Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Pitty se expõe no seu livro tanto pelas imagens como pelos textos curtos

Resenha de livro
Título: Cronografia: uma trajetória em fotos
Autor: Pitty
Editora: Edições Ideal
Cotação: * * * *

O primeiro livro de Pitty, Cronografia: uma trajetória em fotos, expõe exatamente o que propõe seu título. É uma biografia visual narrada por expressivas imagens alocadas em ordem cronológica nas 160 páginas do livro. Com capa dura, a edição cuidadosa dá status de livro de arte a essa primeira publicação da cantora e compositora baiana no ramo editorial. Mas o curioso é que, embora seja essencialmente um livro visual, os textos introdutórios de cada um dos oito capítulos - escritos pela própria Pitty - são tão ou mais reveladores do que as fotos expostas em Cronografia. São textos curtos, mas bem escritos e com ótimo poder de sintetizar cada fase da vida e/ou obra da artista. Já no texto do primeiro capítulo, Gênese, Pitty revela como se deu sua formação musical na Bahia, entre as cidades de Salvador e Porto Seguro, dos 11 aos 15 anos. Foi em Porto Seguro, conta ela no livro, que a então adolescente Priscila Novaes Leone descobriu o rock que norteia sua vida profissional, ainda que a pausa na carreira solo para se dedicar ao duo Agridoce - assunto de outro capítulo, no qual Pitty garante ter inicialmente resistido à ideia do produtor Rafael Ramos para transformar em disco o som que nasceu de mero exercício de depuração musical feito com o guitarrista Martin Mendezz - tenha definitivamente aberto outros caminhos na veia naturalmente roqueira da artista. Para quem acompanha Pitty desde seu primeiro álbum, Admirável chip novo (Deckdisc, 2003), público-alvo do livro, Cronografia se revela obviamente mais interessante no período pré-fama nacional de Pitty. Antes de se lançar em carreira solo, Pitty foi vocalista da banda Inkoma e baterista do grupo Shes. As fotos e os textos dos capítulos dessas duas bandas indies de Salvador (BA) ajudam a documentar cena roqueira soteropolitana pouco - ou nada - abordada na bibliografia musical brasileira oficial. Com bom prefácio escrito por Luiz Cesar Pimentel, organizador da edição, Cronografia cumpre bem o que se propõe, fazendo bela crônica visual da evolução de uma artista já nascida na era audiovisual do universo pop. Vale investir no livro.

9 comentários:

Mauro Ferreira disse...

O primeiro livro de Pitty, Cronografia: uma trajetória em fotos, expõe exatamente o que propõe seu título. É uma biografia visual narrada por expressivas imagens alocadas em ordem cronológica nas 160 páginas do livro. Com capa dura, a edição cuidadosa dá status de livro de arte a essa primeira publicação da cantora e compositora baiana no ramo editorial. Mas o curioso é que, embora seja essencialmente um livro visual, os textos introdutórios de cada um dos oito capítulos - escritos pela própria Pitty - são tão ou mais reveladores do que as fotos expostas em Cronografia. São textos curtos, mas bem escritos e com ótimo poder de sintetizar cada fase da vida e/ou obra da artista. Já no texto do primeiro capítulo, Gênese, Pitty revela como se deu sua formação musical na Bahia, entre as cidades de Salvador e Porto Seguro, dos 11 aos 15 anos. Foi em Porto Seguro, conta ela no livro, que a então adolescente Priscila Novaes Leone descobriu o rock que norteia sua vida profissional, ainda que a pausa na carreira solo para se dedicar ao duo Agridoce - assunto de outro capítulo, no qual Pitty garante ter inicialmente resistido à ideia do produtor Rafael Ramos para transformar em disco o som que nasceu de mero exercício de depuração musical feito com o guitarrista Martin Mendezz - tenha definitivamente aberto outros caminhos na veia naturalmente roqueira da artista. Para quem acompanha Pitty desde seu primeiro álbum, Admirável chip novo (Deckdisc, 2003), público-alvo do livro, Cronografia se revela obviamente mais interessante no período pré-fama nacional de Pitty. Antes de se lançar em carreira solo, Pitty foi vocalista da banda Inkoma e baterista do grupo Shes. As fotos e os textos dos capítulos dessas duas bandas indies de Salvador (BA) ajudam a documentar cena roqueira soteropolitana pouco - ou nada - abordada na bibliografia musical brasileira oficial. Com bom prefácio escrito por Luiz Cesar Pimentel, organizador da edição, Cronografia cumpre bem o que se propõe, fazendo bela crônica visual da evolução de uma artista já nascida na era audiovisual do universo pop. Vale investir no livro.

Luca disse...

muito cedo pra lançar qualquer produtor de revisão de carreira

Márcio disse...

Não acho muito cedo. Afinal, Pitty já tem mais de 15 anos de envolvimento direto com música. Como ela é dos raríssimos nomes femininos com história própria no pop/rock brasileiro, criando o que apresenta em shows e discos, o lançamento é bastante apropriado.

Mauro Silva disse...

Nada á ver, Pitty é uma menina mimada que canta fazendo cara feia, grita em quase todas as músicas..não tem nada de rock e sim de música pra adolescente que segue á moda e nem sabe por que.Bom se a Ivete Sangalo esta comemorando não sei o que, por que ela não tem o que comemorar, mas esta aí com DVD comemorando, a Pitty também lança seu livro de adolescente. Um artista para comemorar sua carreira demorava alguns séculos..hoje basta alguns anos e já saí por aí com disco ao vivo e todo mundo gritando "Tira o pé do chão", é muita jogada da gravadora e falta de talento dos mesmos :(

Ana Vitoria disse...

Mauro Silva é muita falta do que fazer mesmo hein , vem aqui só pra falar mal da Pitty. Realmente , não sabe nada sobre ela e nem sobre a música dela.

Mauro Silva disse...

Alguém tem que falar alguma coisa, e eu falo daquilo que eu "provei" escutei sim! Desde "Admiravél Chip novo", passando por "Anacrônico" ...entre outros ...até chegar ao último e forçado "Sete Vidas"..sem falar do cansado projeto "Agridoce"...mas enfim cada macaco no seu galho...como dizia Gilberto Gil...ela é muito ruim. não tem pegada..só faz cara feia quando canta, ela parace aqueles candidatos do The Voice, ganha quem + estraga a música.

Diego. disse...

Mauro Silva me diz uma coisa, pra que gastar tanta energia pra ficar alfinetando uma artista? Cara não existe o melhor som, existe o som que você curte. Ninguém é melhor que ninguém. Pitty é uma ótima artista( falo artista porque é completa, canta, compõe, toca...) Ao invés de vir aqui falar mal é melhor ir num post de um artista que você gosta e rasgar elogios. Abraço! Viva a música!

Mauro Silva disse...

Diogo...Trepa no coqueiro, tira coco,
Gipi-gipi, nheco-nheco, no coqueiro oi-li-rá!

Paulo Alves disse...

Fica falando que a pitty não tem conteúdo mas dá referencia de Gilberto Gil e the foice, muito contraditório isso.