Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


domingo, 10 de janeiro de 2016

Lobão explica processo da solitária criação do disco 'O rigor e a misericórdia'

♪ 2016 começou com a edição do primeiro álbum de músicas inéditas lançado por Lobão em onze anos. Sucessor de Canções dentro da noite escura (Independente / Tratore, 2005) na discografia de estúdio do artista carioca, o 17º álbum do cantor, compositor e músico, O rigor e a misericórdia, já está disponível para audição na plataforma Spotify desde 1º de janeiro de 2016. Com capa assinada por João Puig, sobrinho do artista, o álbum apresenta 14 músicas inéditas compostas, gravadas, tocadas e cantadas solitariamente pelo artista. O solo de guitarra feito por Puig na faixa A esperança é a praia de um outro mar é o único som do disco criado sem Lobão. Em texto distribuído pela Tratore, empresa que vai distribuir a edição física do CD, Lobão explica o processo solitário de criação e gravação do álbum O rigor e a misericórdia. Com a palavra, Lobão:

“No início de 2014, após passar quase dez anos procurando me aprimorar em várias áreas da produção de um disco, dei início ao projeto de composição do repertório do novo álbum no intuito de fazê-lo completamente sozinho, ou seja: compor as letras, músicas, elaborar os arranjos, tocar todos os instrumentos, os vocais e gravar tudo em meu estúdio caseiro aqui no Sumaré, SP.
Uma maratona que começou em abril de 2014 e terminou... Bem, terminou hoje mesmo com a remixagem e remasterização da faixa–título, O rigor e a misericórdia!
Era exatamente isso o que estava perseguindo fazer por toda a minha vida e, em especial, nesses últimos dez anos, quando aprendi a usar o computador, mexer em programas como o ProTools, editar, gravar cada instrumento (cada um deles tem seu mistério). Aprendi a tirar o melhor som da minha voz, com o que eu nunca havia me preocupado muito, a timbrar a bateria do jeito que a concebo. O baixo e as guitarras foram todos gravados via Fractal, um mega processador de amps ,cabinetes e efeitos. Nesse disco não tem uma faixa gravada com amplificadores.
Trata-se de um disco com uma variada gama de instrumentos como o Nord Lead 2 (que programei todas as camadas) piano elétrico, órgão Hammond, órgão de igreja, vibrafone, mini Moogs, synths das mais variadas formas.
Tem também a minha estreia como violeiro de dez cordas. Há três canções compostas e gravadas com esse instrumento. O violão seresta de aço da Del Vecchio, o violão rancheiro da Gretsch de 12 cordas e o violão de nylon também foram convocados.
Procurei elaborar um som potente, claro e dramático e enfatizei o peso das baterias e o timbre do baixo (também estreei o instrumento nesse disco).
Posso também afirmar que é o disco no qual mais me senti confortável tocando guitarra, que aparece nas mais variadas formas de timbragem e em muitos solos.
Ao final dessa estrada, contei com a parceria do engenheiro de som Diovainne Moreira, que teve um papel primordial na finalização do som do disco, fazendo comigo as mixagens, me ensinando uma série de novas técnicas, aplicações de plug-ins e realizando uma soberba masterização.
Dá pra perceber que é um projeto focado na música, mas, já que atuo como songwriter, tive que me preocupar em elaborar as letras, todas estritamente em função das músicas (elas foram feitas após as melodias estarem prontas).
O resultado me agradou bastante; as letras são sonoras, dramáticas e revelam uma farta variedade de estados emocionais e reflexivos: amor, ódio, aconchego, pertencimento, banimento, revolta, jocosidade, exatamente na proporção que um disco de rock conceitual deve ter. Sim, um disco de rock! E, sim, é um disco conceitual!
O rigor e a misericórdia pode ser definido como meu primeiro disco sem maneirismo algum, sem procurar nada externo, sem medo de ir buscar nas minhas profundezas a minha verdadeira essência.
Seja lá como for, ele me revela por inteiro, tanto como músico quanto como compositor, arranjador, cantor, produtor e pensador. É isso aí”. Lobão

Eis, na disposição do CD, as 14 músicas do 17º  álbum de Lobão, O rigor e a misericórdia:
1. Overture (Lobão)
2. Os vulneráveis (Lobão)
3. A marcha dos infames (Lobão)
4. Assim sangra a mata (Lobão)
5. O que es la soledade em sermos nosotros (Lobão)
6. Alguma coisa qualquer (Lobão)
7. Dilacerar (Lobão)
8. Os últimos farrapos da liberdade (Lobão)
9. A posse dos impostores (Lobão)
10. Ação fantasmagórica à distância (Lobão)
11. Profunda e deslumbrante como o sol (Lobão)
12. Uma ilha na lua (Lobão)
13. A esperança é a praia de um outro mar (Lobão) - com solo de guitarra de João Puig
14. O rigor e a misericórdia (Lobão)

Riva canta Caymmi em disco gravado com adesões de Ney, Danilo e Donato

♪ A IMAGEM DO SOM - Extraídas de vídeo postado por Marina de la Riva na página da artista no Facebook, as fotos mostram a cantora carioca - de ascendência cubana - em ação no Red Bull Studios, em São Paulo (SP), durante a gravação do álbum em que Riva interpreta músicas do cancioneiro do compositor baiano Dorival Caymmi (1914 - 2008). Derivado de show apresentado pela cantora nos últimos dois anos, o disco tem lançamento previsto para este primeiro semestre de 2016. Ney Matogrosso - visto no estúdio numa das fotos - participa do álbum, dando voz ao samba-canção Só louco (1955), lançado por Caymmi há 60 anos. A música foi escolhida pelo cantor. Filho caçula de Dorival, Danilo Caymmi interpreta O bem do mar (Dorival Caymmi, 1954) e toca flauta na canção praieira. Já João Donato toca o piano de Rainha do mar (Dorival Caymmi, 1939).

sábado, 9 de janeiro de 2016

Maria Rita regrava, para a trilha de novela, música registrada por Elis em 1963

♪ Música de autoria do cantor e compositor Castro Perret, Dengosa ganha a voz da cantora paulistana Maria Rita em gravação feita para o segundo volume da trilha sonora da novela Êta mundo bom!, que tem estreia programada pela TV Globo para 18 de janeiro de 2016. Música lançada na voz da cantora Zezé Gonzaga (1926 - 2008) no álbum Nossa namorada musical (Continental, 1962), Dengosa foi também gravada por Elis Regina (1945 - 1982) - mãe de Maria Rita - em 1963 no LP Ellis Regina, segundo dos dois álbuns lançados por Elis na gravadora CBS naquele ano de 1963 com repertórios aquéns da voz da cantora. Esta música é inédita na voz de Maria Rita (em foto de Vicente de Paulo).

Hélio Flanders anuncia o recesso de Luiz Lazzaroto, o tecladista do Vanguart

♪ Um dos membros fundadores do grupo mato-grossense Vanguart, o tecladista Luiz Lazzaroto - conhecido como Lazza no meio musical - entra em recesso por tempo indeterminado na banda. Coube a Hélio Flanders - vocalista do grupo - anunciar na página do Vanguart no Facebook o que chamou de "férias" de Lazza (em foto de Ariel Martini). Eis o comunicado feito por Hélio Flanders:


"Lazza is going away for a while. Caros amigos e fãs, nosso tecladista e um dos membros fundadores do Vanguart está saindo de férias. Luiz Lazzaroto ou, para quase todo mundo, Lazza, está dando um tempo na carreira musical por motivos pessoais e maravilhosos. Quero em nome da banda agradecer imensamente esses mais de dez anos tendo o privilégio de poder compartilhar o dia-a-dia, as viagens, os shows, as gravações e tudo o mais com esse ser ultra iluminado, com certeza uma das pessoas mais especiais que eu conheci até hoje. Nas internas da banda, o Lazza sempre foi a única unanimidade, nunca conseguiu brigar ou discutir com ninguém, sempre foi o pilar mais sólido e sóbrio (mesmo que às vezes doidão rs) de todos nós. Poderia dizer centenas de coisas, uma a uma, que aprendi com ele, mas acredito que consigo resumir tudo ao dizer que hoje sou alguém melhor por conta dele. Por saber que é breve, que logo ele volta, me sinto mais confortado, porque onde ele passa ele permanece. That's Lazza.

Incentivo os fãs e amigos a deixarem nos comentários palavras pro Lazzão que se lança em nova etapa da vida.

Por fim, só posso dizer
EU TE AMO e OBRIGADO!"

Hélio Flanders

Belô Velloso retorna ao estúdio 20 anos após lançamento do primeiro álbum

♪ A IMAGEM DO SOM - A foto acima foi postada pela cantora e compositora baiana Belô Velloso no Facebook. Sobrinha de Caetano Veloso e Maria Bethânia, a artista está de volta ao estúdio para gravar o décimo título de discografia iniciada há 20 anos com o lançamento de Belô Velloso (Velas, 1996), álbum que apresentou música inédita de Adriana Calcanhotto, Toda sexta-feira, destaque do repertório. O último disco (já distante) de Belô foi o EP Versão brasileira (BMGV Music, 2009).

DVD reproduz (números de) shows de Fafá, Jane, Joyce, Melodia e Salmaso

♪ Entre setembro e outubro de 2010, o festival Rio Música InCena apresentou - na segunda edição do evento - shows individuais de cantores e músicos como Fafá de Belém, David Feldman, Jane Duboc, Joyce Moreno, Luiz Melodia, Mônica Salmaso, Wagner Tiso e Yamandu Costa. Cinco anos após o festival, trechos destes shows - gravados ao vivo em apresentações dos artistas no Teatro Clara Nunes, na cidade do Rio de Janeiro (RJ) - são reproduzidos no DVD Rio Música InCena (Fina Flor, 2015). A coletânea audiovisual reapresenta 24 números coletados entre os shows dos oito artistas. Cada artista está representado no DVD por três números do show. Fafá, por exemplo, canta Pauapixuna (Paulo André e Ruy Barata, 1977), Sedução (Milton Nasciumento e Fernando Brant, 1977) e Amazônia (Nilson Chaves, 1989). Já Salmaso dá voz a Beatriz (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983), Ciranda da bailarina (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) e Derradeira primavera (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1963). Realizada em 2007, a primeira edição do festival  Rio Música InCena  também originou DVD com compilação dos melhores números do show.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

'Sampathique', CD pilotado por Lepetit, fecha trilogia brasileira de Nicola Són

♪ Radicado na cidade de São Paulo (SP) desde 2013, o compositor e músico francês Nicola Són fecha trilogia de álbuns franco-brasileiros com Sampathique. Produzido pelo paulistano Paulo Lepetit, o álbum Sampathique tem título criado com a contração das palavras Sampa e Sympathique. Ao gravar o sucessor de Parioca (Independente / Tratore, 2010) e Nord destin (Independente / Tratore, 2013), Són quis ambientar a canção francesa no clima musical de São Paulo. O guitarrista Egdard Scandurra e o cantor Zeca Baleiro participam de Sampathique. Eis, na ordem do álbum lançado neste mês de janeiro de 2016, as dez músicas alocadas nas 11 faixas do CD  Sampathique:

1. Sampathique (Nicola Són e Igor Ribeiro)
2. No trânsito (Nicola Són e Igor Ribeiro)
3. Expatriê (Nicola Són)
4. Os corações ternos (Les coeurs tendres) - com Edgard Scandurra e Zeca Baleiro

    (Jacques Brel, 1967, em adaptação de Nicola Són e Paola Cristina)
5. Pourparlers de paix (Nicola Són)
6. Valse pour Gabriela (Nicola Són)

7. Quem não sait pas pleurer (Nicola Són)
8. Andar no calendário (Nicola Són e  Igor Ribeiro)
9. L'éternité (Nicola Són a partir de poema de Arthur Rimbaud)
10. Sur mon nuage (Nicola Són)
11. Pourparlers de paix (Radio edit)

Teresa Cristina tem parceria com Marisa Monte para próximo CD de inéditas

♪ Teresa Cristina vai gravar um álbum de inéditas na sequência (não imediata) do lançamento - programado para 15 de janeiro de 2016 - do disco ao vivo que registra o show em que a cantora carioca dá voz a músicas do compositor Cartola (1908 - 1980). Uma das músicas do oportuno disco de inéditas é a primeira parceria de Teresa  - em foto postada no Instagram -  com Marisa Monte.

Lista de músicas mais tocadas nas rádios em 2015 espelha nicho do veículo

♪ EDITORIAL - A divulgação da lista das 100 músicas mais tocadas nas rádios do Brasil ao longo de 2015 tem provocado indignação e chororô em redes sociais neste primeira semana de 2016 sem levar em conta que a lista - elaborada pelo instituto Crowley - reflete o gosto do ouvinte do rádio. E, sobretudo, sem  levar em conta que o rádio atualmente disputa espaço com o YouTube e com plataformas digitais como Spotify na propagação da música, atuando em nicho bem específico da indústria da música, sem a força e a importância de tempos idos. Artistas ligados ao já genérico rótulo sertanejo (Bruno & Marrone, Eduardo Costa, Henrique & Juliano, Luan Santana, Lucas Lucco) dominam a lista com 75% das músicas. Nomes ligados ao funk pop (Anitta, Ludmilla) e ao pagode (Alexandre Pires, Sorriso Maroto) também aparecem na lista sem desafiar o reinado sertanejo. Ou seja, o rádio veicula a trilha sonora do mainstream - em sintonia com a música escalada para tocar em programas populares da TV aberta - porque é nessa música que reside os (poucos) investimentos de marketing das gravadoras. Na lista, dominada por artistas brasileiros, somente o grupo norte-americano Maroon 5 representa o segmento de pop rock porque a banda de Adam Levine tem popularidade que alcança várias camadas e classes sociais. Não há artistas ligados ao gênero que se convencionou chamar de MPB - gênero já há anos posto à margem do mercado fonográfico brasileiro. É lógico que seria saudável que a trilha sonora do rádio brasileiro em 2015 tivesse sido mais democrática. Mas o que é preciso entender é que a indústria da música atua cada vez mais segmentada, em nichos. A lista das 100 músicas mais tocadas espelha tão somente o nicho mercadológico no qual o rádio atual no Brasil já há alguns anos. A ausência de ícones da MPB nesta lista reflete o distanciamento dos artistas deste gênero do chamado povão. Quem ouve rádio atualmente no Brasil não o liga na esperança de ouvir a nova música de Chico Buarque ou de Gal Costa. O que não impede que Gal tenha lançado música inédita - Quando você olha pra ela (Mallu Magalhães, 2015) - que chegou a tocar em rádios segmentadas. E, mesmo que não tivesse tocado, teria chegado - seja via YouTube, seja via Deezer - aos ouvidos de quem se interessa por uma música nova de Gal Costa. O x do problema é que, por questões culturais e educativas, o povo brasileiro quer ouvir o que o rádio tem tocado porque a formação dessa (gigante) parcela da população nacional é menos sólida. A ponto de o rádio ainda ter para esse imenso estrato social uma importância que já não tem para quem ouve música em plataformas da web. Sim, é triste que o Brasil tenha se distanciado da melhor música produzida no país. Só que o conceito de melhor é também relativo. Para multidões, o melhor hoje é a música de Luan Santana. Escreve aí na agenda de resoluções para 2016: as elites culturais precisam tolerar o gosto musical da massa. Nem que seja em nome da liberdade de expressão dessa massa. Em bom português, em nome da democracia. O rádio não é o vilão da história. O vilão, se existe um, é o já longevo achatamento cultural de um povo que tem crescido sem sólidas bases educativas. O que reflete no gosto musical.

1. Escreve aí – Luan Santana
2. Suíte 14 – Henrique & Diego com MC Guimê
3. Mudando de assunto – Henrique & Juliano
4. 10 minutos longe de você - Victor & Leo com Henrique & Juliano
5. Agora – Bruno e Marrone
6. Sapequinha – Eduardo Costa
7. Aquele 1% – Marcos & Belutti e Wesley Safadão
8. Isso cê num conta – Bruno & Marrone
9. Farra, pinga e foguete – Bruno & Baretto
10. Vai vendo – Lucas Lucco
11. Bem feito – Thaeme e Thiago
12. Hoje eu tô terrível – Cristiano Araújo
13. Toca um João Mineiro e Marciano – Jads e Jadson
14. O defensor – Zezé Di Camargo & Luciano
15. Senha do celular – Henrique & Diego
16. Thinking out loud – Ed Sheeran
17. Os anjos cantam – Jorge e Mateus
18. Quando Deus quer – Lucas Lucco
19. Que sorte a nossa – Matheus & Kauan
20. Você mente – Zé Felipe
21. Coração cansou – Michel Teló
22. Um degrau na escada – Leonardo e Eduardo Costa
23. Amiga linda – João Bosco & Vinícius
24. Previsão do tempo – Fernando & Sorocaba
25. Poeira da lua – Marcos & Belutti
26. Presto pouco – João Neto & Frederico
27. Cuida bem dela – Henrique & Juliano
28. Me leva pra casa – João Bosco & Vinícius e Zezé Di Camargo & Luciano
29. Como eu chorei – Leonardo e Eduardo Costa
30. Nocaute – Jorge & Mateus
31. Love me like you do – Ellie Goulding
32. Tempo de amor – Victor & Leo
33. Chuva de arroz – Luan Santana
34. É claro que eu tô – João Neto & Frederico
35. Se quer ir então vai – Munhoz & Mariano
36. Então foge – Marcos & Belutti
37. Eu ligo pra você – Zé Neto & Cristiano
38. O que acontece na balada – Thaeme & Tiago
39. Ela sabe ser sexy – Bruninho & Davi
40. Sugar – Maroon 5
41. Rude – Magic!
42. Você e eu – Zé Felipe
43. Uptown funk – Mark Ronson e Bruno Mars
44. Você não me conhece – Gusttavo Lima
45. I’m not the only one – Sam Smith
46. Bobeia pra ver – Fernando & Sorocaba
47. Fora de área – Fred & Gustavo
48. Vem cá moça – George Henrique & Rodrigo
49. Na hora da raiva – Henrique & Juliano
50. Made in roça - Loubet
51. Caminhonete inteira – Conrado & Aleksandro
52. Deixa ele sofrer – Anitta
53. Ex-apaixonado – Israel & Rodolfo
54. Que mal eu te fiz? – Gusttavo Lima
55. 1 metro e 65 – Sorriso Maroto
56. Seu bombeiro – Munhoz & Mariano
57. Não quero mais – Ludmilla e Belo
58. Barraqueira – Alexandre Pires
59. Amo você – Jads e Jadson
60. Feinho – Edson & Vinicius
61. Tá quente – Michel Teló
62. Fico com você – Bruninho & Davi
63. Te amo – Zé Neto & Cristiano
64. Noite fracassada – Jads e Jadson
65. Eu quero é rolo – Bruno & Barreto
66. Pegando lágrimas – Paula Fernandes com Chitãozinho & Xororó
67. Imagina com as amigas – Bruninho & Davi
68. Chorando mamado – Conrado & Alexsandro
69. Eu não merecia isso – Luan Santana
70. Ritmo perfeito - Anitta
71. 99 % – Fiduma & Jeca com Munhoz & Mariano
72. Sonho – Cleber e Cauan
73. Am I wong – Nico e VInz
74. Mais amor e menos saudade – Ricardo Barbosa
75. Blame – Calvin Harris
76. Homem chora sim – Edy Britto & Samuel com Gusttavo Lima
77. See you again – Wiz Khalifa
78. Hoje - Ludmilla
79. Meu violão e nosso cachorro – Simone e Simaria
80. É com ela que estou – Cristiano Araújo
81. All about that bass – Meghan Trainor
82. Dia 10 – Fernando & Sorocaba
83. Solteiro sim – Humberto & Ronaldo
84. Surpresa de amor – Turma do Pagode
85. No meu talento - Anitta
86. Flores em vida – Zezé Di Camargo & Luciano
87. Implorando pra trair – Michel Teló e Gusttavo Lima
88. Camarote – Wesley Safadão
89. Ponto fraco – João Bosco & Vinícius
90. Lua de mel – Sorriso Maroto
91. Lunático – Thiago & Graciano
92. Hey, mundo! - Thiaguinho
93. Happy – Pharrell Williams
94. Posso ser - Lexa
95. Bang - Anitta
96. A paz desse amor – Paula Fernandes
97. Blank space – Taylor Swift
98. A dama da noite – Fred & Gustavo
99. Recém abandonado – Carreiro & Capataz

100. Sentimento louco – Marilia Mendonça

Arismar se vale do violão no renovador giro instrumental de 'Roda gingante'

♪ Embora toque vários instrumentos, o compositor e músico paulista Arismar do Espírito Santo é louvado habitualmente por ser virtuose do baixo. Contudo, no requintado giro instrumental do 11º álbum do artista, Roda gingante (Maritaca, 2015), Arismar toca basicamente violão e faz até solo de guitarra. O toque da guitarra tocada pelo multi-instrumentista é o único instrumento ouvido em Via de mão lúdica, um dos 13 temas autorais reunidos pelo artista no disco produzido, composto e arranjado pelo próprio Arismar. Só que Roda gingante gira com espírito gregário. Munido de violão de sete cordas, Arismar se juntou ao acordeonista gaúcho Bebê Kramer, ao gaitista brasiliense Gabriel Grossi e ao guitarrista uruguaio Leonardo Amuedo para registrar para o disco composições inéditas e autorais como Samba de Bia, Amorosa, Chutando coco e Regininha samba jazz.  Com esta configuração e sonoridade novas, o baixo é instrumento que se faz ouvir em Roda gingante apenas em Thiagueiro, tocado por Thiago do Espírito Santo, filho de Arismar. A roda ginga bonito.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Carlota Marques reúne Chico, Danilo, Duboc, Fátima e Leila em álbum autoral

♪ A foto acima mostra Chico Buarque em estúdio da cidade do Rio de Janeiro (RJ) com Carlota Marques e Paulo César Feital. Em dueto com Tereza Uzêda, Chico canta Corpo sem alma, parceria de Carlota e Feital que integra o repertório do primeiro álbum da veterana compositora carioca. Intitulado Mais-que-perfeito, o disco é autoral e reúne estelar elenco de intérpretes convidados, tendo sido lançado em novembro de 2015 em edição da gravadora carioca Fina Flor. Danilo Caymmi dá voz a Legado, outra parceria de Carlota e Feital, diretores artísticos do disco gravado com arranjos de Gilson Peranzzetta (diretor musical do CD), Roberto Menescal e Zé Canuto. Fátima Guedes figura na música Aquém das cordilheiras (Carlota Marques e Paulo César Feital). Já Jane Duboc participa de Aldeia de luz (Carlota Marques e Carlos Razek). Jorge Vercillo é o intérprete convidado da música-título Mais-que-perfeito (Carlota Marques). Jozi Lucka é parceira de Carlota e convidada em Faltando o verso. Já Leila Pinheiro dá voz a Divagando (Carlota Marques e Paulo César Feital) enquanto Paulo César Pinheiro participa de Aos pedaços, parceria do poeta com Carlota e com Clarisse Grova, solista de Garnisé de quintal (Carlota Marques). Por sua vez, Ninah Jo canta De repente (Carlota Marques). O grupo Nós Quatro - quarteto formado por Célia Vaz, Clarisse Grova, Fabyola Sendinno e Márcio Lott - completa o time de convidados, pondo vozes na regravação de Malandro agulha (Carlota Marques e Paulo César Pinheiro, 1999). O CD Mais-que-perfeito registra a produção de compositora carioca conhecida no circuito de festivais, no qual já ganhou prêmios por obra (por ora) pouco gravada em disco e, por isso, pouco conhecida do público.

D2 resume 20 anos de sucesso em CD (ao vivo) e DVD com show em Sampa

♪ Em atividade profissional desde 1993, o polêmico rapper Marcelo D2 - nome artístico do cantor e compositor carioca Marcelo Maldonado Gomes Peixoto - ganhou projeção nacional em 1995 como integrante do polêmico grupo carioca Planet Hemp. Lançados em dezembro de 2015, em edição da gravadora Universal Music, o CD e DVD Marcelo D2 ao vivo! chegaram ao mercado fonográfico a tempo de celebrar os 20 anos de sucesso do artista. Filmado sob direção de Rafael Kent, o DVD exibe o registro do show Nada pode me parar, captado  em apresentações feitas em 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 2014 no Áudio Club, em São Paulo (SP). O roteiro condensa duas décadas de carreira do artista, abarcando sucessos do reativado Planet Hemp e músicas do último álbum solo de D2, Nada pode me parar (EMI Music, 2013). O pioneiro rapper paulistano Thaíde entra em cena em Eu tive um sonho (Thaíde e Rodrigo Nuts em versão de Marcelo D2, 1998). Sain figura em Eu já sabia (Marcelo D2, Sain, Faruk Baren e Nave). Colega de D2 no Planet Hemp original, BNegão figura em Contexto (Marcelo D2, BNegão, Black Alien, Zé Gonzalez e Rafael Crespo, 2000) e em Stab (Marcelo D2, BNegão, Zé Gonzalez e Rafael Crespo, 2000), músicas do repertório do grupo. O DVD Marcelo D2 ao vivo! exibe making of da gravação do show nos extras.

Luiza Possi pega o bonde do DJ Gorky em 'LP', álbum que vai lançar em 2016

♪ Luiza Possi vai lançar o oitavo álbum - por ora intitulado LP - neste ano de 2016. Radicada na cidade de São Paulo (SP), a cantora e compositora carioca faz conexão no disco com Rodrigo Gorky, o DJ do Bonde do Rolê. Parte do repertório nasceu no estúdio ao longo do processo de gravação do álbum. Em fase de finalização, LP vai suceder o revigorante álbum Sobre o amor e o tempo (Radar Records, 2013) na discografia da artista. A intenção de Possi foi fazer um disco com sonoridade atual, de tom pop contemporâneo. O inédito repertório de LP é essencialmente autoral.

Quarto álbum do Strobo traz primeira parceria de Arthur Kunz e Marina Lima

♪ Duo formado em janeiro de 2011 em Belém (PA) para tocar mix de sons do Norte com beats eletrônicos e com a linguagem universal do pop rock, Strobo entra em estúdio na segunda quinzena deste mês de janeiro de 2016 para gravar o quarto álbum. A ficha técnica do sucessor de Strobo (Ná Music, 2011), Delírio cromático (Ná Music, 2012) e Mamãe quero ser pop (Independente, 2014) vai incluir o nome de Marina Lima. A cantora e compositora assina letra escrita para melodia criada por Arthur Kunz (bateria e programações). Kunz forma o núcleo criativo do Strobo com Leo Chermont (guitarra e efeitos). A conexão de Marina com o Strobo foi iniciada em 2015, ano em que a artista regravou Partiu - música autoral da qual Marina já havia feito registro extra-oficial em 2013 com Adriano Cintra - com a batida do Strobo. Feita em estúdio, a boa regravação é uma das duas faixas-bônus do recém-lançado disco de Marina No osso - Ao vivo (Universal Music, 2015).

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Como sabe, Clima canta Brasil áspero em dissonante solo de barulhos feios

Resenha de álbum
Título: Monumento ao soldado desconhecido
Artista: Clima
Gravadora: YB Music
Cotação: * * * 1/2

♪ "Lalalaiá / Eu cantei / Eu não sei cantar / Lalalaiá / Eu imitei / Eu não sei imitar / Eu tentei / Tem dó / Eu fiquei / Dodói". Guardadas as devidas proporções, os versos confessionais de Eu não sei cantar - segunda das 12 músicas de autoria de Clima e Nuno Ramos ouvidas no primeiro álbum do compositor e artista plástico paulistano Eduardo Climachauska - são uma espécie de Desafinado (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1959) dentro do cancioneiro de Clima. Em tese improvável e mesmo risível, o link entre as duas composições faz algum sentido quando, no fecho do álbum Monumento ao soldado desconhecido, o canto de Clima evoca o canto de João Gilberto na marcha da música-título Monumento ao soldado desconhecido. Nesta composição, Clima canta um Brasil rouco e sem voz, feito nós. Ao marchar tensa para o fim rumo à citação de dois versos de Dentro das rosas (2015), uma das músicas lançadas pela cantora paulistana Mariana Aydar no álbum Pedaço duma asa (Brisa Records / Pommelo Distribuições, 2015), a faixa Monumento ao soldado desconhecido sintetiza disco de clima árido em que o artista canta - como sabe - um Brasil dissonante, sem harmonia, pautado no disco por barulhos feios que remetem a Romulo Fróes, coprodutor e diretor do álbum que vai ser lançado no mercado fonográfico em 20 de janeiro de 2016. Quatro das 12 músicas - Cabô (tema cuja desesperança e solidão são traduzidas pelos toques crus das guitarras de Clima e Rodrigo Campos, únicos instrumentos ouvidos na faixa), Dedo duro (faixa que evidencia o vigor da batida da bateria de Sergio Machado entre sons que incomodam como ciscos nos olhos), Dentro das rosas e Mamãe papai (samba torto como os arranjos do disco) - são oriundas do belo CD em que Aydar cantou a parceria de Clima e Nuno Ramos, ambos artistas plásticos, ambos compositores associados a uma cena paulistana que tem Romulo Fróes e Rodrigo Campos (recorrente como guitarrista nas 11 faixas do disco) entre os expoentes. As outras oito são inéditas, caso de Coxa branca. O fato de Romulo Fróes ser o diretor artístico do disco faz com que Monumento ao soldado desconhecido seja erguido em sintonia com os silêncios, a poesia, a dissonância e a feiura dos ruídos que perpassam a obra de Fróes. Exposta sobre a batida mântrica do arranjo, a dialética da impositiva Fica onde está evoca a poética do ser ou não ser, pregando a inércia existencial como a anestesia das dores do mundo solitário cantado no disco ("Vem cá / Mas não vem / Fica onde está / Assim / Sem ninguém / Nem sofrerá"). O tom chiaroscuro dos versos de Teta corroboram a tristeza entranhada na poesia pungente deste Monumento ao soldado desconhecido que, mesmo erguido no concreto da cidade de São Paulo (SP), ecoa até as veredas do grande sertão nordestino. Alguém responde para mim é frevo meio envergonhado que cai na folia sem metais, entre indagações ("Quem pôs o mundo torto dentro de mim?") e golpes de bateria e guitarra. Em Bahiuco, a sós com o violão, Clima canta - como sabe - poesia árida como a seca do Nordeste, alinhando correlações dicotômicas entre Bahia e Pernambuco. É a mesma secura que sustenta É uma árvore e o próprio Monumento ao soldado desconhecido. Clima parte do concreto caos da urbana São Paulo para cantar áspero Brasil de barro e palha, ainda por ser descoberto. Brasil em que também cabe João Gilberto. Mas um Brasil ainda tão torto como o dissonante solo de Clima. País em que, citando versos da faixa-título, "O berro da manchete / Não cria mais tumulto".

Delia Fischer lança (belo) samba inspirado pelo minimalismo de Steve Reich

♪ Foi com inspiração na célebre música minimalista do compositor norte-americano Steve Reich que a pianista, compositora e cantora carioca Delia Fischer compôs Samba mínimo em um dia de Carnaval. Inédito em disco, o (belo) samba foi oficialmente lançado hoje, 6 de janeiro de 2016, em vídeo posto em rotação no YouTube. No vídeo, Delia - em foto de Beti Niemeyer - canta Samba mínimo em gravação ao vivo extraída de show feito pela artista em julho de 2015 no Centro Cultural da Justiça Federal,  na cidade do Rio de Janeiro  (RJ).  Eis a letra solar de Samba mínimo:

Samba mínimo
(Delia Fischer)


Mínimo mini mal,
Passar os dias de carnaval
Menor sofrer bem mais valia
Fisgar o dia
Deixar o anzol

Exatamente e tal
Qual uma idéia de um dia igual
Menor sofrer
Bem mais valia
Fisgar o dia
Deixar o anzol

Samba que é Carnaval
Disfarça e chora
E vem pro sol
Queimando a pele
Ao meio dia
Meta de um dia
exatamente
Igual

Produtor do estúdio que deu forma à 'axé music', Wesley Rangel sai de cena

♪ A saída de cena do produtor musical Wesley Oliveira Rangel (1950 - 2016) - na madrugada desta quarta-feira, 6 de janeiro de 2016, aos 65 anos, vítima de complicações decorrentes de câncer de próstata - certamente entristece as vozes pioneiras do gênero musical afro-pop-baiano rotulado como axé music. Além de produtor musical, o baiano Wesley Rangel - como era conhecido no meio musical de Salvador (RJ), cidade para a qual migrou em 1967, vindo da natal Iramaia (BA) - fundou na capital baiana o estúdio, WR, que deu forma à axé music na primeira fase do gênero, situada entre 1985 - ano do estouro de Fricote (Paulinho Camafeu e Luiz Caldas) - e 1995, década do auge artístico e comercial do axé. Foi no WR Estúdio que nomes fundamentais na história da axé music - como Ara Ketu, Banda Eva, Cheiro de Amor, Chiclete com Banana, Daniela Mercury, É o Tchan, Luiz Caldas, Olodum e a Timbalada de Carlinhos Brown, entre muitos outros - gravaram os respectivos primeiros álbuns com o aval técnico de Wesley e dos engenheiros de som contratados pelo produtor para trabalhar no estúdio. Wesley Rangel atuou nos bastidores, quase sempre sem aparecer na mídia, mas a importância do produtor para a explosão e para a consolidação do som afro-pop-baiano foi fundamental para dar brilho e calor ao som dos (primeiros)  artistas do gênero.

Ludmilla faz segundo álbum de estúdio e primeira gravação ao vivo em 2016

♪ A caminho dos 21 anos, a serem completados em 24 de abril, Ludmilla já tem dois projetos engatilhados para este ano de 2016. Projetada em escala nacional com o lançamento do primeiro álbum, Hoje (Warner Music, 2014), a cantora e compositora fluminense - revelada no universo do funk com o nome artístico de MC Beyoncé - Ludmilla pretende gravar o segundo álbum de estúdio e fazer a primeira gravação ao vivo de show. A Warner Music já testou a dobradinha com Anitta em 2014 e vai repetir a estratégia com Ludmilla - em foto de Helmut Hossmann - neste ano de 2016.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Disco sobre espiritualidade linka César Lacerda, Luiza Brina e Pedro Carneiro

♪ Com capa e arte gráfica assinadas por Sara Braga (integrante da banda  mineira Sara Não Tem Nome), o disco Sonto vai ser lançado amanhã, 6 de janeiro de 2016. Gravado em 2011 por César Lacerda com Luiza Brina e Pedro Carneiro, o EP reflete sobre temas espirituais. Tomás Alem mixou e masterizou o disco. O repertório inclui seis músicas inéditas. Além da composição que dá nome ao disco, Sonto, o EP autoral do trio apresenta  Da gente, De um porto, Nó, Pra não dizer e Senhora.

Livro inventaria músicas que se rebelaram contra o golpe ou se aliaram a ele

Resenha de livro
Título: Quem foi que inventou o Brasil? A música popular conta a história da República
           Volume II - de 1964 a 1985
Autor:
Franklin Martins
Editora: Nova Fronteira

Cotação: * * * * 1/2

♪ "Brasil, ame-o ou deixe-o". O slogan-sentença do regime militar que governou e amordaçou o Brasil na primeira metade da década de 1970 simbolizou a polaridade que também dividiu os compositores de música popular do país. A imensa maioria dos ícones da MPB e do samba não deixou o Brasil, mas se rebelou contra a ditadura na medida do (im)possível e usou a música como arma, valendo-se de metáforas para dar o recado. Ou se deixou o Brasil, como foram os casos de Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil, foi por questão de sobrevivência. O exílio, mesmo voluntário como o de Chico, significou a chance de continuar vivo e de poder protestar através da música. Mas houve também que se posicionasse do lado oposto. No embalo do sucesso de País tropical (1969), Jorge Ben Jor compôs Brasil, eu fico (1970) - música lançada na voz de Wilson Simonal (1938 - 2000). Ben jamais foi patrulhado por sair do tom com o tema ufanista. Simonal cairia em desgraça a partir de 1972, acusado de delatar amigos rebeldes para o regime. Título esquecível do cancioneiro de Ben Jor, Brasil, eu fico é uma das 311 músicas inventariadas pelo jornalista Franklin Martins no segundo dos três volumes do livro Quem foi que inventou o Brasil? (2015) - projeto de caráter enciclopédico no qual o autor relaciona músicas que tocaram em questões políticas no período de um século, delimitado pelo livro entre 1902 e 2002. O segundo volume, que compreende fase que vai de 1964 a 1985, é o mais interessante dos três porque foca uma época em que a chapa esquentou, sobretudo entre 1968 e 1977. Ciente de que a música era a arma dos compositores para conscientizar a população, o governo militar disparou artilharia pesada - na forma hedionda da censura - contra quem tentava levantar a voz contra a ditadura instaurada no Brasil com o golpe militar de 1964. Dividido entre dois extensos capítulos (um focado nos anos de chumbo, outro nos anos em que já se via alguma luz democrática no fim do túnel político), o segundo volume do livro de Franklin Martins tem o mérito de tomar partido da informação, posta em primeiro plano. Mas nem por isso deixa de ressaltar a desafinada dada pelo compositor pernambucano Nelson Ferreira (1902 - 1976) com a criação de O bloco da vitória voltou (1964), frevo de bloco que saudou precocemente a vitória das tropas militares que deram o golpe de misericórdia na democracia brasileira em março de 1964. Ao inventariar as canções politizadas de 1964 a 1985, o autor torna inevitavelmente recorrente na narrativa os nomes de compositores como Chico Buarque e Taiguara (1945 - 1996), ambos entre os mais censurados. Contudo, Martins também faz justiça a cantores e compositores populares como o carioca Luiz Ayrão, em evidência ao longo dos anos 1970. O livro lembra que, em 1977, a censura vetou música composta por Ayrão com o título de Treze anos, alusão ao fato de o golpe de 1964 já ter 13 anos naquele ano de 1977. Esperto, Ayrão usou de tática recorrente entre os compositores censurados: reenviou a música com outro título, O divórcio, e a composição foi liberada para gravação. Entre as 311 músicas do volume II de Quem foi que inventou o Brasil?, Martins também inclui Tributo a um rei esquecido (1974), homenagem solidária de Benito Di Paula - então no auge da popularidade com samba que caía no suingue do piano do artista - ao compositor paraibano Geraldo Vandré, um dos mais perseguidos pela censura. Como o livro avança até 1985, ano do restabelecimento da democracia no Brasil, há músicas feitas quando os ventos da abertura política começaram a soprar lenta e gradualmente a partir de 1979. Cada música tem a letra reproduzida e é contextualizada no momento político do Brasil, aumentando o valor documental do (hercúleo) livro de Franklin Martins.

Disco inacabado de Marília Pêra inclui canções de Alf, Dolores, Jobim e Weill

♪ Em setembro de 2015, três meses antes de sair de cena, Marília Pêra (1943 - 2015) entrou no estúdio da gravadora Biscoito Fino para dar continuidade à discografia iniciada na década de 1970 com o registro de músicas para trilhas sonoras de novelas da TV Globo. Mesmo já debilitada pelo câncer que a tiraria de cena, a atriz cantora teria gravado onze músicas com produção de José Milton. Contudo, a intérprete teria posto somente as vozes-guia, e não as vozes definitivas -  o que, em tese, pode impedir que o disco seja lançado postumamente neste ano de 2016 pela gravadora Biscoito Fino. O álbum traz no repertório músicas de compositores como Antonio Carlos Jobim (1927-1994), Dolores Duran (1930-1959), Johnny Alf (1929-2010)  e  Kurt Weill (1900-1950).

No Rio, Ivete grava música de Dudu Falcão para trilha de novela da TV Globo

♪ A IMAGEM DO SOM - Postada por Dudu Falcão no Facebook, a foto flagra o cantor e compositor pernambucano em estúdio da cidade do Rio de Janeiro (RJ) com Ivete Sangalo. Na madrugada de hoje, 5 de janeiro de 2016, a cantora baiana gravou música de Dudu para a trilha sonora da novela Êta mundo bom!, programada pela TV Globo para estrear em 16 de janeiro. Coautor do tema, Mu Carvalho produziu a gravação que vai ser incluída no segundo volume da trilha sonora (o primeiro já foi lançado em disco pela gravadora Som Livre em dezembro). O nome da música não foi revelado.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Primeiro álbum de Fernanda Abreu em dez anos inclui DJ Afrika Bambaataa

♪ Programado para ser lançado neste primeiro semestre de 2016, o oitavo álbum solo de Fernanda Abreu, Amor geral, tem o toque de Afrika Bambaataa - pseudônimo do DJ norte-americano Kevin Donovan, um dos pioneiros do electro-funk. Bambaataa toca na música intitulada Tambor. Outra música do disco se chama Double love. Em Amor geral, primeiro álbum da artista carioca em dez anos, Fernanda Abreu (em foto de Fernando Torquatto) abre parceria com o cantor e compositor carioca Qinho, coautor das músicas O que ficou e Por quem. Giovanni Bianco assina a capa - criada a partir de foto de Gui Paganini - do primeiro álbum da cantora e compositora desde o CD e DVD MTV ao vivo (Universal Music, 2006).  Amor geral traz dez músicas inéditas no repertório autoral.

Teresa lança disco ao vivo em que canta Cartola com Carlinhos Sete Cordas

♪ Teresa Cristina vai lançar neste mês de janeiro de 2016 o álbum ao vivo em que canta somente músicas do compositor carioca Cartola (1908 - 1980) com o toque do violão de Carlinhos Sete Cordas. Precedido pelo single Corra e olhe o céu (Cartola, 1974), lançado em 18 de dezembro de 2015, o disco ao vivo Teresa Cristina canta Cartola - Um poeta de Mangueira tem lançamento programado nas plataformas digitais para 15 de janeiro de 2016. O álbum traz o registro ao vivo do (bonito) show gravado em 16 de novembro de 2015 no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ).

À espera da edição do quarto álbum, Kessous expõe o clipe gravado com Ney

♪ O quarto álbum de Monique Kessous, Dentro de mim cabe o mundo, permanece inédito no mercado fonográfico, embora tenha sido gravado ao longo de 2014 e finalizado em janeiro de 2015, já há um ano. À espera do lançamento do terceiro álbum autoral da discografia, a cantora e compositora carioca permanece divulgando a música Meu papo é reto, primeira parceria de Kessous com o cantor e compositor paraibano Chico César. Single gravado com a participação do cantor Ney Matogrosso e lançado nas plataformas digitais em 3 de setembro de 2015, Meu papo é reto gerou clipe que vai ser posto em rotação na web a partir da próxima quinta-feira, 7 de janeiro de 2016.  Ney - visto com Kessous na foto de Mariama Lemos de Moraes - também participa do clipe, no clima sedutor do tema.

Vidal Assis quer registrar 14 parcerias com Hermínio em 'Álbum de retratos'

♪ Cantor e compositor carioca, Vidal Assis celebra neste ano de 2016 uma década de parceria com o poeta e letrista (também) carioca Hermínio Bello de Carvalho. Iniciada em 2006, a parceria já contabiliza mais de 30 composições entre sambas, choros, toadas e baiões. Algumas já ganharam a voz da cantora carioca Áurea Martins nos álbuns Depontacabeça (Biscoito Fino, 2010) e Iluminante (Biscoito Fino, 2012). Contudo, Vidal pretende gravar 14 de suas parcerias com Hermínio no disco intitulado Álbum de retratos. Para tal, o artista busca recursos em plataforma de financiamento coletivo para viabilizar a gravação e edição do disco (clique aqui - caso queira colaborar com Vidal).

domingo, 3 de janeiro de 2016

Primeira gravação ao vivo de Johnny Hooker vai ser feita em abril no Recife

♪ Johnny Hooker vai fazer a primeira gravação ao vivo da carreira fonográfica em abril deste ano de 2016 no Recife (PE), cidade natal deste cantor, compositor, ator e diretor pernambucano que lançou o primeiro álbum, Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito!, em fevereiro de 2015, no embalo da boa repercussão de músicas de autoria do artista, Volta e Alma sebosa, nas trilhas sonoras do filme Tatuagem (Brasil, 2013) e da novela Geração Brasil (TV Globo, 2014), respectivamente.  Em ascensão, Hooker vai registrar o show com que percorre o Brasil desde 2015.

Coletânea de bossa nova é primeiro produto fonográfico gerado por Rio 2016

♪ A realização na cidade do Rio de Janeiro (RJ) dos jogos olímpicos de 2016 já movimenta todo o mercado. Inclusive a indústria do disco. Coletânea que a gravadora Som Livre vai lançar na segunda quinzena deste mês de janeiro de 2016, o CD Brasil encanta - Bossa Nova é o primeiro produto fonográfico associado ao projeto Rio 2016. A compilação alinha gravações de músicas de origem e / ou espírito carioca como Garota de Ipanema (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1962) e Que maravilha (Jorge Ben Jor e Toquinho, 1969). Mas as gravações nem sempre são as originais ou as mais famosas. Que maravilha, por exemplo, vai ser ouvida no registro feito pelo grupo carioca Os Brazões para álbum lançado em 1969 pela extinta RGE  -  gravadora cujo acervo é da Som Livre.

Wanda celebra 60 anos de Tom & Vinicius com CD arranjado por Peranzzetta

♪ Foi em 1956 que os belos caminhos musicais de Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994) e Vinicius de Moraes (1913 - 1980) se cruzaram profissionalmente para compor a trilha sonora da peça Orfeu da Conceição, dando início à mais importante parceria da música brasileira. A cantora Wanda Sá - paulista de nascimento, mas de alma musical tão carioca como Tom & Vinicius - vai festejar os 60 anos da parceria dos compositores com disco gravado sob a direção musical de Gilson Peranzzetta. Assinados por Peranzzetta, os arranjos abrirão espaços para a flauta e o saxofone de Mauro Senise, músico convidado a tocar no disco. Regina Oreiro capitaneia a produção executiva do 21º álbum da discografia de Wanda Sá (em foto de Daryan Dornelles).  O CD obviamente sai neste ano de 2016.

'Nascente e ocaso' evidencia o álbum de Ivor Lancellotti 'Tudo o que eu quis'

♪ Já disponível em lyric video no YouTube, a música inédita Nascente e ocaso anuncia o quinto álbum do compositor carioca Ivor Lancellotti. Intitulado Tudo o que eu quis, o disco já tem lançamento agendado para 22 de janeiro de 2016 em edição da gravadora Dubas Música distribuída via Universal Music. O álbum Tudo o que eu quis sucede Em boas e mais companhias (Dubas Música / Universal Music, 2011) na discografia do artista. Música assinada pelo compositor sem parceiros, Nascente e ocaso foi gravada por Ivor com os toques do violões do artista e de Pedro Sá.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Trio em ascensão, o paulistano Terno está prestes a gravar o terceiro álbum

♪ Grupo em ascensão na cena indie brasileira, o trio paulistano O Terno - ora formado por Gabriel Basile (bateria), Guilherme d'Almeida (baixo) e Tim Bernardes (voz e guitarra - ao centro na foto do Facebook da banda) - entra em 2016 com o terceiro álbum à vista. O trio se prepara para começar a gravar, neste início de ano, o sucessor do hypado álbum O terno (Independente, 2014).

Show 'Na sala com Zizi' tem registro audiovisual feito através do Canal Brasil

♪ Zizi Possi vai fazer o segundo registro consecutivo de show de discografia iniciada em 1978. Desta vez, vai ser um registro audiovisual, programado para ser realizado neste mês de janeiro de 2016. A cantora paulistana aproveita as apresentações do show Na sala com Zizi agendadas para 28 e 29 de janeiro de 2016 - no Theatro Net da cidade de São Paulo (SP) - para fazer a gravação ao vivo do show originado do projeto Sala de estar, do Sesc paulista. Está prevista a edição de DVD com o registro do show no qual Zizi - na foto de Mauro Ferreira na estreia carioca de Na sala com Zizi - reaviva músicas inéditas na voz da cantora como I started a joke (Barry Gibb, Maurice Gibb e Robin Gibb, 1968) e Tudo passará (Nelson Ned, 1969). O DVD sucede o CD ao vivo Tudo se transformou (Eldorado,2014) na discografia de Zizi. Clique aqui para reler a resenha do show Na sala com Zizi.

Rael prepara CD solo de inéditas autorais com produção de Daniel Ganjaman

♪ O rapper paulistano Israel dos Reis - conhecido como Rael no universo pop brasileiro - vai lançar o terceiro álbum solo em 2016. Daniel Ganjaman assinará a produção do disco. Estão previstas as participações de Gustavo Black Alien e de Chico César na gravação do sucessor do álbum Ainda bem que eu segui as batidas do meu coração (Laboratório Fantasma, 2013) e do EP Diversoficando (Independente, 2014). A ideia de Rael é dar continuidade no álbum à miscigenação que caracteriza a discografia solo do rapper, projetado na cena paulistana de hip hop nos anos 2000 como integrante do grupo de rap Pentágono e com o nome artístico de Rael da Rima. No terceiro álbum, Rael transitará por ritmos como reggae, dub e samba no CD, bancado pelo projeto Natura musical.

Ícone da música erudita contemporânea, Gilberto Mendes sai de cena aos 93

♪ Compositor e maestro de música erudita contemporânea, o paulista Gilberto Ambrósio Garcia Mendes (13 de outubro de 1922 – 1º de janeiro de 2016) foi nome fundamental para o Brasil dentro do universo musical no qual se exercitou desde a década de 40, quando iniciou estudos em conservatório musical de Santos (SP), cidade na qual veio ao mundo há 93 anos e três meses e na qual saiu de cena no primeiro dia de 2016. A importância de Mendes para a música do Brasil foi tanta que o nome do artista extrapolou as fronteiras nacionais na seara da música erudita. Gilberto Mendes - como era conhecido no meio da música clássica - foi um dos pioneiros da música experimental aleatória, um compositor que desbravou caminhos no terreno em que pisou com maestria. Assinado por Mendes, o Manifesto Música Nova - publicado em 1963 - sintetizou os caminhos vanguardistas seguidos pelo compositor e maestro na criação de música que dialogou com a obra de poetas concretistas como os paulistas Décio Pignatari (1927 - 2012) e Haroldo de Campos (1929 - 2003). Aliás, dois destaques da obra do compositor são Beba coca-cola - música para coral composta a partir de poesia concreta de Pignatari - e Nasce-morre, música aleatória feita com texto concretista de Haroldo de Campos. Doutor pela Universidade de São Paulo, Gilberto Mendes publicou livros, foi professor universitário - tendo dado aulas sobretudo na USP - e conferencista, atividades em que passou para os ouvintes e/ou leitores o singular conhecimento que já tornara imortal o nome deste compositor na história da música erudita contemporânea produzida no Brasil.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Thiago França abre o bloco de 2016 com 'O último Carnaval de nossas vidas'

♪ Coube ao compositor e saxofonista mineiro Thiago França abrir o bloco fonográfico de 2016 com o lançamento - no primeiro dia deste ano novo, 1º de janeiro de 2016 - do segundo álbum d'A Espetacular Charanga do França, O último Carnaval de nossas vidas. Gravado em outubro de 2015 no estúdio da Red Bull Station, na cidade de São Paulo (SP), o disco é assinado pelo folião coletivo paulistano A Espetacular Charanga do França, apresenta 11 inéditos temas carnavalescos - dez assinados por França, sozinho e/ou com parceiros - e tem capa assinada por Antônio Bob. Capitaneado por França nos toques dos saxofones alto e tenor e na criação dos arranjos calcados nos metais, o bloco-coletivo é formado por Allan Abbadia (trombone), Amílcar Rodrigues (trompete e flugelhorn), Anderson Quevedo (sax barítono e flauta), Filipe Nader (tuba), Wellington Pimpa Moreira (bateria e agogô) e Samba Sam (surdo). Intérprete de marchas, sambas e frevos como O trombonista (Thiago França), o coro do grupo carnavalesco é formado pelas vozes de Juçara Marçal, Tika, Victória, Maria Beraldo Bastos, Samba Sam, Caê Rolfsen e Rafa Barreto, além do próprio Thiago França. O time de solistas é estelar. Tulipa Ruiz puxa o bloco de Cara do apetite no passo da guitarra do pai Luiz Chagas e dos metais do arranjo. Tulipa assina a marcha com França. Já Romulo Fróes arrasta o bloco da marcha-rancho Adeus saudade, composta em parceria com França. Parceiro de França na Marchinha do Pitbull (Homo pitbullicus), Douglas Germano põe voz e cavaco na faixa. Rodrigo Campos encara O bom marido com voz, guitarra e o clima de liberação sexual proposto pela marchinha que compôs com França e que versa sobre ménage à trois. Clima é solista e coautor (em parceria com França) de Gourmetizada. Com repertório que inclui temas instrumentais como Ferro na boneca (Thiago França) - faixa dona do arranjo metaleiro mais torto e inventivo do disco - e o quase lúgubre Santa Cecília de Itabirito (Thiago França), o álbum O último Carnaval de nossas vidas destaca a marcha-frevo O capitão do sax (Thiago França e Alice Coutinho). Música gravada com a voz de Juçara Marçal, solista também da marcha-rancho Eu vou pra fornalha (Thiago França e Clima), e com o toque da guitarra de Kiko Dinucci, O capitão do sax é espécie de abre alas do disco encerrado com samba cool - Brasilrodim, composto e cantado por Pimpa, que vem a ser o baterista do bloco, Wellington Moreira - e disponibilizado hoje para audição (ouça aqui) e/ou para download gratuito e legalizado.  O bloco fonográfico de 2016 já está na rua.

2016 chega com o DVD do show em que Elza Soares canta e chora Lupicínio

♪ Consagrada em 2015 com o disco e o show A mulher do fim do mundo, Elza Soares entra em 2016 com novo produto à vista no mercado fonográfico. O DVD Elza canta e chora Lupi (capa à esquerda) chega às lojas no primeiro trimestre do ano novo com o registro audiovisual do show em que a cantora carioca dá voz às músicas do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914 - 1974). Idealizado por Glauber Amaral em homenagem ao centenário de nascimento do autor do samba-canção Vingança (1951), celebrado pelo Brasil há dois anos, o show Elza canta e chora Lupi teve o registro audiovisual feito pela Estação Filmes - sob direção de Rene Goya - em 16 e 17 de dezembro de 2014 no Theatro São Pedro, em Porto Alegre (RS), cidade natal de Lupicínio. Elza - vista em foto da gravação postada na página da artista no Facebook - apresentou o show na terra natal de Lupi através de parceria da Barravento Artes e a Joner Produções. Para o registro, Carla Joner aditivou o show com novos elementos físicos, projeções e um inédito desenho de luz. Atributos inexistentes quando o show veio ao mundo e à cena em maio de 2014, em apresentação no Teatro Rival, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Na gravação audiovisual, Elza cantou e chorou Lupi com figurino de Ronaldo Fraga e com o toque de banda formada pelo diretor musical Eduardo Neves (flauta e sax), Antonio Neves (bateria), Gabriel Menezes (baixo), Gabriel Ballesté (guitarra) e Danilo Andrade (teclados). O roteiro do show incluiu temas como Eu não sou louco (Lupicínio Rodrigues e Evaldo Rui, 1950), Exemplo (1960), Nervos de aço (1947) e Volta (1957), entre outras músicas do compositor gaúcho.

Ana Costa e Moyseis Marques compõem e divulgam samba para saudar 2016

♪ Ana Costa e Moyseis Marques entram em 2016 em parceria. Os cantores e compositores fizeram um samba juntos, Esse ano vai, para saudar a chegada de 2016. Ana e Moyseis - em foto extraída do vídeo no qual divulgam a composição nas redes sociais - fizeram samba cheio de axé e pedidos para Yemanjá para atrair boas energias para o ano novo.  Eis a letra do novo samba  Esse ano vai:

Esse ano vai
(Ana Costa e Moyseis Marques)


Esse ano eu vou pular as sete ondas do mar!
Minha promessa é pra deusa Yemanjá
segurar minha onda.
Esse ano eu tô de maré cheia
Conheci uma sereia
que eu cubro de cristais
Meu canto vem na raça
e ergue a taça pro meu verso 
Já conspira o universo
pra mentira não dá mais

Esse ano vai, esse ano vai
Esse ano vai, esse ano vai

Vai que a vida melhora inda mais
o que já tá bom
Esse ano é que o ponto vai firmar
Vai entrar no tom
Minha deusa,
Me cobre assim com teu manto
Orienta, mais força pro meu canto
É você quem ensina a pescar,
jogo o medo pras ondas do mar
Num mar de felicidade
Não me deixe perder meu axé
nem a fé de que posso chegar
Não me falte amor para dar

Esse ano vai, esse ano vai
Esse ano vai, esse ano vai

PERSPECTIVA 2016 – Notas musicais que podem soar ao longo do ano novo

♪ PERSPECTIVA 2016 – Como o tempo, a música não para. Tampouco a indústria da música que mantém vivo o mercado fonográfico. Composições estão sendo criadas e gravadas. Discos estão sendo idealizados e concretizados. Já é 2016 e - como é tradição em todo primeiro post do ano - Notas Musicais adianta dez notas musicais que poderão ecoar ao longo deste ano novo. Feliz 2016!!

♪ A Universal Music produz caixa com a obra completa da cantora Clara Nunes (1942 - 1983)

♪ O álbum Comportamento geral, de Marya Bravo, ganha edição física em CD via Joia Moderna

♪ Após disco com obra de Cartola, Teresa Cristina grava o primeiro CD de inéditas desde 2010

♪ Chico Buarque começa a compor para álbum de inéditas previsto para ser lançado em 2017

♪ Fernanda Abreu lança o primeiro CD em dez anos, abrindo parceria com nomes como Qinho

♪ Alice Caymmi lança, enfim, o primeiro DVD com o registro ao vivo do show Rainha dos raios

♪ O grupo mineiro Jota Quest festeja 20 anos de sucesso com projeto de caráter retrospectivo

♪ Romulo Fróes lança oitavo álbum com sambas do compositor Nelson Cavaquinho (1911-1986)

♪ Enquanto faz show com Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci prepara terceiro álbum inédito e autoral

♪  Livro celebra e documenta os 40 anos do movimento Black Rio, descoberto a partir de 1976