Mauro Ferreira no G1

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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Diogo canta Cazuza, Djavan, Gonzaguinha e Milton ao gravar 'Alma brasileira'

Compositor cuja obra é cantada e cultuada nos bares da vida, Djavan teve nada menos do que quatro sambas incluídos por Diogo Nogueira na gravação ao vivo do CD e DVD Alma brasileira, feita pelo artista carioca na cidade natal do Rio de Janeiro, na noite de ontem, 25 de maio de 2016. Na sequência do dueto esboçado com Maria Rita em Beiral (1986), o cantor e compositor apresentou medley em que encadeou três sambas de Djavan, Flor de lis (1976), Avião (1989) e Fato consumado (1975) como se o palco da casa Vivo Rio fosse um barzinho. Até Travessia (Milton Nacimento e Fernando Brant, 1967) - marco inaugural da carreira de Milton Nascimento - foi feita em clima de pagode após insossa interpretação de Beijo partido (Toninho Horta, 1975). Sob a direção musical de Boris Farias, o filho de João Nogueira (1941 - 2000) também transformou uma das mais belas canções de Cazuza (1958 - 1990) - Codinome beija-flor (Cazuza, Ezequiel Neves e Reinaldo Arias, 1985) - em pagode adornado com sexteto de cordas. Com o pretexto de fazer "homenagem à música brasileira" na quarta gravação ao vivo da discografia iniciada em 2007, Diogo deu voz a um repertório bem genérico que, entre dois sambas inéditos, também abarcou O descobridor dos sete mares (Michel e Gilson Mendonça), hit de Tim Maia (1942-1998), e Sangrando (Gonzaguinha, 1980) - canção entoada em tons altos, mas sem o sentimento de que fala a letra escrita em tributo a intérpretes com alma. Derivado da turnê promocional do álbum anterior do artista, Porta-voz da alegria (EMI / Universal Music, 2015), o show Alma brasileira foi gravado com 39 músicas no roteiro. Entre sucessos alheios e músicas do disco de 2015, uma surpresa foi Inquilino do universo (Serafim Adriano e Liette de Souza, 1982), tema do repertório do cantor fluminense Roberto Ribeiro (1940-1996) revivido por Diogo em tom forrozeiro. Eis o roteiro seguido em 25 de maio de 2016 por Diogo Nogueira - em foto de Mauro Ferreira - no palco do Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ), na gravação do show que originará o CD ao vivo e o DVD Alma  brasileira:

1. Porta-voz da alegria (André Renato e Luiz Cláudio Picolé, 2015)
2. Alma boêmia (Toninho Geraes e Paulinho Rezende, 2010)
3. Clareou (Serginho Meriti e Rodrigo Leite, 2014)
4. Pé na areia (Rodrigo Leite, Diogo Leite e Caíque, 2016) - música inédita
5. Cabô, meu pai (Moacyr Luz, Aldir Blanc e Luiz Carlos da Vila, 2003) /
6. Uma prova de amor (Nelson Rufino e Toninho Geraes, 2008) /
7. Quando a gira girou (Serginho Meriti e Claudinho Guimarães, 2006)
8. Inquilino do universo (Serafim Adriano e Liette de Souza, 1982)
9. A mil por hora (André Renato, Rhuan André, Gabriel Soares e Lucas Oliveira, 2015)
10. Beijo partido (Toninho Horta, 1975)
11. Travessia (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1967)
12. Codinome beija-flor (Cazuza, Ezequiel Neves e Reinaldo Arias, 1985)
13. Sangrando (Gonzaguinha, 1980)
14. Tim tim por tim tim (Rodrigo Leite e Serginho Meriti, 2016) - música inédita
15. Se a fila andar (Toninho Geraes e Paulinho Rezende, 2014)
16. Beiral (Djavan, 1986) - com Maria Rita
17. Flor de lis (Djavan, 1976) /
18. Avião (Djavan, 1989) /
19. Fato consumado (Djavan, 1975)
20. Paixão além do querer (Diogo Nogueira, Raphael Richaid e Inácio Rios, 2015)
21. Quem vai chorar sou eu (Serginho Meriti e Rodrigo Leite, 2013) 
      - com Zeca Pagodinho no telão
22. Nó na madeira (João Nogueira e Eugênio Monteiro, 1975)
23. Segue o baile (Luiz Cláudio Picolé e Flávio Cardoso, 2016) - música inédita
24. Pra amenizar teu coração (Dudu Nobre e Sombrinha, 2005) / 
25. Na boutique (Diogo Nogueira, Leandro Fab e Fred Camacho, 2015) /
26. Pra ninguém mais chorar (Dudu Nobre, Almir Guineto e Fred Camacho, 2008)
27. O descobridor dos sete mares (Michel e Gilson Mendonça, 1983)
28. Samba de Arerê (Xande de Pilares, Arlindo Cruz e Mauro Júnior, 1999)
29. Zé do Caroço (Leci Brandão, 1985)
Bis:
30. Firme e forte (Efson e Nei Lopes, 1983) /
31. Caciqueando (Noca da Portela, 1983) - com Beth Carvalho
32. Faixa amarela (Zeca Pagodinho, Jessé Pai, Luis Carlos e Beto Gago, 1997) /
33. Brincadeira tem hora (Beto Sem Braço e Zeca Pagodinho, 1986) 
34. Cabelo pixaim (Jorge Aragão e Jotabê, 1978)
35. Coração em desalinho (Monarco e Ratinho, 1986) /
36. Não quero saber mais dela (Almir Guineto e Sombrinha, 1984) /
37. Caxambu (Bidubi, Élcio do Pagode, Zé Lobo e Jorge Neguinho, 1986) /
38. Não sou mais disso (Zeca Pagodinho e Jorge Aragão, 1996)
39. Tristeza (Haroldo Lobo e Niltinho Tristeza, 1965)

4 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ Compositor cuja obra é cantada e cultuada nos bares da vida, Djavan teve nada menos do que quatro sambas incluídos por Diogo Nogueira na gravação ao vivo do CD e DVD Alma brasileira, feita pelo artista carioca na cidade natal do Rio de Janeiro, na noite de ontem, 25 de maio de 2016. Na sequência do dueto esboçado com Maria Rita em Beiral (1986), o cantor e compositor apresentou medley em que encadeou três sambas de Djavan, Flor de lis (1976), Avião (1987) e Fato consumado (1987) como se o palco da casa Vivo Rio fosse um barzinho. Até Travessia (Milton Nacimento e Fernando Brant, 1967) - marco inaugural da carreira de Milton Nascimento - foi feita em clima de pagode após insossa interpretação de Beijo partido (Toninho Horta, 1975). Sob a direção musical de Boris Farias, o filho de João Nogueira (1941 - 2000) também transformou uma das mais belas canções de Cazuza (1958 - 1990) - Codinome beija-flor (Cazuza, Ezequiel Neves e Reinaldo Arias, 1985) - em pagode adornado com sexteto de cordas. Com o pretexto de fazer "homenagem à música brasileira" na quarta gravação ao vivo da discografia iniciada em 2007, Diogo deu voz a um repertório bem genérico que, entre três sambas inéditos, também abarcou O descobridor dos sete mares (Michel e Gilson Mendonça), hit de Tim Maia (1942-1998), e Sangrando (Gonzaguinha, 1980) - canção entoada em tons altos, mas sem o sentimento de que fala a letra escrita em tributo a intérpretes com alma. Derivado da turnê promocional do álbum anterior do artista, Porta-voz da alegria (EMI / Universal Music, 2015), o show Alma brasileira foi gravado com 39 músicas no roteiro. Entre sucessos alheios e músicas do disco de 2015, uma surpresa foi Inquilino do universo (Serafim Adriano e Liette de Souza, 1982), tema do repertório do cantor fluminense Roberto Ribeiro (1940-1996) revivido por Diogo em tom forrozeiro.

Felipe dos Santos disse...

Mauro, só corrigindo (se é que estou certo, também tenho dúvidas, posso estar enganado):

"Fato consumado" é de 1975 (afinal, lançada no Festival Abertura daquele ano, na TV Globo, antes mesmo do primeiro disco de Djavan).

E "Avião" é de 1989, do disco intitulado "Djavan", e popularmente conhecido como "Oceano" (já que também tem essa canção).

Repito: talvez eu esteja errado, mas...

Felipe dos Santos Souza

Mauro Ferreira disse...

Grato, Felipe, 'Fato consumado' é de 1975 mesmo. Eu tinha posto certo no roteiro, mas, no texto, acabei repetindo a data de 'Avião', que é de 1989, sim. Você tem razão. Abs, obrigado, MauroF

Renata de Lima Thomaz disse...

Que salseira...!