♪ Cantor e compositor carioca, Vidal Assis celebra neste ano de 2016 uma década de parceria com o poeta e letrista (também) carioca Hermínio Bello de Carvalho. Iniciada em 2006, a parceria já contabiliza mais de 30 composições entre sambas, choros, toadas e baiões. Algumas já ganharam a voz da cantora carioca Áurea Martins nos álbuns Depontacabeça (Biscoito Fino, 2010) e Iluminante (Biscoito Fino, 2012). Contudo, Vidal pretende gravar 14 de suas parcerias com Hermínio no disco intitulado Álbum de retratos. Para tal, o artista busca recursos em plataforma de financiamento coletivo para viabilizar a gravação e edição do disco (clique aqui - caso queira colaborar com Vidal).
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Coletânea com Bethânia e Simone festeja - com atraso - 80 anos de Hermínio
♪ Comemorados por Hermínio Bello de Carvalho em 28 de março deste ano de 2015, os 80 anos de vida do compositor e poeta carioca estão sendo festejados - com atraso de oito meses - com a edição, pela gravadora Biscoito Fino, do álbum Isso é viver - Hermínio, posto no mercado fonográfico neste mês de novembro de 2015. Trata-se de coletânea que reúne 16 fonogramas com gravações do cancioneiro do artista, muitas extraídas de tributos a outros aniversários do artista. Parceria de Hermínio com Pixinguinha (1897 - 1973), a música-título Isso é que viver aparece na compilação em gravação feita pela cantora carioca Áurea Martins para o álbum Depontacabeça (Biscoito Fino, 2010). Maria Bethânia figura em dose dupla na seleção. A voz da intérprete baiana ecoa em Alvorada (Cartola, Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho, 1968) - em gravação feita em dueto com o próprio Hermínio para disco em tributo aos 60 anos do compositor, Cantoria (Saci, 1995) - e em Alecrim (Cristóvão Bastos e Hermínio Bello de Carvalho, 2005). Tema de letra lírica cantada pela mineira Zezé Gonzaga (1926 - 2008), Alecrim é temperado com versos recitados por Bethânia no meio do fonograma do disco Timoneiro (Biscoito Fino, 2005), tributo produzido para saudar os 70 anos do artista. Do álbum Timoneiro, Isso é que viver - Hermínio reproduz o dueto de Chico Buarque com Zeca Pagodinho no pouco conhecido samba Mulher faladeira (Maurício Tapajós, Maurício Carrilho e Hermínio Bello de Carvalho, 2005) e também a bela gravação de Mirra, ouro, incenso (Martinho da Vila e Hermínio de Bello Carvalho, 2005) feita por Simone, cujo dueto de 2008 com Zélia Duncan em Amigo é casa (Capiba e Hermínio Bello de Carvalho, 2005) é alocado como faixa-bônus da coletânea. O samba Timoneiro, aliás, reaparece com o intérprete original, Paulinho da Viola, parceiro de Hermínio na composição lançada em 1996. Outra parceria de Hermínio com Paulinho, Cantoria (1995), aparece na voz de Alaíde Costa, em gravação inserida como faixa-bônus da reedição (de 2005) do álbum Águas vivas - Alaíde Costa canta Hermínio Bello de Carvalho (Vento de Raio, 1982). Só que, por erro de edição, a música Cantoria não é creditada na capa e tampouco no encarte de Isso é que viver - Hermínio. No seu lugar, a faixa creditada equivocadamente a Alaíde é Cobras e lagartos (Sueli Costa e Hermínio Bello de Carvalho, 1975), música ausente da seleção da coletânea. A ausência de créditos com as fichas técnicas e as procedências dos fonogramas desfavorece o disco, valorizado por seleção irretocável de gravações que abre com Chico Buarque percorrendo o luminoso Chão de esmeraldas, samba que fez com Hermínio em 1997 para saudar a escola de samba Mangueira. Parceria póstuma de Hermínio com o compositor e violonista João Pernambuco (1883 - 1947), lançada em 1985 com os versos do poeta, Estrada do sertão é seguida com brilho e emoção por Elba Ramalho em antológica gravação tirada do já mencionado álbum Cantoria, do qual a coletânea também rebobina a gravação do samba Pressentimento (Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho, 1968) por Alcione. Choro-canção lançado em 1951 por Jacob do Bandolim (1918 - 1969) e letrado por Hermínio Bello de Carvalho em 1968, Doce de coco figura no delicioso registro de Ney Matogrosso. O cantor acerta o ponto de Doce de coco na gravação extraída do álbum Beijo bandido (EMI Music, 2009). Bem mais rara, a gravação do choro Pintou e bordou (Maurício Carrilho e Hermínio Bello de Carvalho, 1985) - feita por Nara Leão (1942 - 1989) para o álbum duplo Lira do Povo (Tycoon, 1985), lançado há 30 anos para celebrar o 50º aniversário do artista - valoriza a coletânea. Deste mesmo álbum duplo, Isso é que viver - Hermínio revive a gravação de Valsa da solidão (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho, 1985) por Elizeth Cardoso (1920 - 1990), cantora carioca que teve caminho profissional decisivamente cruzado nos anos 1960 com o de Hermínio Bello de Carvalho, poeta que faz a lira do povo admirador da música brasileira rotulada como MPB. Compositor que soube viver de música...
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Aos 80 anos, Hermínio reproduz em livro fatos e fotos com 'heróis' da música
♪ Aos 80 anos, completados em 28 de março de 2015, o compositor e produtor musical carioca Hermínio Bello de Carvalho vive de suas glórias reais e imaginárias no universo da música brasileira. Livro organizado por Ruy Castro e lançado pelas Edições de Janeiro para festejar as oito décadas de vida do artista, Taberna da Glória e outras glórias - Mil vidas entre os heróis da música brasileira inventaria criações, feitos e prosas do poeta no mundo real e no universo ilimitado da imaginação. No livro, encerrado com (ótimo) ensaio sobre Hermínio escrito por Rodrigo Alzuguir e intitulado O homem de mil sonhos, o parceiro de Elton Medeiros no samba Pressentimento narra fatos, peculiaridades e causos extraídos de sua íntima convivência cotidiana com ídolos da música brasileira como a cantora fluminense Clementina de Jesus (1901 - 1987), a cantora carioca Elizeth Cardoso (1920 - 1990) e o compositor e músico carioca Pixinguinha (1897 - 1973). Há capítulos dedicados a Emilinha Borba (1923 - 2005) e a Dolores Duran (1930 - 1959), entre outros nomes. São textos extraídos de livros anteriores como Mudando de conversa (1986) e Umas & outros (1995). A maioria das histórias aconteceu de fato, mas há tramas fictícias tecidas pela mente de Hermínio como o encontro de Pixinguinha com o compositor italiano de música erudita Antonio Vivaldi (1678 - 1741) em mesa de bar carioca, no verão de 1940. A edição do livro é valorizada pela reprodução de mais de 50 fotos, recolhidas no acervo de Hermínio. Essas fotos legitimam os fatos.
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