Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

RETROSPECTIVA 2015 – As músicas que transcenderão a frequência de 2015

RETROSPECTIVA 2015 – Os álbuns ainda resistem como obras de arte na era da música digital. Contudo, os singles voltaram a ganhar força e autonomia nos últimos anos fonográficos. Cada vez mais, artistas jogam na web - em clipes ou no formato de single digital - canções não necessariamente associadas a um álbum. Ao longo de 2015, algumas canções conseguiram se destacar e se fazer ouvir no fluxo contínuo de sons e informações que alimentam as plataformas de música digital. Atento aos álbuns, mas também às canções em si, Notas Musicais elege 20 músicas que vão transcender a frequência do ano que se acaba. 2015 finda amanhã, mas algumas músicas ficarão e sobreviverão na memória afetiva de quem as ouviu. Eis as 20 melhores músicas de 2015:

Bang (Anitta, Umberto Tavares e Jefferson Junior) 
– Anitta acerta o alvo com petardo certeiro disparado no momento exato para revitalizar a carreira

 Blecaute (Rogério Flausino, Márcio Buzelin, Wilson Sideral, Nile Rodgers e Jerry Barnes)
– Refrão e groove irresistíveis jogam luz sobre o baile black do Jota Quest com a presença de Anitta

 Canção e silêncio (Zé Manoel)
– Uma bela canção de coração partido solidificou a carreira do cantor e compositor pernambucano

Da taça (Chico César)
– Embriagante e abolerada canção de amor, com toque de arrocha, que bebe da fonte sentimental

 Dentro do tempo que eu sou (Hélio Flanders)
– Em belo dueto com Cida Moreira, Hélio Flanders expia dores entre nostalgias, solidão e urgências

Enquanto desaba o mundo (Kassin)
– O voo solo de Zabelê alcança altitude com neobolero aclimatado em atmosfera romântica e cool

Eu mudei  (Zélia Duncan e Bia Paes Leme)
– Transformada em bamba do samba, Zélia Duncan emula a nobreza e a poesia das velhas guardas

 Felicidade (Seu Jorge, Pretinho da Serrinha, Gabriel Moura e Leandro Fab)
– Seu Jorge faz a festa com música otimista que evoca o balanço pop funk romântico de Tim Maia

 Jabitacá (Junio Barreto, José Paes Lira e Bactéria)
– Gal Costa remove montanhas ao percorrer caminhos (por vezes) psicodélicos em nome da paixão 

Mãe (Emicida, DJ Duh, Renan Inquério e Dona Jacira)
– Em tom pungente, o rapper Emicida narra a luta vitoriosa da mãe, Dona Jacira, parceira no tema

♪ Mama Kalunga (Tiganá Santana)
– O canto sagrado de Virgínia Rodrigues atinge o sublime nesta linda saudação afro à deusa água

♪ Maria da Vila Matilde (Douglas Germano)
– Guerreira, Elza Soares bate de frente com a violência doméstica contra mulher em samba valente

♪ Meu bem (Naldo Benny)
– Em funk de perfeita arquitetura pop, Naldo mostra que ainda pode compor sucessos radiofônicos

♪ Olhos (César Lacerda e Luiz Rocha)
– Bela balada que sinalizou a grande evolução de César Lacerda como compositor em segundo álbum

♪ Passarinhos (Emicida e Xuxa Levy)
– Em dueto com Vanessa da Mata, o rapper trata tema pesado (a falta de abrigo) com leveza pop

♪ Por baixo (Tom Zé)
– Gal Costa cai no suingue nordestino para desnudar a malícia dessa delícia luxuriosa do tropicalista

♪ Samba triste (Clima)
– Em gravação elevada à máxima potência cool, Mariana Aydar evoca a aura da bossa sempre nova

♪ Sem medo nem esperança (Arthur Nogueira e Antonio Cícero)
– Gal Costa celebra o momento presente no tom roqueiro e contemporâneo de uma grande música 

♪ Tô na vida (Ana Cañas, Arnaldo Antunes e Lúcio Maia)
– Inspirada pelo soul, Cañas compôs com Arnaldo e Maia um inspirado blues de versos confessionais

♪ Um milhão de novas palavras (César Lacerda e Fernando Temporão)
– Filipe Catto atinge ponto de fervura na gravação de rock politizado que ecoa a poética de Cazuza

11 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ RETROSPECTIVA 2015 – Os álbuns ainda resistem como obras de arte na era da música digital. Contudo, os singles voltaram a ganhar força e autonomia nos últimos anos fonográficos. Cada vez mais, artistas jogam na web - em clipes ou no formato de single digital - canções não necessariamente associadas a um álbum. Ao longo de 2015, algumas canções conseguiram se destacar e se fazer ouvir no fluxo contínuo de sons e informações que alimentam as plataformas de música digital. Atento aos álbuns, mas também às canções em si, Notas Musicais elege 20 músicas que vão transcender a frequência do ano que se acaba. 2015 finda amanhã, mas algumas músicas ficarão e sobreviverão na memória afetiva de quem as ouviu. Eis as 20 melhores músicas de 2015:

♪ Bang (Anitta, Umberto Tavares e Jefferson Junior)
– Anitta acerta o alvo com petardo certeiro disparado no momento exato para revitalizar a carreira

♪ Blecaute (Rogério Flausino, Márcio Buzelin, Wilson Sideral, Nile Rodgers e Jerry Barnes)
– Refrão e groove irresistíveis jogam luz sobre o baile black do Jota Quest com a presença de Anitta

♪ Canção e silêncio (Zé Manoel)
– Uma bela canção de coração partido solidificou a carreira do cantor e compositor pernambucano

♪ Da taça (Chico César)
– Embriagante e abolerada canção de amor, com toque de arrocha, que bebe da fonte sentimental

♪ Dentro do tempo que eu sou (Hélio Flanders)
– Em belo dueto com Cida Moreira, Hélio Flanders expia dores entre nostalgias, solidão e urgências

♪ Enquanto desaba o mundo (Kassin)
– O voo solo de Zabelê alcança altitude com neobolero aclimatado em atmosfera romântica e cool

♪ Eu mudei (Zélia Duncan e Bia Paes Leme)
– Transformada em bamba do samba, Zélia Duncan emula a nobreza e a poesia das velhas guardas

♪ Felicidade (Seu Jorge, Pretinho da Serrinha, Gabriel Moura e Leandro Fab)
– Seu Jorge faz a festa com música otimista que evoca o balanço pop funk romântico de Tim Maia

♪ Jabitacá (Junio Barreto, José Paes Lira e Bactéria)
– Gal Costa remove montanhas ao percorrer caminhos (por vezes) psicodélicos em nome da paixão

♪ Mãe (Emicida, DJ Duh, Renan Inquério e Dona Jacira)
– Em tom pungente, o rapper Emicida narra a luta vitoriosa da mãe, Dona Jacira, parceira no tema

♪ Mama Kalunga (Tiganá Santana)
– O canto sagrado de Virgínia Rodrigues atinge o sublime nesta linda saudação afro à deusa água

♪ Maria da Vila Matilde (Douglas Germano)
– Guerreira, Elza Soares bate de frente com a violência doméstica contra mulher em samba valente

♪ Meu bem (Naldo Benny)
– Em funk de perfeita arquitetura pop, Naldo mostra que ainda pode compor sucessos radiofônicos

♪ Olhos (César Lacerda e Luiz Rocha)
– Bela balada que sinalizou a grande evolução de César Lacerda como compositor em segundo álbum

♪ Passarinhos (Emicida e Xuxa Levy)
– Em dueto com Vanessa da Mata, o rapper trata tema pesado (a falta de abrigo) com leveza pop

♪ Por baixo (Tom Zé)
– Gal Costa cai no suingue nordestino para desnudar a malícia dessa delícia luxuriosa do tropicalista

♪ Samba triste (Clima)
– Em gravação elevada à máxima potência cool, Mariana Aydar evoca a aura da bossa sempre nova

♪ Sem medo nem esperança (Arthur Nogueira e Antonio Cícero)
– Gal Costa celebra o momento presente no tom roqueiro e contemporâneo de uma grande música

♪ Tô na vida (Ana Cañas, Arnaldo Antunes e Lúcio Maia)
– Inspirada pelo soul, Cañas compôs com Arnaldo e Maia um inspirado blues de versos confessionais

♪ Um milhão de novas palavras (César Lacerda e Fernando Temporão)
– Filipe Catto atinge ponto de fervura na gravação de rock politizado que ecoa a poética de Cazuza

Alfredo Montebello disse...

É Gal presente três vezes na lista. Adoro

Victor Moraes, disse...

2016 parece que será um ano de recesso na música brasileira. Muito ao vivo, muita regravação, muita releitura da própria carreira... Vamos nos apegar a "estratosferica" e outros álbuns, porque 2016 não parece um cenário bom pra MPB. Nando, Ana, Maria Rita, Vanessa... Todos com shows menores e especiais. Essa semana Maria Rita confirmou que não vai entrar em estúdio. Vamos torcer pelo "Ana e Jorge 2", pelo DVD do estratosferica e, quem sabe, uma surpresa da Marisa Monte. Afinal, há esperança em 2016.

Antenor Leopoldino disse...

Quando Anitta e Naldo figuram entre os melhores de Mauro Ferreira... Bons tempos de quando eles só estavam nos melhores do Faustão. Sendo redundante: 2016, melhore! ( por favor, nunca te pedi nada...)

Rafael M. disse...

A lista daí de cima não é das melhores... Esse ano teve muita música boa sendo lançada, mas também saiu muita porcaria sonora.

Ronaldo disse...

Caro Mauro, a música de Anitta e do Naldo Benny não vai transcender nada!

Marcelo disse...

Pois é Antenor...algo muito errado no front... Mas algumas explicações até existem!! Mas não cabe aqui expo-las...

Fred Alves disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fred Alves disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ADEMAR AMANCIO disse...

Não entendi a Presença de Anita.Quanto ao Naldo não sei das quantas,nem conheço.

Vitor disse...

Achei a pior lista já feita pelo Mauro, não por constar nomes como Anita ou Naldo, mas pela repetição de músicas do mesmo artista, ainda mais de um mesmo CD. É falta de opção?