Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mais um show do Quanta Ladeira entra nos 'anais' do Carnaval do Recife

Recife (PE) - Sucesso que revitalizou a carreira fonográfica de Roberto Carlos em 2012, a balada Esse cara sou eu virou Coca-cola é isso aí na pena irreverente dos compositores do Quanta Ladeira, misto de bloco e grupo formado por artistas de Pernambuco. Atração já tradicional da programação do Carnaval de Recife (PE), no Polo Mangue, o show do Quanta Ladeira foi apresentado mais uma vez na folia da cidade no fim da tarde deste domingo, 10 de fevereiro de 2013, dentro da agenda do festival Rec Beat. Nomes recorrentes no elenco do Quanta Ladeira, como Lula Queiroga e Silvério Pessoa, receberam convidados como as cantoras Tulipa Ruiz (à direita na foto de Rodrigo Amaral) e Lia Sophia. Lia ficou até o fim do show e entrou no clima das (sub)versões de músicas famosas que versam sobre sexo (quase sempre o anal) e tiram um sarro de políticos locais, entre outros assuntos como o programa Big Brother Brasil, alvo de uma das (sub)versões. Já Tulipa parece ter ficado menos à vontade e logo saiu do palco, sem ter conseguido improvisar uma rima em Quanta  ladeira, já célebre versão de Guantanamera. Em contrapartida, Fafá de Belém - já admitida na ala de compositores do bloco - entrou no meio do show e veio para ficar. Os peitos avantajados de Fafá, aliás, inspiraram versão para a marchinha carioca Mamãe, eu quero, uma das mais conhecidas do Carnaval carioca. Como de praxe, o show do Quanta Ladeira foi feito na base do improviso, sem ensaio prévio, com os artistas - como China (à esquerda na foto de Rodrigo Amaral) e Marcelo Jeneci - lendo as letras das versões sem prejuízo da animação. Algumas brincadeiras foram novas - como apresentar o pianista Vítor Araújo como se fosse Maria Gadú. Contudo, as (sub)versões são - em sua maioria - velhas conhecidas do público do Quanta Ladeira. Quando a Maré Encher, música da Nação Zumbi, vira Se a Mulé Encher. Já Meu maracatu pesa uma tonelada - outro tema lançado pela Nação Zumbi, já na fase sem Chico Science (1966-1997) - se torna Pr'eu comer teu cu (falta uma polegada). Sucesso de Michael Jackson (1958-2009) em 1982, Beat it vira O pires. Por sua vez, O segundo sol - hit de Cássia Eller (1962-2001) - é O segundo pau. Enfim, com maior ou menor graça e grossura, as (sub)versões cumpriram seu papel e fizeram mais um bom show do Quanta Ladeira entrar nos anais do Carnaval do Recife.

O blog Notas Musicais cobre o Carnaval do Recife (PE) a convite da Prefeitura do Recife.

5 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Visite a página de Notas Musicais no Facebook.

Anônimo disse...

Mais olha o Mauro por aqui de novo...
Massa, Maurão!
O quanta ladeira é bom de ir uma duas vezes e tal, depois fica meio filme repetido.
Mas, claro, dependendo do estado etílico...
Mas, com certeza, o "bloco" já entrou nos anais(hehehe) do carnaval de Recife.

PS: Meu Maracatu... é da fase sem Science.

Rafael M. disse...

Eu já ouvi falar dessa Quanta Ladeira, mas confesso que nada conheço deles. Parecem ser bons os caras.

Mauro Ferreira disse...

Grato pelo toque, Zé Henrique. Abs, MauroF

Márcio disse...

Muita gente boa aí, mas esse China é um mala (rs)!