Mauro Ferreira no G1

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sábado, 16 de junho de 2012

Com bossa peculiar, Gardot globaliza seu pop jazz no CD 'The Absence'

Resenha de CD
Título: The Absence
Artista: Melody Gardot
Gravadora: Decca / Universal Music
Cotação: * * * 

Terceiro álbum de Melody Gardot, The Absence pode até assustar admiradores de seus dois antecessores, My One And Only Thrill (2009) e Worrisome Heart (2006), ambos centrados em classudas baladas de atmosfera jazzy. Sob refinada produção do compositor e guitarrista brasileiro Heitor Pereira, mais conhecido como Heitor TP, a cantora e compositora norte-americana globaliza seu pop a ponto de encerrar The Absense com samba de roda de vocais de tom africano, Yemanja (Melody Gardot) - falso final, aliás, pois há tema improvisado à moda de  jam session cerca de onze minutos após o término de Yemanja. Tal globalização é feita com a bossa peculiar da artista. Amalia (Melody Gardot, Heitor Pereira e Roy), Lisboa (Melody Gardot) e So Long (Melody Gardot), a propósito, são faixas que expõem a  forte influência da Bossa Nova, traço marcante em The Absence  - sendo que as duas primeiras músicas evocam leve clima lusitano de fado. Em essência, The Absense é álbum climático, de atmosfera etérea e tempos vagarosos. Nesse giro global, Mira (Melody Gardot) soa como samba de (e para) gringo na abertura do disco ao passo que Goodbye (Melody Gardot e Harris) roça a arquitetura de um tango à moda jazzy. Entre toques de flamenco e de jazz propriamente dito, The Absense resulta extremamente suave, leve. É disco de risco que mexe na identidade de Melody Gardot na medida em que abre o leque estético da artista. A viagem global tem (certa) bossa.

3 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Terceiro álbum de Melody Gardot, The Absence pode até assustar admiradores de seus dois antecessores, My One And Only Thrill (2009) e Worrisome Heart (2006), ambos centrados em classudas baladas de atmosfera jazzy. Sob refinada produção do compositor e guitarrista brasileiro Heitor Pereira, mais conhecido como Heitor TP, a cantora e compositora norte-americana globaliza seu pop a ponto de encerrar The Absense com samba de roda de vocais de tom africano, Yemanja (Melody Gardot) - falso final, aliás, pois há tema improvisado à moda de jam session cerca de onze minutos após o término de Yemanja. Tal globalização é feita com a bossa peculiar da artista. Amalia (Melody Gardot, Heitor Pereira e Roy), Lisboa (Melody Gardot) e So Long (Melody Gardot), a propósito, são faixas que expõem a forte influência da Bossa Nova, traço marcante em The Absence - sendo que as duas primeiras músicas evocam leve clima lusitano de fado. Em essência, The Absense é álbum climático, de atmosfera etérea e tempos vagarosos. Nesse giro global, Mira (Melody Gardot) soa como samba de (e para) gringo na abertura do disco ao passo que Goodbye (Melody Gardot e Harris) roça a arquitetura de um tango à moda jazzy. Entre toques de flamenco e de jazz propriamente dito, The Absense resulta extremamente suave, leve. É disco de risco que mexe na identidade de Melody Gardot na medida em que abre o leque estético da artista. A viagem global tem (certa) bossa.

Luca disse...

Heitor tp é aquele que foi guitarrista do Simply Red, né?

Carlos Loureiro disse...

Ele mesmo