Mauro Ferreira no G1

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domingo, 29 de março de 2015

Gal alinha os dramas conjugais de Lupicínio em roteiro com hits e joias raras

Em 1945, o compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914 - 1974) firmou parceria com um artista conterrâneo conhecido como Caco Velho, nome artístico do cantor, compositor e ritmista gaúcho Matheus Nunes (1920 - 1971). O resultado dessa parceria foi o samba Que baixo!, lançado em disco naquele ano de 1945, em gravação feita pelo próprio Caco Velho. Título obscuro do cancioneiro dramático de Lupicínio Rodrigues, Que baixo! é uma das pérolas recolhidas por Gal Costa, J. Velloso e Marcus Preto para o roteiro do show Ela disse-me assim - Canções de Lupicínio. Sob a direção artística de J. e Preto, e na companhia de banda moderna formada por Fábio Sá (baixo acústico e elétrico), Guilherme Monteiro (guitarra e violão), Pupillo (bateria) e Silva (teclados e violino), a cantora baiana dá voz aos dramas conjugais da obra de Lupicínio Rodrigues em show patrocinado pelo projeto Natura musical que vai ser gravado ao vivo, para edição de CD, ao longo da turnê que estreou em 25 de março de 2015 na terra natal do compositor, Porto Alegre (RS), e que chegou à cidade do Rio de Janeiro (RJ) na noite de ontem, 28 de março, em apresentação que embeveceu o público que lotou a casa Vivo Rio. Sem evitar os clássicos do cancioneiro de Lupicínio, apesar da ausência sentida de Nervos de aço (1947), Gal dá voz a músicas conhecidas apenas pelos estudiosos da obra do compositor. Entre as pérolas raras, o roteiro do show reaviva os sambas-canção Homenagem - lançado em 1961 na voz do cantor carioca Silvio Caldas (1908 - 1998) - e Coisas minhas, apresentado em 1958 em gravação da cantora paulista Dircinha Batista (1922 - 1999). Gal também dá voz a Fuga (1959) - até então esquecido samba-canção lançado na voz do cantor carioca Orlando Silva (1915 - 1978) - e a Eu não sou louco, samba assinado por Lupicínio em parceria bissexta com o compositor carioca Evaldo Rui (1913 - 1954), lançado em disco em janeiro de 1950 pela cantora paulista Isaura Garcia (1919 - 1993) e revivido em 2014 por Elza Soares em interpretação performática que sobressaiu no show em que a cantora carioca celebrou o centenário de nascimento de Lupicínio. Eis o roteiro seguido em 28 de março de 2015 por Gal Costa - em foto de Rodrigo Goffredo - na estreia carioca de seu (revigorante) show  Ela disse-me assim - Canções de Lupicínio Rodrigues na casa Vivo Rio:

1. Esses moços (Pobre moços) (Lupicínio Rodrigues, 1948) - trecho
2. Judiaria (Lupicínio Rodrigues, 1971)
3. Homenagem (Lupicínio Rodrigues, 1961)
4. Coisas minhas (Lupicínio Rodrigues, 1958)
5. Volta (Lupicínio Rodrigues, 1957)
6. Nunca (Lupicínio Rodrigues, 1952)
7. Fuga (Lupicínio Rodrigues, 1959)
8. Que baixo! (Lupicínio Rodrigues e Caco Velho, 1945)
9. Vingança (Lupicínio Rodrigues, 1951)
10. Paciência (Vou brigar com ela) (Lupicínio Rodrigues, 1961)
11. Quem há de dizer (Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves, 1948)
12. Aves daninhas (Lupicínio Rodrigues, 1954)
13. Ela disse-me assim (Vai embora) (Lupicínio Rodrigues, 1959)
14. Há um Deus (Lupicínio Rodrigues, 1957)
15. Loucura (Lupicínio Rodrigues, 1973)
16. Eu não sou louco (Lupicínio Rodrigues e Evaldo Rui, 1950)
17. Se acaso você chegasse (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins, 1938)
18. Esses moços (Pobre moços) (Lupicínio Rodrigues, 1948)
Bis:
19. Um favor (Lupicínio Rodrigues, 1972)
20. Exemplo (Lupicínio Rodrigues, 1960)
21. Felicidade (Lupicínio Rodrigues, 1947)

6 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ Em 1945, o compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914 - 1974) firmou parceria com um artista conterrâneo conhecido como Caco Velho, nome artístico do cantor, compositor e ritmista gaúcho Matheus Nunes (1920 - 1971). O resultado dessa parceria foi o samba Que baixo!, lançado em disco naquele ano de 1945, em gravação feita pelo próprio Caco Velho. Título obscuro do cancioneiro dramático de Lupicínio Rodrigues, Que baixo! é uma das pérolas recolhidas por Gal Costa, J. Velloso e Marcus Preto para o roteiro do show Ela disse-me assim - Canções de Lupicínio. Sob a direção artística de J. e Preto, e na companhia de banda moderna formada por Fábio Sá (baixo acústico e elétrico), Guilherme Monteiro (guitarra e violão), Pupillo (bateria) e Silva (teclados e violino), a cantora baiana dá voz aos dramas conjugais da obra de Lupicínio Rodrigues em show patrocinado pelo projeto Natura musical que vai ser gravado ao vivo, para edição de CD, ao longo da turnê que estreou em 25 de março de 2015 na terra natal do compositor, Porto Alegre (RS), e que chegou à cidade do Rio de Janeiro (RJ) na noite de ontem, 28 de março, em apresentação que embeveceu o público que lotou a casa Vivo Rio. Sem evitar os clássicos do cancioneiro de Lupicínio, apesar da ausência sentida de Nervos de aço (1947), Gal dá voz a músicas conhecidas apenas pelos estudiosos da obra do compositor. Entre as pérolas raras, o roteiro do show reaviva os sambas-canção Homenagem - lançado em 1961 na voz do cantor carioca Silvio Caldas (1908 - 1998) - e Coisas minhas, apresentado em 1958 em gravação da cantora paulista Dircinha Batista (1922 - 1999). Gal também dá voz a Fuga (1959) - até então esquecido samba-canção lançado na voz do cantor carioca Orlando Silva (1915 - 1978) - e a Eu não sou louco, samba assinado por Lupicínio em parceria bissexta com o compositor carioca Evaldo Rui (1913 - 1954), lançado em disco em janeiro de 1950 pela cantora paulista Isaura Garcia (1919 - 1993) e revivido em 2014 por Elza Soares em interpretação performática que sobressaiu no show em que a cantora carioca celebrou o centenário de nascimento de Lupicínio. Eis o roteiro seguido em 28 de março de 2015 por Gal Costa - em foto de Rodrigo Goffredo - na estreia carioca do ótimo show Ela disse-me assim - Canções de Lupicínio Rodrigues na casa Vivo Rio:

1. Esses moços (Pobre moços) (Lupicínio Rodrigues, 1948) - trecho
2. Judiaria (Lupicínio Rodrigues, 1971)
3. Homenagem (Lupicínio Rodrigues, 1961)
4. Coisas minhas (Lupicínio Rodrigues, 1958)
5. Volta (Lupicínio Rodrigues, 1957)
6. Nunca (Lupicínio Rodrigues, 1952)
7. Fuga (Lupicínio Rodrigues, 1959)
8. Que baixo! (Lupicínio Rodrigues e Caco Velho, 1945)
9. Vingança (Lupicínio Rodrigues, 1951)
10. Paciência (Vou brigar com ela) (Lupicínio Rodrigues, 1961)
11. Quem há de dizer (Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves, 1948)
12. Aves daninhas (Lupicínio Rodrigues, 1954)
13. Ela disse-me assim (Vai embora) (Lupicínio Rodrigues, 1959)
14. Há um Deus (Lupicínio Rodrigues, 1957)
15. Loucura (Lupicínio Rodrigues, 1973)
16. Eu não sou louco (Lupicínio Rodrigues e Evaldo Rui, 1950)
17. Se acaso você chegasse (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins, 1938)
18. Esses moços (Pobre moços) (Lupicínio Rodrigues, 1948)
Bis:
19. Um favor (Lupicínio Rodrigues, 1972)
20. Exemplo (Lupicínio Rodrigues, 1960)
21. Felicidade (Lupicínio Rodrigues, 1947)

ronald disse...

o show ontem no VIVO-RIO foi maravilhoso e Gal parece ter recuperado sua ótima forma musical.

ronald disse...

Ontem o show no Vivo-Rio foi maravilhoso e parece está recuperando sua velha forma musical.

italo vinicius disse...

sabe dizer se Elza também lançara um dvd ou CD com as canções de Lupicínio ?

Mauro Ferreira disse...

Sim, Italo, Elza gravou o DVD de seu show em Porto Alegre, em dezembro.
Sai este ano. Abs, MauroF

Rafael M. disse...

Que vontade danada de ver esse show. Espero que tão brevemente venha para BH!!! Gal e Lupicinio são duas joias raras da nossa cultura musical tão enriquecida...