♪ Música composta por Vanusa com Mário Campanha e lançada em 1973 na voz da cantora paulista, em gravação que foi sucesso em todo o Brasil, Manhãs de setembro ganha registro de Daniel. Manhãs de setembro é uma das 35 músicas alocadas pelo cantor paulista nas 29 faixas do CD duplo e DVD Daniel in concert em Brotas, lançados neste mês de novembro de 2015 pela gravadora Universal Music. Trata-de do sexto registro audiovisual de show da discografia solo do artista sertanejo, nascido em Brotas (SP), cidade do interior paulista onde o cantor fez a gravação ao vivo em 26 e 27 de dezembro de 2014, em duas apresentações no Cine São José, tradicional palco de Brotas, que tiveram intervenções de Carlinhos Brown, José Camillo, Renato Teixeira, Rick Sollo (atual nome artístico do cantor que formava a dupla Rick & Renner), Roberto Leal e Sérgio Reis. Além de Manhãs de setembro, Daniel dá voz a Cheia de charme (Guilherme Arantes, 1985) e ao primeiro hit da banda Legião Urbana, Será (Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Russo, 1985) - dois grandes sucessos do pop rock brasileiro, ambos lançados há 30 anos. O roteiro também inclui Gita (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974) e duas canções da lavra pop de Lulu Santos, Apenas mais uma de amor (1992) e Toda forma de amor (1988). Com Carlinhos Brown, Daniel canta Amor, I love you (Marisa Monte e Carlinhos Brown, 2001) e Tantinho (Carlinhos Brown, 2010), música do artista baiano que Daniel já havia gravado em CD-single editado em 2013. Com Roberto Leal, o dueto acontece em Verde vinho (Griechischer Wein) (Udo Jürgen Bockelmann e Michael Kunze, 1974, em versão em português de Paulo Alexandre Soares de Lima, 1978), tema de origem alemã que fez sucesso na voz do cantor português em 1984. Com Renato Teixeira, que entra em cena com a voz já sem viço, Daniel canta dois sucessos da fina lavra ruralista do cantor e compositor paulista, Romaria (1977) - refeita mais uma vez por Daniel em gravação que culmina com citação instrumental do tema Jesus, alegria dos homens (Johann Schop e Johann Sebastian Bach, 1716) - e Amizade sincera (1981). Com seu pai, José Camillo, Daniel volta a interpretar Paixão caipira (Waldir Luz e Tivas, 1998), música unida em medley de apropriado tom caipira com O último julgamento (Leo Canhoto, 1983), sucesso do repertório da dupla sertaneja Léo Canhoto & Robertinho. Com Sérgio Reis, que também já sinaliza fraqueza na voz, Daniel revive O menino da porteira (Theddy Vieira e Luizinho, 1955) - tema-título do filme estrelado por Sérgio em 1976 e protagonizado por Daniel no remake de 2009 - e O menino da gaita (El chico de la armónica) (José Fernando Arbex Miro em versão em português de Sérgio Reis, 1973). Daniel assina o roteiro.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
Mostrando postagens com marcador Raul Seixas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Raul Seixas. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Produzido por Raul, o primeiro álbum de Sampaio vai ser (re)editado em vinil
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Graziela Medori canta com Seu Jorge e regrava Lô e Raul no segundo álbum
♪ Quatro anos após lançar seu primeiro (bom) álbum, A hora é essa (Lua Music, 2011), a cantora paulistana Graziela Medori prepara seu segundo disco em São Paulo (SP). Pai da artista, o baterista Chico Medori é o produtor do CD e o compositor da música já eleita o primeiro single do álbum, Toma limonada, gravada por Graziela em parceria com o cantor carioca Seu Jorge. Com video-teaser já em rotação no YouTube, o single sinaliza a direção pop tomada pela cantora neste álbum em que regrava músicas como Top top (Arnaldo Baptista, Sérgio Dias, Rita Lee e Liminha, 1971), Let me sing, let me sing (Raul Seixas, 1972), A Paraíba não é Chicago (Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle, Laudir de Oliveira, Peter Cetera e Leon Ware, 1980) - híbrido de funk e baião lançado por Marcos Valle no álbum Vontade de rever você (Som Livre, 1980) - e Um girassol da cor de seu cabelo (Márcio Borges e Lô Borges, 1972). Filha da cantora carioca Cláudia, Graziela - vista no estúdio na foto de Tati Provenzano - também dá voz a uma música do jovem compositor baiano Thiago Pimentel (Nada mais que cinema) e canta Na pisada do baião, parceria de seu pai, Chico Medori, com o compositor carioca Paulo César Pinheiro. O álbum ainda está em fase de gravação.
sábado, 18 de abril de 2015
Fábio canta até Raul em show com inéditas do álbum que vai lançar em maio
♪ A IMAGEM DO SOM - Ninguém gritou 'toca Raul!' na plateia majoritariamente feminina da casa Vivo Rio. Ainda assim, Fábio Jr - em foto de Rodrigo Goffredo - incluiu um sucesso do cantor e compositor baiano Raul Seixas (1945 - 1989) no show que mostrou na noite de ontem, 17 de abril de 2015, ao seu público carioca. Entre hits da boa fase inicial de sua carreira solo, como O que é que há? (Fábio Jr. e Sérgio Sá, 1982) e Seu melhor amigo (Guilherme Lamounier, 1978), o cantor deu voz a Tente outra vez (Raul Seixas, Mauro Motta e Paulo Coelho, 1975) - hit do Maluco Beleza há 40 anos - e a Casinha branca (Gilson Campos, 1979). Pai (Fábio Jr., 1979) - joia do cancioneiro autoral do artista - também figurou no roteiro do show de estética kitsch. Até então inédito na cidade do Rio de Janeiro (RJ), o show integra a turnê nacional O que importa é a gente ser feliz e adianta algumas músicas do disco de inéditas que o cantor e compositor paulistano vai lançar em maio de 2015 pela gravadora Sony Music. Entre elas, Amém amor (Fábio Jr., Silvera e Dudu Borges), Tô investindo nessa história (Fábio Jr., Jorge e Dudu Borges) e a música-título do show, O que importa é a gente ser feliz (Fábio Jr. e Dudu Borges). Primeiro disco de inéditas de Fábio desde O amor é mais (Sony Music, 2004), o álbum tem produção assinada por Dudu Borges - grife do mercado pop sertanejo - e Silvera. No show, Fábio Jr. irmana novas e velhas músicas com cacos postos nos versos das canções e jeito descompromissado com o sentido original das letras. Para o (ainda fiel) público de Fábio Jr., o que importa é ele ser feliz...
sábado, 4 de abril de 2015
Eis a capa do projeto que lembra em CD e DVD 25 anos sem Raul Seixas
♪ Gravado ao vivo em 19 de agosto de 2014 em apresentação coletiva na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro (RJ), o show da última edição do projeto O baú do Raul - idealizado para lembrar os 25 anos da morte do cantor e compositor baiano Raul Seixas (1945-1989) - está sendo lançado em CD (foto) e DVD pela gravadora Som Livre neste segundo trimestre de 2015. O projeto chega ao mercado fonográfico a tempo de festejar os 70 anos de nascimento do Maluco Beleza, a serem completados em junho. O elenco inclui Ana Cañas, Marcelo Jeneci e Nação Zumbi. Eis, na ordem do DVD, as músicas e os respectivos intérpretes de O baú do Raul - 25 anos sem Raul Seixas:
1. Você ainda pode sonhar (Lucy in the sky with diamonds)
(John Lennon e Paul McCartney, 1967, em versão em português de Raul Seixas, 1968)
- Jerry Adriani e Os Panteras
2. Sessão das 10 (Raul Seixas, 1971) - Edy Star
3. Rock das Aranhas (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1980) - Luiz Carlini
4. Aluga-se (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1980) - Digão (Raimundos)
5. Abre-te Sésamo (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1980)
- Philippe Seabra e Clemente (Plebe Rude)
6. Sapato 36 (Raul Seixas e Cláudio Roberto) - Tico Santa Cruz
7. Cowboy fora da lei (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1987)
- Marcelo Jeneci (com Laura Lavieri)
8. Metrô linha 743 (Raul Seixas, 1984) - BNegão
9. Rock'n'roll (Raul Seixas e Marcelo Nova, 1989) - Marcelo Nova
10. Pai Nosso da terra (Raul Seixas, Nasi e Ricardo Gaspa, 1993)
- Nasi & Edgard Scandurra
11. Eu nasci há dez mil anos atrás (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1976) - Gabriel Moura
12. Aos trancos e barrancos (Raul Seixas, 1971) - Zeca Baleiro
13. Se o rádio não toca (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974)
- Beto Bruno e Marcelo Gross (Cachorro Grande)
14. Quando acabar o maluco sou eu (Raul Seixas, Cláudio Roberto e Lena Coutinho, 1987)
- Rick Ferreira & Cláudio Roberto
15. Medo da chuva (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974) /
Metamorfose ambulante (Raul Seixas, 1973) - Ana Cañas
16. Loteria de Babilônia (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974) - Baia
17. DDI (Discagem direta interestellar) (Raul Seixas e Kika Seixas, 1994) - ForFun
18. Conserve seu medo (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1978) - Nação Zumbi
Extras:
♪ S.O.S. (Raul Seixas, 1974) - Baia
♪ No fundo do quintal da escola (Raul Seixas e Cláudio Roberto) - Tico Santa Cruz
♪ Sociedade alternativa (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974) - ForFun
♪ As minas do Rei Salomão (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1973) - Nasi & Edgard Scandurra
♪ Século XXI (Raul Seixas e Marcelo Nova, 1989) - Marcelo Nova
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Titãs tocam Raul e fazem Carnaval roqueiro no Centro Histórico do Recife
♪ RECIFE (PE) - Com programação musical de amplo leque estético, o Carnaval da Capital de Pernambuco sempre vai além do passo eletrizante do frevo, da cadência bonita do samba, do ritmo contagiante das marchas e da batida hipnótica dos maracatus. Atração do Marco Zero, principal palco da miscigenada folia do Recife, o grupo paulista Titãs fez seu Carnaval roqueiro no Centro Histórico da cidade em show apresentado já na madrugada deste domingo, 15 de fevereiro de 2015. Os Titãs tocaram até Raul Seixas (1945 - 1980), cantor e compositor baiano lembrado no roteiro do show do quarteto com Aluga-se (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1980). O politizado rock de Raul - regravado pelo grupo no álbum As dez mais (Warner Music, 1999) - se afinou com o tom de roteiro que misturou músicas do revigorante álbum Nheengatu (Som Livre, 2014), como o punk rock Fardado (Sergio Britto e Paulo Miklos), com sucessos dos Titãs nos anos 1980 e 1990. Paulo Miklos, Sergio Britto, Branco Mello e Tony Bellotto - vistos no sentido horário nas fotos de Rodrigo Goffredo - reviveram Flores (Tony Bellotto, Paulo Miklos, Charles Gavin e Sergio Britto, 1989), Comida (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sergio Brito, 1987), Desordem (Sérgio Britto, Marcelo Fromer e Charles Gavin, 1987), Cabeça dinossauro (Arnaldo Antunes, Branco Mello e Paulo Miklos, 1986), Sonífera ilha (Branco Mello, Marcelo Fromer, Tony Bellotto, Carlos Barmack e Ciro Pessoa, 1984) e Homem Primata (Marcelo Fromer, Ciro Pessoa, Nando Reis e Sergio Britto, 1986), entre outros clássicos de seu repertório. O folião recifense também pulou ao som de rock...
♪ O fotógrafo do blog Notas Musicais, Rodrigo Goffredo,
viajou ao Recife (PE) para cobrir o Carnaval da cidade, em 2015, a convite do
Governo de Pernambuco e Prefeitura do Recife.
domingo, 23 de novembro de 2014
Caixa traz reedições dos álbuns feitos por Raul na Warner de 1977 e 1989
♪ Em 1977, quando sua parceria com Paulo Coelho já tinha dado sinais de desgaste e iminente extinção, Raul Seixas (1945 - 1989) migrou da gravadora Philips para a então recém-aberta (no Brasil) Warner Music. Na nova companhia fonográfica, o cantor e compositor baiano gravou e lançou três álbuns - O dia em que a terra parou (1977), Mata virgem (1978) e Por quem os sinos dobram (1979) - que deram prosseguimento à discografia iniciada em 1973 na Philips. Em 1980, já em declínio, o Maluco beleza - epíteto surgido com a música homônima lançada no álbum de 1977 - assinou contrato com a CBS e, ao longo daquela década de 1980, transitou por várias gravadoras (Eldorado, Som Livre, Copacabana) até voltar para a Warner Music em 1989 para gravar seu último álbum, A panela do diabo, feito e assinado com o discípulo Marcelo Nova. Os quatro títulos da discografia do artista na Warner Music estão ganhando reedições neste ano de 2014, embalados numa caixa, Raul Seixas 70, produzida pelo pesquisador carioca Marcelo Fróes.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
'Box' com CDs e DVD de Raul apresenta dois inéditos registros de shows
♪ Dois inéditos registros de shows de Raul Seixas (1945 - 1989) vêm à tona no mês em que a morte do cantor e compositor baiano completa 25 anos. As gravações podem ser ouvidas em CDs da caixa Raul Seixas - 25 anos sem o Maluco Beleza - Toca Raul, produzida por Sylvio Passos, presidente do fã-clube Raul Rock Club, para a Eldorado. A caixa embala seis CDs e um DVD do artista. O supra-sumo são os inéditos CDs ao vivo Eu não sou hippie - Ao vivo no Cine Patrocínio 1974 e Isso aqui não é Woodstock, mas um dia pode ser. O primeiro reproduz áudio de show feito por Raul há 40 anos, no auge do sucesso adquirido com o álbum Gita (Philips, 1974). O segundo traz a gravação da apresentação feita por Raul em setembro de 1981 na segunda edição do lendário Festival de Águas Claras, realizada no interior de São Paulo.quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Levantamento mostra que Raul, morto há 25 anos, vive pela obra dos 70
♪ Os 25 anos da morte de Raul Seixas (28 de junho de 1945 - 21 de agosto de 1989) - completados hoje, 21 de agosto de 2014 - motivaram um levantamento do ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) que mostra que a força do mito alimentado em torno do cantor e compositor baiano reside no cancioneiro composto e/ou gravado pelo Maluco Beleza ao longo dos anos 1970. Das 10 músicas mais regravadas do cancioneiro de Raul, nove foram lançadas ao longo da década de 1970 - período em que o artista atingiu seu auge comercial e artístico com a feitura de um rock de sotaque brasileiro e de aura mística que apontou afinidades entre Elvis Presley (1935 - 1977) e Luiz Gonzaga (1912 - 1989). A única exceção na lista é Cowboy fora-da-lei (Raul Seixas e Cláudio Roberto), sucesso do penúltimo álbum de Raul, Uah-bap-lu-bap-lah-béin-bum! (Copacabana, 1987). A curiosidade é, dessas 10 músicas, duas não foram lançadas na voz de Raul, pois trata-se de canções compostas pelo artista para os cantores Diana e Balthazar e, intérpretes originais de Ainda queima a esperança (Raul Seixas e Mauro Motta, 1971) e Se ainda existe amor (Raul Seixas e Sandra Syomara, 1975). Eis as 10 músicas mais regravadas da obra de Raul Seixas e - na sequência - as 10 músicas mais tocadas desse cancioneiro, de acordo com o inédito levantamento do ECAD:
* As dez músicas de Raul Seixas mais regravadas:
1. Medo da chuva (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974)
2. Gita (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974)
3. Se ainda existe amor (Raul Seixas e Sandra Syomara, 1975)
4. Maluco beleza (Raul Seixas e Claudio Roberto, 1977)
5. Metamorfose ambulante (Raul Seixas, 1973)
6. Ainda queima a esperança (Raul Seixas e Mauro Motta, 1971)
7. Tente outra vez (Raul Seixas, Mauro Motta e Paulo Coelho, 1975)
8. Como vovó já dizia (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974)
9. O trem das sete (Raul Seixas, 1974)
10. Cowboy fora-da-lei (Raul Seixas e Claudio Roberto, 1987)
* As dez músicas de Raul Seixas mais tocadas nos últimos cinco anos:
1. Maluco beleza (Raul Seixas e Claudio Roberto, 1977)
2. Tente outra vez (Raul Seixas, Marcelo Motta e Paulo Coelho, 1975)
3. Metamorfose ambulante (Raul Seixas, 1973)
4. Aluga-se (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1980)
5. Gita (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974)
6. Medo da chuva (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974)
7. Cowboy fora-da-lei (Raul
Seixas e Cláudio Roberto, 1987)
8. O carimbador maluco (Raul Seixas, 1983)
9. Eu nasci há dez mil anos atrás (Raul
Seixas e Paulo Coelho, 1976)
10. Ainda queima a esperança (Raul
Seixas e Mauro Motta, 1971)
Gravação de tributo a Raul junta no Rio artistas como Edy, Jeneci e Jerry
♪ Projeto que desde 1992 gera eventos em homenagem ao cantor e compositor baiano Raul Seixas (1945 - 2014), O baú do Raul teve mais uma edição na cidade do Rio de Janeiro (RJ) na noite de 19 de agosto de 2014. Artistas de diferentes estilos e gerações subiram ao palco da Fundição Progresso para participar da gravação ao vivo de CD e DVD a serem editados pela gravadora Som Livre ainda neste ano de 2014, a tempo de lembrar os 25 anos da morte do Maluco Beleza, completados hoje, 21 de agosto. Se o anterior CD / DVD Baú do Raul - Uma homenagem a Raul Seixas (Som Livre, 2004) priorizou os sucessos do artista, o show deste ano de 2014 tirou do baú vários lados B da discografia do roqueiro, abrangendo músicas de todas as fases da carreira fonográfica de Raulzito. Eis as 24 músicas cantadas na Fundição Progresso sob a direção musical de Arnaldo Brandão pelo time eclético de intérpretes (alguns vistos na montagem de fotos de Washington Possato) escalado pela Som Livre para o show apresentado pela DJ Vivi Seixas, filha caçula de Raul, e realizado sob a direção de Dada Burger:
1. Você ainda pode sonhar (Lucy in the sky with diamonds)
(John Lennon e Paul McCartney, 1967, em versão em português de Raul Seixas, 1968)
- Jerry Adriani e Os Panteras
2. Sessão das 10 (Raul Seixas, 1971) - Edy Star
3. Aos trancos e barrancos (Raul Seixas, 1971) - Zeca Baleiro
4. Rock das Aranhas (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1980) - Luiz Carlini
5. Aluga-se (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1980) - Digão (Raimundos)
6. Abre-te Sésamo (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1980)
- Philippe Seabra e Clemente (Plebe Rude)
7. No fundo do quintal da escola (Raul Seixas e Cláudio Roberto) - Tico Santa Cruz
8. Sapato 36 (Raul Seixas e Cláudio Roberto) - Tico Santa Cruz
9. Cowboy fora da lei (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1987)
- Marcelo Jeneci (com Laura Lavieri)
10. Metrô linha 743 (Raul Seixas, 1984) - BNegão
11. Século XXI (Raul Seixas e Marcelo Nova, 1989) - Marcelo Nova
12. Rock'n'roll (Raul Seixas e Marcelo Nova, 1989) - Marcelo Nova
13. Pai Nosso da terra (Raul Seixas, Nasi e Ricardo Gaspa, 1993)
- Nasi & Edgard Scandurra
14. As minas do Rei Salomão (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1973)
- Nasi & Edgard Scandurra
15. Eu nasci há dez mil anos atrás (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1976) - Gabriel Moura
16. Quando acabar o maluco sou eu (Raul Seixas, Cláudio Roberto e Lena Coutinho, 1987)
- Rick Ferreira & Cláudio Roberto
17. Se o rádio não toca (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974) - Cachorro Grande
18. S.O.S. (Raul Seixas, 1974) - Baia
19. Loteria de Babilônia (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974) - Baia
20. DDI (Discagem direta interestellar) (Raul Seixas e Kika Seixas, 1994) - For Fun
21. Sociedade alternativa (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974) - For Fun
22. Medo da chuva (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974) - Ana Cañas
23. Metamorfose ambulante (Raul Seixas, 1973) - Ana Cañas
24. Conserve seu medo (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1978) - Nação Zumbi
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Gravação de outra edição d'O baú do Raul' lembra os 25 anos sem Seixas
♪ A morte de Raul Seixas (28 de junho de 1945 - 21 de agosto de 1989) completa 25 anos neste mês de agosto de 2014. A data vai ser lembrada com a gravação ao vivo de outra edição do projeto O Baú do Raul. Agendada para 19 de agosto em show na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro (RJ), a gravação ao vivo vai dar origem a CD e a DVD editados ainda neste ano de 2014 pela gravadora Som Livre - nos mesmos moldes do CD e DVD O baú do Raul - Uma homenagem a Raul Seixas (2004), lançados pela mesma Som Livre há dez anos. O elenco da edição de 2014 d'O baú do Raul inclui Ana Cañas, BNegão, Baia, Cachorro Grande, Edy Star, Forfun, Jerry Adriani, Gabriel Moura, Marcelo Jeneci, Marcelo Nova, Maria Gadú, Nasi (com Edgard Scandurra), Os Panteras, Plebe Rude, Rick Ferreira, Tico Santa Cruz, Zeca Baleiro e cia.
sábado, 14 de junho de 2014
Na prática, 'Teorias do Raul' é um álbum como outros de Zezé & Luciano
Resenha de CD
Título: Teorias de Raul
Artista: Zezé Di Camargo & Luciano
Gravadora: Sony Music
Cotação: * *
Título: Teorias de Raul
Artista: Zezé Di Camargo & Luciano
Gravadora: Sony Music
Cotação: * *
Antes de se impor como cantor e compositor, ícone do rock brasileiro dos anos 1970, Raul Seixas (1945 - 1989) produziu discos de artistas rotulados como cafonas na mesma gravadora, então intitulada CBS, em que Zezé Di Camargo & Luciano ora lançam seu 23º álbum, Teorias de Raul. O que faz supor que o Maluco Beleza entenderia a jogada da dupla sertaneja. Golpe de marketing para chamar atenção para o disco lançado pela Sony Music neste mês de junho de 2014, o bizarro título Teorias do Raul nada tem a ver com o disco, embora o repertório traga música intitulada Teorias do Raul (Letal), parceria do produtor do álbum, Cesar Augusto, com Claudio Noam. Na prática, Teorias do Raul é mais um disco de Zezé Di Camargo & Luciano. Se existe uma novidade, é o fato de a dupla ter sido levada a adotar sonoridade mais moderninha, para ficar em sintonia com o atual momento do mercado sertanejo. Contudo, a dose de modernidade foi bem calculada para não desviar os irmãos goianos de seu trilho habitual. É nítida a influência do som mais pop da dupla rival, Victor & Leo, na orquestração de Flores em vida (Alberto Araújo e Felipe Duran) - faixa eleita o primeiro single do álbum por seu alto poder de sedução popular - e na levada de Pedaços de fotografia (Maracaí e Carlos Santana), por exemplo. De autoria de Gusttavo Lima, Se for pra judiar corrobora a intenção de atualizar o som da dupla - assim como Depende (Álvaro Socci e Leo Guima), faixa de arquitetura pop que traz a marca vocal do grupo carioca Roupa Nova, convidado da música. Em contrapartida, as quatro composições assinadas por Zezé Di Camargo em parceria com Danimar - Amor que alimenta (a que mais parece vocacionada para as paradas dentro do lote de inéditas autorais), Assim será nosso amor, Cumplicidade e Quando fica sem noção - sinalizam que, afinal, nada mudou tanto assim. Até porque sempre coube dentro do universo sertanejo da dupla uma faixa de sonoridade pop folk country como Coisas do amor (Bryan Adams, Eliot Kennedy em versão em português de Carlos Pinheiro e Jader Fran). Ou uma diluição como Nada é igual, versão de Cesar Augusto para o reggae I can see clearly now (Johnny Nash, 1972). Entre tantos temas de banalizado tom romântico, Seca verde (Dedé Badaró) se diferencia por cavucar a raiz dos problemas sociais que assolam o sertão nordestino e o Rio São Francisco - poeticamente conhecido como o Velho Chico - com arranjo que remete de longe ao universo caipira. Raul Seixas, que viveu a prática da feitura de discos populares, possivelmente daria o seu aval para as teorias de Zezé Di Camargo & Luciano.
sábado, 17 de maio de 2014
'Best of brega' irmana Evaldo, Graciela, Magal, Odair, Raul, Rita e Wando
Em 1980, uma cantora argentina de sucesso efêmero no Brasil, Julia Graciela, chegou ao topo das paradas nacionais com Anúncio de jornal (Graciela Correa e Paulo Ricardo), música de compacto simples editado pela Polydor. Grande hit popular daquele ano, Anúncio de jornal figura no repertório do primeiro dos dois volumes da coletânea The best of brega, editada pela gravadora Universal Music neste mês de maio de 2014. E não é o único fonograma de Graciela na compilação conceituada por Alice Soares. Responsável pela seleção de repertório, o pesquisador musical Rodrigo Faour também incluiu no CD The best of brega 1 uma faixa - Manuela Mulher do álbum lançado pela artista em 1982. Centrada na produção kitsch de período que vai de 1972 a 1983, o primeiro volume alinha standards batidos de cantores como Evaldo Braga (1948 - 1973) (Sorria, sorria, hit retumbante em 1972, e Eu não sou lixo), Odair José (Uma vida só - Pare de tomar a pílula, sucesso nacional de 1973) e Sidney Magal (Amante latino e Sandra Rosa Madalena, hits de 1976 e 1978, respectivamente) entre fonogramas menos óbvios como Bicicleta envenenada (música lançada por Ismael Carlos em 1983), Colher de chá (gravação pouco lembrada feita por Ronnie Von em 1973) e O puxa-saco (outra gravação de Ismael Carlos, lançada em 1981. The best of brega 1 rebobina também incursões dos roqueiros Raul Seixas (1945 - 1989) e Rita Lee pelo universo da canção sentimental brasileira. O Maluco Beleza parodia o brega em Tu és o MDC da minha vida, parceria com Paulo Coelho do álbum Novo aeon (Philips, 1975). Já a Ovelha Negra brinca de ser cafona em Prisioneira do amor (Élcio Decário), música de seu primeiro álbum solo, Build up (Polydor, 1970). Com ênfase na produção dos anos 1980, The best of brega 2 traz para o formato digital gravações de nomes que foram nuvem passageira na produção fonográfica brasileira, geralmente emplacando um único hit. São os casos dos grupos Afrodite se quiser (O que que ela tem que eu não tenho?, de 1987), Ciclone (Tipo one way, de 1985), Rabo de Saia (Bacalhau à brasileira - Tira-gosto de pirarucu, música de 1979), Sabor de Mel (A festa das frutas, de 1981) e Superbacana (Tá com medo, tabaréu, sucesso de 1979 mais conhecido como Melô da pipa). Enquanto o primeiro volume da coletânea The best of brega enfatiza a produção de cantores e compositores de personalidade, o segundo volume se limita a alinhar curiosidades como Sou assim, música gravada em 1988 pelo travesti Roberta Close. O que sinaliza que a gravadora Universal Music deve revitalizar seu vasto catálogo com mais critério.
sábado, 14 de dezembro de 2013
Titãs tocam Raul em show com dez inéditas que antecipa álbum de 2014
Ninguém gritou "Toca Raul!" na pista e na arquibancada do Circo Voador durante a estreia carioca do show Titãs inédito. Mas a banda paulista reverenciou Raul Seixas (1945 - 1989) e tocou Aluga-se (1980), rock feito pelo cantor e compositor baiano com Cláudio Roberto, seu parceiro mais frequente da fase pós-Paulo Coelho. Por sua forte crítica social, Aluga-se - rock aliás regravado pelo Titãs no álbum As dez mais (Warner Music, 1999), um dos títulos mais controvertidos da discografia do grupo - se ajustou ao tom demolidor do show da banda. Em apresentação iniciada já aos primeiros minutos da madrugada deste sábado, 14 de dezembro de 2013, o grupo - atualmente reduzido a um quarteto ao qual o baterista Mario Fabre foi agregado como músico convidado - apresentou dez músicas inéditas, compostas para o álbum que a banda pretende gravar em 2014. A julgar por essas dez inéditas, assinadas pelos músicos com parceiros inusitados como o diretor de teatro Aderbal Freire-Filho (no caso de Terra à vista) e o cartunista Angeli (coautor de República dos bananas), Branco Mello (voz e baixo), Paulo Miklos (voz e guitarra - em foto de Mauro Ferreira), Sérgio Britto (voz, teclado e baixo) e Tony Bellotto (guitarra) estão dispostos a retomar no próximo disco o peso e a ideologia contestadora de obras-primas da discografia dos Titãs como os álbuns Cabeça dinossauro (1986) e Jesus não tem dentes no país dos banguelas (1987), cujos repertórios, aliás, foram a base da segunda parte do show, voltada para as músicas lançadas pela banda nos anos 80 (a exceção foi a recente Vossa excelência, lançada em MTV ao vivo de 2005). Eis o roteiro seguido pelo quarteto na primeira apresentação do show Titãs inédito no Rio de Janeiro (RJ):
Set com músicas inéditas
1. Eu me sinto bem (Paulo Miklos, Sergio Britto e Tony Bellotto)
2. Renata (Paulo Miklos, Sergio Britto e Tony Bellotto)
3. Terra à vista (Branco Mello, Aderbal Freire Filho e Emerson Villani)
4. Senhor (Tony Bellotto)
5. Baião de dois (Paulo Miklos) - com citação de Bim bom (João Gilberto, 1959)
6. Mensageiro da desgraça (Paulo Miklos, Sergio Britto e Tony Bellotto)
7. Quem são os animais? (Sergio Britto)
8. Não pode (Sergio Britto)
9. Flores pra ela (Mario Fabre e Sergio Britto)
10. República dos bananas (Branco Mello, Angeli, Hugo Possolo e Emerson Villani)
Set com músicas antigas
11. Desordem (Sérgio Britto, Marcelo Fromer e Charles Gavin, 1987)
12. AA UU (Sérgio Britto e Marcelo Fromer, 1986)
13. Bichos escrotos (Arnaldo Antunes, Sergio Britto e Nando Reis, 1986)
14. Vossa Excelência (Charles Gavin, Paulo Miklos e Tony Bellotto, 2005)
15. Televisão (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Bellotto, 1985)
16. Cabeça dinossauro (Arnaldo Antunes, Branco Mello e Paulo Miklos, 1986)
17. Polícia (Tony Bellotto, 1986)
18. Homem Primata (Marcelo Fromer, Ciro Pessoa, Nando Reis e Sergio Britto, 1986)
19. Aluga-se (Raul Seixas e Claudio Roberto, 1980)
20. Diversão (Nando Reis e Sergio Britto, 1987)
21. Comida (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sergio Brito, 1987)
22. Igreja (Nando Reis, 1986)
23. Lugar Nenhum (Arnaldo Antunes, Charles Gavin, Marcelo Fromer, Sergio Britto e Tony Bellotto, 1987)
Bis:
24. Marvin (Ronald Dunbar e General Johnson em versão de Nando Reis e Sergio Britto, 1984)
25. Sonífera Ilha (Branco Mello, Marcelo Fromer, Tony Bellotto, Carlos Barmack e Ciro Pessoa, 1984)
26. Flores (Tony Bellotto, Paulo Miklos, Charles Gavin e Sergio Britto, 1989)
Bis 2:
27. Marvin R. Dunbar e G. N. Johson em versão de Nando Reis e Sergio Britto, 1984)
28. Go back (Sergio Britto e Torquato Netto, 1984)
sábado, 14 de setembro de 2013
Tico reaviva alma e som de Raul em show de tom político no 'Rock in Rio'
Resenha de show - Rock in Rio 2013
Título: Viva a Raul Seixas!
Artista: Detonautas (com participações de Zeca Baleiro e Zélia Duncan)
Local: Palco Sunset - Cidade do Rock (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 14 de setembro de 2013
Foto: Divulgação Rock in Rio 2013 / Luciana Pires - Estácio
Cotação: * * * *
Título: Viva a Raul Seixas!
Artista: Detonautas (com participações de Zeca Baleiro e Zélia Duncan)
Local: Palco Sunset - Cidade do Rock (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 14 de setembro de 2013
Foto: Divulgação Rock in Rio 2013 / Luciana Pires - Estácio
Cotação: * * * *
Tico Santa Cruz é do clube do rock. À frente do grupo carioca Detonautas, o cantor comandou no fim de tarde deste sábado, 14 de setembro de 2013, enérgico tributo a Raul Seixas (1945 - 1989) que mobilizou o público presente no segundo dos sete dias do Rock in Rio 2013. O show Viva a Raul Seixas! foi realizado no palco secundário, o Sunset, mas teve a grandeza - e a adesão popular - dos espetáculos do Palco Mundo graças à imponência da obra do roqueiro baiano e, justiça seja feita, ao desempenho exemplar de Tico Santa Cruz. Engajado, Tico recorreu às músicas de Raul para fazer um show político que lembrou que o rock é contestador pela própria natureza. Já no primeiro número, Aluga-se (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1980), ficou evidente o tom político do show, que transcorreu na pressão, com direito a palavrão dirigido em coro pelo público ao atual governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A direção musical da pianista Délia Fischer acertou o ponto da mistura de cordas com guitarras e metais. Os arranjos valorizaram músicas como Por quem os sinos dobram (Raul Seixas e Oscar Rasmussen, 1979) - composição que deu título a um álbum lançado por Raul em 1979, via Warner Music, já em fase de menor popularidade - e No fundo do quintal da escola (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1977). Os violinos, por exemplo, realçaram toda a melancolia contida na antológica letra de Ouro de tolo (Raul Seixas, 1973). Carismático, Tico conseguiu reanimar a alma da obra de Raul. Não é à toa que, no sucesso Eu nasci há dez anos atrás (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1976), apresentado com sua introdução na voz de Raul, todo o público já cantava com Tico. A entrada da convidada Zélia Duncan - para dueto com o anfitrião em Tente outra vez (Raul Seixas, Paulo Coelho e Marcelo Motta, 1975) e solo em Maluco beleza (Raul Seixas e Cláudio Roberto, 1977) - manteve o show na pressão. A nota dissonante foi a participação de Zeca Baleiro. Intérprete sagaz de obras alheias, o cantor e compositor maranhense não se harmonizou por completo com Tico Santa Cruz no dueto de Como vovó já dizia (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1975) e se atrapalhou ao cantar sozinho O rock do diabo (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1975). O tributo voltou para os trilhos quando Tico reassumiu o microfone e - com as presenças do guitarrista Rick Ferreira (músico presente em quase toda a discografia de Raul) e do cantor Arnaldo Brandão - deu voz ao country-rock Cowboy fora da lei (Raul Seixas e Cláudio Roberto). No fim, os hits Gita (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974), Metamorfose ambulante (Raul Seixas, 1973) e Sociedade alternativa (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974) - este já com todos os convidados no palco e com Tico vestido com capa usada por Raul em fase mística - reforçaram a comunhão entre palco e plateia. Raulzito certamente aprovaria o tributo pela força e pela alma com que Tico Santa Cruz deu voz e vida ao seu rock.
sábado, 23 de março de 2013
DJ Vivi Seixas joga temas de Raul na pista sem transfigurar a obra do pai
Resenha de CD
Título: Geração da luz - Clássicos de Raul Seixas metamorfoseados
Artista: Vivi Seixas
Gravadora: Warner Music
Cotação: * * *
Título: Geração da luz - Clássicos de Raul Seixas metamorfoseados
Artista: Vivi Seixas
Gravadora: Warner Music
Cotação: * * *
"Não quero ranço de velhice. Quero uma coisa nova. Vamos fazer a cabeça dos novos que os velhos já estão fritos". Extraída da gravação de Geração da luz, música que dá título ao CD de remixes lançado pela DJ Vivi Seixas neste mês de março de 2013, a fala do cantor e compositor baiano Raul Seixas (1945 - 1989) está alocada como a introdução do disco. É como se Vivi de antemão já se defendesse de eventuais ataques pela abordagem eletrônica da obra do pai neste trabalho produzido pela DJ carioca com o norte-americano Mike Frugaletti e com o carioca Plínio Profeta. Nem era preciso. Reverente à obra de Raul, o CD Geração da luz - Clássicos de Raul Seixas metamorfoseados - arquitetado há seis anos quando Vivi obteve registros a capella de gravações do cantor - dificilmente vai gerar descontentamento entre os fervorosos seguidores da música e da ideologia do Maluco Beleza. DJ de house, Vivi repagina 10 gravações de Raul com batidas de deep house, trip hop e drum and bass, entre outros subgêneros do universo musical eletrônico. Contudo, as músicas não soam transfiguradas. Houve um cuidado - talvez até excessivo - na preservação dos vocais e da estrutura melódica das músicas. E, diferentemente do que sugere o subtítulo do disco, nem todas essas músicas são clássicos da obra de Raul. Há ligeira ênfase na produção do artista nos anos 80 - década em que o compositor não reeditou o vigor criativo dos seus áureos anos 70 - e em alguns lados B como Só pra variar (Raul Seixas, Kika Seixas e Claudio Roberto, 1980). Mas há também alguns verdadeiros clássicos, caso de Mosca na sopa (Raul Seixas, 1973), que pousa na pista com certa pressão roqueira. Vivi faz com que Conversa pra boi dormir (Raul Seixas, 1980) soe mais sombria e joga Super-heróis (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974) na pista do trip hop. Com seus hábeis remixes, a DJ adensa Aluga-se (Raul Seixas e Claudio Roberto, 1980) - em tom apropriado para evitar a diluição da crítica social exposta na letra - e expande a viagem d'O carimbador maluco (Raul Seixas, 1983). No todo, Geração da luz ilumina obra emblemática do rock brasileiro sob ótica jovial. Vivi não chega a renovar o cancioneiro de Raul, porque a obra em si tem vigor atemporal, mas a DJ toca Raul para público que, talvez, conheça apenas superficialmente a música de seu pai. Este é o mérito maior de seu oportuno disco de remixes.
terça-feira, 5 de março de 2013
DJ Vivi Seixas toca Raul na sua pista e no CD de remixes 'Geração da luz'
A DJ Vivi Seixas toca Raul na sua pista e também em disco. Filha de Raul Seixas (1945 - 1989), a artista apresenta remixes de 10 músicas do repertório do Maluco Beleza no CD Geração da luz - Clássicos de Raul Seixas metamorfoseados. Nas lojas neste mês de março de 2013, com distribuição da Warner Music, o disco de remixes traz para as pistas hits de Raul como Aluga-se (Raul Seixas e Claudio Roberto, 1980), Como vovó já dizia (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974), Mosca na sopa (Raul Seixas, 1973), O carimbador maluco (Raul Seixas, 1983) e Rock das 'Aranhas' (Raul Seixas e Claudio Roberto, 1980). Vivi Seixas também joga luz sobre temas pouco ouvidos de seu pai, casos de Conversa pra boi dormir (Raul Seixas, 1980), de Só pra variar (Raul Seixas, Kika Seixas e Claudio Roberto, 1980) e da faixa-título Geração da luz (Raul Seixas e Kika Seixas, 1984), música que fecha o cultuado álbum Metrô linha 743 (1984).
sexta-feira, 30 de março de 2012
Documentário gera coletânea com fonogramas de todas as fases de Raul
Sucesso de público e crítica, o documentário de Walter Carvalho sobre Raul Seixas (1945 - 1989), Raul - O Início, o Fim, O Meio gerou coletânea dupla que inclui 28 gravações originais que cobrem todas as fases da discografia do artista. Dispostos em ordem cronológica, os fonogramas enfatizam o período de Raul na gravadora Philips - época áurea em que o roqueiro baiano lançou quatro álbuns essenciais entre 1973 e 1976 - mas a seleção traz também faixas de discos feitos por Raul nas gravadoras Warner Music, CBS (atual Sony Music), Som Livre e Copacabana. Eis as 28 faixas da compilação dupla Raul - O Início, o Fim, O Meio:
CD 1:
1. Let me Sing, Let me Sing - 1972
2. Mosca na Sopa - 1973
3. Al Capone - 1973
4. Ouro de Tolo - 1973
5. Metamorfose Ambulante - 1973
6. Gita - 1974
7. Sociedade Alternativa - 1974
8. Como Vovó Já Dizia (Óculos Escuros) - 1974
9. Sessão das 10 - 1974
10. Medo da Chuva - 1974
11. A Maça - 1974
12. Tente Outra Vez - 1975
13. Rock do Diabo - 1975
14. É Fim de Mês - 1975
CD 2:
1. Tu És o MDC da Minha Vida - 1975
2. A Verdade Sobre a Nostalgia - 1976
3. Eu Nasci há 10 mil Anos Atrás - 1976
4. Eu Também Vou Reclamar - 1976
5. Meu Amigo Pedro - 1976
6. Canto para Minha Morte - 1976
7. Maluco Beleza - 1977
8. Lucille / Corrine, Corrina - 1977
9. Blue Moon of Kentucky / Asa Branca - 1977
10. Aluga-se - 1980
11. Rock “das Aranha” - 1980
12. O Carimbador Maluco (Plunct Plact Zum) - 1983
13. Cowboy Fora da Lei - 1987
14. Carpinteiro do Universo - com Marcelo Nova - 1989
domingo, 25 de março de 2012
Com estilo, documentário substancial investiga mito do ator-cantor Raul
Resenha de documentário
Título: Raul - O Início, o Fim e o Meio
Direção: Walter Carvalho
Cotação: * * * * 1/2
Documentário em cartaz nos cinemas do Brasil desde sexta-feira, 23 de março de 2012
Título: Raul - O Início, o Fim e o Meio
Direção: Walter Carvalho
Cotação: * * * * 1/2
Documentário em cartaz nos cinemas do Brasil desde sexta-feira, 23 de março de 2012
Dentre os fartos e substanciosos depoimentos colhidos pelo cineasta Walter Carvalho para seu documentário sobre Raul Seixas (1945 - 1989), o do guitarrista Jay Vaquer, que conviveu com o cantor e compositor baiano nos Estados Unidos dos anos 70, talvez seja a chave para decifrar (um pouco) o mito que Carvalho investiga com precisão e estilo no documentário Raul - O Início, o Fim e o Meio, em cartaz nos cinemas brasileiros desde 23 de março de 2012. Após revelar que Raul chegava a tomar tranquilizantes para lidar com os executivos da CBS no período em que trabalhou como produtor musical na gravadora, Vaquer ressalta a habilidade do Maluco Beleza para manter em cena a personagem que lhe deu fama a partir de 1972. Ao argumentar que às vezes Raul Seixas fingia que era Raul Seixas, Vaquer dá pista certeira para se entender a alma de um artista que, sim, virou personagem alimentada por aura lendária. O filme jamais nega a lenda. Só que procura oferecer subsídios para que se desvende o ator-cantor que se escondia atrás de sua personagem. A precisão do filme reside no mérito de ouvir pessoas que habitavam o universo ao redor do artista. Falam no filme a mãe, (todas) as ex-mulheres, os amigos da infância vivida na Bahia e Paulo Coelho, o parceiro de Raul na composição de boa parte do repertório dos quatro álbuns fundamentais do artista, lançados entre 1973 e 1976. O estilo reside na inclusão de cenas do filme Easy Rider - o clássico road-movie norte-americano de 1969 - ao som de gravações de Elvis Presley (1935 - 1977) e Luiz Gonzaga (1912 - 1989), dois ídolos que ajudaram Raul a moldar um rock de sotaque brasileiro que flertava com o baião e com o cancioneiro sentimental. "Ele ouvia Luiz Gonzaga e bolero", revela a mãe, Maria Eugênia, testemunha da decisão de Raul de se filiar ao Elvis Rock Club, fã-clube do qual foi o sócio de número nove. Contudo, se as ex-mulheres expõem a dor e a delícia de amar um artista que se envolveu de forma autodestrutiva com o álcool, o depoimento mais contundente é mesmo o de Paulo Coelho, ouvido em Genebra, na Suíça. Às voltas com inquietante mosca, Coelho confirma que havia competição entre ele e Raul e admite que apresentou todas as drogas ao parceiro (e que não se culpa por isso). Mais adiante, o filme foca outra rivalidade, a que ainda existe entre Coelho e Claudio Roberto, o parceiro mais frequente de Raul após o rompimento entre os autores de sucessos como Gita. A propósito, ao abordar o misticismo de Raul, o diretor do filme poderia ter sido um pouco mais rigoroso no burilamento de seu estilo. O filme teria roçado a perfeição se os depoimentos de remanescentes da Sociedade Alternativa tivessem sido tratados com a precisão com que Walter Carvalho edita o número em que Caetano Veloso canta ao violão Ouro de Tolo (Raul Seixas), música do primeiro álbum de Raul Seixas, Krig-Ha-Bandolo (1973). Nada que tire o mérito do documentário, contudo. Até porque, ao remexer no baú do Raul, o cineasta apresenta fartas imagens do cantor, visto em foto como integrante de sua primeira banda (a efêmera Relâmpagos do Rock), em vídeo com Zé Ramalho e em cena, ao vivo, cantando em shows como o feito em 1979 em embrionária edição do festival Hollywood Rock e em 1988, no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), onde Raul dividiu pela primeira vez o palco com seu conterrâneo Marcelo Nova, mentor da banda baiana Camisa de Vênus. Aliás, o documentário não se exime de pôr em discussão de forma direta a natureza da relação de Raul com Marcelo Nova, com quem Raul fez 50 shows entre 1988 e 1989, ano de sua morte. Para alguns um oportunista que se aproveitou da fama de Raul, Nova ajudou seu ídolo, pagando inclusive a feira do colega quando este já vivia com dificuldades e doenças derivadas do alcoolismo. "Fiz por um sentimento de débito com um cara que me apontou um caminho", alega Nova em sua defesa. À medida em que se aproxima do fim, o documentário atinge seu pico de emoção. Fica impressa na tela a grandeza do mito. A força da lenda. "Lenda não tem história. Raul é lenda. Então pra que contar a história?", provoca Paulo Coelho no início de seu depoimento. Pois Walter Carvalho conta essa história e - apesar de uma ou outra gordurinha (como o depoimento do ator Daniel Oliveira sobre a pronúncia do nome de seu filho) - o faz com tanta propriedade e estilo que o documentário se revela imperdível para quem se interessa pelo mito de Raul Seixas, esse cantor que, como bem ressalta Jay Vaquer, foi também um pouco ator...
sábado, 27 de agosto de 2011
Dois últimos álbuns individuais de Raul são reeditados na série 'Bilogia'
Série criada pela Microservice dentro do projeto de revitalização do acervo da Copacabana, Bilogia vai relançar - embalados em box duplo e vendidos conjuntamente - dois álbuns da discografia de artistas que passaram pelo elenco da extinta gravadora carioca. O primeiro título da série é dedicado a Raul Seixas (1945 - 1989). Voltam ao catálogo os dois últimos álbuns individuais do roqueiro, Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! (1987) e A Pedra do Gênesis (1988). O primeiro foi gravado em 1986, ano em que Raul já enfrentava os problemas de saúde que iriam tirá-lo definitivamente de cena em agosto de 1989. Com repertório centrado nas parcerias de Raul com Cláudio Roberto, Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! fez sucesso. No rastro da boa execução da faixa Cowboy Fora da Lei, propagada na trilha sonora da novela Brega-Chique (1988), músicas como Cantar e Quando Acabar o Maluco Sou Eu se tornaram relativamente conhecidas. Disco de cunho mais filosófico, perceptível em faixas como Areia da Ampulheta e A Lei, A Pedra do Gênesis obteve repercussão mais reduzida ao ser lançado em setembro de 1988. Um dos destaques foi a releitura de Lua Bonita (Zé do Norte e Zé Martins).
Assinar:
Postagens (Atom)


















