Mauro Ferreira no G1

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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Documentário desencava inéditas de Garoto, o (centenário) gênio das cordas

Aníbal Augusto Sardinha (São Paulo - SP, 28 de junho de 1915 / Rio de Janeiro - RJ, 3 de maio de 1955), o Garoto, nascido há 100 anos e morto precocemente há 60, foi um compositor e violonista que marcou sua época mais como violonista do que como compositor. Embora boa parte do público o conheça pela melodia de Gente humilde, letrada em 1969 por Vinicius de Moraes (com adesão afetiva de Chico Buarque) e popularizada em vozes como a de Angela Maria. Como violonista, Garoto faz jus a rótulo de precursor da Bossa Nova. Basta dizer que o toque de seu violão - aprendido com o pai português aos 11 anos, aprimorado com um professor paulistano de violão clássico (Atílio Bernadini) e maturado na escola da vida - influenciou nomes como João Gilberto e Carlos Lyra. Garoto faria 100 anos no próximo domingo, 28 de junho de 2015. A indústria fonográfica jaz em silêncio sobre o centenário deste músico presente em gravações de artistas da era-pré-Bossa como Dorival Caymmi (1914 - 2008), Orlando Silva (1915 - 1978) - cantor que também se torna centenário em 2015 - e Silvio Caldas (1908 - 1998). Mas um documentário - em fase adiantada de produção, mas ainda dependente de patrocínio para ser finalizado e estrear em 2016, como previsto no cronograma - está a caminho, sob a direção de Rafael Veríssimo, para jogar luz sobre a obra e a importância de Aníbal Augusto Sardinha, compositor de músicas como Duas contas. Intitulado Garoto - O gênio das cordas, o documentário vai mostrar como o violonista flertou com o jazz - sobretudo na viagem feita aos Estados Unidos para tocar com a cantora Carmen Miranda (1909 - 1955) - e bebeu do impressionismo francês dos cancioneiros de compositores como Debussy (1862 - 1918) até trocar influências no Brasil com o pianista, compositor, arramjador e maestro gaúcho Radamés Gnattali (1906 - 1988). Lucas Nobile assina a pesquisa e a produção musical do filme, para qual já foram colhidos depoimentos inéditos de Carlos Lyra, Dori Caymmi, Guinga, Hamilton de Holanda, Henrique Cazes, João Donato, Joel Nascimento, Paulinho da Viola e Ron Carter, entre outros nomes. A pesquisa no material de arquivo descobriu músicas e partituras inéditas de Garoto,  além de diários escritos pelo centenário gênio das cordas.

3 comentários:

Mauro Ferreira disse...

♪ Aníbal Augusto Sardinha (São Paulo - SP, 28 de junho de 1915 / Rio de Janeiro - RJ, 3 de maio de 1955), o Garoto, nascido há 100 anos e morto precocemente há 60, foi um compositor e violonista que marcou sua época mais como violonista do que como compositor. Embora boa parte do público o conheça pela melodia de Gente humilde, letrada em 1969 por Vinicius de Moraes (com adesão afetiva de Chico Buarque) e popularizada em vozes como a de Angela Maria. Como violonista, Garoto faz jus a rótulo de precursor da Bossa Nova. Basta dizer que o toque de seu violão - aprendido com o pai português aos 11 anos, aprimorado com um professor paulistano de violão clássico (Atílio Bernadini) e maturado na escola da vida - influenciou nomes como João Gilberto e Carlos Lyra. Garoto faria 100 anos no próximo domingo, 28 de junho de 2015. A indústria fonográfica jaz em silêncio sobre o centenário deste músico presente em gravações de artistas da era-pré-Bossa como Dorival Caymmi (1914 - 2008), Orlando Silva (1915 - 1978) - cantor que também se torna centenário em 2015 - e Silvio Caldas (1908 - 1998). Mas um documentário - em fase adiantada de produção, mas ainda dependente de patrocínio para ser finalizado e estrear em 2016, como previsto no cronograma - está a caminho, sob a direção de Rafael Veríssimo, para jogar luz sobre a obra e a importância de Aníbal Augusto Sardinha, compositor de músicas como Duas contas. Intitulado Garoto - O gênio das cordas, o documentário vai mostrar como o violonista flertou com o jazz - sobretudo na viagem feita aos Estados Unidos para tocar com a cantora Carmen Miranda (1909 - 1955) - e bebeu do impressionismo francês dos cancioneiros de compositores como Debussy (1862 - 1918) até trocar influências no Brasil com o pianista, compositor, arramjador e maestro gaúcho Radamés Gnattali (1906 - 1988). Lucas Nobile assina a pesquisa e a produção musical do filme, para qual já foram colhidos depoimentos inéditos de Carlos Lyra, Dori Caymmi, Guinga, Hamilton de Holanda, Henrique Cazes, João Donato, Joel Nascimento, Paulinho da Viola e Ron Carter, entre outros nomes. A pesquisa no material de arquivo descobriu músicas e partituras inéditas de Garoto, além de diários escritos pelo centenário gênio das cordas.

Rafael M. disse...

Bom saber dessas descobertas de músicas inéditas do grande Garoto...

Unknown disse...

Por que a Universal, que hoje detém o arquivo da Odeon, não relança fonogramas dos anos 50 de Garoto que jamais foram reeditados?