♪ Três meses após serem relançados pela Som Livre em edição digital, os três álbuns lançados pelo cantor e compositor paulistano Fábio Jr. na gravadora, na fase inicial da discografia solo do artista, estão sendo repostos em catálogo em edições físicas em CD. Lançados entre 1979 e 1982, todos com o título de Fábio Jr., os discos estão embalados na caixa Popstar, produzida pelo pesquisador musical Marcelo Fróes para o selo Discobertas. Com lançamento previsto para dezembro de 2015, a caixa Popstar reúne reedições em CD dos álbuns mais autorais e menos pasteurizados do artista. O Fábio Jr. de 1979 foi lançado no rastro do sucesso da canção Pai, apresentada no ano anterior em episódio da série Ciranda cirandinha (TV Globo, 1978). O Fábio Jr. de 1981 emplacou o hit Seu melhor amigo, música de Guilherme Lamounier que havia sido lançada na voz do compositor em 1978. Já o Fábio Jr. de 1982 estourou outra música de Lamounier, Enrosca (1977), e a canção O que é que há?, parceria de Fábio com Sérgio Sá. Os três álbuns já haviam sido reeditados em CD pela própria Som Livre em 2001, mas já estavam fora de catálogo há anos, tendo virado raridades. As atuas reedições trazem faixas adicionais. Cada álbum vem com uma faixa-bônus. O Fábio Jr. de 1979 foi turbinado foi a gravação de Esses moços (Pobres moços) (Lupicínio Rodrigues, 1948), feita pelo cantor para a trilha sonora da novela Olhai os lírios do campo (TV Globo, 1980). O álbum de 1981 volta ao catálogo com a adição do registro de Eu me rendo (Sérgio Sá, 1981), fonograma da trilha sonora de outra novela, O amor é nosso! (TV Globo, 1981), esta estrelada pelo próprio Fábio. Já o Fábio Jr. de 1982 incorpora fonograma menos conhecido, Inspira pirâmide, inspira-me, espalha energia, música de autoria de Fábio, lançada pelo cantor em gravação editada em compacto de 1982. Faixas-bônus à parte, o som dos álbuns é similar ao das reedições de 2001.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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domingo, 29 de novembro de 2015
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Frejat lança single com regravação de 'Só você', hit com Cantuária e Fábio Jr.
♪ Na sequência da estreia da novela Totalmente demais, exibida pela TV Globo desde 9 de novembro de 2015, o cantor e compositor carioca Roberto Frejat arremessou nas plataformas digitais, através da Warner Music, single com inédita gravação de Só você, incluída na trilha sonora da trama pop das 19h. Só você é balada igualmente pop de autoria de Vinicius Cantuária - cantor e compositor de origem amazonense - que fez grande sucesso na voz de seu autor em gravação do terceiro álbum de Cantuária, Sutis diferenças, lançado pela gravadora EMI-Odeon em 1984, mesmo ano em que Fagner gravou Só você no álbum A mesma pessoa (CBS, 1984). Em 1997, Só você voltou às paradas na voz de Fábio Jr. em regravação que promoveu o álbum Só você e Fábio Jr. ao vivo (Sony Music, 1997). O registro de Frejat preserva a boa arquitetura pop da canção. O single pop de Frejat chegou às plataformas digitais na última sexta-feira, 13 de novembro de 2015.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Discos da fase mais verdadeira de Fábio Jr. são relançados em edição digital
♪ A pré-história musical de Fábio Jr. começa na segunda metade dos anos 1960 - década em que o cantor e compositor paulistano integrou bandas juvenis como Os Colegiais, Os Namorados, Bossa 4 e Arco-Íris - e atravessa toda a primeira metade dos anos 1970, quando o artista (então já em carreira solo) grava em inglês com pseudônimos como Uncle Jack e Mark Davis. Em que pese eventuais hits radiofônicos dessa fase em inglês, a carreira fonográfica de Fábio Jr. deslanchou mesmo a partir de 1979, com seu ingresso na gravadora Som Livre. Na época, o artista já conciliava o ofício de cantor com o trabalho como ator em novelas da TV Globo. Na Som Livre, Fábio - que tinha lançado há três anos um desprezado primeiro álbum solo em português, Fábio Júnior (Philips, 1976), atualmente item de colecionador - gravou e lançou três álbuns que constituem o melhor de sua discografia. Ora relançados pela Som Livre em edição digital, já postos à venda no iTunes simultaneamente com EP de quatro músicas lançado em 1980 como compacto duplo, estes três álbuns - todos intitulados Fábio Jr. - representam a fase mais verdadeira da obra autoral de Fábio, cuja música seria enquadrada nos padrões radiofônicos e perderia essa espontaneidade inicial a partir do ingresso do cantor na gravadora CBS em 1984. Fábio Jr. (1979), o álbum autoral que marcou a estreia do artista na Som Livre, é o disco dos hits Pai e Vinte e poucos anos. Apresentada originalmente por Fábio ainda em 1978, em episódio da série Ciranda cirandinha (TV Globo), na qual ele trabalhava como ator, a sensível canção Pai teve seu estouro impulsionado com sua propagação diária na abertura da novela Pai herói (TV Globo, 1979). Além deste dois hits, o álbum tem músicas - Quero colo e Queria ser, sobretudo - que exemplificam o talento de Fábio como compositor nessa fase inicial. Fábio Jr. - o álbum de 1981 - destaca Muito cacique para pouco índio na safra autoral, mas abre espaço para outros compositores. Tanto que o maior sucesso do disco foi Seu melhor amigo, composição de Guilherme Lamounier que já tinha sido lançada em 1978 na voz do próprio Lamounier, também autor de Enrosca (1977), um dos hits do Fábio Jr. de 1982, álbum que trouxe também O que é que há?, parceria de Fábio com o compositor Sérgio Sá que também fez muito sucesso. Neste disco, Fábio regrava música do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914 - 1974), Nervos de aço (1947), no rastro da boa repercussão de sua abordagem de Esses moços (Pobres moços) (1948), gravada para a trilha sonora da novela Olhai os lírios do campo (TV Globo, 1980). Rara, já que nunca foi incluída nos álbuns oficiais de Fábio, essa gravação integra o EP lançado pela Som Livre em edição digital juntamente com sucessos Pai e Quero colo. Enfim, quatro discos de sensibilidade artística nunca mais exibida...
terça-feira, 2 de junho de 2015
Fábio Jr. busca juventude em confessional CD de inéditas inspirado pelo r&b
Título: Fábio Jr.
Artista: Fábio Jr.
Gravadora: Sony Music
Cotação: * 1/2
♪ "Tô ficando / Tô namorando / Tô beijando pra caramba". Esses primeiros versos cantados por Fábio Jr. em seu primeiro disco de inéditas em 11 anos dão a pista certa de Fábio Jr., o CD ora lançado pela gravadora Sony Music. Tais versos abrem a música Amém amor, assinada pelo artista paulistano com Dudu Borges e Silvera, produtores do disco. Trata-se de um rock infectado com o suingue da música negra norte-americana, efeito provável do benéfico envolvimento de Silvera na composição, no arranjo e na produção da faixa. Aos 61 anos, Fábio busca com sofreguidão a juventude neste álbum confessional e por vezes autorreferente, como já sinalizara o single O que importa é a gente ser feliz (Fábio Jr. e Dudu Borges), lançado previamente nas plataformas digitais em novembro de 2014. Fábio não apresentava repertório inédito e autoral desde o disco O amor é mais (Sony Music, 2004). Em onze anos, muita coisa mudou no mercado fonográfico, hoje dominado pelo sertanejo de rala cepa pop. A associação de Fábio com Dudu Borges - produtor-grife desse estilo de sertanejo - é uma tentativa de atualizar o som do cantor. Só que adesão de Silvera - nome artístico do paulistano Silvio Luis da Silva, cantor, compositor e produtor que pauta seu trabalho pelo suingue da black music norte-americana, sobretudo pelo balanço do r&b e do soul - na confecção do álbum deu cara inesperada ao disco. Os metais inseridos em músicas como O que você quiser (Fábio Jr. e Dudu Borges) sopram o balanço da música-negra. Baladas como Tô investindo nessa história (Fábio Jr., Jorge e Dudu Borges) e Eu acredito de novo (Fábio Jr. e Dudu Borges) expõem o tempero do r & b. A questão é que o disco parece ter sido pautado por certa artificialidade na composição e formatação da maioria das dez músicas inéditas. A única emoção real parece vir de Sempre que estamos juntos (Fábio Jr.), faixa que simboliza a reconciliação do artista com sua filha Cleo Pires, que canta (mal) os versos da segunda parte da música. Como compositor, no todo, Fábio já mostrou em discos dos anos 1980 bem mais inspiração e sensibilidade do que expõe em canções como Família, música assinada por ele sem parceiros, assim como Chega, música que fecha o disco com arranjo mais introspectivo, criado com adições minimalistas de violão, piano e cordas regidas pelo maestro Otávio de Moraes. Enfim, por mais que os versos das músicas soem confessionais, parece faltar uma real verdade nas letras e melodias do CD Fábio Jr..
sábado, 18 de abril de 2015
Fábio canta até Raul em show com inéditas do álbum que vai lançar em maio
♪ A IMAGEM DO SOM - Ninguém gritou 'toca Raul!' na plateia majoritariamente feminina da casa Vivo Rio. Ainda assim, Fábio Jr - em foto de Rodrigo Goffredo - incluiu um sucesso do cantor e compositor baiano Raul Seixas (1945 - 1989) no show que mostrou na noite de ontem, 17 de abril de 2015, ao seu público carioca. Entre hits da boa fase inicial de sua carreira solo, como O que é que há? (Fábio Jr. e Sérgio Sá, 1982) e Seu melhor amigo (Guilherme Lamounier, 1978), o cantor deu voz a Tente outra vez (Raul Seixas, Mauro Motta e Paulo Coelho, 1975) - hit do Maluco Beleza há 40 anos - e a Casinha branca (Gilson Campos, 1979). Pai (Fábio Jr., 1979) - joia do cancioneiro autoral do artista - também figurou no roteiro do show de estética kitsch. Até então inédito na cidade do Rio de Janeiro (RJ), o show integra a turnê nacional O que importa é a gente ser feliz e adianta algumas músicas do disco de inéditas que o cantor e compositor paulistano vai lançar em maio de 2015 pela gravadora Sony Music. Entre elas, Amém amor (Fábio Jr., Silvera e Dudu Borges), Tô investindo nessa história (Fábio Jr., Jorge e Dudu Borges) e a música-título do show, O que importa é a gente ser feliz (Fábio Jr. e Dudu Borges). Primeiro disco de inéditas de Fábio desde O amor é mais (Sony Music, 2004), o álbum tem produção assinada por Dudu Borges - grife do mercado pop sertanejo - e Silvera. No show, Fábio Jr. irmana novas e velhas músicas com cacos postos nos versos das canções e jeito descompromissado com o sentido original das letras. Para o (ainda fiel) público de Fábio Jr., o que importa é ele ser feliz...
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Fábio canta com Jorge & Mateus em CD feito com produtor de sertanejo pop
♪ Fábio Jr. vai tentar se aproximar do universo pop sertanejo em álbum de inéditas programado pela gravadora Sony Music para ser lançado no primeiro semestre de 2015. Gravado em 2014 sob a batuta de Dudu Borges, um dos principais produtores do gênero, o primeiro disco de inéditas do cantor paulista desde O amor é mais (Sony Music, 2004) teria a participação de Jorge & Mateus, dupla sertaneja de origem goiana, numa faixa. O primeiro single do álbum, O que importa é a gente ser feliz, foi editado nas plataformas digitais em 11 de novembro de 2014. O título do CD (ainda) não foi revelado.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Fábio Jr. lança 'single' com música de álbum de inéditas que vai sair em 2015
♪ Gravado desde o início deste ano de 2014, com produção de Dudu Borges, o primeiro álbum de inéditas de Fábio Jr. desde O amor é mais (Sony Music, 2004) vai ser lançado somente em 2015. A previsão da gravadora Sony Music é de que o CD chegue ao mercado fonográfico em março. Só que uma faixa, O que importa é a gente ser feliz, já está sendo lançada em formato de single digital, disponível para venda no iTunes a partir de hoje, 11 de novembro de 2014. É que a música - assinada por Fábio com Dudu Borges - foi incluída na trilha sonora da novela Alto astral, recém-estreada pela TV Globo às 19h. De pegada jovem, o single pega carona na (possível) execução da música na novela.
sábado, 30 de agosto de 2014
Moska lança 'single' com gravação de 'Enrosca', hit de Fábio Jr. em 1982
♪ Música do cantor e compositor carioca Guilherme Lamounier lançada pelo autor em 1977, regravada pelo cantor paulistano Fábio Jr. em 1982 com sucesso e revivida após quase 20 anos pelo cantor paulista Junior Lima (da dupla Sandy & Junior) em 2001, Enrosca ganha a voz do cantor e compositor carioca Moska. Feita para a trilha sonora da novela Império (TV Globo, 2014), a gravação - calcada no violão de Moska e de tom folk - está sendo lançada em single.quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Dudu Borges produz primeiro álbum de inéditas de Fábio Jr. em dez anos
Produtor de Campo Grande (MS) que criou a sonoridade pop da atual música sertaneja a partir de seu trabalho com a dupla sul-mato grossense João Bosco & Vinicius, Dudu Borges - nome de alta cotação no mercado sertanejo, já tendo trabalhado com astros do gênero como Luan Santana e Michel Teló - produz o álbum de inéditas que Fábio Jr. grava em estúdio de São Paulo (SP). É o primeiro disco de inéditas do cantor e compositor paulista em dez anos, pois o último, O amor é mais, foi editado pela Sony Music em 2004. CD será lançado no meio do ano.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Fábio Jr. grava participação em música do segundo álbum solo de Fiuk
Fábio Jr. gravou participação no segundo álbum solo do cantor e compositor paulista Fiuk, Vira-lata, CD que tem lançamento previsto para o segundo semestre deste ano de 2013 via Warner Music. Pai e filho - vistos no estúdio em foto postada por Fiuk no Instagram - se reencontram na faixa intitulada Caso sério. Produzido por Rick Bonadio, o CD Vira-lata tem também intervenções do rapper paulista Rappin' Hood, do cantor de pagode Thiaguinho e do funkeiro MC Sapão, convidado da já divulgada faixa Toma toma (Umberto Tavares, Jefferson Junior e Thiago Moraes). O álbum Vira-lata sucede Sou eu (2011), o primeiro CD solo de Fiuk.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Sem intimidade com funk e soul, Fábio dilui hits de Tim e Hyldon ao vivo
Mesmo sem ter a menor intimidade com ritmos como funk e soul, Fábio Jr. se aventura a cantar um funk de Tim Maia (1942 - 1998) - Não Vou Ficar, o funkaço lançado por Roberto Carlos em álbum de 1969 - e uma balada de espírito soul da lavra de Hyldon, As Dores do Mundo, sucesso do primeiro disco solo do artista baiano, lançado em 1975. Diluídas na voz de Fábio, as duas músicas figuram no repertório do show registrado no CD e DVD Íntimo ao Vivo, captado em apresentação do show Íntimo, feita em 1º de setembro de 2011 no Credicard Hall, em São Paulo (SP). Além de arriscar covers de sucessos de Raul Seixas (1945 - 1989) (Tente Outra Vez) e Titãs (Epitáfio), o cantor requenta seus hits radiofônicos dos anos 80 e 90 entre duetos com Luiza Posssi (em Sorri e em Tudo Certo) e com os filhos Fiuk (em 20 e Poucos Anos e em Quero Toda Noite, música do primeiro disco solo de Fiuk) e Tainá (em Não Posso Reclamar de Nada). O show foi gerado pelo álbum de estúdio Íntimo, lançado em abril de 2011.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Fábio Jr. grava ao vivo o show da turnê 'Íntimo' com Luiza, Fiuk e Tainá
Lançado por Fábio Jr. em abril de 2011 via Sony Music, o CD Íntimo gerou show que transitou por cerca de 60 cidades do Brasil. Já na reta final da turnê nacional, o cantor e compositor paulista vai fazer a gravação ao vivo do show Íntimo em apresentação agendada para 1º de setembro de 2011 no Credicard Hall, em São Paulo (SP). Na gravação, o artista vai receber Luiza Possi e seus filhos Fiuk (em Vinte e Poucos Anos, canção autoral da fase inicial da carreira de Fábio) e Tainá (em Não Posso Reclamar da Vida). Além de hits de sua carreira fonográfica, como Alma Gêmea e Senta Aqui, o cantor vai reviver sucessos de Gonzaguinha (1945 - 1991) - Sangrando, de 1980 - do grupo Titãs (Epitáfio). O registro vai originar CD ao vivo, DVD e blu-ray, a serem editados pela gravadora Sony Music até o fim deste ano de 2012.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Duos com Fiuk e Tainá são charme de CD em que Fábio não soa 'íntimo'
Resenha de CD
Título: Íntimo
Artista: Fábio Jr.
Gravadora: Sony Music
Cotação: * 1/2
Título: Íntimo
Artista: Fábio Jr.
Gravadora: Sony Music
Cotação: * 1/2
Em 2009, ao lançar o CD Romântico, Fábio Jr. surpreendeu positivamente ao realçar em tons baixos a sensibilidade de um cancioneiro sertanejo subestimado pela crítica. Dois anos depois, ele apresenta novo álbum de intérprete, Íntimo, com resultado bem inferior. Apesar de os suingantes duetos do cantor com o filho Fiuk em Vinte e Poucos Anos (um dos hits da inicial fase autoral da discografia de Fábio) e em Carango (sucesso de Wilson Simonal, rebobinado para a trilha de comercial de TV) terem certo charme, Íntimo patina em intepretações geralmente insossas. Sem o sentimento que havia em Romântico e nos três bons álbuns que gravou para a Som Livre entre 1979 e 1982, Fábio dilui a pegada soul da balada As Dores do Mundo (Hyldon) e anula a melancolia de Casinha Branca (Gilson e Joran), para citar somente dois exemplos. A produção de César Lemos não chega a soar pasteurizada, mas segue padrões eletroacústicos que impedem que se crie um clima de real intimidade ao longo dos 13 covers do disco. Esquinas (Djavan) até parece que vai esboçar essa intimidade na introdução pontuada pelo violão de influência cigana tocada pelo próprio César Lemos, mas, à medida que avança, tal esboço se esvai e trava a emoção que deveria haver em música densa que pede interpretação mais interiorizada. Entre a abordagem quase roqueira de Muito Estranho (Dalto) e a diluição da festa pop de Dias Melhores (Jota Quest), Fábio apresenta a filha Tainá - que até deixa boa impressão ao solar Fullgás (Marina Lima e Antonio Cícero) com o pai se limitando a fazer algumas intervenções na função de segunda voz da faixa - e chega perto da intimidade proposta pelo disco ao cantar Paixão (Kledir Ramil) em arranjo que entrelaça com salutar economia o cello de Alexander Sasha Zhiroff com os violões tocados pelo produtor do disco. Mas é pouco. A julgar pelos álbuns lançados pela Som Livre, Fábio Jr. pode fazer mais do que oferece em seus discos, mas já parece inútil esperar virada de um artista que desde 1984 - ano em que ingressou na gravadora Sony Music - aceita fazer o jogo da indústria fonográfica.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Fábio Jr. rebobina sucessos de Caetano, Lenine e Djavan no CD 'Íntimo'
Nas lojas até o fim deste mês de março de 2011, via Sony Music, o novo CD de Fábio Jr., Íntimo, rebobina no repertório hits de Caetano Veloso (Você É Linda), Dalto (Muito Estranho), Djavan (Esquinas), Lenine (Paciência), Marina Lima (Fullgás, em duo com Thainá, filha do cantor) e Roberto Carlos (Do Fundo do meu Coração), entre outros temas dos anos 60 aos 90.
terça-feira, 1 de março de 2011
Fábio Jr. canta com Fiuk e apresenta a filha Tainá em seu disco 'Íntimo'
No disco que vai lançar em março de 2011 pela Sony Music, Íntimo, Fábio Jr. canta com seus filhos Fiuk e Tainá. Com Fiuk, o cantor faz dueto em Carango - tema de Nonato Buzar e Carlos Imperial, gravado por Wilson Simonal (1938 - 2000) e por Erasmo Carlos no mesmo ano de 1966 - e em 20 e Poucos Anos, música da autoral fase inicial da carreira de Fábio, lançada pelo compositor em álbum de 1979 (o disco que trouxe a gravação original de Pai). Já com Tainá o duo acontece em Fullgás (Marina Lima e Antonio Cícero), sucesso de Marina em 1984.
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