Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Carioca Antonio Pinto assina temas originais do álbum com a trilha de 'Amy'

Recém-lançado no Brasil, em edição da Universal Music, o álbum com a trilha sonora de Amy - o documentário sobre a vida louca e breve da cantora e compositora inglesa Amy Winehouse - não é formado somente por gravações da artista. Os temas originais da trilha sonora são composições do carioca Antonio Pinto.  Das 23 faixas do discos, onze são da lavra do brasileiro, compositor muito requisitado pela indústria do cinema nos últimos anos. Pinto assina temas instrumentais como Amy forever, Arrested,  In the studioKidnapping Amy,  Opening,  Poetic finale e Walk, entre outros.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Já com seu novo vocalista, Hugo Rafael, Sambô lança single com hit de Amy

Com o aval e o marketing da gravadora Som Livre, o Sambô lança esta semana sua primeira gravação com Hugo Rafael, o cantor de Sorocaba (SP) que assumiu em agosto de 2015 o posto de vocalista do grupo paulista no lugar de Daniel San (que vai iniciar carreira solo). Trata-se de single com abordagem, em clima de rock pagodeiro, de Valerie (Dave McCabe, Russell Pritchard, Sean Payne, Abi Harding, Paul Molloy e Boyan Chowdhury, 2006), música do repertório do grupo britânico The Zutons que ganhou projeção na gravação feita em 2007 pela cantora inglesa Amy Winehouse (1983 - 2011) para disco do produtor e compositor inglês Mark Ronson. O registro de Valerie pelo Sambô virou clipe posto em rotação no YouTube na última segunda-feira, 14 de setembro de 2015.

domingo, 15 de março de 2015

Mazzer canta com Elza em CD que passa por Assis, Amy, Björk e Itamar

Gravado de abril a junho de 2014, o primeiro álbum solo de Simone Mazzer, Férias em videotape, está sendo lançado neste mês de março de 2015 em edição do selo Pimba (originado da gravadora Dubas). Produzido por Leonel Pereda, o disco tem repertório baseado no roteiro do excelente show que a cantora e atriz de Londrina (PR) vem apresentando no Rio de Janeiro (RJ) a partir de 2012. Elza Soares participa de Férias em videotape como convidada da música Essa mulher, de autoria de Bernardo Pellegrini, compositor natural de Londrina (PR). No disco, Mazzer dá voz a músicas como Babalu (Margarita Lecuona, 1939), Back to black (Amy Winehouse e Mark Ronson, 2006), Camisa listrada (Assis Valente, 1937), Hyper ballad (Björk, Nellee Hooper e Marius De Vries,1995), Parece que bebe (Itamar Assumpção, 1994) e Tango do mal (Luciano Salvador Bahia, 2014). A música-título Férias em vídeo tape é parceria de Mazzer com Elton Mello e Silvio Ribeiro. Beto Martins (6D) assina a arte do disco solo de Simone Mazzer, atriz da Cia. Armazém de Teatro que iniciou a sua carreira de cantora em 1989, tendo integrado a banda Chaminé Batom.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Abravanel lança single em cujo vídeo personifica Amy, Elvis, Lennon e Ney

Ator e cantor paulistano que debutou profissionalmente no teatro musical em 2004 e que ganhou projeção nacional em 2011 ao mimetizar o cantor carioca Tim Maia (1942 - 1998) em musical de grande sucesso popular, Tiago Abravanel lança seu primeiro single, Eclético. A música é de autoria de Edu Tedeschi, compositor paulistano gravado por cantores como Maria Rita, Luciana Mello, Pedro Mariano e Zélia Duncan. Composição de suingue pop black, Eclético gerou clipe - já em rotação na web - no qual Tiago Abravanel se vale de ótimas caracterizações para encarnar personalidades musicais como Amy Winehouse (1983 - 2011), Elvis Presley (1935 - 1977), John Lennon (1940 - 1980) e Ney Matogrosso - como visto no mosaico com fotos de Adriano Fagundes. Após atuar em duas novelas da TV Globo, Abravanel pretende dar prioridade à sua carreira de cantor, estreando em 3 de outubro de 2014, no Rio de Janeiro (RJ), show que vai percorrer o Brasil em turnê nacional. No roteiro, Abravanel dará voz a mais duas músicas de Edu Tedeschi, De brim e Estrada afora, entre hits de Barão Vermelho, Ritchie, Rosana, Sidney Magal e, claro, de Tim Maia.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Disco com gravações de Amy na BBC deixa entrever declínio da cantora

Resenha de CD e DVD
Título: Amy Winehouse at the BBC
Artista: Amy Winehouse
Gravadora: Island Records / Universal Music
Cotação: * * *

Por mais que haja valor nas gravações ao vivo feitas por Amy Winehouse (1983 - 2011) para programas e eventos produzidos pelas emissoras de rádio e TV BBC (e esse valor é alto porque leva em conta o talento imensurável da cantora inglesa), nada tira o caráter oportunista desse Amy Winehouse at the BBC (2012). Trata-se de produto idealizado para lucrar em cima da saudade deixada pela artista e que chega ao Brasil em edição dupla que junta CD e DVD (há edição mais alentada, com mais dois DVDs, disponibilizada para venda somente no Exterior). A rigor, o CD toca mais do mesmo - com a ressalva de que esse mesmo se encontra entre o que de melhor se produziu na indústria da música no século XXI. O CD enfileira 14 gravações ao vivo captadas entre 2004 e 2009. Já o DVD Arena: Winehouse - The day she came to dingle é um documentário em torno da produção de Amy na BBC no qual são exibidos registros ao vivo de seis músicas, das quais somente duas - Back to black (Amy Winehouse e Mark Ronson, 2006) e Me & Mr. Jones (Amy Winehouse, 2006) - não figuram na seleção do CD. Por mais que seja oportunista, Amy Winehouse at the BBC pode ser encarado como o CD ao vivo que Amy não chegou a ter tempo de gravar. Afinal, o registro de show exibido no único DVD oficial da cantora, I told you i was a trouble - Amy Winehouse live in London (2007), nunca foi editado no formato de CD. Seja como for, salta aos ouvidos na seleção de Amy Winehouse at the BBC o declínio da artista por conta no mergulho nas drogas e no álcool que a faria afundar até sair precocemente de cena. É fato que Amy teve momentos de brilho até o fim - como atesta sua última gravação oficial, Body and soul (Johnny Green, Edward Heyman, Robert Sour e Frank Eyton, 1930), feita em março de 2011 para álbum de duetos de Tony Bennett - mas é fato também que o abuso das drogas e do álcool afetou suas performances no palco. Amy Winehouse at the BBC deixa entrever essa negativa e progressiva interferência externa na qualidade das interpretações de Amy. A cantora que dá voz vigorosa a quatro músicas de seu primeiro álbum Frank (2003) em eventos de 2004 - entre elas, Fuck me pumps e In my bed, parcerias de Amy com o produtor Salaam Remi - tem muito mais vida do que a intérprete já titubeante que entoa Love is a losing game (Amy Winehouse, 2006) no programa de Jools Holland. Declínios à parte, números como October song (Amy Winehouse, Matt Rowe e Stefan Skarbek) captam uma Amy mais próxima do universo jazzístico, algo comum em Frank, mas talvez até surpreendente para a multidão que se deixou seduzir pela cantora a partir de seu segundo derradeiro álbum, Back to black (2006). Afinal, é para essa multidão de fãs saudosos que Amy Winehouse at the BBC foi posto nas lojas, acionando a lucrativa indústria da saudade.

domingo, 21 de outubro de 2012

Mitch Winehouse se porta como pai herói em livro sobre a saga da filha Amy

Resenha de livro
Título: Amy - Minha filha
Autor: Mitch Winehouse
Editora: Record
Cotação: * * * 1/2

 Houve momento - algum tempo depois da edição do álbum Frank (2003) e antes da gravação do consagrador Back to black (2006) - que o futuro de Amy Winehouse (1983 - 2011) como cantora pareceu incerto para a família da artista e para a própria Amy. Tal incerteza é admitida por Mitch Winehouse numa das 350 páginas de seu bom livro Amy - Minha filha, já lançado no Brasil pela editora Record. Por ser o pai da mais interessante cantora surgida nos anos 2000, Mitch acompanhou de perto os primeiros passos de Amy na vida e na música. Seu livro reconstitui tais passos de forma superficial (mas esclarecedora) para se concentrar na saga de Amy contra as drogas que a tiraram precocemente de cena, aos 27 anos. Essa luta contra os vícios da filha é o assunto quase único de Mitch nos três quartos finais do livro. Ao recontar essa história, Mitch se porta como o pai herói, incansável na batalha cotidiana para afastar Amy do álcool, das drogas e, sobretudo, da companhia do namorado Blake Fielder-Civil, descrito no livro com adjetivos nada lisonjeiros como "mau-caráter". Tampouco a família de Blake é poupada. Sim, Mitch toma partido e marca posição em Amy - Minha filha e, como testemunha privilegiada das idas e vindas de Amy em clínicas de reabilitação de dependentes químicos, o pai herói dá a versão verdadeira dos fatos noticiados com doses de sensacionalismo e mentira pelos tabloides britânicos. E, nesse sentido, parece não ter havido  maquiagem dos fatos na redação da saga. Em narrativa sempre fluente, Mitch rememora os tropeços e o mergulho de Amy no inferno das drogas e da relação com Blake. Por mais que o livro tenha sido escrito com indisfarçável oportunismo (por vaidade e vontade de ficar sob os holofotes, não por ganância, já que a renda dos direitos autorais de Mitch é em tese revertida para a Fundação Amy Winehouse, criada para amparar usuários de drogas na luta contra o vício), Amy - Minha filha vai cativar admiradores da artista inglesa. Relevada a pose de pai herói repetida por Mitch ao longo do livro, Amy - Minha filha descortina os bastidores da vida de artista singular. Vida breve, mas intensa, como a obra e o canto por vezes dilacerado de Amy Winehouse.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Caixa com um CD e três DVDs compila gravações feitas por Amy na BBC

O lançamento da caixa Amy Winehouse at BBC - agendado para 12 de novembro de 2012 - dá continuidade à exumação dos arquivos de Amy Winehouse (1983 - 2011). A caixa compila - em um CD e em três DVDs - 44 gravações feitas pela cantora e compositora inglesa para os canais de rádio e  TV da BBC de Londres. Um DVD, Amy Winehouse - The Day She Came To Dingle, tem caráter documental. Eis o repertório do CD e dos DVDs da caixa Amy Winehouse at BBC:

* CD The BBC Sessions
1. Know You Now (Summer Sundae 2004)
2. Fuck Me Pumps (T In The Park 2004)
3. In My Bed (T In The Park 2004)
4. October Song (T In The Park 2004)
5. Rehab (Pete Mitchell 2006)
6. You Know I’m No Good (Jo Whiley Live Lounge 2007)
7. Just Friends (Big Band Special 2009)
8. Love Is A Losing Game (Jools Holland 2009)
9. Tears Dry On Their Own (Jo Whiley Live Lounge 2007)
10. Best Friends, Right? (Summer Sundae 2004)
11. I Should Care (The Stables 2004)
12. Lullaby of Birdland (The Stables 2004)
13. Valerie (Jo Whiley Live Lounge 2007)
14. To Know Him Is To Love Him (Pete Mitchell 2006)

* DVD A Tribute To Amy Winehouse By Jools Holland
1. Stronger Than Me
2. Take The Box
3. Teach Me Tonight - com Jools Holland
4. Rehab
5. Tenderly - com Jools Holland
6. Tears Dry On Their Own
7. Monkey Man - com Jools Holland
8. I Heard It Through The Grapevine - com Paul Weller e Jools Holland
9. Don’t Go To Strangers - com Paul Weller e Jools Holland
10. Love Is A Losing Game


* DVD Amy Winehouse – BBC One Sessions Live At Porchester Hall
1. Know You Now
2. Tears Dry On Their Own
3. You Know I’m No Good
4. Just Friends
5. He Can Only Hold Her
6. I Heard Love Is Blind
7. Rehab
8. Take The Box
9. Some Unholy War
10. Back To Black
11. Valerie
12. Addicted
13. Me & Mr Jones
14. Monkey Man

* DVD Amy Winehouse – The Day She Came To Dingle
1. Tears Dry On Their Own
2. You Know I’m No Good
3. Love Is A Losing Game
4. Back To Black
5. Rehab
6. Me & Mr Jones

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Rapper Nas apresenta 'Cherry Wine', música gravada com Amy em 2008

Música inédita gravada por Amy Winehouse (1983 - 2011) em maio de 2008, Cherry Wine já está em rotação na internet. Formatada por Salaam Remi, produtor dessas sessões de estúdio realizadas em 2008, a música tem a participação de Nas e integra o próximo álbum do rapper norte-americano, Life Is Good, cujo lançamento está previsto para este mês de julho de 2012. Cherry Wine foi divugada pelo próprio Nas, que já tinha dividido com a cantora e compositora inglesa Like a Smoke, música oriunda das mesmas sessões de 2008 e apresentada em Lioness: Hidden Treasures (2011), primeiro CD póstumo de Amy. Cherry Wine tem quase seis minutos.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Com letra inédita de Amy, 'Bird Cage' figura no segundo CD de Doherty

Com letra inédita de Amy Winehouse (1983 - 2011), a música Bird Cage é chamariz do segundo álbum  solo de Pete Doherty. Amy teria escrito a música especialmente para o disco de Doherty, de quem era amiga. Desde o primeiro trimestre de 2012, o cantor e compositor britânico - projetado na extinta banda The Libertines - grava na Inglaterra o sucessor de Grace / Wastelands (2009). Bird Cage vai figurar no CD em dueto de Doherty com a artista britânica Suzi Martin. Já na trilha sonora do filme Confession of a Child of the Century a música vai ser ouvida em gravação acústica. Além de Bird Cage, o segundo álbum solo de Doherty já tem por enquanto outras seis músicas confirmadas (Down For The Outing, Siberian Fur, Nothing Comes to Nothing, Shine a Light on Your Misery, Ba Ba Ba e Dust on the Road).

sábado, 24 de dezembro de 2011

Retrô 2011: Amy sai de cena, aos 27 anos, e entra na história da música

Muitos nomes ligados à música se despediram ao longo de 2011. Saíram de cena - entre outros - Billy Blanco, Cesaria Évora, Edson Frederico, Gary Moore, Geraldo Flach, Lea Millon, Loleatta Holloway, Lula Côrtes, Manito, Ravel e Redson. Mas nenhuma morte foi tão sentida no universo pop quanto a de Amy Winehouse (1983 - 2011), encontrada sem vida em seu apartamento, em Londres (Inglaterra), na tarde de 23 de julho. Por mais que tenha sido anunciada pelo histórico de abusos da artista com o álcool e as drogas, a morte de Amy - aos 27 anos, idade de aura mítica no mundo da música por ter sido também a idade da morte de ídolos de outras eras - baqueou os fãs dessa cantora e compositora inglesa que deixou apenas dois álbuns, sendo um bom (Frank, 2003) e outro genial (Back to Black, 2006). É por conta desse antológico segundo disco que Amy Winehouse sai de cena para entrar na história da música pop. Como Amy não teve tempo de aprontar o aguardado terceiro álbum, agora resta esperar pelos tesouros escondidos no baú da Leoa. Alguns vieram à tona em dezembro com o lançamento de Amy Winehouse Lioness: Hidden Treasures, bom CD póstumo que sinaliza que, para a indústria fonográfica, a artista jamais será dada como morta. Saudades de Amy...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Mesmo sem o status de álbum, 'Lioness' revela tesouros do baú de Amy

Resenha de CD
Título: Amy Winehouse Lioness:  Hidden Treasures
Artista: Amy Winehouse
Gravadora: Island / Universal Music
Cotação: * * * 1/2

Já é sabido que não existe - e tampouco existirá algum dia... - um terceiro álbum de Amy Winehouse (1983 - 2011). O que há são fragmentos de gravações feitas pela cantora inglesa para o que poderia ser o sucessor do genial Back to Black (2007). Alguns destes registros embrionários foram finalizados pelos produtores Salaam Remi e Mark Ronson. Registros que, somados a alguns takes alternativos de sucessos da cantora e a demos, resultaram no CD póstumo Amy Winehouse Lioness: Hidden Treasures, nas lojas a partir desta segunda-feira, 5 de dezembro de 2011, em lançamento mundial orquestrado pela gravadora Universal Music. Justiça seja feita: trata-se de um bom disco que, mesmo sem ter o status de um álbum, revela tesouros escondidos no baú de Amy. Dois deles, Our Day Will Come e Between the Cheats, já valem a aquisição do disco. Our Day Will Come é deliciosa versão em reggae do doo-wop lançado em 1963 pelo grupo de pop e r & b Ruby & The Romantics. Foi gravada em maio de 2002, com a voz de Amy tinindo. Na mesma linha vintage que evoca a arquitetura vocal de um doo-wop, Between the Cheats é música inédita gravada por Amy em maio de 2008, com produção de Salaam Remi, para um possível terceiro álbum. Melancólica, a letra versa sobre o turbulento relacionamento afetivo de Amy com Blake Civil-Fielder. Da mesma época da bela Between the Cheats, e possivelmente das mesmas sessões de estúdio, aparece Like a Smoke, um r & b finalizado com adição do rap de Nas. Não se notam na voz de Amy, nas gravações destas músicas inéditas, sinais dos excessos que acabariam tirando precocemente a cantora de cena em 23 de julho de 2011. Salta também aos ouvidos o bom acabamento dos arranjos de Amy Winehouse Lioness: Hidden Treasures. Will You Still Love me Tomorrow? - cover da música de Carole King, gravado por Amy em setembro de 2004 com produção de Mark Ronson - tem adesão do grupo The Dap Kings e cordas arranjadas com propriedade por Chris Elliott. Sucesso em 1960 na gravação do grupo The Shirelles, Will You Still Love me Tomorrow? já fazia parte do repertórito de Amy. Assim como Valerie, sucesso do grupo The Zuttons em 2006. Valerie reaparece em Hidden Treasures em andamento mais lento em registro de dezembro de 2006, pilotado por Rason, que fica aquém da gravação de Amy que veio à tona. Tears Dry - versão mais lenta de Tears Dry on Their Own, gravada em ritmo de balada, em novembro de 2005, sob a batuta de Salaam Remi - resulta mais interessante no confronto com o registro oficial da cantora. Já The Girl From Ipanema - o clássico mundial de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, ouvido em inédita gravação de 2002, feita por Amy com o objetivo de mostrar seus dotes vocais para Remi - exala frescor e reitera que a intérprete tinha bossa toda especial. Habilidade que também saltava aos ouvidos nos temas de tom mais jazzy como Halftime, inédita sobra do primeiro álbum de Amy (Frank, 2003), gravada em agosto de 2002. Das sessões de gravação do posterior Back to Black (2003), o álbum que consagraria Amy em escala mundial, aparece a demo de Wake Up Alone, música ouvida em andamento mais lento, em gravação embrionária de março de 2006 que não tem a pulsação sentida em Best Friends, música gravada em fevereiro de 2003, com produção de Salaam Remi, e já ouvida nos shows feitos por Amy na época do lançamento do álbum Frank. Época em que a voz de Amy tinha o vigor que eventualmente já começou a falhar lá pelos idos de 2009, ano do registro caseiro de A Song For You (Leon Russell), finalizada por Salaam Remi. Embora a derradeira gravação oficial de Amy - o refinado dueto com Tony Bennett em Body & Soul, gravado em março deste ano de 2011 para o recém-lançado disco de Bennett e incluído em Hidden Treasures - tenha sinalizado o contrário, efeito provável da garra dessa Leoa que partiu cedo demais. Digno, seu primeiro álbum póstumo - alguém duvida que haverá outros? - ameniza a saudade deixada pela artista sem (jamais) afrontar a memória de Amy Winehouse.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

'The Final Goodbye' exibe documentário chato e oportunista sobre Amy

Resenha de DVD
Título: Amy Winehouse - The Final Goodbye
Artista: Amy Winehouse
Gravadora: Coqueiro Verde Records
Cotação: *

Editado em DVD no Brasil pela Coqueiro Verde Records neste mês de novembro de 2011, Amy Winehouse - The Final Goodbye é o típico documentário oportunista e caça-níquel que nada acrescenta a quem por ventura vier a assisti-lo na esperança de saber algo mais sobre Amy Winehouse (1983 - 2011). Produzido para faturar com a saudade deixada pela cantora inglesa, morta em julho, o filme é essencialmente chato. Gente sem importância fica discorrendo sobre a vida e obra da artista - em especial sobre o envolvimento de Amy com as drogas e sobre seu turbulento relacionamento afetivo com Blake Fielder-Civil - em depoimentos que recorrem a clichês e que apenas reciclam tudo que já foi devidamente explorado na mídia. Por seu caráter oficioso, Amy Winehouse - The Final Goodbye exibe poucas e óbvias imagens de arquivo na narrativa enfadonha. Enfim, é documentário sensacionalista - e não é o primeiro e tampouco será o último do gênero - que merece o desprezo dos verdadeiros fãs de Winehouse.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CD póstumo de Amy sai em dezembro com cover de 'Garota de Ipanema'

Feito por Amy Winehouse (1983 - 2011) como teste em 2002, antes mesmo de a cantora iniciar a gravação de seu primeiro álbum Frank (2003), um cover de Garota de Ipanema - na versão em inglês do clássico de Tom Jobim e Vinicius de Moraes - figura entre as 12 faixas do primeiro CD póstumo da cantora inglesa. Amy Winehouse Lioness - Hidden Treasures vai chegar às lojas a partir de 5 de dezembro de 2011 via Universal Music com algumas gravações inéditas formatadas pelos produtores Mark Ronson e Salaam Remi. As novidades incluem Between The Cheats (música inédita, com letra escrita por Amy em 2008 sobre suas desavenças conjugais com Blake Fielder-Civil), Like Smoke (tema inédito, gravado em 2008 pela cantora e finalizado com o rapper Nas), Halftime (outra sobra de Frank) e covers  dos repertórios do grupo The Shirelles (Will You Still Love me Tomorrow?), do cantor Donny Hathaway (A Song For You, de Leon Russell) e de Ruby & The Romantics (o doo-wop Our Day Will Come, versão em reggae do sucesso de 1963 deste grupo norte-americano de pop e r & b). Amy Winehouse Lioness - Hidden Treasures inclui ainda gravação mais lenta de Valerie (o cover do grupo inglês The Zutons que já fazia parte do repertório de Amy), uma demo de Wake Up Alone (música do segundo álbum de Amy, Back to Black), Tears Dry (versão crua e lenta de Tears Dry on Their Own, um dos singles do álbum Back to Black), Best Friends (gravação de 2003) e Body and Soul (no dueto gravado com Tony Bennett para o recém-lançado álbum Duets II, do cantor norte-americano). Eis os tesouros escondidos reunidos no CD:

1. Our Day Will Come
2. Between The Cheats
3. Tears Dry
4. Wake Up Alone
5. Will You Still Love me Tomorrow?
6. Valerie
7. Like Smoke
8. The Girl from Ipanema
9. Halftime
10. Best Friends
11. Body and Soul
12. A Song for You

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Puxado por gravação de Amy, 'Duets II' de Bennett vai de Aretha a Gaga

Promovido com a suposta última gravação em estúdio de Amy Winehouse (1983 - 2011), o álbum Duets II de Tony Bennett está sendo lançado esta semana. O disco enfileira encontros de Bennett com um time estelar de convidados que vai de Aretha Franklin (em How Do You Keep the Music Playing?, tema de Michel Legrand lançado em 1982) a Lady Gaga (esfuziante em The Lady Is a Tramp, standard lançado em 1937 pelos compositores Richard Rodgers e Lorenz Hart), passando por Andrea Bocelli, k.d. Lang, Mariah Carey, Michael Bublé, Sheryl Crow e Willie Nelson. Amy figura em faixa que expõe a atmosfera clássica do álbum, Body and Soul,  clássico do jazz composto em 1930 por Edward Heyman, Robert Sour, Frank Eyton e Johnny Green. O dueto da cantora inglesa com Bennett foi gravado nos estúdios Abbey Road, em Londres, em 23 de março de 2011, exatos quatro meses antes de a artista sair de cena. O álbum Duets II está sendo lançado no formato de CD simples e em edição dupla que inclui DVD que exibe as imagens dos 17 duetos. Eis as 17 músicas do disco e seus respectivos intérpretes:

1. The Lady Is a Tramp - Tony Bennett e Lady Gaga
2. One for my Baby (and One More for the Road) - Tony Bennett e John Mayer
3. Body and Soul - Tony Bennett e Amy Winehouse
4. Don't Get Around Much Anymore - Tony Bennett e Michael Bublé
5. Blue Velvet - Tony Bennett e k.d. Lang
6. How Do You Keep the Music Playing? - Tony Bennett e Aretha Franklin
7. The Girl I Loved - Tony Bennett e Sheryl Crow
8. On the Sunny Side of the Street - Tony Bennett e Willie Nelson
9. Who Can I Turn on (When Nobody Needs me) - Tony Bennett e Queen Latifah
10. Speak Low - Tony Bennett e Norah Jones
11. This Is All I Ask - Tony Bennett e Josh Groban
12. Watch What Happens - Tony Bennett e Natalie Cole
13. Stranger in Paradise - Tony Bennett e Andrea Bocelli
14. The Way You Look Tonight - Tony Bennett e Faith Hill
15. Yesterday I Heard the Rain - Tony Bennett e Alejandro Sanz
16. It Had to Be You - Tony Bennett e Carrie Underwood
17. When Do the Bells Rings for me - Tony Bennett e  Mariah Carey

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Dueto de Amy com Bennett chega às rádios no 28º aniversário da artista

A gravadora Sony Music lança oficialmente nas rádios nesta quarta-feira, 14 de setembro de 2011, o dueto gravado pelo cantor norte-americano Tony Bennett com Amy Winehouse (1983 - 2011) para seu álbum Duets II. O dueto acontece na faixa Body and Soul, cover de standard do jazz composto em 1930 por Edward Heyman, Robert Sour, Frank Eyton e Johnny Green. Body and Soul chega às rádios na data em que a cantora e compositora britânica completaria 28 anos. Com valor adicional por conta dessa histórica gravação, em tese a última feita por Amy antes de sair de cena em 23 de julho, Duets II  vai chegar às lojas a partir de 20 de setembro.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

'Back to Black' se torna álbum mais vendido do Reino Unido no século 21

Por conta do recente incremento nas vendas, efeito da comoção mundial provocada pela morte de Amy Winehouse (1983 - 2011), o disco Back to Black (2006) se tornou o álbum mais vendido do Reino Unido neste século 21. De acordo com dados revelados pela empresa Official Chart Company, o álbum de Amy já vendeu somente no Reino Unido 3,25 milhões de cópias, superando os 3,24 milhões de cópias do disco que até então era o campeão da lista, Back to Bedlam (2004), álbum de estreia do cantor e compositor britânico James Blunt, alavancado pela canção You're BeautifulBack to Black já vendeu mais de 15 milhões de cópias no mundo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Músicas inéditas de Amy são inspiradas em seu divórcio de Fielder-Civil

Agora é oficial: Amy Winehouse (1983 - 2011) deixou gravações inéditas. De acordo com porta-voz da família da cantora britânica, as músicas gravadas têm cunho autobiográfico, tendo sido criadas pela compositora com inspiração no seu divórcio de Blake Fielder-Civil. Tudo indica que essas músicas - especula-se que sejam 12, ao todo - vão ser lançadas em 2012 em disco que seria finalizado por amigos de Amy. Que voltou postumamente ao topo das paradas do Reino Unido com o disco Back to Black (2006), cujas vendas inflaram por conta da morte da artista.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Remi expõe versão supostamente inédita de 'Round Midnight' com Amy

Produtor envolvido na gravação dos dois álbuns de Amy Winehouse (1983 - 2011), Frank (2003) e Back to Black (2006), Salaam Remi postou em seu Twitter versão supostamente inédita - "Nunca ouvida antes", nas palavras exatas de Remi - de Round Midnight (1944) na voz da cantora britânica. A gravação foi divulgada nesta terça-feira, 26 de julho de 2011. Clássico do jazz, composto pelo pianista Thelonious Monk e letrado posteriormente por Bernie Hanighen, Round Midnight é música já conhecida na voz de Amy, já que figura na Deluxe Edition do álbum Frank, lançada no embalo do estouro mundial de Back to Black. Dois dias antes, em 24 de julho, Remi já havia divulgado inédita versão alternativa de Some Unholy War, música de autoria de Amy, lançada em Back to Black. Já as notícias sobre o terceiro álbum da artista são contraditórias. Há jornais e sites que sustentam que o CD já estava quase finalizado enquanto outros garantem que as gravações - se foram efetivamente iniciadas - estão em estado embrionário. Contudo, o fato é que parece haver material inédito de Amy Winehouse para alimentar a saudade dos fãs e o apetite da indústria da música. Tal material vai aparecer!

domingo, 24 de julho de 2011

CD 'Duets II' de Bennett sai em setembro com a última gravação de Amy

Com lançamento agendado nos Estados Unidos para 20 de setembro de 2011, o próximo álbum do cantor norte-americano Tony Bennett, Duets II, ganhou importância adicional por conta da morte de Amy Winehouse (1983 - 2011) por trazer o que provavelmente é a última gravação em disco da cantora britânica. Em março, Winehouse pôs voz - em estúdio de Londres, na Inglaterra - em Body and Soul, o standard do jazz composto em 1930 por Edward Heyman, Robert Sour, Frank Eyton e Johnny Green. Lady Gaga também figura no segundo álbum de duetos de Tony Bennett na faixa The Lady Is a Tramp (Richard Rodgers e Lorenz Hart, 1937).

sábado, 23 de julho de 2011

Morta aos 27 anos, idade trágica no pop, Amy já se eterniza como lenda

Por mais que a notícia da saída de cena de Amy Winehouse (1983 - 2011) seja de certa forma a crônica de uma morte já anunciada e até esperada, o mundo pop está abalado com o fato já oficializado. A cantora inglesa foi encontrada morta em seu apartamento no bairro londrino de Camdem Town, na Inglaterra. A causa ainda está sendo investigada, mas sabe-se de antemão que Amy Winehouse sai de cena por um histórico de abusos de drogas e álcool que vinham empanando progressivamente o brilho de seu canto único. Ela sai de cena, mas vira lenda instantânea - até porque a artista morre aos 27 anos, idade trágica e mítica no mundo pop por ter marcado também o desaparecimento de lendas como Janis Joplin (1943 - 1970), Jimi Hendrix (1942 - 1970), Jim Morrison (1943 - 1971), Brian Jones (1942 - 1969) e Kurt Cobain (1967 - 1994). Não há dúvidas: Amy entra nesta galeria de mitos a partir deste sábado, 23 de julho de 2011, data de sua morte previsível, mas nem por isso menos triste. Seja como for, Amy faz jus à aura mitológica por sua música, não pelas atribulações de sua vida pessoal. Não tanto pelo primeiro de seus dois únicos álbuns, Frank (2003), que ofereceu um coquetel de jazz, soul, pop e rap de sabor ainda indefinido. Mas, sobretudo, pelo genial Back to Black (2006), álbum antológico no qual Winehouse mergulhou na soul music norte-americana com sua voz que parecia nascida no berço da Motown - voz negroide que destilava sentimento quando cantava suas letras de cunho pessoal. Voz que começou a ser usada para o canto aos dez anos, idade em que Amy formou efêmera e amadora dupla de rap, Sweet 'n' Sour, com amiga de infância. Aos 13, ela ganhou a primeira guitarra. Aos 14, Amy começou a compor - obviamente ainda sem as marcas da dor que pautariam temas da fase adulta como Love Is a Losing Game e Back to Black. Aos 20, ela lançou Frank. Aos 23, apresentou Back to Black, o álbum que lhe garantiria um lugar de honra na galeria de estrelas da música britânica. Aos 27, corroída pelo álcool e pelas drogas, a cantora se eterniza como lenda. Até então às voltas com a preparação de seu terceiro álbum, em tese em um estágio já adiantado de produção, Amy Winehouse sai da vida em 2011 para entrar definitivamente na História mítica da música pop.