Mauro Ferreira no G1

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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Exibicionismo de Jay Z dá o tom quase cínico de 'Magna carta / Holy grail'

Resenha de CD
Título: Magna carta / Holy grail
Artista: Jay Z
Gravadora: Roc-a-fella records / Universal Music
Cotação: * * *

Jay Z não chega a ser megalomaníaco como seu colega Kanye West, com quem dividiu o excelente álbum Watch the throne (2011) há dois anos, mas é exibicionista e adora ostentar suas conquistas materiais. Esse exibicionismo ainda é a tônica do 12º álbum de estúdio do rapper norte-americano, Magna carta / Holy grail, recém-lançado no Brasil via Universal Music. Basta ouvir raps como BBC (gravado com a adesão de Nas), Beach is better e Tom Ford para detectar o exibicionismo que prejudica o disco - um trabalho bom e digno, no todo, diga-se, mas sem a coesão de álbuns anteriores de Jay-Z como  The Black album (2003). Tanto que uma faixa de cunho religioso como Heaven acaba soando quase cínica diante de tanta exaltação ao luxo e à riqueza. Os dois maiores destaques do repertório acabam sendo Oceans - ótima música, gravada com Frank Ocean e com batida sedutora, formatada pela produção de Pharrell Williams - e Holy grail, envolvente canção de delicada arquitetura pop, ouvida no CD na voz de Justin Timberlake. Cabe ressaltar também que, no fim do álbum, Jay Z expõe a importância de valores familiares em Jay Z blue e em La familia. É quando o marido de Beyoncé Knowles e pai da pequena Blue Ivy Carter se dá conta de que a vida não se resume a contabilizar as conquistas materiais em álbum que perde no confronto com Watch the throne.

Um comentário:

Mauro Ferreira disse...

Jay Z não chega a ser megalomaníaco como seu colega Kanye West, com quem dividiu o excelente álbum Watch the throne (2011) há dois anos, mas é exibicionista e adora ostentar suas conquistas materiais. Esse exibicionismo ainda é a tônica do 12º álbum de estúdio do rapper norte-americano, Magna carta / Holy grail, recém-lançado no Brasil via Universal Music. Basta ouvir raps como BBC (gravado com a adesão de Nas), Beach is better e Tom Ford para detectar o exibicionismo que prejudica o disco - um trabalho bom e digno, no todo, diga-se, mas sem a coesão de álbuns anteriores de Jay-Z como The Black album (2003). Tanto que uma faixa de cunho religioso como Heaven acaba soando quase cínica diante de tanta exaltação ao luxo e à riqueza. Os dois maiores destaques do repertório acabam sendo Oceans - ótima música, gravada com Frank Ocean e com batida sedutora, formatada pela produção de Pharrell Williams - e Holy grail, envolvente canção de delicada arquitetura pop, ouvida no CD na voz de Justin Timberlake. Cabe ressaltar também que, no fim do álbum, Jay Z expõe a importância de valores familiares em Jay Z blue e em La familia. É quando o marido de Beyoncé Knowles e pai da pequena Blue Ivy Carter se dá conta de que a vida não se resume a contabilizar as conquistas materiais em álbum que perde no confronto com Watch the throne.