Mauro Ferreira no G1

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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Nascido para compor, Ivor baixa tons em CD, mas a 'febre de amor' está alta

Resenha de álbum
Título: Tudo que eu quis
Artista: Ivor Lancellotti
Gravadora: Dubas Música
Cotação: * * * 1/2

"Nasci para compor / Queria tanto ter você por aqui / Pra interpretar a minha febre de amor / Nessas canções que hoje brotam de mim", lamenta Ivor Lancellotti em versos de Pois é, professor, uma das dez músicas inéditas dentre as 12 composições do repertório do quinto bom álbum do compositor carioca.  Disco inteiramente autoral produzido com requinte por Dany Roland, Tudo que eu quis reitera que o autor de Abandono - grande música lançada por Eliana Pittman em 1974 e popularizada na voz de Roberto Carlos a partir de 1979 - nasceu mesmo para compor canções. Como cantor, Ivor se presta ao papel de dar voz ao compositor. No caso de Tudo que eu quis, em tons mais baixos, adequados ao tempo de um artista que completou 71 anos em 30 de março de 2016. Contudo, a febre de amor continua, numa temperatura alta evidenciada pelas belas cordas orquestradas por Joey Altruda para o arranjo de Sonhos e planos - expressiva música lançada pela cantora Andreia Carneiro em álbum de 2010 - e por Renata Neves para Morro, uma das três parcerias de Ivor com o filho Alvinho Lancellotti registradas em Tudo que eu quis (as outras duas são Efeitos e Feito pena). Título mais inspirado do cancioneiro gravado por Ivor em Tudo que eu quis, Nascente e ocaso foi previamente apresentada como o primeiro single de álbum que evoca um clima de fado na música-título Tudo que eu quis. Música lançada pelo grupo carioca Fino Coletivo no álbum Copacabana (Oi Música, 2010), Bravo mar - parceria de Ivor com o outro filho, Domenico Lancellotti - reitera a impressão de que o compositor segue os ventos da inspiração sem saudosismo. Por mais que o cancioneiro traga o d.n.a. do compositor, a arquitetura do álbum - orquestrada por Dany Roland com músicos da cena contemporânea carioca, como o próprio Domenico - prima pela modernidade, seguindo a linha do álbum anterior do artista, Em boas e mais companhias (Dubas Música, 2011). Em evidência desde os anos 1970, a produção autoral do compositor sinaliza no CD que, ao contrário dos tons da voz, a febre de amor vai permanecer alta.

5 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ "Nasci para compor / Queria tanto ter você por aqui / Pra interpretar a minha febre de amor / Nessas canções que hoje brotam de mim", lamenta Ivor Lancellotti em versos de Pois é, professor, uma das dez músicas inéditas dentre as 12 composições do repertório do quinto bom álbum do compositor carioca. Disco inteiramente autoral produzido com requinte por Dany Roland, Tudo que eu quis reitera que o autor de Abandono - grande música lançada por Eliana Pittman em 1974 e popularizada na voz de Roberto Carlos a partir de 1979 - nasceu mesmo para compor canções. Como cantor, Ivor se presta ao papel de dar voz ao compositor. No caso de Tudo que eu quis, em tons mais baixos, adequados ao tempo de um artista que completou 71 anos em 30 de março de 2016. Contudo, a febre de amor continua, numa temperatura alta evidenciada pelas belas cordas orquestradas por Joey Altruda para o arranjo de Sonhos e planos - expressiva música lançada pela cantora Andreia Carneiro em álbum de 2010 - e por Renata Neves para Morro, uma das três parcerias de Ivor com o filho Alvinho Lancellotti registradas em Tudo que eu quis (as outras duas são Efeitos e Feito pena). Título mais inspirado do cancioneiro gravado por Ivor em Tudo que eu quis, Nascente e ocaso foi previamente apresentada como o primeiro single de álbum que evoca um clima de fado na música-título Tudo que eu quis. Música lançada pelo grupo carioca Fino Coletivo no álbum Copacabana (Oi Música, 2010), Bravo mar - parceria de Ivor com o outro filho, Domenico Lancellotti - reitera a impressão de que o compositor segue os ventos da inspiração sem saudosismo. Por mais que o cancioneiro traga o d.n.a. do compositor, a arquitetura do álbum - orquestrada por Dany Roland com músicos da cena contemporânea carioca, como o próprio Domenico - prima pela modernidade, seguindo a linha do álbum anterior do artista, Em boas e mais companhias (Dubas Música, 2011). Em evidência desde os anos 1970, a produção autoral do compositor sinaliza no CD que, ao contrário dos tons da voz, a febre de amor vai permanecer alta.

ELIEL SILVA disse...

Sem sombra de dúvida, assim como a Isolda, Ivor nasceu para compor.

Luca disse...

quem nasceu pra compor não pode cantar, é isso o que vocês querem dizer né?

Virginie B.M. disse...

Parabens Ivor, parabens Dany :) Que maravilha :)

ADEMAR AMANCIO disse...

A sua versão de 'Abandono' é muito boa.