♪ A IMAGEM DO SOM - A foto acima flagra o cantor paulistano Carlos Navas (de pé) em estúdio de São Paulo (SP) com Filó Machado (à esquerda) e o neto de Filó, Felipe Machado, na gravação do décimo álbum de Navas, Crimes de amor. Avô e neto (de 12 anos) tocaram violões em Esse nosso amor, música inédita de Filó com letra de Pedro Márcio Agi. Com lançamento previsto para este primeiro semestre de 2015, o disco Crimes de amor tem sonoridade acústica calcada em violões e em contrabaixos. Dino Barioni, Eric Budney, Mario Manga e Swami Jr. figuram entre os instrumentistas arregimentados para o CD. O repertório traz músicas de Alzira E, Anelis Assumpção, Claudio Nucci (O espantalho, com Paulinho Tapajós), Fátima Guedes, Lucina e de Luiz Tatit, entre outros compositores.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Ney vai dar voz em CD às 'maldições' de Itamar, Macalé, Mautner e Capucho
♪ O próximo álbum de Ney Matogrosso vai juntar os cancioneiros de quatro compositores rotulados como malditos na cena musical brasileira. O cantor - em foto de Marcelo Faustini - arquiteta CD com músicas dos malditos Itamar Assumpção (1949 - 2003), Jards Macalé, Jorge Mautner e Luís Capucho.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Rudimentar, Capucho explora tempo de sua cabeça em 'Poema maldito'
Resenha de CD
Título: Poema maldito
Artista: Luís Capucho
Gravadora: Edição independente do artista
Cotação: * * 1/2
Título: Poema maldito
Artista: Luís Capucho
Gravadora: Edição independente do artista
Cotação: * * 1/2
♪ Em seu quarto álbum, Poema maldito, Luís Capucho parece explorar o tempo de sua cabeça - como diz nos versos (escritos na primeira pessoa do singular) de Meu bem (Luís Capucho), uma das onze músicas autorais de um disco cru, rústico em excesso, calcado no violão rudimentar do artista e, sobretudo, na poesia que carrega aura de maldição por falar sem papas na língua de amor e sexo sob prisma marginal. Produto de campanha de financiamento coletivo realizada em 2014 na plataforma Variável 5, Poema maldito vai soar familiar para quem já ouviu Lua singela (2003), Cinema Íris (2012) e Antigo - Luís Capucho 95 (2013). A escassez de melodia contrasta com a abundância de sentimentos embutidos numa poesia direta, feita sem rigores formais, eventualmente autorreferente como exposto nos versos da música-título Poema maldito (Luís Capucho e Tive). Uma poesia crua como a música deste cantor e compositor capixaba radicado em Niterói (RJ) desde a adolescência. Produzido por Felipe Castro, o disco jamais maquia as imperfeições. Tanto que fragmentos de falas do artista durante a gravação são ouvidos ao fim das músicas La nave va (Luís Capucho e Manoel Gomes) - faixa que tem guitarra e baixo tocados pelo produtor Felipe Castro - e Velha (Luís Capucho), cujos versos enxergam beleza e nobreza na senhora de "vestidinho de chita com florezinhas" perfilada no tema. O violão de Capucho conduz o disco do início ao fim, mas instrumentos eventuais são adicionados ao repertório - como o piano posto por Paulo Baiano em Cavalos (Luís Capucho) - sem alterar a pulsação de Poema maldito. Parceria de Capucho com Marcelo Diniz, Soneto sobressai no cancioneiro autoral que inclui tema mais antigo, Formigueiro, composto antes de Capucho sofrer fortes sequelas motoras e vocais por conta de neurotoxoplasmose contraída em decorrência de infecção pelo vírus HIV. Por conta da doença, a voz mudou, ficando mais grave. O que permaneceu inalterada é a habilidade do poeta para retratar belezas e feiúras do cotidiano banal, como faz em Mais uma canção do sábado (Luís Capucho e Alexandre M. Jardim Pimenta), música feita com versos doídos e corroídos de saudade do ser amado. A poesia maldita é, em última instância, o sopro de vida que ainda anima a música rudimentar de Luís Capucho neste álbum em que o artista se aventura pelo tempo de sua cabeça.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Luís Capucho disponibiliza 'Antigo', CD captado em 1995 em show no Rio
Dono de cancioneiro underground que despertou o interesse de Ney Matogrosso em 2011 e 2012, durante a seleção de repertório do show Atento aos sinais, Luís Capucho sempre transitou pelo wild side, tal qual um Lou Reed dos trópicos. Poeta do amor e do sexo do submundo, o cantor e compositor capixaba - radicado em Niterói (RJ) desde a adolescência - construiu obra à margem do mercado e, talvez por isso mesmo, despertou naturalmente o interesse de gente antenada como Cássia Eller (1962 - 2001), cantora que deu voz a uma das composições de Capucho, Maluca, em seu álbum Com você... meu mundo ficaria completo (1999). Cássia ouviu Maluca na gravação ao vivo de show feito por Capucho no Café Laranjeiras, no Rio de Janeiro (RJ), em 1995. É esse registro que gerou o CD ao vivo Antigo - Luís Capucho 95, ora disponibilizado para download gratuito e legalizado no site oficial do artista neste mês de fevereiro de 2013. No disco, Capucho dá voz a 15 músicas de sua lavra com o seu violão e o de Naldo Miranda, único músico a dividir o palco com o cantor. Além do valor musical inerente ao cancioneiro gauche do artista, Antigo - Luís Capucho 95 é documento importante da atuação do artista antes de doença que o levou a trilhar outros caminhos artísticos, inclusive o de escritor. É que, em 1996, um ano após fazer o registro cru desse show no Café Laranjeiras, Capucho sofreu graves sequelas vocais e motoras por conta de neurotoxoplasmose, consequência de infecção pelo vírus HIV. Tais sequelas impediram que Capucho tocasse violão com a destreza de antes e alteraram o timbre de sua voz, desde então mais grave, encorpada ("Voz de Marianne Faithfull depois de sua fase de heroína", como caracteriza com espirituosidade o próprio Capucho). Antigo - Luís Capucho 95 é o terceiro CD da discografia indie do artista, embora cronologicamente tenha sido gravado antes de Lua singela (2003) e Cinema íris (2012). Eis as 15 músicas do CD deste cantautor já gravado por Daúde (Romena) e Pedro Luís e a Parede - ora na mira dos olhos de farol de Ney Matogrosso:
1. Savannah (Luís Capucho e Suely Mesquita)
2. Pobreza (Luís Capucho)
3. Poltrona (Luís Capucho)
4. Máquina de escrever (Luís Capucho e Mathilda Kóvak)
5. Mamãe me adora (Luís Capucho)
6. Sua mãe (Luís Capucho)
7. O amor é sacanagem (Luís Capucho)
8. Humilhante (Luís Capucho)
9. Destruição (Luís Capucho)
10. Ella (Luís Capucho e Mário Newman)
11. Max (Luís Capucho e Marcos Sacramento)
12. Romena (Luís Capucho e Suely Mesquita)
13. Para pegar (Luís Capucho)
14. Petardo (Luís Capucho e Edil Carvalho)
15. Maluca (Luís Capucho)
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