♪ Embora tenha engatilhado projeto fonográfico baseado em Música romance, show com que está em cena desde 2010, Luiz Melodia faz antes o registro audiovisual do show Zerima. A gravação ao vivo vai ser feita hoje, 29 de junho de 2016, em apresentação do cantor e compositor carioca no Teatro da UFF, na cidade de Niterói (RJ). Está prevista participação do rapper Mahal Reis, filho de Melodia, no registro ao vivo viabilizado com a participação do Canal Brasil na coprodução. O show é baseado no álbum Zerima (Som Livre, 2014), disco de músicas inéditas lançado há dois anos pelo artista (em foto de Mauro Ferreira). Clique aqui para reler a resenha do bom show Zerima e aqui para ver o roteiro.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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quarta-feira, 29 de junho de 2016
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Luiz Melodia tem o plano de gravar 'Música romance', show de leros e boleros
♪ Desde 2010, Luiz Melodia apresenta pelo Brasil o show Música romance, cujo roteiro - como já indica o título do show - prioriza temas românticos. O cantor e compositor carioca - em foto de Daryan Dornelles - tem planos de gravar e lançar em 2016 um registro ao vivo deste show. O repertório inclui Gamadinho por você (Renato Barros, 1965), Nada tenho a perder (Getúlio Cortes, 1969), Suave é a noite (Tender is the night) (Sammy Fain e Paul Francis Webster em versão em português de Nazareno de Brito, 1962), Tudo foi ilusão (Laerte Santos e Arcilino Tavares, 1956) - bolero propagado na voz do cantor baiano Anísio Silva (1920 - 1989) - e Eu bem dizia (I could have told you) (Arthur Williams e Carl Sigman em uma versão de Neusa de Souza, 1966), entre outras músicas.
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Trilha dupla de 'Alto astral' traz música de Caetano com o suingue de Melodia
♪ Música de Caetano Veloso lançada na voz de Roberto Carlos em 1977, Muito romântico ganha o suingue do cantor carioca Luiz Melodia em inédita gravação arranjada e produzida por Humberto Araújo com Mu Carvalho. O fonograma integra o segundo volume da dupla trilha sonora nacional da novela Alto astral, exibida pela TV Globo às 19h. São, ao todo, 28 faixas distribuídas em dois discos vendidos separadamente pela gravadora Som Livre. Eis - na ordem dos dois volumes da trilha - a disposição das 28 gravações nacionais nos CDs Alto astral nacional vol. 1 e Alto astral nacional vol. 2, já à venda:
1. Alma - Zélia Duncan
2. Diz pra mim - Malta
3. Sócio do amor - Lulu Santos
4. Verdade, uma ilusão - Marisa Monte
5. Tudo com você - Victor & Leo
6. Na batida - Anitta
7. Pra curar essa dor (Heal the pain) - Fernanda Takai (com Samuel Rosa)
8. Rumo ao infinito - Maria Rita
9. Entre sem bater - Jota Quest
10. Somente nela - Moska
11. Sempre diz que não tem - Pixote
12. Não quero olhar pra trás - Scarcéus
13. Em meio a tudo - Christiano Dortas
Alto astral nacional vol. 2:
1. Saideira - Santana (com Samuel Rosa)
2. Mais ninguém - Banda do Mar
3. Tudo sobre você - Zélia Duncan
4. Show das poderosas - Anitta (Remix DJ Batutinha)
5. O que importa é a gente ser feliz - Fábio Jr.
6. Muito romântico - Luiz Melodia
7. Escândalo - Fafá de Belém
8. Esses moços (Pobres moços) - Gilberto Gil
9. Sentado à beira do caminho - Wanderléa
10. O amor - Zizi Possi
11. Um dia de domingo - Gal Costa (com Tim Maia)
12. O que tinha de ser - Elis Regina
13. Mil poemas - Jammil e Uma Noites
14. Peço só - Danilo de Moura
15. Além - Tio Chê
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Aos 63 anos, Luiz Melodia cai em senhor suingue no maturado show 'Zerima'
Título: Zerima
Artista: Luiz Melodia (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Theatro Net Rio (Rio de Janeiro)
Data: 7 de outubro de 2014
Cotação: * * * 1/2
♪ "Já sou um senhor de idade", brincou Luiz Melodia no palco do Theatro Net Rio, fazendo troça de seus 63 anos. Na noite de 7 de outubro de 2014, a idade interferiu no veludo da voz, que perdeu o viço e o alcance no fim da estreia carioca do show Zerima, a ponto de o cantor e compositor somente ter voltado para o bis - para cantar Magrelinha (Luiz Melodia, 1973) e Estácio, holy Estácio (Luiz Melodia, 1972), músicas de seu emblemático primeiro álbum, Pérola negra (Philips, 1973) - por insistência da plateia. Público generoso que reforçou o coro nestes dois sucessos de Melodia, ajudando o cantor carioca a finalizar o bis. Voz à parte, a apresentação mostrou que Melodia continua caindo em senhor suingue, escorado - no caso do show Zerima - nos arranjos do saxofonista Humberto Araújo, destaque da banda que também põe em evidência o guitarrista Renato Piau e o pianista Fernando Merlino. Azeitado, o show é inspirado no primeiro disco de inéditas lançado por Melodia em 13 anos, Zerima (Som Livre, 2014), cuja produção é assinada por Líber Gadelha e Humberto Araújo. Zerima é disco de tons eventualmente mais serenos, melancólicos, às vezes até nostálgicos. Um disco sobre amores e sobre dores de amores. Zerima, o show, incorporou um pouco destes matizes do delicado tempo da maturidade. Sobretudo no início, na música-título Zerima (Luiz Melodia, 2014) e no samba Dor de Carnaval (Luiz Melodia, 2014), que evoluiu em cena no compasso do samba-canção. Mas a dor bluesy na música de Melodia sempre foi temperada com aquele suingue personalíssimo, apr(e)endido pelo artista na sua vivência no Morro do Estácio, berço do samba e de Melodia na partida cidade do Rio de Janeiro (RJ). Esse molejo ficou exposto na arquitetura sincopada de Cheia de graça (Luiz Melodia e Ricardo Augusto, 2014) - uma das melhores músicas do disco que originou o show - e na manemolência que pauta Ébano (Luiz Melodia, 2014), único sucesso alocado na metade inicial do roteiro, inteiramente dedicada ao repertório do álbum Zerima. Se Papai do céu (Luiz Melodia, 2014) tendeu para o ritmo do reggae, a recriação funky do samba Maracangalha (Dorival Caymmi, 1956) ganhou a adesão do rap de Mahal Reis, filho de Melodia, enquanto Frágil força (Luiz Melodia e Ricardo Augusto, 1985) se revigorou no toque do baixo largo de Rômulo Duarte. Forte na essência, a reluzente Pérola negra (Luiz Melodia, 1971) - música lançada por Gal Costa em show apresentado em 1971 no mesmo palco em que Melodia fez a estreia carioca do show Zerima - foi entortada com direito a acento mais bluesy. O número antecedeu exuberante abordagem instrumental de Nanã (Coisa nº 5) (1962), obra-prima do maestro pernambucano Moacir Santos (1926 - 2006). O tema instrumental entrou em cena para fazer Melodia ganhar tempo e recuperar a voz, que deu sinais de cansaço notados mais pelo cantor do que pelo público (exceto no bis). Na volta ao palco, o Negro Gato reiterou a afeição pelo cancioneiro da Jovem Guarda, entoando com a devida ternura Parei... olhei (Rossini Pinto, 1965), música esquecida do repertório de Roberto Carlos. Na sequência, Congênito (Luiz Melodia, 1976) restaurou o suingue que norteia a obra de Melodia, senhor cantor, artista que vale mais do que pesa...
Luiz Melodia reitera afeto pelo cancioneiro da Jovem Guarda no show 'Zerima'
♪ O cancioneiro pueril da Jovem Guarda permanece enraizado na memória afetiva de Luiz Melodia, sobretudo o repertório gravado por Roberto Carlos no auge das tardes dominicais dos anos 1960, década em que o cantor capixaba foi o Rei da juventude no então emergente universo pop do Brasil. Desde que reviveu Negro gato (Getúlio Cortes, 1964) no álbum Nós (Warner, 1980), Melodia - que cantou Broto do Jacaré (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1964) em seu álbum Claro (Continental, 1987) - volta e meia dá sua voz aveludada a canções lançadas por Roberto no reinado da Jovem Guarda. No show Zerima, que chegou esta semana ao Rio de Janeiro (RJ) em apresentações agendadas no Theatro Net Rio para 7 e 8 de outubro de 2014, a pérola da Jovem Guarda cantada pelo artista carioca é Parei... olhei, música do compositor capixaba Rossini Pinto (1937 - 1985) lançada por Roberto no álbum Roberto Carlos canta para a juventude (CBS, 1965). Além de Parei... olhei, Melodia canta em cena - com arranjos do saxofonista Humberto Araújo, coprodutor do álbum Zerima (Som Livre, 2014) - músicas de seus álbuns dos anos 1970 e composições do recém-lançado CD homônimo do show, o primeiro disco de inéditas do artista em 13 anos. Na estreia carioca de Zerima, Melodia convidou seu filho, Mahal Reis, para inserir seu rap na versão funky do samba Maracangalha (Dorival Caymmi, 1956), reeditando no palco a intervenção do disco. Eis o rosário de pérolas negras desfiadas por Luiz Melodia - visto em foto de Mauro Ferreira - em 7 de outubro de 2014 na primeira das duas apresentações do (bom) show Zerima no Theatro Net Rio, na cidade do Rio de Janeiro (RJ):
1. Zerima (Luiz Melodia, 2014)
2. Dor de Carnaval (Luiz Melodia, 2014)
3. Cheia de graça (Luiz Melodia e Ricardo Augusto, 2014)
4. Cura (Luiz Melodia e Renato Piau, 2014)
5. Ébano (Luiz Melodia, 1975)
6. Nova era (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 2004)
7. Vou com você (Luiz Melodia, 2014)
8. Papai do céu (Luiz Melodia, 2014)
9. Maracangalha (Dorival Caymmi, 1956) - com Luiz Mahal
10. Dores de amores (Luiz Melodia, 1978)
11. Frágil força (Luiz Melodia e Ricardo Augusto, 1985)
12. Pérola negra (Luiz Melodia, 1971)
13. Nanã (Coisa nº 5) (Moacir Santos, 1962) - banda sob a regência de Humberto Araújo
14. Parei... olhei (Rossini Pinto, 1965)
15. Congênito (Luiz Melodia, 1976)
16. Salve linda canção sem esperança (Luiz Melodia, 1974)
17. Vale quanto pesa (Luiz Melodia, 1973)
Bis:
18. Magrelinha (Luiz Melodia, 1973)
19. Estácio, holy Estácio (Luiz Melodia, 1972)
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
'Arte na capa' expõe fatos e curiosidades sobre as embalagens de 26 discos
♪ Série assinada por João Felipe Freitas que vai ser apresentada ao longo da programação do Canal Brasil a partir de 1º de setembro de 2014, sem horário fixo, Arte na capa vai expor na tela da TV fatos e curiosidades sobre o design e a embalagens de 26 títulos da discografia brasileira. Primeiro álbum de Luiz Melodia (Philips, 1973), Pérola negra é assunto de um dos 26 episódios. Como sinaliza a foto de Juliana Torres, o próprio cantor e compositor carioca detalha a gênese da emblemática capa do LP. Melodia conta que a foto da capa - na qual o artista aparece em banheira, segurando um globo terrestre - foi feita em ferro velho situado no bairro carioca de Copacabana. Os grãos de feijão que circundam a capa foi ideia do próprio Melodia, que queria representar na capa do disco a fome que assola o Brasil. Já a contracapa de Pérola negra expõe mosaico de fotos em que aparecem amigos de infância do cantor, criados no Morro de São Carlos, no Estácio, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), lugar que inspirou o álbum que impulsionou a carreira do artista carioca no mercado fonográfico há 42 anos.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Entre dores e dengos, 'Zerima' molda o retrato de Luiz Melodia quando sereno
Título: Zerima
Artista: Luiz Melodia
Gravadora: Som Livre
Cotação: * * * *
♪ Primeiro disco de inéditas de Luiz Melodia desde Retrato do artista quando coisa (Indie Records, 2001), Zerima é álbum que sintoniza a antenada Estação Melodia, fiel à ideologia e aos sons deste cantor e compositor carioca de assinatura pessoal e intransferível na música brasileira. Neste 15º título da discografia oficial de Melodia, o samba domina o repertório, mas sem clichês melódicos ou poéticos. Entre amores, dores e dengos, Zerima molda o retrato deste artista de 63 anos no tempo sereno da maturidade. Seja no dengo expressado entre as síncopes de Cheia de graça, samba de Melodia com o parceiro Ricardo Augusto que abre o álbum com metais e balanço, seja na obstinação que move outro samba que cai no suingue, Vou com você (Luiz Melodia), o Negro Gato delineia sua assinatura única em apaixonados temas autorais como Caindo de bêbado (Luiz Melodia e Rúbia Matos), levado com leveza no assovio e na resignação pela perda do amor no qual investiu até dinheiro. Dentre as novidades autorais, Dor de Carnaval (Luiz Melodia) - samba melancólico gravado por Melodia com a adesão da cantora e compositora paulistana Céu - é uma das maravilhas contemporâneas que tornam Zerima um dos álbuns mais inspirados do artista projetado em 1971 no cristal de Gal Costa. Dor de Carnaval expia o fracasso da escola que não ganhou e do samba que não saiu, deixando a cabrocha e a favela na fossa. Flashback nostálgico da vida de uma estrela que já brilha no céu, a delicada Zerima (Luiz Melodia) também exala fina melancolia, reiterando a iluminação do artista no disco. Voz incomum do morro que nunca se deixou enquadrar no rótulo de sambista, embora sempre tenha reafirmado a força da raça e do ritmo a cada disco, o veludo de Melodia resplandece em ótima forma neste disco em que, fora da seara autoral, o cantor revisita - no toque de uma harmônica - samba pouco ouvido da parceria de Ivone Lara com Délcio Carvalho (1939 - 2013), Nova era. Lançado por Ivone Lara no álbum Sempre a cantar (MZA Music / Universal Music, 2004), Nova era expõe o otimismo recorrente na obra poética da dupla de compositores. Mas Zerima também exprime urgências. "Tenho pressa porque sei que o tempo voa", admite Melodia em verso da apaixonada valsa-canção Do coração de um homem bom (Ricardo Augusto), faixa de aura vintage. Sim, em essência, Zerima é disco de amor em tempos maduros, como mostra o samba-canção Cura (Luiz Melodia e Renato Piau), de versos lupicinianos que retratam a restauração de um amor do passado a partir de reencontro casual numa esquina da vida. Com sabor de mel, Sonho real (Luiz Melodia e Renato Piau) também derrama amor em cadência suave. "Faça amor sem pudor", receita Papai do Céu (Luiz Melodia), apontando em mix de samba, blues e folk o antídoto que pode amenizar as dores de mundo atrapalhado por "miséria, armadilhas e arpões". Compositor recorrente nas fichas técnicas de álbuns de Melodia, o capixaba Sergio Sampaio (1947 - 1994) está presente em Zerima com melodiosa abordagem de Leros e leros e boleros, música de 1973 que também fala de Papai do Céu ("Vou me fazer de eterno no meu encontro com Deus") ao encarar a finitude. Ponto dissonante do disco, a trivial regravação do samba Maracangalha (Dorival Caymmi, 1956) cai como um elemento alienígena na atmosfera de Zerima - e não é por causa do rap posto por Mahal Reis, filho de Melodia, com base na letra precisa do centenário compositor baiano Dorival Caymmi (1914 - 2008). E por falar na velha Bahia, Moça bonita (de autoria de Jane Reis, mulher de Melodia) também desloca o suingue sedutor de Zerima para o Nordeste, ecoando na faixa dançante a batida do Recôncavo em rota que soa surpreendente para disco que fecha com o groove do tema instrumental A música do Nicholas (Luiz Melodia). Descontado o fim inusitado, Zerima flagra Melodia (ainda) cheio de graça e inspiração.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Com Baleiro, Gulin e Melodia, Macalé grava - enfim... - show ao vivo em DVD
♪ Embora a gravadora Biscoito Fino esteja lançando o DVD Macalé (2014), que exibe o filme em que Eryk Rocha documenta as sessões de gravação do álbum Jards (2011), o cantor e compositor carioca Jards Macalé nunca fez um registro audiovisual de show de caráter retrospectivo. O que torna especial a gravação ao vivo agendada para 30 de abril de 2014 no Theatro São Pedro, em Porto Alegre (RS). Macalé vai receber em cena Luiz Melodia, Thaís Gulin e Zeca Baleiro. Com Melodia, o dueto vai acontecer em Negra melodia, um dos primeiros reggaes compostos no Brasil. Música lançada pelo compositor em seu álbum Contrastes (Som Livre, 1977), Negra Melodia é parceria de Macalé com o compositor e poeta baiano Waly Salomão (1943 - 2003). Clássico da dupla, Vapor barato (1971) vai juntar Macalé e Zeca Baleiro na versão que incorpora À flor da pele (Zeca Baleiro, 1997), tal como gravado pelo cantor e compositor maranhense em seu primeiro álbum, Por onde andará Stephan Fry? (MZA Music, 1997). Já Thaís Gulin vai participar de Hotel das estrelas (Jards Macalé e Duda, 1970). A direção do show e do DVD é da atriz, produtora e cineasta gaúcha Rejane Zilles. Sob a batuta de Zilles, o artista vai apresentar roteiro que rebobina grande parte das músicas do álbum Jards Macalé (Philips, 1972) e que enfileira hits de seu cancioneiro como Anjo exterminado (Jards Macalé e Waly Salomão, 1972), Farinha do desprezo (Jards Macalé e José Carlos Capinam, 1971), Let's play that (Jards Macalé e Torquato Neto, 1972), Mal secreto (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971), Movimento dos barcos (Jards Macalé e José Carlos Capinam, 1969), Revendo amigos (Jards Macalé e Waly Salomão, 1972) e Soluços (Jards Macalé, 1970). Batizada com o nome da música Let's play that, a banda recrutada por Macalé (em foto de Felipe Diniz) para a gravação ao vivo - a ser lançada em CD e DVD - é integrada pelos jovens músicos Leandro Joaquim (trompete), Pedro Dantas (baixo), Ricardo Rito (teclados), Thiago Queiroz (saxofones e flauta), Thomas Harres (na bateria e percussão) e Victor Gottardi (guitarra).
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Time de convidados do quarto CD solo de Sergio Britto tem Luiz Melodia
Luiz Melodia integra o eclético time de convidados do quarto álbum solo do titã Sergio Britto, PuraBossaNova, nas lojas em setembro de 2013, numa edição da Som Livre. O cantor e compositor carioca figura na faixa autoral Como iguais. Já Rita Lee aparece na música-título.
domingo, 7 de abril de 2013
Série Tons reedita três álbuns gravados por Luiz Melodia em três décadas
Dando continuidade à série de reedições intitulada Tons, a gravadora Universal Music põe nas lojas, neste mês de abril de 2013, o box Três tons de Luiz Melodia, que embala três álbuns gravados por Luiz Melodia em três décadas diferentes. Primeiro álbum do cantor e compositor carioca, lançado em 1973 no rastro da propagação de músicas de Melodia nas vozes das cantoras Gal Costa e Maria Bethânia, Pérola negra é a obra-prima da discografia do artista. Título de menor repercussão na obra do cantor, Felino é álbum de 1983. Já Pintando o sete foi lançado em 1991 no embalo da inclusão da regravação da balada Codinome beija-flor (Cazuza, Ezequiel Neves e Reinaldo Árias) - hit do primeiro disco solo de Cazuza (1958-1990) - na trilha sonora da novela O dono do mundo, apresentada pela TV Globo naquele ano de 1991.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Universal reedita em 2013 álbuns de Alceu, Erasmo, Melodia e Quinteto
Iniciada neste ano de 2012 com reedições de álbuns de Carlos Lyra, Fafá de Belém e Maysa (1936 - 1977), embaladas em boxes, a coleção Tons (da Universal Music) vai ter continuidade em 2013. Estão previstas reedições de títulos das discografias de artistas como Alceu Valença, Emílio Santiago, Erasmo Carlos (numa foto de Gilda Midani), Luiz Melodia e Quinteto Violado.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
'Ensaios' de Melodia, Milton com Tiso e Moraes & Pepeu chegam ao DVD
A Warner Music começa a investir na edição de DVDs que registram edições do programa Ensaio, comandado por Fernando Faro na TV Cultura. De início, a gravadora está pondo nas lojas três títulos da série, editados em DVD sob a produção de Luiz Pereira. Gravado em 1993, o Ensaio de Luiz Melodia flagra o cantor e compositor carioca ainda em evidência por conta do sucesso de sua gravação de Codinome Beija-Flor (Cazuza, Reinaldo Arias e Ezequiel Neves), propagada na trilha sonora da novela O Dono do Mundo (TV Globo, 1991). O Poeta do Estácio recorda a primeira música que cantou na televisão - Rosita (Francisco Lara e Jovenil Santos), gravada por Roberto Carlos no LP Roberto Carlos Canta para a Juventude (1965) - e revive os sucessos que emplacou nos anos 70 entre reminiscências da infância e saudação a Gal Costa, a quem chama de Madrinha pelo fato de a cantora ter projetado a obra de Melodia ao cantar Pérola Negra no show Fa-Tal Gal a Todo Vapor (1971). Já o Ensaio de Milton Nascimento & Wagner Tiso exibe programa de 1995, ano que Milton lançou Amigo, disco ao vivo editado pela Warner Music. Dividindo a cena com o maestro que encorpou seu cancioneiro, sobretudo na década de 70, Milton revê seus passos iniciais na música, conta causos e ressalta a influência de Tom Jobim (1927 - 1994) em sua vida e obra, cantando Eu Sei que Vou te Amar (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e Por Causa de Você (Tom Jobim e Dolores Duran). Histórias também é o que não falta no Ensaio gravado por Moraes Moreira com Pepeu Gomes em 1990. Os compositores baianos haviam se aproximado na época para gravar o disco Moraes & Pepeu, editado naquele ano de 1990 pela Warner Music. Mas o que predomina no bate-papo e no roteiro musical são histórias e temas do repertório do grupo Novos Baianos, integrado por Moraes e Pepeu de 1969 até meados dos anos 70. A dupla aborda o samba-exaltação Aquarela do Brasil (Ary Barroso) e o rock Se Você Pensa (Roberto Carlos e Erasmo Carlos) no programa.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Melodia grava Geraldo para CD e DVD que documentam obra de Sargento
Luiz Melodia gravou dois sambas de Geraldo Pereira (1918 - 1955) na companhia do cantor e compositor carioca Nelson Sargento. As gravações foram feitas para o CD e DVD Nelson Sargento - Baluarte do Samba, segundo título do projeto Memória do Samba. CD e DVD virão encartados em livro de capa dura com cerca de 160 páginas. O DVD exibe show de Sargento e também um documentário sobre a vida e a obra do bamba da escola de samba Mangueira. As gravações de Sargento com Melodia - vistos em foto de Daniel Cardoso - foram feitas na escadaria da Igreja da Penha, no subúrbio do Rio de Janeiro (RJ). Melodia cantou Cabritada Mal Sucedida (Geraldo Pereira) acompanhado por Sargento. Já Ministério da Economia (Arnaldo Passos e Geraldo Pereira) foi cantada por Sargento com acompanhamento feito por Melodia. Nelson Sargento - Baluarte do Samba é direcionado a escolas e bibliotecas.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Zezé cresce ao cantar Macalé e Melodia quando faz atriz entrar em cena
Resenha de show
Título: Negra Melodia
Artista: Zezé Motta (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Teatro Sesi (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 20 de setembro de 2011
Cotação: * * *
Título: Negra Melodia
Artista: Zezé Motta (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Teatro Sesi (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 20 de setembro de 2011
Cotação: * * *
Zezé Motta é atriz e cantora. Quando alia esses dois talentos em cena, fazendo pulsar sua veia dramática ao interpretar uma música, seu canto cresce. No show Negra Melodia, apresentado pela artista no Teatro Sesi do Rio de Janeiro (RJ) na noite de 20 de setembro de 2011, os melhores momentos foram quando a cantora se valeu dos recursos da atriz. O choro que brotou em Soluços (Jards Macalé) reiterou o que CD Negra Melodia - lançado em fevereiro pela gravadora Joia Moderna - já havia exposto: a abordagem dessa música é o ponto mais alto desse trabalho em que Zezé entrelaça as obras de Jards Macalé e Luiz Melodia. Macalé compareceu como convidado-surpresa da estreia carioca, valorizando a apresentação. Que cresceu a partir da entrada do compositor. Ainda assim, a insegurança da cantora com a letra de Movimento dos Barcos (Jards Macalé e José Carlos Capinam) fez o número naufragar. Faltou o rigor visto no dueto seguinte com Macalé, Sem Essa (Jards Macalé e Duda Machado). Em sua primeira metade, o show resultou mais irregular por conta dessas eventuais distrações da cantora com letras e com o timing do show (seus papos com a plateia são bobinhos). A cantora peca também por forçar em cena uma comunicação com o público que soou particularmente excessiva em Estácio, Holly Estácio (Luiz Melodia). Zezé começou a cantar bem o clássico de Melodia, pontuada por arranjo econômico, mas desceu para a plateia e entregou o microfone para que determinados espectadores cantassem alguns versos. Resultado: o número de plateia estragou a beleza da canção e se mostrou dispensável, pois Zezé não precisa desse approach para captar a atenção de seu público. Aos 67 anos, a cantora conserva a voz em boa forma, perceptível já quando a cantora entra no palco cantando a capella os versos de Encanto (Jards Macalé, Lígia Anel, Xico Chaves e Christianne Dardenne) e abrindo o show como fecha o disco. Em Magrelinha (Luiz Melodia), a intérprete também mostrou que arrasa quando se concentra mais nos versos que canta. A atmosfera densa esboçada em The Archaich Lonely Blue Star (Jards Macalé e Duda Machado) foi outra prova de que Zezé, quando quer, ainda é Zezé. Assim como Vapor Barato (Jards Macalé e Waly Salomão), número que ofereceu um lampejo daquela artista mais libertária e ousada dos anos 70. Já no bis, dado com Pérola Negra (Luiz Melodia), o show readquiriu o tom frouxo de parte de sua primeira metade. Algumas falas da artista contribuem para diluir a coesão do show. Mesmo assim, o samba Pano pra Manga (Jards Macalé e Xico Chaves) ganhou todo o suingue da cor, se impondo sobre números como Divina Criatura (Luiz Melodia e Papa Kid), Começar pelo Recomeço (Luiz Melodia e Torquatro Neto) - tema prejudicado por arranjo insosso - e Fadas (Luiz Melodia), samba que ganhou gestual gracioso que não atenuou a sensação de que essa música já está definitivamente associada ao canto de Elza Soares, que tornou Fadas um tango. Enfim, o CD Negra Melodia deu sopro de vitalidade à discografia então já mofada de Zezé Motta. O show não é tão coeso quanto o disco. Mas tem lá seus bons momentos. Especialmente quando a cantora resolve entrar em cena juntamente com a atriz.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Zezé entrelaça Melodia e Macalé em CD feito pela gravadora de Zé Pedro
Atriz que também despontou como cantora nos anos 70, com expressiva discografia que se diluiu a partir da década de 80, Zezé Motta volta ao mercado fonográfico em fevereiro de 2011 com o lançamento de Negra Melodia. Sétimo álbum solo de Zezé, Negra Melodia é um dos quatro títulos iniciais da gravadora Joia Moderna, aberta pelo DJ Zé Pedro e voltada para cantoras. Em Negra Melodia, a intérprete entrelaça as obras de Luiz Melodia - de quem gravou três músicas (Magrelinha, Dores de Amores e O Morro Não Engana) em seu primeiro álbum solo, Zezé Motta (1978) - e Jards Macalé. De Macalé, Zezé já havia registrado Sem Essa em seu terceiro álbum solo, Dengo (1980). Sem reviver essas músicas já gravadas, Zezé prioriza no disco Negra Melodia outros temas dos dois compositores, ambos jogados involuntariamente na vala dos malditos da MPB dos anos 70. Da obra de Macalé, por exemplo, Zezé revive Soluços, tema lançado pelo compositor em um compacto (hoje raríssimo) de 1970.
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