Mauro Ferreira no G1

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Reedição de álbum de 1969 revive o samba da fase crespuscular de Cyro

Cantor carioca que esteve em evidência nas paradas dos anos 30 e 40, Cyro Monteiro (1913 - 1973) já vivia fase crepuscular quando gravou pela Copacabana Discos o álbum Meu Samba, Minha Vida, lançado em 1969. De volta ao catálogo neste segundo semestre de 2011, em reedição produzida e distribuída pela Microservice (empresa detentora até dezembro de 2012 dos direitos sobre o catálogo da gravadora Copacabana, hoje pertencente à EMI Music), Meu Samba, Minha Vida enfileira registros de sambas como Saudade Dela (Alcyr Pires Vermelho e Pedro Caetano) e Moreninha Boa (Fardel e Estevão Camargo), tema gravado em tom rural. Cyro assina Saquinho de Dinheiro em parceria com Lilian de Matos. Infelizmente, ao repor em catálogo o disco de Cyro, a Microservice reproduz o padrão gráfico de série de relançamentos anteriores produzidos pela EMI. Não há informações e textos adicionais que contextualizem a vida e obra de Cyro Monteiro para novos consumidores do samba de cantor que marcou época.

12 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Cantor carioca que esteve em evidência nas paradas dos anos 30 e 40, Cyro Monteiro (1913 - 1973) já vivia fase crepuscular quando gravou pela Copacabana Discos o álbum Meu Samba, Minha Vida, lançado em 1969. De volta ao catálogo neste segundo semestre de 2011, em reedição produzida e distribuída pela Microservice (empresa detentora até dezembro de 2012 dos direitos sobre o catálogo da gravadora Copacabana, hoje pertencente à EMI Music), Meu Samba, Minha Vida enfileira registros de sambas como Saudade Dela (Alcyr Pires Vermelho e Pedro Caetano) e Moreninha Boa (Fardel e Estevão Camargo), tema gravado em tom rural. Cyro assina Saquinho de Dinheiro em parceria com Lilian de Matos. Infelizmente, ao repor em catálogo o disco de Cyro, a Microservice reproduz o padrão gráfico de série de relançamentos anteriores produzidos pela EMI. Não há informações e textos adicionais que contextualizem a vida e obra de Cyro Monteiro para novos consumidores do samba de cantor que marcou época.

KL disse...

não é dos melhores álbuns de Cyro, mas, ainda assim, um trilhão de vezes superior, por exemplo, ao samba "diet" de um Diogo Nogueira ou de uma Tereza Cristina.
Ou seja, diante da inexpressividade musical de hoje, o "dispensável" produzido até os anos 1970 já pode ser considerado item obrigatório.

Cunha disse...

A copacabana tem um catálogo excelente com muita coisa boa mas a Microservice tá muito devagar. De Ângela Maria, por exemplo, lançou uma coletânea dupla. Teria sido melhor as reedições dos discos em CD.
Existem discos de Célia, Maria Alcina, etc. Se a Microservice aproveitar, dá pra lançar um bocado de coisa até dezembro de 2012.

André Queiroz disse...

Acho ótima a iniciativa da Microservice de explorar o catalogo da extinta Copacabana e espero que lance outros albuns de carreira e não apenas coletâneas.Aqui vai alguns titulos que poderiam ser lançados:

-Jorge Ben - Bidu-Silêncio no Brooklin;
-Roberto Silva - Box com discografia completa;
-Sivuca - Box com discografia completa;
-Bebeto - os 5 primeiros albuns;
-Trio Plaza - Uma noite no Plaza;
-Waldir Calmon - Samba...Alegria do Brasil;
-Benito di Paula - Box com discografia completa;
- Amado Maita - disco excelente ultra raro, cultuado e procurado lá fora;
-Miguel de Deus - Black Soul Brothers;
- Pau Brasil - O Samba e suas origens(78) e o album homônimo de 80;
- Marku Ribas - 2 albuns;
-Trio Nordestino - discos da formação classica (Coroné. Lindu e Cobrinha);
-Betinho e seu Conjunto - Rock e Calypso;
-Xangò da Mangueira - O Rei do Partido Alto;
-Conjunto Nosso Samba - De onde o samba vem;
-Pery Ribeiro - Alvorada/Sing Bossa Nova Hits;
-O Terço - Criaturas da Noite/Casa Encantada/Mudança de Tempo(por favor, coloquem os encartes originais);
-Catálogo da Marcos Pereira;

Por hora é o que eu me lembrei.

Marcelo Barbosa disse...

Estou até hoje no aguardo dos dois primeiros lp's do Bezerra da Silva anunciados pelo Mauro que até hoje não encontram-se disponíveis nas lojas. O que houve com as remasterizações de O rei do côco I e II? Abs

Luca disse...

Tem que sair tudo isso em cd, sim, mas precisa sair direito. pelo que o Mauro falou, a reedição do Ciro é pobre, sem informaçao. aí não vale.

Renato Vieira disse...

A Copacabana foi a gravadora que abrigou o que havia de mais balançante nos anos 60 e 70. Bedeu, Pau Brasil, Bebeto, Marku, além de compactos disputados por Dj´s. Apesar do estigma de "gravadora brega", a Copacabana tem mta coisa boa que precisa ser relançada..

Márcio disse...

Mas o que é pior: uma reedição sem encarte e/ou informações, ou nenhuma reedição? Acho que a Microservice só vai bancar o básico, e olhe lá. Mas melhor isso que nada.

Tombom disse...

Tenho a sorte de ter encontrado anos atrás este álbum no formato CD, lançado em 1994 pela Movieplay, na série "Memória da Música Brasileira"... E contém encarte básico com texto de Ismael Corrêa (que parece ter sido extraído da contracapa do vinil original) e outro de Reynaldo Dias Leme. O primeiro revela alguns dados interessantes sobre as gravações e a presença de alguns instrumentistas (craques em gravações antológicas nos 40, 50 e 60), como o "conjunto" de Canhoto, os violonistas Dino e Meira, Chiquinho do Acordeon, o arranjador Astor Silva e o coro de Joab... Bons tempos aqueles...

KL disse...

André,

Sua lista é soberba. A minha inclui tudo isso e mais trezentas coisas: Sivuca (discografia até 1982), Moacyr Silva, Leny Eversong, Marisa Gata Mansa e, como bem citou Renato, inúmeras raridades pré e pós-Bossa, como Joni Maza, Eliana Pittman, Wilson das Neves, Pedrinho Mattar (um dos dois álbuns permanece desconhecido, o de capa amarela, mas é uma joia cult). Enfim, a lista é grande e surpreendente.

Abraço!

antonio disse...

bem, comprei o "Quadrophonico" do Alceu Valença e Geraldo Azevedo, da Copacabana lançado nesta coleção da Microservice. A edição é pobre, não tem as letras, não diz como foi feita a remasterização, entre outras falhas.

André Queiroz disse...

Oi,KL

Obrigado pelo elogio e tinha me esquecido desse disco do Wilson das Neves(O Som Quente é o ...)como tambem o album do Bedeu(Africa no Fundo do Quintal)e Os Cobras(não confundir com o grupo homônimo que gravou um album antológico pela RCA em 1964)mas pelo "andar da carruagem" vai arriscar muito pouco.
Alô Microservice,chame o Charles Gavin, com certeza ele vai produzir ótimas reedições.