Mauro Ferreira no G1

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terça-feira, 19 de maio de 2015

Gang aumenta dose de brega no tecnomelody de 'Todo mundo tá tremendo'

Resenha de CD
Título: Todo mundo tá tremendo
Artista: Gang do Eletro
Gravadora: Deck
Cotação: * * * 

DJ Waldo Squash, Maderito, Keila Gentil e William Love estão um pouco mais bregas do que tecnos no segundo álbum da Gang do Eletro, Todo mundo tá tremendo. A batida animada do tecnomelody ainda está lá, detectável nas bases das 10 músicas do disco, que totaliza apenas 27 minutos. Há, inclusive, um tema instrumental intitulado Bass melody. Contudo, músicas como Esperança (Keila Gentil) e Declaração de amor (Tonny Brasil) indicam que a dose de brega deste segundo álbum do quarteto paraense é maior do que a do antecessor Gang do Eletro (Deck, 2012), o primeiro álbum da turma. Já a dose de autorreferência é tão grande quanto à do primeiro álbum. Balançando com a Gang (Waldo Squash), Todo mundo tá tremendo (Maderito) e Na onda do movimento (Maderito e Waldo Squash) - destaque do repertório, menos sedutor (no todo) do que o do primeiro álbum - versam sobre personagens e elementos da cena do Norte. Lobo mau digital (Maderito e Waldo Squash) faz graça ao situar o enredo da histórias em quadrinhos na era cibernética. Música eleita o primeiro single de Todo mundo tá tremendo, Dig don (Não vou mais chorar) (Edilson Moreno e Paulinho Santana) reforça o tom brega romântico que pauta o álbum. O nosso amor (Tonny Brasil) sintetiza bem a mistura de brega com com a batida do eletro sem efetivamente cativar o ouvinte. Produzido e mixado por Waldo Squash, Todo mundo tá tremendo é bom disco, mas é mais light  e não bisa a inspirada efervescência do antecessor Gang do Eletro.

2 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ DJ Waldo Squash, Maderito, Keila Gentil e William Love estão um pouco mais bregas do que tecnos no segundo álbum da Gang do Eletro, Todo mundo tá tremendo. A batida animada do tecnomelody ainda está lá, detectável nas bases das 10 músicas do disco, que totaliza apenas 27 minutos. Há, inclusive, um tema instrumental intitulado Bass melody. Contudo, músicas como Esperança (Keila Gentil) e Declaração de amor (Tonny Brasil) indicam que a dose de brega deste segundo álbum do quarteto paraense é maior do que a do antecessor Gang do Eletro (Deck, 2012), o primeiro álbum da turma. Já a dose de autorreferência é tão grande quanto à do primeiro álbum. Balançando com a Gang (Waldo Squash), Todo mundo tá tremendo (Maderito) e Na onda do movimento (Maderito e Waldo Squash) - destaque do repertório, menos sedutor (no todo) do que o do primeiro álbum - versam sobre personagens e elementos da cena do Norte. Lobo mau digital (Maderito e Waldo Squash) faz graça ao situar o enredo da histórias em quadrinhos na era cibernética. Música eleita o primeiro single de Todo mundo tá tremendo, Dig don (Não vou mais chorar) (Edilson Moreno e Paulinho Santana) reforça o tom brega romântico que pauta o álbum. O nosso amor (Tonny Brasil) sintetiza bem a mistura de brega com com a batida do eletro sem efetivamente cativar o ouvinte. Produzido e mixado por Waldo Squash, Todo mundo tá tremendo é bom disco, mas é mais light e não bisa a inspirada efervescência do antecessor Gang do Eletro.

Sérgio Maia disse...

Adorei as roupagens para os sucessos que marcaram outros tempos recentes no Pará.
A músicalidade paraense precisa mesmo desses tons menos agressivos com letras e melodias agradáveis.
Quem vive no Pará ou acompanha a cena musical do tecnomelody sabe que nos últimos tempos houve um "aceleramento" nos hits com letras sem nenhum conteúdo e produções chulas. Até os dj de aparelhagem não tinham o que tocar e recorriam às "marcantes" pra deixar as baladas menos agressivas aos ouvidos.

Parabéns Gang! Sou um eterno apaixonado pelo trabalho de vocês.