Mauro Ferreira no G1

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sábado, 27 de agosto de 2011

Joanna joga luz correta sobre inspiração da obra musical de Pe. Zezinho

Resenha de CD
Título: Em Nome de Jesus Joanna Interpreta Pe. Zezinho, SCJ
Artista: Joanna
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * *

Joanna volta a pôr fé na música católica nove anos após seu primeiro álbum religioso, Joanna em Oração (2002). Gravado de junho a agosto de 2010, em meio a um período de turbulência na vida pessoal da artista, Em Nome de Jesus Joanna Interpreta Pe. Zezinho, SCJ vai surpreender positivamente os ouvintes que venha a arrebanhar fora do universo cristão. A cantora carioca joga correta luz sobre a obra de padre mineiro José Fernandes de Oliveira, o Pe. Zezinho, que está celebrando 70 anos de vida e 45 de sacerdócio neste ano de 2011. A surpresa vem do fato de que a vasta e melodiosa obra musical de Zezinho tem beleza incontestável - algo que seus milhões de fiéis católicos já sabem desde os anos 70. Fenômeno da música cristã, Zezinho foi um dos pioneiros a se utilizar da música para pregar os valores da religião católica. Joanna parece ter feito um best of do cancioneiro de Zezinho, gravando 12 músicas do padre compositor em seleção assinada pela cantora com Mário Carlos, produtor executivo do disco. Se o ouvinte for devoto de belas melodias, ele vai se deixar converter por temas como Oração pela Família e Amar Como Jesus Amou. Duas músicas se destacam no repertório - em essência, todo comovente por sua verdade e fé - pelo brilho dos arranjos. Um Certo Galileu é reapresentada em apropriada orquestração épica que vai crescendo em intensidade à medida que a faixa avança. Utopia - um dos muitos temas em que Zezinho prega a união da família - ganha a moldura de toada sertaneja à moda das duplas que seguem as boas tradições da música caipira brasileira. Em contrapartida, a singela canção Alô, Meu Deus peca pelo arranjo típico de balada romântica como tantas que Joanna  gravou ao longo de sua carreira. Há também teclados em demasia no arranjo criado por Tutuca Borba para a música que abre o disco, Foi em Nome de Jesus, regravada em dueto por Joanna com Zezinho. Contudo, no todo, Joanna acerta o tom de sua oração ao embalar com violas e violões (de João Lyra) temas como Águia Pequena. Há até alguma brejeirice nos arranjos das faixas Há um Barco Esquecido na Praia e Maria da Minha Infância. Enfim, por mais que as letras versem sempre os valores pregados pelo catolicismo, há beleza na obra musical de Pe. Zezinho. É até pecado renegar de antemão este segundo álbum religioso de Joanna por preconceito. Ponha fé!

14 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Joanna volta a pôr fé na música católica nove anos após seu primeiro álbum religioso, Joanna em Oração (2002). Gravado de junho a agosto de 2010, em meio a um período de turbulência na vida pessoal da artista, Em Nome de Jesus Joanna Interpreta Pe. Zezinho, SCJ vai surpreender positivamente os ouvintes que venha a arrebanhar fora do universo cristão. A cantora carioca joga correta luz sobre a obra de padre mineiro José Fernandes de Oliveira, o Pe. Zezinho, que está celebrando 70 anos de vida e 45 de sacerdócio neste ano de 2011. A surpresa vem do fato de que a vasta e melodiosa obra musical de Zezinho tem beleza incontestável - algo que seus milhões de fiéis católicos já sabem desde os anos 70. Fenômeno da música cristã, Zezinho foi um dos pioneiros a se utilizar da música para pregar os valores da religião católica. Joanna parece ter feito um best of do cancioneiro de Zezinho, gravando 12 músicas do padre compositor em seleção assinada pela cantora com Mário Carlos, produtor executivo do disco. Se o ouvinte for devoto de belas melodias, ele vai se deixar converter por temas como Oração pela Família e Amar Como Jesus Amou. Duas músicas se destacam no repertório - em essência, todo comovente por sua verdade e fé - pelo brilho dos arranjos. Um Certo Galileu é reapresentada em apropriada orquestração épica que vai crescendo em intensidade à medida que a faixa avança. Utopia - um dos muitos temas em que Zezinho prega a união da família - ganha a moldura de toada sertaneja à moda das duplas que seguem as boas tradições da música caipira brasileira. Em contrapartida, a singela canção Alô, Meu Deus peca pelo arranjo típico de balada romântica como tantas que Joanna gravou ao longo de sua carreira. Há também teclados em demasia no arranjo criado por Tutuca Borba para a música que abre o disco, Foi em Nome de Jesus, regravada em dueto por Joanna com Zezinho. Contudo, no todo, Joanna acerta o tom de sua oração ao embalar com violas e violões (de João Lyra) temas como Águia Pequena. Há até alguma brejeirice nos arranjos das faixas Há um Barco Esquecido na Praia e Maria da Minha Infância. Enfim, por mais que as letras versem sempre os valores pregados pelo catolicismo, há beleza na obra musical de Pe. Zezinho. É até pecado renegar de antemão este segundo álbum religioso de Joanna por preconceito. Ponha fé!

valderiofreire disse...

Joanna é sempre criticada pelos trabalhos que ela escolhe fazer! Se ela tivesse feito um disco só de músicas românticas ou um disco com músicas afro-brasileiras, sofreria críticas! É uma pena, que uma cantora de voz tão bonita e de reconhecido talento esteja no ostracismo! Joanna não merece! Eu torço que ela jogue a luz correta nesse novo projeto!

Rhenan Rodrigo disse...

"Um certo Galileu" ficou lindíssima!

Marcelo disse...

Não é questão de preconceito. É questão de opinião mesmo. Prefiro Joanna usando sua voz nas canções de Gonzaguinha,, Lupicinio e Chico por exemplo. Com todo respeito a qq crença, acho discos natalinos e religiosos um SACO!!

ggermanodiniz disse...

Pe. zezinho é o padre mais conhecido e vendido no mundo... detentor de recordes no guines. Nada mais natural que ele seja gravado e regravado por muitos! (MÚSICA DE CONTEÚDO PRA QUEM TEM CONTEÚDO!)

ggermanodiniz disse...

Por falar em pe. zezinho,Mauro; nada mais justo fazer a rezenha do cd/dvd ao vivo que ele acaba de lançar via gravadora sony! Como seguidor deste blog, aguardando!

Marcelo Barbosa disse...

Boa! Tem gente aqui que é de um preconceito absurdo só porque é a Joanna. Se fosse alguma cantora da preferência deles cantando gospel, macumba ou o que quer que seja estariam reverenciando e caindo para trás.
Parabéns, Joanna! O disco é lindo! Sensível, tocante, ...., MAS poucos enxergarão.
Mauro, tem certeza que a faixa 1 é o próprio Padre Zezinho? Fui dar uma olhada no encarte e não tem esta informação, mas acho eu que não é a voz dele.
Abração,

Marcelo Barbosa - Brasília (DF)

PS: Joanna, que Deus a proteja e que você possa tirar de letra o momento que tem atravessado.

Gill disse...

Nem sempre discos natalinos são ruins. Ella Fitzgerald, Diana Krall, dentre outras vizeram ótimos dicos de natal, já o da Whitney é fraco. O Da Simone tem gravaçõs bem interessantes. Agora, não se trata de disco de natal e sim disco de padre caça-níqueis. Parece-me que o que Joanna quer é isso mesmo e só isso mesmo. Vender discos. Eu gosto de Joanna, mas há muito ela se perdeu em sua carreira inflizmente. Como Bethânia disse uma vez: "Fazer disco que não vende não dá, mas fazer só pra vender é melhor não fazer".

lauro disse...

Mauro, na sua frase "por mais que as letras versem sempre os valores pregados pelo catolicismo, há beleza na obra musical de Pe. Zezinho" não há um bocado de preconceito? Ou o fato de versar valores católicos torna uma obra musical menos bela?

Mauro Ferreira disse...

Oi, Marcelo, certeza não tenho. Apesar de o encarte trazer a ficha técnica, não há - como você disse - informação sobre o cantor da primeira faixa. Julguei que fosse Zezinho, mas posso estar equivocado. Abs, MauroF

Aconteceu disse...

coragem!

Marcelo Barbosa disse...

Obrigado, Mauro! Tenho quase certeza de que não é o padre. Um abraço,

Marcelo

KL disse...

plástica demais, música de menos.

Escola Solidônio Leite disse...

Joana vc continua linda,seu show é lindo,seu trabalho é lindo...Parabéns!Que Deus lhe abençoe sempre!Nós,aqui de Serra Talhada amamos muito vc!

Susana Glória