Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


sábado, 23 de novembro de 2013

'Prism' afia garras e som de Perry sem diluir artificialidade pop da artista

Resenha de CD
Título: Prism
Artista: Katy Perry
Gravadora: Capitol Records / Universal Music
Cotação: * * * 

Prism é o melhor álbum de Katy Perry. O que também não significa muito, pois a cantora e compositora norte-americana vem de dois álbuns marcados pela frivolidade e artificialidade pop. Tal frivolidade hedonista reaparece em Birthday (Katy Perry, Lukasz Gottwald, Max Martin, Bonnie McKee e Henry Walter), festiva faixa produzida por Dr. Luke para Prism, mas que bem poderia ter figurado no álbum anterior de Perry, Teenage dream (2010), blockbuster que alimentou as trilhas das baladas movidas a álcool e sexo volátil com seis bem-sucedidos singles - California gurls, Teenage dream, Firework, E.T., Last friday night (T.G.I.F.) e The one that got away - que elevaram a cotação de Perry no mercado da música pop. Prism afia as garras da artista já a partir do irresistível single Roar (Katy Perry, Lukasz Gottwald, Max Martin, Bonnie McKee e Henry Walter), petardo certeiro que atingiu em cheio as paradas do universo pop, mas não chega a se impor como disco de ruptura. A intenção de esboçar certa consistência em faixas como a melancólica Double rainbow (Katy Perry, Sia Furler e Greg Kurstin), a boa canção Spiritual (Katy Perry, Greg Kurstin e John Mayer), a balada It takes two - composta por Perry com parceiros como a escocesa Emeli Sandé - e a densa Choose your battles (Katy Perry, Jonatha Brooke e Greg Wells) é mais nítida ao fim do álbum, mas, no todo, acaba diluída pelas batidas (a rigor, usuais) que predominam em Prism. Tal impressão é reforçada pela escolha do segundo single, Unconditionally (Katy Perry, Lukasz Gottwald, Max Martin e Henry Walter). Seja como for, Prism tem munição forte para manter Perry no topo. Tema de tonalidade pop romântica, Legendary lovers (Katy Perry, Lukasz Gottwald, Max Martin, Bonnie McKee e Henry Walter) é ótima música, quase tão sedutora quanto Roar. Valorizada pela presença do rapper Juicy C, Dark horse (Katy Perry, Jordan Houston, Lukasz Gottwald, Max Martin, Sarah Thereza Hudson e Henry Walter) se desvia um pouco da fórmula pop com levada menos comum, quase sombria. De todo modo, basta ouvir International smile (Katy Perry, Lukasz Gottwald, Max Martin e Henry Walter) - música mais em sintonia com o álbum anterior da artista - para perceber que a mudança ensaiada por Katy Perry em Prism esbarra na necessidade (?) de permanecer enfileirando singles nas paradas dos Estados Unidos.

4 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Prism é o melhor álbum de Katy Perry. O que também não significa muito, pois a cantora e compositora norte-americana vem de dois álbuns marcados pela frivolidade e artificialidade pop. Tal frivolidade hedonista reaparece em Birthday (Katy Perry, Lukasz Gottwald, Max Martin, Bonnie McKee e Henry Walter), festiva faixa produzida por Dr. Luke para Prism, mas que bem poderia ter figurado no álbum anterior de Perry, Teenage dream (2010), blockbuster que alimentou as trilhas das baladas movidas a álcool e sexo volátil com seis bem-sucedidos singles - California gurls, Teenage dream, Firework, E.T., Last friday night (T.G.I.F.) e The one that got away - que elevaram a cotação de Perry no mercado da música pop. Prism afia as garras da artista já a partir do irresistível single Roar (Katy Perry, Lukasz Gottwald, Max Martin, Bonnie McKee e Henry Walter), petardo certeiro que atingiu em cheio as paradas do universo pop, mas não chega a se impor como disco de ruptura. A intenção de esboçar certa consistência em faixas como a melancólica Double rainbow (Katy Perry, Sia Furler e Greg Kurstin), a boa canção Spiritual (Katy Perry, Greg Kurstin e John Mayer), a balada It takes two - composta por Perry com parceiros como a escocesa Emeli Sandé - e a densa Choose your battles (Katy Perry, Jonatha Brooke e Greg Wells) é mais nítida ao fim do álbum, mas, no todo, acaba diluída pelas batidas (a rigor, usuais) que predominam em Prism. Tal impressão é reforçada pela escolha do segundo single, Unconditionally (Katy Perry, Lukasz Gottwald, Max Martin e Henry Walter). Seja como for, Prism tem munição forte para manter Perry no topo. Tema de tonalidade pop romântica, Legendary lovers (Katy Perry, Lukasz Gottwald, Max Martin, Bonnie McKee e Henry Walter) é ótima música, quase tão sedutora quanto Roar. Valorizada pela presença do rapper Juicy C, Dark horse (Katy Perry, Jordan Houston, Lukasz Gottwald, Max Martin, Sarah Thereza Hudson e Henry Walter) se desvia um pouco da fórmula pop com levada menos comum, quase sombria. De todo modo, basta ouvir International smile (Katy Perry, Lukasz Gottwald, Max Martin e Henry Walter) - música mais em sintonia com o álbum anterior da artista - para perceber que a mudança ensaiada por Katy Perry em Prism esbarra na necessidade (?) de permanecer enfileirando singles nas paradas dos Estados Unidos.

Mauricio Barbosa disse...

Estou cusioso pra ouvir, o anterior furou kkk

Daniel disse...

Discordo um pouco da crítica. Acho o Teenage Dream seu melhor album. Ele conseguia ser um pop puro do inicio ao fim, sem ser muito eletronico, misturando algumas referências sem perder a coesao na sonoridade do album como um todo e sem enjoar. O Prims tem também suas canções ja com cara de Hino como Dark Horse, Roar e Walking On Air. Mas, achei a sonoridade meio bagunçada e o excesso de baladas - meio parecidas entre si deixou o album um pouco enjoativo. Vc vai do gospel de By The Grace of God ao disco de Walking On Air, hip hop de Dark Horse e indie pop de Roar. Sao todas musicas otimas mas q nao se encaixam num conceito entre si.

Eduardo Cáffaro disse...

Ela não tem uma grande voz ...é limitada ...mas achei este album melhor que o anterior. Tem faixas bem legais.