Mauro Ferreira no G1

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sábado, 14 de setembro de 2013

Com voz e pose, Beyoncé oscila ao mostrar 'Mrs. Carter' no 'Rock in Rio'

Resenha de show - Rock in Rio 2013
Título: The Mrs. Carter Show World Tour
Artista: Beyoncé 
Local: Palco Mundo - Cidade do Rock (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 14 de setembro de 2013
Foto: Divulgação Rock in Rio 2013 - Raul Aragão / I Hate Flash
Cotação: * * 1/2

A voz, volumosa, se fez ouvir em baladas como If I were a boy (BC Jean e Toby Gad, 2008) e na interpretação a capella de I will always love you (Dolly Parton, 1974), feita já no fim do show, como um tributo à colega já falecida Whitney Houston (1963 - 2012). Por isso mesmo, por ter voz, Beyoncé não precisava ter feito tanta pose na apresentação de seu The Mrs. Carter Show World Tour no Rock in Rio 2013. Grande atração do primeiro dia da quinta edição carioca do festival, a cantora norte-americana fez um show coreográfico, sensual e vibrante em alguns momentos, como na primeira empolgante música, Run the world (Girls) (Terius Nesh, Beyoncé Knowles, Wesley Pentz, David Taylor, Adidja Palmer e Nick Van the Wall, 2011), grito de guerra femininista que levantou de cara o público. Só que o fato de Beyoncé se achar rainha - como ficou claro no impactante vídeo que abre o show e também nos cansativos pedidos ao público para saudar Mrs. Carter ao longo da apresentação - fez com que o show transcorresse oscilante, por vezes até chato. A pose da cantora por vezes embaçou o brilho de sua voz. Houve muita mise-en-scène - saudações artificiais à cidade do Rio de Janeiro, caras, bocas, bateção de cabelo, vídeos e trocas de figurino - em roteiro que reservou estrategicamente os grandes hits da cantora para o fim. E, sim, na realidade, quase todo mundo estava ali para ver e ouvir Beyoncé cantar Crazy in love (Beyoncé Knowles, Rick Harrison, Shawn Carter e Eugene Record, 2003), Single ladies (Put a ring on it) (Beyoncé Knowles, Christopher Stewart, Terius Nash, 2008) e Halo (Beyoncé Knowles, Ryan Tedder e E. Kidd Bogart, 2008), balada alocada no fecho do roteiro, encerrado efetivamente com o improviso de alguns passos de funk ao som do Passinho do volante (Funk do Lelek), sucesso de MC Federado e os Lelekes nos bailes da pesada. Se tivesse dosado a mise-en-scène, limando parte dos artifícios de show que bebeu claramente na fonte aberta por Madonna, Mrs. Carter poderia ter apresentado no Rock in Rio 2013 um espetáculo à altura do show que passou pelo Brasil em 2010. Voz para cantar r & b e pop, afinal, Beyoncé Knowles sempre teve de sobra...

7 comentários:

Mauro Ferreira disse...

A voz, volumosa, se fez ouvir em baladas como If I were a boy (BC Jean e Toby Gad, 2008) e na interpretação a capella de I will always love you (Dolly Parton, 1974), feita já no fim do show, como um tributo à colega já falecida Whitney Houston (1963 - 2012). Por isso mesmo, por ter voz, Beyoncé não precisava ter feito tanta pose na apresentação de seu The Mrs. Carter Show World Tour no Rock in Rio 2013. Grande atração do primeiro dia da quinta edição carioca do festival, a cantora norte-americana fez um show coreográfico, sensual e vibrante em alguns momentos, como na primeira empolgante música, Run the world (Girls) (Terius Nesh, Beyoncé Knowles, Wesley Pentz, David Taylor, Adidja Palmer e Nick Van the Wall, 2011), grito de guerra femininista que levantou de cara o público. Só que o fato de Beyoncé se achar rainha - como ficou claro no impactante vídeo que abre o show e também nos cansativos pedidos ao público para saudar Mrs. Carter ao longo da apresentação - fez com que o show transcorresse oscilante, por vezes até chato. A pose da cantora por vezes embaçou o brilho de sua voz. Houve muita mise-en-scène - saudações artificiais à cidade do Rio de Janeiro, caras, bocas, bateção de cabelo, vídeos e trocas de figurino - em roteiro que reservou estrategicamente os grandes hits da cantora para o fim. E, sim, na realidade, quase todo mundo estava ali para ver e ouvir Beyoncé cantar Crazy in love (Beyoncé Knowles, Rick Harrison, Shawn Carter e Eugene Record, 2003), Single ladies (Put a ring on it) (Beyoncé Knowles, Christopher Stewart, Terius Nash, 2008) e Halo (Beyoncé Knowles, Ryan Tedder e E. Kidd Bogart, 2008), balada alocada no fecho do roteiro, encerrado efetivamente com o improviso de alguns passos de funk ao som do Passinho do volante (Funk do Lelek), sucesso de MC Federado e os Lelekes nos bailes da pesada. Se tivesse dosado a mise-en-scène, limando parte dos artifícios de show que bebeu claramente na fonte aberta por Madonna, Mrs. Carter poderia ter apresentado no Rock in Rio 2013 um espetáculo à altura do show que passou pelo Brasil em 2010. Voz para cantar r & b e pop, afinal, Beyoncé Knowles sempre teve de sobra...

Douglas Carvalho disse...

Para quem viu ao vivo diante do (creio eu, enorme) impacto da super-produção, o show pode até ter empolgado.

Para mim, que vi em casa, pela TV, foi MUITO chato, ruim mesmo. Beyoncé embroma ao show todo, as vocalistas cantam muito mais que ela que só faz um "yehh" e um "oooo" aqui e ali, sempre daquele jeito gritado que lhe é peculiar. Aliás, o telão trabalha muito mais que a cantora, entre uma música e outra Beyoncé some por minutos à fio para trocar de roupa.

Me desculpem os fãs (aliás, não tenho a mínima pretenção de que eles concordem), mas o show de Srta. Knowles deixa MUITO a desejar. Ivete Sangalo é muito mais cantora do que ela, tanto na beleza do timbre de voz, no carisma, e acima de tudo, o tempo que passa com o microfone na boca.

Manoel l disse...

sem dúvida, ela é a melhor cantora pop da atualidade
em todos os quesitos: voz, dança, presença de palco, carisma... dá pra ver o quanto esforçada ela é.
a técnica vocal surpreende.

paulo sergio disse...

Não tenho opinião sobre essa cantora, mas, pelo comentário acima, nivela bem por baixo.

Anônimo disse...

Não posso, DE JEITO NENHUM, deixar esse par de pernas passar por aqui em brancas nuvens.
Santo Deus!
Dez estrelas!!!

Aldo disse...

Fui neste dia do RIR e confesso que fiquei decepcionado com a apresentação. Acredito que Beyoncé não usou 20% de seu talento vocal. Ou seja, muita pose e pouca qualidade musical. Também achei o som de sua voz muito nivelado com o som dos instrumentos. Espero uma próxima vez para apagar a má impressão (em um show mais aconchegante, quem sabe!)

Eduardo Cáffaro disse...

Aqui em SP no Morumbi, o show foi bom, o som estava bom também, só em alguns momentos a voz ficou um pouco baixa. O que matou o show de São Paulo, foi a total desorganização do Estádio, e falta de respeito com o público. Policiais que não deixavam entrar com frutas pras pessoas aguentarem esperar mais de 12 horas , mas podia entrar com guarda-chuvas...totalmente sem nexo. O palco muito baixo, quem estava na pista, com ingresso de 300 reais não viu nada, só parcialmente pelos telões que também estavam baixos. Enfim, se houvesse uma preocupação maior do que apenas ganhar dinheiro do multidão de encheu o Morumbi, teria sido um ótimo show.