melhores virão (Brasil, 1989), composta por Rita com Roberto de Carvalho e gravada pela cantora para o longa-metragem do cineasta Cacá Diegues. Projeto em pauta desde 2014, a caixa Rita Lee foi produzida por Luiz Garcia para a Universal Music. Eis os 20 álbuns encaixotados em reedições remasterizadas:
2. Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida (Polydor, 1972)
3. Atrás do porto tem uma cidade (Philips, 1974) - com Tutti Frutti
4. Fruto proibido (Som Livre, 1975) - com Tutti Frutti
5. Entradas e bandeiras (Som Livre, 1976) - com Tutti Frutti
6. Refestança (Som Livre, 1977) - com Gilberto Gil
7. Babilônia (Som Livre, 1978) - com Tutti Frutti
8. Rita Lee (Som Livre, 1979)
9. Rita Lee (Som Livre, 1980)
10. Saúde (Som Livre, 1981)
11. Rita Lee e Roberto de Carvalho (Som Livre, 1982)
12. Bom bom (Som Livre, 1983)
13. Rita e Roberto (Som Livre, 1985)
14. Flerte fatal (EMI-Odeon, 1987)
15. Zona zen (EMI-Odeon, 1988)
16. Rita Lee e Roberto de Carvalho (EMI-Odeon, 1990)
17. Santa Rita de Sampa (PolyGram, 1997)
18. Acústico MTV (Rita Lee, 1998)
19. 3001 (Universal Music, 2000)
20. MTV ao vivo (EMI Music, 2004)
sábado, 21 de novembro de 2015
Caixa de Rita embala coletânea com gravação original de 'Arrombou a festa'
♪ Um dos maiores sucessos de Rita Lee, a música Arrombou a festa - parceria da cantora e compositora paulistana com Paulo Coelho, lançada apenas em compacto simples em 1976 - nunca integrou os álbuns oficiais da roqueira. Embora já incluída em coletâneas da artista, como Meus momentos volume 2 (EMI Music, 1997), a gravação original de Arrombou a festa é uma das pérolas mais raras da discografia da Ovelha Negra. O fonograma figura na compilação produzida para a caixa Rita Lee, que chega ao mercado fonográfico brasileiro em edição da gravadora Universal Music, a partir de 27 de novembro de 2015, com edições remasterizadas de 20 álbuns da artista (em foto de Duda Molinos). Outras faixas da compilação são I like you very much (Harry Warren e Mack Gordon, 1941) - marchinha do repertório de Carmen Miranda (1909 - 1955) revivida por Rita em disco em tributo à Pequena Notável, The living legend of Carmen Miranda (1994), produzido por Nelson Motta - e Felicidade (Lupicínio Rodrigues, 1947), música gravada em 1993 pela cantora para comercial. A seleção da coletânea inclui também o registro da marchinha Sassaricando (Luis Antônio, Jota Júnior e Oldemar Magalhães, 1951) feito para a abertura da novela homônima exibida pela TV Globo em 1987. Há também a música-tema do filme Dias melhores virão (Brasil, 1989), composta por Rita com Roberto de Carvalho e gravada pela cantora para o longa-metragem do cineasta Cacá Diegues. Clique aqui para saber quais os 20 álbuns reeditados na caixa Rita Lee.
domingo, 15 de novembro de 2015
Sai enfim a caixa com reedições de 20 álbuns da discografia pop de Rita Lee
♪ Em produção na gravadora Universal Music desde o primeiro semestre de 2014, a caixa com reedições dos álbuns da luminosa discografia pop de Rita Lee vai chegar efetivamente ao mercado fonográfico até o fim deste ano de 2015. A caixa embala 20 álbuns lançados originalmente pela cantora e compositora paulista com os selos da Polydor, da Som Livre, da EMI-Odeon, da PolyGram e da Universal Music - obra atualmente pertencente ao catálogo da Universal Music, companhia que encampou em 2013 o acervo da EMI. Acervo que, por sua vez, já incluía desde os anos 1990 os discos gravados por Rita na Som Livre na década de 1970. A propósito, a obra pop da roqueira já havia sido lançada no formato de CD na década de 1990, em reedições vendidas de maneira avulsa. Dos 27 álbuns gravados por Rita sem Mutantes entre 1970 e 2012, 20 foram remasterizados para serem embalados na caixa, que traz CD com gravações avulsas da discografia da artista, escolhidas pela própria Rita Lee com Roberto de Carvalho. Eis os (20) álbuns de Rita Lee reeditados na caixa:
1. Build up (Polydor, 1970)
2. Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida (Polydor, 1972)
3. Atrás do porto tem uma cidade (Philips, 1974) - com Tutti Frutti
4. Fruto proibido (Som Livre, 1975) - com Tutti Frutti
5. Entradas e bandeiras (Som Livre, 1976) - com Tutti Frutti
6. Refestança (Som Livre, 1977) - com Gilberto Gil
7. Babilônia (Som Livre, 1978) - com Tutti Frutti
8. Rita Lee (Som Livre, 1979)
9. Rita Lee (Som Livre, 1980)
10. Saúde (Som Livre, 1981)
11. Rita Lee e Roberto de Carvalho (Som Livre, 1982)
12. Bom bom (Som Livre, 1983)
13. Rita e Roberto (Som Livre, 1985)
14. Flerte fatal (EMI-Odeon, 1987)
15. Zona zen (EMI-Odeon, 1988)
16. Rita Lee e Roberto de Carvalho (EMI-Odeon, 1990)
17. Santa Rita de Sampa (PolyGram, 1997)
18. Acústico MTV (Rita Lee, 1998)
19. 3001 (Universal Music, 2000)
20. MTV ao vivo (EMI Music, 2004)
1. Build up (Polydor, 1970)
2. Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida (Polydor, 1972)
3. Atrás do porto tem uma cidade (Philips, 1974) - com Tutti Frutti
4. Fruto proibido (Som Livre, 1975) - com Tutti Frutti
5. Entradas e bandeiras (Som Livre, 1976) - com Tutti Frutti
6. Refestança (Som Livre, 1977) - com Gilberto Gil
7. Babilônia (Som Livre, 1978) - com Tutti Frutti
8. Rita Lee (Som Livre, 1979)
9. Rita Lee (Som Livre, 1980)
10. Saúde (Som Livre, 1981)
11. Rita Lee e Roberto de Carvalho (Som Livre, 1982)
12. Bom bom (Som Livre, 1983)
13. Rita e Roberto (Som Livre, 1985)
14. Flerte fatal (EMI-Odeon, 1987)
15. Zona zen (EMI-Odeon, 1988)
16. Rita Lee e Roberto de Carvalho (EMI-Odeon, 1990)
17. Santa Rita de Sampa (PolyGram, 1997)
18. Acústico MTV (Rita Lee, 1998)
19. 3001 (Universal Music, 2000)
20. MTV ao vivo (EMI Music, 2004)
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Gal relê 'Cartão' de Rita entre voo de 'Acauã e 'Arara' no show 'Estratosférica'
♪ SALVADOR (BA) - Blues-rock composto por Rita Lee com Paulo Coelho e lançado há 40 anos pela Ovelha Negra no álbum que é a obra-prima da discografia de Rita na fase Tutti Frutti (Fruto proibido, 1975, Som Livre), Cartão postal é uma das boas surpresas do roteiro do show Estratosférica, estreado por Gal Costa na noite de ontem, 27 de setembro de 2015. No palco da sala principal do Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), a cantora baiana foi além do inspirado repertório do álbum Estratosférica - lançado em maio pela gravadora Sony Music e mote do show dirigido por Marcus Preto com produção musical de Pupillo - e apresentou também samba inédito de Marcelo Camelo, Pelo fio, de tom bossa-novista. Acauã (Zé Dantas, 1952) e Arara (Lulu Santos, 1987) - música lançada por Gal em um de seus discos mais controvertidos, Lua de mel como o diabo gosta (BMG-Ariola, 1987) - também alçaram voos na rota essencialmente roqueira do roteiro da estreia nacional do show Estratosférica entre um iê iê iê nada romântico do compositor baiano Tom Zé, Namorinho de portão (Tom Zé, 1968), e um sucesso transcendental de Jorge Ben Jor, Os alquimistas estão chegando os alquimistas (1974). Eis o roteiro seguido em 27 de setembro de 2015 por Gal Costa - em foto de Mauro Ferreira - na estreia nacional do show Estratosférica no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), cidade natal dessa senhora cantora que completou 70 anos na véspera da bem-sucedida estreia:
1. Sem medo nem esperança (Arthur Nogueira e Antonio Cícero, 2015)
2. Mal secreto (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971)
3. Jabitacá (Lirinha, Junior Barreto e Bactéria, 2015)
4. Não identificado (Caetano Veloso, 1969)
5. Namorinho de portão (Tom Zé, 1968)
6. Ecstasy (João Donato e Thalma de Freitas, 2015)
7. Casca (Jonas Sá e Alberto Continentino, 2015)
8. Dez anjos (Milton Nascimento e Criolo, 2015)
9. Acauã (Zé Dantas, 1952)
10. Cabelo (Jorge Ben Jor e Arnaldo Antunes, 1990)
11. Quando você olha pra ela (Mallu Magalhães, 2015)
12. Cartão postal (Rita Lee e Paulo Coelho, 1975)
13. Pelo fio (Marcelo Camelo) - música inédita
14. Três da madrugada (Carlos Pinto e Torquato Neto, 1973)
15. Sim, foi você (Caetano Veloso, 1965)
16. Como dois e dois (Caetano Veloso, 1971)
17. Pérola negra (Luiz Melodia, 1971)
18. Por baixo (Tom Zé, 2015)
19. Arara (Lulu Santos, 1987)
20. Estratosférica (Céu, Pupillo e Junior Barreto)
21. Os alquimistas estão chegando os alquimistas (Jorge Ben Jor, 1974)
Bis:
22. Meu nome é Gal (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969)
23. Vou buscar você pra mim (Guilherme Arantes, 2015)
Bis 2:
24. Vingança (Lupicínio Rodrigues, 1951)
25. Você me deu (Caetano Veloso e Zeca Veloso, 2015)
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Pitty lança single de vinil com 'Serpente' e a regravação de rock de Rita
♪ Serpente - música de Pitty que promove atualmente o quarto álbum solo de estúdio da cantora e compositora baiana, Sete vidas (Deck, 2014) - está sendo editada em single duplo no formato de vinil de sete polegadas, fabricado pela Polysom. Em rotação na web e nas rádios voltadas para o rock, Serpente é a música que encerra majestosamente o álbum Sete vidas com coros e percussões que exploram rítmicas de terreiros nunca antes pisados pela artista. É o lado A do single. O lado B é a regravação do rock Agora só falta você (Rita Lee e Luiz Sérgio Carlini, 1975), lançado há 40 anos por Rita Lee no álbum Fruto proibido (Som Livre, 1975). O registro de Pitty foi feito em 2014 para a trilha sonora da atual temporada da novela Malhação, exibida pela TV Globo nos fins de tarde. Pitty canta o rock de Rita Lee na pegada hard roqueira de seu álbum Sete vidas.
quinta-feira, 5 de março de 2015
Com Bernardes, Andreia Dias viaja ao fundo de tempos nublados de Rita
Resenha de CD
Título: Prisioneira do amor
Artista: Andreia Dias
Gravadora: Joia Moderna
Cotação: * * * *
Título: Prisioneira do amor
Artista: Andreia Dias
Gravadora: Joia Moderna
Cotação: * * * *
♪ A discografia de Rita Lee fora do grupo Mutantes começou a alcançar relevância a partir do encontro da cantora e compositora paulistana - então uma ovelha desgarrada de seu rebanho tropicalista - com os músicos do grupo Tutti Frutti, em 1974. O álbum de 1975, Fruto proibido (Som Livre, 1975), projetou definitivamente a artista com a pegada desse tal de rock'n'roll. Mas o fato é que existe uma pré-história na trajetória musical da cantora. Entre 1970 e 1973, Rita lançou dois álbuns via Polydor - Build up (1970) e Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida (1972), este um disco feito à moda dos Mutantes, mas não creditado ao trio - e formou a dupla Cilibrinas do Éden com a guitarrista paulistana Lúcia Turnbull após sua saída (expulsão?) do grupo. É nesse repertório - ora kitsch, ora psicodélico - que está centrado o quarto álbum de Andreia Dias, Prisioneira do amor, lançado neste mês de março de 2015 pela gravadora Joia Moderna, do DJ Zé Pedro. Guiada por seu diretor musical Tim Bernardes, líder do superestimado grupo paulistano O Terno, a cantora paulistana viaja com segurança em Prisioneira do amor ao fundo desses tempos nublados da obra de Rita. O valor do disco nem reside nas dez músicas lançadas entre 1968 e 1978 - várias renegadas pela própria Rita, com razão - mas no belo tratamento dado a esse repertório por Bernardes neste disco gravado em maio de 2014 sob a direção artística de Marcus Preto, de forma literalmente caseira, já que as dez faixas de Prisioneira do amor foram arranjadas e formatadas no quarto de Bernardes. Das dez músicas, somente uma, Ovelha negra (Rita Lee, 1975), alcançou o status de hit. Só que sua presença nem soa destoante nesse monte de lados B. A novidade é a melancolia entranhada no canto de Ovelha negra para explicitar o significado de versos que, afinal, relatam o desajuste familiar e existencial da juvenil personagem da composição. Da época da dupla Cilibrinas do Éden, Bad trip (Rita Lee, 1973) também faria certo sucesso na versão reformulada, reescrita e intitulada Shangrilá (Rita Lee, 1980), quando Rita já vivia sua lua de mel pop com o parceiro de vida e de música Roberto de Carvalho, creditado como coautor dessa versão de 1980. Mas a música ouvida em Prisioneira do amor é a Bad trip original, oficialmente inédita em disco, já que até então circulou somente no bootleg lançado com as gravações do que seria o primeiro álbum das Cilibrinas do Éden. Bad trip é o grande momento de Tim Bernardes como formatador do disco. O arranjo de Bernardes sugere clima paranoico condizente com o bode relatado na letra. Contudo, Prisioneira do amor também sabe se desviar dos grilos da época quando preciso. Ouvida com os versos censurados na gravação original de 1972 ("Beije-me a boca / Com tua boca vermelha / Para que eu sinta a saliva / E o gosto de cuspe / Escorrendo entre os dentes meus"), Beija-me, amor (Arnaldo Baptista e Élcio Decário) sensualiza e marcha no passo carnavalizante que (também) dá o tom do pop rock de Rita. Levada em clima folk, Tempo nublado (Rita Lee e Élcio Decário, 1970) é canção de Build up, o álbum que abriu a carreira solo de Rita em 1970 e que apresentou Viagem ao fundo de mim (Rita Lee, 1970) - música que abre o disco de Andreia em tom etéreo, espacial, dando a pista da trilha psicodélica seguida por Bernardes - e a delirante Precisamos de irmãos (Élcio Decário, 1970), música harmonizada em Prisioneira de amor com os vocais melódicos dos manos Beto Nardo e Rubens Nardo. A própria música-título Prisioneira do amor (Élcio Decário, 1970) vem de Build up. Nesta música, Rita exercitou seu espírito mutante, brincando de ser cafona ao dar voz a uma paródia das canções sentimentais que, anos depois, seriam rotuladas como bregas. No fim, Prisioneira do amor liberta do esquecimento uma raridade da discografia dos Mutantes - Glória aos reis dos confins do além (Paulo César de Castro, 1968), composição lançada pelo grupo somente no LP II Festival estudantil da música popular brasileira (Philips, 1968) - e escancara a psicodelia embutida nos versos imaginativos de Superfície do planeta (Arnaldo Baptista, 1972) antes de tirar um som de viola na trilha caipira de Modinha (Rita Lee, 1978), música do álbum Babilônia (Som Livre, 1978), o último de Rita com o Tutti Frutti. Enfim, a viagem ao fundo dos tempos nublados da música de Rita Lee chega sem sobressaltos ao destino final por conta da habilidade da tripulação.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Eis as 10 músicas do disco em que Andreia Dias canta raras de Rita Lee
♪ "Beije-me a boca / Com tua boca vermelha / Para que eu sinta a saliva / E o gosto de cuspe / Escorrendo entre os dentes meus", suplica Andreia Dias em versos de Beije-me, amor (Arnaldo Baptista e Élcio Decário, 1972). Censurados, esses versos não são ouvidos na voz de Rita Lee na gravação de Beije-me, amor incluída no segundo álbum solo da roqueira projetada como vocalista do grupo paulistano Os Mutantes, Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida (Polydor, 1972). Tais versos ganham a liberdade e sua primeira gravação oficial no quarto álbum da paulistana Andreia Dias, Prisioneira do amor, originado de show feito pela cantora no fim de 2013. Com lançamento agendado para março de 2015 pela gravadora Joia Moderna, do DJ Zé Pedro, o disco foi gravado em maio de 2014 com produção, arranjos e direção musical de Tim Bernardes, cérebro do grupo paulistano O Terno. Prisioneira do amor alinha no repertório dez músicas do repertório de Rita Lee, lançadas em período de dez anos que vai de 1968 a 1978. Com exceção de Ovelha negra (Rita Lee, 1975), o repertório é formado por composições pouco ouvidas ou mesmo oficialmente inéditas em disco, caso de Bad trip (Rita Lee, 1973), música da época em que Rita - já fora dos Mutantes - formava com Lúcia Turnbull a dupla Cilibrinas do Éden e preparava um disco abortado por André Midani, executivo então no comando da gravadora Philips. Como explica o diretor artístico do disco, Marcus Preto, em texto escrito para o encarte, Prisioneira do amor evita "os sucessos e as facilitações". Uma das dez músicas é Glória aos reis dos confins do além (Paulo César de Castro, 1968), composição lançada pelos Mutantes no LP II Festival estudantil da música popular brasileira, lançado em 1968 pela Philips. Quatro das dez músicas são do primeiro álbum solo de Rita, Build up (Polydor, 1970), inclusive a faixa-título Prisioneira do amor (1970), composição de Élcio Decário, autor de Precisamos de irmãos (1970) e parceiro de Rita em Tempo nublado. Eis, na ordem do CD, as dez músicas do repertório de Rita Lee gravadas por Andreia Dias em Prisioneira do amor, álbum que a gravadora Joia Moderna apresenta em março:
1. Viagem ao fundo de mim (Rita Lee, 1970)
2. Tempo nublado (Rita Lee e Élcio Decário, 1970)
3. Beija-me, amor (Arnaldo Baptista e Élcio Decário, 1972)
4. Precisamos de irmãos (Élcio Decário, 1970)
5. Ovelha negra (Rita Lee, 1975)
6. Bad trip (Rita Lee, 1973)
7. Prisioneira do amor (Élcio Decário, 1970)
8. Glória ao rei dos confins do além (Paulo César de Castro, 1968)
9. Superfície do planeta (Arnaldo Baptista, 1972)
10. Modinha (Rita Lee, 1978)
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Andreia Dias canta Rita, via Tim Bernardes, no disco 'Prisioneira do amor'
♪ Música de autoria de Élcio Decário gravada por Rita Lee em seu primeiro álbum solo, Build up (Polydor, 1970), Prisioneira do amor dá nome ao disco em que a cantora paulistana Andreia Dias aborda músicas menos badaladas do cancioneiro de Rita, inclusive composições do repertório da dupla Cilibrinas do Éden (1973). Com capa assinada por Cecilia Lucchesi, o CD Prisioneira do amor vai ser lançado em março de 2015 pela gravadora Joia Moderna, do DJ Zé Pedro. Tim Bernardes - do grupo O Terno - formatou o disco, no qual a cantora apresenta a primeira gravação oficial em disco de Bad trip, música de autoria de Rita, gravada pela cantora e compositora paulista em 1973 para seu primeiro álbum pós-Mutantes - LP, aliás, abortado pelo executivo André Midani (então na Philips) e nunca lançado oficialmente. Prisioneira do amor é o quarto álbum de Andreia.
domingo, 31 de agosto de 2014
Trilha 'disco' da novela 'Boogie oogie' inclui gravações de Gal, Rita e Tim
♪ Com lançamento em CD previsto para setembro de 2014, em edição da gravadora Som Livre, a trilha sonora da novela Boogie oogie (TV Globo) inclui vários hits da disco music, já que a trama de Rui Vilhena é ambientada em 1978, auge dos dancin' days. Sucesso lançado pelo cantor e compositor carioca Tim Maia (1942 - 1998) em seu álbum Disco club (Warner Music, 1978), Sossego é um dos fonogramas nacionais selecionados para a trilha de Boogie oogie pelo produtor musical Eduardo Queiroz e por Mariozinho Rocha, diretor musical da Rede Globo de Televisão. Quase todas as músicas são dos anos 1970, mas muitas extrapolam o universo das discotecas. Na ala nacional, há gravações de Caetano Veloso (London London, canção do artista baiano, lançada em seu álbum londrino de 1971), Gal Costa (Barato total, música de Gilberto Gil lançada por Gal em 1974), Hyldon (As dores do mundo, tema do próprio Hyldon que despontou em álbum de 1975), Jorge Ben Jor (Minha teimosia, uma arma para te conquistar, música de Ben lançada em 1974), Lady Zu (A noite vai chegar, funk-disco de Paulinho Camargo gravado por Zu em compacto de 1977), Novos Baianos (Acabou chorare, música de Luiz Galvão e Moraes Moreira que deu título ao álbum lançado pelo grupo em 1972) e Rita Lee (Coisas da vida, balada de Rita, gravada pela compositora em 1976). Parceria de Baby do Brasil com Pepeu Gomes, Deusa do amor é a única música nacional deslocada no tempo da trama e da trilha sonora de Boogie oogie, já que foi lançada por Pepeu em seu álbum de 1983.quarta-feira, 2 de julho de 2014
Pitty regrava rock de Rita Lee para a abertura da temporada de 'Malhação'
♪ Coube a Pitty a primazia de ser primeira mulher a gravar um tema para a abertura de Malhação, a novela adolescente exibida nos fins de tarde pela TV Globo desde 1995. A cantora e compositora baiana - que acabou de lançar seu melhor álbum solo, SETEVIDAS (Deck, 2014) - registrou um dos rocks mais conhecidos da obra de Rita Lee, Agora só falta você, para a abertura da temporada de Malhação deste ano de 2014. Parceria de Rita com o compositor e guitarrista Luiz Carlini, o rock Agora só falta você foi lançado no álbum Fruto Proibido (Som Livre, 1975), o segundo da discografia de Rita com o grupo Tutti Frutti. A gravação de Pitty - vista em autorretrato - foi feita com a banda formada por Duda (bateria), Martin (guitarra), Guilherme (baixo) e Paulo Kishimoto (teclados e lap steel). Malhação vai reestrear este mês.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Ao cantar Cássia, Catto dá voz a Ataulfo, Brown, Caetano, Cazuza e Rita
São Paulo (SP) - Ao dar sua voz potente ao repertório gravado entre 1990 e 2001 pela cantora carioca Cássia Eller (1962 - 2001), o cantor gaúcho Filipe Catto irmanou obras de compositores díspares no show que apresentou de 4 a 6 de junho de 2014 no teatro do Sesc Vila Mariana, em São Paulo (SP). Com touca incorporada ao figurino rocker nos primeiros números, como visto na foto de Rodrigo Goffredo, Catto abriu leque estilístico que abarcou desde o samba do compositor mineiro Ataulfo Alves (1909 - 1969) até o underground hino gay do compositor paulista Mário Manga, Rubens (1986), gravado pela homenageada no seu primeiro álbum, o marginal Cássia Eller (Polygram, 1990). Entre um e outro, Catto cantou Cássia através de Caetano Veloso, Carlinhos Brown, Cazuza (1958 - 1990), Itamar Assumpção (1949 - 2003), Luís Capucho, Luiz Melodia, Nando Reis e Rita Lee, entre outros compositores gravados pela artista carioca em discografia que transitou a partir de 1994 - sem perda da personalidade artística - entre o indie e o mainstream. Eis o roteiro do teatral show Filipe Catto canta Cássia Eller:
1. Eu queria ser Cássia Eller (Péricles Cavalcanti, 1998)
2. E.C.T. (Nando Reis, Carlinhos Brown e Marisa Monte, 1994)
3. Gatas extraordinárias (Caetano Veloso, 1999)
4. Mapa do meu nada (Carlinhos Brown, 1999)
5. Rubens (Mario Manga, 1986)
- Música gravada por Cássia Eller em 1990
6. Na cadência do samba (Ataulfo Alves e Paulo Gesta, 1962)
- Música gravada por Cássia Eller em 1994
7. Que o Deus venha (Roberto Frejat e Cazuza sobre Clarice Lispector, 1986) /
- Música gravada por Cássia Eller em 1990
Todo amor que houver nessa vida (Roberto Frejat e Cazuza, 1982)
- Música gravada por Cássia Eller em 1997
8. Por enquanto (Renato Russo, 1985)
- Música gravada por Cássia Eller em 1990
9. Maluca (Luis Capucho, 1995)
- Música gravada por Cássia Eller em 1999
10. Eu sou neguinha? (Caetano Veloso, 1987)
- Música gravada por Cássia Eller em 1996
11. Nós (Tião Carvalho, 1988)
- Música gravada por Cássia Eller em 1996
12. Vá morar com o diabo (Riachão) - em dueto com Lan Lan
- Música gravada por Cássia Eller em 2001
13. Sonhei que viajava com você (Itamar Assumpção, 1992)
14. Esse filme eu já vi (Luiz Melodia e Renato Piau, 1999)
15. Smells like teen spirit (Dave Grohl, Krist Novoselic e Kurt Cobain, 1991)
- Música gravada por Cássia Eller em 2000
16. Luz dos olhos (Nando Reis, 2001)
17. Luz del fuego (Rita Lee, 1975)
- Música gravada por Cássia Eller em 1998 em CD / DVD de Rita Lee
18. Toda vez que eu digo adeus (Ev'ry time we say goodbye)
(Cole Porter, 1944, em versão em português de Carlos Rennó, 2000)
19. Relicário (Nando Reis, 2001)
20. O segundo sol (Nando Reis, 1999)
Bis:
21. Non, je ne regrette rien (Charles Dumont e Michel Vaucaire, 1956)
- Música gravada por Cássia Eller em 2001
22. Malandragem (Cazuza e Frejat, 1994)
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Universal Music vai encaixotar 20 álbuns da pop discografia solo de Rita Lee
♪ Já está em pré-produção na gravadora Universal Music o projeto de reedição da discografia solo de Rita Lee. A artista paulista - que teve seus álbuns lançados no formato de CD uma única vez, na década de 1990, de forma avulsa - terá sua obra solo reeditada em caixa idealizada para embalar 20 álbuns. Prevista para chegar às lojas entre o fim deste ano de 2014 e o início de 2015, a caixa reunirá títulos originalmente lançados pela Polydor, pela Som Livre (discos anos depois transferidos para a EMI Music, gravadora que seria encampada pela Universal Music em 2013), pela EMI-Odeon e pela própria Universal Music (gravadora que em 1999 adquiriu o rico e vasto catálogo da PolyGram).
sábado, 17 de maio de 2014
'Best of brega' irmana Evaldo, Graciela, Magal, Odair, Raul, Rita e Wando
Em 1980, uma cantora argentina de sucesso efêmero no Brasil, Julia Graciela, chegou ao topo das paradas nacionais com Anúncio de jornal (Graciela Correa e Paulo Ricardo), música de compacto simples editado pela Polydor. Grande hit popular daquele ano, Anúncio de jornal figura no repertório do primeiro dos dois volumes da coletânea The best of brega, editada pela gravadora Universal Music neste mês de maio de 2014. E não é o único fonograma de Graciela na compilação conceituada por Alice Soares. Responsável pela seleção de repertório, o pesquisador musical Rodrigo Faour também incluiu no CD The best of brega 1 uma faixa - Manuela Mulher do álbum lançado pela artista em 1982. Centrada na produção kitsch de período que vai de 1972 a 1983, o primeiro volume alinha standards batidos de cantores como Evaldo Braga (1948 - 1973) (Sorria, sorria, hit retumbante em 1972, e Eu não sou lixo), Odair José (Uma vida só - Pare de tomar a pílula, sucesso nacional de 1973) e Sidney Magal (Amante latino e Sandra Rosa Madalena, hits de 1976 e 1978, respectivamente) entre fonogramas menos óbvios como Bicicleta envenenada (música lançada por Ismael Carlos em 1983), Colher de chá (gravação pouco lembrada feita por Ronnie Von em 1973) e O puxa-saco (outra gravação de Ismael Carlos, lançada em 1981. The best of brega 1 rebobina também incursões dos roqueiros Raul Seixas (1945 - 1989) e Rita Lee pelo universo da canção sentimental brasileira. O Maluco Beleza parodia o brega em Tu és o MDC da minha vida, parceria com Paulo Coelho do álbum Novo aeon (Philips, 1975). Já a Ovelha Negra brinca de ser cafona em Prisioneira do amor (Élcio Decário), música de seu primeiro álbum solo, Build up (Polydor, 1970). Com ênfase na produção dos anos 1980, The best of brega 2 traz para o formato digital gravações de nomes que foram nuvem passageira na produção fonográfica brasileira, geralmente emplacando um único hit. São os casos dos grupos Afrodite se quiser (O que que ela tem que eu não tenho?, de 1987), Ciclone (Tipo one way, de 1985), Rabo de Saia (Bacalhau à brasileira - Tira-gosto de pirarucu, música de 1979), Sabor de Mel (A festa das frutas, de 1981) e Superbacana (Tá com medo, tabaréu, sucesso de 1979 mais conhecido como Melô da pipa). Enquanto o primeiro volume da coletânea The best of brega enfatiza a produção de cantores e compositores de personalidade, o segundo volume se limita a alinhar curiosidades como Sou assim, música gravada em 1988 pelo travesti Roberta Close. O que sinaliza que a gravadora Universal Music deve revitalizar seu vasto catálogo com mais critério.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Obra de Rita Lee vira 'balada do louco' em musical valorizado pelo elenco
Resenha de musical
Título: Se eu fosse você - O musical
Texto: Flávio Marinho
Direção e coreografias: Alonso Barros
Músicas: Rita Lee (com parceiros como Arnaldo Baptista e Roberto de Carvalho)
Direção musical: Guto Graça Mello
Supervisão artística: Daniel Filho
Foto: Roberto Schwenck
Elenco: Claudia Netto, Nelson Freitas, Marya Bravo, Fafy Siqueira, Lua Blanco, Bruno
Sigrist, Oswaldo Mil, Kacau Gomes, Giselle Lima, Nicola Lama, Carla Daniel
e Carlos Arruza
Cotação: * *
Musical em cartaz no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro (RJ)
Título: Se eu fosse você - O musical
Texto: Flávio Marinho
Direção e coreografias: Alonso Barros
Músicas: Rita Lee (com parceiros como Arnaldo Baptista e Roberto de Carvalho)
Direção musical: Guto Graça Mello
Supervisão artística: Daniel Filho
Foto: Roberto Schwenck
Elenco: Claudia Netto, Nelson Freitas, Marya Bravo, Fafy Siqueira, Lua Blanco, Bruno
Sigrist, Oswaldo Mil, Kacau Gomes, Giselle Lima, Nicola Lama, Carla Daniel
e Carlos Arruza
Cotação: * *
Musical em cartaz no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro (RJ)
Se eu fosse o você - O musical é espetáculo moldado pela indústria de musicais que vem abastecendo as temporadas teatrais das cidades do Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) para atender demanda de público criada progressivamente ao longo dos anos 2000. No caso do musical Se eu fosse você, a fonte de inspiração são os dois filmes homônimos dirigidos por Daniel Filho com os atores Tony Ramos e Glória Pires no papel do casal que troca de corpos em trama surreal criada para arrancar risos dos espectadores. O musical tenta o encaixe dessa história já existente - com mais ênfase na trama da sequência de 2009 do que na história do filme original de 2006 - com a música da compositora paulista Rita Lee, ícone feminino do rock brasileiro. O resultado é irregular. Em alguns momentos, a obra de Rita vira balada do louco ao ser usada para ilustrar trama com a qual nada tem a ver. A direção musical de Guto Graça Mello acerta ao enfatizar na maioria dos números a pegada pop roqueira da música de Rita sem conseguir evitar o desajuste, evidente quando a sogra maconheira vivida por Fafy Siqueira - atriz que se sustenta em cena mais no registro de comediante do que na voz - canta Saúde (Rita Lee e Roberto de Carvalho, 1981). Ou quando o elenco e coro começam a cantar Nem luxo nem lixo (Rita Lee e Roberto de Carvalho, 1980) na cena da festa dada pelos sogros da filha do casal protagonista - para citar outro exemplo de cena em que o entrosamento entre música e texto (quando existe...) é muito superficial. Contudo, é justo reconhecer que o elenco valoriza e dignifica o espetáculo. Claudia Netto e Nelson Freitas estão excelentes nas peles do casal trocado Helena e Cláudio. E, quando a troca de corpos efetivamente acontece (mote da história que o dramaturgo Flávio Marinho poderia ter antecipado um pouco para evitar o tom arrastado do texto na primeira metade do primeiro ato), Claudia Netto e Nelson Freitas reinam em cena. Suas interpretações - justiça seja feita - em nada ficam a dever às atuações de Glória e Tony Ramos nos filmes. Cantora de belos dotes vocais, Claudia Netto dá conta de cantar com desenvoltura as músicas de Rita, brilhando em especial na Balada do louco (Rita Lee e Arnaldo Baptista, 1972), mesmo que tal composição soe fora de contexto no musical. Por falar em loucuras, há algumas ousadias estilísticas na abordagem do cancioneiro de Rita. O rock Luz del fuego (Rita Lee, 1975) começa em tom roqueiro, mas cai para o forró ao fim do número. Já Amor e sexo (Rita Lee, Roberto de Carvalho e Arnaldo Jabor, 2003) é ambientada no clima quente de um tango. Tem seu charme, mas Rita Lee funciona melhor com esse tal de roque en row. O arranjo roqueiro de Todas as mulheres do mundo (Rita Lee, 1993) dá peso, no segundo ato, a um dos melhores e mais vibrantes números musicais do espetáculo. Como o elenco reúne atrizes / cantoras de vozes potentes, como Kacau Gomes e Marya Bravo, a falta de sintonia entre música e texto até passa por vezes para segundo plano. Kacau, por exemplo, dá à canção Mutante (Rita Lee e Roberto de Carvalho, 1981) densidade inédita no único iluminado momento em que o cancioneiro de Rita ganha algo com essa apropriação forçada da produção de Se eu fosse você - O musical. De todo modo, ao fim dos dois atos, o que fica é a constatação do caráter monumental da obra de Rita Lee Jones, Ovelha Negra que ergueu obra de cores vivas, carnavalesca, espirituosa, irreverente, crítica, rebelde. Mas não tão elástica a ponto de ser associada à história com a qual nada tem a ver...
sábado, 16 de novembro de 2013
Trilha nacional de 'Malhação 2013' mistura Nando, Rita, Sapão e Sebosos
Nas lojas neste mês de novembro de 2013, em edição da gravadora Som Livre, o CD com a trilha sonora nacional da edição 2013 do seriado juvenil Malhação - exibido pela TV Globo - inclui gravações de Nando Reis (Família, música lançada pelos Titãs e revivida por Nando com a adesão de seus filhos Sebastião Reis e Theodoro Reis), Rita Lee (a mesma gravação de Erva Venenosa já utilizada outras vezes em trilhas de séries e novelas da TV Globo), Legião Urbana (Será, sucesso do primeiro álbum da extinta banda de Brasília - DF), Los Sebosos Postizos (Minha teimosia, uma arma para te conquistar - fonograma do álbum em que o grupo aborda a obra de Jorge Ben Jor), MC Sapão (Classe A), Sururu na Roda (Meu amor me fez feliz) e Clarice Falcão (De todos os loucos do mundo, faixa do primeiro álbum da artista, Monomania).
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Simone dá voz a Alzira, Fátima, Joyce, Rita e Ro Ro em CD de mulheres
Gravado sob produção de Bia Paes Leme e Leandro Braga, pianista que assina os arranjos, o CD com que Simone festeja 40 anos de carreira é focado em canções compostas por mulheres. Simone dá voz a músicas de Alzira Espíndola, Angela Ro Ro, Fátima Guedes, Joyce Moreno, Rita Lee e Sueli Costa, entre outras compositoras. Zélia Duncan - envolvida na produção do disco, gravado no Rio de Janeiro (RJ) no estúdio da gravadora Biscoito Fino - é parceria de Simone na inédita Só se for. O CD vai ser lançado no início de outubro 2013 pela Biscoito Fino.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Caixa 'Três tons de Rita Lee' expõe três matizes (distintos) da artista mutante
Resenha de caixa de CDs
Título: Três tons de Rita Lee
Artista: Rita Lee
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * * *
Título: Três tons de Rita Lee
Artista: Rita Lee
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * * *
♪ Relançada no formato de CD na década de 90, a discografia solo de Rita Lee merece urgente reposição em catálogo em reedições remasterizadas com a tecnologia atual. Com o lançamento da caixa Três tons de Rita Lee, a gravadora Universal Music começa a reparar esse descaso com a obra da cantora e compositora paulista, ícone do rock made in Brazil com linguagem nacional. A caixa embala reedições caprichadas dos três primeiros álbuns da carreira solo de Rita. O mais raro era Atrás do porto tem uma cidade (1974), primeiro álbum lançado pela artista com o Tutti Frutti, grupo que acompanharia Rita até o disco Babilônia (1978). A rigor, Atrás do porto tem uma cidade é o segundo álbum de Rita com o grupo, já que o real primeiro disco da cantora com a banda - gravado em 1973 e intitulado Tutti Frutti - foi arquivado pela gravadora Philips, que considerou o trabalho pouco comercial. Embora relançado em CD nos anos 90, Atrás do porto tem uma cidade nunca tinha merecido reedição decente como a da caixa produzida por Tiago Silva para a Universal Music. O ganho na qualidade do som é expressivo. Produzido por Mazzola, convocado pela gravadora para dar direcionamento pop ao som de Rita em sua fase pós-Mutantes, Atrás do porto tem uma cidade aponta o caminho que seria seguido com mais força pela cantora em sua fase de maior sucesso comercial. Rocks se harmonizam com baladas em coquetel de sabor pop. Mamãe natureza (Rita Lee), De pés no chão (Rita Lee) - rock revivido pela cantora baiana Marcia Castro em seu segundo disco - e a balada Menino bonito (Rita Lee) se impuseram em repertório que ainda destacou Tratos à bola (Rita Lee, Luís Sérgio e Lee Marcucci) e Ando jururu (Rita Lee). Menos raro, pois já alvo de excelente reedição em CD produzida por Ricardo Moreira para a Universal Music em 2005 com textos do pesquisador musical Marcelo Fróes, Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida (1972) saiu creditado a Rita Lee, mas, na verdade, é um álbum dos Mutantes. O último do grupo com Rita Lee, ou seja, o derradeiro trabalho do grupo com sua formação original. É que o grupo gravou o disco em julho de 1972, dois meses após ter lançado o álbum Mutantes e seus cometas no País do Baurets, posto nas lojas em maio de 1972. Por questões contratuais, o LP saiu creditado a Rita Lee, já que o contrato dos Mutantes previa somente a edição de um álbum por ano. Sem hits radiofônicos, Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida sinalizou a rota progressiva que seria seguida pelos Mutantes com mais ênfase após a (ainda hoje controversa) saída de Rita Lee - que fundou em 1973 com Lúcia Turnbull a efêmera dupla Cilibrinas do Éden - da banda. Primeiro título da caixa na ordem cronológica, Build up (1970) é o disco que marca a estreia de Rita Lee na carreira solo. Gravado sob a direção de Arnaldo Dias Baptista, o disco foi feito em fase de menor harmonia entre os irmãos Arnaldo e Sérgio Dias Baptista, contrário à ideia de Rita lançar disco individual. Com o sabor da geléia geral tropicalista, Build up é disco que vai do tango (Prisioneira do rock, de Élcio Decário) ao rock (Eu vou me salvar, parceria de Rita com o mesmo Élcio Decário). O sucesso radiofônico foi José, versão em português - curiosamente assinada pela cantora capixaba Nara Leão (1942 - 1989) - de Joseph, canção do compositor francês de origem grega Georges Moustaki (1924 - 2013). Mas a música mais badalada hoje em dia é Sucesso, aqui vou eu (Rita Lee e Arnaldo Baptista), faixa de letra premonitória, pois Rita Lee alcançaria mesmo grande sucesso com seu pop rock carnavalizante ao longo dos anos 70. Três tons de Rita Lee flagra a Ovelha Negra - eterna mutante, no fundo sempre sozinha (apesar da colaboração fundamental de Roberto de Carvalho após 1979) - em três momentos distintos de discografia que precisa ser alvo de outras reedições similares às da caixa produzida com esmero pela Universal Music (sob gerência de Alice Soares) na oportuna série Tons.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Série 'Tons' reedita os três primeiros álbuns da carreira solo de Rita Lee
Dando continuidade à série de reedições Tons, a gravadora Universal Music põe nas lojas um lote de títulos da coleção entre abril e maio de 2013. Nesse lote, há o box Três tons de Rita Lee. Os três primeiros álbuns da carreira solo da cantora e compositora paulista - Build up (1970), Hoje é o primeiro dia do resto de nossas vidas (1972) e Atrás do porto tem uma cidade (1974) - voltam ao catálogo em edições remasterizadas, com a reprodução da arte gráfica original. Os três títulos já tinham sido reeditados em CD, mas estavam há anos fora de catálogo. Build up rendeu o hit José, versão de Nara Leão (1942 - 1989) para Joseph (Georges Moustaki). Hoje é o primeiro dia do resto de nossas vidas é, a rigor, álbum do grupo Os Mutantes assinado por Rita. Já Atrás do porto tem uma cidade é o primeiro disco feito pela artista com o grupo Tutti & Frutti. O box Três tons de Rita Lee vai chegar às lojas em maio.
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