Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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quinta-feira, 15 de maio de 2014

25º Prêmio da Música laureia álbuns de Ney, Edu, Das Neves e Caymmi

A expressão de felicidade de Ney Matogrosso - captada pelas lentes do fotógrafo Roberto Filho - traduz o orgulho do artista por ter sido laureado no 25º Prêmio da Música Brasileira com os troféus de Melhor cantor e Melhor álbum (Atento aos sinais, Som Livre, 2013) na categoria Pop / rock / reggae / hip hop / funk. Roteirizada pela cantora e compositora Zélia Duncan em torno do samba, homenageado da 25ª edição do prêmio idealizado e dirigido pelo empresário José Maurício Machline, a cerimônia de entrega dos prêmios aconteceu na noite de quarta-feira, 14 de maio de 2014, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na cidade natal da premiação, o Rio de Janeiro (RJ). Além de Ney, merecidamente reconhecido por ainda estar fazendo CDs tão arrojados quanto os discos do início de sua carreira solo, o 25º Prêmio da Música Brasileira laureou álbuns de Adriana Calcanhotto (mentora da contemporânea releitura do repertório do projeto infantil Arca de Noé, de Vinicius de Moraes), Ângela Maria & Cauby Peixoto (Reencontro, mais uma brava ação do produtor Thiago Marques Luiz para manter os dois veteranos cantores em atividade), Edu Lobo (o majestoso disco gravado ao vivo com a Metropole Orkest), Famíia Caymmi (Caymmi, irretocável tributo ao centenário de nascimento de Dorival Caymmi), Hamilton de Holanda (um tributo ao seminal Pixinguinha), Osesp e Wilson das Neves (o superestimado Se me chamar, ô sorte), entre outros nomes. Eis todos os álbuns premiados em 14 de maio nas diversas categorias 25º edição do Prêmio da Música Brasileira:

* Canção popular - Reencontro (Ângela Maria e Cauby Peixoto) 
* Eletrônico - Carnaval beach club vol. 1 (Rodrigo Sha)
* Erudito - Heitor Villa-Lobos - Sinfonia nº 6 e nº 7 (Osesp)
* Infantil - Arca de Noé (vários artistas)
* Instrumental - Mundo de Pixinguinha (Hamilton de Holanda)
* Língua estrangeira - Leila Maria canta Billie Holiday in Rio (Leila Maria)
* MPB - Edu Lobo e Metropole Orkest (Edu Lobo e Metropole Orkest)
* Pop / rock / reggae / hip hop / funk - Atento aos sinais (Ney Matogrosso)
* Projeto especial - Caymmi (Danilo Caymmi, Dori Caymmi e Nana Caymmi)
* Projeto visual - Arca de Noé (vários artistas)
* Regional - Zulusa (Patrícia Bastos)
* Samba - Se me chamar, ô sorte (Wilson das Neves)
* DVD - Criolo & Emicida ao vivo (Criolo e Emicida)

terça-feira, 15 de abril de 2014

Recordista do 25º prêmio da música, Das Neves enfrenta baiano Riachão

O cantor, compositor e baterista carioca Wilson das Neves é o recordista de indicações da 25ª edição do Prêmio da Música Brasileira. Por conta de seu quarto disco como cantor, Se me chamar, ô sorte (MP,B Discos / Universal Music, 2013), o artista disputa consigo mesmo o prêmio de Melhor canção. Todas as três músicas que concorrem na categoria - Cara de queixa (Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro, 2013), Samba para João (Wilson das Neves e Chico Buarque, 2013) e Se me chamar, ô sorte (Wilson das Neves e Cláudio Jorge) - são oriundas incrivelmente do mesmo disco de Das Neves. Diante desse feito inusitado, o CD Se me chamar, ô sorte obviamente concorre ao troféu de Melhor álbum na categoria samba, disputando o prêmio com Matéria-prima (disco de inéditas lançado de forma independente em 2013 pelo cantor e compositor carioca Sombrinha) e com Mundão de ouro (disco do compositor baiano Riachão). Cabe lembrar que o samba é o homenageado de 2014 na premiação idealizada e produzida pelo empresário José Maurício Machline. Tirados dos 103 indicados em 16 categorias, os vencedores do 25º Prêmio da Música Brasileira serão conhecidos em cerimônia agendada para o dia 14 de maio de 2014 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro (RJ).

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Rogê grava 'Baile do brenguelé' ao vivo com Arlindo, Das Neves e Meriti

Pouco mais de um ano após ter lançado Brenguelé (Coqueiro Verde Records, 2012), o cantor e compositor carioca Rogê se prepara para fazer o registro ao vivo do show inspirado no disco produzido por Kassin. A gravação do Baile do Brenguelé para edição em DVD está agendada para quinta-feira, 11 de julho de 2013, em show no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro (RJ), que vai ter intervenções de Arlindo Cruz (parceiro de Rogê em temas como Na veia), Serginho Meriti e Wilson das Neves. A produção é dividida entre Canal Brasil e Carioca Filmes.

sábado, 23 de março de 2013

Conectado com Berna, Das Neves reitera dom no quarto CD como cantor

Resenha de CD
Título: Se me chamar, ô sorte
Artista: Wilson das Neves
Gravadora: MP,B Discos / Universal Music
Cotação: * * * 1/2

Talvez hoje mais conhecido pelo público como o baterista da Orquestra Imperial e dos shows de Chico Buarque, Wilson das Neves vem seguindo carreira de cantor desde 1996, ano em que lançou o CD O som sagrado de Wilson das Neves. Entretanto, a rigor, o artista carioca - que atua como músico desde os anos 50 e chegou a dividir (estupendo) álbum com Elza Soares na função de (exímio) baterista - já  se arriscou como cantor e compositor em faixas de discos que gravou nos anos 70. Contudo, foi a partir de O som sagrado de Wilson das Neves que o baterista - atualmente com 76 anos - se assumiu cantor de forma definitiva. De lá para cá, ele já gravou os discos Brasão de Orfeu (2004) e Pra gente fazer mais um samba (2010). Álbum lançado neste mês de março de 2013, Se me chamar, ô sorte é seu quarto título como intérprete. Como os três antecessores, Se me chamar, ô sorte apresenta repertório autoral composto por Neves com parceiros como Paulo César Pinheiro (letrista de seis dos 14 sambas do disco), Cláudio Jorge, Luiz Carlos da Vila (1949-2008) e Chico Buarque, afiado letrista do belo Samba para João, recado de Das Neves para o neto João. Chico valoriza o samba com versos como "A mão que afaga o tambor / Tem um dom qualquer / É como saber tocar / Pele de mulher". A diversidade do leque de parceiros - já experimentada no anterior Pra gente fazer mais um samba - ajuda o compositor a manter acesa a chama da criatividade. Contudo, a maior novidade de Se me chamar, ô sorte é a conexão de Das Neves com o produtor Berna Ceppas. Da linhagem de Kassin, com quem já assinou diversas produções, Ceppas pilotou o disco ao lado de Paulo César Pinheiro e do próprio Das Neves. Pode soar estranho, mas não houve choque entre a modernidade de Ceppas e a tradição de Pinheiro. Talvez porque o time de arranjadores - Bia Paes  Leme, Jorge Helder, Luiz Cláudio Ramos, Vittor Santos e Zé Luiz Maia - tenha servido bem ao repertório. Ambientado fora dos quintais, Se me chamar, ô sorte corteja o clima mais íntimo de uma boate em sambas como Limites (Wilson das Neves e Toninho Nascimento) e Feito siameses (Wilson das Neves e  Vitor Bezerra). A atmosfera mais interiorizasa do disco é preservada até pelo metais orquestrados por Vittor Santos - cujo trombone sublinha com certa malandragem a reconciliação conjugal narrada em Trato (Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro) - para sambas como O dono da razão (Wilson das Neves e Tuninho Gerais) e Máscara de cera (Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro). No todo, Se me chamar, ô sorte esbanja requinte e harmonia. Se Licor, sereno e mágoas (Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro) destila ressentimentos no toque do piano de João Rebouças e dos metais orquestrados por Vittor Santos, Ao nosso amor maior expõe o lirismo poético de Luiz Carlos da Vila, autor dos versos divididos por Das Neves com Áurea Martins, grande cantora diplomada nessa atmosfera noturna das boates. Em repertório que destaca o samba-título Se me chamar, ô sorte, composto e cantado por Das Neves com Cláudio Jorge, Peão de obra (Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro) se diferencia por transitar pela trilha do baião. Na letra, Pinheiro refaz a rota triste do nordestino que vira operário ao migrar para o eixo Rio-São Paulo, reciclando ideia de Cidadão (1979), música do compositor baiano Lúcio Barbosa já propagada nas vozes de Zé Geraldo e Zé Ramalho. Enfim, Se me chamar, ô sorte expõe a verve de Wilson das Neves como sambista de fino trato. O samba é seu dom.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Emicida lança música composta em tributo a Das Neves, que toca no rap

Emicida está lançando música inédita, Ô, Sorte!, composta pelo rapper paulista para reverenciar o cantor, compositor e baterista carioca Wilson das Neves, nome ligado ao samba. Feita no estúdio Na Cena, em São Paulo (SP), a gravação do rap teve a adesão do homenageado. Das Neves toca bateria na gravação, já em rotação no YouTube. Aliado ao piano de Pepe Cisneros e ao baixo de Duani Martins, o toque da bateria  do músico contribui para o suingue da batida leve do rap. Ô, Sorte! abre o projeto Meet The Legends, idealizado e produzido por Daniel Ganjaman com o intuito de unir artistas de gerações e estilos diferentes.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Neves grava quarto disco, 'Se me Chamar, Ô Sorte', com Berna e Kassin

Wilson das Neves grava seu quarto CD solo no estúdios Monoaural e Cia. dos Técnicos, no Rio de Janeiro (RJ). Intitulado Se me Chamar, Ô Sorte, nome do samba inédito composto pelo artista com Cláudio Jorge, o disco conta com  a dupla Berna Ceppas & Kassin na produção. O repertório apresenta sambas feitos por Wilson das Neves com parceiros como Nelson Sargento, Paulo César Pinheiro - responsável pela concepção artística do disco ao lado do dono do álbum  - e o citado Cláudio Jorge. Embora já esteja efetivamente gravando o CD, Neves capta recursos financeiros para custear o processo de gravação e edição do sucessor de O Som Sagrado de Wilson das Neves (1996), Brasão de Orfeu (2004) e Pra Gente Fazer Mais Um Samba (2010).

domingo, 6 de novembro de 2011

Chico revive em cena com Das Neves disputa pela bela 'Tereza da Praia'

Alvo em 1954 de histórica disputa entre os cantores Dick Farney (1921 -1987) e Lúcio Alves (1927 - 1993), Tereza da Praia - personagem fictícia do samba de Tom Jobim (1927 - 1994) e Billy Blanco (1924 - 2011) - volta a gerar charmosa rivalidade na música brasileira. Desta vez, nas vozes de Chico Buarque e Wilson das Neves, em dueto encenado no show Chico, cuja estreia nacional aconteceu na noite de sábado, 5 de novembro de 2011, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte (MG). Único convidado do show, cuja turnê vai percorrer o Brasil nos próximos meses, Das Neves entra em cena para cantar com o anfitrião Sou Eu, samba de Chico e Ivan Lins - dado em 2009 a Diogo Nogueira - que também aborda disputa masculina na conquista de uma mulher. É na sagaz sequência de Sou Eu que a dupla  - vista em cena na foto de Mauro Ferreira - revive Tereza da Praia, número em que Das Neves - baterista da banda que acompanha Chico no show - encarna malandro típico no universo do samba. Bela surpresa!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Tantinho e Wilson das Neves cantam Noel no palco do Prêmio da Música

Tantinho da Mangueira e Wilson das Neves - vistos em foto de Rodrigo Amaral - dividiram a cena na 22ª edição do Prêmio da Música Brasileira para cantar dois  sambas bem populares da obra do compositor carioca Noel Rosa (1910 - 1937), homenageado da festiva cerimônia realizada no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ) na noite de 6 de julho de 2011. À vontade no universo de Noel, Tantinho abriu o número com Conversa de Botequim (Noel Rosa e Vadico, 1935). Na sequência, Wilson das Neves vestiu Com que Roupa? (Noel Rosa, 1930) com sua ginga toda própria. No número seguinte, foi a vez de Lenine se encontrar com Luísa Maita. De início, o cantor interpretou Pierrot Apaixonado (Noel Rosa e Heitor dos Prazeres, 1935) em marcha lenta. Depois, Maita engatou As Pastorinhas (Noel Rosa e João de Barro, 1934), outra marcha do repertório do Poeta da Vila. Por fim, Lenine e Maita cantaram O Orvalho Vem Caindo (Noel Rosa e Kid Pepe, 1933), com metais evocando clima de gafieira.