Mauro Ferreira no G1

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domingo, 7 de setembro de 2014

Paulinho bebe do samba de Cartola e Zé Kétti no roteiro do show dos 50

Foi em 1964 que Paulinho da Viola pôs os pés no miscigenado terreirão do samba e choro, construindo desde então uma das obras mais inspiradas, refinadas e elegantes desses gêneros. Obra que o cantor e compositor carioca repassa - sem preocupações cronológicas - no show comemorativo de seus 50 anos de carreira. A rigor já em turnê pelo Brasil desde o primeiro semestre de 2014, o show ganhou ares de estreia oficial ao ser apresentado na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de 6 de setembro de 2014, diante de plateia que incluiu Hermínio Bello de Carvalho - principal articulador da entrada de Paulinho da Viola no meio do samba carioca, nos idos de 1964 - e Nelson Sargento. No roteiro essencialmente autoral, o artista reviveu composições de todas as fases de sua discografia, com surpreendente ênfase em músicas dos álbuns Prisma luminoso (Warner Music, 1983) e Bebadosamba (BMG-Ariola, 1996), e também deu voz a sambas dos compositores cariocas Cartola (1908 - 1980) e Zé Kétti (1921 - 1999), lembrados como Não quero mais amar a ninguém (1937) e Jaqueira da Portela (1963), respectivamente. Eis o roteiro seguido em 6 de setembro de 2014 por Paulinho da Viola - em foto de Rodrigo Goffredo - no show que seduziu o público que lotou a casa Vivo Rio:

1. 14 anos (Paulinho da Viola, 1966) /
2. Minhas madrugadas (Paulinho da Viola e Candeia, 1965) /
3. Coração vulgar (Paulinho da Viola, 1965) /
4. Coisas do mundo, minha nega (Paulinho da Viola, 1967)
5. Botafogo, chão de estrelas (Paulinho da Viola e Aldir Blanc, 1988)
6. Jaqueira da Portela (Zé Kétti, 1963)
7. Prisma luminoso (Paulinho da Viola e José Carlos Capinam, 1983)
8. Recomeçar (Paulinho da Viola e Elton Medeiros, 1979)
9. Ruas que sonhei (Paulinho da Viola, 1970)
10. Dança da solidão (Paulinho da Viola, 1972)
11. Onde a dor não tem razão (Paulinho da Viola e Elton Medeiros, 1981)
12. Sei lá, Mangueira (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho, 1968)
13. Para um amor no Recife (Paulinho da Viola, 1971)
14. Tudo se transformou (Paulinho da Viola, 1970)
15. Inesquecível (Paulinho da Viola, 1976) - Cristóvão Bastos e Mário Sève
      - com citação de Doce de coco (Jacob do Bandolim, 1951)
16. Pecado capital (Paulinho da Viola, 1975)
17. Ame (Paulinho da Viola e Elton Medeiros, 1996)
18. Recado (Paulinho da Viola e Casquinha, 1966)
17. Rosa de ouro (Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho, 1965)
18. Argumento (Paulinho da Viola, 1975)
19. Roendo as unhas (Paulinho da Viola, 1973)
20. Sarau para Radamés (Paulinho da Viola, 1978)
21. Retiro (Paulinho da Viola, 1983)
22. Bebadosamba (Paulinho da Viola, 1996)
23. Peregrino (Noca da Portela e Toninho Nascimento, 1996)
24. Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola, 1970)
25. Coração leviano (Paulinho da Viola, 1977)
26. Timoneiro (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho, 1996)
Bis:
27: Não quero mais amar a ninguém (Cartola, Carlos Cachaça e Zé da Zilda, 1937)
28. Sinal fechado (Paulinho da Viola, 1979)
29. Um sarau para Raphael (Paulinho da Viola, 2001)

3 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ Foi em 1964 que Paulinho da Viola pôs os pés no miscigenado terreirão do samba e choro, construindo desde então uma das obras mais inspiradas, refinadas e elegantes desses gêneros. Obra que o cantor e compositor carioca repassa - sem preocupações cronológicas - no show comemorativo de seus 50 anos de carreira. A rigor já em turnê pelo Brasil desde o primeiro semestre de 2014, o show ganhou ares de estreia oficial ao ser apresentado na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de 6 de setembro de 2014, diante de plateia que incluiu Hermínio Bello de Carvalho - principal articulador da entrada de Paulinho da Viola no meio do samba carioca, nos idos de 1964 - e Nelson Sargento. No roteiro essencialmente autoral, o artista reviveu composições de todas as fases de sua discografia, com surpreendente ênfase em músicas dos álbuns Prisma luminoso (Warner Music, 1983) e Bebadosamba (BMG-Ariola, 1996), e também deu voz a sambas dos compositores cariocas Cartola (1908 - 1980) e Zé Kétti (1921 - 1999), lembrados como Não quero mais amar a ninguém (1937) e Jaqueira da Portela (1963), respectivamente. Eis o roteiro seguido em 6 de setembro de 2014 por Paulinho da Viola - em foto de Rodrigo Goffredo - no show que seduziu o público que lotou a casa Vivo Rio:

1. 14 anos (Paulinho da Viola, 1966) /
2. Minhas madrugadas (Paulinho da Viola e Candeia, 1965) /
3. Coração vulgar (Paulinho da Viola, 1965) /
4. Coisas do mundo, minha nega (Paulinho da Viola, 1967)
5. Botafogo, Chão de Estrelas (Paulinho da Viola e Aldir Blanc, 1988)
6. Jaqueira da Portela (Zé Kétti, 1963)
7. Prisma luminoso (Paulinho da Viola e José Carlos Capinam, 1983)
8. Recomeçar (Paulinho da Viola e Elton Medeiros, 1979)
9. Ruas que sonhei (Paulinho da Viola, 1970)
10. Dança da solidão (Paulinho da Viola, 1972)
11. Onde a dor não tem razão (Paulinho da Viola e Elton Medeiros, 1981)
12. Sei lá, Mangueira (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho, 1968)
13. Para um amor no Recife (Paulinho da Viola, 1971)
14. Tudo se transformou (Paulinho da Viola, 1970)
15. Inesquecível (Paulinho da Viola, 1976) - Cristóvão Bastos e Mário Sève - com citação de Doce de coco (Jacob do Bandolim, 1951)
16. Pecado capital (Paulinho da Viola, 1975)
17. Ame (Paulinho da Viola e Elton Medeiros, 1996)
18. Recado (Paulinho da Viola e Casquinha, 1966)
17. Rosa de ouro (Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho, 1965)
18. Argumento (Paulinho da Viola, 1975)
19. Roendo as unhas (Paulinho da Viola, 1973)
20. Choro instrumental
21. Retiro (Paulinho da Viola, 1983)
22. Bebadosamba (Paulinho da Viola, 1996)
23. Peregrino (Noca da Portela e Toninho Nascimento, 1996)
24. Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola, 1970)
25. Coração leviano (Paulinho da Viola, 1977)
26. Timoneiro (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho, 1996)
Bis:
27: Não quero mais amar a ninguém (Cartola, Carlos Cachaça e Zé da Zilda, 1937)
28. Sinal fechado (Paulinho da Viola, 1979)
29. Choro instrumental

Zé Henrique disse...

Quem achar uma música ruim aí é doente da cabeça e do pé.

PS: Sei lá Mangueira é linda demais!
"Que os olhos não conseguem perceber..."

Marcelo Barbosa disse...

Ainda bem que deu uma variada no repertório! Pensei que fosse registrar as mesmas de sempre (se bem que ainda tem muitas repetidas e lançadas nos projetos ao vivo e no Acústico MTV).
Pena não ter Um certo dia para 21.
Comprarei, mas o Paulinho precisa urgente lançar um disco somente de inéditas!