Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Doçura de Tiê se ajusta (bem) ao pop 'teen' de Celly em 'Cantoras do Brasil'

Resenha de programa de TV
Série: Cantoras do Brasil
Título: Tiê Canta Celly Campello
Idealização: Mariana Rolim, Mercedes Tristão e Simone Esmanhotto
Direção: Simone Elias
Emissora: Canal Brasil
Cotação: * * * *
Programa exibido pelo Canal Brasil às 18h45m de 11 de outubro de 2012


Ao mesmo tempo em que ressalta a sensualidade que havia por trás das ingênuas letras adolescentes do repertório de Celly Campello (1942 - 2003), em depoimento para o sexto episódio da série Cantoras do Brasil, Tiê reitera que a rainha da pré-história do rock brasileiro encarnava a figura da "menininha". Pois é a doçura dessa figura - de certa forma reencarnada por Tiê na cena pop indie contemporânea de São Paulo (SP), cidade natal de Celly - que irmana essas duas cantoras de gerações e tempos distintos, fazendo com que o episódio seja um dos melhores da série que celebra uma voz de tempos idos pela ótica de uma intérprete associada aos dias de hoje (apesar de os dois minutos iniciais do programa exibirem apenas takes insossos dos ensaios). Tiê está totalmente à vontade ao entrar no Túnel do Amor (Bob Roberts e Patty Fisher em versão de Fred Jorge, 1959) - música, aliás, que a cantora e compositora paulista já abordava na pré-história de sua carreira musical - e ao amarrar Lacinhos Cor-de-Rosa (M. Gran em versão de Fred Jorge, 1959) sob a direção musical do guitarrista Maurício Tagliari. Ambas as gravações respeitam o espírito dos registros originais de Celly - e qualquer tentativa de inventar moda poderia resultar patética porque os dois temas roçam a perfeição pop dos dourados anos 50 - sem deixar de ter sutis toques pessoais. De início, Tiê segue reverente pelo Túnel do Amor até que desacelera o andamento da canção, que ganha suingue norte-americano, com algo de r & b, ao fim. Já Lacinhos Cor-de-Rosa ganha o colorido do charango de Pipo Pegoraro e do acordeom de Daniel Grajew em registro que, em sua parte final, evoca com suavidade refinada o universo country. Em ambas as músicas, Tiê dialoga com o coro masculino formado pelos músicos Maurício Tagliari, Pipo Pegoraro e Gabriel Muzak (panderola nos números). O diálogo de Lacinhos Cor-de-Rosa tem charme todo especial. Sim, a menininha Tiê celebra com propriedade a menininha Celly Campello.

5 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Ao mesmo tempo em que ressalta a sensualidade que havia por trás das ingênuas letras adolescentes do repertório de Celly Campello (1942 - 2003), em depoimento para o quinto episódio da série Cantoras do Brasil, Tiê reitera que a rainha da pré-história do rock brasileiro encarnava a figura da "menininha". Pois é a doçura dessa figura - de certa forma reencarnada por Tiê na cena pop indie contemporânea de São Paulo (SP), cidade natal de Celly - que irmana essas duas cantoras de gerações e tempos distintos, fazendo com que o episódio seja um dos melhores da série que celebra uma voz de tempos idos pela ótica de uma intérprete associada aos dias de hoje (apesar de os dois minutos iniciais do programa exibirem apenas takes insossos dos ensaios). Tiê está totalmente à vontade ao entrar no Túnel do Amor (Bob Roberts e Patty Fisher em versão de Fred Jorge, 1959) - música, aliás, que a cantora e compositora paulista já abordava na pré-história de sua carreira musical - e ao amarrar Lacinhos Cor-de-Rosa (M. Gran em versão de Fred Jorge, 1959) sob a direção musical do guitarrista Maurício Tagliari. Ambas as gravações respeitam o espírito dos registros originais de Celly - e qualquer tentativa de inventar moda poderia resultar patética porque os dois temas roçam a perfeição pop dos dourados anos 50 - sem deixar de ter sutis toques pessoais. De início, Tiê segue reverente pelo Túnel do Amor até que desacelera o andamento da canção, que ganha suingue norte-americano, com algo de r & b, ao fim. Já Lacinhos Cor-de-Rosa ganha o colorido do charango de Pipo Pegoraro e do acordeom de Daniel Grajew em registro que, em sua parte final, evoca com suavidade refinada o universo country. Em ambas as músicas, Tiê dialoga com o coro masculino formado pelos músicos Maurício Tagliari, Pipo Pegoraro e Gabriel Muzak (panderola nos números). O diálogo de Lacinhos Cor-de-Rosa tem charme todo especial. A menininha Tiê celebra com propriedade a menininha Celly Campello.

Rafael M. disse...

Até gosto de Tiê, mas ela não é uma grande revolução no mundo da música. Vamos ver como ficará o resultado final dessas canções.

Rafael M. disse...

Por falar em Celly Campello, tenho uma séria reclamação a fazer sobre erros graves de músicas no disco "Mar de Rosas", da Celly Campello, lançado pela Discobertas. Comprei esse disco e fiquei decepcionado com os enormes erros e defeitos que há em algumas canções. Para começar, a canção 2 deste disco "Viver Por Viver (Vivre Pour Vivre)". Essa música nunca foi gravada por Celly, não existe na voz dela. Um segundo grave erro que há nesse disco é justamente nesta mesma faixa 2. Ao invés de ser a suposta "Viver Por Viver" no lugar dela está a canção "Só Existe Um Lugar (You Only Live Twice)", interpretada pela cantora Rosely em um raro compacto de 1967. O terceiro erro é que as faixas 3 e 12 desse disco estão com defeitos nas canções, há vários chiados durante vários segundos destas 2 canções. Houve um enorme desleixo do Fróes quanto a esse disco. E eu não paguei barato neste álbum. Espero que na segunda edição deste disco ele possa corrigir todos esses sérios defeitos que há.

lurian disse...

Pra mim Tiê é só mais uma garotinha que canta. Não vi nada d+ ainda...

Luca disse...

aquela música dela que tocava na novela das sete que acabou é bem bonitinha