Mauro Ferreira no G1

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Caixa 'Festivais da Canção 1' traz registros de Beth, Elis e Milton no 'FIC'

Itens de colecionadores de discos, os dois volumes da caixa Festivais da Canção - recém-lançados pelo selo Discobertas, do pesquisador Marcelo Fróes - embalam as primeiras reedições em CD dos 14 álbuns gerados ao longo das sete edições do Festival Internacional da Canção Popular, conhecido como FIC. Com sete CDs cada, as duas caixas totalizam 203 fonogramas, em sua maioria raros e/ou inéditos em formato digital. São registros ao vivo e/ou de estúdio das músicas concorrentes no FIC nas vozes dos intérpretes que as defenderam no palco - diante das inflamadas torcidas organizadas em favor de determinado artista ou música - ou (nos casos em que o intérprete original estava impedido de aparecer nos discos dos festival por questões jurídicas) de cantores convidados. A primeira caixa, Festivais da Canção Vol. 1 - 1966 - 1968,  cobrem as três primeiras edições do FIC. Nos dois volumes do disco do I Festival Internacional da Canção Popular, promovido em 1966, há gravações de Elis Regina (1945 - 1982) (Canto Triste, de Edu Lobo e Vinicius de Moraes), Maysa (1936 - 1977) (Dia das Rosas, marcha-rancho de Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo) e Nana Caymmi (Saveiros, a vaiada parceria de Dori Caymmi com Nelson Motta). Já o disco da segunda edição do festival destaca registros seminais de Milton Nascimento (Travessia e Morro Velho, destaques do primeiro álbum do cantor e compositor mineiro, gravado naquele ano de 1967). Por sua vez, o III Festival Intenacional da Canção Popular gerou nada menos do que quatro discos em 1968. Neles, há gravação pouco conhecida de Clara Nunes (1942 - 1983), Corpo e Alma (Augusta Maria Tavares), além do clássico registro de Andança (Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós) feito por Beth Carvalho com o grupo Golden Boys. Contudo, as duas músicas que mais provocaram discussões na terceira edição, Pra Não Dizer que Não Falei de Flores (Geraldo Vandré) e Sabiá (Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque), foram registradas nos discos sem as vozes de seus intérpretes originais, sendo ouvidas com os cantores Aloísio Silva e Maria José, respectivamente. Nada que diminua o valor documental da edição da caixa.

6 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Itens de colecionadores de discos, os dois volumes da caixa Festivais da Canção - recém-lançados pelo selo Discobertas, do pesquisador Marcelo Fróes - embalam as primeiras reedições em CD dos 14 álbuns gerados ao longo das sete edições do Festival Internacional da Canção Popular, conhecido como FIC. Com sete CDs cada, as duas caixas totalizam 203 fonogramas, em sua maioria raros e/ou inéditos em formato digital. São registros ao vivo e/ou de estúdio das músicas concorrentes no FIC nas vozes dos intérpretes que as defenderam no palco - diante das inflamadas torcidas organizadas em favor de determinado artista ou música - ou (nos casos em que o intérprete original estava impedido de aparecer nos discos dos festival por questões jurídicas) de cantores convidados. A primeira caixa, Festivais da Canção Vol. 1 - 1966 - 1968, cobrem as três primeiras edições do FIC. Nos dois volumes do disco do I Festival Internacional da Canção Popular, promovido em 1966, há gravações de Elis Regina (1945 - 1982) (Canto Triste, de Edu Lobo e Vinicius de Moraes), Maysa (1936 - 1977) (Dia das Rosas, marcha-rancho de Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo) e Nana Caymmi (Saveiros, a vaiada parceria de Dori Caymmi com Nelson Motta). Já o disco da segunda edição do festival destaca registros seminais de Milton Nascimento (Travessia e Morro Velho, destaques do primeiro álbum do cantor e compositor mineiro, gravado naquele ano de 1967). Por sua vez, o III Festival Intenacional da Canção Popular gerou nada menos do que quatro discos em 1968. Neles, há gravação pouco conhecida de Clara Nunes (1942 - 1983), Corpo e Alma (Augusta Maria Tavares), além do clássico registro de Andança (Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós) feito por Beth Carvalho com o grupo Golden Boys. Contudo, as duas músicas que mais provocaram discussões na terceira edição, Pra Não Dizer que Não Falei de Flores (Geraldo Vandré) e Sabiá (Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque), foram registradas nos discos sem as vozes de seus intérpretes originais, sendo ouvidas com os cantores Aloísio Silva e Maria José, respectivamente. Nada que diminua o valor documental da edição da caixa.

Rafael M. disse...

Eu sempre tive um pé atrás com a Discobertas em relação a qualidade dos áudios da maioria dos discos da gravadora não serem remasterizados das masters originais, ou sobre erros grotescos de informações técnicas nos discos. Alguns exemplos de erros de informações técnicas: o box do Moreira da Silva, onde o sobrnome Silva foi grafado errado e lançado no mercado como "Siva". Outro erro de informação técnica: no disco "Mar de Rosas", da Celly Campello, a faixa 2, "Só Existe Um Lugar" (You Only Live Twice), foi grafada como "Viver Por Viver (Vivre Pour Vivre). Estes são só dos alguns exemplos dos constantes erros da gravadora em relação aos discos que são lançados. Mas realmente esse box com muitas das raras canções de festivais é realmente espetacular. Há uns 3 meses sabia da intenção do Fróes de lançar isso em CD. Espero sinceramente que não haja nenhum erro de informação técnica nesse box e que os áudios estejam em excelente qualidade sonora. Aí sim esse box valerá a pena de ser comprado. No mais, acho admirável essa disposição dele em lançar raridades no mercado, porém vamos fazer as coisas com mais capricho, né? Não custa nada, e os bolsos dos fãs de música agradecem.

Rafael M. disse...

Que tal colocar a foto do box 2 aqui também?

KL disse...

essas caixas têm muito mais do que valor meramente documental, pois a maioria das gravações foi feita em estúdio, com arranjos assinados por grandes nomes. E há obras-primas raríssimas no pacote, quase impossíveis de achar até mesmo em vinil. Na verdade, esses álbuns são projetos conceituais de várias gravadoras, que aproveitaram o gancho do sucesso das canções do Fic escalando artistas do seu cast para cantá-las. Só as duas gravações de 'Plenilúnio', de Johnny Alf, uma por Luiza e a outra por Agostinho dos Santos, já compensam o investimento. Para resumir, em três palavras: vale cada centavo.

Marcelo Barbosa disse...

Dona Elisabeth sempre me dando prejuízos. rs

Anônimo disse...

Maria José?