Mauro Ferreira no G1

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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Entre o ódio do gueto e o culto à África, o EP 'Emicida' sinaliza álbum robusto

Resenha de EP
Título: Emicida
Artista: Emicida
Gravadora: Laboratório Fantasma / Sony Music
Cotação: * * * * 1/2

Já disponível nas plataformas digitais, o EP Emicida apresenta três músicas do segundo álbum solo do rapper paulistano Emicida, Sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa, gravado entre África e Brasil. Rap fervido na chapa quente dos redutos do hip hop, Boa esperança (Emicida e Vinicius Nave) versa sobre as tensões, violências e injustiças dos guetos com discurso cheio de ódio que ecoa Racionais MC's. Na gravação, de batida dura, Emicida se junta ao rapper J. Ghetto. Já o samba Mufete (Emicida) ameniza o tom com suingue. Nessa música, o rapper paulistano cita Djavan e versa em tom celebrativo sobre as cidades africanas de Praia (em Cabo Verde) e Luanda (em Angola), nas quais registrou parte do disco que vai chegar ao mercado fonográfico ainda neste mês de agosto de 2015. Apesar do clima de homenagem, a letra de Mufete mostra consciência social e chama atenção para as misérias e particularidades da África, continente que, para muitos, é somente um país. Por fim, Passarinhos (Emicida) - faixa produzida por Marcos Xuxa Levy - é  canção leve que se avizinha do praia do reggae, tendo sido gravada com a voz de Vanessa da Mata e o toque de músicos de Cabo Verde como o guitarrista de Cabo Verde Kaku Alves. A canção embute parte que evoca a fala do rap e até endurece, mas sem perder a ternura. Enfim, entre o ódio cuspido pelos guetos do hip hop e a celebração consciente da África, o EP Emicida sinaliza que Sobre  crianças,  quadris, pesadelos e lições de casa  vai ser álbum vigoroso, versátil e robusto.

7 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ Já disponível nas plataformas digitais, o EP Emicida apresenta três músicas do segundo álbum solo do rapper paulistano Emicida, Sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa, gravado entre África e Brasil. Rap fervido na chapa quente dos redutos do hip hop, Boa esperança (Emicida e Vinicius Nave) versa sobre as tensões, violências e injustiças dos guetos com discurso cheio de ódio que ecoa Racionais MC's. Na gravação, de batida dura, Emicida se junta ao rapper J. Ghetto. Já Mufete (Emicida) ameniza o tom com mais suingue. Nessa música, o rapper paulistano cita Djavan e versa em tom celebrativo sobre as cidades africanas de Praia (em Cabo Verde) e Luanda (em Angola), nas quais registrou parte do disco que vai chegar ao mercado fonográfico ainda neste mês de agosto de 2015. Apesar do clima de homenagem, a letra de Mufete mostra consciência social e chama atenção para as misérias e particularidades da África, continente que, para muitos, é somente um país. Por fim, Passarinhos (Emicida) - faixa produzida por Marcos Xuxa Levy - é canção leve que se avizinha do praia do reggae, tendo sido gravada com a voz de Vanessa da Mata e o toque de músicos de Cabo Verde como o guitarrista de Cabo Verde Kaku Alves. A canção embute parte que evoca a fala do rap e até endurece, mas sem perder a ternura. Enfim, entre o ódio cuspido pelos guetos do hip hop e a celebração consciente da África, o EP Emicida sinaliza que Sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa vai ser álbum vigoroso, enérgico e robusto.

italo vinicius disse...

essa capa ficou phodaaa !!!

Rafael M. disse...

Escutei "Passarinhos" e adorei... Canção leve e super harmoniosa... Parabéns ao Emicida! Vem um grande álbum por aí...

Gill disse...

Mauro, desculpe fazer esse tipo de comentário, mas a frase "Entre o ódio do gueto e o culto da África" tem um erro aí. Veja que o "ódio" realmente é do gueto, mas o "culto" não é da África e sim à África. Se o sentido for o que estou pensando.

Mauro Ferreira disse...

Gill, não tem que pedir desculpas. Eu é que tenho que agradecer. De fato, vc tem razão. O sentido do título pensado por mim exige que a preposição seja 'à' África. Abs, obrigado, MauroF

Gill disse...

Disponha. E parabéns pela humildade.

Luca disse...

pelo ep, disco inteiro promete