Mauro Ferreira no G1

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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Trio Madeira Brasil chega ao DVD com show gravado, no Rio, com Yamandu

A caminho dos 20 anos de vida, a serem festejados em 2016, o Trio Madeira Brasil - conjunto voltado para o choro que se formou na cidade do Rio de Janeiro (RJ) em 1996 com a reunião de Marcello Gonçalves (violão de sete cordas), Ronaldo do Bandolim (bandolim) e Zé Paulo Becker (violão) - lança o primeiro registro audiovisual de show. Editado no mercado fonográfico pelo selo MP,B Discos, com distribuição da gravadora Som Livre, o DVD Ao vivo em Copacabana perpetua show gravado pelo trio em 2013 no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro. Feita com a participação do violonista gaúcho Yamandu Costa, a gravação ao vivo também está sendo editada no formato de CD. A adesão de Yamandu - na Suíte Retratos (Radamés Gnattali, 1964), em Fuga y misterio (Astor Piazzolla e Horacio Ferrer, 1968) e em Danza de la vida breve (Manuel de Falla e Carlos Fernandez Shaw, 1905) - é consequência da interação do trio com o violonista desde 1998, ano em que se conheceram no festival Chorando alto, realizado em São Paulo (SP). Naquele ano de 1998, o Trio Madeira Brasil lançava seu primeiro álbum em edição da gravadora Kuarup. Neste disco, intitulado Trio Madeira Brasil, o grupo já gravou temas como Loro (Egberto Gismonti, 1981) e Santa Morena (Jacob do Bandolim, 1954), composições que registra novamente em Ao vivo em Copacabana. Um dos maiores compositores e músicos de choro da história da música brasileira, o carioca Jacob do Bandolim (1918 - 1969) é nome recorrente no roteiro do show eternizado no DVD. Além de Santa Morena, o trio toca Assanhado (1961), Quebrando o galho (tema lançado em disco em 1980) e Feia (Pertinho do céu) (1948). Já Chico Buarque está representado no roteiro por As vitrines (1981) enquanto Edu Lobo tem Dança do corrupião (tema lançado pelo compositor em 1993 e regravado por Lobo em 2010 já com a letra de Paulo César Pinheiro) no repertório. O posicionamento de câmeras no palco - durante a gravação ao vivo do show, feita sob a direção de Felipe Nepomuceno - propicia maior intimidade com as cordas do Trio Madeira Brasil. Alocado nos extras do DVD, documentário sobre o trio reforça a intimidade com o grupo e expõe o prestígio do Trio Madeira Brasil na cena instrumental nacional com depoimentos de músicos como o violonista Turíbio Santos, o bandolinista Hamilton de Holanda e o violonista João Camarero. É madeira de lei!!

6 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ A caminho dos 20 anos de vida, a serem festejados em 2016, o Trio Madeira Brasil - conjunto voltado para o choro que se formou na cidade do Rio de Janeiro (RJ) em 1996 com a reunião de Marcello Gonçalves (violão de sete cordas), Ronaldo do Bandolim (bandolim) e Zé Paulo Becker (violão) - lança o primeiro registro audiovisual de show. Editado no mercado fonográfico pelo selo MP,B Discos, com distribuição da gravadora Som Livre, o DVD Ao vivo em Copacabana perpetua show gravado pelo trio em 2013 no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro. Feita com a participação do violonista gaúcho Yamandu Costa, a gravação ao vivo também está sendo editada no formato de CD. A adesão de Yamandu - na Suíte Retratos (Radamés Gnattali, 1964), em Fuga y misterio (Astor Piazzolla e Horacio Ferrer, 1968) e em Danza de la vida breve (Manuel de Falla e Carlos Fernandez Shaw, 1905) - é consequência da interação do trio com o violonista desde 1998, ano em que se conheceram no festival Chorando alto, realizado em São Paulo (SP). Naquele ano de 1998, o Trio Madeira Brasil lançava seu primeiro álbum em edição da gravadora Kuarup. Neste disco, intitulado Trio Madeira Brasil, o grupo já gravou temas como Loro (Egberto Gismonti, 1981) e Santa Morena (Jacob do Bandolim, 1954), composições que registra novamente em Ao vivo em Copacabana. Um dos maiores compositores e músicos de choro da história da música brasileira, o carioca Jacob do Bandolim (1918 - 1969) é nome recorrente no roteiro do show eternizado no DVD. Além de Santa Morena, o trio toca Assanhado (1961), Quebrando o galho (tema lançado em disco em 1980) e Feia (Pertinho do céu) (1948). Já Chico Buarque está representado no roteiro por As vitrines (1981) enquanto Edu Lobo tem Dança do corrupião (tema lançado pelo compositor em 1993 e regravado por Lobo em 2010 já com a letra de Paulo César Pinheiro) no repertório. O posicionamento de câmeras no palco - durante a gravação ao vivo do show, feita sob a direção de Felipe Nepomuceno - propicia maior intimidade com as cordas do Trio Madeira Brasil. Alocado nos extras do DVD, documentário sobre o trio reforça a intimidade com o grupo e expõe o prestígio do Trio Madeira Brasil na cena instrumental nacional com depoimentos de músicos como o violonista Turíbio Santos, o bandolinista Hamilton de Holanda e o violonista João Camarero. É madeira de lei!!

Luca disse...

Grande grupo!

Clayton Moreira disse...

Com esses caras e esse repertório... Não tem erro!

André Luís disse...

Mauro, aproveitando essa postagem sobre o Trio Madeira Brasil, pergunto sobre outra música de qualidade. Você não pretende fazer a resenha do disco "Canela" do Renato Braz com o Quarteto Maogani?! Como sempre, é mais um maravilhoso trabalho do Renato.
ABRAÇO!

Mauro Ferreira disse...

André, não recebi o disco 'Canela'. Eu normalmente resenho os discos que me mandam. Se a assessoria do artista / gravadora ou o artista não manda, não corro atrás. Abs, MauroF

André Luís disse...

"Qualé", Mauro, eu sei que você também é fã do Renato Braz, já deve ter escutado mais esse disco primoroso dele. rsrs Se o problema é mandar o CD pra você, eu compro um e envio! kkkk
Brincadeiras à parte, espero então que a gravadora/assessoria envie um pra você (e um pra mim, rsrs).