Nas lojas a partir de 28 de outubro de 2013, o quinto álbum de Susan Boyle, Home for Christmas, é o segundo disco da cantora escocesa no gênero natalino, no qual a artista debutou com o CD The gift (2010). Desta vez, Boyle dá voz a uma música inédita, Miracle hymn, e faz duetos com os cantores norte-americanos Elvis Presley (1935 - 1977) e Johnny Mathis. O fabricado dueto de Boyle com Elvis em Oh come all ye faithful abre Home for Christmas. Já o encontro com Mathis acontece na música When a child is born. Produzido por Cliff Masterson e Steve Anderson, o álbum traz também o grupo vocal inglês The Overtones na faixa Little drummer boy. O repertório inclui clássicos natalinos como Have yourself a merry little Christmas, I'll be home for Christmas e The Christmas waltz, entre outros standards.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Boyle dá voz a temas de musicais em 'Standing ovation' já sem impactar
Resenha de CD
Título: Standing ovation - The greatest songs from the stage
Artista: Susan Boyle
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * 1/2
Título: Standing ovation - The greatest songs from the stage
Artista: Susan Boyle
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * 1/2
Standing ovation (2012) é o quarto álbum de Susan Boyle, cantora escocesa que foi fenômeno midiático de 2009 ao ter sua participação no programa
Britain's got talent propagada
em escala mundial pela internet. Tudo por conta de arrebatadora interpretação de I dreamed a dream ((Claude Shonberg, Alain Boubliu e Herbert Kretzmer, 1980), tema do musical Os miseráveis. Boyle - o mundo já sabe - é cantora de linhagem nobre, de voz de longo alcance, talhada para encarar com pompa temas de musicais como o que lhe deu fama global e a oportunidade de iniciar tardiamente sua carreira fonográfica. Por isso, Standing ovation - The greatest songs from the stage já não causa o menor impacto no ouvinte com sua reunião de 11 temas propagados em musicais de teatro e cinema. Sob a batuta orquestral dos produtores Richard Biff Stannard e Ash Howes, Boyle canta (quase) todos divinamente. Nada surpreende, exceto a divisão inusitada experimentada pela cantora em Somewhere over the rainbow (Harold Arlen e E. Y Harburg, 1939), do filme O mágico de Oz. Contudo, nada é tampouco ruim. Com contenção, Boyle oferece bela interpretação de Send in the clows (Stephen Sondheim, 1973) - tema do musical A light night music - para citar somente um exemplo. Mas o fato é que temas como Memory (Andrew Lloyd Webber e Trevor Nunn, 1981) - clássico do musical Cats (1981) - já ganharam interpretações similares de cantoras como Elaine Page e Barbra Streisand. Por mais bela que seja a voz de Boyle, que emoção pode causar seu dueto com Donny Osmond em All i ask of you (Andrew Lloyd Webber, 1986), tema do musical O fantasma da ópera já tantas vezes cantado no mesmo tom? Sem falar que Boyle não encontra o tom ideal de The winner takes it all (Björn Ulvaeus e Benny Andersson, 1980), sucesso do extinto quarteto ABBA que somente virou tema de teatro a partir da estreia do musical Mamma mia! (1999). Em contrapartida, o dueto com Michael Crawford em The music of the night (Andrew Lloyd Webber e Charles Hart, 1986) - outro tema de O fantasma da ópera - prima pela delicadeza. Fãs do estilo clássico de Boyle também vão apreciar sua bonita abordagem de Bring me home (Claude Shonberg, Alain Boubliu e Herbert Kretzmer, 1980), tema de Os miseráveis. Mas Standing ovation termina sem causar um impacto como o provocado pela interpretação de Boyle para Perfect day (Lou Reed, 1972), quando a cantora eliminou o cinismo da balada de Reed para adequá-la ao tom celestial de seu álbum natalino The gift (2010). Envolta em sua redoma clássica, Susan Boyle alcança todas as notas com sua voz poderosa - de beleza e potência raras - mas o alcance de seu quarto álbum é (bem) menor.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Boyle dá voz a 11 temas de musicais no quarto álbum, 'Standing Ovation'
Fenômeno midiático de 2009, ao ter sua consagradora participação no programa Britain's Got Talent propagada em escala mundial pela internet, a cantora Susan Boyle tem lançado álbuns com regularidade anual. Quarto álbum da intérprete escocesa, Standing Ovation - The Greatest Songs From The Stage tem lançamento agendado para 19 de novembro de 2012 pela gravadora Sony Music. Como o subtítulo do CD já deixa entrever, Boyle dá voz a canções propagadas em musicais de teatro e cinema. Duas dessas canções - All I Ask For You (da trilha sonora do musical O Fantasma da Ópera, de 1986) e This Is The Moment (do musical Jekyll & Hyde, de 1990) - foram gravadas por Boyle em dueto com o cantor e apresentador norte-americano Donny Osmond. Também convidado para participar do disco, o cantor e ator inglês divide com Boyle a interpretação da faixa The Music of the Night, outro tema extraído da trilha de O Fantasma da Ópera. Eis as músicas de Standing Ovation - The Greatest Songs From The Stage, álbum que sucede I Dreamed a Dream (2009), The Gift (2010) e Someone To Watch Over Me (2011) na discografia da cantora, centrada em regravações de standards:
1. Somewhere Over The Rainbow
2. The Winner Takes It All
3. Send In The Clowns
4. The Music of the Night - com Michael Crawford
5. Bring Him Home
6. Memory
7. As Long As He Needs Me
8. All I Ask of You - com Donny Osmond
9. Out Here on My Own
10. You’ll Never Walk Alone
11. This Is The Moment - com Donny Osmond
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Boyle experimenta leveza e contenção em 'Someone to Watch Over me'
Resenha de CD
Título: Someone to Watch Over me
Artista: Susan Boyle
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * *
Título: Someone to Watch Over me
Artista: Susan Boyle
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * *
Conduzida pelo produtor Steve Mac, Susan Boyle experimenta a leveza e a contenção vocal em seu terceiro álbum, Someone to Watch Over me, recém-lançado pela Sony Music no mercado brasileiro. É fato que a cantora escocesa - projetada mundialmente pela internet em 2009 por conta de arrebatadora interpretação de I Dreamed I Dream, tema do musical Os Miseráveis (1980), no programa inglês de calouros Britain's Got Talent - não abandona de todo a natural grandiloquência que até então caracteriza sua discografia (inclusive no que diz respeito aos arranjos). A cantora de tons superlativos reaparece majestosa em You Have To Be There - lindo tema composto pela metade masculina do extinto quarteto sueco ABBA, Benny Andersson e Björn Ulvaeus, para o musical Katrina (2009) - e na inédita Return, parceria (bem) menos inspirada do produtor Steve Mac com Wayne Hector. Mas essa intérprete de grandiloquência sustentada pela voz límpida - uma das mais belas surgidas nos últimos anos - convive com uma outra Susan Boyle, mais contida ao dar sua visão para músicas como Unchained Melody (Hy Zaret e Alex North), Both Sides Now (tema de Joni Mitchell, levado ao piano), Enjoy the Silence (composição de Martin Gore lançada em 1990 pelo grupo inglês Depeche Mode) e Autumn Leaves (Paolo Nutini e Jim Duguid). Tal contenção - não necessariamente superior à grandiloquência vocal e orquestral, diga-se - está em sintonia com a economia da maior parte dos arranjos do disco. O problema é que, seja cantando Depeche Mode ou um clássico dos irmãos George Gershwin & Ira Gershwin, Someone to Watch Over me (quase uma vinheta, alocada ao fim do disco), Boyle filtra as emoções por sua voz pura e pelo padrão asséptico da produção de seus discos. Tal filtro impede Someone to Watch Over me de ser um álbum à altura do canto límpido da intérprete. Contudo, a cantora é grandiosa, em tons altos ou baixos.
domingo, 25 de setembro de 2011
Boyle regrava temas de Depeche Mode e Tears of Fears no terceiro disco
Música do repertório do grupo inglês Depeche Mode, lançada em 1990 em single e no álbum Violator, Enjoy the Silence é a surpresa do repertório do terceiro álbum de Susan Boyle, Someone to Watch Over me. Nas lojas em novembro de 2011, em lançamento mundial orquestrado pela gravadora Sony Music, o disco já está sendo promovido com a faixa You Have to Be There. De autoria de Bjorn Ulvaeus e Benny Andersson, You Have to Be There é música composta pelos integrantes do desativado quarteto sueco ABBA para o musical Kristina (2009) que se ajustou com toda pompa à voz límpida da cantora escocesa. O repertório de Someone to Watch Over me traz ainda hit do grupo inglês Tears for Fears, Mad World, entre standards como Autumn Leaves e Unchained Melody. Eis as dez faixas de Someone to Watch Over me:
2. Unchained Melody
3. Enjoy the Silence
4. Both Sides Now
5. Lilac Wine
6. Mad World
7. Autumn Leaves
8. This Will Be the Year
9. Return
10. Someone to Watch Over me
domingo, 4 de setembro de 2011
Boyle lança terceiro álbum, 'Someone to Watch Over me', em novembro
Um dos temas mais conhecidos do cancioneiro de George Gershwin & Ira Gershwin, Someone to Watch Over me (1926) dá título ao terceiro álbum de Susan Boyle, a cantora escocesa que ganhou projeção mundial em abril de 2009 ao interpretar I Dreamed a Dream (Alain Boublil) no programa de calouros Britain's Got Talent, atração da TV inglesa. Sucessor de I Dreamed a Dream (2009) e The Gift (2010), que juntos venderam mais de 14 milhões de cópias, o álbum Someone to Watch Over me chegará às lojas em novembro de 2011. O produtor é Steve Mac.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
No padronizado CD 'The Gift', Susan Boyle celebra o Natal em tom solene
Resenha de CD
Título: The Gift
Artista: Susan Boyle
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * *
Título: The Gift
Artista: Susan Boyle
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * *
Segundo álbum de Susan Boyle, a excepcional cantora escocesa revelada em 2009 no programa de calouros Britain's Got Talent, The Gift celebra o Natal no mesmo tom solene do primeiro disco da intérprete, I Dreamed a Dream (2009), campeão de vendas do ano passado. Coros e orquestrações dão caráter grandiloquente a The Gift e, por vezes, chegam a ofuscar a voz de Boyle. Contudo, há real beleza em alguns dos dez registros formatados pelo produtor Steve Mac. Perfect Day - tema lançado pelo compositor norte-americano Lou Reed, marginal poeta das sombras, no álbum Transformer (1972) - ressurge repaginado, sem cinismo, com doçura, em gravação que, sim, beira o sublime. Em contrapartida, Hallelujah - canção do compositor canadense Leonard Cohen em 1984 - tem diluído seu sentimento diante da grandiloquência e assepsia que caracterizam The Gift, fazendo com que a gravação de Boyle sequer chegue aos pés do registro de k.d. Lang, para citar somente um nome que abordou a canção com mais êxito e emoção. Já Don't Dream It's Over - o terceiro tema pop de repertório que prioriza hinos natalinos tradicionais - resulta meramente curioso. Boyle não chega a pôr sua identidade na música lançada pelo grupo australiano Crowded House em 1986. No todo, The Gift quase deixa a voz da cantora em segundo plano. Faixas de tom sacro como Away in a Manger e O Come All Ye Faithful dão a impressão de terem sido captadas em uma missa. Boyle acerta mais quando tenta driblar a excessiva e padronizada grandiloquência da produção em temas natalinos tradicionais como Make me a Channel of your Peace e Auld Lang Syne, abordados com relativa simplicidade. Já um campeão de vendas, The Gift insiste nos erros de I Dreamed a Dream sem expor, como seu também solene antecessor, todo o brilho da voz de Susan Boyle.
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