Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

RETROSPECTIVA 2015 – Disco e show 'É' elevam voz intensa de Duda Brack

♪ RETROSPECTIVA 2015 – Duda Brack é a voz indie de 2015, a grande revelação musical do ano. Cantora gaúcha radicada na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Duda - em foto de Flora Pimentel - lançou em abril o primeiro álbum, É, em edição apenas digital, imediatamente disponibilizada para download gratuito no site oficial da artista. Em junho, mês em que reproduziu a perfeição feroz do disco em show no projeto carioca Levada, a artista lançou a edição física em CD deste álbum (in)tenso, urgente e experimental. Produzido por Bruno Giorgi, É soou rocker na atitude e na pegada elétrica do trio formado por Gabriel Barbosa (na bateria), Gabriel Ventura (na guitarra) e Yuri Pimentel (no baixo), fazendo com que o canto visceral de Brack elevasse à máxima potência as músicas do álbum, um dos dez melhores discos de 2015. Duda Brack foi - e é! - a revelação do ano.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Retrô 2° trimestre de 2015: Duda, Gal, Lenine e Virgínia fazem 'discos do ano'

♪ RETROSPECTIVA 2º TRIMESTRE DE 2015 - Diferentemente do primeiro trimestre do ano, período em que os shows foram mais marcantes do que os discos, o segundo trimestre deste ano de 2015 - encerrado hoje, 30 de junho - legou ao universo pop quatro álbuns espetaculares, perfeitos, que fizeram jus às cinco estrelas na avaliação de Notas Musicais e, por isso mesmo, já estão garantidos nas listas de melhores discos do ano. Três foram lançados em abril e um veio ao mundo em maio. Lançado em abril, Mama kalunga (Casa de Fulô Produções) reacendeu o fogo sagrado do canto da cantora baiana Virgínia Rodrigues, emanando orgulho negro e saudando os ancestrais numa trama que juntou tambores e cordas com maestria na produção capitaneada por Sebastian Notini e Tiganá Santana. Também lançado em abril, em edição inicialmente apenas digital, É (Independente) revelou e afirmou Duda Brack, jovem cantora gaúcha radicada na cidade do Rio de Janeiro (RJ), como a grata revelação do ano. Sob a produção de Bruno Giorgi, Brack apresentou um disco (in)tenso, urgente, experimental, que passa pelo filtro do indie rock músicas identificadas com o universo da MPB. Lançado oficialmente em 30 de abril, Carbono (Universal Music) abriu e expandiu as parcerias e conexões de Lenine, fazendo o artista evoluir na atmosfera densa do álbum de inéditas autorais, em alquimia com seus pares. Bruno Giorgi, JR Tostoi e o próprio Lenine assinaram a produção do álbum em química perfeita. Por fim, em maio, Estratosférica (Sony Music) confirmou a alta expectativa depositada sobre o primeiro disco de estúdio de Gal Costa após o revigorante Recanto (Universal Music, 2011). O resultado foi um disco moderno, mais pop e menos radical na sonoridade eletrônica que ampliou as conexões da cantora baiana com a cena contemporânea. Sob a direção artística de Marcus Preto, personagem-chave do disco produzido por Moreno Veloso e Kassin, Gal deu voz a músicas de compositores como Arthur Nogueira, Céu, Jonas Sá, Junio Barreto, Lira, Mallu Magalhães, Marisa Monte e Tom Zé, entre outros nomes. O repertório de (alta) qualidade originou CD à altura do histórico fonográfico de Gal.

domingo, 21 de junho de 2015

Curto, mas (in)tenso, show 'É' de Duda Brack reproduz perfeição feroz do CD

Resenha de show 
Título: É 
Artista: Duda Brack (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Teatro do Oi Futuro Ipanema (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 19 de junho de 2015
Cotação: * * * * *

♪ "É que é muito intenso, gente... Tem que ser curto...". O comentário feito por Duda Brack no palco do teatro do Oi Futuro Ipanema, sobre a pequena duração de seu show É, deu a medida exata do que se viu e ouviu na noite de 19 de junho de 2015. Em cerca de uma hora, a cantora gaúcha de 21 anos - radicada no Rio de Janeiro (RJ) desde os 18 - fez uma apresentação (in)tensa, hard, que reproduziu em cena, com perfeição, a ferocidade impetuosa de seu primeiro álbum, É, produzido por Bruno Giorgi. Dividindo o palco com power trio formado por Gabriel Barbosa (na bateria alucinada), Gabriel Ventura (na guitarra furiosa) e Yuri Pimentel (no baixo largo), Duda confirmou no show - programado dentro da quarta edição do projeto Levada - as qualidades evidenciadas no disco que ganhou edição física em CD neste mês de junho de 2015, dois meses após ter sido lançado em formato digital e disponibilizado para download gratuito no site oficial da artista. Duda Brack é uma cantora intensa, visceral, cujas interpretações se afinam com o tom hard roqueiro de sua banda. Colhido entre compositores emergentes ou mesmo submersos na onda de um mercado cada vez mais dilapidado, o repertório de Duda é imperativo, tem atitude, dá a decisão. Todas as oito músicas do álbum É estão evidentemente no roteiro do show. Só que, no show, Duda começou pelo fim do disco, abrindo a apresentação com a récita do texto ouvido após a última música do CD, A casa não cairá (Caio Prado, 2015). Na sequência, a cantora deu então voz - com a alardeada intensidade que se harmoniza com o tom impositivo e assertivo da maioria das músicas -  a composições como a asfixiante Eu sou o ar (César Lacerda, 2015) e Vaza (Tais Feijão, 2014), esta turbinada com loops vocais pré-gravados e, no bis, refeita com a feliz presença da cantora paulistana Ana Cañas, convidada da primeira das duas apresentações do show É no projeto Levada. A presença de Cañas, aliás, surpreendeu positivamente. Ao cantar com Brack a música que deu título ao seu terceiro álbum, Volta (Ana Cañas, 2012), Cañas entrou no espírito noise e distorcido do som furioso da colega, mantendo o clima de É. Em essência, É é show de rock pesado, feito na pressão, como mostraram os tons de Lata de tinta (Paulo Monarco e Elio Camalle, 2015). O repertório de Duda Brack flerta com a MPB, mas é passado pelo filtro do indie rock e, em cena, ganha os tons e movimentos performáticos da artista. Em palco geralmente com pouca luz, Brack se posiciona sem obviedade. A cantora senta no palco para interpretar Dez dias (Dani Black, 2015), por exemplo. Mas essa sentada é feita dentro do espírito desassossegado do show, cujo único número (quase) calmo é Te ver chegar (Paulo Novaes, 2015), música que Brack canta com seu violão e que, intérprete inquieta, impede de soar explicitamente pop. Surpresa do roteiro, Interesse (Pedro Luís e Suely Mesquita, 2004) - música lançada pelo grupo carioca Pedro Luís e a Parede no disco gravado com o cantor Ney Matogrosso e revivida pela cantora com citação distorcida de Caio no suingue (Pedro Luís, 1977) - está em sintonia com o tom imperativo do repertório de Duda Brack. Tom reiterado em Venha (Paulo Monarco e Celso Viáfora, 2015). Enfim, não é todo ano que uma cantora surge em cena já pronta. Além da voz intensa, Duda Brack selecionou repertório de conceito firme, arregimentou trio poderoso (autor dos arranjos) e escolheu um produtor afim com sua atitude -  Bruno Giorgi transita bem nessa atmosfera hard noise -  e, ainda por acima, foi para o palco sem diluir a forte impressão deixada por seu retumbante primeiro álbum. Duda Brack já é!

sábado, 20 de junho de 2015

Duda Brack expande 'É' em show no Rio com Cañas e músicas de Pedro Luís

♪ Sem se desviar em cena da trilha pesada e (in)tensa de seu primeiro álbum, É (Independente, 2015), Duda Brack - cantora gaúcha radicada no Rio de Janeiro (RJ) - vai (um pouco) além do repertório do disco no show de lançamento deste excelente disco que a tem projetado como a maior revelação musical deste ano de 2015. Sim, Duda jamais trai o conceito do CD ao extrapolar seu repertório em cena. Na estreia oficial do show, apresentado dentro da programação da quarta edição do projeto Levada no Teatro do Oi Futuro Ipanema, em 19 de junho de 2015, a intérprete recebeu a cantora paulistana Ana Cañas (vista com Duda na foto de Rodrigo Goffredo), com quem cantou Volta (Ana Cañas, 2012) - música que batizou o terceiro álbum de estúdio de Cañas - dentro do tom hard roqueiro de É. Também fora do repertório de É, Duda cantou música de Pedro Luís com Suely Mesquita, Interesse, lançada há 11 anos no CD que juntou Pedro Luís e a Parede com Ney Matogrosso, Vagabundo (Universal Music, 2004). Ao fim de Interesse, Duda citou Caio no suingue (1997), outra composição de Pedro Luís, com quem tem feito conexões musicais (Duda participa do primeiro DVD solo do artista carioca, Aposto, cantando Véu de filó, música lançada em disco nos 1990 pela extinta banda de forró Farol de Luar). Além das oito músicas do álbum, Duda lembrou no bis Because ousa (João Guarizo e Dani Black, 2012), música que lhe deu certa projeção como intérprete no circuito indie de festivais do Sudeste do Brasil. Tudo com o toque heavy noise do power trio formado por Gabriel Barbosa (bateria), Gabriel Ventura (guitarra) e Yuri Pimentel (baixo). Eis o roteiro seguido em 19 de junho de 2015 por Duda Brack na estreia oficial do belo show É no projeto Levada, no teatro do Oi Futuro Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro (RJ):

♪  Texto
1. Eu sou o ar (César Lacerda, 2015)
2. Vaza (Tais Feijão, 2014)
3. Lata de tinta (Paulo Monarco e Elio Camalle, 2015)
4. Dez dias (Dani Black, 2015)
5. Te ver chegar (Paulo Novaes, 2015)
6. Interesse (Pedro Luis e Suely Mesquita, 2004)
    - com citação de Caio no suingue (Pedro Luís, 1997)

7.Venha (Paulo Monarco e Celso Viáfora, 2015)
8. Volta (Ana Cañas, 2012) - com Ana Cañas
9. A casa não cairá (Caio Prado, 2015)
10. Cadafalso (Carlos Posada, 2015)
Bis:
11. Because ousa (João Guarizo e Duda Black, 2012)
12. Vaza (Tais Feijão, 2014) - com Ana Cañas

domingo, 14 de junho de 2015

Desconcertante e tenso álbum de Duda Brack, 'É' ganha edição física em CD

♪ Já garantido na lista de melhores discos deste ano de 2015, o primeiro álbum de Duda Brack, É, ganha edição física em CD - fabricado em formato digipack - neste mês de junho após ter sido lançado em abril somente em edição digital. Desconcertante, impactante e (in)tenso, o álbum É revelou uma cantora (gaúcha, mas radicada na cidade do Rio de Janeiro) de grande personalidade e ousadia. Clique aqui para reler a resenha de É postada em Notas Musicais em 19 de abril de 2015.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Força dos intérpretes jamais deve ser minimizada no reino dos 'cantautores'

♪ EDITORIAL - Música forte e comunicativa do compositor baiano Luciano Salvador Bahia, lançada na voz do autor (em dueto com Eduardo Dussek) no seu álbum Abstraia, baby (Dubas, 2014), Tango do mal foi salva do ostracismo ao ganhar a voz potente de Simone Mazzer - em foto de Rodrigo Ferdinand - em gravação que abre o recente primeiro álbum solo da cantora paranaense, Férias em videotape (Dubas, 2015), e que explora todas as nuances da letra com interpretação precisa. Posta em rotação na trilha sonora da novela Babilônia (TV Globo, 2015), a gravação de Tango do mal por Mazzer é exemplo de como a força de um intérprete não deve ser menosprezada na era dos cantautores. Outro exemplo recente do poder de uma voz reside na faixa que abre o segundo álbum da cantora carioca Alice Caymmi, Rainha dos raios (Joia Moderna, 2014). Música de grande força dramática, Como vês (Domenico Lancellotti e Bruno Di Lullo, 2013) jazia submersa na gravação sem vida feito pelo grupo carioca Tono em seu terceiro álbum, Aquário (Independente, 2013). O registro de Alice revitalizou a música, impactou a cena indie e foi parar na trilha sonora de minissérie exibida pela TV Globo no início do ano, Felizes para sempre? (TV Globo, 2015), veiculando em escala nacional uma gravação que evidencia a química explosiva resultante da combinação da música certa com o intérprete adequado. Outros exemplos do poder de um intérprete podem ser conferidos em É, o experimental primeiro álbum de Duda Brack, lançado neste mês de abril de 2015. Cantora gaúcha radicada na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Brack valoriza músicas de compositores - César Lacerda e Dani Black, por exemplo - que são mais cantautores do que cantores (sobretudo César). Projetados a partir da era dos festivais que mobilizaram a música brasileira no fim dos anos 1960, cantautores são bem-vindos em qualquer época. Compositores, às vezes, podem não ter aquela voz, mas, como criadores, conhecem o sentido de cada verso que cantam. E há aqueles que, independentemente de serem grandes compositores, também são grandes cantores (casos de Caetano Veloso e do divino Milton Nascimento, para citar dois exemplos de artistas projetados na era dos festivais). De todo modo, o modelo atual de música feita e veiculada via web favorece a figura do cantautor e pode ser bem aproveitada por intérpretes. A cantora e compositora paulistana Tulipa Ruiz é caso recente de artista que se destaca tanto pela produção autoral quanto pela habilidade vocal. Mas o fato é que vigora há anos o reinado do compositor que canta - com ou sem dotes vocais. Só que a figura de um intérprete - como o excelente Filipe Catto, melhor cantor do que compositor - jamais deve ser minimizada na era dos cantautores. Um intérprete sagaz é até capaz de tornar uma música maior do que ela é. Duda Brack é exemplo de cantora que toma para si músicas que, em vozes mais opacas, talvez passassem despercebidas. O ideal é que intérpretes e cantautores convivam em harmonia no pulverizado mercado fonográfico, sem que um seja anulado em favor do outro - mesmo que o brilho do intérprete seja maior.

domingo, 19 de abril de 2015

(In)tenso, urgente e experimental, 'É' afirma Duda Brack como 'a' voz de 2015

Resenha de CD
Título: É
Artista: Duda Brack
Gravadora: Edição independente da artista
Cotação: * * * * *
Disco disponível para download gratuito no site oficial de Duda Brack

♪ "Eu sou o traço que emerge e torna possível sonhar". Na voz quente de Duda Brack, o verso da letra de Eu sou o ar - música do compositor mineiro César Lacerda que abre o primeiro álbum dessa cantora gaúcha de 21 anos que se radicou na cidade do Rio de Janeiro (RJ) desde os 18 - tem e faz sentido. Eu sou o ar é canção asfixiante, por um triz, que dá o tom e a pista de É, disco produzido por Bruno Giorgi que afirma Duda Brack como a primeira grande voz feminina a emergir neste ano de 2015. Faixa formatada com a adesão de Dani Black na bateria de boca, Eu sou o ar se insinua como uma canção de MPB, mas logo vira rock. É é assim: um disco que poderia ser de MPB contemporânea, mas que vira e soa rocker na atitude e na pegada elétrica do trio formado por Gabriel Barbosa (na bateria), Gabriel Ventura (na guitarra) e Yuri Pimentel (no baixo). Com essa banda-base, Brack precisa somente de oito músicas para marcar posição em É, dando passo decisivo em carreira que já tinha chamado certa atenção na cena indie do eixo Rio-São Paulo quando, em 2013, a cantora defendeu a música Because ousa (Dani Black e João Guarizo) em festivais do circuito alternativo. É é disco tenso, urgente, experimental, com nulas possibilidades comerciais no mainstream, até pelo fato de reunir composições de artistas ainda em busca de seu lugar. De estética bem traduzida na capa que expõe arte de Flora Borsi, É é disco difícil que se desvia do caminho das melodias fáceis e se embrenha no terreno pantanoso do indie rock. Com seu canto visceral (mas sem cair no grito e no exagero vocal), Brack mostra atitude. "Para, tá na cara que não tem mais eu e você / Fica com esse cara que tem cara de quem quer maltratar você", dá a decisão em Vaza, música da emergente compositora fluminense Tais Feijão. Nessa música, o baterista Gabriel Barbosa - músico da banda carioca Posada e o Clã - assume a percussão meio tribal que, somada às vozes incidentais inseridas no arranjo coletivo, faz com que a canção entre em espécie de transe ritualístico. Na sequência, Lata de tinta (Paulo Monarco e Elio Camalle) transforma bossa nova em rock'n'roll e reitera que melodias são rarefeitas em É. Impressão confirmada por Dez dias, música do recorrente compositor paulistano Dani Black que eleva a dose experimental do álbum entre dissonâncias, atonalidades e psicodelia. Parceria dos compositores Paulo Monarco (de Cuiabá - MT) e Celso Viáfora (de SP), Venha é convite à imersão no rascante universo musical de Brack. "Se você não me quiser, me diga logo / Diga tudo que quiser, mas diga agora / Eu não gosto de esperar, prefiro aceitar o não", avisa e cobra a cantora através dos versos urgentes de Te ver chegar (Paulo Novaes), a música quase pop de um disco que se recusa a vestir a armadura pop radiofônica. Rock que alterna ritmos e levadas, com direito a um falso final, Cadafalso (Carlos Posada) se ajusta à atmosfera tensa que asfixia afetos ("Virou corda no pescoço esse colar de madrepérola") e que dá o tom nublado desse disco em que a jovem cantora consegue a proeza de "desvendar o sagrado segredo de tocar o intocável intocado", como diz na fala embutida após a faixa final, A casa não cairá (Caio Prado), rock distorcido pelo toque da guitarra de Gabriel Ventura. "Se não for, eu vou assim mesmo", avisa a intérprete em verso recitado da música de Prado. Pois venha, Duda Brack, caprichosa (a ponto de dar sua voz somente às músicas de sua turma), agressiva (a ponto de falar a língua do rock sem papas na língua), incendiária (a ponto de abrasar cada música com seu canto fervido) e ensandecida (a ponto de debutar nesse mercado já por si insano com álbum suicida em termos comerciais). Mas venha para embaralhar as cartas já marcadas da música pop brasileira e para espanar os vícios já enraizados no frágil mercado independente nativo! Duda Brack pode ser. E é!