Mauro Ferreira no G1

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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Compositor e artista gráfico da Tropicália, Rogério Duarte sai de cena aos 77

Se a Tropicália teve forte identidade visual, traduzida nas cores e fontes das capas de álbuns de artistas associados ao movimento pop de 1967 como Caetano Veloso, Gal Costa e Gilberto Gil, tal estética foi obra da criação do artista gráfico, escritor e compositor baiano Rogério Duarte (Ubaíra, BA - 10 de abril de 1939 / Brasília, DF - 13 de abril de 2016). Além de criar o visual tropicalista, Duarte também contribuiu para a definição da ideologia do movimento que quebrou os muros que separavam a música brasileira em nichos na segunda metade da década de 1960. Por conta de câncer nos ossos e no fígado, Duarte saiu de cena na noite de ontem em hospital de Brasília (DF), aos recém-completados 77 anos, mas deixa legado visual em diversas formas de arte. Como compositor, Duarte foi parceiro de Caetano Veloso (em Anunciação, 1968), Gilberto Gil (A última valsa, música gravada entre 1973 e 1974 em disco lançado somente em 1998), Moraes Moreira (Samba da Bahia de todos os santos, 1977) e Geraldo Azevedo (Quem é muito querido a mim, 1999), entre outros compositores nordestinos. Sozinho, Duarte assinou Gayana, belíssima canção lançada na voz de Caetano Veloso no álbum Abraçaço (Universal Music, 2012). Embora fosse compositor eventual, Rogério Duarte fez mais nome como mentor intelectual de poetas, compositores e artistas plásticos ligados à Tropicália e, sobretudo, como o criador de estética visual perpetuada em capas de discos como os álbuns tropicalistas de Caetano e Gil. Fez nome e fez Arte!

6 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ Se a Tropicália teve forte identidade visual, traduzida nas cores e fontes das capas de álbuns de artistas associados ao movimento pop de 1967 como Caetano Veloso, Gal Costa e Gilberto Gil, tal estética foi obra da criação do artista gráfico, escritor e compositor baiano Rogério Duarte (Ubaíra, BA - 10 de abril de 1969 / Brasília, DF - 13 de abril de 2016). Além de criar o visual tropicalista, Duarte também contribuiu para a definição da ideologia do movimento que quebrou os muros que separavam a música brasileira em nichos na segunda metade da década de 1960. Por conta de câncer nos ossos e no fígado, Duarte saiu de cena na noite de ontem em hospital de Brasília (DF), aos recém-completados 77 anos, mas deixa legado visual em diversas formas de arte. Como compositor, Duarte foi parceiro de Caetano Veloso (em Anunciação, 1968), Gilberto Gil (A última valsa, música gravada entre 1973 e 1974 em disco lançado somente em 1998), Moraes Moreira (Samba da Bahia de todos os santos, 1977) e Geraldo Azevedo (Quem é muito querido a mim, 1999), entre outros compositores nordestinos. Sozinho, Duarte assinou Gayana, belíssima canção lançada na voz de Caetano Veloso no álbum Abraçaço (Universal Music, 2012). Embora fosse compositor eventual, Rogério Duarte fez mais nome como mentor intelectual de poetas, compositores e artistas plásticos ligados à Tropicália e, sobretudo, como o criador de estética visual perpetuada em capas de discos como os álbuns tropicalistas de Caetano e Gil. Fez nome e fez Arte!

Rafael M. disse...

Perda enorme para o meio musical... Descanse em paz!!!

Carlos Lopes disse...

Nascido em 1969? Talvez menos 30 anos, amigo. Abraço e continuação de muito bom trabalho.

Roberto de Brito disse...

Que lástima!
Muito Linda a versão que ele e Augusto de Campos fizeram para "God Bless The Child" (Billie Holliday, Arthur Herzog Jr.) e que foi gravada Zizi Possi em 1980 com o título "Mamãe Merece"!

Mauro Ferreira disse...

Carlos, grato pelo toque do erro de digitação na data de nascimento do Rogério. Abs, MauroF

Mauro Silva disse...


Obrigado Rogério!
Sua arte foi muito importante, para a nossa Música Brasileira.