Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

RETROSPECTIVA 2015 – Grandeza da voz de Simone Mazzer ecoa pelo Brasil

♪ RETROSPECTIVA 2015 – Simone Mazzer se fez ouvir no império pop liquidação que caracteriza o mercado fonográfico brasileiro nos últimos tempos. Cantora e atriz de Londrina (PR) que milita no universo musical desde 1989, Mazzer desafinou o fraco coro cool que impera no mundinho indie da música do Brasil com canto grandioso e quente que começou a ecoar fora das fronteiras do Paraná em 2012, ano em que a artista apresentou no Rio de Janeiro (RJ) show que seduziu uma antenada plateia carioca e que deu origem ao primeiro (ótimo) álbum solo de Mazzer, Férias em videotape, prometido desde 2012, mas efetivamente lançado em março deste ano de 2015 - em edição do selo selo Pimba (da gravadora Dubas Música) - com repercussão do tamanho do vozeirão da intérprete. Quase tão arrebatador quanto o show, o álbum teve até música, Tango do mal (Luciano Salvador Bahia, 2014), propagada na trilha sonora da novela Babilônia - o que ajudou a ampliar o circuito de shows da artista na cena independente brasileira. Com turnê nacional estreada no já mês de lançamento do disco e inspirada no seminal show de 2012, Simone Mazzer sai de 2015 ovacionada pelo público que teve interesse - e oportunidade - de ouvir uma voz cheia de personalidade e força.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Força dos intérpretes jamais deve ser minimizada no reino dos 'cantautores'

♪ EDITORIAL - Música forte e comunicativa do compositor baiano Luciano Salvador Bahia, lançada na voz do autor (em dueto com Eduardo Dussek) no seu álbum Abstraia, baby (Dubas, 2014), Tango do mal foi salva do ostracismo ao ganhar a voz potente de Simone Mazzer - em foto de Rodrigo Ferdinand - em gravação que abre o recente primeiro álbum solo da cantora paranaense, Férias em videotape (Dubas, 2015), e que explora todas as nuances da letra com interpretação precisa. Posta em rotação na trilha sonora da novela Babilônia (TV Globo, 2015), a gravação de Tango do mal por Mazzer é exemplo de como a força de um intérprete não deve ser menosprezada na era dos cantautores. Outro exemplo recente do poder de uma voz reside na faixa que abre o segundo álbum da cantora carioca Alice Caymmi, Rainha dos raios (Joia Moderna, 2014). Música de grande força dramática, Como vês (Domenico Lancellotti e Bruno Di Lullo, 2013) jazia submersa na gravação sem vida feito pelo grupo carioca Tono em seu terceiro álbum, Aquário (Independente, 2013). O registro de Alice revitalizou a música, impactou a cena indie e foi parar na trilha sonora de minissérie exibida pela TV Globo no início do ano, Felizes para sempre? (TV Globo, 2015), veiculando em escala nacional uma gravação que evidencia a química explosiva resultante da combinação da música certa com o intérprete adequado. Outros exemplos do poder de um intérprete podem ser conferidos em É, o experimental primeiro álbum de Duda Brack, lançado neste mês de abril de 2015. Cantora gaúcha radicada na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Brack valoriza músicas de compositores - César Lacerda e Dani Black, por exemplo - que são mais cantautores do que cantores (sobretudo César). Projetados a partir da era dos festivais que mobilizaram a música brasileira no fim dos anos 1960, cantautores são bem-vindos em qualquer época. Compositores, às vezes, podem não ter aquela voz, mas, como criadores, conhecem o sentido de cada verso que cantam. E há aqueles que, independentemente de serem grandes compositores, também são grandes cantores (casos de Caetano Veloso e do divino Milton Nascimento, para citar dois exemplos de artistas projetados na era dos festivais). De todo modo, o modelo atual de música feita e veiculada via web favorece a figura do cantautor e pode ser bem aproveitada por intérpretes. A cantora e compositora paulistana Tulipa Ruiz é caso recente de artista que se destaca tanto pela produção autoral quanto pela habilidade vocal. Mas o fato é que vigora há anos o reinado do compositor que canta - com ou sem dotes vocais. Só que a figura de um intérprete - como o excelente Filipe Catto, melhor cantor do que compositor - jamais deve ser minimizada na era dos cantautores. Um intérprete sagaz é até capaz de tornar uma música maior do que ela é. Duda Brack é exemplo de cantora que toma para si músicas que, em vozes mais opacas, talvez passassem despercebidas. O ideal é que intérpretes e cantautores convivam em harmonia no pulverizado mercado fonográfico, sem que um seja anulado em favor do outro - mesmo que o brilho do intérprete seja maior.

sábado, 28 de março de 2015

Show 'Férias em videotape' confirma toda grandeza de Mazzer como cantora

Resenha de show
Título: Férias em videotape
Artista: Simone Mazzer (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Teatro Rival (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 24 de março de 2015
Cotação: * * * * 1/2

♪ "Babilônica!", gritou um espectador na plateia lotada do Teatro Rival. Hiperbólica, a saudação a Simone Mazzer foi referência ao fato de sua gravação do Tango do mal (Luciano Salvador Bahia, 2014) - uma das 12 músicas do primeiro álbum solo da cantora parananense, Férias em videotape (Pimba, 2015) - estar em rotação na trilha sonora da recém-estreada novela Babilônia. O entusiasmo da plateia fez parte do show realizado pela artista em 24 de março de 2015, no Rio de Janeiro (RJ). A noite era especial. Além de ser a estreia nacional do show Férias em videotape, a apresentação foi feita no dia em que uma reportagem com a cantora - publicada na capa do suplemento cultural de jornal carioca - revelou para público global o que alguns críticos e formadores de opinião já tinham detectado em 2012 na temporada feita pela artista no teatro Café Pequeno, na mesma cidade do Rio de Janeiro: Simone Mazzer é uma grande e necessária cantora. A apresentação do Teatro Rival confirmou para uns e revelou para outros a grandeza do canto dessa artista projetada inicialmente como atriz da Cia. Armazém de Teatro, mas que canta desde 1989. Ao longo de roteiro que distribuiu 20 músicas em 21 números, Mazzer eletrizou o público com interpretações teatrais, quentes, como a de Mente, mente (Robinson Borba, 1986), música que ganha ar flamenco no toque das castanholas percutidas pela própria cantora. É preciso ter personalidade forte para imprimir suas digitais numa música conhecida na voz de Ney Matogrosso. Mazzer tem e torna Mente, mente vibrante. E, quando a cantora se encontra em cena com a atriz, como na performance teatralizada de Parece que bebe (Itamar Assumpção, 1994), o resultado é memorável. O compositor paulista Itamar Assumpção (1949 - 2003), aliás, aparece duplamente no roteiro, pois também é o autor de música menos envolvente, Elza Soares (2010), cuja presença se justifica no show por evocar literalmente o nome da cantora que, no CD Férias em videotape, canta com Mazzer música, Essa mulher (Bernardo Pellegrini, 2015), que, no roteiro do show, vem na sequência de Elza Soares. A propósito, Mazzer acaba de lançar um ótimo disco. Mas seu show é ainda melhor porque é no palco que cantoras de tom teatral se mostram em toda sua plenitude dramática. Sob a direção musical do pianista Marcos Scolari, integrante da banda que inclui também o baixista André Bedurê e o guitarrista Ricco Viana, Mazzer ressalta o drama conjugal que há por trás da animação carnavalesca do samba Camisa listrada (Assis Valente, 1939) e mergulha nas perturbações existenciais expostas pela compositora norte-americana Fiona Apple, autora de Valentine (2012), música cantada por Mazzer na ainda inédita versão em português escrita por Maurício Arruda Mendonça, o compositor do blues Estrela blue, gravado por Mazzer no disco e cantado no show. Com habilidade para escolher repertório longe do trilho da obviedade, a cantora deu voz a um tema regionalista de Gilberto Gil - O amor aqui de casa (2000), de brasilidade abafada pela pegada rocker da banda  - sete números após ter se jogado na pista anos 1990 de Hyper Ballad (Björk, Nellee Hooper e Marius De Vries,1995). Entre um número e outro, Mazzer cantou - somente com a levada do violão de Ricco Viana - uma das baladas mais românticas do repertório do cantor britânico Joe Cocker (1944 - 2014), You're so beautiful (Billy Preston, Bruce Fisher e Dennis Wilson, 1974). Música do primeiro álbum de Angela Ro Ro, cantora e compositora carioca cuja obra arde na fogueira das paixões, Balada da arrasada (Angela Ro Ro, 1979) se ajustou com perfeição ao tom teatral de Mazzer e ao clima de cabaré que pauta o show Férias em videotape. No mesmo ponto de fervura, Vaca profana (Caetano Veloso, 1984) derramou leite bom na cara do público enquanto Sanguessuga & Serafim (Adriano Garib, 1992) espremeu mais gotas de sangue em forma verbal em número que evidenciou o fato de Mazzer cantar também com o corpo, mexido em sintonia com o toque nervoso da bateria de Eduardo Norato. No fim, I feel love (Donna Summer, Giorgio Moroder e Pete Bellotte, 1977) - sucesso da cantora norte-americana Donna Summer (1948 - 2012) na era dos dancin' days - tentou se afastar do arranjo visionário de Moroder e Bellotte sem deixar de evocá-lo. Foi o fecho festivo - antes do bis em que a cantora recaiu no mambo  Babalu  (Margarita Lecuona,  1939)  com devoção ao arranjo do grupo paranaense Chaminé Batom - de noite em que Simone Mazzer se confirmou grande cantora.

Em cena, Mazzer adiciona Ro Ro, Caetano e Gil a 'Férias em videotape'

♪ Com direito a um caco que incorpora à letra citação nominal do Buraco da Lacraia, point underground do bairro carioca da Lapa, Simone Mazzer transita pelos densos caminhos noturnos da Balada da arrasada - uma das músicas do irretocável primeiro álbum da cantora e compositora carioca Angela Ro Ro, lançado em 1979 - no roteiro de seu novo show, Férias em videotape. Destaque da estreia nacional do show, em apresentação que lotou o Teatro Rival (RJ) na noite de 24 de março de 2015, Balada da arrasada figura no roteiro ao lado de outras novidades na voz da cantora paranaense, casos de O amor aqui de casa (Gilberto Gil, 2000), de You're so beautiful (Billy Preston, Bruce Fisher e Dennis Wilson, 1974), de Vaca profana (Caetano Veloso, 1984) e de I feel love (Donna Summer, Giorgio Moroder e Pete Bellotte, 1977), hit da cantora norte-americana Donna Summer (1948 - 2012) em seu reinado na era da disco music. Apesar das novidades na voz potente e teatral da cantora e atriz, o roteiro do show está centrado no repertório do primeiro álbum solo de Mazzer, Férias em videotape, lançado neste mês de março de 2015 pelo selo Pimba, da gravadora Dubas Música. Aliás, o atual roteiro herda números do show de 2012 que gerou o disco produzido por Leonel Pereda. Todas as 12 músicas do CD estão no show. Eis o roteiro seguido em 24 de março de 2015 por Simone Mazzer - em foto de Rodrigo Goffredo - na estreia nacional do show Férias em videotape no Teatro Rival, no Rio de Janeiro (RJ), com os títulos das músicas, os nomes dos compositores e os anos em que elas foram lançadas em disco:

1. Férias em videotape (Elton Mello, Silvio Ribeiro e Simone Mazzer, 2015)
2. Mente, mente (Robinson Borba, 1986)
3. Tango do mal (Luciano Bahia, 2014)
4. Hyper ballad (Björk, Nellee Hooper e Marius De Vries,1995)
5. Elza Soares (Itamar Assumpção, 2010)
6. Essa mulher (Bernardo Pellegrini, 2015)
7. Camisa listrada (Assis Valente, 1939)
8. Estrela blue (Maurício Arruda Mendonça, 2015)
9. Valentine (Fiona Apple, 2012, em versão em português de Maurício Arruda Mendonça)
10. You are so beautiful (Billy Preston, Bruce Fisher e Dennis Wilson, 1974)
11. O amor aqui de casa (Gilberto Gil, 2000)
12. Back to black (Amy Winehouse e Mark Ronson, 2006)
13. Parece que bebe (Itamar Assumpção, 1994)
14. Balada da arrasada (Angela Ro Ro, 1979)
15. Vaca profana (Caetano Veloso, 1984)
16. Dei um beijo na boca do medo (Bernardo Pellegrini, 2015)
17. Sanguessuga & Serafim (Adriano Garib, 1992)
18. Você não sacou (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, 1997)
19. I feel love (Donna Summer, Giorgio Moroder e Pete Bellotte, 1977)
Bis:
20. Babalu (Margarita Lecuona, 1939)
21. Balada da arrasada (Angela Ro Ro, 1979)

terça-feira, 24 de março de 2015

De seu cabaré 'hot', Mazzer arremessa ótimo disco no império pop liquidação

Resenha de CD
Título: Férias em videotape
Artista: Simone Mazzer
Gravadora: Pimba / Dubas Música
Cotação: * * * * 1/2

♪ "Vou esfregar um tango / No seu jeitinho serenata de encomenda / ... / No seu império pop liquidação". Os versos de Tango do mal (Luciano Salvador Bahia, 2014) já dão a pista do tom passional do canto teatral de Simone Mazzer. Não por acaso, o Tango do mal está alocado na abertura do primeiro álbum da artista, Férias em videotape, como se fosse a carta de princípios musicais de Mazzer. Cantora de Londrina (PR) que milita no universo musical desde 1989, tendo integrado a banda Chaminé Batom na década de 1990, Mazzer se projetou primeiramente como atriz da prestigiada Cia. Armazém de Teatro. A partir de 2012, a artista começou a investir na carreira de cantora fora das fronteiras paranaenses com show em que se revelou, para ouvidos cariocas, grande intérprete. Temporada no teatro Café Pequeno, no Rio de Janeiro (RJ), chamou a atenção de críticos e formadores de opinião, culminando três anos depois com a edição do disco produzido por Leonel Pereda para o selo Pimba, da gravadora Dubas Música. Com repertório baseado no roteiro desse show, o CD é excelente. Embora a cantora se expresse de forma mais plena no palco, até por ser (também) atriz, Férias em videotape confirma o talento de Mazzer, cantora de voz potente e de tons quentes, intérprete perfeita para realçar a teatralidade já originalmente embutida numa música como Parece que bebe (1994), uma das muitas joias de Itamar Assumpção (1949 - 2003), compositor hábil na desconstrução do canto formal com sua obra de prosódia meio falada. Contudo, Mazzer sabe expor a teatralidade das músicas mesmo quando essa dramaticidade está menos aparente, escondida sob levada vivaz. A prova é que ela tira Camisa listrada (Assis Valente, 1939) da cadência bonita do samba para escancarar o drama conjugal da personagem à mercê de marido malandro. Sem anular sua história musical, Mazzer prioriza no disco compositores paranaenses, situados longe demais das capitais. De Robinson Borba, a cantora revive - em clima de flamenco - Mente, mente, música lançada em 1986 na voz de Ney Matogrosso. De Bernardo Pellegrini, Mazzer canta Essa mulher - música em que divide os vocais com a carioca Elza Soares, outra cantora pautada pelos tons da paixão - e Dei um beijo na boca do medo, música que exemplifica o tom de cabaré que pauta o disco e o show de Mazzer. Nesse sentido, a artista segue a trilha aberta no Brasil pela cantora e atriz paulista Cida Moreira, pioneira saloon singer desses trópicos. Não por acaso, há música em comum nos repertórios das artistas. No momento mais óbvio do disco, Mazzer interpreta Back to black (Amy Winehouse e Mark Ronson, 1996), carro-chefe do repertório da cantora inglesa Amy Winehouse (1983 - 2011). Mazzer também nada faz pelo já batido mambo Babalu (Margarita Lecuona, 1939). Férias em videotape soa mais surpreendente quando rebobina o que ainda não é trivial. Mazzer tem voz e personalidade suficientes para se jogar na pista anos 1990 de Hyper Ballad (Björk, Nellee Hooper e Marius De Vries,1995) e, no mesmo disco, iluminar Estrela blue, sensato blues do compositor Maurício Arruda Mendonça. É como se o canto enérgico de Mazzer se situasse entre o sublime e o terror, para parafrasear verso de Você não sacou (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, 1997), música que parece ter sido feita para essa cantora de tons incisivos que somente abre a guarda no fim do disco, imersa na melancolia recitativa da música-título Férias em videotape (Elton Mello, Silvio Ribeiro e Simone Mazzer). Enfim, em outros tempos, este álbum poderia credenciar Simone Mazzer a ocupar lugar nobre no olimpo das cantoras do Brasil. No atual momento, diante da progressiva diluição do mercado fonográfico, pode ser que nada mais aconteça além de elogios entusiasmados da crítica e de reportagens de capa em suplementos culturais dos jornais. De todo modo, o fato é que Simone Mazzer - furacão com voz, personalidade e força para atirar ao vento as dezenas de cantoras do mundinho cool - arremessa um grande álbum, um disco quente como o Brasil, no nativo império  pop  liquidação.

domingo, 15 de março de 2015

Mazzer canta com Elza em CD que passa por Assis, Amy, Björk e Itamar

♪ Gravado de abril a junho de 2014, o primeiro álbum solo de Simone Mazzer, Férias em videotape, está sendo lançado neste mês de março de 2015 em edição do selo Pimba (originado da gravadora Dubas). Produzido por Leonel Pereda, o disco tem repertório baseado no roteiro do excelente show que a cantora e atriz de Londrina (PR) vem apresentando no Rio de Janeiro (RJ) a partir de 2012. Elza Soares participa de Férias em videotape como convidada da música Essa mulher, de autoria de Bernardo Pellegrini, compositor natural de Londrina (PR). No disco, Mazzer dá voz a músicas como Babalu (Margarita Lecuona, 1939), Back to black (Amy Winehouse e Mark Ronson, 2006), Camisa listrada (Assis Valente, 1937), Hyper ballad (Björk, Nellee Hooper e Marius De Vries,1995), Parece que bebe (Itamar Assumpção, 1994) e Tango do mal (Luciano Salvador Bahia, 2014). A música-título Férias em vídeo tape é parceria de Mazzer com Elton Mello e Silvio Ribeiro. Beto Martins (6D) assina a arte do disco solo de Simone Mazzer, atriz da Cia. Armazém de Teatro que iniciou a sua carreira de cantora em 1989, tendo integrado a banda Chaminé Batom.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Simone Mazzer vai gravar enfim o CD em que dá voz a autores do Paraná

Expressiva cantora de Londrina (PR) que integrou a banda paranaense Chaminé Batom antes de se radicar no Rio de Janeiro (RJ) e obter projeção como atriz da Cia. Armazém de Teatro, Simone Mazzer vai - enfim - gravar o CD que esboçou em 2012, ano em que entrou em estúdio para gravar Mente, mente - música do compositor Robinson Borba, lançada em 1986 na trilha sonora do filme Cidade oculta e no álbum Bugre, de Ney Matogrosso - para edição de single no YouTube. A ideia inicial da artista era enfatizar no repertório do CD a produção autoral de compositores do Paraná, em especial de Londrina, como Bernardo Pellegrini (autor de Dei um beijo na boca do medo e de Essa mulher) e Maurício Arruda Mendonça (autor de Estrela blue).

terça-feira, 30 de outubro de 2012

CD feito por Mazzer via Pimba dá visibilidade a compositores do Paraná

Parceria de Simone Mazzer com Silvio Ribeiro e Elton Mello, composta na época em que a cantora e atriz integrava a banda paranaense Chaminé Batom, Férias em Videotape é - em princípio - o título do álbum que a artista vai lançar em 2013 pelo selo Pimba, associado à gravadora Dubas Música. Tal como o show que vai voltar ao cartaz no Rio de Janeiro (RJ) em 8 de novembro de 2012, o CD - a ser gravado por Mazzer sob direção artística de Leonel Pereda e Ronaldo Bastos - dá visibilidade a compositores do Paraná, em especial de Londrina, cidade natal da intérprete. Bernardo Pellegrini assina Dei Um Beijo na Boca do Medo e Essa Mulher. Estrela Blue leva a assinatura de Maurício Arruda Mendonça. Já Robinson Borba é o autor do já disponibilizado single Mente, Mente, música lançada em 1986 na trilha sonora do filme Cidade Oculta e no LP Bugre, de Ney Matogrosso. Férias em Videotape é o segundo CD de Mazzer.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Mazzer se impõe no país das cantoras com voz, personalidade e energia

Resenha de show
Título: Simone Mazzer
Artista: Simone Mazzer (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Teatro Café Pequeno (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 6 de setembro de 2012
Cotação: * * * * 1/2
Show em cartaz no Teatro Café Pequeno, no Rio de Janeiro, até 13 de setembro de 2012

"Sou um móbile solto no furacão / Qualquer calmaria me dá... solidão", autodefine-se Simone Mazzer através de verso de Um Móbile no Furacão (Paulinho Moska, 1999), música que abre o show que a cantora e atriz nascida em Londrina (PR), mas já radicada no Rio de Janeiro (RJ) há 14 anos, vem apresentando às quintas-feiras no carioca Teatro Café Pequeno. Por conta da teatralidade exercitada nas encenações da Cia. Armazém de Teatro, Mazzer se porta em cena como um furacão que arrasta para si  todas as atenções da plateia ao longo das 18 músicas que formam seu roteiro de espírito indie. Longe da calmaria que pauta as interpretações das cantoras de tom cool, dominantes na atual cena nativa, Mazzer é intérprete quente, enérgica. Aliada à presença cênica e à voz grave da artista, a personalidade que norteia as escolhas e as abordagens de repertório que vai de Björk a Sting - passando por Assis Valente (1911 - 1958), Itamar Assumpção (1949 - 2003) e Rita Lee - configura show impactante e faz Mazzer se impor e fazer diferença no  país das cantoras com seu canto bravo. Mérito a ser dividido com o trio formado por André Bedurê (contrabaixo), Eduardo Rorato (bateria) e Marco Antonio Scolari (piano). Geralmente nervosos, os arranjos arrojados reforçam a assinatura pessoal e intransferível da cantora na interpretação de temas como Hyper Ballad (Björk, Nellee Hooper e Marius De Vries, 1995). Tal assinatura possibilita a Mazzer cair agitada num dos melhores sambas da lavra de Jair Oliveira, Tiro Onda (Pra Onda Não me Tirar) (2006), e  minutos depois imprimir suingue jazzy em Moon Over Bourbon Street (Sting) - música do primeiro álbum solo do vocalista do ora desativado trio inglês The Police, The Dream of the Blue Turtles (1985) - sem sair do tom indie do show, sem perda de sua unidade estilística. A teatralidade das interpretações da cantora atinge ponto culminante em Parece Que Bebe (Itamar Assumpção), destaque de bloco que agrega músicas de compositores que nasceram e/ou viveram em Londrina, cidade natal da artista. É quando entram Mente, Mente (Robinson Borba, 1986) - música que está abrindo os trabalhos promocionais do disco que a cantora vai gravar em estúdio para o selo Pimba, sob direção artística de Leonel Pereda e Ronaldo Bastos - e Férias em Videotape, parceria de Mazzer com Silvio Ribeiro e Elton Mello, composta há cerca de 20 anos (Mazzer iniciou sua carreira de cantora em 1989, tendo feito parte da banda Chaminé Batom). Mesmo que esse bloco londrino comporte algumas músicas menos inspiradas (no confronto com as pérolas pescadas em baús alheios para o roteiro), ele reitera a forte personalidade da intérprete de temas como a bluesy Estrela Blue (Maurício Arruda Mendonça), Dei Um Beijo na Boca do Medo (Bernardo Pellegrini) e Essa Mulher (Bernardo Pellegrini). Fora do território paranaense, Mazzer ambienta Noites (Andreia Dias, 2010) em clima de cabaré e dilui a ginga do samba Camisa Listrada (Assis Valente, 1937) para realçar o drama da mulher que vê seu querido sair por aí, livre e solto, no Carnaval. Na sequência, uma interpretação mais convencional de Black Is Beautiful (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, 1971) sinaliza que o canto de Mazzer é grandioso mesmo quando abdica da natural teatralidade da intérprete. Que arremata o show em clima dançante com sucesso recente do grupo norte-americano Gossip, Heavy Cross (Beth Ditto, Brace Paine e Hannah Billie, 2009), e com um dos mais sedutores rocks da fase de Rita Lee com o Tutti & Frutti, Dançar Para Não Dançar (Rita Lee, 1975), turbinado com sagaz citação de Love Will Keep Us Together (Neil Sedaka e Howard Greenfield, 1973), sucesso mundial em 1975 - o mesmo ano do rock de Rita - na gravação do efêmero duo norte-americano The Captain & Tennille. No fim, antes do bis com Back to Black (Amy Winehouse e Mark Ronson, 2006) e Babalu (Margarita Lecuona, 1939), abordagem de tema do repertório de Janis Joplin (1943 - 1970), Try (Just a Little Bit Harder) (Jerry Ragovoy e Chip Taylor, 1969), não deixa dúvidas sobre a força do canto quente e teatral de Mazzer. A intérprete merece obter como cantora a projeção e o reconhecimento alcançados como atriz.

Teatral, Mazzer irmana em cena Assis, Björk, Itamar, Moska, Sting e Rita

Simone Mazzer iniciou sua carreira de cantora em Londrina (PR), em 1989, antes de ganhar projeção como atriz nas encenações da Cia. Armazém de Teatro. Aliada à voz grave e potente da intérprete, essa trajetória como atriz ajuda Mazzer a brilhar como cantora no show que fica em cartaz até esta quinta-feira, 13 de setembro de 2012, no Teatro Café Pequeno, no Rio de Janeiro (RJ), cidade onde a artista se radicou há 14 anos. Com veia teatral e a força de um furacão, a cantora irmana em cena músicas de compositores como Assis Valente (1911 - 1958) (Camisa Listrada, 1937), Björk  (Hyper Ballad, 1995), Itamar Assumpção (1949 - 2003) (Parece Que Bebe, 1994), Moska (Um Móbile no Furacão, 1999), Rita Lee (Dançar Para Não Dançar, 1975) e Sting (Moon Over Bourbon Street, 1985) - além de hit recente do grupo norte-americano Gossip (Heavy Cross, 2009) e de tema do repertório de Janis Joplin (1943 - 1970), Try (Just a Little Bit Harder), de 1969. Aposta do selo Pimba (da gravadora Dubas), para o qual vai gravar um CD sob a direção artística de Leonel Pereda e Ronaldo Bastos, Mazzer se apresenta na companhia de trio formado por André Bedurê (contrabaixo), Eduardo Rorato (bateria) e Marco Antonio Scolari (piano). Eis o roteiro seguido pela artista - vista em foto de Mauro Ferreira - no personalíssimo show feito no Teatro Café Pequeno (RJ) em 6 de setembro:

1. Um Móbile no Furacão (Paulinho Moska, 1999)
2. Tiro Onda (Pra Onda Não me Tirar) (Jair Oliveira, 2006)
3. Moon Over Bourbon Street (Sting, 1985)
4. Hyper Ballad (Björk, Nellee Hooper e Marius De Vries,1995)
5. Mente, Mente (Robinson Borba, 1986)
6. Parece que Bebe (Itamar Assumpção, 1994)
7. Férias em Videotape (Simone Mazzer, Silvio Ribeiro e Elton Mello)
8. Estrela Blue (Maurício Arruda Mendonça)
9. Dei Um Beijo na Boca do Medo (Bernardo Pellegrini)
10. Essa Mulher (Bernardo Pellegrini)
11. Noites (Andreia Dias, 2010)
12. Camisa Listrada (Assis Valente, 1937)
13. Black Is Beautiful (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, 1971)
14. Heavy Cross (Beth Ditto, Brace Paine e Hannah Billie, 2009)
15. Dançar Para Não Dançar (Rita Lee, 1975) 
      - com citação de Love Will Keep Us Together (Neil Sedaka e Howard Greenfield, 1973)
16. Try (Just a Little Bit Harder) (Jerry Ragovoy e Chip Taylor, 1969)
Bis:
17. Back To Black (Amy Winehouse e Mark Ronson, 2006)
18. Babalu (Margarita Lecuona, 1939)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Mazzer lança 'single' feito via selo Pimba sob direção artística de Bastos

Ótima cantora de Londrina (PR) que integrou a banda paranaense Chaminé Batom antes de se radicar no Rio de Janeiro (RJ) e que ganhou projeção nacional como atriz da Cia. Armazém de Teatro, Simone Mazzer é a atual aposta do selo Pimba, ligado à gravadora Dubas. Sob a direção artística de Leonel Pereda e Ronaldo Bastos, a cantora vai gravar CD para o selo carioca com trio formado por Marco Antonio Scolari (piano e arranjo), André Bedurê (baixo) e Eduardo Rorato (bateria). O primeiro single é Mente, Mente, música do compositor Robinson Borba, lançada em 1986 na trilha sonora do filme Cidade Oculta e no álbum Bugre, de Ney Matogrosso. Prenúncio do disco de Mazzer, que vai ser lançado ao longo de 2013, o single está disponível no iTunes. Mazzer realça no seu repertório a produção de compositores de Londrina.