Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

'Vinil virtual' engasga com insaciável fome antropofágica de Daniela Mercury

Resenha de CD
Título: Vinil virtual
Artista: Daniela Mercury
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * 1/2

♪ O fato de o 15º álbum solo de Daniela Mercury, Vinil virtual, abrir com citação de Bat macumba (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1968) - um dos hinos do movimento tropicalista arquitetado em 1967 pelos dois compositores da música - diz muito sobre o primeiro disco inteiramente autoral da cantora e compositora baiana. A insaciável fome antropofágica da artista ativista faz com que Vinil virtual engasgue a partir da nona de suas 15 faixas, pecando pelo excesso de verborragia. A capa midiática - na qual Daniela aparece nua, abraçada à esposa Malu Verçosa Mercury, em foto de Célia Santos baseada em imagem icônica de John Lennon (1940 - 1980) e Yoko Ono na capa da revista Rolling Stone de janeiro de 1981 - está em sintonia com a necessidade da artista de fazer do álbum um manifesto sócio-político. É impossível dissociar a música de Vinil virtual do discurso adotado pela cidadã Daniela Mercury em campanha pública pelo fim da homofobia. Nesse sentido, a bonita canção Sem argumento - poema musicado (e gravado com certa bossa no toque do violão de Alex Mesquita) que faz declaração de amor a Malu - parece dar sentido à capa. Malu também é a musa inspiradora de Maria casaria, outro poema que virou música - no caso, no ritmo do funaná de Cabo Verde. Mas nem tudo é sobre Malu, o que também torna a capa sem sentido. Daniela parece querer opinar sobre (quase) tudo. E é justamente a intenção de se posicionar sobre (quase) tudo que faz Vinil virtual tocar em rotação desigual, sobretudo quando o falatório põe a música em segundo plano, como nas duas dispensáveis faixas-vinhetas Extranhos terrestres (Aperto de mente) e Vinil virtual (Aperto de mente 2). Ser ou não ser uma mistura de cantora com ativista? - eis a questão que Vinil virtual põe na roda aberta - após a citação de Bat macumba - com o ijexá feminista A rainha do axé (Rainha má), música lançada na web em novembro de 2014 para ser uma das trilhas sonoras do Carnaval deste ano de 2015. Décimo oitavo título da solar discografia da artista, Vinil virtual é álbum tão femininista quando feminino. Produzido por Daniela Mercury com Yacoce Simões, parceiro na criação da maioria dos arranjos, o álbum expõe a visão de uma mulher que se posiciona com firmeza em mundo ainda ditado por regras e costumes masculinos. Só que o posicionamento nem sempre se afina naturalmente com a música. Quando saúda a geleia geral de Sampa em Antropofágicos são paulistanos, samba-reggae com toque de rap criado pela artista em parceria com Yacoce Simões, Daniela parece querer ser o Caetano Veloso genuinamente tropicalista de Língua (1984) quando deveria continuar a ser a rainha do axé que pisa no terreiro baiano com legitimidade. Para quem conhece a contribuição histórica de Daniela para a consolidação da música afro-pop-brasileira produzida por compositores (quase todos negros) da Bahia, Vinil virtual toca mais quando saúda os grupos Ilê Aiyê, Olodum e Didá em Três vozes - parceria de Daniela com Marcelo Quintanilha - e quando reproduz um samba-reggae-ijexá como Alegria e lamento, gravado com o som de repiques tocados pelo sintetizador do gênero, Neguinho do Samba (1955 - 2009), e cedidos para Daniela por Andrea Souza. Em Alegria e lamento, o percussionista Márcio Victor está creditado como participação especial da faixa -  assim como em América do amor, música menos sedutora que acena para as pistas de dança e que põe a percussão de Victor no ritmo do Passinho carioca. A propósito, em O riso de Deus, Daniela sai do terreirão do samba e da axé music para saudar a cidade do Rio de Janeiro (RJ) na batida ouvida nos bailes funks do subúrbio carioca, como se pisasse na pista de Fernanda Abreu. De volta ao samba, com o toque da percussão de Victor e do bandolim de Armadinho Macedo, Tô samba da vida amalgama vários estilos de samba em tema que sobressai na obra autoral de uma artista que sempre foi mais importante como cantora do que compositora. E é sintomaticamente quando mais se assume compositora que a cantora soa menos viçosa do que em CDs anteriores. Prejudicado pela rotação irregular, Vinil virtual acerta o tom em canção em inglês, Frogs in the sky, que clama por paz e amor no mundo, ecoando o discurso de artistas ativistas como o John Lennon que inspirou a capa do álbum. Frogs in the sky é parceria de Daniela com o filho mais velho, Gabriel Póvoas, também coautor de Senhora do terreiro (Mãe Carmem), tributo à ialorixá baiana Carmem Oliveira da Silva, matriarca do terreiro do Gantois. Gravado com a percussão de Luizinho do Jeje, o tema amarra o disco ao encerrá-lo em conexão com o tom feminino e com a bat macumba da faixa inicial A rainha do axé. Em colo mais amplo, Minha mãe, minha pátria - a segunda das duas parcerias de Daniela com Marcelo Quintanilha - oscila entre o rock e o axé no toque da guitarra baiana de Armandinho Macedo, estrela do arranjo. Entre batidas do terreirão do axé, Vinil virtual roda na velocidade ideal quando cai no suingue de Gilberto Gil, o transcendental músico-poeta que ajudou a desfolhar a bandeira no início da manhã tropical e que é saudado por Daniela em De Deus, de Alah, de Gilberto Gil em reverência avalizada pela voz e pelo violão de Gil. Fosse menos longo (são 15 músicas que totalizam 67 minutos), Vinil virtual soaria mais coeso e com mais foco. Contudo, a insaciável fome antropofágica de Daniela Mercury tornou o disco excessivamente verborrágico, canibalista,  difícil de ser engolido por inteiro.

54 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ O fato de o 15º álbum solo de Daniela Mercury, Vinil virtual, abrir com citação de Bat macumba (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1968) - um dos hinos do movimento tropicalista arquitetado em 1967 pelos dois compositores da música - diz muito sobre o primeiro disco inteiramente autoral da cantora e compositora baiana. A insaciável fome antropofágica da artista ativista faz com que Vinil virtual engasgue a partir da nona de suas 15 faixas, pecando pelo excesso de verborragia. A capa midiática - na qual Daniela aparece nua, abraçada à esposa Malu Verçosa Mercury, em foto de Célia Santos baseada em imagem icônica de John Lennon (1940 - 1980) e Yoko Ono na capa da revista Rolling Stone de janeiro de 1981 - está em sintonia com a necessidade da artista de fazer do álbum um manifesto sócio-político. É impossível dissociar a música de Vinil virtual do discurso adotado pela cidadã Daniela Mercury em campanha pública pelo fim da homofobia. Nesse sentido, a bonita canção Sem argumento - poema musicado (e gravado com certa bossa no toque do violão de Alex Mesquita) que faz declaração de amor a Malu - parece dar sentido à capa. Malu também é a musa inspiradora de Maria casaria, outro poema que virou música - no caso, no ritmo do funaná de Cabo Verde. Mas nem tudo é sobre Malu, o que também torna a capa sem sentido. Daniela parece querer opinar sobre (quase) tudo. E é justamente a intenção de se posicionar sobre (quase) tudo que faz Vinil virtual tocar em rotação desigual, sobretudo quando o falatório põe a música em segundo plano, como nas duas dispensáveis faixas-vinhetas Extranhos terrestres (Aperto de mente) e Vinil virtual (Aperto de mente 2). Ser ou não ser uma mistura de cantora com ativista? - eis a questão que Vinil virtual põe na roda aberta - após a citação de Bat macumba - com o ijexá feminista A rainha do axé (Rainha má), música lançada na web em novembro de 2014 para ser uma das trilhas sonoras do Carnaval deste ano de 2015. Décimo oitavo título da solar discografia da artista, Vinil virtual é álbum tão femininista quando feminino. Produzido por Daniela Mercury com Yacoce Simões, parceiro na criação da maioria dos arranjos, o álbum expõe a visão de uma mulher que se posiciona com firmeza em mundo ainda ditado por regras e costumes masculinos. Só que o posicionamento nem sempre se afina naturalmente com a música. Quando saúda a geleia geral de Sampa em Antropofágicos são paulistanos, samba-reggae com toque de rap criado pela artista em parceria com Yacoce Simões, Daniela parece querer ser o Caetano Veloso genuinamente tropicalista de Língua (1984) quando deveria continuar a ser a rainha do axé que pisa no terreiro baiano com legitimidade. Para quem conhece a contribuição histórica de Daniela para a consolidação da música afro-pop-brasileira produzida por compositores (quase todos negros) da Bahia, Vinil virtual toca mais quando saúda os grupos Ilê Aiyê, Olodum e Didá em Três vozes - parceria de Daniela com Marcelo Quintanilha - e quando reproduz um bom samba-reggae como Alegria e lamento, gravado com som de repiques tocados pelo sintetizador do gênero, Neguinho do Samba (1955 - 2009), e cedidos para Daniela por Andrea Souza. Em Alegria e lamento, o percussionista Márcio Victor está creditado como participação especial da faixa - assim como em América do amor, música menos sedutora que acena para as pistas de dança e que põe a percussão de Victor no ritmo do Passinho carioca.

Mauro Ferreira disse...

A propósito, em O riso de Deus, Daniela sai do terreirão do samba e da axé music para saudar a cidade do Rio de Janeiro (RJ) na batida ouvida nos bailes funks do subúrbio carioca, como se pisasse na pista de Fernanda Abreu. De volta ao samba, com o toque da percussão de Victor e do bandolim de Armadinho Macedo, Tô samba da vida amalgama vários estilos de samba em tema que sobressai na obra autoral de uma artista que sempre foi mais importante como cantora do que compositora. E é sintomaticamente quando mais se assume compositora que a cantora soa menos viçosa do que em CDs anteriores. Prejudicado pela rotação irregular, Vinil virtual acerta o tom em canção em inglês, Frogs in the sky, que clama por paz e amor no mundo, ecoando o discurso de artistas ativistas como o John Lennon que inspirou a capa do álbum. Frogs in the sky é parceria de Daniela com o filho mais velho, Gabriel Póvoas, também coautor de Senhora do terreiro (Mãe Carmem), tributo à ialorixá baiana Carmem Oliveira da Silva, matriarca do terreiro do Gantois. Gravado com a percussão de Luizinho do Jeje, o tema amarra o disco ao encerrá-lo em conexão com o tom feminino e com a bat macumba da faixa inicial A rainha do axé. Em colo mais amplo, Minha mãe, minha pátria - a segunda das duas parcerias de Daniela com Marcelo Quintanilha - oscila entre o rock e o axé no toque da guitarra baiana de Armandinho Macedo, estrela do arranjo. Entre batidas do terreirão do axé, Vinil virtual roda na velocidade ideal quando cai no suingue de Gilberto Gil, o transcendental músico-poeta que ajudou a desfolhar a bandeira no início da manhã tropical e que é saudado por Daniela em De Deus, de Alah, de Gilberto Gil em reverência avalizada pela voz e pelo violão de Gil. Fosse menos longo (são 15 músicas que totalizam 67 minutos), Vinil virtual soaria mais coeso e com mais foco. Contudo, a insaciável fome antropofágica de Daniela Mercury tornou o disco excessivamente verborrágico, canibalista, difícil de ser engolido por inteiro.

Luca disse...

Mauro falando mal de Daniela? Tem ebó nesse terreiro!

aguiar_luc disse...

Putz! Tô assim também. Pela primeira vez não consigo digerir o cd por completo de minha rainha. As faixas estão longas demais, as letras parecem que são de um dicionário novo demais, apenas umas 5 faixas soam maravilhosas. E ainda tenho a sensação que Daniela tá meio ou mais que grunindo em algumas faixas. O chato é ter q esperar mais 5 anos por um novo trabalho e na torcida pra q esse venha calgado no axé e no samba reagge. Salve Daniela valeu toda a intenção e salve o amor.

Mauro Silva disse...

Tô passado! Acho que o Mauro esta com raiva da Daniela, só por causa da falação que ele não gostou show voz e violão, no qual ele fez a resenha também detonando.

Tommye disse...

Concordo com Mauro quanto à verborragia. E acrescento: muito substantivo e muito adjetivo. As ideias não fluem com naturalidade, portanto, difíceis de amarrar. Parece uma enumeração infinita. Eu preferiria que ela contasse estórias/histórias mais fluidas. Não chega a inovar por ser disco autoral.

Henrique disse...

Gosto muito de "Alegria e Lamento" e "Três Vozes".

O blog disse...

Eu adorei o disco. Os arranjos, as melodias e as letras idem. É um disco pra pensar, refletir e ao mesmo tempo dançar. E assim que chegar nas lojas, comprarei.

Jarilene Lasquéssia disse...

Resumo da Ópera: o disco é muito ruim.
Tentei escutar algumas músicas e me soam chatas, a voz da Daniela tá estranha, cada vez mais 'fanha' e ela parece ofegar o tempo todo!

Óbvio que os fãs mais chiitas irão gostar, aplaudir, achar a 8° maravilha do mundo, mas o disco é CHATO. Muito chato.

Mas se bem que a tempos Daniela vem mostrando um trabalho desgastado e sem novidades.... agora tudo é essa mulher dela, tudo gira em torno dela, tudo é sobre ela. Uma overdose de Malu. Indigesta, no mínimo.

Tenho (quase) certeza de que a alguns anos ela vai olhar pra trás e dizer "putz!.... quão ridícula eu fui...."

Mauro Silva disse...

Ah Gente! Não começa falar merda não!
Dizer que os últimos Cd's de estúdio...anteriores a este, são fracos ?? Aonde ?? "Cabeça de Todos Nós", "Canibália(Estúdio)" e "Balé Mulato(Estúdio)", são maravilhosos !!!!

O blog disse...

Eu sempre gostei do trabalho de Daniela, e tem discos que não gostei como o Clássica e o que possui a canção Mutante. Esses dois não curti, mas esse eu gostei e muito. Os arranjos me deixaram de pelo arrepiado. Quem quer apenas axé pra pular carnaval, não compre e não ouça. Simples assim.

Rafael M. disse...

Não estou com vontade nenhuma de ouvir esse disco, depois da crítica então...

Guilherme Ferreira disse...

Mauro, eu acho disco é muito bom. Músicas como Alegria e Lamento, Tô Samba da Vida, Três Vozes e Sem Argumento são pontos altos na carreira da Daniela. Mas eu consigo ver também esse "arrasto cansativo" que o disco tem. Muita informação, muito jogo de palavras, soa muito pesado.
Quanto a capa, acho que faz jus ao disco. Quando uma mulher de 50 anos se coloca na capa de um disco nua, abraçada a sua esposa, quer queiram ou não, gera um manifesto que confronta a homofobia, etárismo e o machismo, que são temas constantes nas músicas. Soa, no mínimo, verdadeiro.
Só não achei críticas suas suficientes ao disco que justificassem um 2,5. Merecia, pelas suas próprias palavras, ao menos um 3. Mas, ainda assim, entendo sua visão.


Guilherme Ferreira disse...

Tem comentários aqui que o é melhor só ignorar. Uma galerinha que desde dos tempos do orkut, busca maneira de diminuir a carreira invejável da Daniela Mercury.
Só de ter feito um disco que retrata mais do que: "levanta a mão", "sai do chão", "dança dança danca" já faz dela melhor artista do que qualquer outra cantora axé que esteja nos holofotes.

Jeferson Garcia disse...

Bom... sou fã de Daniela, mas não sou besta tmb. Detestei o CD. Simples assim. Não bateu, não vingou. Tudo muito chato, muita falação. Daniela tá se achando o Caetano de saias. Prefiro a Daniela pescadora de pérolas da MPB e da música negra. Da capa nem vou falar nada. Puro marketing! Na fila pro próximo trabalho. Esse já era!

Cassiano Messias disse...

Realmente, acho tem músicas com falas demais. Mas 70% do disco é muito bom.

Daniel Lopes disse...

Daniela em outros tons. Gosto disso. É uma artista que poderia reinar absoluta na zona de conforto do axé. Mas não Daniela. Ela é múltipla, plural e não tem medo de correr riscos, seja profissionalmente ou na vida pessoal. Gostei do que ouvi. Remete a tempos em que a música era ouvida com a cabeça.

Fernando Lima disse...

É... a maturidade não tem sido benéfica para Daniela. Tá cantando feio, em tons cansativos e irritantes, forçando um sotaque estranho... meio carioca, meio qualquer outra coisa... fora os nhãn, nhãn, nhãs e a de preencher os momentos vazios de texto de cada música com alguma citação ou grunhidos desnecessários.

Sempre a achei equilibrada e coerente, mas desde Canibália que tudo desandou. Realmente, ela está muito ansiosa e com energia para gastar. Deveria ter lançado disco, livros (livros mesmo), escrever um blog, matéria no jornal, filme (longa metragem mesmo), instalação e composto uma ópera carnavalesca; tentou misturar tudo e deu um tiro no pé.

Espero que gaste muita energia com esse trabalho e depois volte ao equilíbrio de antes. Saudade da cantora que ouvia com alegria, mas, infelizmente, ela parou de cantar após lançar Balé Mulato.

Victor Moraes, disse...

Ainda não escutei para opinar. Só queria dize que feminismo tá mais parecendo uma estratégia de mercado ultimamente...

Lucélio F.C disse...

Acho interessante e válida(até certo ponto) toda essa facilidade que a internet fornece pras pessoas falarem o que pensam, expressar seus gostos, desgostos, percepções...enfim...exercer o livre arbítrio das opiniões! Democrático isso!...mas me pergunto às vezes: "até que ponto isso é bom?", "Até que ponto isso faz diferença(se faz)?" Sou jovem e adoro toda a modernidade, praticidade e agilidade de informações e possibilidades que a tecnologia possibilita! Mas sinceramente, pra algumas coisas preferia como era tempos atrás...Lembro da agonia que era esperar meus artistas preferidos aparecerem nos programas de televisão, pra saber quando seria lançado o disco novo; gravar em VHS a apresentação e assistir até quase "arrebentar a fita"rsrs... gravar em fita K7 a música nova, quando era lançada nas rádios, mesmo sem conseguir gravar a música toda! (o que era quase impossível)rsrs; sem se importar que saísse com algum ruído, por causa do sinal da rádio, que oscilava, ou com as vinhetas (que dava vontade "matar"!rs) e ainda assim achar o máximo! Porque "era o que tinha"...Moro no interior de MG. E por ser interior, sempre demorava mais tempo pra chegar os discos novos nas lojas... Era uma aflição ter que ficar ligando pras lojas (da cidade vizinha), perguntando quando chegaria o tal disco! Tinha que ligar, ligar, ligar e deixar encomendado, pra não correr o risco de ficar sem, e ter que esperar a nova remessa, que sabe lá Deus quando chegaria!...e apesar de toda essa dificuldade que era pra se ter em mãos algo tão querido (um disco novo, que só quem gosta de música sabe o que é "sofrer" pela espera de um!!rs),hoje em dia tenho me encontrado com uma certa "saudade" dessa época, não por causa das dificuldades citadas, mas porque o que importava mesmo era ter a fita K7,o disco,o CD do artista nas mãos, folhear o encarte admirando cada detalhe e ouvir num aparelho de som (gigante!rs)...perceber cada letra, cada toque... ouvir, ouvir e ouvir, até tirar minha própria opinião e decidir as músicas que mais gostei, pular as que não gostei, e ouvir, ouvir e ouvir, sem pensar em me importar com a opinião de quem quer que seja! Não, não estou querendo afrontar a profissão de quem é crítico musical! nada disso!Acompanho o "Notas Musicais" há bastante tempo! e afinal, como citei acima, todos tem o direito de expressar suas opiniões, e é exatamente isso que estou fazendo, expressando a minha! Eu sei, eu poderia "viver no passado" agindo da maneira antiga que acabei de compartilhar, mas é inevitável hj em dia, pelas facilidades que a internet possibilita, não estar conectado às novidades "em tempo real" e quase inevitável também não ter a curiosidade de saber a opinião das pessoas, profissionais no assunto, ou não, sobre o trabalho dos artistas que admiramos! É impossível (mesmo pra quem é muito fã)gostar de tudo que o artista faz! Mas independente de concordar com as opiniões que leio, vou baixar as músicas, vou comprar os CD's e tirar minhas próprias conclusões! Mas sei que nem todo mundo pensa e age assim e por isso questiono: até que ponto é saudável (e possível) atentar pras diversas opiniões sem se deixar influenciar por elas?

Natálio disse...

Identifiquei-me com o comentário do Lucélio. 100%!

Fabio disse...

O Lucelio tá parecendo a Daniela Mercury, muito blá blá blá, um discurso vazio. Foi do nada pro nada! Sempre teremos pessoas que defendem com unhas e dentes o seu ídolo - algo que realmente não entendo. E sempre teremos aqueles fãs que têm o pé no chão e sabem quando uma obra é boa ou não.

Gostei mais das melodias do que das letras. O baticum de Vinil Virtual é interessante. Posso fazer uma piada que não é politicamente correta? Preferia quando a Daniela era heterossexual.

Lucélio F.C disse...

Fábio...é direito seu rotular o que escrevi como "discurso vazio"! Cada um interpreta como quiser! Eu também tenho minha opinião sobre o seu comentário, mas acho desnecessário levar as coisas pra outro caminho, afinal não é esse o objetivo do Blog e nem foi esse o objetivo do meu "post". Sou fã da Daniela sim, porém em nenhum momento no que postei a defendi com unhas e dentes! Na verdade, falei no geral, pois sou muito fã de vários outros artistas! Inclusive citei que "É impossível (mesmo pra quem é muito fã)gostar de tudo que o artista faz!" Acompanho o blog do Mauro há muito tempo! então já li muitas resenhas que gostei, que não gostei, que concordei, que discordei, e em boa parte das vezes que discordei, foi bem depois, ao ouvir o disco, e ter uma impressão diferente da que tive,quando li a opinião dele sobre o trabalho!questão de gosto e opinião! E foi exatamente isso que me fez postar esse post onde fui bem mais do que "do nada ao nada" como vc disse! Apesar de discordar da sua opinião, agradeço por ter me comparado à Daniela (não pelo "blá blá blá" que vc citou)mas porque realmente me identifico com ela em muitas coisas! Axé pra Vc!

realidadelesbica.wordpress.com disse...

O disco tem momentos bonitos, nas músicas que Daniela Mercury alresenta as qualidades que só ela tem com maestria, como Três Vozes, Alegria e Lamento, e Rainha do Axé. Até a música romântica que fez para a esposa é muito bonita e não deve nada a outras baladas lindas que ela já gravou. Mas no geral ficou pesado. Como se Daniela quisesse reunir todas as causas justas do mundo e concentrá-las na sua mão, o que além de tudo soa arrogante e a deixa mais como quem se coloca como uma salvadora superior que como uma companheira de luta e ativismo dos LGBT e das mulheres.

Ela sempre fez isso, de querer concentrar o que é certo, bom e justo colocando a si mesma como parâmetro. primeiro foi com os negros, quando ao invés de parceira ela se colocava como uma princesa Isabel redentora e agora com os gays. Ela não consegue abordar e defender uma causa como uma igual, sempre se coloca como uma deusa salvadora superior. Por isso muita gente do movimento negro na Bahia nunca gostou dela. E agora muita gente no movimento LGBTs também está tomando antipatia. Porque a mais favorecida em todas as causas que Daniela abraça é sempre ela mesma: premiada, aplaudida, louvada, ceiando e vendendo trabalhos em cima das causas e ficando com os holofotes para o bem ou para o mal, não conseguindo passar do universo da espetacularização do ativismo para gerar uma reflexão maios sobre as causas que defende.

Marcelo Barbosa disse...

Gosto da Daniela, vou comprar (apesar do desânimo ao ler os relatos dos colegas), mas também acho que ela deveria pensar mais no seu ofício e propagar menos a sua vida pessoal.

Marcelo Barbosa disse...

Lucélio, ri muito do seu comentário, pareço ser do mesmo tempo que você, mas você se descreveu jovem (mesmo descrevendo sobre o K7 e o VHS)! haha No espírito deve ser mesmo!
Abs, me desculpe, mas tive que pontuar. rs

Diogo Santos disse...

Ouvi pouca coisa desse álbum, mas o último que eu realmente curti dela foi o da MTV. A discografia de Daniela Mercury pode ser 'solar', como disse o Mauro na resenha, mas também é irregular. Alguns são totalmente dispensáveis ...

Só acho complicado minimizar as críticas dizendo que os que não curtiram não entenderam a ideia do projeto. E concordo que a voz - infelizmente ... - perdeu muito do viço e da cor.


ps: Depois do Mauro, queria saber que o Rafael Moura achou do álbum?

Lucélio F.C disse...

Marcelo Barbosa... que bom que se identificou com essa época de K7, disco e VHS !!! haha... Quanto ao jovem,justificando... bom, sou mesmo! e não só no espírito!!! haha...e explico: Sou "viciado" em música desde criança (beeem criança), e por isso comecei cedo a colecionar (e gravar) K7's e VHS's! Um abraço

Chico disse...

Discurso chato e vazio mesmo. Daniela é meu ídolo, mas de três anos pra cá está um saco de chata

Renato Antunes disse...

Sou fã de Daniela desde o começo da minha adolescência, especificamente desde 2001.
Nunca foi fácil ser fã dela por não saber o q esperar desta complexa artista, mas sempre original, inteligente e de conteúdo. Sempre fui um fã de acompanhar e comprar tudo. Assisti a dois shows (em 2012 e 2013) e cheguei a conhece-la pessoalmente(foi um amor de pessoa comigo). Sempre a defendi dos que nunca entenderam minha admiração e amor por ela (fiz até meu namorado aprender a respeita-la), já que a maioria das pessoas ao meu redor a achavam chata.

Bom, infelizmente hoje reconheço que Daniela se tornou cansativa. Os discursos antes referentes a questão racial hoje se voltam a causa gay. Daniela parece ter sofrido um pequeno surto e estar em estado de anestesia como uma adolescente apaixonada. Fico feliz que na vida pessoal ela esteja bem, mas como fã percebo que a questão é bem complexa no quesito artístico.

Vinil Virtual é bom até a música 08, mas depois se torna cansativo e repetitivo. Concordo com o que muitos fãs falaram, pois parece que Daniela Mercury pegou palavras-chaves para o disco, misturou e compôs cancões sobre elas. Sua voz esta claramente desgastada há alguns anos e isso é preocupante. Sua vida pessoal se tornou o principal motivo de sua exposição na mídia, tanto que fez um disco em cima dela. Seus discursos são confusos e maçantes. Ser gay não choca mais como antigamente e levantar essa bandeira constantemente, atrelando como um provável novo ponto de partida para a sua carreira é no mínimo arriscado. Considero a capa desnecessária, pois comprova que não existe mais a artista e cantora Daniela Mercury, mas sim a ativista social e cantora Daniela Mercury e sua esposa Malu Verçosa.

Hoje ainda tento aprecia-la mas não tenho quase nenhuma empolgação. É errado se renovar? De forma alguma! Mas atualmente Daniela peca pelos excessos e pela necessidade desnecessária de se auto afirmar.

lucca mazone disse...
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lucca mazone disse...

Concordo plenamente. Sou fã desde 1990.Tenho todos os discos, sempre acompanhando tudo com avidez e expectativas boas mas... DANI... ERA A MERCURY!

Clayton Moreira disse...

Só se justifica um CD com 67 minutos se for ao vivo ou então uma coletânea de grandes sucessos.

Henrique disse...

É interessante reparar que muitos artistas têm feito discos mais curtos, no qual todas as faixas funcionam a favor do todo. Talvez seja esse o pecado de Daniela aqui. Fazer um disco longo demais dá a impressão de que existe coisa desnecessária. Mas Daniela é sempre bem vinda e o disco possui momentos gloriosos que funcionam isoladamente ("Alegria e Lamento", "Três Vozes").

Rodrigo Caldas disse...

O disco é regular, não acho excelente, mas também não é ruim, gostei dos arranjos, mas detestei a verborragia das duas faixas citadas pelo crítico, em "Rainha do Axé" desde ano passado, apesar do ritmo e refrão deliciosos, a letra era muito extensa. adorei as músicas mais lentas, estou viciado em 'Três vozes'. "Alegria e Lamento" e "Maria Casaria" me agradaram bastante, e "De Deus, de Allah, de Gilberto Gil' é deliciosa. claro que muitas questões colocadas pela eterna rainha no dsico, são pertinentes, mas muita coisa está excessiva....

Rodrigo Caldas disse...

Você sintetizou a minha opinião sobre o disco.

Fernando Lima disse...

Ainda tento ouvir o disco e, a cada audição tenho a certeza de que o problema é a própria Daniela e seus excessos. A parte musical é boa e bem gravada; adoraria ter a chance de ouvi-lo sem as intervenções da cantora.

Renato Antunes disse...

Alegria e Lamento não sai da minha cabeça, uma preciosidade deliciosa de se ouvir. O ritmo de América do Amor é contagiante mas os gemidos e tentativas de preencher lacunas da música com estes mesmos gemidos, risos e palavras estrangeiras me angustiam, soa muito experimental e forçado. Rainha do Axé é extremamente cansativa, uma homenagem as mulheres e do nada vem versos sobre Obama, Bob Marley e Mandela. Não consigo entender a linha de pensamento de Daniela.

Umas são boas e outras dispensáveis. Maria Casaria demora muito a começar e assim como a segunda faixa tem muitos gemidos e afins. Tô Samba da Vida e Sem Argumentos são interessantes. De Deus, De Alah, De Gilberto Gil, Três Vozes e Minha Mãe, Minha Pátria funcionam bem. Frogs In The Sky e Antropofágicos São Paulistanos são bem pretensiosas. As outras faixas ainda não me convenceram.

Como seguidor da rainha enxergo um disco irregular, mais para o lado negativo que para o lado positivo. A voz de Daniela me incomodou muito neste álbum. Quanto a divulgação... Uma das próximas aparições de Daniela na TV será para falar sobre feminismo, junto com a esposa, claro. Quem sabe não sobre um pouco de tempo para divulgar o disco, rs.

O blog disse...

No exterior, artistas lançam discos duplos, eps, singles, edição com livro, com dvd, com blu-ray, com embalagem diferente, gravam dvds em locais inusitados e sem platéia. E o negócio é o seguinte: Se lança disco curto, o povo reclama. Se lança disco longo, o povo reclama. Se lança assim, reclama. Assado, reclama. O que fazer então para agradar a todos? Quem quer um cd apenas com refrões e encontros vocálicos (tipo aêêê, ôôô, êo êo...), que compre de outros cantores de axé. Simples assim.

Pedro Progresso disse...

eu to ouvindo e gostando. é verborrágico, pretensioso, busca se distanciar do que é feito no axé hoje (é bem axé-old-school) e marcha avante com a bandeira (e dando bandeira) do arco-íris na mão - ou seja, tudo que Daniela é hoje. infelizmente é um disco exclusivo de compositora. ela surpreende, mas tem que ter uma quebra nas suas viagens ("Música de rua" é assim e é perfeito).
a vinheta de "Aperto de mente" é muito próxima do interlúdio "For free" do Kendrick Lamar. as frases soltas nessa base free jazz percussivo, fazendo seu discurso, claro.
concordo que ela repete muito as palavras, parece que estamos ouvindo hashtags se repetindo. muita Mallu tb irrita. faltou a escola de sutileza/charme Marina Lima (inclusive pra questão gay que pauta o disco).
o que tem de bom: o samba-reggae que só Daniela sabe fazer. "Maria casaria" vale a discografia de Cláudia Leitte inteira e "Alegria e lamento" por todos os reggaezinhos mela-cueca que Ivete lança pra encharcar as FMs.
resumindo: 2 estrelas e meia é injustiça.

Victor Farias disse...

Justamente a proposta e esas mauro...vc nao entendeu a proposta de Daniela,de fazer um disco musical e poetico..elba,bethania,gal..ja beberam de fontes assim,pq Daniela nao?olha o preconceito mauro..amei o disco,vale a discografía inteira de Claudia e ivete.daniela é inovadora e nao cansa de fazer laboratorios...cotaçao : 4 estrelas.

Mauro Silva disse...

Ah gente, não dá pra falar e comparar Claudia Leite e 'Ivete sem graça' neste post. Daniela é outro nível! Daniela popularizou o Samba reggae, trouxe a cultura Afro, trabalha muito com a percussão e a voz...Seus show's são uma verdadeira Obra de arte com bailarinos mascarados e músicos de primeira grandeza, cenários lindos de pura cultura baiana...além de toda performance da linda bailarina Daniela...Fora a arte nos cd's, os encartes muito bem trabalhados...capas provocadoras e muito originais, como "Feijão com Arroz" de 1996. Enfim meus caros...Daniela é multi da nossa cultura brasileira !!!!!

Aquiles Andrade disse...

Muito boas as músicas "De Deus, de Alah, de Gilberto Gil" e "Maria Casaria". Arranjos muito bons em quase todas as músicas. Realmente, ela geme em algumas interpretações, o que é um pouco incômodo, mas Daniela é uma excelente compositora. Escreve tão bem, que chega a ter uma complexidade difícil de digerir em suas letras.

Dabliu disse...

Muito bom Mauro! A resenha é um tanto crítica com o álbum, mas me deu muita vontade de ouvi-lo agora, coisa que não faria sem ter lido essa resenha. Digo um tanto crítica, mas não no sentido pejorativo da palava, um álbum "difícil de ser engolido por inteiro" temos vários na MPB, é talento escrachado do Caetano das antigas em muitos dos seus álbuns, e se der vontade de ouvir mais, a descoberta aos poucos torna o apetite ainda maior. Parabéns Mauro!

O fantástico mundo de Maycon disse...

Saudade de quando a Daniela Mercury exercia com extrema competência o seu ofício: ser cantora. Saudades dos álbuns dos anos 90, época em que ela estava no auge. No lado pessoal eu, como fã, desejo muito que ela seja feliz, mas acho que ela tem forçado a barra nos fazendo engolir sua esposa goela abaixo. O discurso de Daniela é chato, é vazio. Mais afasta do que aproxima. E com relação ao novo álbum, me parece que ela necessita a todo momento ter que levantar uma bandeira, lutar por uma causa... No entanto, eu só queria uma música gostosa e descompromissada de se ouvir. Coisa que Daniela já não faz há tempos.

Unknown disse...

Gostei da crítica e concordo plenamente no único problema do disco - fala demais. Sem duvida podia ter 11 faixas no máximo. Mas mesmo assim, não é ruim. Por exemplo, acho melhor que Canibália e também acredito que se ela continuar neste mesmo caminho o próximo pode ser melhor. Mas que este poderia ser menor - com menos faixas - isso poderia.

italo vinicius disse...

enfim hoje consegui ouvir o disco completo,
aqui minha opinião.

das 15 faixas gostei de 11 e amei 3, acho que as pessoas ouviram o disco com um pouco de preconceito, tem quatro faixas do disco que pra mim não acrescenta em nada e realmente poderia estar fora do disco e agora ouvindo o disco acho que mereceria três estrelas, tres estrelas e meia, tem bons arranjos, musicas ótimas como de deus de alah, sem argumento, maria casaria, to samba da vida, fato a voz de Daniela não está em seu melhor momento, não sei se ela força cantar assim ou se está desse jeito realmente, fato que não da pra entender algumas palavras dita por ela.
e nao escondo sou muito fã de seu trabalho !

Joao Neves disse...

Tenho ouvido o disco no youtube, já ouvi quase todo e estou a gostar bastante. Boas composições e grandes arranjos. E adoro a capa. Um bom disco na carreira de Daniela: merece três estrelas e meia.

ADEMAR AMANCIO disse...

Ufa! Li todos os comentários.

Unknown disse...

Um artista não deve misturar a vida pessoal com a profissional.
Bacana Daniela se assumir bissexual,viver sem máscaras ,nem fachadas...mas transformar a vida artística dela num ''clichê de frases feitas'' e modinhas é desnecessário.Muito desnecessário!!O disco é cansativo,mas possui seus bons momentos com o''Maria casaria'' e ''América do amor''.
Daniela deveria se limitar a cantar!Pelada com Malu,apenas entre 4 paredes,caso contrário passa impressão de apelação....

Robert Araujo disse...

Gente ela parou de fumar esta passando por um processo de limpeza das cordas vocais ela esta estremamente rouca por isso a dificuldade de cantar, agora imagine ela que e toda perfeccionista como deve esta lhe dando com isso com fe em deus daqui a pouco passa

Robert Araujo disse...

Ela parou de fumar e esta passando por um momento delicado em relação a voz esta muito rouca sem conseguir da algumas notas esta fazendo tratamento e voces como fans deviam da mais apoio nesse momento complicado !!

Anônima disse...

Eu gostaria de falar ... Estive com insônia essa madrugada e a canção Antropofagicos não me saía da cabeça rs ... Por ser realmente muito longa ainda não a decorei... e foi ai que achei essa "critica" diferente de alguns eu não costumo ler sites como esse ... Não tenho nada contra. Enfim li todos os comentários uns concordo outros discordo enfim... Daniela Mercury não está no auge como estava a muitos anos atrás isso devo concordar porque é visível. Mas não encaro o Vinil Virtual com tanta soberba assim... A música Alegria e Lamento citada por muitos aqui como uma das melhores do CD, foi escrita por Daniela muito antes de ela conhecer Malu como tantas outras... Sou fã de Daniela desde 2002 na época eu tinha 9 anos rs. Hoje tenho 22 e vejo claramente o quanto Daniela está mudada também era de se esperar rs todos nós evoluímos. Mas não sei o que aconteceu com ela depois que se apaixonou por sua atual esposa. Ela ficou alienada e o mundo dela so gira em torne de Malu. Nada contra tbm ja a conheci pessoalmente tenho até foto com ela. Mas percebo que Dam está cega de amor, está misturando pessoal com profissional ... Logo ela que preservava tanto essa separação. Enfim não estou aqui pra falar de como ela leva a vida rs. Vinil pra mim é um ótimo CD ja até me acostumei com ele ... Mas entendo e volto a dizer que concordo com muitas críticas como por exemplo: Não dá pra entender algumas palavras. A voz dela está muito estridente e aguda até um pouco computadorizada.(Depois que conheceu Malu resolveu parar de fumar). Mas não posso deixar de dizer que são ótimas letras adoro Estranhos terrestres. Mas tbm não entendo pq numa música totalmente feminista ela cita Obama Bob Marley etc.. Pra finalizar quero dizer que nao vejo Vinil com mãos olhos ... Dani errou um pouco a mão mas da pra consertar. Mas para mim uma coisa não muda. Daniela é Rainha foi a primeira cantora de axé até esse título e isso se depender de mim ninguém tira. (Uffa acabei) rs. Fiquem na Paz e Bom Dia!.

Daniela Santos de Almeida disse...

Eu gostaria de falar ... Estive com insônia essa madrugada e a canção Antropofagicos não me saía da cabeça rs ... Por ser realmente muito longa ainda não a decorei... e foi ai que achei essa "critica" diferente de alguns eu não costumo ler sites como esse ... Não tenho nada contra. Enfim li todos os comentários uns concordo outros discordo enfim... Daniela Mercury não está no auge como estava a muitos anos atrás isso devo concordar porque é visível. Mas não encaro o Vinil Virtual com tanta soberba assim... A música Alegria e Lamento citada por muitos aqui como uma das melhores do CD, foi escrita por Daniela muito antes de ela conhecer Malu como tantas outras... Sou fã de Daniela desde 2002 na época eu tinha 9 anos rs. Hoje tenho 22 e vejo claramente o quanto Daniela está mudada também era de se esperar rs todos nós evoluímos. Mas não sei o que aconteceu com ela depois que se apaixonou por sua atual esposa. Ela ficou alienada e o mundo dela so gira em torne de Malu. Nada contra tbm ja a conheci pessoalmente tenho até foto com ela. Mas percebo que Dam está cega de amor, está misturando pessoal com profissional ... Logo ela que preservava tanto essa separação. Enfim não estou aqui pra falar de como ela leva a vida rs. Vinil pra mim é um ótimo CD ja até me acostumei com ele ... Mas entendo e volto a dizer que concordo com muitas críticas como por exemplo: Não dá pra entender algumas palavras. A voz dela está muito estridente e aguda até um pouco computadorizada.(Depois que conheceu Malu resolveu parar de fumar). Mas não posso deixar de dizer que são ótimas letras adoro Estranhos terrestres. Mas tbm não entendo pq numa música totalmente feminista ela cita Obama Bob Marley etc.. Pra finalizar quero dizer que nao vejo Vinil com mãos olhos ... Dani errou um pouco a mão mas da pra consertar. Mas para mim uma coisa não muda. Daniela é Rainha foi a primeira cantora de axé até esse título e isso se depender de mim ninguém tira. (Uffa acabei) rs. Fiquem na Paz e Bom Dia!.