Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Roteiro do registro ao vivo do Dobrando a carioca tem inédita de Moacyr Luz

♪ A IMAGEM DO SOM - As fotos acima flagram Jards Macalé, Moacyr Luz, Guinga e Zé Renato no palco do teatro do Sesc Ginástico, no centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ), onde o grupo Dobrando a Carioca - formado em 1999 pelos quatro cantores, compositores e músicos - fez o primeiro registro audiovisual de show na noite de 17 de dezembro de 2015. Pautado por temas de autoria dos integrantes do quarteto, o roteiro da gravação ao vivo incluiu inédita de Moacyr Luz, Sinhá, sinhô, composta por Luz em parceria com Carlos Di Jaguarão. Eis o roteiro seguido em 17 de dezembro de 2015 por Guinga, Luz, Macalé e Zé Renato no show de quatro vozes e de quatro violões, gravado ao vivo para dar origem, em 2016, ao primeiro DVD do grupo Dobrando a Carioca:

1. Um a zero (Pixinguinha e Benedito Lacerda, 1946, com letra de Nelson Angelo, 1994)
2. Favela (Padeirinho e Jorge Pessanha, 1966)
3. Cachaça, árvore e bandeira (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1998)
4. Nega dina (Zé Kétti, 1965)
5. Catavento e girassol (Guinga e Aldir Blanc, 1993)
6. Cidade lagoa (Sebastião Fonseca e Cícero Nunes, 1959)
7. Anjo da velha guarda (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1998)
8. Picotado (Guinga, 1996)
9. Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971)
10. O mais que perfeito (Jards Macalé e Vinicius de Moraes, 1973)
11. Como tem Zé na Paraíba (Manezinho Araújo e Catulo de Paula, 1962)
12. Sinhá, sinhô (Moacyr Luz e Carlos Di Jaguarão, 2015) - música inédita
13. Você, você (Chico Buarque e Guinga, 1998)
14. A saudade mata a gente (João de Barro e Antonio Almeida, 1948)
15. Toada (Zé Renato, Claudio Nucci e Juca Filho, 1978)
16. Saudades da Guanabara (Moacyr Luz, Aldir Blanc e Paulo César Pinheiro, 1989)
17. Acertei no milhar (Wilson Baptista e Geraldo Pereira, 1940)
18. Chá de panela (Guinga e Aldir Blanc, 1996)
Bis:
19. Com que roupa? (Noel Rosa, 1930)

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Em cena, Platão adiciona Caetano, Kassin e Macalé ao roteiro afetivo de 'Lov'

♪ Em seu segundo álbum solo, Calígula Freejack (RockIt!, 2000), lançado há 15 anos, o cantor carioca Toni Platão deu voz a uma canção do ainda pouco conhecido compositor e produtor musical carioca Alexandre Kassin, O que você quiser. Até então esquecida, a canção de Kassin - atualmente o produtor mais requisitado do mercado fonográfico brasileiro - é revivida por Platão no roteiro do show de lançamento de Lov, quinto (belo) título de sua espaçada discografia solo. O show estreou na noite de ontem, 21 de setembro de 2015, em apresentação que encheu o Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ). Além de interpretar ao vivo as nove músicas de Lov, álbum produzido por Berna Ceppas e lançado em edição digital em 14 de agosto de 2015, Platão - em foto de Rodrigo Goffredo - adicionou canções de Caetano Veloso (Não identificado, 1969), Jards Macalé (Movimento dos barcos, parceria com Capinam, de 1971) e Márcio Greyck (Impossível acreditar que perdi você, balada composta por Greyck com Cobel e lançada em compacto de 1970) ao repertório essencialmente romântico do show. Eis o roteiro seguido em 21 de setembro de 2015 por Toni Platão no Theatro Net Rio, na estreia nacional de Lov, show baseado no álbum homônimo:

1. Volta por cima (Paulo Vanzolini, 1962)
2. Dias estranhos (Toni Platão, 2015)
3. E não vou mais deixar você tão só (Antonio Marcos, 1968)
4. O que você quiser (Alexandre Kassin, 2000)
5. Já é tarde (Márvio dos Anjos, 2014)
6. Deve ser isso que se chama amor (Alvin L., 2015)
7. Não identificado (Caetano Veloso, 1969) - com citação de Sweet Jane (Lou Reed, 1970)
8. I never cry (Alice Cooper e Dick Wagner, 1976)
9. Agora quem parte sou eu (Demétrius, 1972)
10. Impossível acreditar que perdi você (Márcio Greyck e Cobel, 1970)
11. Negro amor (It's all over now, baby blue)
      (Bob Dylan, 1965, em versão em português de Caetano Veloso e Péricles Cavalcanti, 1977)
12. Magia negra (Donni Araújo, 2015)
13. My cherie amour (My cherie amour)

      (Stevie Wonder, Henry Cosby e Sylvia Moy, 1969, em versão em português de Ronnie Von, 1969)
14. Nasci para chorar (Born to cry) 
      (Dion DiMucci, 1962, em versão em português de Erasmo Carlos, 1964)
15. Você não sabe o que te espera (Toni Platão e Cabelo, 2015)
Bis:
16. Movimentos dos barcos (Jards Macalé e José Carlos Capinam, 1971)
17. Volta por cima (Paulo Vanzolini, 1962)

sábado, 25 de julho de 2015

Nobre, Macalé dá moral aos amigos no seu primeiro registro ao vivo de show

Resenha de CD e DVD
Título: Jards Macalé ao vivo
Artista: Jards Macalé
Gravadora: Som Livre
Cotação: * * * 1/2

♪ É justo que os nomes de Luiz Melodia, Thaís Gulin e Zeca Baleiro apareçam em relevo nas capas do CD e do DVD Jards Macalé ao vivo, lançados neste mês de julho de 2015 com distribuição da gravadora Som Livre. Nobre e benevolente, o cantor e compositor carioca abre generosos espaços para seus convidados neste seu primeiro registro audiovisual de show. Sim, embora o formato audiovisual venha imperando no mercado fonográfico brasileiro nos últimos 15 anos, Macalé nunca tinha lançado até então um DVD com a gravação de show - no caso, feita em 30 de abril de 2014 em apresentação do artista no imponente Theatro São Pedro, em Porto Alegre (RS). Já tinha DVD com documentário sobre Macalé e com making of de disco do artista. Mas Jards Macalé ao vivo oferece, pela primeira vez, a oportunidade de ver um show de Macalé em casa - o que por si só já agrega importância ao produto fonográfico. Por isso mesmo, o excesso de generosidade do anfitrião com seus convidados acaba sendo um fator negativo. Afinal, entre os 18 números do DVD, há solos vocais protagonizados pelos convidados. Que o cantor e compositor carioca Luiz Melodia sole Farrapo humano - música de seu autoria lançada por Macalé em 1972 - ainda vá lá. Mas qual o sentido do solo vocal de Melodia em Decisão (Luiz Melodia e Sergio Mello, 1987), música nunca associada à obra de Macalé? Seja como for, o número de maior interação entre Macalé e Melodia - cantores e compositores irmanados nos anos 1970 pela maldição que lhes foi jogada pela indústria do disco - é Negra melodia (Jards Macalé e Waly Salomão, 1977), um dos primeiros reggaes compostos no Brasil. Cantora curitibana que esboçou seguir trilha marginal em seu primeiro álbum, Thaís Gulin sola com propriedade duas músicas do repertório de Macalé, Hotel das estrelas (Jards Macalé e Duda, 1970) e o xote roqueiro Revendo amigos (Jards Macalé e Waly Salomão, 1977). Já Zeca Baleiro sola a balada bluesy Mal secreto (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971), canta seu hit inicial À flor da pele (Zeca Baleiro, 1997) - emendado com Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971), música que Baleiro já citava em sua composição, na voz de Macalé - e cai com o anfitrião no samba (de breque) Na subida do morro (Geraldo Pereira, Moreira da Silva e Ribeiro Cunha, 1952), lançado pelo cantor carioca Moreira da Silva (1902 - 2000) e revivido por Macalé há 14 anos, em dueto com o próprio Baleiro, no álbum Macalé canta Moreira (Lua Music, 2001), dedicado ao repertório de Kid Morengueira. Em que pese a relevância dos convidados, o grande mérito do DVD - que exibe imagens captadas sob a direção da cineasta Rejane Zilles - é apresentar Macalé em ação. Na companhia da banda Let's Play That, batizada com o nome da música de 1972 que abre o roteiro, Macalé rebobina no toque de seu violão músicas como Farinha do desprezo (Jards Macalé e José Carlos Capinam, 1972). Com sua voz rouca, embebida em doses bem combinadas de melancolia e (fina) ironia, Macalé alcança grande momento como intérprete com a introspecção cool que pauta Dona do castelo (Jards Macalé e Waly Salomão, 1974), balada repleta de morbeza romântica conduzida pelo piano de Ricardo Rito e pontuada por intervenções do trompete de Leandro Joaquim. No fim, a leitura literal de Canalha (Walter Franco, 1980) - com Macalé de pé, lendo a letra da música do maldito Walter Franco regravada recentemente pelo grupo paulista Titãs no álbum Nheengatu (Som Livre, 2014) - injeta certa imprevisibilidade em show marcado por alguma linearidade, embora a pegada da banda Let's Play That nunca deixe o som desandar. No fim, os convidados amigos voltam para curtir e cantam o samba Coração do Brasil (Jards Macalé, 1998), resumido no DVD a um verso-refrão repetido exaustivamente. Mesmo quando não há muito o que dizer, Macalé dá o recado. E, para bom entendedor, basta um verso...

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Eis a capa e músicas de 'Soledade', álbum em que Cida canta Macalé e Titãs

♪ Com capa criada por Humberto Vieira a partir de foto de Diego Ciarlariello, o décimo álbum da cantora paulistana Cida Moreira, Soledade, chega ao mercado fonográfico em agosto de 2015 em edição da gravadora Joia Moderna. Cida - cabe ressaltar - foi a cantora que inspirou o DJ Zé Pedro a abrir a Joia Moderna em 2011. No disco, que vai ser promovido com o clipe da música Forasteiro (Thiago Pethit e Hélio Flanders, 2010), Cida sintetiza sua trajetória musical em 15 faixas que aglutinam 16 músicas lançadas em disco em período que vai de 1928 a este ano de 2015. Eis, na ordem do CD que segue esta semana para a fábrica, as músicas reunidas pela artista em Soledade:

1. Viola quebrada (Mário de Andrade, 1928)
2. Bom dia (Nana Caymmi e Gilberto Gil, 1967)
3. Um gosto de sol (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972)
4. Moreninha (tema de domínio público)
5. Forasteiro (Thiago Pethit e Hélio Flanders, 2010)
6. Poema (Alice Ruiz, 2015) - vinheta
7. Poema da Rosa (Jards Macalé e Augusto Boal a partir de poema de Bertolt Brecht, 1969)
8. Oitava cor (Luis Filipe Gama e Tiago Torres da Silva, 2015)
9. Preciso cantar (Arthur Nogueira e Dand M, 2013) - vinheta
10. Feito um picolé no sol (Nico Nicolaiewski, 1985)
11. Outra cena (Taiguara, 1976)
12. Construção (Chico Buarque, 1971)
13. A última voz do Brasil (Tico Terpins, Zé Rodrix, Armando Ferrante Jr. e Próspero Albanese, 1985)
14. O pulso (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Bellotto, 1989)
      - com citação de A queda (André Frateschi, 2014)

15. As pastorinhas (Noel Rosa e João de Barro, 1934) - vinheta

domingo, 5 de julho de 2015

Eis a capa do DVD que traz (primeiro) registro audiovisual de show de Macalé

♪ Esta é a capa do DVD que exibe o primeiro registro audiovisual de um show do cantor, compositor e músico carioca Jards Macalé. Gravado pelo Canal Brasil em apresentação feita pelo artista em 30 de abril de 2014 no Theatro São Pedro, em Porto Alegre (RS), o DVD Jards Macalé ao vivo chega ao mercado fonográfico com distribuição da gravadora Som Livre. Macalé recebe Luiz Melodia, Thaís Gulin e Zeca Baleiro em roteiro que totaliza 20 músicas em 18 números. O repertório concentra standards do cancioneiro autoral de Macalé, como Anjo exterminado (Jards Macalé e Waly Salomão, 1972), Farinha do desprezo (Jards Macalé e José Carlos Capinam, 1971), Gothan city (Macalé e José Carlos Capinam, 1969), Hotel das estrelas (Jards Macalé e Duda, 1970), Let's play that (Jards Macalé e Torquato Neto, 1972), Mal secreto (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971), Movimento dos barcos (Jards Macalé e José Carlos Capinam, 1969), Revendo amigos (Jards Macalé e Waly Salomão, 1972), Soluços (Jards Macalé, 1970) e Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971) - este acoplado ao primeiro hit do cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro, À flor da pele (1997). Fora da seara autoral, Macalé canta Canalha (1980), música do cantor e compositor paulista Walter Franco,  regravada pelos Titãs no álbum  Nheengatu (Som Livre, 2014).

quarta-feira, 22 de abril de 2015

'Banquete dos mendigos' chega ao CD com registro integral do show de 1973

♪ Realizado em 10 de setembro de 1973 na sede do Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro (RJ), o espetáculo coletivo Direitos Humanos no Banquete dos mendigos tem seu registro integral lançado pela primeira vez em CD em caixa que vai chegar às lojas nos próximos dias, em edição do selo Discobertas. A caixa rebobina em três CDs os 44 números do show produzido pelo cantor e compositor carioca Jards Macalé com o poeta mineiro Xico Chaves. O elenco contou com nomes como Chico Buarque, Dominguinhos (1941 - 2013), Gal Costa, Johnny Alf (1929 - 2010), Jorge Mautner, Luiz Gonzaga Jr. (1945 - 1991), Luiz Melodia, Milton Nascinento, Paulinho da Viola e Raul Seixas (1945 - 1989), entre outros. Gravado clandestinamente pelo engenheiro de som Maurice Hughes, o show de caráter político já tinha sido perpetuado em LP duplo impedido pela censura em 1974 de chegar às lojas e liberado para comercialização somente em 1979. A caixa Direitos Humanos no Banquete dos mendigos foi produzida pelo pesquisador musical Marcelo Fróes a partir dos tapes originais do show, guardados por Macalé há 42 anos. Eis as músicas e os respectivos intérpretes dos três volumes do CD Direitos Humanos no Banquete dos mendigos, (ótimo) projeto fonográfico avalizado por Macalé:

CD Direitos Humanos no Banquete dos mendigos vol. 1:
1. No Pagode do Vavá (Paulinho da Viola) – Paulinho da Viola
2. Roendo as unhas (Paulinho da Viola) – Paulinho da Viola
3. Dança da solidão (Paulinho da Viola) – Paulinho da Viola
4. Casa forte (Edu Lobo) - Edu Lobo
5. Pra dizer adeus (Edu Lobo e Torquato Neto) - Edu Lobo
6. Viola fora de moda (Edu Lobo e José Carlos Capinam) - Edu Lobo
7. Samba dos animais (Jorge Mautner) - Jorge Mautner
8. Pipoca à meia noite (Jorge Mautner) - Jorge Mautner
9. Maracatu atômico (Jorge Mautner e Nelson Jacobina) - Jorge Mautner
10. Ilusão à toa (Johnny Alf) - Johnny Alf
11. Não me diga adeus (Paquito, Luiz Soberano e J.C. Silva) - Johnny Alf 
12. Eu e a brisa (Johnny Alf) - Johnny Alf
13. Despedida de Mangueira (Aldo Cabral e Benedito Lacerda) /
      Eu e a brisa (Johnny Alf) - Johnny Alf
14. Palavras (Luiz Gonzaga Jr.) - Luiz Gonzaga Jr. 
15. Vingança (Lupicínio Rodrigues) / 
      Boneca cobiçada (Bia e Bolinha) - Luiz Gonzaga Jr.
16. Desenredo (Luiz Gonzaga Jr. e Ivan Lins) - Luiz Gonzaga Jr.

CD Direitos Humanos no Banquete dos mendigos vol. 2:
1. Abundantemente morte (Luiz Melodia) – Luiz Melodia
2. Vale quanto pesa (Luiz Melodia) – Luiz Melodia
3. Pérola negra (Luiz Melodia) – Luiz Melodia
4. Al Capone (Raul Seixas e Paulo Coelho) / Prelúdio (Raul Seixas) - Raul Seixas
5. Cachorro urubu (Raul Seixas) - Raul Seixas
6. Ouro de tolo (Raul Seixas) - Raul Seixas
7. Mosca na sopa (Raul Seixas) - Raul Seixas
8. Albuquerque woman (Jaime Shields) - Soma
9. P.F. (Bruce Leitman) - Soma
10. Um dia (Bruce Leitman) - Soma 
11. Pesadelo (Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro) /
      Quando o Carnaval chegar (Chico Buarque) - Chico Buarque & MPB-4
12. Bom conselho (Chico Buarque) - Chico Buarque
13. Jorge Maravilha (Chico Buarque) - Chico Buarque
14. Nanã das águas (João Donato e Geraldo Carneiro) - Edison Machado

CD Direitos Humanos no Banquete dos mendigos vol. 3:
1. A felicidade (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes) – Milton Nascimento
2. Cais (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos) – Milton Nascimento
3. Nada será como antes (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos) – Milton Nascimento
4. Rua Real Grandeza (Jards Macalé e Waly Salomão) - Jards Macalé
5. Anjo exterminado (Jards Macalé e Waly Salomão) - Jards Macalé
6. Percussão 1 (Pedro dos Santos) - Pedro dos Santos
7. Percussão 2 (Pedro dos Santos) - Pedro dos Santos
8. Lamento sertanejo (Dominguinhos e Gilberto Gil) - Dominguinhos
9. Eu só quero um xodó (Dominguinhos e Anastácia) - Dominguinhos
10. Asa Branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) - Dominguinhos
11. Trem das onze (Adoniran Barbosa) - Gal Costa
12. Da maior importância (Caetano Veloso) - Gal Costa
13. Oração da Mãe Menininha (Dorival Caymmi) - Gal Costa
14. Leitura dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos - Ivan Junqueira

sexta-feira, 6 de março de 2015

Gulin reabre 'Livros' em show em que cantou com Ana Carolina e Macalé

♪ A IMAGEM DO SOM - As fotos de Rodrigo Goffredo flagram a cantora e compositora curitibana Thaís Gulin no palco do Theatro Net Rio, em 3 de março de 2015, na sua volta aos palcos cariocas em show que teve intervenções de Ana Carolina e Jards Macalé. Com Ana, a anfitriã cantou Quem de nós dois (La mia storia tra le dita) (Gianluca Grignani e Massimo Luca, 1994, em versão em português de Ana Carolina e Dudu Falcão, 2001) e Quantas bocas (2009), única parceria de Gulin com Ana. Com Macalé, a cantora reviveu 78 rotações (Jards Macalé e José Carlos Capinam, 1972) - música que Gulin regravou em seu primeiro álbum, Thaís Gulin (Rob Digital, 2006) - e Hotel das estrelas (Jards Macalé e Duda, 1971). No roteiro, Gulin também reabriu Livros (Caetano Veloso, 1997) e deu voz a Walk on the wild side (1972), um dos clássicos do poético cancioneiro underground do cantor e compositor norte-americano Lou Reed (1942 - 2013).

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Ney vai dar voz em CD às 'maldições' de Itamar, Macalé, Mautner e Capucho

♪ O próximo álbum de Ney Matogrosso vai juntar os cancioneiros de quatro compositores rotulados como malditos na cena musical brasileira. O cantor - em foto de Marcelo Faustini - arquiteta CD com músicas dos malditos Itamar Assumpção (1949  -  2003), Jards Macalé, Jorge Mautner e Luís Capucho.

domingo, 30 de novembro de 2014

'Movimento dos barcos' leva Macalé a participar de show de Alice no Rio

♪ A IMAGEM DO SOM - A foto de Rodrigo Goffredo flagra Alice Caymmi ajoelhada aos pés e ao violão de Jards Macalé. O cantor, compositor e músico carioca foi o convidado-surpresa da última das duas apresentações do show da cantora carioca, Rainha dos raios, no fecho da quarta edição do festival Sonoridades, na noite de ontem, 29 de novembro de 2014. Com curadoria de Nelson Motta, o festival ocupou o palco do teatro do Oi Futuro Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), durante as sextas-feiras e sábados deste mês de novembro de 2014. Chamado ao palco por Alice, Macalé entrou em cena antes do convidado oficial da noite, o cantor e compositor pernambucano Michael Sullivan. Macalé contou ao público que conhecera a família Caymmi por intermédio de Nelson Motta, que o apresentou a Dori Caymmi, tio de Alice. "Que crime!", respondeu de pronto, com humor afiado, a neta do patriarca Dorival Caymmi (1914 - 2008). E o fato é que os movimentos dos barcos e da música brasileira conduziram Macalé ao show baseado no segundo álbum de Alice, Rainha dos raios (Joia Moderna, 2014), um dos discos mais incensados deste ano. A propósito, Movimento dos barcos (Jards Macalé e José Carlos Capinam, 1971) foi a primeira das duas músicas cantadas por Alice com Macalé. "Posso fazer do meu jeito?", pediu a cantora. Fez. No seu tom, do seu jeito, Alice deu voz - cada vez mais segura e com mais nuances - à música lançada por Maria Bethânia no show e disco Rosa dos ventos (1971). Na sequência, mantendo o clima íntimo e minimalista do encontro, Alice e Macalé caíram afinados no samba Falam de mim (Noel Rosa de Oliveira, Éden Silva e Aníbal Silva), lançado em disco em 1948 pela dupla Zé da Zilda e Zilda do Zé, tendo sido regravado em 1977 por Nana Caymmi, tia de Alice. O encontro no palco de Alice Caymmi e Jards Macalé - concretizado por iniciativa do próprio Macalé - provou que o crime de Nelson Motta ao apresentar Jards Macalé a Dori Caymmi compensou muito.

domingo, 15 de junho de 2014

Exposição sobre Macalé se ocupa de espaços e fatos íntimos do artista

Resenha de exposição
Título: Ocupação Jards Macalé
Curadoria: Itaú Cultural e Lourenço Mutarelli
Local: Itaú Cultural (São Paulo, SP)
Cotação: * * * * *
Em cartaz de terça-feira a domingo, no Itaú Cultural (São Paulo), até 6 de julho de 2014

Poucas exposições descortinam tão a fundo os bastidores da vida e obra de um artista ainda vivo como a ótima exposição dedicada a Jards Macalé na série Ocupação do Itaú Cultural. Ao adentrar o espaço intitulado Macalândia e percorrer os diversos ambientes da exposição, dividida em cinco eixos (Amor, HQ, Influências, Obra e Política) pelo curador Lourenço Mutarelli, o espectador ocupa espaços íntimos da criação do artista. Além das habituais exposição de álbuns e oferta de material audiovisual, a Ocupação Jards Macalé se diferencia, pairando acima de projeto similares, pelo alto índice de exposição de informações íntimas, desvendadas pela exibição de objetos e manuscritos do acervo pessoal do artista. As cartas dizem mais sobre a personalidade de Macalé do que todo o material convencional. É comovente a carta em que Macalé presta conta aos pais do destino da mesada recebida nos tempos de juventude. Outra carta - endereçada por Caetano Veloso a Macalé - não deixa dúvidas da participação essencial e decisiva do cantor, compositor e músico carioca na concepção do álbum Transa (Philips, 1972). Na carta, Caetano pede a Macalé que aceite fazer o disco porque não entende o álbum sem a presença do artista. As fotos também são raras, como a que mostra Macalé e Maria Bethânia na boate carioca Jangadeiros, no Rio de Janeiro (RJ), em 1967. Com grande criatividade, o curador ocupa espaços e cria ambientes na Macalândia que retratam o espírito ainda transgressor e indomado do artista. O espectador é convidado, por exemplo, a se trancar num banheiro, em cujas paredes estão reproduzidas frases repletas de poesia e filosofia. Em outro instante, a entrada em Gothan City torna a Ocupação Jards Macalé um programa sensorial. Todos os ambientes são sonorizados por trilha sonora que extrapola a obra autoral do artista, ecoando músicas ouvidas por Macalé em seu cotidiano. Aos 71 anos de vida e 50 de carreira, Macalé continua coerente. Preenchida por capas de revistas (várias de cunho erótico), cartazes de shows e capas de álbuns, a Ocupação Jards Macalé traça, sem cronologias e formalismos, a rota de um artista que jamais perdeu o rumo desde que foi gravado pela primeira vez por ninguém menos do que a cantora carioca Elizeth Cardoso (1920 - 1990). A dedicatória da mãe de Macalé  na contracapa do LP A meiga Elizete vol. 5 (Copacabana, 1964) - saudando o filho pela gravação de sua música Meu mundo é seu (parceria do compositor iniciante com Roberto Nascimento) - é exemplo da habilidade da exposição de retratar fatos públicos sob ótica íntima e pessoal. Mérito que torna a Ocupação Jards Macalé um programa imperdível. Entre na Macalândia e ocupe os espaços de Macalé!!!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Com Baleiro, Gulin e Melodia, Macalé grava - enfim... - show ao vivo em DVD

♪ Embora a gravadora Biscoito Fino esteja lançando o DVD Macalé (2014), que exibe o filme em que Eryk Rocha documenta as sessões de gravação do álbum Jards (2011), o cantor e compositor carioca Jards Macalé nunca fez um registro audiovisual de show de caráter retrospectivo. O que torna especial a gravação ao vivo agendada para 30 de abril de 2014 no Theatro São Pedro, em Porto Alegre (RS). Macalé vai receber em cena Luiz Melodia, Thaís Gulin e Zeca Baleiro. Com Melodia, o dueto vai acontecer em Negra melodia, um dos primeiros reggaes compostos no Brasil. Música lançada pelo compositor em seu álbum Contrastes (Som Livre, 1977), Negra Melodia é parceria de Macalé com o compositor e poeta baiano Waly Salomão (1943 - 2003). Clássico da dupla, Vapor barato (1971) vai juntar Macalé e Zeca Baleiro na versão que incorpora À flor da pele (Zeca Baleiro, 1997), tal como gravado pelo cantor e compositor maranhense em seu primeiro álbum, Por onde andará Stephan Fry? (MZA Music, 1997). Já Thaís Gulin vai participar de Hotel das estrelas (Jards Macalé e Duda, 1970). A direção do show e do DVD é da atriz, produtora e cineasta gaúcha Rejane Zilles. Sob a batuta de Zilles, o artista vai apresentar roteiro que rebobina grande parte das músicas do álbum Jards Macalé (Philips, 1972) e que enfileira hits de seu cancioneiro como Anjo exterminado (Jards Macalé e Waly Salomão, 1972), Farinha do desprezo (Jards Macalé e José Carlos Capinam, 1971), Let's play that (Jards Macalé e Torquato Neto, 1972), Mal secreto (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971), Movimento dos barcos (Jards Macalé e José Carlos Capinam, 1969), Revendo amigos (Jards Macalé e Waly Salomão, 1972) e Soluços (Jards Macalé, 1970). Batizada com o nome da música Let's play that, a banda recrutada por Macalé (em foto de Felipe Diniz) para a gravação ao vivo - a ser lançada em CD e DVD - é integrada pelos jovens músicos Leandro Joaquim (trompete), Pedro Dantas (baixo), Ricardo Rito (teclados), Thiago Queiroz (saxofones e flauta), Thomas Harres (na bateria e percussão) e Victor Gottardi (guitarra).

sábado, 1 de março de 2014

Biscoito Fino lança DVD que expõe Macalé na gravação do álbum 'Jards'

A gravadora Biscoito Fino vai lançar neste mês de março de 2014 o DVD Macalé, que foca o cantor e compositor carioca Jards Macalé na criação e gravação do álbum Jards (Biscoito Fino, 2011). A direção do DVD é de Eryk Rocha, que documentou o processo de gravação do disco em captação que gerou filme estreado nos cinemas em 2012. Não há depoimentos no roteiro, estruturado longe do formato de making of. Evocando o estilo autoral de seu pai, o também cineasta Glauber Rocha (1939 - 1981), Eryk encadeia imagens íntimas de Macalé - no estúdio da gravadora Biscoito Fino, nas ruas da cidade natal do Rio de Janeiro (RJ) e em casa - com ênfase nos silêncios. Mas há em Macalé a exposição das músicas do disco. O projeto do filme é parceria da Biscoito Fino com o Canal Brasil. Clique aqui para (re)ler a resenha do álbum Jards.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Com Cadu Tenório, Alice Caymmi redesenha 'Soluços', música de Macalé

Na companhia de Cadu Tenório, um dos músicos e produtores mais inventivos da cena indie eletrônica do Rio de Janeiro (RJ), a cantora e compositora carioca Alice Caymmi reitera seu talento e caráter subversor ao redesenhar Soluços, música da lavra do cantor e compositor também carioca Jards Macalé, lançada pelo autor em compacto de 1970. A releitura de Soluços por Alice Caymmi e Cadu Tenório - mentor da banda Sobre a máquina - está sendo lançada nesta segunda-feira, 16 de dezembro de 2013, em single virtual disponibilizado para audição no site Banda Desenhada. Desconstruindo o tema de Macalé sem elininar as tensões que rondam Soluços, o single virtual tem duas gravações arquitetadas por Tenório com as colaborações de Lucas Vasconcellos (nos vocais) e Emygdio (na produção e na masterização). Ao recriar Soluços, música que já havia ganhado grande interpretação de Zezé Motta no disco Negra Melodia (Joia Moderna, 2011), Alice dá voz aos versos de Macalé em clima sombrio, entre ruídos, pausas, interferências e efeitos eletrônicos. Já Soluços (Epílogo) é tema quase instrumental. Ouve-se apenas vocais da cantora eme abordagem noise e ainda mais dark e experimental do tema. O single virtual dá sequência ao trabalho realizado pelo blog Banda Desenhada - editado por Márcio Bulk - em torno da obra da Jards Macalé neste ano de 2013. Em junho, o site lançou o álbum virtual E volto pra curtir, com regravações das músicas do primeiro LP do compositor, Jards Macalé (Philps, 1972), por nomes da cena indie de Rio e SP.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Tributo festeja 70 anos de Macalé com a recriação de seu primeiro álbum

Os 70 anos de Jards Macalé - completados em 3 de março de 2013 - rende tributo em disco que abre a Banda Desenhada Records, braço fonográfico do site Banda Desenhada. No CD E volto pra curtir, que vai ser disponibilizado para download gratuito neste mês de junho de 2013, onze nomes da cena pop contemporânea regravam músicas do primeiro álbum do cantor e compositor carioca, Jards Macalé (Philips, 1972), recentemente relançado em vinil de 180 gramas pela Polysom. Às dez músicas do repertório original, E volto pra curtir adiciona o sucesso Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971) em registro do grupo Garotas Suecas. A adição faz sentido porque Macalé cita a música - lançada por Gal Costa - em faixa do LP. Eis, na ordem do CD, as músicas e os intérpretes do tributo, idealizado por Márcio Bulk:

1. Farinha do desprezo (Jards Macalé  e Capinam) - Letuce
2. Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão) - Garotas Suecas
3. Revendo amigos (Jards Macalé e Waly Salomão) - Marcia Castro
4. Mal secreto (Jards Macalé e Waly Salomão) - Apanhador Só
5. 78 rotações (Jards Macalé e Capinam) - Arícia Mess
6. Movimento dos barcos (Jards Macalé e Capinam) - Bruno Consentino & Marcos Campello
7. Meu amor me agarra & geme & treme & chora & mata (Jards Macalé e Capinam) - Filipe Catto
8. Let's play that (Jards Macalé e Torquato Neto) - Metá Metá
9. Farrapo humano (Luiz Melodia) - Rafael Castro
10. A morte (Gilberto Gil) - Ava Rocha
11. Hotel das estrelas (Jards Macalé e Duda) - Leo Cavalcanti

domingo, 3 de março de 2013

Jards Macalé chega aos 70 anos no controle do movimento de seu barco

Jards Macalé completa 70 anos neste domingo, 3 de março de 2013, sem maldições, no controle do movimento de seu barco. Que navega em ritmo próprio, às margens da indústria do disco. Assim como sua música, que extrapola rótulos e ritmos, o cantor e compositor sempre trilhou caminho particular, sem turmas, ainda que seu nome esteja associado na música brasileira ao nome de poetas como Waly Salomão (1943 - 2003), parceiro na criação de músicas propagadas em vozes emblemáticas como as das cantoras baianas Gal Costa e Maria Bethânia. Carioca, Macalé emergiu na efervescente cena tropicalista do fim dos anos 60. Mas nunca ficou na aba de Caetano Veloso e Gilberto Gil, arquitetos do movimento. Logo desfolhou a própria bandeira.Talvez por isso mesmo, Caetano reconheça, grato, a participação decisiva de Macalé na criação da sonoridade de um de seus álbuns mais cultuados, o Transa de 1972, disco inspirador da aclamada fase Cê do compositor baiano. Parafraseando o título de seu segundo álbum, lançado em 1974, Macalé logo aprendeu a nadar. Contra a maré. Sabe que o que faz é música. E música feita sem concessões, sem apelações, corre o risco de ser rotulada como maldita pelos executivos do mercado comum da música. Mas benditos são os artistas que, como Jards Macalé, chegam aos 70 anos no comando do barco. Parabéns, Jards Macalé!!!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Primeiro disco de Macalé ganha reedição com faixas-bônus dos anos 70

Primeiro disco de Jards Macalé, o compacto duplo Só morto Burning night - lançado sem repercussão em 1970 pela extinta gravadora RGE -  ganha em março reedição produzida pelo pesquisador Marcelo Fróes para o selo Discobertas. Turbinada com dez faixas-bônus, a reedição festeja os 70 anos que o cantor, compositor e músico carioca vai completar em 3 de março de 2013. Às quatro músicas originais do compacto, gravado por Macalé com a banda Soma e com intervenções do piano de Zé Rodrix (1947 - 2009) e da percussão de Naná Vasconcelos, a reedição do selo Discobertas acrescenta dez gravações ao vivo captadas entre 1970 e 1973. Entre estas faixas-bônus, há registros até então inéditos em disco. As quatro músicas originais do seminal disco são Soluços (Jards Macalé), O crime (Jards Macalé e José Carlos Capinam), a faixa-título Só morto [Burning night] (Jards Macalé e Duda) e Sem essa (Jards Macalé e Duda).

terça-feira, 17 de julho de 2012

Primeiro álbum de Macalé retorna ao vinil 40 anos após seu lançamento

Lançado pela gravadora Philips em 1972, o álbum Jards Macalé - obra-prima da discografia do cantor e compositor carioca - retorna ao catálogo neste mês de julho de 2012, no formato original de LP, na série Clássicos em Vinil, da PolySom. Gravado com sonoridade pop indie, urdida pelo mix cru do violão de Macalé com o baixo de Lanny Gordin (também no violão de aço) e a bateria Tutty Moreno, o disco é quase um best of do cancioneiro do artista, alinhando os maiores sucessos de Macalé com seus parceiros José Carlos Capinam, Torquato Neto (1944 - 1972) e Waly Salomão (1943 - 2003). Jards Macalé foi gravado quando o artista voltou ao Brasil, vindo de Londres, para onde partira em 1971 a convite de Caetano Veloso, lá exilado. O disco foi feito depois da gravação de Transa (1972), álbum de Caetano arranjado por Macalé.

1. Farinha do Desprezo (Jards Macalé e José Carlos Capinam)
2. Revendo Amigos (Jards Macalé e Waly Salomão) - com citação de Vapor Barato (Jards Macalé e Waly Salomão)
3. Mal Secreto (Jards Macalé e Waly Salomão)
4. 78 Rotações (Jards Macalé e José Carlos Capinam)
5. Movimento dos Barcos (Jards Macalé e José Carlos Capinam)
6. Meu Amor me Agarra & Geme & Treme & Chora & Mata (Jards Macalé e José Carlos Capinam)
7. Let's Play That (Jards Macalé e Torquato Neto)
8. Farrapo Humano (Luiz Melodia) / A Morte (Gilberto Gil)
9. Hotel das Estrelas (Jards Macalé e Duda)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Macalé volta para curtir com músicas próprias e alheias no versátil 'Jards'

Resenha de CD
Título: Jards
Artista: Jards Macalé
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * * *

Revendo amigos novos e antigos, Jards Macalé volta pra curtir com músicas próprias e alheias em Jards, álbum originado da ideia de documentar todas as fases de produção e gravação de um CD para DVD que vai ser futuramente editado pela gravadora Biscoito Fino em parceria com o Canal Brasil. Sob a direção musical de Cristóvão Bastos, cujo piano desenha a moldura camerística que envolve Dona do Castelo (Jards Macalé e Waly Salomão), Macalé apresenta um de seus discos mais versáteis. Em Jards, o inquieto artista é capaz de imitar os cantos de Louis Armstrong (1901 - 1971) e Sarah Vaughan (1924 - 1990) em Black and Blue (Andy Razaf, Fatz Walter e George Brooks) com a mesma maestria com que cai no samba em Juízo Final (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares) na cadência da caixa de fósforos de Elton Medeiros, convidado da faixa. O samba também invade a praia do reggae em Negra Melodia (Jards Macalé e Waly Salomão) em arranjo tocado por músicos como Kassin (baixo), Pedro Sá (guitarra) e Domenico Lancellotti (bateria). Macalé dueta com Luiz Melodia na faixa. Mal Secreto (Jards Macalé e Waly Salomão) ganha o peso roqueiro da guitarra de Frejat - que também canta a música - em releitura que resvala por breves momentos no recorrente samba. Entre a poesia de Unicórnio (Silvio Rodriguez) e a pegada nordestina de Revendo Amigos (Jards Macalé e Waly Salomão), acentuada pela flauta de pífano de Dirceu Leite e pela zabumba e triângulo pilotados por Chacal, Jards adensa Hotel das Estrelas (Jards Macalé e Duda - com a voz de Thaís Gulin) e Só Morto / Burning Night (Jards Macalé e Duda) enquanto Movimento dos Barcos (Jards Macalé e Capinam) navega no balanço de outro mar. No fim, Mulheres -  parceria bissexta do compositor com Zé Ramalho - repõe o violão de Macalé em primeiro plano neste disco que dribla a redundância do repertório pela forma renovada com que revisita os clássicos da morbeza romântica. Jards é - mais um - bendito álbum de Macalé.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Macalé revive sucessos com Frejat, Gulin, Elton, Melodia e Ava em Jards

Parceria de Nelson Cavaquinho (1911 - 1986) com Élcio Soares, lançada por Cavaquinho em álbum autoral de 1973, Juízo Final ganha regravação de Jards Macalé, feita em dueto com o compositor Elton Medeiros. Juízo Final abre o disco Jards, lançado esta semana pela gravadora Biscoito Fino. O sucessor de Macao (2008) traz também encontros de Macalé com Thaís Gulin (em Hotel das Estrelas), Frejat (em Mal Secreto), Luiz Melodia (no reggae Negra Melodia) e Ava Rocha (em Berceuse Crioulle). No repertório de regravações montado para Jards, Macalé revive duas músicas raras de sua obra que voltaram à tona neste ano de 2011 em gravações de Thaís Gulin e Zezé Motta. De 1972, Revendo Amigos (Volto pra Curtir) é parceria de Macalé com Waly Salomão (1943 - 2003) que Gulin tirou do baú em seu segundo álbum, ôÔÔôôÔôÔ. Já Soluços, música lançada por Macalé em compacto de 1970, ganhou evidência ao se impor como o momento mais ousado do álbum Negra Melodia, editado por Zezé pela gravadora Joia Moderna com repertório que entrelaçava a obra de Macalé com a de Luiz Melodia. Eis as 13 músicas reavivadas por Macalé em Jards, seu primeiro CD em três anos:

1. Juízo Final - com Elton Medeiros
2. Revendo Amigos (Volto pra Curtir)
3. Dona de Castelo
4. Hotel das Estrelas - com Thaís Gulin
5. Black and Blue
6. Negra Melodia - com Luiz Melodia

7. Soluços
8. Só Morto (Burning Night)

9. Movimento dos Barcos
10. Mal Secreto - com Frejat

11. Unicornio
12. Berceuse Crioulle - com Ava Rocha

13. Mulheres

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Zezé cresce ao cantar Macalé e Melodia quando faz atriz entrar em cena

Resenha de show
Título: Negra Melodia
Artista: Zezé Motta (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Teatro Sesi (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 20 de setembro de 2011
Cotação: * * *

Zezé Motta é atriz e cantora. Quando alia esses dois talentos em cena, fazendo pulsar sua veia dramática ao interpretar uma música, seu canto cresce. No show Negra Melodia, apresentado pela artista no Teatro Sesi do Rio de Janeiro (RJ) na noite de 20 de setembro de 2011, os melhores momentos foram quando a cantora se valeu dos recursos da atriz. O choro que brotou em Soluços (Jards Macalé) reiterou o que CD Negra Melodia - lançado em fevereiro pela gravadora Joia Moderna - já havia exposto:  a abordagem dessa música é o ponto mais alto desse trabalho em que Zezé entrelaça as obras de Jards Macalé e Luiz Melodia. Macalé compareceu como convidado-surpresa da estreia carioca, valorizando a apresentação. Que cresceu a partir da entrada do compositor. Ainda assim, a insegurança da cantora com a letra de Movimento dos Barcos (Jards Macalé e José Carlos Capinam) fez o número naufragar. Faltou o rigor visto no dueto seguinte com Macalé, Sem Essa (Jards Macalé e Duda Machado). Em sua primeira metade, o show resultou mais irregular por conta dessas eventuais distrações da cantora com letras e com o timing do show (seus papos com a plateia são bobinhos). A cantora peca também por forçar em cena uma comunicação com o público que soou particularmente excessiva em Estácio, Holly Estácio (Luiz Melodia). Zezé começou a cantar bem o clássico de Melodia, pontuada por arranjo econômico, mas desceu para a plateia e entregou o microfone para que determinados espectadores cantassem alguns versos. Resultado: o número de plateia estragou a beleza da canção e se mostrou dispensável, pois Zezé não precisa desse approach para captar a atenção de seu público. Aos 67 anos, a cantora conserva a voz em boa forma, perceptível já quando a cantora entra no palco cantando a capella os versos de  Encanto (Jards Macalé, Lígia Anel, Xico Chaves e Christianne Dardenne) e abrindo o show como fecha o disco. Em Magrelinha (Luiz Melodia), a intérprete também mostrou que arrasa quando se concentra mais nos versos que canta. A atmosfera densa esboçada em The Archaich Lonely Blue Star (Jards Macalé e Duda Machado) foi outra prova de que Zezé, quando quer, ainda é Zezé. Assim como Vapor Barato (Jards Macalé e Waly Salomão), número que ofereceu um lampejo daquela artista mais libertária e ousada dos anos 70. Já no bis, dado com Pérola Negra (Luiz Melodia), o show readquiriu o tom frouxo de parte de sua primeira metade. Algumas falas da artista contribuem para diluir a coesão do show. Mesmo assim, o samba Pano pra Manga (Jards Macalé e Xico Chaves) ganhou todo o suingue da cor, se impondo sobre números como Divina Criatura (Luiz Melodia e Papa Kid), Começar pelo Recomeço (Luiz Melodia e Torquatro Neto) - tema prejudicado por arranjo insosso - e Fadas (Luiz Melodia), samba que ganhou gestual gracioso que não atenuou a sensação de que essa música já está definitivamente associada ao canto de Elza Soares, que tornou Fadas um tango. Enfim, o CD Negra Melodia deu sopro de vitalidade à discografia então já mofada de Zezé Motta. O show não é tão coeso quanto o disco. Mas tem lá seus bons momentos. Especialmente quando a cantora resolve entrar em cena juntamente com a atriz.