Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Retrô 2010: Maranhão se confirma grande compositor no CD 'Passageiro'

Em maio, ao lançar seu segundo disco solo, Passageiro (MP,B - Universal Music), o carioca Rodrigo Maranhão se confirmou grande compositor, consolidando bela produção autoral que começou a ser registrada em disco em 1999, ano em que parcerias de Maranhão com Pedro Luís foram gravadas por Verônica Sabino (Rosa que me Encanta) e pelo próprio Pedro Luís com a Parede (Rap do Real). Sucessor de Bordado (2007), álbum em que a costura do repertório inspirado já chamou atenção para Maranhão, Passageiro se revelou perfeito. Mérito também do produtor Zé Nogueira, que formatou em elegante tom minimalista um cancioneiro situado entre o samba carioca mais urbano e os ritmos do interior nordestino. Maranhão - visto em foto de Washington Possato - enfileirou joias de alto quilate como Quase um Fado, o onírico baião Sonho, a canção romântica De Mares e Marias, o xote Maria Sem Vergonha, a toada Três Marias, a Valsa Lisérgica (feita com com Pedro Luís, parceiro da única faixa não assinada solitariamente por Maranhão) e a canção que deu título ao disco, Passageiro, e que remeteu ao universo da embolada por conta da rabeca cortante de Siba. Sem erros, Passageiro é disco genial em que o produtor Zé Nogueira refinou a já perene obra autoral de Rodrigo Maranhão.

3 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Em maio, ao lançar seu segundo disco solo, Passageiro (MP,B - Universal Music), o carioca Rodrigo Maranhão se confirmou grande compositor, consolidando bela produção autoral que começou a ser registrada em disco em 1999, ano em que parcerias de Maranhão com Pedro Luís foram gravadas por Verônica Sabino (Rosa que me Encanta) e pelo próprio Pedro Luís com a Parede (Rap do Real). Sucessor de Bordado (2007), álbum em que a costura do repertório inspirado já chamou atenção para Maranhão, Passageiro se revelou perfeito. Mérito também do produtor Zé Nogueira, que formatou em elegante tom minimalista um cancioneiro situado entre o samba carioca mais urbano e os ritmos do interior nordestino. Maranhão - visto em foto de Washington Possato - enfileirou joias de alto quilate como Quase um Fado, o onírico baião Sonho, a canção romântica De Mares e Marias, o xote Maria Sem Vergonha, a toada Três Marias, a Valsa Lisérgica (feita com com Pedro Luís, parceiro da única faixa não assinada solitariamente por Maranhão) e a canção que deu título ao disco, Passageiro, e que remeteu ao universo da embolada por conta da rabeca cortante de Siba. Sem erros, Passageiro é disco genial em que o produtor Zé Nogueira refinou a já perene obra autoral de Rodrigo Maranhão.

Jorge Reis disse...

Rodrigo encanta...
Pelo talento, inteligencia, estilo e saudável discrição, que dão consistencia à obra e tão dificeis de seram alcançados em tempos de Madison Square Garden...
Que apareçam outros "Rodrigos"...

Rener Melo disse...

Não tenho esse CD. mas, dizem que é "POESIA CANTADA".