Mauro Ferreira no G1

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

De olho no exterior, Jane canta Jay em inglês no CD 'Sweet Face of Love'

Resenha de CD
Título: Sweet Face of Love - Jane Duboc Sings Jay Vaquer
Artista: Jane Duboc
Gravadora: Jam Music
Cotação: * * *

Jane Duboc canta músicas de seu filho, Jay Vaquer, em versões em inglês escritas por Jeff Gardner. Editado no Brasil pelo selo Jam Music, neste mês de dezembro de 2010, Sweet Face of Love - Jane Duboc Sings Jay Vaquer  é álbum de requinte harmônico visivelmente direcionado para o exterior, como atestam seu título e a ficha técnica disposta em inglês. Com sofisticação uniforme e certa linearidade, Jane canta Jay rodeada por convidados como o compositor, produtor e músico norte-americano Rob Mounsey, que toca piano na balada I'm Missing When I Missed You (A Falta que a Falta Faz). Se Pedro Mariano divide com Jane os vocais de Fire and Ice (Campo Minado), uma contida Isabella Taviani é a convidada de Follow Our Tomorrow (Noutro Caminho), uma das duas faixas que não exibem versos de Jeff Gardner, tendo sua letra em inglês assinada por E. Miranda Moreira. A outra faixa é Taylor's Lullaby (Toda Distância), o acalanto que abre o disco com vocalises que reiteram de imediato o refinamento e afinação absoluta do canto de Jane, avó de Taylor, a criança do título. No tema que dá nome ao disco, Sweet Face of  Love (O Tal do Amor), Jay faz com a mãe harmonioso dueto sublinhado pela guitarra precisa de Toninho Horta. O álbum também agrega Jorge Vercillo - em (Fire) In the City of the Heart, versão de Nera - e Milton Nascimento, que põe seus vocalises em Someone to Take your Place (Alguém em seu Lugar) antes de começar a cantar os versos escritos por Jeff Gardner em parceria com a própria Jane. No todo, Sweet Face of Love traz o repertório de Jay Vaquer - originalmente influenciado pelo BritPop e pelo rock - para o sofisticado universo da canção norte-americana, com prejuízo para as letras, que soam mais fortes e contundentes em seu idioma original (e na voz de Jay).

4 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Jane Duboc canta músicas de seu filho, Jay Vaquer, em versões em inglês escritas por Jeff Gardner. Editado no Brasil pelo selo Jam Music, neste mês de dezembro de 2010, Sweet Face of Love - Jane Duboc Sings Jay Vaquer é álbum de requinte harmônico visivelmente direcionado para o exterior, como atestam seu título e a ficha técnica disposta em inglês. Com sofisticação uniforme e certa linearidade, Jane canta Jay rodeada por convidados como o compositor, produtor e músico norte-americano Rob Mounsey, que toca piano na balada I'm Missing When I Missed You (A Falta que a Falta Faz). Se Pedro Mariano divide com Jane os vocais de Fire and Ice (Campo Minado), uma contida Isabella Taviani é a convidada de Follow Our Tomorrow (Noutro Caminho), uma das duas faixas que não exibem versos de Jeff Gardner, tendo sua letra em inglês assinada por E. Miranda Moreira. A outra faixa é Taylor's Lullaby (Toda Distância), o acalanto que abre o disco com vocalises que reiteram de imediato o refinamento e afinação absoluta do canto de Jane, avó de Taylor, a criança do título. No tema que dá nome ao disco, Sweet Face of Love (O Tal do Amor), Jay faz com a mãe harmonioso dueto sublinhado pela guitarra precisa de Toninho Horta. O álbum também agrega Jorge Vercillo - em (Fire) In the City of the Heart, versão de Nera - e Milton Nascimento, que põe seus vocalises em Someone to Take your Place (Alguém em seu Lugar) antes de começar a cantar os versos escritos por Jeff Gardner em parceria com a própria Jane. No todo, Sweet Face of Love traz o repertório de Jay Vaquer - originalmente influenciado pelo BritPop e pelo rock - para o sofisticado universo da canção norte-americana, com prejuízo para as letras, que soam mais fortes e contundentes em seu idioma original (e na voz de Jay).

Yasmine disse...

Apesar da admiração pela afinação e refinamento de Jane Duboc, como fã de Jay preciso dizer que as suas músicas pedem aquela voz única e seu tom debochado (risos). Mesmo assim, vale sempre escutar as canções que tem a marca do Jay ainda que em outro idioma, qualquer país, a qualquer momento, todas estações, para mim Jay tem um talento que não se pode contestar. Tal mãe, tal filho!

nando disse...

Há muito tempo que não escuto um disco com tanta satisfação! Jane, que sempre foi excelente cantora, nos brindou com um disco sensível, com belas canções e arranjos, além de muito bem gravado.
Embora com canções de Jay, o disco soa bem diverso da obra do autor, aproximando-se mais do universo de Jane. É um disco para sempre! Fernando Lima.

Lara Cervasio disse...

Infelizmente ainda não ouvi esse Cd. Mas já estou sendo cobrada pra o dá-lo como presente (minha mãe e seua amigos). rs

Dona Jane tem uma voz que arrepia, uma voz muito rara encontrada nesse mundo da música.
E as músias do Jay, são verdadeiras obras de arte.

Acredito que as letras não sejam exatamente igual em português (seria algo muito difícil, até), mas aredito que ser tão lindas, verdadeiras e marcantes quanto. Fora a melodia de cada uma delas, inconfundiveis, que reforça minha opnião, de obra de arte.

Sei que sou totalmente suspeita pra falar, adoro o trabalho do Jay, e adoro a voz da dona Jane (embora não conheça muito de seu trabalho). Mas sei que, além do Jay (que deve está totalmente honrado, por uma catora do porte de JANE DUBOC, sua mãe) e dona Jane, devem estar satisfeitos com o resultado. O que acho muito importante.