Mauro Ferreira no G1

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domingo, 29 de março de 2015

Gal oxigena o coração magoado de Lupicínio sem obstruir as artérias da obra

Resenha de show
Título: Ela disse-me assim - Canções de Lupicínio Rodrigues
Artista: Gal Costa (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Vivo Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 28 de março de 2015
Cotação: * * * * *

Gal Costa bombeia sangue novo para o coração magoado de Lupicínio Rodrigues (16 de setembro de 1914 - 27 de agosto de 1974) no show em que interpreta 20 das 214 músicas do cancioneiro dramático  do compositor gaúcho. Em vez de desconfigurar esse cancioneiro em nome da modernidade, a oxigenação da obra de Lupicínio por Gal jamais obstrui as artérias de um repertório em que correm amarguras, ódios e ressentimentos nas veias dos dramas conjugais cotidianos. Em bom português, Gal canta Lupicínio de forma moderna, mas jamais modernosa. Melodias e letras estão lá, em sua arquitetura original, mas com frescor e com o sangue novo injetado no cancioneiro pelos arranjos criados pela banda formada por Fábio Sá (baixo acústico e elétrico), Guilherme Monteiro (guitarra e violão), Pupillo (bateria) e Silva (teclados e violino). Na ficha técnica, a direção artística do show Ela disse-me assim - Canções de Lupicínio Rodrigues é atribuída a J. Velloso (idealizador do projeto patrocinado via Natura Musical) e a Marcus Preto. Pelo histórico musical de ambos, é possível supor sem erro que a arregimentação da banda - e, consequentemente, o caráter contemporâneo do show - é obra de Preto, cuja conexão com Gal já se revelara produtiva no belo show anterior da artista, Espelho d'água (2014). De todo modo, o diferencial é a voz de Gal, ainda única e viçosa - uma proeza, se levado em conta que a cantora vai completar 70 anos em setembro deste ano de 2015. Ao cantar Lupicínio, Gal reproduz o vigor detectado no disco Recanto (Universal Music, 2011) e no show homônimo de 2012. É uma Gal de pegada rocker, antenada, a todo vapor. Vingança (Lupicínio Rodrigues, 1951) - samba-canção lançado em disco pelo Trio de Ouro mas consagrado na voz da cantora paulistana Linda Batista (1919 - 1988) - é o ápice do show, o momento que vai ficar na memória, imortalizando a imagem de uma Gal passional que traduz no canto (de agudos lancinantes) e no gestual do corpo o tempestuoso estado emocional da personagem da canção, evocado também pelo arranjo noise que evolui para hard rock no toque da guitarra de Guilherme Monteiro. Gal está fa-tal. Já na abertura do show - em que se ouve trecho de Esses moços (Pobres moços) (Lupicínio Rodrigues, 1948) em ambiente climático criado com os sons tirados por Silva de seu sintetizador - fica claro que a cantora espanou qualquer eventual mofo posto em cima do cancioneiro de Lupicínio. Ao longo do roteiro, Gal vai ao inferno à procura de luz no fim do túnel afetivo em que se encontram as canções de Lupicínio, dramático cronista das dores de amores. Originalmente uma guarânia lançada em 1971 pela cantora paraibana Creusa Cunha (1934 - 1993), Judiaria (Lupicínio Rodrigues, 1971) ressurge roqueira na voz enérgica de Gal, em arranjo que reverencia a releitura punk da composição gravada por Arnaldo Antunes em seu segundo disco solo, Ninguém (BMG-Ariola, 1991). Embora tenha espírito rocker, o show abarca diversidade de ritmos no amplo leque estético aberto por roteiro que reapresenta joias raras recolhidas no baú de Lupicínio sem evitar os hits que o público quer ouvir. Homenagem (Lupicínio Rodrigues, 1961), por exemplo, se aproxima da praia do reggae, mas com vestido de bolero. Gal e banda acertam ao entender que a obra de Lupicínio - calcada no samba-canção, gênero melodramático que teve seu apogeu nos anos 1940 e 1950  - é, em essência, popular. Por isso, temas como Coisas minhas (Lupicínio Rodrigues, 1958) deixam a ótima impressão, no show de Gal, de que espectador-ouvinte está diante de contemporâneo vitrolão da periferia no qual, com um toque, pode-se expiar dor-de-cotovelo ao som de músicas geralmente tristes. São canções que ultrapassam rótulos - como disse Gal no palco da casa Vivo Rio para o público que testemunhou, embevecido, a estreia do show no Rio de Janeiro (RJ) na noite de ontem, 28 de março de 2015 - e que a cantora traz para o seu universo ao lado de quarteto fantástico. Superestimado como cantor e compositor, o capixaba Lúcio Silva brilha como piloto dos teclados, único instrumento ouvido em Volta (Lupicínio Rodrigues, 1957), samba-canção que Gal já gravara em 1973, numa década em que os tropicalistas revalorizaram o então esquecido cancioneiro de Lupicínio. A propósito, Quem há de dizer (Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves, 1948) representa no show oportuna lembrança de programa feito por João Gilberto na TV Tupi, em 1971, com Gal e seu parceiro tropicalista Caetano Veloso. Não por acaso, trata-se de número de voz e violão - o do guitarrista Guilherme Monteiro - em que Gal evoca a Gracinha dos tempos iniciais, tímida devota de São João. Há também algo da bossa sempre nova no violão tocado por Monteiro em Nunca (Lupicínio Rodrigues, 1952), música interpretada por Gal com a habitual perfeição vocal. Bem menos conhecido do que o hit Nunca, o samba-canção Fuga (Lupicínio Rodrigues, 1959) é uma bela joia que Gal lapida na pulsação do baixo intencionalmente distorcido de Fábio Sá e com a adição do toque do violino bissexto de Silva. Na sequência, outra pérola rara - o samba Que baixo! (1945), parceria de Lupicínio com o cantor, compositor e ritmista gaúcho Matheus Nunes (1920 - 1971), o Caco Velho - vira carimbó em ousadia estilística que reitera a habilidade de Gal e da banda para repaginar o cancioneiro de Lupi sem diluir melodias e letras. Já Paciência (Vou brigar com ela) (Lupicínio Rodrigues, 1961) é ambientada em clima de bossa tropical no toque do bongô percutido pelo baterista Pupillo, egresso da Nação Zumbi. Sem dar sinais de apatia vocal, Gal incorpora os dramas de "personagens à flor da pele que pagam preços altíssimos por suas paixões sem limites". Feita em cena por Gal, essa boa definição do universo dramático da obra de Lupicínio tem belo exemplo em Aves daninhas (Lupicínio Rodrigues, 1954), samba-canção lançado na voz noturna da cantora carioca Nora Ney (1922 - 2003). Com efeitos dos sintetizadores de Silva, Há um Deus (Lupicínio Rodrigues, 1957) ressurge épica entre versos atormentados por traições e falsidades enquanto Eu não sou louco (Lupicínio Rodrigues e Evaldo Rui, 1960) cai em suingueira moderna que evoca o tecnobrega paraense. Tormentos como o de Loucura (Lupicínio Rodrigues, 1957) - música conhecida pela gravação feita por Maria Bethânia para o álbum Mel (Philips, 1979) - se harmonizam no repertório do compositor com melancolia nostálgica, mote de canções em que o amor parece ser maldição, como pregam os versos desencorajadores de Esses moços (Pobres moços), música retomada por Gal ao fim do show em interpretação arrebatadora que sinaliza que, acima de oportunas modernidades, pairam sobre todas as coisas o brilho cristalino da voz da cantora e a força da obra do compositor. No bis, a guitarra climática de Guilherme Monteiro prepara a apoteose de Um favor (Lupicínio Rodrigues, 1972), número em que Gal interage com o público, cujo coro a cantora rege no arremate do bis com a toada Felicidade (Lupicínio Rodrigues, 1947). Entre uma música e outra, Exemplo (Lupicínio Rodrigues, 1960) - sucesso na voz do cantor Jamelão (1913 - 2008), também intérprete original da música-título Ela disse-me assim (Vai embora) (Lupicínio Rodrigues, 1959) - deixa no ar bela mensagem de que, apesar das mágoas, o triunfo está na permanência das uniões afetivas. Em estado de graça como cantora, Gal dá com precisão todos os recados diretos do compositor. Devidamente oxigenado e ora revitalizado, o coração magoado de Lupicínio Rodrigues bate outra vez...

16 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ Gal Costa bombeia sangue novo para o coração magoado de Lupicínio Rodrigues (16 de setembro de 1914 - 27 de agosto de 1974) no show em que interpreta 20 das 214 músicas do cancioneiro dramático do compositor gaúcho. Em vez de desconfigurar esse cancioneiro em nome da modernidade, a oxigenação da obra de Lupicínio por Gal jamais obstrui as artérias de um repertório em que correm amarguras, ódios e ressentimentos nas veias dos dramas conjugais cotidianos. Em bom português, Gal canta Lupicínio de forma moderna, mas jamais modernosa. Melodias e letras estão lá, em sua arquitetura original, mas com frescor e com o sangue novo injetado no cancioneiro pelos arranjos criados pela banda formada por Fábio Sá (baixo acústico e elétrico), Guilherme Monteiro (guitarra e violão), Pupillo (bateria) e Silva (teclados e violino). Na ficha técnica, a direção artística do show Ela disse-me assim - Canções de Lupicínio Rodrigues é atribuída a J. Velloso (idealizador do projeto patrocinado via Natura Musical) e a Marcus Preto. Pelo histórico musical de ambos, é possível supor sem erro que a arregimentação da banda - e, consequentemente, o caráter contemporâneo do show - é obra de Preto, cuja conexão com Gal já se revelara produtiva no show anterior da artista, Espelho d'água (2014). De todo modo, o diferencial é a voz de Gal, ainda única e viçosa - uma proeza, se levado em conta que a cantora vai completar 70 anos em setembro deste ano de 2015. Ao cantar Lupicínio, Gal reproduz o vigor detectado no disco Recanto (Universal Music, 2011) e no show homônimo de 2012. É uma Gal de pegada rocker, antenada, a todo vapor. Vingança (Lupicínio Rodrigues, 1951) - samba-canção lançado em disco pelo Trio de Ouro mas consagrado na voz da cantora paulistana Linda Batista (1919 - 1988) - é o ápice do show, o momento que vai ficar na memória, imortalizando a imagem de uma Gal passional que traduz no canto ( de agudos lancinantes) e no gestual do corpo o tempestuoso estado emocional da personagem da canção, evocado também pelo arranjo noise que evolui para hard rock no toque da guitarra de Guilherme Monteiro. Gal está fa-tal. Já na abertura do show - em que se ouve trecho de Esses moços (Pobres moços) (Lupicínio Rodrigues, 1948) em ambiente climático criado com os sons tirados por Silva de seu sintetizador - fica claro que a cantora espanou qualquer eventual mofo posto em cima do cancioneiro de Lupicínio. Ao longo do roteiro, Gal vai ao inferno à procura de luz no fim do túnel afetivo em que se encontram as canções de Lupicínio, dramático cronista das dores de amores. Originalmente uma guarânia lançada em 1971 pela cantora paraibana Creusa Cunha (1934 - 1993), Judiaria (Lupicínio Rodrigues, 1971) ressurge roqueira na voz enérgica de Gal, em arranjo que reverencia a releitura punk da composição gravada por Arnaldo Antunes em seu segundo disco solo, Ninguém (BMG-Ariola, 1991). Embora tenha espírito rocker, o show abarca diversidade de ritmos no amplo leque estético aberto por roteiro que reapresenta joias raras recolhidas no baú de Lupicínio sem evitar os hits que o público quer ouvir. Homenagem (Lupicínio Rodrigues, 1991), por exemplo, se aproxima da praia do reggae, mas com vestido de bolero. Gal e banda acertam ao entender que a obra de Lupicínio - calcada no samba-canção, gênero melodramático que teve seu apogeu nos anos 1940 e 1950 - é, em essência, popular. Por isso, temas como Coisas minhas (Lupicínio Rodrigues, 1958) deixam a impressão, no show de Gal, de que espectador-ouvinte está diante de contemporâneo vitrolão da periferia no qual, com um toque, pode se expiar dor-de-cotovelo ao som de músicas geralmente tristes.

Mauro Ferreira disse...

São canções que ultrapassam rótulos - como disse Gal no palco da casa Vivo Rio para o público que testemunhou, embevecido, a estreia do show no Rio de Janeiro (RJ), na noite de ontem, 28 de março de 2015 - e que a cantora traz para o seu universo ao lado de quarteto fantástico. Superestimado como cantor e compositor, o capixaba Lúcio Silva brilha como piloto dos teclados, único instrumento ouvido em Volta (Lupicínio Rodrigues, 1957), samba-canção que Gal já gravara em 1973, numa década em que os tropicalistas revalorizaram o então esquecido cancioneiro de Lupicínio. A propósito, Quem há de dizer (Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves, 1948) representa no show oportuna lembrança de programa feito por João Gilberto na TV Tupi, em 1971, com Gal e seu parceiro tropicalista Caetano Veloso. Não por acaso, trata-se de número de voz e violão - o do guitarrista Guilherme Monteiro - em que Gal evoca a Gracinha dos tempos iniciais, tímida devota de São João. Há também algo da bossa sempre nova no violão tocado por Monteiro em Nunca (Lupicínio Rodrigues, 1952), música interpretada por Gal com a habitual perfeição vocal. Bem menos conhecido do que o hit Nunca, o samba-canção Fuga (Lupicínio Rodrigues, 1959) é uma bela joia que Gal lapida na pulsação do baixo intencionalmente distorcido de Fábio Sá e com a adição do toque do violino bissexto de Silva. Na sequência, outra pérola rara - o samba Que baixo! (1945), parceria de Lupicínio com o cantor, compositor e ritmista gaúcho Matheus Nunes (1920 - 1971), o Caco Velho - vira carimbó em ousadia estilística que reitera a habilidade de Gal e da banda para repaginar o cancioneiro de Lupi sem diluir melodias e letras. Já Paciência (Vou brigar com ela) (Lupicínio Rodrigues, 1961) é ambientada em clima de bossa tropical no toque do bongô percutido pelo baterista Pupillo, egresso da Nação Zumbi. Sem dar sinais de apatia vocal, Gal incorpora os dramas de "personagens à flor da pele que pagam preços altíssimos por suas paixões sem limites". Feita em cena por Gal, essa boa definição do universo dramático da obra de Lupicínio tem belo exemplo em Aves daninhas (Lupicínio Rodrigues, 1954), samba-canção lançado na voz noturna da cantora carioca Nora Ney (1922 - 2003). Com efeitos dos sintetizadores de Silva, Há um Deus (Lupicínio Rodrigues, 1957) ressurge épica entre versos atormentados por traições e falsidades enquanto Eu não sou louco (Lupicínio Rodrigues e Evaldo Rui, 1960) cai em suingueira moderna que evoca o tecnobrega paraense. Tormentos como o de Loucura (Lupicínio Rodrigues, 1957) - música conhecida pela gravação feita por Maria Bethânia para o álbum Mel (Philips, 1979) - se harmonizam no repertório do compositor com melancolia nostálgica, mote de canções em que o amor parece ser maldição, como pregam os versos desencorajadores de Esses moços (Pobres moços), música retomada por Gal ao fim do show em interpretação arrebatadora que sinaliza que, acima de oportunas modernidades, pairam sobre todas as coisas o brilho cristalino da voz da cantora e a força da obra do compositor. No bis, a guitarra climática de Guilherme Monteiro prepara a apoteose de Um favor (Lupicínio Rodrigues, 1972), número em que Gal interage com o público, cujo coro a cantora rege no arremate do bis com a toada Felicidade (Lupicínio Rodrigues, 1947). Entre uma música e outra, Exemplo (Lupicínio Rodrigues, 1960), sucesso na voz do cantor Jamelão (1913 - 2008), também intérprete original da música-título Ela disse-me assim (Vai embora) (Lupicínio Rodrigues, 1959) - deixa no ar bela mensagem de que, apesar das mágoas, o triunfo está na permanência das uniões afetivas. Em estado de graça como cantora, Gal dá com precisão todos os recados diretos do compositor. Devidamente oxigenado e revitalizado, o coração magoado de Lupicínio Rodrigues bate outra vez...

ronald disse...

Realmente você, Mauro, registrou acertadamente: ontem Gal Costa esteve em estado de graça como cantora. Lindo show, linda homenagem a Lupcínio Rodrigues.

Rafael M. disse...

No You Tube há vários vídeos do show... Realmente a cantora está exuberante... Estou aqui me deliciando ouvindo ela cantar "Ela Disse-me Assim".

Anderson disse...

Que maravilha, Mauro! Fiquei encantado com show em Porto Alegre e já estou fazendo coro para que além do cd, o espetáculo seja registrado também em vídeo. E que retorne a Poa, é claro. ;-)

noca disse...

Poxa,que momento feliz para Gal e todos os profissionais responsáveis por conduzi-lo.Mais ainda por saber que esta com o vocal revigorado.Pelas imagens,mais madura,mais bela,mais ciente do que é da maior importância:Sua Voz!Brilhe muito Gracinha!!

Vitor Salz disse...

EXTASIADO! Não há palavra pra definir esse show que foi uma das coisas mais lindas que vi na vida! Gal Costa nasceu pra cantar Lupicínio Rodrigues. Mas, não aquele que conhecemos, o da dor de cotovelo, velho de guerra. E sim, um Lupicínio atemporal, renovado, sem ranço, sem peso, jovem, sentimentalmente repaginado. Bravo, Gal! Bravo Natura por patrocinar esse espetáculo grandioso! E bravo a esses músicos e arranjadores excepcionais. Apesar das temáticas serem completamente diferentes, senti que esse show é muito mais impactante que "Recanto". Valeu! Como valeu!

lurian disse...

Os dois ultimos shows da Gal que vi achei a voz estranha, metalizada. Sinceramente, amo a Gal, mas há tempos a voz dela mudou...desde Aquele frevo-axé que comecei a observar isso... acabo de ver um trecho desse show e continuo com a mesma sensação.

Leandro Soares disse...

Mauro, se Lupicínio morreu em 1974, como a música Homenagem é de 1991?

Mauro Ferreira disse...

Leandro, 'Homenagem' foi lançada por Silvio Caldas em 1961. Errei ao digitar o ano da música. Grato pelo toque. Abs, MauroF

Eduardo Cáffaro disse...

Judiaria, no youtube, ta de arrepiar ...que legal, ver Gal tão Fa-Tal novamente. Mauro, esse projeto da natura é só para CD ao vivo ? ou pode ser editado em DVD também ?

Mauro Ferreira disse...

Cáffaro, oficialmente, pelo que está previsto no contrato assinado com a Natura, sairia somente o CD. Mas executivos da Sony Music foram à estreia nacional do show em Porto Alegre. Acredito que a gravadora vai adotar o projeto e que virá DVD. Abs, MauroF

Jorge Ramiro disse...

Estou sentindo com o que vi e ouvi ainda pelos vídeos(doido para ir ao show em maio em Sampa)desse show de Gal Costa,o mesmo desejo que senti (e que tive realizado!)com Vanessa da Mata cantando TOM JOBIM.O desejo de um cd feito em estúdio,com a clareza do diálogo de todos os arranjos com a voz de Gal,sem a vibe algo interferente dos discos ao vivo.Isso seria maravilhoso também para a coleção de songbooks da artista com Caymmi,Ary Barroso,o próprio Tom,e agora Lupicínio,além de Chico e Caetano no mesmo disco (Mina D'água Do Meu Canto-95).Tomara que alguem tenha a ideia e ela vingue mas quero MUITO ver o show!!

Kássio Alexandre Paiva Rosa disse...

Alguma informação de quando será lançado o CD?

Jorge Pompeu disse...

Parece que esqueceram o Projeto? Cade os lancamentos dos registros? Esse show foi historico! Que pena ficar esquecido.

Jorge Ramiro disse...

Rsrsr!Parece que "ESTRATOSFÉRICA",roubou toda a cena...pena,porque seria maravilhoso de fato termos o registro da homenagem à Lupicínio...