Mauro Ferreira no G1

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sábado, 8 de agosto de 2015

Aposta da Sony Music no funk pop, Nego do Borel lança EP com hit e inédita

Antes conhecido com MC Nego do Borel no universo do funk fluminense, o cantor e compositor carioca Leno Maycon Viana Gomes, de 23 anos, é a aposta da Sony Music no segmento do funk pop ostentação. Já sem o MC no nome artístico, Nego do Borel está lançando o EP do Nego nas plataformas digitais. Em atividade desde 2012, o artista já lançou um EP (MC Nego do Borel) e um álbum (É ele mesmo), ambos editados em 2014. Com cinco faixas, o EP do Nego inclui o hit Não me deixe sozinho (ouvido em duas versões, uma estendida), recicla duas músicas dos discos iniciais do funkeiro - Os caras do momento e Brincadeira das maravilhas, agregadas num mash up - e apresenta a inédita Janela aberta, também ouvida em duas versões, a oficial e a estendida. Já o segundo álbum de Nego - previsto para ser lançado neste segundo semestre de 2015 - vai ter produção de Mãozinha e Umberto Tavares, nomes recorrentes na formatação de discos de estrelas do funk como Anitta e Ludmilla, ambas contratadas pela Warner Music.  A ideia é tornar Nego pop.

8 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ Antes conhecido com MC Nego do Borel no universo do funk fluminense, o cantor e compositor carioca Leno Maycon Viana Gomes, de 23 anos, é a aposta da Sony Music no segmento do funk pop ostentação. Já sem o MC no nome artístico, Nego do Borel está lançando o EP do Nego nas plataformas digitais. Em atividade desde 2012, o artista já lançou um EP (MC Nego do Borel) e um álbum (É ele mesmo), ambos editados em 2014. Com cinco faixas, o EP do Nego inclui o hit Não me deixe sozinho (ouvido em duas versões, uma estendida), recicla duas músicas dos discos iniciais do funkeiro - Os caras do momento e Brincadeira das maravilhas, agregadas num mash up - e apresenta a inédita Janela aberta, também ouvida em duas versões, a oficial e a estendida. Já o segundo álbum de Nego - previsto para ser lançado neste segundo semestre de 2015 - vai ter produção de Mãozinha e Umberto Tavares, nomes recorrentes na formatação de discos de estrelas do funk como Anitta e Ludmilla, ambas contratadas pela Warner Music. A ideia é tornar Nego pop.

Rafael M. disse...

Que horror! Porcaria no mercado sendo lançada a torto e direito...

Marcelo disse...

Corram pras colinas!!! E o mercado continua produzindo essas coisas bizarras!!!

Rafael M. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos Eduardo disse...

Por que bizarro? É mais um cantor de funk sendo moldado para o pop funk, assim como Anitta, Naldo, Ludimila e Valesca. O que há de bizarro nisso? Música popular pra vender e animar festas e enriquecer a indústria musical sempre existiu. Hoje são os sertanejos, pagodeiros e funkeiros. Por que isso é uma coisa bizarra?

Mauro Ferreira disse...

Com certeza, Carlos Eduardo, nada há de bizzarro nisso. O bizarro - para mim - são pessoas que desejam em vão que o mundo e o mercado se ajustem ao seu gosto pessoal. Abs, MauroF

Carlos Eduardo disse...

Sim. E quantos artistas hoje colocados como cult ou "verdadeiros" não cresceram a partir de um molde para atender uma demanda do mercado. Alcione e Beth Carvalho, por exemplo, por causa de Clara Nunes. Elis Regina com "Viva a brotolândia". Wilson Simonal com as pilantragens. Emílio Santiago com as aquarelas, todas as cantoras de MPB que aderiram ao pop romântico na década de 80. A virada estética de Clara Nunes. Marisa Monte moldada pelo Nelson Motta, Leila Pinheiro cantando bossa nova. Tim Maia cantando baladas românticas e até os que permanecem sendo sempre eles, permanecem porque encontram um público para o que fazem, assim como Nana Caymmi, Maria Bethânia e Luiz Melodia. Nenhum artista quer cantar para duas pessoas. Como diz espertamente Marisa Monte: verdade, uma ilusão.

Victor Moraes, disse...

Seria legal também se gastassem 50% do marketing que gastam com esses artistas, com outros ritmos musicais. Poderiam, quem sabe, se surpreender com uma nova "onda da vez".