Mauro Ferreira no G1

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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Show em tributo ao frevo no Carnaval de Recife tem elenco heterogêneo

Recife (PE) - Marcha-frevo de bloco que inaugurou a parceria de Geraldo Azevedo com Carlos Fernando, em gravação feita por Teca Calazans em 1967, Aquela rosa desabrochou novamente em dueto feito por Azevedo com a cantora Roberta Sá. Inédito, o dueto dos cantores foi um dos destaques do show Frevo - Patrimônio do mundo, que abriu o Carnaval 2013 do Recife (PE) na noite de sexta-feira, 8 de fevereiro. Roberta - que, antes de dividir o palco do Marco Zero com Azevedo, havia cantado a marcha Máscara negra (Zé Kétti e Hildebrando Matos) em empolgante encontro com Lenine e também solado o frevo Deixa sangrar (Caetano Veloso, 1970) - brilhou em elenco eclético formado por nomes como Armandinho, Elba Ramalho, Emílio Santiago, Fafá de Belém, Lia Sophia, Luiza Possi, Nena Queiroga, Otto, Silvério Pessoa e Ylana Queiroga, entre outros nomes. Sob a regência do maestro Spok, orquestrador dos metais em brasa da Spok Frevo Orquestra, os cantores celebraram o frevo em solos, duos e trios.  Emílio e Fafá, por exemplo, engataram dueto em Frevo, bissexta incursão da dupla Tom Jobim & Vinicius de Moraes pelo ritmo pernambucano. Luiza Possi entrou mal, mas depois achou o tom de Madeira que cupim não rói (Capiba) e  animou o público. Elétrico, Otto interpretou Chego já (Alceu Valença) e, em entrosado dueto com a cantora paraense Lia Sophia, caiu no frevo Me segura senão eu caio (J. Michiles), sucesso na voz do também elétrico Alceu Valença. Na sequência, com a adesão de Spok como cantor, Otto e Sophia propagaram Vida boa, tema do repertório do grupo pernambucano Eddie, e prepararam o clima para a entrada em cena de Armandinho, que - munido de sua guitarra baiana - esboçou uma frevo jam session com o guitarrista Luciano Magno, engatando temas como Dança no tempo (Armandinho Macedo) e Vassourinhas, o frevo mais célebre do Carnaval do Recife. Na sequência, ainda em cena com sua guitarra baiana, Armandinho acompanhou Márcia Castro em abordagem de A filha da Chiquita Bacana (Caetano Veloso). Em seguida, Nena Queiroga fez valer sua intimidade com o público do Recife (PE) e despejou Chuva de sombrinhas (André Rio) para animar a multidão. Também sem negar a força da raça pernambucana, Lenine  acertou o passo de Voltei, Recife (Luiz Bandeira), frevo clássico que celebra a cidade que preserva o ritmo já reconhecido pela Unesco, em dezembro de 2012, como Patrimônio Imaterial da Humanidade. É frevo!! É frevo!!
Foto: Marcelo Lyra / Prefeitura do Recife
O blog Notas Musicais cobre o Carnaval do Recife (PE) a convite da Prefeitura do Recife.

5 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Recife (PE) - Marcha-frevo de bloco que inaugurou a parceria de Geraldo Azevedo com Carlos Fernando, em gravação feita por Teca Calazans em 1967, Aquela rosa desabrochou novamente em dueto feito por Azevedo com a cantora Roberta Sá. Inédito, o dueto dos cantores foi um dos destaques do show Frevo - Patrimônio do mundo, que abriu o Carnaval 2013 do Recife (PE) na noite de sexta-feira, 8 de fevereiro. Roberta - que, antes de dividir o palco do Marco Zero com Azevedo, havia cantado a marcha Máscara negra (Zé Kétti e Hildebrando Matos) em empolgante encontro com Lenine e também solado o frevo Deixa sangrar (Caetano Veloso, 1970) - brilhou em elenco formado por nomes como Armandinho, Elba Ramalho, Emílio Santiago, Fafá de Belém, Lia Sophia, Luiza Possi, Nena Queiroga, Otto, Silvério Pessoa e Ylana Queiroga, entre outros nomes. Sob a regência do maestro Spok, orquestrador dos metais em brasa da Spok Frevo Orquestra, os cantores celebraram o frevo em solos, duos e trios. Emílio e Fafá, por exemplo, engataram dueto em Frevo, bissexta incursão da dupla Tom Jobim & Vinicius de Moraes pelo ritmo pernambucano. Luiza Possi entrou mal, mas depois achou o tom de Madeira que cupim não rói (Capiba) e animou o público. Elétrico, Otto interpretou Chego já (Alceu Valença) e, em entrosado dueto com a cantora paraense Lia Sophia, caiu no frevo Me segura senão eu caio (J. Michiles), sucesso na voz do também elétrico Alceu Valença. Na sequência, com a adesão de Spok como cantor, Otto e Sophia propagaram Vida boa, tema de Armandinho Macedo e Fausto Nilo. Foi a deixa para a entrada em cena de Armandinho, que - munido de sua guitarra baiana - esboçou uma frevo jam session com o guitarrista Luciano Magno, engatando temas como Dança no tempo (Armandinho Macedo) e Vassourinhas, o frevo mais célebre do Carnaval do Recife. Na sequência, ainda em cena com sua guitarra baiana, Armandinho acompanhou Márcia Castro em abordagem de A filha da Chiquita Bacana (Caetano Veloso). Em seguida, Nena Queiroga fez valer sua intimidade com o público do Recife (PE) e despejou Chuva de sombrinhas (André Rio) para animar a multidão. Também sem negar a força da raça pernambucana, Lenine acertou o passo e apresentou inebriante registro de Voltei, Recife (Luiz Bandeira), frevo clássico que celebra a cidade que preserva o ritmo já reconhecido pela Unesco, em dezembro de 2012, como Patrimônio Imaterial da Humanidade.

Rafael M. disse...

Pena que esses shows bons só ficam somente restrito a São Paulo, Rio e Recife. Belo Horizonte também merecia entrar na rota!!!

Fábio Passadisco disse...

Mauro.

Que bom você por aqui.

Rafael disse...

O repertório deste show é excelente. As músicas foram selecionadas a dedo.

Dido Borges disse...

O fiasco da noite foi Ylana Queiroga num show de "desafinação".