Mauro Ferreira no G1

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domingo, 25 de novembro de 2012

Vergueiro seduz mais no autoral 'Vida Sonhada' quando extrapola samba

Resenha de CD
Título: Vida Sonhada
Artista: Carlinhos Vergueiro
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * 

No CD Vida Sonhada, Carlinhos Vergueiro retoma o fio autoral de sua obra fonográfica, recompondo a parceria com J. Petrolino, com quem faz música desde a segunda metade da década de 70. Sucessor de Carlinhos Vergueiro Interpreta Nelson Cavaquinho (Biscoito Fino, 2011), Vida Sonhada cai com frequência no samba - ritmo, aliás, recorrente no cancioneiro do artista - em faixas como A Seu Dispor (Carlinhos Vergueiro) e Passa Amanhã (Carlinhos Vergueiro, Afonso Machado e Dora Vergueiro). São sambas ambientados fora do terreiro, com pouca ênfase na percussão. O suingue reside mais no toque do piano de Amador Longhini Junior. Dentro da safra de sambas de Vida Sonhada, Sem Refrão (Carlinhos Vergueiro e Dora Vergueiro) se impõe como o mais bem acabado do repertório - sem seduzir de fato. Produzido por Aluízio Falcão, o disco prende mais a atenção quando extrapola o universo do samba. A faixa-título Vida Sonhada (Carlinhos Vergueiro e J. Petrolino) é o destaque absoluto do CD. Trata-se de canção de arquitetura clássica, bela, construída com certa influência buarquiana. Com formação instrumental que remete aos Regionais da fase pré-Bossa Nova, Chorar no Fim (Carlinhos Vergueiro e J. Petrolino) traça breve linha evolutiva da música brasileira em clima que fica entre a seresta e o fado. Aboio (Carlinhos Vergueiro e J. Petrolino) evoca de leve o sertão nordestino através rabeca de Thomas Rohrer. Em tom mais expansivo, moldado pelo arranjo que combina percussão e metais, Samba da Vida (Carlinhos Vergueiro e J. Petrolino) reconduz Vida Sonhada à roda, sem nunca soar marcante, mas deixando ao menos para a posteridade a bela canção que dá título a este disco que repõe Vergueiro no seu trilho autoral.  

6 comentários:

Mauro Ferreira disse...

No CD Vida Sonhada, Carlinhos Vergueiro retoma o fio autoral de sua obra fonográfica, recompondo a parceria com J. Petrolino, com quem faz música desde a segunda metade da década de 70. Sucessor de Nelson Cavaquinho Interpreta Nelson Cavaquinho (Biscoito Fino, 2011), Vida Sonhada cai eventualmente no samba - ritmo recorrente no cancioneiro do artista - em faixas como A Seu Dispor (Carlinhos Vergueiro) e Passa Amanhã (Carlinhos Vergueiro, Afonso Machado e Dora Vergueiro). São sambas ambientados fora do terreiro, com pouca ênfase na percussão. O suingue reside mais no toque do piano de Amador Longhini Junior. Dentro da safra de sambas de Vida Sonhada, Sem Refrão (Carlinhos Vergueiro e Dora Vergueiro) se impõe como o mais bem acabado do repertório - sem seduzir de fato. Produzido por Aluízio Falcão, o disco prende mais a atenção quando extrapola o universo do samba. A faixa-título Vida Sonhada (Carlinhos Vergueiro e J. Petrolino) é o destaque absoluto do CD. Trata-se de canção de arquitetura clássica, bela, construída com certa influência buarquiana. Com formação instrumental que remete aos Regionais da fase pré-Bossa Nova, Chorar no Fim (Carlinhos Vergueiro e J. Petrolino) traça breve linha evolutiva da música brasileira em clima que fica entre a seresta e o fado. Aboio (Carlinhos Vergueiro e J. Petrolino) evoca de leve o sertão nordestino através rabeca de Thomas Rohrer. Em tom mais expansivo, moldado pelo arranjo que combina percussão e metais, Samba da Vida (Carlinhos Vergueiro e J. Petrolino) reconduz Vida Sonhada à roda, sem nunca soar marcante, mas deixando ao menos para a posteridade a bela canção que dá título a este disco que repõe Vergueiro no seu trilho autoral.

Rafael M. disse...

Esse disco novo do Vergueiro tá bem legal.

Roberto de Brito disse...

Mauro, me permita corrigir o nome do cd: "Carlinhos Vergueiro interpreta Nelson Cavaquinho".

Mauro Ferreira disse...

Grato, Roberto. Permissão consentida a todos para corrigir qualquer erro de digitação ou informação detectado no blog. Abs, MauroF

Toninho Lima disse...

Adorei o CD! Realmente "Vida Sonhada" é a melhor do disco, mas destaco também "Sempre", de bela letra.

E a capa também ficou legal. Classuda.

KL disse...

todas as capas desse selo são parecidas, com poses óbvias e sem graça. E o som parece que acompanha esse conceito.