Guitarrista e vocalista do Blink-1982, Tom DeLonge anunciou via Twitter o desligamento do grupo da Interscope Records, gravadora com a qual o trio norte-americano havia assinado contrato para a edição de Neighborhoods, sexto álbum de estúdio do grupo, lançado em 2011, oito anos após Blink-182 (2003). "Liberdade!", festejou DeLonge no post do microblog. O trio já começa a arquitetar o seu sétimo álbum, que vai sair em 2013, mas em data ainda incerta.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Cauby, Emílio, Fagner, Jair e Tetê festejam 100 anos de Herivelto em CD
Com capa que mostra Herivelto Martins (1912 - 1992) no traço do caricaturista carioca Cássio Loredano, o CD Herivelto Martins 100 Anos já está na fábrica e vai ser lançado em novembro de 2012 pela Lua Music. Produzido por Thiago Marques Luiz para festejar o centenário de nascimento do compositor fluminense, de atuação marcante na música brasileira dos anos 40 e 50, o disco reúne 17 intérpretes em 14 faixas irmanadas pelo violão de Ronaldo Rayol. Eis as 14 músicas (e os respectivos autores, anos e intérpretes no tributo) selecionadas para o disco:
1. Ave Maria no Morro (Herivelto Martins, 1942) - Emílio Santiago
2. Dois Corações (Herivelto Martins e Valdemar Gomes, 1942) - Ayrton Montarroyos e Ylana Queiroga
3. Atiraste Uma Pedra (Herivelto Martins e David Nasser, 1958) - Filipe Catto
4. Carlos Gardel (Herivelto Martins e David Nasser, 1954) - Verônica Ferriani
5. Bom Dia (Herivelto Martins e Aldo Cabral, 1942) - Cida Moreira
6. Pensando em Ti (Herivelto Martins e David Nasser, 1957) - Fagner
7. Segredo (Herivelto Martins e Marino Pinto, 1947) - Cauby Peixoto
8. Caminhemos (Herivelto Martins, 1947) - Tetê Espíndola
9. Camisola do Dia (Herivelto Martins e David Nasser, 1953) - Agnaldo Rayol
10. Cabelos Brancos (Herivelto Martins e Marino Pinto, 1949) - Agnaldo Timóteo
11. Recusa (Herivelto Martins, 1952) - Alaíde Costa
12. A Bahia Te Espera (Herivelto Martins e Chianca de Garcia, 1950) - Vânia Bastos
13. Nega Manhosa (Herivelto Martins, 1957) - Márcio Gomes /
Isaura (Herivelto Martins e Roberto Roberti, 1945) - Jair Rodrigues /
Odete (Herivelto Martins e Dunga, 1944) - Paulo Neto
14. Praça Onze (Herivelto Martins e Grande Otelo, 1942) - Graça Braga
Emicida lança música composta em tributo a Das Neves, que toca no rap
Emicida está lançando música inédita, Ô, Sorte!, composta pelo rapper paulista para reverenciar o cantor, compositor e baterista carioca Wilson das Neves, nome ligado ao samba. Feita no estúdio Na Cena, em São Paulo (SP), a gravação do rap teve a adesão do homenageado. Das Neves toca bateria na gravação, já em rotação no YouTube. Aliado ao piano de Pepe Cisneros e ao baixo de Duani Martins, o toque da bateria do músico contribui para o suingue da batida leve do rap. Ô, Sorte! abre o projeto Meet The Legends, idealizado e produzido por Daniel Ganjaman com o intuito de unir artistas de gerações e estilos diferentes.
Sandy revela capa do EP 'Princípios, Meios e Fins' e lança 'Aquela dos 30'
Sandy revelou a capa de seu EP Princípios, Meios e Fins por meio de seu Twitter. Primeiro disco de estúdio da cantora desde a edição de seu primeiro álbum solo, Manuscrito (2010), o EP Princípios, Meios e Fins vai ser lançado em 30 de outubro de 2012. O disco apresenta músicas inéditas como Aquela dos 30, faixa eleita para promover o CD com clipe já filmado. Aquela dos 30 alude já no título aos 30 anos que Sandy completará em 28 de janeiro de 2013.
Teresa vai lançar em novembro CD em que canta Roberto com Os Outros
Show que estreou no Rio de Janeiro (RJ) na madrugada de 1º de maio de 2011, dentro do projeto Rival Mais Tarde, Teresa Cristina & Os Outros Cantam Roberto Carlos ganha registro de estúdio em CD que vai ser lançado em novembro de 2012 pela gravadora carioca Deck. Gravado no estúdio Tambor, da Deck, o disco junta a cantora e compositora carioca - projetada no início dos anos 2000 no circuito de samba da Lapa, revitalizado bairro do Centro do Rio de Janeiro - com o grupo indie carioca de pop rock. Com Os Outros, Teresa aborda músicas do repertório de Roberto Carlos. Com 14 faixas, o disco - que chegou a despertar o interesse da EMI Music no embalo do sucesso do show - alinha no repertório músicas como I Love You (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1971), As Curvas da Estrada de Santos (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969), Ilegal, Imoral ou Engorda (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1976), Proposta (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1973), À Janela (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1972), Cama e Mesa (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1981), O Portão (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1974) e Quando (Roberto Carlos, 1967). No show, Teresa - vista com Os Outros na foto de Jorge Bispo - dava voz a canções como Nada Vai me Convencer (Paulo César Barros, 1969), O Moço Velho (Sílvio César, 1973) e Como 2 e 2 (Caetano Veloso, 1971), músicas que, embora não sejam de autoria de Roberto Carlos, foram lançadas pelo cantor e ficaram conhecidas na voz do Rei. O registro de estúdio do show Teresa Cristina & Os Outros Cantam Roberto Carlos traz Teresa Cristina de volta à Deck, gravadora que lançou a cantora no mercado fonográfico há dez anos com o álbum duplo A Música de Paulinho da Viola (2002), um projeto de intérprete gravado e assinado por Teresa com o Grupo Semente.
Metallica revela o repertório do DVD que registra turnê 'World Magnetic'
Enquanto se prepara para começar a trabalhar em seu décimo álbum de estúdio, sucessor de Death Magnetic (2008), o Metallica revela as músicas selecionadas - a partir de votação dos fãs - para seu próximo DVD. Registro da World Magnetic Tour, filmada em 2009 por Wayne Isham em Quebec City (Canadá), o DVD vai ser lançado ainda em 2012. Eis as músicas do DVD:
1. That Was Just Your Life
2. The End Of The Line
3. The Four Horsemen
4. The Shortest Straw
5. One
6. Broken, Beat & Scarred
7. My Apocalypse
8. Sad But True
9. Welcome Home (Sanitarium)
10. The Judas Kiss
11. The Day That Never Comes
12. Master of Puppets
13. Battery
14. Nothing Else Matters
15. Enter Sandman
16. Killing Time
17. Whiplash
18. Seek & Destroy
Faixas-bônus:
1. For Whom the Bell Tolls
2. Holier Than Thou
3. Cyanide
4. Turn the Page
5. All Nightmare Long
6. Damage, Inc.
7. Breadfan
8. Phantom Lord
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Francis Hime e Guinga abrem parceria em CD que será lançado em 2013
♪ Em 2013, Francis Hime e Guinga vão lançar álbum gravado no estúdio da gravadora Biscoito Fino, no Rio de Janeiro (RJ), ao longo deste ano de 2012. Durante os ensaios do disco, os compositores abriram parceria e compuseram juntos músicas que ganham o primeiro registro no disco dos dois artistas. Entre elas, há A ver navios (assinada com Olivia Hime) e Doentia (composta com a adesão de Thiago Amud). O repertório do disco - que tem lançamento previsto para fevereiro de 2013 pela Biscoito Fino - entrelaça músicas das obras dos dois compositores com arranjos inéditos. De Francis, entraram Passaredo (Francis Hime e Chico Buarque, 1975), Minha (Francis Hime e Ruy Guerra, 1966) e A noiva da cidade (Francis Hime e Chico Buarque, 1976). Guinga - em foto de Maria Paola Tallini - assina Saci (Guinga e Paulo César Pinheiro, 1993), Senhorinha (Guinga e Paulo César Pinheiro, 1983) e Nem mais um pio (Guinga e Sergio Natureza, 2001), entre outras músicas.
Elba regrava balada de Chico César e Rennó no CD 'Vambora Lá Dançar'
Parceria de Chico César com Carlos Rennó, a balada Quando Eu Fecho os Olhos - gravada por Chico no álbum Respeitem Meus Cabelos, Brancos e por Gal Costa no CD Bossa Tropical no mesmo ano de 2002 - ganha a voz de Elba Ramalho uma década após seu lançamento. Quando Eu Fecho os Olhos é uma das músicas do 31º álbum de Elba, Vambora Lá Dançar, nas lojas até o fim de 2012 em edição independente. A cantora também dá voz a um tema de Sérgio Sá.
Boyle dá voz a 11 temas de musicais no quarto álbum, 'Standing Ovation'
Fenômeno midiático de 2009, ao ter sua consagradora participação no programa Britain's Got Talent propagada em escala mundial pela internet, a cantora Susan Boyle tem lançado álbuns com regularidade anual. Quarto álbum da intérprete escocesa, Standing Ovation - The Greatest Songs From The Stage tem lançamento agendado para 19 de novembro de 2012 pela gravadora Sony Music. Como o subtítulo do CD já deixa entrever, Boyle dá voz a canções propagadas em musicais de teatro e cinema. Duas dessas canções - All I Ask For You (da trilha sonora do musical O Fantasma da Ópera, de 1986) e This Is The Moment (do musical Jekyll & Hyde, de 1990) - foram gravadas por Boyle em dueto com o cantor e apresentador norte-americano Donny Osmond. Também convidado para participar do disco, o cantor e ator inglês divide com Boyle a interpretação da faixa The Music of the Night, outro tema extraído da trilha de O Fantasma da Ópera. Eis as músicas de Standing Ovation - The Greatest Songs From The Stage, álbum que sucede I Dreamed a Dream (2009), The Gift (2010) e Someone To Watch Over Me (2011) na discografia da cantora, centrada em regravações de standards:
1. Somewhere Over The Rainbow
2. The Winner Takes It All
3. Send In The Clowns
4. The Music of the Night - com Michael Crawford
5. Bring Him Home
6. Memory
7. As Long As He Needs Me
8. All I Ask of You - com Donny Osmond
9. Out Here on My Own
10. You’ll Never Walk Alone
11. This Is The Moment - com Donny Osmond
Alicia revela os nomes das 13 músicas de seu quinto álbum, 'Girl on Fire'
Nas lojas do Reino Unido a partir de 26 de novembro de 2012, o quinto álbum de Alicia Keys, Girl on Fire, teve os nomes de suas músicas inéditas - 13, ao todo - revelados pela cantora, compositora e pianista norte-americana via Twitter e através de vídeo postado na internet. Já com um segundo single em rotação (o primeiro, New Day, foi lançado em junho), o disco está sendo promovido atualmente pela faixa-título Girl on Fire. Eis as 13 músicas do álbum, gravado com colaborações do cantor norte-americano Babyface, da cantora escocesa Emeli Sandé e do produtor inglês de música eletrônica Jamie XX, entre outros nomes do universo pop:
1. De Novo Adagio
2. Brand New Me
3. When It's All Over
4. Listen To Your Heart
5. New Day
6. Girl On Fire
7. Fire We Make
8. Tears Always Win
9. Not Even The King
10. That's When I Knew
11. Limitedless
12. One Thing
13. 101
Remixes e sobras turbinam edição dupla que festeja os 25 anos de 'Bad'
Já nas lojas do Brasil, em edição da Sony Music, o CD duplo Bad 25 revitaliza o terceiro álbum da fase adulta da discografia solo de Michael Jackson (1958 - 2009). Ao álbum original, lançado em 1987 com a missão impossível de igualar os recordes de seu antecessor Thriller (1982), a edição comemorativa dos 25 anos de Bad acrescenta segundo CD-bônus com sobras, remixes e demos inéditos. Uma das novidades é Don't Be Messin' Round, razoável sobra de Bad. Gravada possivelmente em 1986, no início das sessões do álbum, a música foi lançada somente neste ano de 2012, como lado B da reedição do single I Just Can't Stop Loving You (relançado justamente para promover Bad 25). Uma segunda gravação inédita digna de menção é Price of Fame, música gravada por Jackson nos anos 80 para ser tema de campanha publicitária estrelada pelo artista, mas no fim descartada para ser propagada no comercial da marca de refrigerantes que patrocinava o cantor. Bad 25 ainda traz à tona outras músicas inéditas - casos da balada I'm So Blue e de Song Groove (A/K/A Abortion Papers) - que reiteram o d.n.a. musical de Jackson, mesmo sem ostentar o bom acabamento do repertório do álbum original.
domingo, 21 de outubro de 2012
Jackson é rei de carne e osso no DVD que exibe show da turnê de 'Bad'
Resenha de DVD
Título: Michael Jackson Live at Wembley July 16, 1988
Artista: Michael Jackson
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * 1/2
Título: Michael Jackson Live at Wembley July 16, 1988
Artista: Michael Jackson
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * 1/2
Michael Jackson (1958 - 2009) já era um mito, quase uma lenda, quando pisou no palco do Estádio de Wembley, na Inglaterra, em 16 de julho de 1988. Mas ali, diante de cerca de 72 mil súditos que incluíam o príncipe Charles e a então já icônica princesa Diana (1961 - 1997), o autoproclamado Rei do Pop se materializou em carne e osso para fazer um dos shows mais concorridos da turnê mundial inspirada em Bad (1987), terceiro álbum solo da fase adulta da carreira do artista. Produto derivado das comemorações dos 25 anos de Bad, o DVD Michael Jackson Live at Wembley July 16, 1988 exibe o registro audiovisual dessa especial apresentação do show criado para aquela que foi a primeira turnê mundial da carreira solo do cantor e compositor norte-americano. Gerado a partir de cópia VHS da apresentação de Wembley, vídeo garimpado em recente exumação do arquivo pessoal do artista, o DVD exibe o show tal como ele foi mostrado ao público nos telões do estádio. A imagem está longe dos padrões da alta definição - assim como o áudio 5.1 também figura abaixo do padrão de um vídeo digital. Contudo, descontadas as limitações técnicas impostas pela condição do vídeo original, o DVD oferece a oportunidade de ver Jackson em ação, no auge, com toda sua exuberante presença cênica, além de exibir na abertura o alvoroço do público inglês com a apresentação, em cenas dignas de Beatlemania, provavelmente extraídas de telejornais da época. O roteiro de 17 números entrelaça músicas de Bad com os sucessos dos álbuns anteriores Off The Wall (1979) e Thriller (1982). Era a primeira vez, aliás, que Jackson cantava em show as músicas do disco blockbuster de 1982, pois, em que pese a fenomenal repercussão do álbum, Thriller não dera origem a uma turnê. Em Wembley, como em outros países pelos quais passou a Bad World Tour, o astro cantou músicas como Human Nature (1982) e se humanizou, apesar de todo o aparato cênico do show, usado em especial a partir de Smooth Criminal (1987). Havia humanidade no artista que abraçou uma espectadora no meio da balada She's Out of My Life (1979) e que recordou sucessos do Jackson 5. "Old songs... Old fashioned way", disse ao apresentar o número, no qual o performático artista exibia orgulhoso seus dotes de dançarino. A mise-en-scène que antecede Thriller (1982), a música, não chegava a aterrorizar. Em vez do terror, havia alegria, a felicidade de estar vendo Jackson reproduzir ao vivo e em cores os passos de seu moonwalk em Billie Jean (1982), começar Beat It (1982) envolto em capa esvoaçante, em cima de um praticável, e cantar Rock With You (1979) com arranjo fiel à gravação original do tema. Ninguém sabia na ocasião, mas, a partir dos anos 90, o artista iria ficar cada vez mais lendário, mais excêntrico, parecendo perder progressivamente o contato com a humanidade. No Estádio de Wembley, em 16 de julho de 1988, Michael Jackson ainda parecia ser real, palpável, um rei de carne e osso.
Natiruts lança três inéditas em acústico que traz Melodia em Pérola Negra
Nas lojas neste mês de outubro de 2012 via Sony Music, nos formatos de CD e DVD, Natiruts Acústico é o segundo registro ao vivo audiovisual da banda formada em Brasília (DF), em 1996, por Alexandre Carlo com o nome de Nativus. Sucesso nacional em 1997 com Liberdade pra Dentro da Cabeça e Presente de um Beija-Flor, hits de seu primeiro álbum, o grupo - já com outra formação, mas ainda com Carlo à frente - apresenta três músicas inéditas no roteiro do show captado ao vivo em 1º de fevereiro de 2012 no Mirante Dona Marta, tendo como cenário natural uma das mais belas vistas da cidade do Rio de Janeiro (RJ). As três inéditas - todas da lavra solitária de Alexandre Carlo - são Dentro da Música II, Já Chorei Demais e Supernova, música posta em rotação na internet em julho. Além das inéditas, as novidades são as participações especiais do cantor e compositor carioca Luiz Melodia - na releitura em ritmo de pop reggae de Pérola Negra, primeiro sucesso de Melodia, lançado por Gal Costa em 1971 - e da cantora argentina Sonia Savinell. Convidada de Sorri, Sou Rei (Alexandre Carlo), tema que interpreta em espanhol, Savinell foi recrutada para afagar o mercado argentino, onde o Natiruts tem certa entrada. No fim, outra cantora - a brasiliense Flora Matos - põe sua voz no medley que junta os hits Natiruts Reggae Power e Esperar o Sol.
DVD 'Na Carreira' é registro sóbrio do frissonzinho de Buarque em 'Chico'
Resenha de DVD
Título: Na Carreira
Artista: Chico Buarque
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * * *
Título: Na Carreira
Artista: Chico Buarque
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * * *
Conta Chico Buarque no making of exibido nos extras do DVD Na Carreira que, diante das câmeras, sente somente o mesmo "frissonzinho" provocado pelos olhos da plateia que o fitam a cada apresentação do show Chico. Visto por cerca de 150 mil espectadores em turnê nacional que percorreu as principais capitais do Brasil de novembro de 2011 a maio deste ano de 2012, Chico foi enquadrado pelas câmeras da Samba Filmes em registro audiovisual feito pelas diretoras Dora Jobim e Gabriela Gastal no mesmo tom sóbrio do espetáculo, inspirado no homônimo álbum de inéditas lançado em julho de 2011. "Não precisa muito voo, muito movimento", constata Dora Jobim em curto depoimento ouvido no mesmo trivial making of capitaneado por Nina Cavalcanti para os extras do DVD posto nas lojas neste mês de outubro de 2012 pela gravadora Biscoito Fino. Sem edição pirotécnica ou ângulos inusitados, a filmagem de Chico respeita o tempo sereno do artista. O único preciosismo da dupla de diretoras foi dar tratamento em preto e branco a três das 30 (grandes) músicas do roteiro essencialmente autoral - Geni e o Zepelim (Chico Buarque, 1977), Todo o Sentimento (Chico Buarque e Cristóvão Bastos, 1987) e Futuros Amantes (Chico Buarque, 1993) - com o argumento (fraco) de que se trata de temas de "viés mais poético". De todo modo, o recurso dá certo charme à filmagem - com o detalhe de que, no refrão, Geni e o Zepelim ganha cor - sem alterar seu padrão de qualidade. Com áudio 5.1 mixado dentro deste mesmo (bom) padrão, Na Carreira tem relevância artística por apresentar o segundo registro ao vivo audiovisual, na íntegra, de um show de Chico Buarque, sucedendo o DVD Carioca ao Vivo (2007) sem o tom documental do DVD Chico e as Cidades (2001), registro picotado do show As Cidades (1999). Sem firulas, Na Carreira exibe o show captado em duas apresentações feitas em fevereiro na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ). Belo show que repôs Chico Buarque em cena - com o requinte característico da obra do cantor e compositor - e que fica perpetuado no oportuno registro audiovisual, lançado simultaneamente no formato de blu-ray.
'Push and Shove' traz No Doubt de volta na mesma onda após longo hiato
Resenha de CD
Título: Push and Shove
Artista: No Doubt
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * * 1/2
Título: Push and Shove
Artista: No Doubt
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * * 1/2
"Mais um verão...", repete Gwen Stefani no refrão de One More Summer, uma das 11 músicas inéditas do primeiro álbum de estúdio do No Doubt após 11 anos, Push and Shove, recém-lançado no Brasil via Universal Music. One More Summer é prova de que, ícone da New Wave, o quarteto da Califórnia (EUA) acertou ao continuar na sua velha onda. Sem querer impressionar nessa volta que interrompe longo hiato criativo, o grupo faz com que o sucessor de Rock Steady (2001) seja álbum coerente com sua discografia. Sim, em Push and Shove, o No Doubt continua soando como No Doubt em faixas como a balada pop Easy e Sette Down. Contagiante em sua mistura pop, Sette Down tem toques de reggae, ritmo dominante em Sparkle, mas em ambiência dub. Já a música-título Push and Shove - gravada com adesões de Busy Signal e Major Lazer - tritura ska e rap em sua levada de dancehall. Destaque da safra, Looking Hot reitera o apego do No Doubt aos cânones da New Wave. Tema menos cativante no confronto com outras músicas de Push and Shove, Gravity reproduz sons sintetizados dos anos 80. Com capa assinada pelo grafiteiro El Mac, o sexto álbum de estúdio do No Doubt segue sem surpresas até o fim (a dupla Deluxe Edition adiciona oito faixas, alocadas no CD 2 com remixes e versões acústicas do repertório do CD 1). Com maior ou menor dose de inspiração, Undercover, Heaven e Dreaming The Same Dream são músicas que colaboram para a coesão de Push and Shove, disco que poderia ter sido lançado há seis, oito ou dez anos. Mesmo com um ou outro toque mais contemporâneo nos arranjos, o No Doubt triunfa por jamais tirar onda de moderninho. Ainda hão de vir para Gwen Stefani e Cia. mais uns verões.
Mitch Winehouse se porta como pai herói em livro sobre a saga da filha Amy
Resenha de livro
Título: Amy - Minha filha
Autor: Mitch Winehouse
Editora: Record
Cotação: * * * 1/2
Título: Amy - Minha filha
Autor: Mitch Winehouse
Editora: Record
Cotação: * * * 1/2
♪ Houve momento - algum tempo depois da edição do álbum Frank (2003) e antes da gravação do consagrador Back to black (2006) - que o futuro de Amy Winehouse (1983 - 2011) como cantora pareceu incerto para a família da artista e para a própria Amy. Tal incerteza é admitida por Mitch Winehouse numa das 350 páginas de seu bom livro Amy - Minha filha, já lançado no Brasil pela editora Record. Por ser o pai da mais interessante cantora surgida nos anos 2000, Mitch acompanhou de perto os primeiros passos de Amy na vida e na música. Seu livro reconstitui tais passos de forma superficial (mas esclarecedora) para se concentrar na saga de Amy contra as drogas que a tiraram precocemente de cena, aos 27 anos. Essa luta contra os vícios da filha é o assunto quase único de Mitch nos três quartos finais do livro. Ao recontar essa história, Mitch se porta como o pai herói, incansável na batalha cotidiana para afastar Amy do álcool, das drogas e, sobretudo, da companhia do namorado Blake Fielder-Civil, descrito no livro com adjetivos nada lisonjeiros como "mau-caráter". Tampouco a família de Blake é poupada. Sim, Mitch toma partido e marca posição em Amy - Minha filha e, como testemunha privilegiada das idas e vindas de Amy em clínicas de reabilitação de dependentes químicos, o pai herói dá a versão verdadeira dos fatos noticiados com doses de sensacionalismo e mentira pelos tabloides britânicos. E, nesse sentido, parece não ter havido maquiagem dos fatos na redação da saga. Em narrativa sempre fluente, Mitch rememora os tropeços e o mergulho de Amy no inferno das drogas e da relação com Blake. Por mais que o livro tenha sido escrito com indisfarçável oportunismo (por vaidade e vontade de ficar sob os holofotes, não por ganância, já que a renda dos direitos autorais de Mitch é em tese revertida para a Fundação Amy Winehouse, criada para amparar usuários de drogas na luta contra o vício), Amy - Minha filha vai cativar admiradores da artista inglesa. Relevada a pose de pai herói repetida por Mitch ao longo do livro, Amy - Minha filha descortina os bastidores da vida de artista singular. Vida breve, mas intensa, como a obra e o canto por vezes dilacerado de Amy Winehouse.
sábado, 20 de outubro de 2012
Ivete vai atrás do trio elétrico em 'Real Fantasia' com ralo repertório latino
Resenha de CD
Título: Real Fantasia
Artista: Ivete Sangalo
Gravadora: Universal Music
Cotação: * *
Título: Real Fantasia
Artista: Ivete Sangalo
Gravadora: Universal Music
Cotação: * *
Disco feito apenas para o público de Ivete Sangalo tirar o pé do chão, Real Fantasia apresenta repertório inédito de nível rasteiro. A produção azeitada de Alexandre Lins embala 12 músicas inéditas compostas dentro dos industriais padrões carnavalizantes da obra da (boa) cantora e (fraca) compositora baiana. A diferença é que, ao habitual dendê da mistura pop baiana da artista, Real Fantasia adiciona o tempero caliente de outros ritmos latinos. Delira na Guajira (Samir e Fábio Alcântara) flerta com a rica musicalidade cubana - guajira é ritmo originário da ilha - com a pitada de salsa que também apimenta Puxa Puxa (Fabinho O' Brian, Rubem Tavares e Duller), tema que celebra a própria dança na (pobre) letra metalinguística. Quase no mesmo passo, Dançando (Felipe Escandurras, Márcio Victor e Thierry Coringa) - tema de versos primários, gravados com Shakira em dueto disponível por ora somente no iTunes - tem toque de reggaeton. Já o molho caribenho de Vejo o Sol e a Lua (Ramón Cruz) - a melhor dentre as faixas banhadas em latinidade - soa especialmente saboroso. Contudo, essa latinidade jamais eleva o nível da música de Ivete. Sem alçar o voo artístico a que sua voz lhe credencia, a cantora vai atrás dos trios elétricos na faixa-título Real Fantasia (Magary Lord, Jorginho, Codô Lima e Fábio Alcântara), música aquecida por metais em brasa, turbinada pela guitarra baiana de Armandinho Macedo e direcionada aos Carnavais dentro e fora de época. O público-alvo da faixa-título é o mesmo de No Meio do Povão (Rubem Tavares e Jorginho), música que começa como pop reggae, mas logo evolui para o ritmo do samba-reggae. "Eu sou do batuquê / Sou do levadão / Sou do Ilê", garante Ivete na letra autorreferente. Propagada como cantora em escala nacional nos anos 90, como vocalista da Banda Eva, Ivete também evoca suas origens em Real Fantasia no primeiro single do álbum, No Brilho Desse Olhar (Dan Kanbaiah e Davi Salles), balada pop sustentada pela batida percussiva do samba-reggae. Em seara mais sentimental, Só Num Sonho (Ivete Sangalo, Radamés Venâncio e Gigi) rebobina clichês românticos. É a balada lacrimejante da vez. Sem choro, Essa Distância (Gigi) vivencia a saudade no tom carnavalizante que pauta o disco. A funkeada Só Nós Dois (Ramón Cruz e Ivete Sangalo) - mais um exemplo claro de como Ivete Sangalo canta repertório abaixo de seu padrão vocal - também vai pelo mesmo caminho. Dentro dessa espiral banal de alegria industrializada, produto rentável da folia baiana, Balançando Diferente (Gibi e Fabinho) esboça flerte com o samba-rock sem roçar o suingue do gênero. No fim, Isso Não se Faz (Tonny Carqueija e Ramón Cruz) cria trama de sintetizadores - pilotados pelo arranjador da faixa, Radamés Venâncio - para remoer a mesma chata ladainha amorosa de outras baladas românticas do repertório da artista. Turbinado com duas faixas-bônus gravadas pela cantora para trilhas sonoras de novelas da TV Globo, Me Levem Embora (Dori Caymmi e Jorge Amado) e Eu Nunca Amei Alguém Como Eu te Amei (Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle), Real Fantasia é disco bem irregular, condizente com o nível ruim da recente discografia solo de Ivete Sangalo. O tom populista da safra de inéditas sinaliza que vai rolar a mesma festa pobre.
'Gayana' marca reencontro de Caetano e Rogério Duarte em 'Abraçaço'
Um dos nomes mais importantes na construção visual e ideológica da Tropicália, o artista gráfico, escritor e compositor baiano Rogério Duarte assina uma música em Abraçaço, o terceiro álbum de Caetano Veloso com a BandaCê. Trata-se de Gayana. É a única música do disco que não é de autoria de Caetano - visto com Rogério Duarte na foto de Fernando Young. Abraçaço tem lançamento programado para novembro de 2012 pela gravadora Universal Music.
Velha Guarda Mangueira canta bambas da escola no CD 'Homenagens 1'
Dedicado a Beth Carvalho, o CD Homenagens Vol. 1 - o quinto título da discografia da Velha Guarda da Mangueira - reúne 10 números do show gravado ao vivo no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro (RJ), em 27 de julho de 2010. No show, o grupo de veteranos da tradicional agremiação do Carnaval carioca celebrou a obra de bambas da escola verde-e-rosa com a presença de convidados. As participações de Alcione (no samba-enredo Lendas do Abaeté), Dorina (dueto com Tia Zélia em Ordenes e Farei, parceria de Cartola e Aluizio Dias), Lenine (no samba-enredo O Mundo Encantado de Monteiro Lobato) e Sandra de Sá (no samba Os Meninos da Mangueira, parceria de Rildo Hora com Sérgio Cabral) estão registradas no primeiro dos dois volumes. Produzido por Josimar Monteiro, que edita Homenagens Vol.1 por seu selo JM Records, o CD pode ser adquirido via internet na loja virtual do selo indie carioca.
Com Kurstin, P!nk afia a lâmina pop feminista de 'The Truth About Love'
Resenha de CD
Título: The Truth About Love
Artista: P!nk
Gravadora: RCA / Sony Music
Cotação: * * *
Título: The Truth About Love
Artista: P!nk
Gravadora: RCA / Sony Music
Cotação: * * *
Em seu sexto álbum de estúdio, The Truth About Love, P!nk afia sua lâmina pop feminista, produto de rebeldia ensaiada com doses calculadas de alegria e excentricidade. A energia do álbum é (quase) a mesma do antecessor Funhouse (2008), mas a presença do produtor Greg Kurstin faz a diferença no disco recém-lançado no Brasil pela Sony Music. Kurstin - piloto dos discos de Lily Allen, para quem não liga o nome a música - formata o som de P!nk em embalagem descaradamente pop radiofônica, como já sinalizara o irresistível single Blow me (One Last Kiss), parceria de Kurstin com a cantora e compositora norte-americana. P!nk e Kurstin enfileiram outras parcerias nessa linha assumidamente pop ao longo das 13 faixas deste contundente The Truth About Love - casos de How Come You're Not Here, de Walk of Shame e de True Love, faixa na qual figura, como coautora e convidada, Lily Rose Cooper, que vem a ser a já citada Lily Allen com seu atual nome artístico. Mesmo quando não marca presença como compositor, Kurstin impõe sua fórmula como produtor. Try - uma das melhores músicas do álbum, inclusive pelos versos que pregam tenacidade na vida amorosa cotidiana - tem a forte mão pop de Kurstin na formatação da faixa. Contudo, justiça seja feita, nem todos os êxitos de The Truth About Love são produtos da conexão de P!nk com o artista. Tema em que a cantora rumina rancor direcionado à facção machista do mundo, Slut Like You tem a produção de Max Martin e Shellback. Boa balada gravada por P!nk com Nate Ruess, vocalista da banda Fun, Just Give me a Reason foi formatada por Jeff Bhasker. Já Are We All We Are - música que abre o álbum com a mesma afiada lâmina pop das faixas produzidas por Kurstin - foi pilotada no estúdio pelo trio formado por Butch Walker, John Hill e Emile Haynie. Sim, The Truth About Love é bom disco, no todo, mas perde pique na sua segunda metade. Quando Eminem entra com seu rap aos três minutos da 11ª faixa, Here Comes The Weekend, paira a sensação de que P!nk já soou mais original em álbuns anteriores com a sua rebeldia calculada.
Assinar:
Postagens (Atom)



















