Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Eis a capa de 'Ivete', álbum inspirado pela axé music que Wado lança em julho

♪ Com capa que expõe projeto gráfico assinado por Dorgi Barros / Pana, o nono álbum de Wado, Ivete, tem lançamento programado para 5 de julho de 2016. No disco, cujo título é o primeiro nome da cantora baiana Ivete Sangalo, o cantor e compositor de origem catarinense - radicado em Maceió (AL) - apresenta visão da música afro-pop-baiana rotulada como axé music. Produzido pelo próprio Wado, Ivete totaliza dez músicas, entre inéditas e regravações de temas enraizados nos ritmos da Bahia, caso de Filhos de Gandhi (Gilberto Gil, 1973). Eis - na disposição do álbum - as dez músicas de  Ivete:

1. Alabama (Wado e Thiago Silva, 2016)
2. Terra Santa (Wado, Junior Almeida e Dinho Zampier, 2016) 

    - com trecho de Ralé (Jesus é palestino) (Carlinhos Brown, Gerônimo Santana e Alain Tavares, 2002)
3. Um passo à frente (Moreno Veloso e Quito Ribeiro, 2005)
4. Sexo (Wado e Thiago Silva, 2016)
5. Mistério (Wado e Zeca Baleiro, 2016)
6. Filhos de Gandhi (Gilberto Gil, 1973)
7. Você não vem (Wado, Momo e Marcelo Camelo, 2016)
8. Samba de amor (Alvinho Lancelotti e MoMo, 2016)
9. Amanheceu (Wado e Beto Bryto, 2016)
10. Nós (Wado e Zeca Baleiro, 2016)

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Após fazer rock, Wado aborda axé no álbum 'Ivete', em que canta Gil e MoMo

♪ Com discografia sempre mutante, Wado - nome artístico do cantor e compositor Oswaldo Schlikmann Filho - aborda a música afro-pop-baiana rotulada como axé music no nono álbum solo, marotamente intitulado Ivete. No álbum, que sucede o roqueiro 1977 (Deck, 2015), o artista de origem catarinense - radicado em Maceió (AL) - apresenta parcerias com Marcelo Camelo (Você não vem, música também composta com MoMo), Zeca Baleiro (Mistério e Nós) e Thiago Silva (Alabama - faixa eleita o primeiro single do álbum - e Sexo). Wado - em foto de Alzir Lima - regrava Filhos de Gandhi (Gilberto Gil, 1973) e Um passo à frente (Moreno Veloso e Quito Ribeiro, 2005). O repertório inclui Samba de amor, parceria de Alvinho Lancellotti e MoMo. “O axé que me comove é muito político, de cunho racial e social”, ressalta Wado em comunicado sobre o disco. "A música Alabama faz referência a Strange fruit e fala de negros enforcados e suspensos em árvores nas plantações norte-americanas", detalha Wado, citando a canção do compositor norte-americano Abel Meeropol (1903 - 1986) lançada em 1939 por Billie Holiday (1915 - 1959). “Musicalmente, o álbum evoca os primeiros discos solo de Moraes Moreira, ainda nos anos 1970, principalmente a guitarra baiana de Armandinho nesses álbuns. Já na temática e no ritmo, Ivete remete à primeira safra de axés lançado no meio dos anos 1980”, contextualiza Wado.

terça-feira, 5 de maio de 2015

'1977', roqueiro oitavo álbum de Wado, ganha edição nas plataformas digitais

♪ Sucessor de Vazio tropical (Oi Música, 2013), disco de tom apático produzido por Marcelo Camelo, o oitavo álbum de Oswaldo Schlikmann Filho - o cantor e compositor catarinense radicado em Maceió (AL) e conhecido pelo nome artístico de Wado - chega oficialmente hoje, 4 de maio de 2015, às plataformas digitais através da gravadora Deck. Intitulado 1977, o disco foi produzido pelo próprio Wado e, a rigor, já tinha sido disponibilizado para download gratuito pelo próprio Wado em março em seu site oficial. Neste disco, de tom mais roqueiro perceptível em músicas como Lar (Wado e Vitor Peixoto), o artista faz conexões globais com nomes como a cantora mexicana Graciela Maria (convidada e parceira de Wado em Galo, canção assinada também por Célio Gomes), o uruguaio Gonzalo Deniz (ouvido na faixa Mundo hostil), o português Samuel Uria (chamado para figurar em Deita, tema da lavra solitária de Wado) e os brasileiros Lucas Silveira - o vocalista da banda gaúcha Fresno figura em Cadafalso (Wado e Momo) - e Marcelo Camelo, convidado de Palavra escondida (Wado e Zeca Baleiro). 1977 alinha nove músicas autorais em dez faixas. A exceção é Um lindo dia de sol, composição somente de autoria de João Paulo Guimarães.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

'O ano da serpente' compila gravações de seis dos sete álbuns de Wado

A rigor, já são 13 anos de carreira fonográfica, iniciada em 2001 com a edição do álbum O manifesto da arte periférica. De todo modo, O ano da serpente - primeira coletânea de Wado, cantor e compositor catarinense radicado em Maceió (AL) - abrange somente o período de uma década (2001 - 2001) ao compilar 14 gravações de seis dos sete álbuns do artista. Produzida por Zeca Baleiro, que edita o CD por seu selo Saravá Discos, a compilação omite o último álbum de Wado, Vazio tropical (Oi música, 2013), produzido por Marcelo Camelo. Em contrapartida, oferece de bônus a inédita gravação de Zás, parceria de Wado com Baleiro, até então ouvida somente na voz do cantor e compositor maranhense, que lançou a música em seu álbum O disco do ano (Som Livre, 2012). Feita por Wado com Baleiro, a seleção enfatiza álbuns como A farsa do samba nublado (2004) - do qual O ano da serpente rebobina as músicas Tormenta (Wado e Alvinho Cabral), Se vacilar o jacaré abraça (Wado, Thiago Nistal e Alvinho Cabral) e Amor e restos humanos (Wado e Siri) - e Terceiro mundo festivo (Edição independente, 2008), representado pelas músicas Melhor (Wado e Siri), Faz-me rir (Wado e Dinho Zampier), Fita bruta (Wado) e Fortalece (Wado e Siri). Sotaque (Wado, Alvinho Cabral e Eduardo Bahia) - faixa-vinheta sem letra - é uma reminiscência do segundo álbum do artista, Cinema auditivo (Edição independente, 2002). O best of tem letras e ficha técnica das faixas.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Camelo amortece o grito e a produção autoral de Wado em 'Vazio tropical'

Resenha de CD
Título: Vazio tropical
Artista: Wado
Gravadora: Oi Música
Cotação: * * 1/2

Em tese, o sétimo álbum de Wado, Vazio tropical, é um disco de inéditas. Mas também pode ser entendido como um disco de sobras, pois o cantor e compositor catarinense - radicado em Maceió (AL) - dá voz no CD a canções de lavra antiga que não haviam se ajustado a trabalhos anteriores, mas que se adequaram à estética de Marcelo Camelo. O hermano foi convidado a produzir Vazio tropical diante da agenda lotada de Kassin, nome inicialmente pensado por Wado para pilotar a gravação do CD, que vai ser lançado em edição física em julho de  2013, pelo selo Oi Música. A associação com Camelo alimentou automaticamente na mídia a aura hype erguida em torno de Wado. Contudo, quem conhece este compositor - de inspiração acima da média rala da cena indie - sabe que sua obra autoral tem méritos suficientes para independer do hype. De todo modo, a fina ironia é que o compositor apresenta em Vazio tropical produção autoral menos instigante do que os repertórios de discos como Terceiro mundo festivo (2008), Atlântico negro (2009) - álbum em que o artista cruzou o Oceano de sons que liga a África ao Brasil - e Samba 808 (2011). Fiel ao seu universo particular, Camelo sereniza a efervescência autoral da música de Wado, enquadrando temas como Rosa (Wado e Cícero) - faixa na qual Mallu Magalhães faz a segunda voz - e Canto dos insetos (Wado, Cícero e Momo), tema de versos imperativos, dentro da atmosfera de sua  música. Ao trazer a obra de Wado para esse seu universo particular, Camelo força um parentesco que é mais forte na obra do cantor e compositor mineiro (radicado no Rio de Janeiro) Marcelo Frota, o Momo, do que no repertório de Wado. Sintomaticamente, Momo é o autor da única música não assinada por Wado, Flores do bem, neste disco em que é Camelo é onipresente. Além de dividir com Wado os vocais de Tão feliz (Wado e Momo), bela música lançada por Momo em seu primeiro álbum A estética do rabisco (2006), Camelo toca instrumentos como bateria, guitarra, baixo, vibrafone, clarone e percussão, preenchendo Vazio tropical com sua marca sonora que quase uniformiza temas como Cidade grande (Wado) - música que já se mostrou menor ao ser lançada por Cris Braun no CD Fábula (2012) - e a percussiva Quarto sem porta (Wado e Junior Almeida), faixa de maior suingue, marcada pela repetição do verso "Um quarto sem porta é imagem bonita, mas pode doer". Em essência, Vazio tropical gravita em torno do universo da canção de atmosfera delicada, como exemplifica Zelo, faixa composta e gravada por Wado com Cícero. Há, a propósito, boas conexões de Wado no disco. O cantor e compositor uruguaio Gonzalo Deniz (do projeto Franny Glass) é parceiro e convidado de Carne. Adalberto Rabello Filho (do grupo paulistano Numismata) é o parceiro de Cais abandonado, tema embebido em lirismo melancólico que se ajusta bem ao universo calmo de Camelo. Com balanço extraído do toque da guitarra de Vítor Peixoto, Primavera árabe (Wado e Vítor Peixoto) se impõe no cancioneiro de Vazio tropical, sinalizando que a efervescência da obra autoral de Wado impele o compositor a soltar um grito amortecido pela (influente) estética musical de Marcelo Camelo. 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Wado grava sétimo disco solo no Rio com inéditas e produção de Camelo

Extraída do Facebook de Wado, a foto flagra o ascendente cantor e compositor catarinense - radicado em Maceió (AL) - com Marcelo Camelo no estúdio da gravadora Biscoito Fino, no Rio de Janeiro (RJ), onde Wado grava seu sétimo disco solo, sucessor de Samba 808 (2011). O repertório inclui parcerias de Wado com Cícero, outro artista em ascensão na cena pop indie.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Parceiro de Hyldon, Baleiro deixa público eleger a capa d'O Disco do Ano'

A capa do CD que Zeca Baleiro vai lançar em março de 2012 com distribuição da gravadora Som Livre - e com o maroto título de O Disco do Ano - vai ser escolhida pelo público por meio de enquete virtual. O artista vai apresentar três opções de capa em hotsite que entra no ar nesta segunda-feira, 30 de janeiro. A mais votada vai ser a capa do nono álbum de inéditas de Baleiro. Neste disco, o compositor maranhense apresenta parcerias com Hyldon (Calma Aí, Coração), Wado (Zás), Frejat (Nada Além, única regravação do repertório, música lançada por Frejat em 2008 em seu álbum Intimidade Entre Estranhos), Lúcia Santos (irmã de Baleiro, co-autora de Último Post) e com a compositora japonesa Kana. O Disco do Ano tem as vozes de Andreia Dias, Chorão e Margareth Menezes (na faixa Último Post). O CD reúne 15 produtores.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Wado apronta álbum 'Samba 808' com alusão a um pioneiro sintetizador

Um dos mais inspirados compositores projetados na cena brasileira indie dos anos 2000, ainda não reconhecido na medida de seu talento, o catarinense (radicado em Alagoas) Wado apronta seu sexto álbum solo, Samba 808, cujo título alude ao pioneiro sintetizador intitulado Roland TR-808. Produzido por Pedro Ivo Euzébio, Samba 808 é um disco de banda - formada por Dinho Zampier, Rodrigo Peixe, Bruno Rodrigues, Vitor Peixoto e o próprio Pedro Ivo Euzébio - que vai reunir temas autorais como Esqueleto e Tão Feliz. De acordo com Wado, Samba 808 procura se situar numa "área de convergência entre o funk carioca e os sambas melancólicos".