Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


sábado, 3 de janeiro de 2015

PERSPECTIVA 2015 – Brasil tende a ignorar o nascimento de Elis há 70 anos

PERSPECTIVA 2015 – Como o Brasil tem o costume de celebrar com mais ênfase os aniversários de morte do que os de nascimento de seus ídolos, a tendência é de que o país esqueça ou miniminize os 70 anos de vida que Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945 - São Paulo, 19 de janeiro de 1982) completaria neste ano novo de 2015. Até porque, em 2012, o Brasil lembrou os 30 anos da saída de cena da artista gaúcha - vista em ilustração do álbum Essa mulher (WEA, 1979) - com tributos que destacaram o show em que a cantora Maria Rita, filha de Elis, entoou músicas marcantes do repertório de sua mãe. De certo modo, pode-se afirmar que Elis também completaria 50 anos de carreira em 2015. Afinal, embora a cantora tenha começado a gravar discos em 1960, sua trajetória musical somente seria relevante a partir de 1965, ano em que - ao defender a vitoriosa Arrastão (Edu Lobo e Vinicius de Moraes) no I Festival de Música Popular Brasileira - Elis Regina se transformou instantaneamente em Elis Regina, após álbuns e compactos incompatíveis com a sua voz e o seu talento. Foi a partir de 1965 que, contratada pela gravadora Philips, a cantora passou a dar voz aos compositores da MPB que surgia naquela era dos festivais. Bom, o fato é que essa mulher, essa senhora cantora, faria 70 anos em 17 de março de 2015. E, ao menos, uma biografia vai ser lançada na data para reiluminar a estrela. Faça-se a festa à altura da voz antenada de Elis Regina Carvalho Costa! 

8 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ Perspectiva 2015 - Como o Brasil tem o costume de celebrar com mais ênfase os aniversários de morte do que os de nascimento de seus ídolos, a tendência é de que o país esqueça ou miniminize os 70 anos de vida que Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945 - São Paulo, 19 de janeiro de 1982) completaria neste ano novo de 2015. Até porque, em 2012, o Brasil lembrou os 30 anos da saída de cena da artista gaúcha - vista em ilustração do álbum Essa mulher (WEA, 1979) - com tributos que destacaram o show em que a cantora Maria Rita, filha de Elis, entoou músicas marcantes do repertório de sua mãe. De certo modo, pode-se afirmar que Elis também completaria 50 anos de carreira em 2015. Afinal, embora a cantora tenha começado a gravar discos em 1960, sua trajetória musical somente seria relevante a partir de 1965, ano em que - ao defender a vitoriosa Arrastão (Edu Lobo e Vinicius de Moraes) no I Festival de Música Popular Brasileira - Elis Regina se transformou instantaneamente em Elis Regina, após álbuns e compactos incompatíveis com a sua voz e o seu talento. Foi a partir de 1965 que, contratada pela gravadora Philips, a cantora passou a dar voz aos compositores da MPB que surgia naquela era dos festivais. E o fato é que essa mulher, essa senhora cantora, faria 70 anos em 17 de março de 2015. Faça-se a festa à altura da voz antenada de Elis Regina Carvalho Costa!

rogerio machado disse...

Caso isso aconteça seria a mais absoluta vergonha. Nosso país esquecer sua mais brilhante intérprete. Considerada uma das mais brilhantes vozes da humanidade.

Além de seu talento ímpar, soube atrair o melhor para si. Os melhores instrumentistas, gente da mais alta capacidade em produção musical, além de lançar brilhantes músicos, compositores e letristas como: Milton Nascimento, Ivan Lins, João Bosco, Paulo César Pinheiro, Joyce, Fátima Guedes e tantos outros.

Mesmo há mais de trinta anos de sua partida junto com Gal Costa é a cantora que mais influenciou interpretes das gerações posteriores a sua.

Eu e inúmeros fãs de MPB, mesmo não estando entre nós seu lugar continua vazio ou preenchido ainda por ela mesma, devido ser ouvida até hoje frequentemente por muita gente.

Um dos principais motivos da peça teatral Elis a Musical ter tanto sucesso é a saudade de muitos como eu dela e poder ter a oportunidade de assistir algo que de algum grau se assemelha a ela.

Sou louco por Elis. Uma das minhas grandes tristezas é não poder assistir ao vivo a um show dela.

Se depender de mim enquanto eu viver Elis jamais será esquecida. Amo ouvi-la.

Em um grau forte Elis moldou meus parâmetros de o que é ser uma boa cantora, o que é boa melodia, o que é bom som e o que é boa letra.

Ela merece ser constantemente elogiada para mostrar ao grande público quem foi a maior cantora brasileira de todos os tempos.

Rafael M. disse...

Elis não deve ser esquecida nunca!!! Inclusive por parte das gravadoras... Se isso acontecer,. será um desastre total... Para mim, uma das melhores cantoras que já passou pela Terra.

noca disse...

Mas essa não sai de cena.E graças a Deus.Me parece que vai sair um filme por aí.Espero que a altura.

Douglas Carvalho disse...

Olha, Mauro... levando-se em consideração a falta de memória crônica do brasileiro para tudo, acho que Elis é muitíssimo lembrada. Para quem (ainda) ouve MPB, ela é tão presente quanto qualquer cantora viva. O problema é que muito pouca gente ainda sabe o que é MPB....

Clayton Moreira disse...

Sugiro um post sobre o centenário de Garoto, rara unanimidade entre músicos: adorado pelos chorões, respeitado pelos jazzistas e bossa-novistas.

Artur Torres disse...

A Universal poderia repor em catálogo as caixas "Elis Anos 60" e "Elis Anos 70".

ADEMAR AMANCIO disse...

A Elis melhorou a minha dicção,hoje,articulo melhor as palavras por sua influência.Até isso ela fez.