Mauro Ferreira no G1

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sábado, 3 de janeiro de 2015

Chitãozinho & Xororó cantam raridade de Jobim no álbum 'Tom do sertão'

Nas lojas físicas e virtuais a partir deste mês de janeiro de 2015, em edição da gravadora Universal Music, o 28º álbum da dupla sertaneja Chitãozinho & Xororó, Tom do sertão, é inteiramente dedicado ao cancioneiro do compositor carioca Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994). No álbum de estúdio que sucede o CD e DVD Do tamanho do nosso amor ao vivo (Universal Music, 2013) na discografia da dupla, os irmãos paranaenses terçam suas vozes anasaladas em 14 títulos do cancioneiro de Jobim. A seleção de Chitãozinho & Xororó mistura músicas que falam de natureza com temas românticos. Mas chama atenção na seleção de repertório um título menos conhecido do cancioneiro de Jobim, Solidão, parceria de Tom com Alcides Fernandes (marido da lavadeira do compositor então iniciante). Belíssimo, o samba-canção Solidão foi lançado em 1954 pela cantora carioca Nora Ney (1922 - 2003) e regravado 37 anos depois pela cantora baiana Gal Costa para a trilha sonora nacional da novela O dono do mundo (TV Globo, 1991). Eis, na ordem do CD, as músicas cantadas pela dupla sertaneja Chitãozinho & Xororó no álbum Tom do sertão:

1. Águas de março (Antonio Carlos Jobim, 1972)
2. Estrada branca (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958)
3. Eu não existo sem você (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958)
4. Chovendo na roseira (Antonio Carlos Jobim, 1971)
5. Correnteza (Antonio Carlos Jobim e Luiz Bonfá, 1973)
6. Caminhos cruzados (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1958)
7. Solidão (Antonio Carlos Jobim e Alcides Fernandes, 1954)
8. Chega de saudade (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958)
9. Modinha (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958)
10. Caminho de pedra (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958)
11. Se é por falta de adeus (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1955)
12. A chuva caiu (Antonio Carlos Jobim e Luiz Bonfá, 1956)
13. Se todos fossem iguais a você (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1956)
14. Eu sei que vou te amar (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1959)

9 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ Nas lojas físicas e virtuais a partir deste mês de janeiro de 2015, em edição da gravadora Universal Music, o 28º álbum da dupla sertaneja Chitãozinho & Xororó, Tom do sertão, é inteiramente dedicado ao cancioneiro do compositor carioca Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994). No álbum de estúdio que sucede o CD e DVD Do tamanho do nosso amor ao vivo (Universal Music, 2013) na discografia da dupla, os irmãos paranaenses terçam suas vozes anasaladas em 14 títulos do cancioneiro de Jobim. A seleção de Chitãozinho & Xororó mistura músicas que falam de natureza com temas românticos. Mas chama atenção na seleção de repertório um título menos conhecido do cancioneiro de Jobim, Solidão, parceria de Tom com Alcides Fernandes (marido da lavadeira do compositor então iniciante). Belíssimo, o samba-canção Solidão foi lançado em 1954 pela cantora carioca Nora Ney (1922 - 2003) e regravado 37 anos depois pela cantora baiana Gal Costa para a trilha sonora nacional da novela O dono do mundo (TV Globo, 1991). Eis, na ordem do CD, as músicas cantadas pela dupla sertaneja Chitãozinho & Xororó no álbum Tom do sertão:

1. Águas de março (Antonio Carlos Jobim, 1972)
2. Estrada branca (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958)
3. Eu não existo sem você (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958)
4. Chovendo na roseira (Antonio Carlos Jobim, 1971)
5. Correnteza (Antonio Carlos Jobim e Luiz Bonfá, 1973)
6. Caminhos cruzados (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1958)
7. Solidão (Antonio Carlos Jobim e Alcides Fernandes, 1954)
8. Chega de saudade (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958)
9. Modinha (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958)
10. Caminho de pedra (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958)
11. Se é por falta de adeus (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1955)
12. A chuva caiu (Antonio Carlos Jobim e Luiz Bonfá, 1956)
13. Se todos fossem iguais a você (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1956)
14. Eu sei que vou te amar (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1959)

GILVAN PEREIRA disse...

Espero que onde Jobim estiver, não possa ver isso, composições gloriosas sufocas em alguns acordes básicos e interpretadas por vozes estridentes e chorosas

Rafael M. disse...

Tô curioso para ver como ficará o resultado final disso...

Marcelo disse...

Coitado do Tom.... Esse projeto devia ser proibido!!!

Alan disse...

Que pessoal preconceituoso com a dupla e o gênero...deviam estar felizes que a obra do Tom poderá ser ouvida por mais pessoas, espalhar as músicas entre os ouvintes da música sertaneja e deixar mais viva a memória dele. Infelizmente, tem gente que não valoriza esse tipo de trabalho e o que ele significa.

Eduardo disse...

Calma pessoal! Também não sejamos tão pessimistas. Aguardo ouvir pra poder dar uma opnião acerca da obra!

noca disse...

É claro que eu preferiria um disco da Nana Caymmi(sem as famílias,certo?)dedicado ao Tom,com aquele tratamento que foi dado pela Biscoito Fino no disco do Caymmi,aliás isso é urgente!Mas este trabalho esta valendo.Sertanejo continua em alta e é preciso levar o Tom para essa esfera sim.E pode surpreender.Foi belo eles cantando 'Eu sei que vou te amar' com a Nana num especial antigo da Globo.

maroca disse...

Augusto Flávio (Petrolina-Pe/Juazeiro-Ba)

Mauro, antes de Gal regravar em 1991 a música Solidão, para a novela O dono do mundo, o fonograma de Caetano é de 1986 do Show "Projeto luz do solo" que gerou o disco totalmente demais, então a regravação de Caetano é anterior a de Gal.

Abs!

Rodrigo disse...

Existe o lado positivo: agora, Chitãozinho e Xororó estão gravando o disco que eles querem gravar, sem pressão comercial. Esse fenômeno se deve em grande parte à crise das multinacionais e do declínio da venda de CDs perante o mercado digital.

Apesar de uma sólida carreira de mais de 40 anos, eles não fazem mais o mesmo sucesso de 20 e poucos anos atrás e não vendem mais discos também como há 20 e poucos anos, logo resolveram gravar um disco com repertório mais sofisticado.